UNIVERSIDADE CATÓLICA DE BRASÍLIA 
CURSO DE FÍSICA 
LABORATÓRIO DE FÍSICA TÉRMICA 
COEFICIENTE DE DILATAÇÃO LINEAR 
 OBJETIVO 
• Determinar o coeficiente de dilatação linear de uma haste metálica 
 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 
Um corpo sólido, submetido a ação do calor, apresenta alterações em suas dimensões a medida 
que sua temperatura varia. A dilatação segundo uma dimensão é denominada dilatação linear. Um 
bom exemplo é o espaço deixado entre os trilhos de uma linha férrea. Caso este espaço não existisse, 
os trilhos iriam se deformar, pois apesar da dilação ser muito pequena, quando comparada ao 
comprimento do trilho , as forças envolvidas são de magnitude muito grande. 
Vamos analisar a dilatação linear de uma haste fina de comprimento inicial 0 à temperatura T0 . 
Variando a temperatura desta haste para T, verifica-se que seu comprimento muda de valor, para  . 
A experiência mostra que a dilatação sofrida pela haste D =  - 0 , é proporcional ao seu 
comprimento inicial 0 e a variação de temperatura DT = T – T0 . Deste modo temos: 
D = a 0 DT Eq. 1 
A constante de proporcionalidade a é denominada de coeficiente de dilatação linear. Seu valor 
depende da natureza do material da haste. Na tabela apresentamos os valores do coeficiente de dilatação 
linear para alguns materiais. 
Material a ( 0C-1 ) 
Alumínio 2,4 10-5 
Latão 2,0 10-5 
Prata 1,9 10-5 
Ouro 1,4 10-5 
Cobre 1,4 10-5 
Ferro 1,2 10-5 
Aço 1.2 10-5 
Platina 0,9 10-5 
Vidro 0,9 10-5 
Vidro Pirex 0,3 10-5 
Física Térmica Dilatação Térmica 1
Analisando a tabela, verificamos que a dilatação linear do sólido é realmente muito pequena, quando 
comparada as suas dimensões. A Eq.1 mostra ,por exemplo, que a dilatação de uma haste de cobre de 
1,0m de comprimento que sofre uma variação de temperatura de 1000C é de apenas 1,4 mm. 
 MATERIAL NECESSÁRIO 
• manta • balão de 300ml 
• dilatômetro com hastes metálicas • presilha para fixar o balão 
• termômetro • suporte para balão 
• rolha com mangueira • liga de borracha 
 MONTAGEM 
Execute a montagem de acordo com as instruções: 
1. Coloque o nanômetro sobre o suporte II. 
2. Coloque a haste sobre o eixo do ponteiro, suporte II , fixando-a com cuidado ao suporte I. 
3. Coloque a mangueira na extremidade da haste no suporte I. 
4. Fixe o balão, coloque nele um pouco de água e conecte a mangueira à haste , como mostra a 
figura. 
5. Introduza o termômetro na mangueira próxima ao suporte II, com o cuidado de não quebrá-lo. 
6. Ajuste o nanômetro de modo a indicar zero. 
 PROCEDIMENTO 
Física Térmica Dilatação Térmica 2
1. Determine o comprimento inicial 0 da haste, desde o eixo do apoio II até o centro do fixador I. 
0 = _______________ 
2. Leia no termômetro a temperatura inicial da barra. 
T0 = _______________ 
3. Ligue a manta e aguarde a água ferver. Quando a água ferver, os vapores que circulam no interior da 
haste fazem com que ela se dilate. Durante a dilatação da haste observa-se que: 
a) O termômetro acusa temperatura ascendente. 
b) O ponteiro gira, o que indica que a haste aumenta seu comprimento. 
4. Aguarde até que a temperatura e a dilatação se estabilizem e determine a temperatura final da haste: 
TF = _______________ 
5. Leia no nanômetro a dilatação sofrida pela barra: 
Dl = ________________ 
 TAREFAS 
1. A partir dos dados experimentais determine o coeficiente de dilatação linear da haste . Compare o 
valor encontrado com o valor tabelado. Apresente os cálculos em seu relatório. 
a = _____________ material da haste: _______________ 
2. Após os cálculos da tarefa 1, troque a barra e repita os procedimentos no intuito de saber qual o 
coeficiente da nova barra e de que é feita? 
a = _____________ material da haste: _______________ 
3. Explique o por que não foi medida a dilatação superficial ou volumétrica da barra. 
4. Explique o por que de trilhos em ferrovias, placas de concreto em viadutos devem ser assentadas 
com um espaço entre elas. 
5. Compare os valores de a encontrados nas tarefas 1 e 2 e explique a diferença existente entre os 
resultados . 
