29 – 10 - 2017
FRATERNIDADE ESPÍRITA - FÉ, CARIDADE e LUZDeus criou a mulher
Genesis, c 2 vv 21 a 24
21 Então o Senhor Deus fez cair um sono pesado sobre o homem, e este
adormeceu; tomou-lhe, então, uma das costelas, e fechou a carne em seu
lugar;
24 Portanto deixará o homem a seu pai e a sua mãe,
e unir-se-á à sua mulher, e serão uma só carne.
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Genesis, c 2 vv 21 a 24
Deus criou a mulherDeus casou Adão e Eva
23 Então disse o homem:
Esta é agora osso dos meus ossos, e carne da minha carne; ela
será chamada mulher, porquanto do homem foi tomada.
O Consolador
A ESCOLADA ALMA
22 e da costela que o senhor Deus lhe tomara, formou a mulher e a trouxe ao
homem.
A melhor escola ainda é o lar, onde a criatura deve receber as bases do
sentimento e do caráter.
Os estabelecimentos de ensino do mundo, podem instruir, mas só o instituto da
família pode educar.
É por essa razão que a universidade poderá fazer o cidadão, mas somente o lar
pode edificar o homem.
Na sua grandiosa tarefa de cristianização, essa é a profunda finalidade do
Espiritismo evangélico, no sentido de iluminar a consciência da criatura.
A fim de que o lar se refaça e novo ciclo de progresso espiritual se traduza,
entre os homens, em lares cristãos, para a nova era da Humanidade.
110 – Qual a melhor escola de preparação das almas reencarnadas, na Terra?
A ESCOLADA ALMA
O Consolador
A FUNÇÃODA FAMÍLIA
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A IMPORTÂNCIADO LARA FUNÇÃODA FAMÍLIA
Emmanuel, Vida e Sexo - cap. 2
De todas as associações existentes na Terra, nenhuma talvez mais
importante em sua função educadora e regenerativa: a constituição
da família.
Por intermédio da paternidade e da maternidade, o homem e a mulher
adquirem mais amplos créditos da Vida Superior.
Arraigada nas vidas passadas de todos aqueles que a compõem, a família
terrestre é formada, assim, de agentes diversos, porquanto nela se reencontram,
comumente, afetos e desafetos, amigos e inimigos.
Para os ajustes e reajustes indispensáveis, ante as leis do destino.
Apesar disso, importa reconhecer que o clã familiar evolve incessantemente para
mais amplos conceitos de vivência coletiva, sob os ditames do aperfeiçoamento
geral, conquanto se erija sempre em educandário valioso da alma.
Temos, dessa forma, no instituto doméstico uma organização de origem divina,
em cujo seio encontramos os instrumentos necessários ao nosso próprio
aprimoramento para a edificação do Mundo Melhor.
De modo idêntico, é natural que as inteligências domiciliadas nas Esferas
Superiores se consagrem a resguardar e guiar aqueles companheiros de
experiência, volvidos à reencarnação para fins de progresso e
burilamento.
Temos, dessa forma, no instituto doméstico uma organização de origem
divina, em cujo seio encontramos os instrumentos necessários ao nosso
próprio aprimoramento para a edificação do Mundo Melhor.
A parentela no Planeta faz-se filtro da família espiritual sediada além da
existência física, mantendo os laços preexistentes entre aqueles que lhe
comungam o clima.
Emmanuel, Vida e Sexo, cap. 4
De semelhante agremiação, na qual dois seres se
conjugam, atendendo aos vínculos do afeto, surge o lar,
garantindo os alicerces da civilização.
Através do casal, aí estabelecido, funciona o
princípio da reencarnação, consoante as Leis Divinas, possibilitando
o trabalho executivo dos mais elevados programas de ação do
Mundo Espiritual.
Daí, as fontes de alegria que se lhes rebentam do ser com as
tarefas da procriação.
Os filhos são liames de amor conscientizado que lhes
granjeiam proteção mais extensa do Mundo Maior, de vez
que todos nós integramos grupos afins.
Na arena terrestre, é justo que determinada criatura se faça assistida
por outras que lhe respiram a mesma faixa de interesse afetivo.
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A FORMAÇÃODA FAMÍLIA
Emmanuel, Vida e Sexo, cap. 4
A IMPORTÂNCIADO LAR
Na comunhão de dois seres para a organização da família, prevalece o
compromisso de assistência não só de um para com o outro, mas
também para com os filhos que procedem do laço afetivo.
Na tépida estrutura do ninho doméstico, germinam lhe no ser, os
primeiros pensamentos e as primeiras esperanças.
Não possuímos ainda na Terra institutos destinados à
preparação da paternidade e da maternidade responsáveis.
Identifiquemos no lar a escola viva da alma.
O Espírito, quando retorna ao Plano Físico, vê nos pais as
primeiras imagens de Deus e da Vida.
O ambiente doméstico
Pais imaturos, do ponto de vista espiritual, comumente se infantilizam, no
tempo exato do trabalho mais grave que lhes compete, no setor educativo, e,
ao invés de guiarem os pequeninos com segurança para o êxito em seu novo
desenvolvimento no estágio da reencarnação, embaraçam lhes os
problemas, ora tratando as crianças como se fossem adultos ou tratando os
filhos adultos como se fossem crianças.
Estabelecido o desequilíbrio, irrompem os conflitos de ciúme e rebeldia,
narcisismo e crueldade, que asfixiam as plantas da compreensão e da alegria
na gleba caseira, transformando-a em espinheiral magnético de vibrações
contraditórias, no qual os enigmas emocionais, trazidos do pretérito,
adquirem feição quase insolúvel.
Decorre daí a importância dos
conhecimentos alusivos à reencarnação,
nas bases da família, com pleno
exercício da lei do amor nos recessos do
lar, para
que o lar não se converta, de bendita
escola que é, em pouso neurótico,
albergando moléstias mentais
dificilmente reversíveis.
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Marcos c 3 vv 20 – 21 e 31 - 35
Parentela corporal e Parentela Espiritual
20 Depois entrou numa casa. E afluiu outra vez a multidão, de tal modo que nem
podiam comer.
21 Quando os seus ouviram isso, saíram para o prender; porque diziam:
“Ele está fora de si.”
31 Então chegaram a mãe e os irmãos de Jesus. Ficando do lado de fora, mandaram
alguém chamá-lo.
32 Havia muita gente assentada ao seu redor; e lhe disseram:
"Tua mãe e teus irmãos estão lá fora e te procuram".
33 perguntou ele.
"Quem é minha mãe, e quem são meus irmãos?"
34 Então olhou para os que estavam ao seu redor e disse:
"Aqui estão minha mãe e meus irmãos!
Quem faz a vontade de Deus,
este é meu irmão, minha irmã e minha mãe".
