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TRABALHO DE FILOSOFIA
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                               UNIDADE-6:
ESTÉTICA

CAPÍTULO 36

CRIATIVIDADE
Na verdade, o que é a criação matemática? Não consiste em fazer novas combinações.
Com entidades matemáticas já conhecidas. Qualquer um poderia fazer isso,Mas as
combinações assim construídas seriam infinitas e, na sua maior parte, absolutamente
sem interesse. CriarConsiste precisamente em não fazer combinações inúteis e em fazer
aquelas que são úteis e que constituem uma pequena minoria. Invenção é discernimento
e escolha. (Henry Poincaré)
Antes da discussão dos conceitos, sugerimos a seguinte atividade para ser feita
emGrupo: tracem, em uma folha de papel, 24 círculos de, aproximadamente, cinco
centímetros de diâmetro e desenhem livremente em seu interior o que quiserem, durante
quinze minutos. Em seguida, façam um Levantamento de todos os desenhos e
apresentem para o grupo os mais comuns e os mais incomuns. A partir disso, discutam o
que é criatividade.
 Conceitos: o uso vulgar, a definição do dicionário, o uso em psicologia quando
começamos a discutir sobre criatividade, parece sempre que ingressamos num universo
um tanto mágico, habitado por seres escolhidos pelos deuses, seres que possuem o dom
da criatividade, geralmente na área de artes, que é negado ao comum dos mortais.
Chamamos de criativas aspessoas que sabem desenhar, tocam alguminstrumento, têm
alguma habilidade manual "especial", como pintar camisetas ou ser bommarceneiro;
enfim, as que sabem fazer coisas que a maioria das pessoas (principalmente nós) não
sabe. Será que basta habilidade técnica para ser criativo? Ou será que a criatividade
envolveprocessos mais complexos?
Vamos começar a discutir esse assunto partindo de alguns significados da palavra criar
e de seus derivados criador, cri atividade e criativo que constamdo dicionário'
:criar. V. t. d. 1. Dar existência a; tirar do nada. 2. Dar origem a; gerar, formar. 3.
Darprincipio a; produzir,inventar, imaginar, suscitar.criador. Adj. 3. Inventivo, fecundo,
criativo.criatividade. £ f 1. Qualidade de criativo.criativo. Adj. Criador.Podemos ver,
nesses vocábulos, que a criatividade pressupõe um sujeito criador, isto é,uma pessoa
inventiva que produz e dá existência a algum produto quenão existia anteriormente.
Vemos, também, que imaginar é uma forma de inventar ou criarum produto. Portanto,
esse produto da atividade criativa de um sujeito nãoé, necessariamente, um objeto
palpável, mas pode ser uma idéia, uma imagem, uma teoria.Agora estamos prontos para
abordar alguns conceitos elaborados por psicólogos quevêm se dedicando à pesquisa na
área            da           criatividade           e          levantando            várias
hipóteses sobre as pessoas criativas. Diz Ghiselin que amedida da criatividade de um
produto "está na extensão em que ele reestrutura nossouniverso decompreensão"(2) ou,
segundo Laklen, a medida da criatividade é "a extensãoda área da ciência que a
contribuição                                                                     abrange.
***
Aurélio Buarque de Holanda Ferrei-a, Novo dicionário da línguaportuguesa, 2. ed., 20t
impr., Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1986.
2. Critérios de determinação da criatividade podemos notar que as definições de
Ghiselin e Laklen medem a criatividade atravésdo critério daabrangência de seus
efeitos, isto é, quanto mais uma contribuição(seja ela um objeto ou uma idéia) remexer
nossas crenças estabelecidas, quanto maisrevolucionar o nosso universo de saber (o que
temos como sendo o"certo", o "indiscutível"),mais criativa ela será.Notamos, também,
que em todos esses conceitos já está inserida a idéia do novo. Aobra verdadeiramente
criativa traz algum tipo de novidade que nos obriga a rever oque já conhecíamos,
dando-lhe uma nova organização. Acontece quando exclamamos:"Nossa, nunca tinha
percebido isso!"O novo que a obra criativa nos propõe, no entanto, não é gratuito, ou
seja, a novidadenão aparece só por sernovidade. Podemos, então, dizer que tudo queé
criativo é novo, mas nem tudo que é novo é criativo. Explicando melhor: a
inovaçãoaparece com relação a um dado problema ou a uma dada situação,
solucionando-aou esclarecendo-a. A inovação surge, geralmente, do remanejo do
conhecimento existenteque revela insuspeitados parentescos ou semelhanças entre
fatosjá conhecidosque não pareciam ter nada em comum. Assim, Gutenberg resolveu o
problema daimpressão ao ver uma prensa de uvas para fazer vinho. Aparentemente,
uvas                          e                         vinho,                          de
um lado, e papel e letra. de outro, nada tinham em comum, e no entanto foi a partir do
procedimento para fazer vinho que Gutenberg pensou em pressionar papel contra
tipos molhados de tinta.Já temos, pois, mais um critério para medir a criatividade: a
inovação, além daabrangênciajá citada. Não podemos esquecer, no entanto, que a
inovação                                                                              tem
de ser relevante,isto é, adequada à situação. Um ato, uma idéia ou um produto é criativo
quando é novo,adequado e abrangente.3. Criatividade como capacidade humana
Levando em conta essa discussão, percebemos que a criatividade é uma capacidade
humana que não fica confinada no território das artes, mas que também é necessária
à ciência e à vida em geral. A ciência não poderia progredir se alguns espíritos mais
criativos não tivessem percebido relações entre fatos aparentemente desconexos,
se não tivessem testado essas suas hipóteses e chegado a novas teorias explicativas dos
fenômenos.
