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CLIPPING – 14/01/2016
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Comissão aprova criação de norma para restringir entrada de café estrangeiro no Brasil
Agência Câmara Notícias
14/01/2016
Reportagem - Ginny Morais / Edição – Mônica Thaty
A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços da Câmara dos
Deputados aprovou projeto que quer dificultar a importação do café verde, in natura ou grão
cru.
O objetivo da proposta (PL 1712/15), de autoria do deputado Evair de Melo (PV-ES), é proteger
a cadeia produtiva brasileira da concorrência de países que conseguem produzir mais barato.
O Brasil é o maior produtor e exportador mundial de café. São quase 300 mil cafeicultores e 8
milhões de empregos. As exigências sociais e ambientais para o setor estão entre as mais
rígidas do cenário internacional, segundo o Ministério da Agricultura.
A proposta é que a Câmara de Comércio Exterior (Camex), possa estabelecer uma regra geral
que restrinja a entrada do café produzido em países que não tenham leis ambientais tão rígidas
quanto às brasileiras. Hoje, essa barreira não existe. Quem quiser importar café ou qualquer
produto de origem vegetal, só precisa ter a autorização do Ministério da Agricultura, que faz a
Análise de Risco de Pragas. Após isso, o Ministério do Desenvolvimento libera a licença de
importação.
Proteção – Segundo Evair de Melo, a proposta surgiu por causa de tentativas recentes de
trazer para o Brasil café produzido no Peru, no Vietnam e na Etiópia. As indústrias que queriam
importar tinham a intenção de juntar o grão estrangeiro com o brasileiro, para vender no
mercado um produto misturado, conhecido como blend.
O deputado é contra esse processo, que considera uma irresponsabilidade. "A consequência
disso, primeiro, é o risco fitossanitário de trazer uma doença para o Brasil, não só para o café,
mas para outras culturas, e claro também desmontar esse bem estruturado setor produtivo
brasileiro", afirmou.
O diretor-executivo da ABIC, Associação Brasileira da Indústria de Café, Nathan Herszkowicz,
diz que as tentativas de importação de café em grão foram pontuais e não há intenção da
indústria de fazer isso em grande escala.
Ele afirma que os perigos relacionados pelo deputado são relativos. "Se a importação for
controlada por tipos estabelecidos apenas para café de alta qualidade, não haveria risco, nem
para a produção agrícola, nem para a produção industrial, nem para a qualidade final. Agora,
se a importação permitir a vinda de cafés de baixa qualidade, aí sim compromete", explicou
Já o relator na Comissão de Desenvolvimento Econômico, deputado Herculano Passos (PSD-
SP), considera que o projeto é oportuno, e garante a proteção do meio ambiente nacional.
“Estes países que não dispõem dos mesmos padrões de exigência quanto às normas de meio
ambiente, além de prejudicar o Brasil pelo meio ambiente comprometido, também podem gerar
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efeitos comerciais negativos”, destacou em seu parecer.
Tramitação – A proposta tramita em caráter conclusivo, e será apreciada ainda pelas
comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; e de
Constituição e Justiça e de Cidadania.
Clique no link e veja a íntegra do PL-1712/2015
http://www2.camara.leg.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=1299575
Escassez de funcionários põe em risco banco de germoplasma de café do IAC
Valor Econômico
14/01/2016
Bettina Barros
Os olhos esverdeados da cientista brasileira Maria Bernadete
Silvarolla ressaltam ainda mais com as bochechas pálidas
agora vermelhas de sol. O suor desce pela testa, que ela
tenta inutilmente secar com as costas das mãos sujas de
terra, sua roupa está tomada por carrapichos, mas esses
parecem ser problemas menores.
Uma das principais melhoristas genéticas do Instituto Agronômico de Campinas (IAC),
vinculado à Secretaria de Agricultura de São Paulo, Bernadete exaspera-se ao ver o matagal
avançar e asfixiar décadas de pesquisa no cafezal que lhe rendeu a "descoberta" da primeira
variedade do grão naturalmente com baixo teor de cafeína. Ela arranca sozinha o mato e
amaldiçoa o dia em que seu nome saiu na "Nature", a revista científica mais prestigiada do
mundo. "Eu deveria ter tacado herbicida e matado tudo isso naquela época. É um descaso
total".