Parentela corporal e Parentela Espiritual
A FORMAÇÃODA FAMÍLIA
Marcos c 3 vv 20 – 21 e 31 - 35
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O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. 14 – item 8
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Casamento e FamíliaParentela corporal e Parentela Espiritual
A FORMAÇÃODA FAMÍLIA
Os laços do sangue não criam forçosamente os liames entre os Espíritos.
O corpo procede do corpo, mas o Espírito não procede do Espírito, porquanto
o Espírito já existia antes da formação do corpo.
Não é o pai quem cria o Espírito de seu filho; ele mais não faz do que lhe
fornecer o invólucro corpóreo, cumprindo-lhe, no entanto, auxiliar o
desenvolvimento intelectual e moral do filho, para fazê-lo progredir.
Os que encarnam numa família, sobretudo como parentes próximos, são, as
mais das vezes, Espíritos simpáticos, ligados por anteriores relações, que se
expressam por uma afeição recíproca na vida terrena.
Mas, também pode acontecer sejam completamente estranhos uns aos outros
esses Espíritos, afastados entre si por antipatias igualmente anteriores, que se
traduzem na Terra por um mútuo antagonismo, que aí lhes serve de provação.
Não são os da consanguinidade os verdadeiros laços de família e sim os da
simpatia e da comunhão de ideias, os quais prendem os Espíritos antes, durante e
depois de suas encarnações.
Segue-se que dois seres nascidos de pais diferentes podem ser mais irmãos pelo
Espírito, do que se o fossem pelo sangue.
Podem então atrair-se, buscar-se, sentir prazer quando juntos, ao passo que dois
irmãos consanguíneos podem repelir-se, conforme se observa todos os dias:
problema moral que só o Espiritismo podia resolver pela pluralidade das
existências.
O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. 14 – item 8
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Benedita Fernandes – S.O.S. Família, cap. 3
quanto parecem, podendo defender-se e realizar-se, sem a necessidade da
estrutura familiar, o que libera os pais negligentes de manterem os vínculos
conjugais, separando-se tão logo enfrentam insatisfações e desajustes, sem que se
preocupem com a prole. [...].
Diante das contestações que se avolumam, na atualidade, pregando a reforma dos
hábitos e costumes, surgem os demolidores de Instituições, assinalando necessidade
de uma nova ordem que parece assentar as bases na anarquia.
A onda cresce e o tresvario domina avassalador, ameaçando os mais
nobres patrimônios da cultura, da ética e da civilização, [...].
Entre as instituições que, para eles, se apresentam ultrapassadas,
destacam o matrimônio e a família [...].
A única falência, no momento, é a do homem, que perturba, e, insubmisso, deseja
subverter a ordem estabelecida, em vãs tentativas de mudar a linha do equilíbrio,
dando margem às alienações em que mergulha.
Certamente, muitos fatores sociológicos, psicológicos, religiosos e econômicos
contribuíram para este fenômeno.
Não obstante, são injustificáveis os comportamentos que investem contra as
instituições objetivando demoli-las, ao invés de auxiliar de forma edificante em favor
da renovação do que pode ser recuperado, bem como da transformação daquilo que
se encontre ultrapassado.
O processo da evolução é inevitável.
Todavia, a agressão, pela violência, contra as conquistas que devem ser alteradas,
gera danos mais graves do que aqueles que buscam corrigir.
Casamento e Família
Enquanto houver o sentimento de amor no coração do homem (o
casamento sempre existirá, por ser manifestação de Deus) o
matrimônio permanecerá, e a família continuará sendo a célula
fundamental da sociedade.
Envidar esforços para a preservação dos valores morais,
estabelecidos pela necessidade do progresso espiritual, é de todos
que, unidos, contribuirão para uma vida melhor e uma humanidade
mais feliz, na qual o bem será resposta primeira de todas as
aspirações.
Emmanuel – Família – cap. 7
A FORMAÇÃODA FAMÍLIA
Afirmam que a criança e o jovem não são tão dependentes
Benedita Fernandes – S.O.S. Família, cap. 3
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Antes do berço, quase sempre, conhece a alma humana, plenamente desperta,
grande parte dos débitos que lhe induzem o coração a remergulhar nas forças do
Plano Físico.
É então que o afeto dos pais lhes confere doce refúgio.
No clima nutriente do lar, aquietam as próprias ânsias, refazendo-se à luz do
entendimento e da prece, para o combate consigo mesmo na estrada redentora.
Antes do berço
Emmanuel – Família – cap. 7
A MISSÃODOS PAISA FORMAÇÃODA FAMÍLIA
Muitas vezes com o auxílio dos benfeitores que endossam as novas
experiências, contempla o quadro de provações em que
testemunhará humildade e renuncia.
Muitos candidatos ao recomeço da aprendizagem na Terra, em
semelhantes visões do limiar, tremem e choram, debatendo-se em
clamoroso receio, acovardados à última hora.
Entretanto, se pais e mães, nessa hora, surgem moralmente inabilitados,
entre a indiferença e a discórdia, desajustes e enfermidades poderão
sobrevir na grande passagem, porquanto o aborto e o desequilíbrio
aparecerão aflitivos, sobrecarregando o nascituro de pesados gravames que,
em muitas ocasiões, só a morte inesperada conseguirá reprimir.
Pais amigos, guardai convosco, ante o berço terrestre, a oração e o carinho,
a caridade e a paz, porque sois responsáveis, na luz da reencarnação, por
aquele que volta, em nome do Senhor, a rogar-vos abrigo, a fim de burilar-se
e servir, ofertando-vos, ao mesmo tempo, as mais nobres oportunidades de
elevação....
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O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. 14 – item 9
Se por culpa vossa ele se conservou atrasado, tereis como castigo vê-
lo entre os Espíritos sofredores, quando de vós dependia que fosse
ditoso.
Os vossos cuidados e a educação que lhe dareis auxiliarão o seu
aperfeiçoamento e o seu bem-estar futuro.
Lembrai-vos de que a cada pai e a cada mãe perguntará Deus: “ Que
fizestes do filho confiado à vossa guarda? ”
Ó espíritas! Compreendei agora o grande papel da Humanidade; compreendei que,
quando produzis um corpo, a alma que nele encarna vem do Espaço para progredir;
inteirai-vos dos vossos deveres e ponde todo o vosso amor em aproximar de Deus
essa alma; tal a missão que vos está confiada e cuja recompensa recebereis, se
fielmente a cumprirdes.
A ingratidão dos filhos e os laços de família
A MISSÃODOS PAIS
O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. 14 – item 9
Então, vós mesmos, assediados de remorsos, pedireis vos seja concedido
reparar a vossa falta; solicitareis, para vós e para ele, outra encarnação em
que o cerqueis de melhores cuidados e em que ele, cheio de
reconhecimento, vos retribuirá com o seu amor.
Imperfeita intuição do passado se revela,
do qual podeis deduzir que um ou outro já
odiou muito, ou foi muito ofendido; que
um ou outro veio para perdoar ou para
expiar.
