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E S C O L A . S E C U N D Á R I A . A L V E S . M A R T I N S                  novembro
                                                                                                                  2011
                                                 Português 11° ano | Prática do Funcionamento da Língua: Coesão


     Revê os conceitos de coesão e coerência nas páginas 341 a 344 do manual Expressões
      de 11º ano .

A coesão textual assegura a ligação entre os elementos de um texto.

1) coesão frásica - organização da construção da frase - sujeito, predicado, complementos
    • concordância em género e/ou número de palavras
    • regências

2) coesão interfrásica - articulação de orações / frases e/ou parágrafos
     • Articuladores aditivos, causais, condicionais, enumerativos, finais, …

3) coesão temporal: sequencialização dos enunciados de acordo com uma lógica temporal
    • palavras / expressões sequencializadoras;
    • advérbios / expressões preposicionais com valor temporal;
    • correlação entre tempos verbais.

4) coesão lexical
     • repetição de palavras / expressões
      • substituição de palavras ou expressões:
                                     antonímia / sinonímia
                                     hiperonímia, hiponímia
                                     holonímia / meronímia


  Hiperonímia / Hiponímia
  Relação hierárquica, partindo do genérico (hiperónimo) para o específico (hipónimo),
sendo que o primeiro impõe sempre as suas propriedades ao segundo.

    Ex: meio de transporte (hiperónimo): autocarro, avião, comboio, etc. (hipónimos)

  Holonímia / Meronímia
  Relação de hierarquia: uma denota um todo (holónimo) sem impor obrigatoriamente as
suas propriedades semânticas à outra, considerada sua parte (merónimo).

    Ex: carro / volante - carro (holónimo) / volante (merónimo).

5) coesão referencial: recurso a expressões que retomam o discurso anterior / preparam
  para o posterior:
       Natividade Reis.2011.12




        • Anáforas (retomas)
                                 • Construções elípticas
                                 • Catáforas
                                 • Deíticos (pessoais, temporais, espaciais)


novembro 2011                              A professora Natividade Reis                                                  1
Actividade 1:

        (…) Mandaram vir para Maputo a avó Carolina. A velha mantinha magras sobrevivências lá,
     no interior, em terra mais frequentada por balas que por chuva. Além disso, a avó estava
     bastante cheia de idade. Carolina merecia as penas. A vovó chegou e logo se admirou dos
     luxos da família. Nos princípios, ela muito se orgulhou daquelas riquezas. A Independência,
 5   afinal, não tinha sido para o povo viver bem? Mas depois, a velha se foi duvidando. E porque
     razão os tesouros desta vida não se distribuem pelos todos? Carolina, calada em si, não
     desistia de se perguntar. Mas, por dentro, os mistérios lhe davam serviço. Na aldeia, a velha
     muito elogiara a militância dos filhos citadinos. (…)
                                          Couto, Mia, Sangue da avó manchando a alcatifa
10
     1. ldentifica as afirmações verdadeiras, as falsas e corrige estas últimas.

     A. O uso reiterado dos vocábulos «Carolina» (l. 1, 3, 6); «velha» (l. 1, 5, 7) e «família»
        (linhas 4, 10) constitui um mecanismo de coesão lexical.
     B. Os vocábulos «riquezas» (l.4) e «tesouros» (l.6) constituem mecanismos de coesão
        lexical por sinonímia.
     C. O conector «Além disso» (l. 2) assegura a coesão lexical do texto.
     D. «ela» (l.4); «se», em «se perguntar» (l. 7) e «lhe» (l. 7), configuram um processo de
        coesão referencial.
     F. O pronome «ela» (l. 5) constitui uma catáfora que contribui para a coesão referencial.
     G. «Nos princípios» (l. 4) representa uma retoma e um mecanismo de coesão temporal.
     H. O conector «Mas» (linha 7) contribui para a coesão referencial.

