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EBSL – novembro 2012 Rui Pimenta
[1]
ESCOLA BÁSICA E SECUNDÁRIA DE LORDELO
novembro 2012
Rui Pimenta
Contrastes de desenvolvimento
– Geografia: 9º ano –
EBSL – novembro 2012 Rui Pimenta
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Índice:
 Contrastes de desenvolvimento:
Indicadores de desenvolvimento
Outros indicadores que não o IDH:
- o PIB per capita
(- relação entre o IDH e o PIB per capita)
- o acesso à Educação
- a Esperança média de vida
- o acesso à Saúde
- a população subnutrida
- o acesso à água potável e ao saneamento básico
(Geografia – 9º ano)
EBSL – novembro 2012 Rui Pimenta
abaixo do limiar de pobreza, isto é, com menos de 1 dólar por dia.
- o PIB per capita dos países da OCDE de rendimento elevado (não estão incluídos a
Eslováquia, a Hungria, o México, a Polónia, a República Checa e a Turquia) é cerca de 17 vezes
mais alto do que o dos países da África Subsariana.
 A riqueza gerada a nível
mundial tem vindo a
aumentar, o que revela
um crescimento do PIB
per capita.
 Apesar disso, desequilí-
brios continuam a ser
consideráveis (ver mapa):
- cerca de mil milhões
de pessoas nos países
em desenvolvimento
(aproximadamente
1/6 da população
mundial) ainda vivem
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Indicadores de desenvolvimento
Outros indicadores que não o IDH – o PIB per capita
Contrastes de desenvolvimento
(Geografia – 9º ano)
PIB per capita no mundo (2005)
EBSL – novembro 2012 Rui Pimenta
 Para além das diferenças no PIB per capita entre regiões ou grupos de países, as
desigualdades na repartição da riqueza pela população são também muito assinaláveis.
 Como informação adicional refira-se que:
. 9 em cada 10 pessoas nos países da OCDE de rendimento elevado, estão entre os 20%
mais ricos;
. 1 em cada 2 habitantes da África Subsariana está entre os 20% mais pobres.
 De acordo com o gráfico, cuja distribuição do
rendimento mundial assemelha-se a um “copo de
champanhe”, é possível concluir que:
- existe um grande concentração da riqueza no
topo, isto é, entre os 20% mais ricos, em
comparação com aqueles que se encontram na
base, ou seja, os 20% mais pobres;
- os 20% mais ricos detêm três quartos (75%) do
rendimento mundial;
- os 20% mais pobres, que detêm apenas 1,5%
da riqueza gerada a nível mundial (correspon-
dem aproximadamente à população que vive
com menos de um dólar por dia).
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Indicadores de desenvolvimento
Outros indicadores que não o IDH – o PIB per capita (cont.)
Contrastes de desenvolvimento
(Geografia – 9º ano)
EBSL – novembro 2012 Rui Pimenta
 A desigualdade de rendimentos é tão elevada que os rendimentos das 500 pessoas mais ricas
do mundo excedem os dos cerca de 400 milhões de pessoas mais pobres.
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Indicadores de desenvolvimento
Outros indicadores que não o IDH – o PIB per capita (cont.)
Contrastes de desenvolvimento
(Geografia – 9º ano)
Distribuição dos maiores
milionários do mundo, em 2006.
EBSL – novembro 2012 Rui Pimenta
 É forçoso que relacionemos o PIB per capita com o IDH, pois que, como sabemos, este último
não existe sem que haja crescimento (económico), isto é, aumento da produção de bens e
serviços/aumento da riqueza.
 Assim, de um modo geral, os países com maior IDH apresentam um elevado PIB per capita
e, por oposição, aos países com menor IDH corresponde um PIB per capita mais baixo.
 Contudo, a relação entre o IDH e o PIB per capita nem sempre é proporcional.
de vida da população.
- é possível atingir altos níveis de IDH sem rendimentos elevados, como é o caso do
Vietname.
Em situações idênticas, fica demonstrado que tem havido conversão da riqueza em
desenvolvimento humano, pelo que há melhoria das condições de acesso da população à
saúde e à educação.
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Indicadores de desenvolvimento
Outros indicadores que não o IDH – (relação entre o IDH e o PIB per capita)
Contrastes de desenvolvimento
(Geografia – 9º ano)
Amostra sobre a relação
entre IDH e PIB per
capita, em 2005.
 Como é possível constatar
através do gráfico:
- nem sempre elevados rendi-
mentos garantem elevados
níveis de IDH, como é o caso
da Arábia Saudita.