Não escorraceis, pois, a criancinha que
repele sua mãe, nem a que vos paga com a
ingratidão; não foi o acaso que a fez assim e
que vo-la deu.
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A ingratidão dos filhos e os laços de família
A MISSÃODOS PAIS
Fazei-vos merecedoras dos gozos divinos que Deus conjugou à maternidade,
ensinando aos vossos filhos que eles estão na Terra para se aperfeiçoar, amar e
bendizer.
Mas, muitas dentre vós, em vez de eliminar por meio da educação os maus
princípios inatos de existências anteriores, entretêm e
desenvolvem esses princípios, por uma culposa fraqueza, ou por descuido, e,
mais tarde, o vosso coração, ulcerado pela ingratidão dos vossos filhos, será para
vós, já nesta vida, um começo de expiação.
A tarefa não é tão difícil quanto vos possa parecer.
Desde pequenina, a criança manifesta os instintos bons ou
maus que traz da sua existência anterior.
Todos os males se originam do egoísmo e do orgulho.
O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. 14 – item 9
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André Luiz – Conduta Espírita – cap. 21 – Perante a criança
Se deixar se desenvolvam o egoísmo e o orgulho, não
se espantem de serem mais tarde pagos com a
ingratidão.
Todos os males se originam do egoísmo e do orgulho.
Espreitem, pois, os menores indícios reveladores do gérmen de tais vícios e
cuidem de combatê-los, sem esperar que lancem raízes profundas.
À amargura muito natural que então lhes advém da improdutividade de seus
esforços, Deus reserva grande e imensa consolação, na certeza de que se trata
apenas de um retardamento, que concedido lhes será concluir
noutra existência a obra agora começada e que um dia o filho ingrato os
recompensará com seu amor.
Quando os pais hão feito tudo o que devem pelo adiantamento moral de
seus filhos, se não alcançam êxito, não têm de que se inculpar a si mesmos e
podem conservar tranquila a consciência.
A ingratidão dos filhos e os laços de família
A MISSÃODOS PAIS
O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. 14 – item 9
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Não permitir que as crianças participem de reuniões ou
festas que conspurquem os sentimentos, e, em nenhuma
oportunidade, oferecer-lhes presentes suscetíveis de
incentivar lhes qualquer atitude agressiva ou belicosa, tanto
em brinquedos quanto em publicações.
A criança sofre de maneira profunda a influência do meio.
André Luiz – Conduta Espírita – cap. 21 – Perante a criança
A MISSÃODOS PAIS
A importância da evangelização
Na meninice corpórea, o Espírito encontra ensejo de renovar as bases da
própria vida.
Os pais espíritas podem e devem matricular os filhos nas escolas de moral
espírita cristã, para que os companheiros recém-encarnados possam iniciar
com segurança a nova experiência terrena.
Os pais respondem espiritualmente como cicerones dos que ressurgem no
educandário da carne.
Distribuir incessantemente as obras infantis da literatura espírita, de autores
encarnados e desencarnados, colaborando de modo efetivo na implantação
essencial da Verdade Eterna.
O livro edificante vacina a mente infantil contra o mal.
Observar quando se deve ou não conduzir as crianças a reuniões
doutrinárias.
A ordem significa artigo de lei para toda idade.
Eximir-se de prometer, às crianças que estudam, quaisquer prêmios
ou dádivas como recompensa ou (falso) estímulo pelo êxito que
venham a atingir no aproveitamento escolar, para não viciar lhes a
mente.
A noção de responsabilidade nos deveres mínimos é o ponto de
partida para o cumprimento das grandes obrigações.
Não incrementar o desenvolvimento de faculdades
mediúnicas em crianças, nem lhes permitir a presença
em atividades de assistência a desencarnados, ainda
mesmo quando elas apresentem perturbações de
origem mediúnica, circunstância esta em que devem
receber auxílio através da oração e do passe
magnético.
RESPONSABILIDADEDOS FILHOS
Êxodo c 20 v 12
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Êxodo c 20 v 12
Honra a teu pai e a tua mãe,
para que se prolonguem os
teus dias na terra que o Senhor
teu Deus te dá.
RESPONSABILIDADEDOS FILHOS
O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. 14 – item 3
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RESPONSABILIDADEDOS FILHOS
Piedade filial
O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. 14 – item 3
Honrar a seu pai e a sua mãe, não consiste apenas em respeitá-los; é
também assisti-los na necessidade; é proporcionar-lhes repouso na velhice;
é cercá-los de cuidados como eles fizeram conosco, na infância.
Sobretudo para com os pais sem recursos é que se demonstra a
verdadeira piedade filial. [...].
Não, os filhos não devem a seus pais só o estritamente
necessário, devem-lhes também, as solicitudes, os cuidados
amáveis, que são apenas o juro do que receberam, o pagamento
de uma dívida sagrada.
Unicamente essa é a piedade filial grata a Deus.
Alguns pais, é certo, descuram de seus deveres e não são para
os filhos o que deviam ser; mas, a Deus é que compete puni-
los e não a seus filhos. [...].
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Devem, pois, os filhos tomar como regra de conduta para
com seus pais todos os preceitos de Jesus, concernentes ao
próximo e ter presente que todo
Alguns pais, é certo, descuram de seus deveres e não são para
os filhos o que deviam ser; mas, a Deus é que compete puni-
los e não a seus filhos. [...].
RESPONSABILIDADEDOS FILHOS
Piedade filial
O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. 14 – item 3
Se a lei da caridade manda se pague o mal com o
bem, se seja indulgente para as imperfeições de
outrem, se não diga mal do próximo, se lhe
esqueçam e perdoem os agravos, se ame até os
inimigos, quão maiores não hão de ser essas
obrigações, em se tratando de filhos para com os
pais!
procedimento censurável, com relação aos
estranhos, ainda mais censurável se torna
relativamente aos pais; e que o que talvez não
passe de simples falta, no primeiro caso, pode ser
considerado um crime, no segundo, porque, aqui, à
falta de caridade se junta a ingratidão.
Joanna de Ângelis – S.O.S. Família, cap. 23
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Toda a gratidão sequer retribuirá a fortuna da oportunidade fruída através do
renascimento carnal.
Joanna de Ângelis – S.O.S. Família, cap. 23
Deveres dos Filhos
O carinho e respeito contínuos não representarão oferenda compatível com a
amorosa assistência recebida deste antes do berço.
A delicadeza e a afeição à grandeza dos gestos de sacrifício e da abnegação
demoradamente recebidos.
Os filhos têm deveres intrasferíveis para com os pais, instrumentos
de Deus para o trâmite da experiência carnal, mediante a qual o
Espírito adquire patrimônios superiores, resgata insucessos e
comprometimentos perturbadores.
Existem genitores que apenas procriam, fugindo à responsabilidade.
Não compete, porém, aos filhos julgá-los com severidade, desde que não são
dotados da necessária lucidez e correção para esse fim.