     Actividade 2:

       (…) Aavó tirou os óculos, esfregou os olhos. Regressada a casa, ela despiu as roupas, atirou
     no chão os enfeites. Da mala de cartão retirou as consagradas capulanas, cobriu o cabelo
     com o lenço estampado. E juntou-se à sala, inexistindo, entre o parêntesis dos parentes.
     Nessa noite, a televisão transmitia uma reportagem sobre a guerra. Mostravam-se bandidos
     armados. De súbito, sem que ninguém pudesse evitar, a velha atirou sua pesada bengala de
     encontro ao aparelho de televisão. O écran se estilhaçou, os vidros tintilaram na alcatifa.
     Mas a avó, apanhando a bengala, avisou o homem:
       - Há bandidos a passear aqui na tua sala e tu não fazes nada.
       Incrustada em espanto, a família encarava a anciã. (…)
                                          Couto, Mia, Sangue da avó manchando a alcatifa

     1.Transcreve do excerto palavras/expressões que funcionem como mecanismos de:

         a) coesão lexical por holonímia ______________________________________

         b) coesão lexical por sinonímia_______________________________________
                Natividade Reis.2011.12




         c) coesão lexical por hiperonímia _____________________________________

         d) coesão lexical por repetição de palavras _____________________________

         e) coesão referencial______________________________________________

         f) coesão interfrásica______________________________________________


     novembro 2011                                                                         A professora Natividade Reis
                                                                                                                     2
SOLUÇÔES

(…)Mandaram vir para Maputo a avó Carolina. A velha mantinha magras sobrevivências lá,
no interior, em terra mais frequentada por balas que por chuva. Além disso, a avó estava
bastante cheia de idade. Carolina merecia as penas. A vovó chegou e logo se admirou dos
luxos da família. Nos princípios, ela muito se orgulhou daquelas riquezas. A
Independência, afinal, não tinha sido para o povo viver bem? Mas depois, a velha se foi
duvidando. E porque razão os tesouros desta vida não se distribuem pelos todos?
Carolina, calada em si, não desistia de se perguntar. Mas, por dentro, os mistérios lhe
davam serviço. Na aldeia, a velha muito elogiara a militância dos filhos citadinos. (…)
                                Couto, Mia, Sangue da avó manchando a alcatifa

1.
A. O uso repetido dos vocábulos «Carolina» (l. 1, 3, 6); «velha» (l. 1, 5, 7) e «família»
   (linhas 4, 10) constituem um mecanismo de coesão lexical. V

B. «riquezas» (l.4) e «tesouros» (l.6) constituem mecanismos de coesão lexical por
   sinonímia. V

C. O conector «Além disso» (l. 2) assegura a coesão lexical. FALSA – coesão interfrásica
D. «ela» (l.4) e «se», em «se perguntar» (l. 7) e «lhe» (l. 7) configuram um processo de
   coesão referencial.

F. Em «ela» (l. 4), constitui uma catáfora que contribui para a coesão referencial. Falsa -
  Anáfora

G. «Nos princípios» (l. 4) representa uma retoma e um mecanismo de coesão temporal.
H. O conector «Mas» (linha 7) contribui para a coesão referencial. Falsa – coesão
  interfrásica

2. A avó tirou os óculos, esfregou os olhos. Regressada a casa, ela despiu as roupas,
atirou no chão os enfeites. Da mala de cartão retirou as consagradas capulanas, cobriu o
cabelo com o lenço estampado. E juntou-se à sala, inexistindo, entre o parêntesis dos
parentes. Nessa noite, a televisão transmitia uma reportagem sobre a guerra.
Mostravam-se bandidos armados. De súbito, sem que ninguém pudesse evitar, a velha
atirou sua pesada bengala de encontro ao aparelho de televisão. O écran se estilhaçou, os
vidros tintilaram na alcatifa. Mas a avó, apanhando a bengala, avisou o homem:
        - Há bandidos a passear aqui na tua sala e tu não fazes nada.
       Incrustada em espanto, a família encarava a anciã.

coesão lexical por holonímia/ meronímia: casa / sala / alcatifa televisão / écran/ vidros

coesão lexical por sinonímia: velha / anciã; família / parentes
      Natividade Reis.2011.12




coesão lexical por hiperonímia Roupas: capulanas / lenço

coesão lexical por repetição de palavras: avó /bandidos /sala bengala/televisão /

coesão referencial : ela / se / sua; [tua / tu – deícticos pessoais]

coesão interfrásica: E (l.3) / Nessa noite (l.4) / De súbito (l. 5) / Mas (l.7) / e (l.8)


novembro 2011                                                                    A professora Natividade Reis
                                                                                                           3