A imaginaçãoO processo de trabalho do cientista aproxima-se do processo de trabalho
do artista.Ambos desenvolvem um tipo de comportamento denominado
"exploratório",isto é, dedicam-se a "explorar" as possibilidades, "o que poderia ser", em
vez de se deter noque realmente é. Para isso, necessitam da imaginação. Assim, um dos
sentidos de criar é imaginar. Imaginar é a capacidade de ver além doimediato, do que é,
de criar possibilidades novas. É responder à pergunta: "Se não fosseassim,como poderia
ser?". Se dermos asas à imaginação, se deixarmos de lado o nosso sensocritico e o medo
do ridículo, se abandonarmos as amarras lógicas da realidade,veremos que somos
capazes de encontrar muitas respostas para a pergunta.Este é o chamado pensamento
divergente, que leva a muitas respostas possíveis.É o contrário do pensamento
convergente, que leva a uma única resposta, considerada certa.Por exemplo, à
pergunta"Quem descobriu o Brasil?", só há uma resposta certa:Pedro Álvares Cabral.
Para a pergunta "Se os portugueses não tivessem descoberto o Brasil,como estaríamos
vivendohoje?", há inúmeras respostas possíveis. A primeiraenvolve memória; a
segunda, imaginação.Tanto o artista quanto o cientista têm de ser suficientemente
flexíveis para sair doseguro, do conhecido, do imediato, e assumir osriscos ao propor o
novo,o possível.***2Ghiselin, The creative process and lis relation to the identiíicatíon
of creative talent,in 1955 Univ. of (Jtah Research Conference o,, Idenhfication
Creasive Scientific Talent, 1956.Laklen, apud C. W. Taylor, Criatividade: progresso e
potencial, p. 27.A inspiraçãoNesse contexto, qual seria o lugar da tão falada inspiração?
Na verdade, a inspiração éresultado de um processo de fusão de idéias efetuado no
nosso subconsciente.Diante de um problema, de uma preocupação ou ainda de uma
situação,                                     obtidas                                    as
informações fundamentais acerca do assunto, o nosso subconsciente passa a lidar com
esses dados, fazendo uma espécie de jogo associativo entre os vários elementos.
É como tentar montar um quebracabeças: experimentamos ora uma peça, ora outra, até
acharmos a adequada. E o momento em que a imaginação é ativada para propor todas as
possibilidades, por mais inverossímeis que sejam. Desse jogo subconsciente surgirão
em nossa consciência sínteses e novas configurações dos dados sobre as quais trabalhará
nosso intelecto, pesando-as, julgando-as, adequando-as ao problema ou à situação.
Ao surgimento dessas sinteses em nossa consciência damos o nome de inspiração.
Tanto o artista quanto o cientista trabalham intelectualmente a inspiração. O artista
tem de decidir entre materiais, técnicas e estilos para a produção da sua obra. O cientista
tem de elaborar e testar as suas hipóteses para chegar a uma teoria ou
produto novos.4. Desenvolvimento e repressão da criatividade Podem afirmar que,
como capacidade humana, a criatividade pode ser desenvolvidaou reprimida. O
desenvolvimentoacontece na medida em que o ambiente familiar,a escola, os amigos, o
lazer ofereçam condições ao pleno exercício do comportamentoexploratório e do
pensamento divergente, incentivando o uso da imaginação, dojogo, da interrogação
constante, da receptividade a novidades e do desprendimento para vero todo sem
preconceito             e            sem              temor            de            errar.
A repressão, por sua vez, acontece quando essas condições não são oferecidas e,
alémdisso, é enfatizado o não assumirriscos e o ficar no terreno seguroda repetição do já
conhecido.Assim, a criatividade não é um dom que só os gênios têm e os outros não.É
uma capacidade que todos nós podemos desenvolver se nos dispusermos a
praticaralguns tipos de comportamentos específicos.