Se fracassaram no sagrado ministério, não se furtarão à consciência, em forma
da presença da culpa neles gravada.
RESPONSABILIDADEDOS FILHOS
Auxiliá-los por todos os meios ao alcance é mister indeclinável, que o
filho deve ofertar com extremos de devotamento e renúncias.
A ingratidão dos filhos para com os pais é dos mais graves enganos a
que se pode permitir o Espírito na sua marcha ascensional.
A irresponsabilidade dos progenitores de forma alguma
justifica a falência dos deveres morais por parte da prole.
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RESPONSABILIDADEDOS FILHOS
Joanna de Ângelis – S.O.S. Família, cap. 23
Deveres dos Filhos
A irresponsabilidade dos progenitores de forma alguma
justifica a falência dos deveres morais por parte da prole.
Ninguém se vincula a outrem através dos vigorosos liames
do corpo somático, da família, sem justas, ponderosas
razões.
Ama e respeita em teus genitores a humana manifestação da
paternidade divina.
Quando fortes, sê-lhes a companhia e a jovialidade: quando fracos, a
proteção e o socorro.
Enquanto sadios, presenteia-os com a alegria e a consideração; se
enfermos, com a assistência dedicada e a sustentação preciosa.
Em qualquer situação ou circunstância, na maturidade ou na velhice,
afeiçoa-te àqueles que te ofertaram o corpo de que te serves para os
cometimentos da evolução, como o mínimo que podes dispensar-lhes,
expressando o dever de que te encontras investido.
PROBLEMAS DO LAR
Desincumbir-se das tarefas relevantes que o amor e
o reconhecimento impõem — eis o impositivo que
ninguém pode julgar lícito postergar.
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E apaga-se a beleza luminosa do amor, quando os cônjuges
perdem a camaradagem e o gosto de conversar.
O assunto mais trivial assume singular encanto nas palestras
mais fúteis.
O homem e a mulher comparecem aí, na integração de suas
forças sublimes.
Mas logo que recebem a bênção nupcial, a maioria atravessa
os véus do desejo e cai nos braços dos velhos monstros que
tiranizam corações.
Não há concessões recíprocas.
Não há tolerância e, por vezes, nem mesmo fraternidade.
PROBLEMAS DO LAR
André Luiz - Nosso Lar, cap. 20
– Questão de experiência, meu amigo - replicou a nobre matrona -
Por enquanto, raros conhecem que o lar é instituição
essencialmente divina e que se deve viver, dentro de suas
portas, com todo o coração e com toda a alma.
Enquanto as criaturas vulgares atravessam a florida região do
noivado, procuram-se mobilizando os máximos recursos do
espírito, e daí o dizer-se que todos os seres são belos quando
estão verdadeiramente amando.
o homem e a mulher aprenderão no sofrimento e na luta.
Noções de Lar
– Senhora Laura, essas definições suscitam um mundo de ideias novos.
Ah! Se conhecêssemos tudo isso lá na Terra!...
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Emmanuel, Livro da Esperança, cap. 75
– Tudo isso é a pura verdade!
- aduzi comovido.
– Que fazer, porém, meu amigo?
- replicou a bondosa senhora
- na fase atual evolutiva do planeta, existem na esfera carnal
raríssimas uniões de almas gêmeas, reduzidos matrimônios de
almas irmãs ou afins, e esmagadora porcentagem de ligações
de resgate.
- O maior número de casais humanos é constituído de
verdadeiros forçados, sob algemas.
E apaga-se a beleza luminosa do amor, quando os cônjuges
perdem a camaradagem e o gosto de conversar.
Daí em diante, os mais educados respeitam-se; os mais rudes mal
se suportam.
Não se entendem.
Perguntas e respostas são formuladas em
vocábulos breves.
Por mais que se unam os corpos, vivem mentes separados,
operando em rumos opostos.
PROBLEMAS DO LAR
André Luiz - Nosso Lar, cap. 20
Noções de LarNo caminho da elevação
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Abençoa os conflitos que, tantas vezes, te amarfanham o coração no carreiro
doméstico, sempre que o lar apareça por ninho de problema se inquietações.
É aí, entre as quatro paredes do reduto familiar, que reencontras a instrumentação
do sofrimento reparador.
Amigos transfigurados em desafios à paciência.
Pais incompreensíveis a te requisitarem entendimento.
Filhos convertidos em ásperos inquisidores da alma.
Parentes que se revelam por adversários ferrenhos sob o disfarce da
consanguinidade.
Lutas inesperadas e amargas que dilapidam as melhores forças da existência pelo
seu conteúdo de aflição.
Aceita as intimações do calvário doméstico, na feição com que se mostrem, como
quem acolhe o remédio indispensável à própria cura.
Desertar será retardar a equação que a contabilidade da vida exigirá sempre, na
matemática das causas e dos efeitos.
Nesse sentido, vale recordar que Jesus não afirmou que se alguém desejasse
encontra-lo, necessitaria proclamar lhe as virtudes, entretecer lhe lauréis,
homenagear lhe o nome ou consagrar se às atitudes de adoração, mas, sim, foi
peremptório, asseverando que os candidatos à integração com ele precisariam
carregar a própria cruz e seguir lhe os passos, isto é, suportarem com serenidade e
amor, entendimento e serviço os deveres de cada dia.
No caminho da elevação
Emmanuel, Livro da Esperança, cap. 75
Bem aventurado, pois, todo aquele que, apesar dos
entraves e das lágrimas do caminho sustentar nos
ombros, ainda mesmo desconjuntados e doloridos, a
bendita carga das próprias obrigações.
Joanna de Ângelis – S.O.S. Família, cap. 11
PROBLEMAS DO LAR
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PROBLEMAS DO LAR
Cristo em casa
Joanna de Ângelis – S.O.S. Família, cap. 11
Cristo, porém, quando se adentra pelo portal do lar, modifica a
paisagem espiritual do recinto.
As cargas de vibrações deletérias, os miasmas da intolerância, os
tóxicos nauseantes da ira, as palavras azedas vão rareando, ao
suave-doce contágio do Seu amor, e se modificam as expressões da
desarmonia e do desconforto, produzindo natural condição de
entendimento, de alegria, de refazimento.
Cristo no lar significa comunhão da esperança com o amor.
A Sua presença produz sinais evidentes de paz, e
aqueles que antes experimentavam repulsa pelo
ajuntamento doméstico descobrem Sintomas de
identificação, necessidade de auxílio mútuo.
Com Jesus em casa acendem se as claridades para o
futuro, a iluminar as sombras que campeiam desde
agora.
Jesus, o Cristo
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Consultas
Mateus c 19 vv 3 a 6
3 Aproximaram-se dele alguns fariseus que o experimentavam, dizendo:
É lícito ao homem repudiar sua mulher por qualquer motivo?