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Coesao e coerência

  • 1. E S C O L A . S E C U N D Á R I A . A L V E S . M A R T I N S novembro 2011 Português 11° ano | Prática do Funcionamento da Língua: Coesão  Revê os conceitos de coesão e coerência nas páginas 341 a 344 do manual Expressões de 11º ano . A coesão textual assegura a ligação entre os elementos de um texto. 1) coesão frásica - organização da construção da frase - sujeito, predicado, complementos • concordância em género e/ou número de palavras • regências 2) coesão interfrásica - articulação de orações / frases e/ou parágrafos • Articuladores aditivos, causais, condicionais, enumerativos, finais, … 3) coesão temporal: sequencialização dos enunciados de acordo com uma lógica temporal • palavras / expressões sequencializadoras; • advérbios / expressões preposicionais com valor temporal; • correlação entre tempos verbais. 4) coesão lexical • repetição de palavras / expressões • substituição de palavras ou expressões: antonímia / sinonímia hiperonímia, hiponímia holonímia / meronímia Hiperonímia / Hiponímia Relação hierárquica, partindo do genérico (hiperónimo) para o específico (hipónimo), sendo que o primeiro impõe sempre as suas propriedades ao segundo. Ex: meio de transporte (hiperónimo): autocarro, avião, comboio, etc. (hipónimos) Holonímia / Meronímia Relação de hierarquia: uma denota um todo (holónimo) sem impor obrigatoriamente as suas propriedades semânticas à outra, considerada sua parte (merónimo). Ex: carro / volante - carro (holónimo) / volante (merónimo). 5) coesão referencial: recurso a expressões que retomam o discurso anterior / preparam para o posterior: Natividade Reis.2011.12 • Anáforas (retomas) • Construções elípticas • Catáforas • Deíticos (pessoais, temporais, espaciais) novembro 2011 A professora Natividade Reis 1
  • 2. Actividade 1: (…) Mandaram vir para Maputo a avó Carolina. A velha mantinha magras sobrevivências lá, no interior, em terra mais frequentada por balas que por chuva. Além disso, a avó estava bastante cheia de idade. Carolina merecia as penas. A vovó chegou e logo se admirou dos luxos da família. Nos princípios, ela muito se orgulhou daquelas riquezas. A Independência, 5 afinal, não tinha sido para o povo viver bem? Mas depois, a velha se foi duvidando. E porque razão os tesouros desta vida não se distribuem pelos todos? Carolina, calada em si, não desistia de se perguntar. Mas, por dentro, os mistérios lhe davam serviço. Na aldeia, a velha muito elogiara a militância dos filhos citadinos. (…) Couto, Mia, Sangue da avó manchando a alcatifa 10 1. ldentifica as afirmações verdadeiras, as falsas e corrige estas últimas. A. O uso reiterado dos vocábulos «Carolina» (l. 1, 3, 6); «velha» (l. 1, 5, 7) e «família» (linhas 4, 10) constitui um mecanismo de coesão lexical. B. Os vocábulos «riquezas» (l.4) e «tesouros» (l.6) constituem mecanismos de coesão lexical por sinonímia. C. O conector «Além disso» (l. 2) assegura a coesão lexical do texto. D. «ela» (l.4); «se», em «se perguntar» (l. 7) e «lhe» (l. 7), configuram um processo de coesão referencial. F. O pronome «ela» (l. 5) constitui uma catáfora que contribui para a coesão referencial. G. «Nos princípios» (l. 4) representa uma retoma e um mecanismo de coesão temporal. H. O conector «Mas» (linha 7) contribui para a coesão referencial. Actividade 2: (…) Aavó tirou os óculos, esfregou os olhos. Regressada a casa, ela despiu as roupas, atirou no chão os enfeites. Da mala de cartão retirou as consagradas capulanas, cobriu o cabelo com o lenço estampado. E juntou-se à sala, inexistindo, entre o parêntesis dos parentes. Nessa noite, a televisão transmitia uma reportagem sobre