Por falta de dinheiro e a impossibilidade de contratação de funcionários temporários, o IAC vê o
seu banco de germoplasma de café - arquivo vivo de todo o material genético do grão -
ameaçado pelo mato que cresce mais rápido com as chuvas e o calor do verão. Não há quem
faça a roçada do mato.
Com 30 anos dedicados à pesquisa, Bernadete concorda em ser fotografada apenas de costas
no cenário desolador do cafezal. A cena escancara a distância entre a realidade e as ambições
do governo estadual de transformar São Paulo numa "referência científica".
"Estamos enxugando gelo. Arrancamos mato daqui, à tarde chove e amanhã nasce mato de
novo", diz Júlio César Mistro, melhorista de café do IAC como Bernadete.
A escassez de mão de obra torna a situação dramática nos 60 hectares de café da Fazenda
Santa Elisa, principal área de pesquisa com o grão, localizada em pleno centro de Campinas. A
lei brasileira proíbe órgãos públicos de terceirizar esse tipo de serviço por entender que a tarefa
constitui a chamada "atividade-fim" - aquela que caracteriza a atividade principal. "É como se
você tivesse R$ 10 mil no banco mas a sua conta está bloqueada", afirma Sérgio Augusto
Carbonell, pesquisador que hoje ocupa o cargo de diretor do IAC.
A única forma de ampliar o quadro é através de concurso público. O último foi feito há seis
anos para profissionais de apoio e há 12 anos para pesquisadores. Um novo concurso estava
previsto para este ano, mas, sem verba, o Estado o cancelou.
O engessamento aparece nas planilhas de estatísticas do órgão. Dos 281 servidores do IAC
(desde auxiliar de serviço geral a administrativo, excluindo pesquisadores), somente seis estão
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alocados na cultura cafeeira. E dos seis, dois revezam a tarefa de capinar uma área total de 60
hectares - 30 do banco de germoplasma e 30 de experimentação com café. "Idealmente",
afirma Carbonell, "seriam necessários de dois a três ajudantes de campo por pesquisador. E
ainda temos um quadro envelhecido, em que muitos servidores já se aproximam da
aposentadoria".
Maior produtor e exportador mundial de café, o Brasil deve muito de sua projeção ao IAC,
fundado por D. Pedro II em 1887. Estima-se que 90% do café plantado no país seja de
cultivares desenvolvidas pelo instituto.
O banco de germoplasma do IAC é não só o maior no país como o mais diverso. Há
exemplares de quase todos os países, somando 5,5 mil acessos - o jargão científico para cada
árvore e suas características genéticas únicas. Nenhuma árvore é desprezada: o que parece
ruim hoje pode ser a resposta a uma demanda no futuro. Graças a esse grande banco
genético, a pesquisadora Bernadete identificou uma variedade com quase nada de cafeína
"perdida" entre centenas, no momento em que o café descafeinado virou moda.
Diferentemente de outras culturas, porém, sementes de café não são mantidas em câmaras
frias. Elas perdem o vigor após um ano. A única forma de preservar a genética é plantando, o
que torna as pesquisas especialmente vulneráveis.
Segundo o IAC, o café continua sendo prioritário. "Só que eu não posso liberar recurso pra
capinar sabendo que em três meses o mato vai ter crescido de novo. É queimar dinheiro", diz
Carbonell. "Eu também não posso deslocar o meu recurso humano porque não tenho só café.
Tenho cana, feijão, trigo, citros, mamona, milho para cuidar".
A esperança, afirma, está em um projeto de lei (PL) do Congresso (77/2015) que traria
celeridade e flexibilidade à administração direta com fins de pesquisa e inovação. O PL
aguarda sanção presidencial.
Apesar do empenho do instituto, há áreas em que o mato ultrapassa exemplares antigos.
Segundo Bernadete, 50% da coleção etíope, origem do café de baixa cafeína, já foi perdida. "O
capim compete por água, nutriente e luz".