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Counteudo de filosofia

  • 1. TRABALHO DE FILOSOFIA FILOSOFANDO-INTRODUÇÃO ÀFILOSOFIA... MARIA LÚCIA DE ARRUDA ARANHA... UNIDADE-6: ESTÉTICA CAPÍTULO 36 CRIATIVIDADE Na verdade, o que é a criação matemática? Não consiste em fazer novas combinações. Com entidades matemáticas já conhecidas. Qualquer um poderia fazer isso,Mas as combinações assim construídas seriam infinitas e, na sua maior parte, absolutamente sem interesse. CriarConsiste precisamente em não fazer combinações inúteis e em fazer aquelas que são úteis e que constituem uma pequena minoria. Invenção é discernimento e escolha. (Henry Poincaré) Antes da discussão dos conceitos, sugerimos a seguinte atividade para ser feita emGrupo: tracem, em uma folha de papel, 24 círculos de, aproximadamente, cinco centímetros de diâmetro e desenhem livremente em seu interior o que quiserem, durante quinze minutos. Em seguida, façam um Levantamento de todos os desenhos e apresentem para o grupo os mais comuns e os mais incomuns. A partir disso, discutam o que é criatividade. Conceitos: o uso vulgar, a definição do dicionário, o uso em psicologia quando começamos a discutir sobre criatividade, parece sempre que ingressamos num universo um tanto mágico, habitado por seres escolhidos pelos deuses, seres que possuem o dom da criatividade, geralmente na área de artes, que é negado ao comum dos mortais. Chamamos de criativas aspessoas que sabem desenhar, tocam alguminstrumento, têm alguma habilidade manual "especial", como pintar camisetas ou ser bommarceneiro; enfim, as que sabem fazer coisas que a maioria das pessoas (principalmente nós) não sabe. Será que basta habilidade técnica para ser criativo? Ou será que a criatividade envolveprocessos mais complexos? Vamos começar a discutir esse assunto partindo de alguns significados da palavra criar e de seus derivados criador, cri atividade e criativo que constamdo dicionário' :criar. V. t. d. 1. Dar existência a; tirar do nada. 2. Dar origem a; gerar, formar. 3. Darprincipio a; produzir,inventar, imaginar, suscitar.criador. Adj. 3. Inventivo, fecundo, criativo.criatividade. £ f 1. Qualidade de criativo.criativo. Adj. Criador.Podemos ver, nesses vocábulos, que a criatividade pressupõe um sujeito criador, isto é,uma pessoa inventiva que produz e dá existência a algum produto quenão existia anteriormente. Vemos, também, que imaginar é uma forma de inventar ou criarum produto. Portanto, esse produto da atividade criativa de um sujeito nãoé, necessariamente, um objeto palpável, mas pode ser uma idéia, uma imagem, uma teoria.Agora estamos prontos para abordar alguns conceitos elaborados por psicólogos quevêm se dedicando à pesquisa na área da criatividade e levantando várias hipóteses sobre as pessoas criativas. Diz Ghiselin que amedida da criatividade de um produto "está na extensão em que ele reestrutura nossouniverso decompreensão"(2) ou,
  • 2. segundo Laklen, a medida da criatividade é "a extensãoda área da ciência que a contribuição abrange. *** Aurélio Buarque de Holanda Ferrei-a, Novo dicionário da línguaportuguesa, 2. ed., 20t impr., Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1986. 2. Critérios de determinação da criatividade podemos notar que as definições de Ghiselin e Laklen medem a criatividade atravésdo critério daabrangência de seus efeitos, isto é, quanto mais uma contribuição(seja ela um objeto ou uma idéia) remexer nossas crenças estabelecidas, quanto maisrevolucionar o nosso universo de saber (o que temos como sendo o"certo", o "indiscutível"),mais criativa ela será.Notamos, também, que em todos esses conceitos já está inserida a idéia do novo. Aobra verdadeiramente criativa traz algum tipo de novidade que nos obriga a rever oque já conhecíamos, dando-lhe uma nova organização. Acontece quando exclamamos:"Nossa, nunca tinha percebido isso!"O novo que a obra criativa nos propõe, no entanto, não é gratuito, ou seja, a novidadenão aparece só por sernovidade. Podemos, então, dizer que tudo queé criativo é novo, mas nem tudo que é novo é criativo. Explicando melhor: a inovaçãoaparece com relação a um dado problema ou a uma dada situação, solucionando-aou esclarecendo-a. A inovação surge, geralmente, do remanejo do conhecimento existenteque revela insuspeitados parentescos ou semelhanças entre fatosjá conhecidosque não pareciam ter nada em comum. Assim, Gutenberg resolveu o problema daimpressão ao ver uma prensa de uvas para fazer vinho. Aparentemente, uvas e vinho, de um lado, e papel e letra. de outro, nada