Nestes casos, significa que o
crescimento económico não
tem sido acompanhado por
uma melhoria da qualidade
EBSL – novembro 2012 Rui Pimenta
 Neste sentido, o nível de instrução e
formação são fundamentais para que os
países possam desenvolver atividades
tecnologicamente mais modernas e produti-
vas que promovam o desenvolvimento dos
países, em particular dos países em
desenvolvimento.
 Assim, para ficarmos a conhecer o nível
educacional entre os diferentes países/re-
giões, recorremos às taxas de analfabetis-
mo e de alfabetização .
 A educação constitui um importante fator
na promoção do crescimento económico e
do desenvolvimento humano, que requer,
entre outras condições, o acesso de todos à
instrução e à formação.
 Isto é importante na medida em que se
verifica que há uma relação direta entre o
processo de desenvolvimento socioeconó-
mico de um país/região com a qualificação
da população.
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Indicadores de desenvolvimento
Outros indicadores que não o IDH – a Educação
Contrastes de desenvolvimento
(Geografia – 9º ano)
EBSL – novembro 2012 Rui Pimenta
- relativamente ao restantes países (2), verifica-se na generalidade que existem elevadas
taxas de analfabetismo, em particular na África Subsariana e na Ásia Meridional, e, em
especial entre as mulheres.
 As condições de acesso à educação nos países em desenvolvimento não são asseguradas,
uma vez que não existem escolas e professores em número suficiente, em consequência do
fraco investimento público no setor.
 As dificuldades financeiras das famílias levam um elevado número de jovens a trabalhar
desde muito cedo para sobreviver e os preconceitos religiosos e culturais impedem muitas
raparigas de frequentar a escola, situações que contribuem/justificam as elevadas taxas de
analfabetismo registadas.
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Indicadores de desenvolvimento
Outros indicadores que não o IDH – a Educação (cont.)
Contrastes de desenvolvimento
(Geografia – 9º ano)
 O mapa sobre a taxa de analfabetis-
mo põe em evidência contrastes entre
os países desenvolvidos (1) e os
países em desenvolvimento (2):
- no primeiro caso (1), o nível
educacional é, de um modo geral,
relativamente elevado, pelo que a
taxa de analfabetismo é baixa, já
que as crianças e jovens têm a
possibilidade de frequentar a
escola até mais tarde;
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 No entanto, em algumas regiões como os países Árabes e sobretudo a África Subsariana e a
Ásia do Sul, apesar de progressos significativos, revelam ainda grande atraso, com taxas
entre os 60% e 70%, situação reveladora da necessidade de um grande investimento na
educação.
 Nos países desenvolvidos, as taxas de alfabetização rondam
os 100%.
 Aquelas taxas aumentaram no conjunto dos países em
desenvolvimento.
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Indicadores de desenvolvimento
Outros indicadores que não o IDH – a Educação (cont.)
Contrastes de desenvolvimento
(Geografia – 9º ano)
EBSL – novembro 2012 Rui Pimenta
 As condições que promovem o aumento da esperança média de vida (EMV) estão
relacionadas com diversos fatores, entre os quais se destacam:
- a assistência médica;
- o acesso a medicamentos;
- a vacinação;
- uma melhor alimentação;
 Como é sabido, os progressos na medicina e a melhoria das condições de vida têm reflexos
na diminuição da taxa de mortalidade e, consequentemente, contribuem para a longevidade
da população.
 De acordo com o mapa, verifica-se que na generalidade dos países em desenvolvimento, a
EMV é baixa devido às deficitárias condições de acesso à saúde, à prevalência de doenças
infecto-contagiosas como a HIV/SIDA, a tuberculose e a malária.
 Existem igualmente problemas relacionados com a ausência de alimentos e o acesso a água
potável que, por sua vez, dão origem a problemas relacionados com a subnutrição e, em
alguns caos, a fome .
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Indicadores de desenvolvimento
Outros indicadores que não o IDH – a Esperança média de vida
Contrastes de desenvolvimento
(Geografia – 9º ano)
Esperança média de vida (2009)
- a alteração de hábitos e
condições de higiene;
- melhorias ao nível do sa-
neamento básico.
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Indicadores de desenvolvimento
Outros indicadores que não o IDH – a Esperança média de vida
Contrastes de desenvolvimento
(Geografia – 9º ano)
 A conjuntura exposta no slide anterior, relativamente ao Países em desenvolvimento, conduz
a valores elevados de mortalidade e, como consequência, promove a diminuição da EMV.
 De facto, enquanto nos países da OCDE de rendimento elevado a EMV ronda os 80 anos, em
muitos países da África Subsariana ela situa-se por volta 50 anos.