Há dois meses, os pesquisadores começaram a pulverizar as ruas do cafezal - linhas que
separam uma fileira de árvores da outra - com herbicida, mais eficiente que a capinagem. Mas
por falta de gente, até essas aplicações são restritas.
Responsabilidade também é de produtor e da indústria, afirma diretor – A falta de
recursos para cuidar do maior germoplasma de café do Brasil não é responsabilidade apenas
do Estado. Indústria e cafeicultores também têm participação no quadro de deterioração do
banco genético do Instituto Agronômico de Campinas (IAC). A crítica é do diretor do IAC,
Sérgio Augusto Morais Carbonell, para quem falta diálogo e organização da cadeia produtiva.
"Há um discurso de todo o segmento dizendo que germoplasma é a coisa mais importante do
mundo, mas não se vê aproximação de discurso e ação. Temos 30 projetos de café, mas
nenhum envolve manutenção de germoplasma", diz.
"De mil acessos [plantas] no germoplasma, 50 são bons, outros são medianos e muitos são
ruins do ponto de vista de uma característica genética desejada. E somos obrigados a manter
todos porque o que é ruim hoje, amanhã pode ser bom. Mas o setor produtivo só quer pegar o
bom, o que lhe interessa - e rápido. Não há a noção de que é preciso fortalecer a infraestrutura
de base para que a parte científica possa agir", afirma o diretor.
Carbonell diz que essa falta de compreensão se explica, em parte, pela falta de uma política
para setor, capaz de orientar o que é prioritário e canalizar os aportes. O que há hoje, afirma,
são projetos individuais, cada qual com interesses próprios.
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Segundo ele, nem o Consórcio Pesquisa Café, montado nos anos 1990 para criar um projeto
nacional de pesquisa e desenvolvimento de café, avançou nessa visão de cadeia produtiva. "O
que temos hoje? Um fundo, para onde vai parte do dinheiro arrecadado com venda de café,
que financia uma carteira de projetos baseados em editais. Mas cada pesquisador faz o que
acha importante. Então o consórcio é uma reunião de projetos".
Em 2015, o IAC teve orçamento de R$ 73,7 milhões, montante que tem se mantido no mesmo
patamar nos últimos anos. Apenas metade vem do Estado, o resto de parcerias e convênios.
Questionada, a Secretaria de Agricultura afirmou que tem cobrado o apoio das entidades do
setor para obtenção de recursos para a conservação do germoplasma.
Contexto – Batizada de "AC", em homenagem a Alcides Carvalho, considerado o maior
melhorista de café do Brasil, a variedade de café do Instituto Agronômico de Campinas (IAC)
tem apenas 0,1% de cafeína, quase nada se comparada aos grãos tradicionais de arábica
(1,2%) e robusta (2,4%). A característica foi encontrada em três exemplares do banco de
germoplasma do instituto, e atingiram esse teor mínimo de cafeína por meio de mutações com
grãos arábica. A pesquisadora Maria Bernadete Silvarolla analisou perto de 3 mil plantas entre
1999 e 2003. Em 2004, veio a surpresa. Desde então, o desafio tem sido tornar a variedade
"AC" comercialmente viável, elevando a sua produtividade. Enquanto uma boa média é de 20 a
30 sacas de café colhido por hectare, a grão com baixa cafeína rende, no máximo, 10. Um
trabalho que pode durar anos.
Abandono e desolação
Cládio Belli/Valor
Coberto de mato, o cafezal da Fazenda Santa Elisa, em Campinas, compõe um cenário
desolador. Ali, o Instituto Agronômico de Campinas (IAC), do governo do Estado de São Paulo,
descobriu a primeira variedade do grão com baixo teor de cafeína, feito propalado pela
"Nature", a revista científica mais prestigiada do mundo. Hoje, por falta de dinheiro e sem poder
contratar funcionários, o IAC vê ameaçado o seu banco de germoplasma de café, arquivo vivo
de todo o material genético do grão.