4 Respondeu-lhe Jesus:
Não tendes lido que o Criador os fez desde o
princípio homem e mulher,
5 e que ordenou:
‘Por isso deixará o homem pai e mãe,
e unir-se-á a sua mulher; e serão os dois uma só carne?’
6 Assim já não são mais dois, mas uma só carne.
Portanto o que Deus ajuntou, não o separe o homem.
Jesus, o Cristo
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Consultas
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D 11  Família

D 11 Família

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    29 – 10- 2017 FRATERNIDADE ESPÍRITA - FÉ, CARIDADE e LUZDeus criou a mulher Genesis, c 2 vv 21 a 24
  • 2.
    21 Então oSenhor Deus fez cair um sono pesado sobre o homem, e este adormeceu; tomou-lhe, então, uma das costelas, e fechou a carne em seu lugar; 24 Portanto deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e unir-se-á à sua mulher, e serão uma só carne. 2 / 23 Genesis, c 2 vv 21 a 24 Deus criou a mulherDeus casou Adão e Eva 23 Então disse o homem: Esta é agora osso dos meus ossos, e carne da minha carne; ela será chamada mulher, porquanto do homem foi tomada. O Consolador A ESCOLADA ALMA 22 e da costela que o senhor Deus lhe tomara, formou a mulher e a trouxe ao homem.
  • 3.
    A melhor escolaainda é o lar, onde a criatura deve receber as bases do sentimento e do caráter. Os estabelecimentos de ensino do mundo, podem instruir, mas só o instituto da família pode educar. É por essa razão que a universidade poderá fazer o cidadão, mas somente o lar pode edificar o homem. Na sua grandiosa tarefa de cristianização, essa é a profunda finalidade do Espiritismo evangélico, no sentido de iluminar a consciência da criatura. A fim de que o lar se refaça e novo ciclo de progresso espiritual se traduza, entre os homens, em lares cristãos, para a nova era da Humanidade. 110 – Qual a melhor escola de preparação das almas reencarnadas, na Terra? A ESCOLADA ALMA O Consolador A FUNÇÃODA FAMÍLIA 3 / 23
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    A IMPORTÂNCIADO LARAFUNÇÃODA FAMÍLIA Emmanuel, Vida e Sexo - cap. 2 De todas as associações existentes na Terra, nenhuma talvez mais importante em sua função educadora e regenerativa: a constituição da família. Por intermédio da paternidade e da maternidade, o homem e a mulher adquirem mais amplos créditos da Vida Superior. Arraigada nas vidas passadas de todos aqueles que a compõem, a família terrestre é formada, assim, de agentes diversos, porquanto nela se reencontram, comumente, afetos e desafetos, amigos e inimigos. Para os ajustes e reajustes indispensáveis, ante as leis do destino. Apesar disso, importa reconhecer que o clã familiar evolve incessantemente para mais amplos conceitos de vivência coletiva, sob os ditames do aperfeiçoamento geral, conquanto se erija sempre em educandário valioso da alma. Temos, dessa forma, no instituto doméstico uma organização de origem divina, em cujo seio encontramos os instrumentos necessários ao nosso próprio aprimoramento para a edificação do Mundo Melhor. De modo idêntico, é natural que as inteligências domiciliadas nas Esferas Superiores se consagrem a resguardar e guiar aqueles companheiros de experiência, volvidos à reencarnação para fins de progresso e burilamento. Temos, dessa forma, no instituto doméstico uma organização de origem divina, em cujo seio encontramos os instrumentos necessários ao nosso próprio aprimoramento para a edificação do Mundo Melhor. A parentela no Planeta faz-se filtro da família espiritual sediada além da existência física, mantendo os laços preexistentes entre aqueles que lhe comungam o clima. Emmanuel, Vida e Sexo, cap. 4 De semelhante agremiação, na qual dois seres se conjugam, atendendo aos vínculos do afeto, surge o lar, garantindo os alicerces da civilização. Através do casal, aí estabelecido, funciona o princípio da reencarnação, consoante as Leis Divinas, possibilitando o trabalho executivo dos mais elevados programas de ação do Mundo Espiritual. Daí, as fontes de alegria que se lhes rebentam do ser com as tarefas da procriação. Os filhos são liames de amor conscientizado que lhes granjeiam proteção mais extensa do Mundo Maior, de vez que todos nós integramos grupos afins. Na arena terrestre, é justo que determinada criatura se faça assistida por outras que lhe respiram a mesma faixa de interesse afetivo. 4 / 23
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    A FORMAÇÃODA FAMÍLIA Emmanuel,Vida e Sexo, cap. 4 A IMPORTÂNCIADO LAR Na comunhão de dois seres para a organização da família, prevalece o compromisso de assistência não só de um para com o outro, mas também para com os filhos que procedem do laço afetivo. Na tépida estrutura do ninho doméstico, germinam lhe no ser, os primeiros pensamentos e as primeiras esperanças. Não possuímos ainda na Terra institutos destinados à preparação da paternidade e da maternidade responsáveis. Identifiquemos no lar a escola viva da alma. O Espírito, quando retorna ao Plano Físico, vê nos pais as primeiras imagens de Deus e da Vida. O ambiente doméstico Pais imaturos, do ponto de vista espiritual, comumente se infantilizam, no tempo exato do trabalho mais grave que lhes compete, no setor educativo, e, ao invés de guiarem os pequeninos com segurança para o êxito em seu novo desenvolvimento no estágio da reencarnação, embaraçam lhes os problemas, ora tratando as crianças como se fossem adultos ou tratando os filhos adultos como se fossem crianças. Estabelecido o desequilíbrio, irrompem os conflitos de ciúme e rebeldia, narcisismo e crueldade, que asfixiam as plantas da compreensão e da alegria na gleba caseira, transformando-a em espinheiral magnético de vibrações contraditórias, no qual os enigmas emocionais, trazidos do pretérito, adquirem feição quase insolúvel. Decorre daí a importância dos conhecimentos alusivos à reencarnação, nas bases da família, com pleno exercício da lei do amor nos recessos do lar, para que o lar não se converta, de bendita escola que é, em pouso neurótico, albergando moléstias mentais dificilmente reversíveis. 5 / 23 Marcos c 3 vv 20 – 21 e 31 - 35 Parentela corporal e Parentela Espiritual
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    20 Depois entrounuma casa. E afluiu outra vez a multidão, de tal modo que nem podiam comer. 21 Quando os seus ouviram isso, saíram para o prender; porque diziam: “Ele está fora de si.” 31 Então chegaram a mãe e os irmãos de Jesus. Ficando do lado de fora, mandaram alguém chamá-lo. 32 Havia muita gente assentada ao seu redor; e lhe disseram: "Tua mãe e teus irmãos estão lá fora e te procuram". 33 perguntou ele. "Quem é minha mãe, e quem são meus irmãos?" 34 Então olhou para os que estavam ao seu redor e disse: "Aqui estão minha mãe e meus irmãos! Quem faz a vontade de Deus, este é meu irmão, minha irmã e minha mãe". Parentela corporal e Parentela Espiritual A FORMAÇÃODA FAMÍLIA Marcos c 3 vv 20 – 21 e 31 - 35 6 / 23 O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. 14 – item 8 35
  • 7.