6. Tire uma conclusão deste experimento. 
Física Térmica Dilatação Térmica 3

Dilatacao linear

  • 1.
    UNIVERSIDADE CATÓLICA DEBRASÍLIA CURSO DE FÍSICA LABORATÓRIO DE FÍSICA TÉRMICA COEFICIENTE DE DILATAÇÃO LINEAR OBJETIVO • Determinar o coeficiente de dilatação linear de uma haste metálica FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA Um corpo sólido, submetido a ação do calor, apresenta alterações em suas dimensões a medida que sua temperatura varia. A dilatação segundo uma dimensão é denominada dilatação linear. Um bom exemplo é o espaço deixado entre os trilhos de uma linha férrea. Caso este espaço não existisse, os trilhos iriam se deformar, pois apesar da dilação ser muito pequena, quando comparada ao comprimento do trilho , as forças envolvidas são de magnitude muito grande. Vamos analisar a dilatação linear de uma haste fina de comprimento inicial 0 à temperatura T0 . Variando a temperatura desta haste para T, verifica-se que seu comprimento muda de valor, para . A experiência mostra que a dilatação sofrida pela haste D = - 0 , é proporcional ao seu comprimento inicial 0 e a variação de temperatura DT = T – T0 . Deste modo temos: D = a 0 DT Eq. 1 A constante de proporcionalidade a é denominada de coeficiente de dilatação linear. Seu valor depende da natureza do material da haste. Na tabela apresentamos os valores do coeficiente de dilatação linear para alguns materiais. Material a ( 0C-1 ) Alumínio 2,4 10-5 Latão 2,0 10-5 Prata 1,9 10-5 Ouro 1,4 10-5 Cobre 1,4 10-5 Ferro 1,2 10-5 Aço 1.2 10-5 Platina 0,9 10-5 Vidro 0,9 10-5 Vidro Pirex 0,3 10-5 Física Térmica Dilatação Térmica 1
  • 2.
    Analisando a tabela,verificamos que a dilatação linear do sólido é realmente muito pequena, quando comparada as suas dimensões. A Eq.1 mostra ,por exemplo, que a dilatação de uma haste de cobre de 1,0m de comprimento que sofre uma variação de temperatura de 1000C é de apenas 1,4 mm. MATERIAL NECESSÁRIO • manta • balão de 300ml • dilatômetro com hastes metálicas • presilha para fixar o balão • termômetro • suporte para balão • rolha com mangueira • liga de borracha MONTAGEM Execute a montagem de acordo com as instruções: 1. Coloque o nanômetro sobre o suporte II. 2. Coloque a haste sobre o eixo do ponteiro, suporte II , fixando-a com cuidado ao suporte I. 3. Coloque a mangueira na extremidade da haste no suporte I. 4. Fixe o balão, coloque nele um pouco de água e conecte a mangueira à haste , como mostra a figura. 5. Introduza o termômetro na mangueira próxima ao suporte II, com o cuidado de não quebrá-lo. 6. Ajuste o nanômetro de modo a indicar zero. PROCEDIMENTO Física Térmica Dilatação Térmica 2
  • 3.
    1. Determine ocomprimento inicial 0 da haste, desde o eixo do apoio II até o centro do fixador I. 0 = _______________ 2. Leia no termômetro a temperatura inicial da barra. T0 = _______________ 3. Ligue a manta e aguarde a água ferver. Quando a água ferver, os vapores que circulam no interior da haste fazem com que ela se dilate. Durante a dilatação da haste observa-se que: a) O termômetro acusa temperatura ascendente. b) O ponteiro gira, o que indica que a haste aumenta seu comprimento. 4. Aguarde até que a temperatura e a dilatação se estabilizem e determine a temperatura final da haste: TF = _______________ 5. Leia no nanômetro a dilatação sofrida pela barra: Dl = ________________ TAREFAS 1. A partir dos dados experimentais determine o coeficiente de dilatação linear da haste . Compare o valor encontrado com o valor tabelado. Apresente os cálculos em seu relatório. a = _____________ material da haste: _______________ 2. Após os cálculos da tarefa 1, troque a barra e repita os procedimentos no intuito de saber qual o coeficiente da nova barra e de que é feita? a = _____________ material da haste: _______________ 3. Explique o por que não foi medida a dilatação superficial ou volumétrica da barra. 4. Explique o por que de trilhos em ferrovias, placas de concreto em viadutos devem ser assentadas com um espaço entre elas. 5. Compare os valores de a encontrados nas tarefas 1 e 2 e explique a diferença existente entre os resultados . 6. Tire uma conclusão deste experimento. Física Térmica Dilatação Térmica 3