 Note-se que, quer na África Subsariana quer em alguns países da antiga União Soviética
(ex-URSS), tem-se assistido a uma diminuição da EMV.
 Estas disparidades (diferenças), devem-se, essencialmente, às diferentes condições de
assistência médica e alimentação.
 No entanto, em termos gerais, pode
afirmar-se que a EMV tem vindo a
aumentar ao longo dos anos, verificando-
-se uma gradual aproximação entre os
Países em desenvolvimento dos Países
desenvolvidos, o que contribui para o
aumento da longevidade a nível mundial.
 Apesar da referida aproximação dos
valores da EMV (entre PD e PED) os
contrastes entre países e regiões
continuam a verificar-se.
Variação da esperança média de vida entre 1985 e 2005,
por regiões ou grupos de países.
EBSL – novembro 2012 Rui Pimenta
 O “estado de saúde” depende da alimentação a que um indivíduo tem acesso, dos meios
que dispõe para a sua higiene pessoal e/ou dos cuidados que põe em prática, e também de
um conjunto de fatores ambientais e sociais que, consequentemente, influenciam a qualidade
de vida e o bem-estar .
 A exemplo de outros indicadores já estudados, os contrastes entre os PD e os PED são
evidentes, quer pela análise do investimento que é feito na saúde quer pela análise de
algumas variáveis simples, como, por exemplo:
- as despesas com a saúde;
- o número de médicos por habitante;
- a taxa de mortalidade infantil ;
- etc.
 Por último, importa não deixar de reforçar que as doenças infetocontagiosas como o
HIV/SIDA, a malária e a tuberculose têm maior incidência, como já vimos antes, nos países
em desenvolvimento.
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Indicadores de desenvolvimento
Outros indicadores que não o IDH – o acesso à Saúde
Contrastes de desenvolvimento
(Geografia – 9º ano)
EBSL – novembro 2012 Rui Pimenta
adequadas e profissionais de saúde em número ajustado às
necessidades.
 Relativamente aos PED, numa situação limite, as populações podem ver-se praticamente
privadas de médicos, enfermeiros, hospitais, centros de saúde e equipamento médico.
 As despesas relaciona-
das com a saúde são
muito diferentes entre
os dois grupos de
países: PD e PED.
 Nos PD os valores
monetários destinados
à prestação de cuida-
dos de saúde são
elevados.
 Além disso, existem
hospitais e centros de
saúde com condições
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Indicadores de desenvolvimento
Outros indicadores que não o IDH – o acesso à Saúde (despesas com a saúde)
Contrastes de desenvolvimento
(Geografia – 9º ano)
EBSL – novembro 2012 Rui Pimenta
 Por seu lado, entre os PD também existem contrastes, destacando-se a Europa como uma
das regiões em que alguns países apresentam um número elevado de médicos por habitante.
 Também relativamen-
te a este indicador os
contrastes entre PD e
PED são evidentes.
 Em praticamente todos
os PED verifica-se a
existência de um
reduzido número de
médicos.
 Alguns países da Amé-
rica do Sul apresentam
valores semelhantes
aos dos PD.
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Indicadores de desenvolvimento
Outros indicadores que não o IDH – o acesso à Saúde (número de médicos por hab.)
Contrastes de desenvolvimento
(Geografia – 9º ano)
EBSL – novembro 2012 Rui Pimenta
 A taxa de mortalidade infantil é um dos indicadores que melhor traduz o bem-estar humano
e, por consequência, os níveis de desenvolvimento dos diversos países.
- a taxa de mortalidade infantil tem diminuído em todas as regiões e grupos de países;
- a África Subsariana e a Ásia Meridional continuam a apresentar valores muito elevados,
em 2005.
Evolução da taxa de mortalidade
infantil entre 1970 e 2005.  De acordo com a informação verifica-se que:
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Indicadores de desenvolvimento
Outros indicadores que não o IDH – o acesso à Saúde (taxa de mortalidade infantil)
Contrastes de desenvolvimento
(Geografia – 9º ano)
Taxa de mortalidade infantil no
mundo, em 2005.
EBSL – novembro 2012 Rui Pimenta
 A redução, verificada ao longo dos anos, da taxa de mortalidade infantil deve-se:
- a campanhas de saúde pública que promovem o aleitamento materno exclusivo nos
primeiros seis meses de vida;
- à vacinação anti-sarampo;
- ao fornecimento de vitamina A;
- ao reforço do uso das redes mosquiteiras na prevenção da malária.