tinham em comum, e no entanto foi a partir do procedimento para fazer vinho que Gutenberg pensou em pressionar papel contra tipos molhados de tinta.Já temos, pois, mais um critério para medir a criatividade: a inovação, além daabrangênciajá citada. Não podemos esquecer, no entanto, que a inovação tem de ser relevante,isto é, adequada à situação. Um ato, uma idéia ou um produto é criativo quando é novo,adequado e abrangente.3. Criatividade como capacidade humana Levando em conta essa discussão, percebemos que a criatividade é uma capacidade humana que não fica confinada no território das artes, mas que também é necessária à ciência e à vida em geral. A ciência não poderia progredir se alguns espíritos mais criativos não tivessem percebido relações entre fatos aparentemente desconexos, se não tivessem testado essas suas hipóteses e chegado a novas teorias explicativas dos fenômenos. A imaginaçãoO processo de trabalho do cientista aproxima-se do processo de trabalho do artista.Ambos desenvolvem um tipo de comportamento denominado "exploratório",isto é, dedicam-se a "explorar" as possibilidades, "o que poderia ser", em vez de se deter noque realmente é. Para isso, necessitam da imaginação. Assim, um dos sentidos de criar é imaginar. Imaginar é a capacidade de ver além doimediato, do que é, de criar possibilidades novas. É responder à pergunta: "Se não fosseassim,como poderia ser?". Se dermos asas à imaginação, se deixarmos de lado o nosso sensocritico e o medo do ridículo, se abandonarmos as amarras lógicas da realidade,veremos que somos capazes de encontrar muitas respostas para a pergunta.Este é o chamado pensamento
  • 3. divergente, que leva a muitas respostas possíveis.É o contrário do pensamento convergente, que leva a uma única resposta, considerada certa.Por exemplo, à pergunta"Quem descobriu o Brasil?", só há uma resposta certa:Pedro Álvares Cabral. Para a pergunta "Se os portugueses não tivessem descoberto o Brasil,como estaríamos vivendohoje?", há inúmeras respostas possíveis. A primeiraenvolve memória; a segunda, imaginação.Tanto o artista quanto o cientista têm de ser suficientemente flexíveis para sair doseguro, do conhecido, do imediato, e assumir osriscos ao propor o novo,o possível.***2Ghiselin, The creative process and lis relation to the identiíicatíon of creative talent,in 1955 Univ. of (Jtah Research Conference o,, Idenhfication Creasive Scientific Talent, 1956.Laklen, apud C. W. Taylor, Criatividade: progresso e potencial, p. 27.A inspiraçãoNesse contexto, qual seria o lugar da tão falada inspiração? Na verdade, a inspiração éresultado de um processo de fusão de idéias efetuado no nosso subconsciente.Diante de um problema, de uma preocupação ou ainda de uma situação, obtidas as informações fundamentais acerca do assunto, o nosso subconsciente passa a lidar com esses dados, fazendo uma espécie de jogo associativo entre os vários elementos. É como tentar montar um quebracabeças: experimentamos ora uma peça, ora outra, até acharmos a adequada. E o momento em que a imaginação é ativada para propor todas as possibilidades, por mais inverossímeis que sejam. Desse jogo subconsciente surgirão em nossa consciência sínteses e novas configurações dos dados sobre as quais trabalhará nosso intelecto, pesando-as, julgando-as, adequando-as ao problema ou à situação. Ao surgimento dessas sinteses em nossa consciência damos o nome de inspiração. Tanto o artista quanto o cientista trabalham intelectualmente a inspiração. O artista tem de decidir entre materiais, técnicas e estilos para a produção da sua obra. O cientista tem de elaborar e testar as suas hipóteses para chegar a uma teoria ou produto novos.4. Desenvolvimento e repressão da criatividade Podem afirmar que, como capacidade humana, a criatividade pode ser desenvolvidaou reprimida. O desenvolvimentoacontece na medida em que o ambiente familiar,a escola, os amigos, o lazer ofereçam condições ao pleno exercício do comportamentoexploratório e do pensamento divergente, incentivando o uso da imaginação, dojogo, da interrogação constante, da receptividade a novidades e do desprendimento para vero todo sem preconceito e sem temor de errar. A repressão, por sua vez, acontece quando essas condições não são oferecidas e, alémdisso, é enfatizado o não assumirriscos e o ficar no terreno seguroda repetição do já conhecido.Assim, a criatividade não é um dom que só os gênios têm e os outros não.É uma capacidade que todos nós podemos desenvolver se nos dispusermos a praticaralguns tipos de comportamentos específicos.