    Casamento e FamíliaParentelacorporal e Parentela Espiritual A FORMAÇÃODA FAMÍLIA Os laços do sangue não criam forçosamente os liames entre os Espíritos. O corpo procede do corpo, mas o Espírito não procede do Espírito, porquanto o Espírito já existia antes da formação do corpo. Não é o pai quem cria o Espírito de seu filho; ele mais não faz do que lhe fornecer o invólucro corpóreo, cumprindo-lhe, no entanto, auxiliar o desenvolvimento intelectual e moral do filho, para fazê-lo progredir. Os que encarnam numa família, sobretudo como parentes próximos, são, as mais das vezes, Espíritos simpáticos, ligados por anteriores relações, que se expressam por uma afeição recíproca na vida terrena. Mas, também pode acontecer sejam completamente estranhos uns aos outros esses Espíritos, afastados entre si por antipatias igualmente anteriores, que se traduzem na Terra por um mútuo antagonismo, que aí lhes serve de provação. Não são os da consanguinidade os verdadeiros laços de família e sim os da simpatia e da comunhão de ideias, os quais prendem os Espíritos antes, durante e depois de suas encarnações. Segue-se que dois seres nascidos de pais diferentes podem ser mais irmãos pelo Espírito, do que se o fossem pelo sangue. Podem então atrair-se, buscar-se, sentir prazer quando juntos, ao passo que dois irmãos consanguíneos podem repelir-se, conforme se observa todos os dias: problema moral que só o Espiritismo podia resolver pela pluralidade das existências. O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. 14 – item 8 7 / 23 Benedita Fernandes – S.O.S. Família, cap. 3
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    quanto parecem, podendodefender-se e realizar-se, sem a necessidade da estrutura familiar, o que libera os pais negligentes de manterem os vínculos conjugais, separando-se tão logo enfrentam insatisfações e desajustes, sem que se preocupem com a prole. [...]. Diante das contestações que se avolumam, na atualidade, pregando a reforma dos hábitos e costumes, surgem os demolidores de Instituições, assinalando necessidade de uma nova ordem que parece assentar as bases na anarquia. A onda cresce e o tresvario domina avassalador, ameaçando os mais nobres patrimônios da cultura, da ética e da civilização, [...]. Entre as instituições que, para eles, se apresentam ultrapassadas, destacam o matrimônio e a família [...]. A única falência, no momento, é a do homem, que perturba, e, insubmisso, deseja subverter a ordem estabelecida, em vãs tentativas de mudar a linha do equilíbrio, dando margem às alienações em que mergulha. Certamente, muitos fatores sociológicos, psicológicos, religiosos e econômicos contribuíram para este fenômeno. Não obstante, são injustificáveis os comportamentos que investem contra as instituições objetivando demoli-las, ao invés de auxiliar de forma edificante em favor da renovação do que pode ser recuperado, bem como da transformação daquilo que se encontre ultrapassado. O processo da evolução é inevitável. Todavia, a agressão, pela violência, contra as conquistas que devem ser alteradas, gera danos mais graves do que aqueles que buscam corrigir. Casamento e Família Enquanto houver o sentimento de amor no coração do homem (o casamento sempre existirá, por ser manifestação de Deus) o matrimônio permanecerá, e a família continuará sendo a célula fundamental da sociedade. Envidar esforços para a preservação dos valores morais, estabelecidos pela necessidade do progresso espiritual, é de todos que, unidos, contribuirão para uma vida melhor e uma humanidade mais feliz, na qual o bem será resposta primeira de todas as aspirações. Emmanuel – Família – cap. 7 A FORMAÇÃODA FAMÍLIA Afirmam que a criança e o jovem não são tão dependentes Benedita Fernandes – S.O.S. Família, cap. 3 8 / 23
  • 9.
    Antes do berço,quase sempre, conhece a alma humana, plenamente desperta, grande parte dos débitos que lhe induzem o coração a remergulhar nas forças do Plano Físico. É então que o afeto dos pais lhes confere doce refúgio. No clima nutriente do lar, aquietam as próprias ânsias, refazendo-se à luz do entendimento e da prece, para o combate consigo mesmo na estrada redentora. Antes do berço Emmanuel – Família – cap. 7 A MISSÃODOS PAISA FORMAÇÃODA FAMÍLIA Muitas vezes com o auxílio dos benfeitores que endossam as novas experiências, contempla o quadro de provações em que testemunhará humildade e renuncia. Muitos candidatos ao recomeço da aprendizagem na Terra, em semelhantes visões do limiar, tremem e choram, debatendo-se em clamoroso receio, acovardados à última hora. Entretanto, se pais e mães, nessa hora, surgem moralmente inabilitados, entre a indiferença e a discórdia, desajustes e enfermidades poderão sobrevir na grande passagem, porquanto o aborto e o desequilíbrio aparecerão aflitivos, sobrecarregando o nascituro de pesados gravames que, em muitas ocasiões, só a morte inesperada conseguirá reprimir. Pais amigos, guardai convosco, ante o berço terrestre, a oração e o carinho, a caridade e a paz, porque sois responsáveis, na luz da reencarnação, por aquele que volta, em nome do Senhor, a rogar-vos abrigo, a fim de burilar-se e servir, ofertando-vos, ao mesmo tempo, as mais nobres oportunidades de elevação.... 9 / 23 O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. 14 – item 9
  • 10.
    Se por culpavossa ele se conservou atrasado, tereis como castigo vê- lo entre os Espíritos sofredores, quando de vós dependia que fosse ditoso. Os vossos cuidados e a educação que lhe dareis auxiliarão o seu aperfeiçoamento e o seu bem-estar futuro. Lembrai-vos de que a cada pai e a cada mãe perguntará Deus: “ Que fizestes do filho confiado à vossa guarda? ” Ó espíritas! Compreendei agora o grande papel da Humanidade; compreendei que, quando produzis um corpo, a alma que nele encarna vem do Espaço para progredir; inteirai-vos dos vossos deveres e ponde todo o vosso amor em aproximar de Deus essa alma; tal a missão que vos está confiada e cuja recompensa recebereis, se fielmente a cumprirdes. A ingratidão dos filhos e os laços de família A MISSÃODOS PAIS O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. 14 – item 9 Então, vós mesmos, assediados de remorsos, pedireis vos seja concedido reparar a vossa falta; solicitareis, para vós e para ele, outra encarnação em que o cerqueis de melhores cuidados e em que ele, cheio de reconhecimento, vos retribuirá com o seu amor. Imperfeita intuição do passado se revela, do qual podeis deduzir que um ou outro já odiou muito, ou foi muito ofendido; que um ou outro veio para perdoar ou para expiar. Não escorraceis, pois, a criancinha que repele sua mãe, nem a que vos paga com a ingratidão; não foi o acaso que a fez assim e que vo-la deu. 10/ 23
  • 11.