 É de salientar que a maioria das mortes registadas poderia ser evitada, caso a assistência
médica (antes, durante e após o parto) fosse mais eficaz, bem como o acesso a água potável
e a uma alimentação adequada.
 Apesar das melhorias alcançadas, mais de 10 milhões de crianças com menos de cinco anos
morrem por ano nos países em desenvolvimento.
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Indicadores de desenvolvimento
Outros indicadores que não o IDH – o acesso à Saúde (taxa de mortalidade infantil)
Contrastes de desenvolvimento
(Geografia – 9º ano)
EBSL – novembro 2012 Rui Pimenta
 Além disso, os países mais afetados pela pobreza são aqueles que na África Subsariana
apresentam maior crescimento demográfico/populacional.
 A alimentação é uma
necessidade básica com
reflexo na saúde das
populações e que não
está assegurada para
cerca de 870 milhões de
pessoas .
 A fome ou a subnutrição
afeta principalmente as
mulheres e crianças e,
como se vê no mapa,
tem maior incidência
nos países em desenvol-
vimento.
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Indicadores de desenvolvimento
Outros indicadores que não o IDH – a população subnutrida
Contrastes de desenvolvimento
(Geografia – 9º ano)
EBSL – novembro 2012 Rui Pimenta
 As principais causas de
fome/subnutrição estão
relacionadas com a
pobreza.
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Indicadores de desenvolvimento
Outros indicadores que não o IDH – a população subnutrida
Contrastes de desenvolvimento
(Geografia – 9º ano)
Pobreza Subnutrição
Diminuição
da resistência
à doença
Decréscimo
da energia
Diminuição
capacidade
p/ aprender
Diminuição
capacidade
de trabalho
Elevada TMi
Baixa EMV
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de subnutrição e, em casos extremos, de fome.
- atualmente, os recursos alimentares existentes são mais do que suficientes para
alimentar toda a população mundial, mas a má distribuição e gestão levam à abundância
e ao desperdício para uns, e à escassez e à fome para outros.
 Por último, registe-se que:
- nos PD, a produção mais ou
menos abundante dos recur-
sos alimentares conduz, em
muitos casos, a consumos
excessivos por parte da
maioria da população e a
problemas de sobrenutrição;
- em muitos dos PED da
América do Sul, da Ásia e da
África, sobretudo da África
Subsariana, verifica-se a
escassez de alimentos seja
ela temporária ou crónica o
que contribui para a exis-
tência de inúmeras situações
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Indicadores de desenvolvimento
Outros indicadores que não o IDH – a população subnutrida
Contrastes de desenvolvimento
(Geografia – 9º ano)
EBSL – novembro 2012 Rui Pimenta
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Indicadores de desenvolvimento
Outros indicadores que não o IDH – o acesso à água potável e ao saneamento básico
Contrastes de desenvolvimento
(Geografia – 9º ano)
 A .
EBSL – novembro 2012 Rui Pimenta
 OCDE (http://www.oecd.org/) – A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico, criada em 30
de Setembro de 1961, é também chamada de "Grupo dos Ricos" porque os 34 países participantes produzem
juntos mais da metade de toda a riqueza do mundo.
Como se pode confirmar através dos quadros, da OCDE fazem parte países que se repartem por diferentes
áreas/regiões do mundo.
 Taxa de analfabetismo – Corresponde à percentagem da população, com 15 ou mais anos, que não sabe ler
nem escrever.
 Taxa de alfabetização – corresponde à percentagem da população com idade superior a 15, que pode ler e
escrever e compreender um texto simples.
 Esperança média de vida (à nascença) – Representa o número de anos que, em média, uma pessoa
quando nasce tem probabilidade de viver.
 Subnutrição/Subalimentação/desnutrição – Estado de desequilíbrio nutricional, resultante de ingestão
insufici-ente de nutrientes/alimentos para as necessidades fisiológicas normais.
[21]
Glossário:
Contrastes de desenvolvimento
(Geografia – 9º ano)
Fundadores - 1948
Áustria Luxemburgo
Bélgica Noruega
Dinamarca Países Baixos (Holanda)
França Portugal
Grécia Reino Unido
Islândia Suécia
Irlanda Suíça
Itália Turquia
Admitidos em
Alemanha 1955
Espanha 1959
Admitidos em 1961
Canadá
EUA
Admitidos em
Japão 1964 Polónia 1996
Finlândia 1969 Rep. da Coreia
( Coreia do Sul )
1996
Austrália 1971
Nova Zelândia 1973 Eslováquia 2000
México 1994 Chile 2010
Rep. Checa 1995 Eslovénia 2010
Hungria 1996 Israel 2010País convidado em
2010
Estónia
EBSL – novembro 2012 Rui Pimenta
 Fome – A definição deste conceito não é totalmente pacífica, uma vez que:
. tratando-se de uma situação aguda, momentânea, equivaleria à urgência de se alimentar, a uma sensação
de grande apetite.