a guerra. Mostravam-se bandidos armados. De súbito, sem que ninguém pudesse evitar, a velha atirou sua pesada bengala de encontro ao aparelho de televisão. O écran se estilhaçou, os vidros tintilaram na alcatifa. Mas a avó, apanhando a bengala, avisou o homem: - Há bandidos a passear aqui na tua sala e tu não fazes nada. Incrustada em espanto, a família encarava a anciã. (…) Couto, Mia, Sangue da avó manchando a alcatifa 1.Transcreve do excerto palavras/expressões que funcionem como mecanismos de: a) coesão lexical por holonímia ______________________________________ b) coesão lexical por sinonímia_______________________________________ Natividade Reis.2011.12 c) coesão lexical por hiperonímia _____________________________________ d) coesão lexical por repetição de palavras _____________________________ e) coesão referencial______________________________________________ f) coesão interfrásica______________________________________________ novembro 2011 A professora Natividade Reis 2
  • 3. SOLUÇÔES (…)Mandaram vir para Maputo a avó Carolina. A velha mantinha magras sobrevivências lá, no interior, em terra mais frequentada por balas que por chuva. Além disso, a avó estava bastante cheia de idade. Carolina merecia as penas. A vovó chegou e logo se admirou dos luxos da família. Nos princípios, ela muito se orgulhou daquelas riquezas. A Independência, afinal, não tinha sido para o povo viver bem? Mas depois, a velha se foi duvidando. E porque razão os tesouros desta vida não se distribuem pelos todos? Carolina, calada em si, não desistia de se perguntar. Mas, por dentro, os mistérios lhe davam serviço. Na aldeia, a velha muito elogiara a militância dos filhos citadinos. (…) Couto, Mia, Sangue da avó manchando a alcatifa 1. A. O uso repetido dos vocábulos «Carolina» (l. 1, 3, 6); «velha» (l. 1, 5, 7) e «família» (linhas 4, 10) constituem um mecanismo de coesão lexical. V B. «riquezas» (l.4) e «tesouros» (l.6) constituem mecanismos de coesão lexical por sinonímia. V C. O conector «Além disso» (l. 2) assegura a coesão lexical. FALSA – coesão interfrásica D. «ela» (l.4) e «se», em «se perguntar» (l. 7) e «lhe» (l. 7) configuram um processo de coesão referencial. F. Em «ela» (l. 4), constitui uma catáfora que contribui para a coesão referencial. Falsa - Anáfora G. «Nos princípios» (l. 4) representa uma retoma e um mecanismo de coesão temporal. H. O conector «Mas» (linha 7) contribui para a coesão referencial. Falsa – coesão interfrásica 2. A avó tirou os óculos, esfregou os olhos. Regressada a casa, ela despiu as roupas, atirou no chão os enfeites. Da mala de cartão retirou as consagradas capulanas, cobriu o cabelo com o lenço estampado. E juntou-se à sala, inexistindo, entre o parêntesis dos parentes. Nessa noite, a televisão transmitia uma reportagem sobre a guerra. Mostravam-se bandidos armados. De súbito, sem que ninguém pudesse evitar, a velha atirou sua pesada bengala de encontro ao aparelho de televisão. O écran se estilhaçou, os vidros tintilaram na alcatifa. Mas a avó, apanhando a bengala, avisou o homem: - Há bandidos a passear aqui na tua sala e tu não fazes nada. Incrustada em espanto, a família encarava a anciã. coesão lexical por holonímia/ meronímia: casa / sala / alcatifa televisão / écran/ vidros coesão lexical por sinonímia: velha / anciã; família / parentes Natividade Reis.2011.12 coesão lexical por hiperonímia Roupas: capulanas / lenço coesão lexical por repetição de palavras: avó /bandidos /sala bengala/televisão / coesão referencial : ela / se / sua; [tua / tu – deícticos pessoais] coesão interfrásica: E (l.3) / Nessa noite (l.4) / De súbito (l. 5) / Mas (l.7) / e (l.8) novembro 2011 A professora Natividade Reis 3