    A ingratidão dosfilhos e os laços de família A MISSÃODOS PAIS Fazei-vos merecedoras dos gozos divinos que Deus conjugou à maternidade, ensinando aos vossos filhos que eles estão na Terra para se aperfeiçoar, amar e bendizer. Mas, muitas dentre vós, em vez de eliminar por meio da educação os maus princípios inatos de existências anteriores, entretêm e desenvolvem esses princípios, por uma culposa fraqueza, ou por descuido, e, mais tarde, o vosso coração, ulcerado pela ingratidão dos vossos filhos, será para vós, já nesta vida, um começo de expiação. A tarefa não é tão difícil quanto vos possa parecer. Desde pequenina, a criança manifesta os instintos bons ou maus que traz da sua existência anterior. Todos os males se originam do egoísmo e do orgulho. O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. 14 – item 9 11/ 23
  • 12.
    André Luiz –Conduta Espírita – cap. 21 – Perante a criança Se deixar se desenvolvam o egoísmo e o orgulho, não se espantem de serem mais tarde pagos com a ingratidão. Todos os males se originam do egoísmo e do orgulho. Espreitem, pois, os menores indícios reveladores do gérmen de tais vícios e cuidem de combatê-los, sem esperar que lancem raízes profundas. À amargura muito natural que então lhes advém da improdutividade de seus esforços, Deus reserva grande e imensa consolação, na certeza de que se trata apenas de um retardamento, que concedido lhes será concluir noutra existência a obra agora começada e que um dia o filho ingrato os recompensará com seu amor. Quando os pais hão feito tudo o que devem pelo adiantamento moral de seus filhos, se não alcançam êxito, não têm de que se inculpar a si mesmos e podem conservar tranquila a consciência. A ingratidão dos filhos e os laços de família A MISSÃODOS PAIS O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. 14 – item 9 12/ 23
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    Não permitir queas crianças participem de reuniões ou festas que conspurquem os sentimentos, e, em nenhuma oportunidade, oferecer-lhes presentes suscetíveis de incentivar lhes qualquer atitude agressiva ou belicosa, tanto em brinquedos quanto em publicações. A criança sofre de maneira profunda a influência do meio. André Luiz – Conduta Espírita – cap. 21 – Perante a criança A MISSÃODOS PAIS A importância da evangelização Na meninice corpórea, o Espírito encontra ensejo de renovar as bases da própria vida. Os pais espíritas podem e devem matricular os filhos nas escolas de moral espírita cristã, para que os companheiros recém-encarnados possam iniciar com segurança a nova experiência terrena. Os pais respondem espiritualmente como cicerones dos que ressurgem no educandário da carne. Distribuir incessantemente as obras infantis da literatura espírita, de autores encarnados e desencarnados, colaborando de modo efetivo na implantação essencial da Verdade Eterna. O livro edificante vacina a mente infantil contra o mal. Observar quando se deve ou não conduzir as crianças a reuniões doutrinárias. A ordem significa artigo de lei para toda idade. Eximir-se de prometer, às crianças que estudam, quaisquer prêmios ou dádivas como recompensa ou (falso) estímulo pelo êxito que venham a atingir no aproveitamento escolar, para não viciar lhes a mente. A noção de responsabilidade nos deveres mínimos é o ponto de partida para o cumprimento das grandes obrigações. Não incrementar o desenvolvimento de faculdades mediúnicas em crianças, nem lhes permitir a presença em atividades de assistência a desencarnados, ainda mesmo quando elas apresentem perturbações de origem mediúnica, circunstância esta em que devem receber auxílio através da oração e do passe magnético. RESPONSABILIDADEDOS FILHOS Êxodo c 20 v 12 13/ 23
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    Êxodo c 20v 12 Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor teu Deus te dá. RESPONSABILIDADEDOS FILHOS O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. 14 – item 3 14/ 23
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    RESPONSABILIDADEDOS FILHOS Piedade filial OEvangelho Segundo o Espiritismo, cap. 14 – item 3 Honrar a seu pai e a sua mãe, não consiste apenas em respeitá-los; é também assisti-los na necessidade; é proporcionar-lhes repouso na velhice; é cercá-los de cuidados como eles fizeram conosco, na infância. Sobretudo para com os pais sem recursos é que se demonstra a verdadeira piedade filial. [...]. Não, os filhos não devem a seus pais só o estritamente necessário, devem-lhes também, as solicitudes, os cuidados amáveis, que são apenas o juro do que receberam, o pagamento de uma dívida sagrada. Unicamente essa é a piedade filial grata a Deus. Alguns pais, é certo, descuram de seus deveres e não são para os filhos o que deviam ser; mas, a Deus é que compete puni- los e não a seus filhos. [...]. 15/ 23
  • 16.