. por outro lado, a fome crónica, permanente, corresponde à situação em que a ingestão diária/habitual de
alimentos é insuficiente, não propiciando ao indivíduo a energia suficiente para a manutenção do seu orga-
nismo e para o desempenho das suas atividades quotidianas.
 Saúde – A OMS (Organização Mundial de Saúde) define saúde como o completo bem-estar físico, psíquico e
social. Por isso, não consiste somente na ausência de doença ou enfermidade.
 Qualidade de vida – Ainda no contexto da OMS este conceito traduz-se pela “perceção que o indivíduo tem
da sua posição na vida, no contexto da cultura e sistema de valores nos quais ele vive e em relação com os seus
objetivos, expetativas, padrões, e preocupações”, mas é também o desenvolvimento social (residência,
educação, saúde, transpor, lazer, trabalho), desenvolvimento económico (recursos económicos suficientes para
satisfazer as necessidades humanas básicas) e desenvolvimento humano (caridade e humildade).
Trata-se pois de um conceito multidimensional que, no entender de vários autores, deveria ainda considerar as
“expetativas futuras”.
Assim, segundo Carla Leal (http://www.porto.ucp.pt/lusobrasileiro/actas/Carla%20Leal.pdf), na tentativa de
uma proposta de síntese, refere que “qualidade de vida [conceito moderno e em constante mudança] é o
resultado da soma:
- do meio físico, social cultural, espiritual e económico onde o indivíduo está inserido;
- dos estilos de vida [… que o indivíduo] adota;
- das suas ações e da reflexão sobre si, sobre os outros e sobre o meio ambiente que o rodeia;
- das expetativas positivas em relação ao futuro.”
De um modo mais simplista (para jovens de 9º ano) vamos admitir que o conceito Qualidade de vida
constitui todo o ambiente da vida quotidiana passível de ser traduzido em indicadores objectivos: habitação,
educação, acesso a serviços de saúde, emprego e segurança social, segurança, …
[22]
Glossário:
Contrastes de desenvolvimento
(Geografia – 9º ano)
EBSL – novembro 2012 Rui Pimenta
 Bem-estar – Corresponde ao estado psicológico resultante da satisfação das necessidades e aspirações
pessoais, em consequência de uma componente “objectiva” (associada à QUALIDADE DE VIDA) e “subjectiva”,
que envolve o grau de realização pessoal e de reconhecimento social.
 Taxa de mortalidade infantil – É o número de óbitos/mortes de crianças com menos de um ano, por mil
nados-vivos, ocorridos durante um ano, num determinado país/região.
 Malária – É uma doença infecciosa, não contagiosa e de evolução crónica, com manifestações episódicas de
caráter agudo. Provavelmente é a doença parasitária mais antiga, conhecida na Antiguidade como febre
intermitente.
A malária é transmitida ao homem através de picada de mosquitos do género Anopheles, que são os vetores da
doença. Somente as fêmeas são hematófagas e transmitem o agente infeccioso, normalmente ao crepúsculo e à
noite. É preciso que o vetor tenha adquirido previamente a infecção após picar outro enfermo. A transmissão
também pode ser acidental, através de transfusão de sangue contaminado ou pelo uso de agulhas e seringas
infectadas.
O espaço de tempo entre a picada do mosquito infectante e o aparecimento do quadro clínico vai desde 12 até 30
dias, dependendo da espécie do agente infeccioso. Quando a infecção se deve a uma transfusão de sangue, o
período de incubação pode ser de até 2 meses.
A malária é uma das endemias mais frequentes na Região da Amazónia, onde os aspetos eco-epidemiológicos –
o calor e a humidade excessivos e a grande extensão de seus rios (onde naturalmente se inclui o Amazonas) –,
contribuem para a proliferação dos anopheles e dificultam o controle da doença.
 A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) estima que, em 2010-2012, 868
milhões de pessoas sofressem de problemas de subnutrição, o que representa 12,5% da população mundial. A
esmagadora maioria desta população (852 milhões) vive em países em desenvolvimento […]
(http://observatorio-das-desigualdades.cies.iscte.pt/index.jsp?page=news&id=228).
[23]
Glossário:
Contrastes de desenvolvimento
(Geografia – 9º ano)