    Devem, pois, osfilhos tomar como regra de conduta para com seus pais todos os preceitos de Jesus, concernentes ao próximo e ter presente que todo Alguns pais, é certo, descuram de seus deveres e não são para os filhos o que deviam ser; mas, a Deus é que compete puni- los e não a seus filhos. [...]. RESPONSABILIDADEDOS FILHOS Piedade filial O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. 14 – item 3 Se a lei da caridade manda se pague o mal com o bem, se seja indulgente para as imperfeições de outrem, se não diga mal do próximo, se lhe esqueçam e perdoem os agravos, se ame até os inimigos, quão maiores não hão de ser essas obrigações, em se tratando de filhos para com os pais! procedimento censurável, com relação aos estranhos, ainda mais censurável se torna relativamente aos pais; e que o que talvez não passe de simples falta, no primeiro caso, pode ser considerado um crime, no segundo, porque, aqui, à falta de caridade se junta a ingratidão. Joanna de Ângelis – S.O.S. Família, cap. 23 16/ 23
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    Toda a gratidãosequer retribuirá a fortuna da oportunidade fruída através do renascimento carnal. Joanna de Ângelis – S.O.S. Família, cap. 23 Deveres dos Filhos O carinho e respeito contínuos não representarão oferenda compatível com a amorosa assistência recebida deste antes do berço. A delicadeza e a afeição à grandeza dos gestos de sacrifício e da abnegação demoradamente recebidos. Os filhos têm deveres intrasferíveis para com os pais, instrumentos de Deus para o trâmite da experiência carnal, mediante a qual o Espírito adquire patrimônios superiores, resgata insucessos e comprometimentos perturbadores. Existem genitores que apenas procriam, fugindo à responsabilidade. Não compete, porém, aos filhos julgá-los com severidade, desde que não são dotados da necessária lucidez e correção para esse fim. Se fracassaram no sagrado ministério, não se furtarão à consciência, em forma da presença da culpa neles gravada. RESPONSABILIDADEDOS FILHOS Auxiliá-los por todos os meios ao alcance é mister indeclinável, que o filho deve ofertar com extremos de devotamento e renúncias. A ingratidão dos filhos para com os pais é dos mais graves enganos a que se pode permitir o Espírito na sua marcha ascensional. A irresponsabilidade dos progenitores de forma alguma justifica a falência dos deveres morais por parte da prole. 17/ 23
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    RESPONSABILIDADEDOS FILHOS Joanna deÂngelis – S.O.S. Família, cap. 23 Deveres dos Filhos A irresponsabilidade dos progenitores de forma alguma justifica a falência dos deveres morais por parte da prole. Ninguém se vincula a outrem através dos vigorosos liames do corpo somático, da família, sem justas, ponderosas razões. Ama e respeita em teus genitores a humana manifestação da paternidade divina. Quando fortes, sê-lhes a companhia e a jovialidade: quando fracos, a proteção e o socorro. Enquanto sadios, presenteia-os com a alegria e a consideração; se enfermos, com a assistência dedicada e a sustentação preciosa. Em qualquer situação ou circunstância, na maturidade ou na velhice, afeiçoa-te àqueles que te ofertaram o corpo de que te serves para os cometimentos da evolução, como o mínimo que podes dispensar-lhes, expressando o dever de que te encontras investido. PROBLEMAS DO LAR Desincumbir-se das tarefas relevantes que o amor e o reconhecimento impõem — eis o impositivo que ninguém pode julgar lícito postergar. 18/ 23
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    E apaga-se abeleza luminosa do amor, quando os cônjuges perdem a camaradagem e o gosto de conversar. O assunto mais trivial assume singular encanto nas palestras mais fúteis. O homem e a mulher comparecem aí, na integração de suas forças sublimes. Mas logo que recebem a bênção nupcial, a maioria atravessa os véus do desejo e cai nos braços dos velhos monstros que tiranizam corações. Não há concessões recíprocas. Não há tolerância e, por vezes, nem mesmo fraternidade. PROBLEMAS DO LAR André Luiz - Nosso Lar, cap. 20 – Questão de experiência, meu amigo - replicou a nobre matrona - Por enquanto, raros conhecem que o lar é instituição essencialmente divina e que se deve viver, dentro de suas portas, com todo o coração e com toda a alma. Enquanto as criaturas vulgares atravessam a florida região do noivado, procuram-se mobilizando os máximos recursos do espírito, e daí o dizer-se que todos os seres são belos quando estão verdadeiramente amando. o homem e a mulher aprenderão no sofrimento e na luta. Noções de Lar – Senhora Laura, essas definições suscitam um mundo de ideias novos. Ah! Se conhecêssemos tudo isso lá na Terra!... 19/ 23
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    Emmanuel, Livro daEsperança, cap. 75 – Tudo isso é a pura verdade! - aduzi comovido. – Que fazer, porém, meu amigo? - replicou a bondosa senhora - na fase atual evolutiva do planeta, existem na esfera carnal raríssimas uniões de almas gêmeas, reduzidos matrimônios de almas irmãs ou afins, e esmagadora porcentagem de ligações de resgate. - O maior número de casais humanos é constituído de verdadeiros forçados, sob algemas. E apaga-se a beleza luminosa do amor, quando os cônjuges perdem a camaradagem e o gosto de conversar. Daí em diante, os mais educados respeitam-se; os mais rudes mal se suportam. Não se entendem. Perguntas e respostas são formuladas em vocábulos breves. Por mais que se unam os corpos, vivem mentes separados, operando em rumos opostos. PROBLEMAS DO LAR André Luiz - Nosso Lar, cap. 20 Noções de LarNo caminho da elevação 20/ 23
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    Abençoa os conflitosque, tantas vezes, te amarfanham o coração no carreiro doméstico, sempre que o lar apareça por ninho de problema se inquietações. É aí, entre as quatro paredes do reduto familiar, que reencontras a instrumentação do sofrimento reparador. Amigos transfigurados em desafios à paciência. Pais incompreensíveis a te requisitarem entendimento. Filhos convertidos em ásperos inquisidores da alma. Parentes que se revelam por adversários ferrenhos sob o disfarce da consanguinidade. Lutas inesperadas e amargas que dilapidam as melhores forças da existência pelo seu conteúdo de aflição. Aceita as intimações do calvário doméstico, na feição com que se mostrem, como quem acolhe o remédio indispensável à própria cura. Desertar será retardar a equação que a contabilidade da vida exigirá sempre, na matemática das causas e dos efeitos. Nesse sentido, vale recordar que Jesus não afirmou que se alguém desejasse encontra-lo, necessitaria proclamar lhe as virtudes, entretecer lhe lauréis, homenagear lhe o nome ou consagrar se às atitudes de adoração, mas, sim, foi peremptório, asseverando que os candidatos à integração com ele precisariam carregar a própria cruz e seguir lhe os passos, isto é, suportarem com serenidade e amor, entendimento e serviço os deveres de cada dia. No caminho da elevação Emmanuel, Livro da Esperança, cap. 75 Bem aventurado, pois, todo aquele que, apesar dos entraves e das lágrimas do caminho sustentar nos ombros, ainda mesmo desconjuntados e doloridos, a bendita carga das próprias obrigações. Joanna de Ângelis – S.O.S. Família, cap. 11 PROBLEMAS DO LAR 21/ 23
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    PROBLEMAS DO LAR Cristoem casa Joanna de Ângelis – S.O.S. Família, cap. 11 Cristo, porém, quando se adentra pelo portal do lar, modifica a paisagem espiritual do recinto. As cargas de vibrações deletérias, os miasmas da intolerância, os tóxicos nauseantes da ira, as palavras azedas vão rareando, ao suave-doce contágio do Seu amor, e se modificam as expressões da desarmonia e do desconforto, produzindo natural condição de entendimento, de alegria, de refazimento. Cristo no lar significa comunhão da esperança com o amor. A Sua presença produz sinais evidentes de paz, e aqueles que antes experimentavam repulsa pelo ajuntamento doméstico descobrem Sintomas de identificação, necessidade de auxílio mútuo. Com Jesus em casa acendem se as claridades para o futuro, a iluminar as sombras que campeiam desde agora. Jesus, o Cristo 22/ 23
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    Consultas Mateus c 19vv 3 a 6 3 Aproximaram-se dele alguns fariseus que o experimentavam, dizendo: É lícito ao homem repudiar sua mulher por qualquer motivo? 4 Respondeu-lhe Jesus: Não tendes lido que o Criador os fez desde o princípio homem e mulher, 5 e que ordenou: ‘Por isso deixará o homem pai e mãe, e unir-se-á a sua mulher; e serão os dois uma só carne?’ 6 Assim já não são mais dois, mas uma só carne. Portanto o que Deus ajuntou, não o separe o homem. Jesus, o Cristo 23/ 23
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