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Consumo interno de café mantém ligeiro crescimento em 2015
Abic
14/01/2016
O consumo de café no Brasil mostrou um leve
acréscimo em 2015. A recuperação de +1,24% em
2014, atingindo 20,333 milhões de sacas, foi seguida
de um novo aumento de 0,86% nos doze meses
compreendidos entre Novembro/2014 e
Outubro/2015, completando 20,508 milhões de
sacas.
O consumo per capita também aumentou
ligeiramente, passando a 4,90 kg/habitante.ano de
café torrado e moído (6,12 kg de café verde em
grão), o equivalente a 81 litros/habitante.ano.
Enquanto o consumo total registrou aumento médio
de 0,86%, o volume exclusivo das empresas
associadas da ABIC, acusou o crescimento de
1,33%.
Aumento das cotações do grão conilon e câmbio surpreendem o setor
O cenário do agronegócio mostra que, sob o efeito da seca e das altas temperaturas no
Espírito Santo - que resultaram numa previsão de quebra da segunda safra seguida - as
cotações mundiais e internas do grão se elevaram acentuadamente. O dólar valorizado está
tornando o grão brasileiro ainda mais competitivo e ampliando as exportações, inclusive do
conilon. Sendo matéria-prima importante para a indústria de café, os altos preços do conilon
aumentaram o custo do blend, pressionado os preços do café industrializado para os
consumidores.
O café arábica tipo 6 aumentou em media 2,7%, para R$ 503,00/saca em Dezembro/2015,
enquanto o café conilon variou 26,8%, para R$ 361,00/saca, no ano (dados do Informe
Estatístico, do DCAF-MAPA).
Enquanto isto, segundo pesquisas na cidade de São Paulo, de Janeiro a Dezembro/2015, os
preços dos cafés Tradicionais, nas prateleiras do varejo, subiram 16,1%, para R$ 16,17/kg,
enquanto os cafés Gourmet aumentaram 0,3%, alcançando R$ 48,66/kg em média.
Vendas em 2015 podem ter alcançado R$ 7,4 bilhões
A diferença dos índices de variação entre matéria-prima e o produto final, evidencia que a
indústria chegou ao final de 2015 com seus custos muito pressionados. Reajustes nos
combustíveis, energia elétrica, gás, câmbio e mão de obra continuarão a pressionar os custos
da indústria neste início de 2016.
As expectativas do setor industrial para o ano de 2016, diante do agravamento da crise
O consumidor brasileiro não reduziu o consumo de café no ano 2015, mesmo diante da crise.
Segundo pesquisa da ABIC com empresas associadas, feita em final de Outubro/2015,
existiam as seguintes expectativas para 2016:
- 51% das indústrias acreditam em aumento do volume de vendas em 2016;
- 53% acreditam que os custos do café vão aumentar e pressionar os preços;
- 73% vão manter o quadro de funcionários;
- 50% não acreditam que a rentabilidade da empresa pode melhorar;
- 55% acham que haverá retração na economia;
- 39% entendem que a inflação será um grande desafio na administração dos negócios
- 32% apontam o custo do grão como maior desafio para recuperar rentabilidade.
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Café continua com elevada penetração e presença firme nos lares brasileiros, com
crescimento acentuado do consumo em cápsulas
A pesquisa da Euromonitor contratada pela ABIC, continua mostrando uma elevada penetração
do café entre os consumidores. Mais de 80% dos lares pesquisados tem café. Diante da crise,
o comportamento dos consumidores tem variado com relação às marcas e tipos de café:
- Entre os consumidores que não serão afetados pela crise, 58% manterão o consumo e a
marca atual;
- Entre os consumidores que podem ser afetados pela crise, 41% manterão o consumo mas
podem migrar para marcas mais baratas;
- Apesar das pessoas acreditarem que a crise não afetara o consumo, a parcela mais jovem e
abaixo dos 30 anos poderá ter seu consumo afetado. Estes são os que consomem
preferencialmente fora do lar;
- A pesquisa projeta um crescimento do consumo em volume, para 24 milhões de sacas em
2019;
- Consumidor fora do lar é o que mais procura por café de qualidade. A desaceleração
econômica impactou este consumo, que poderá se recuperar no segundo semestre de 2016;
- Café moído e cápsulas são as estrelas do consumo dentro do lar, sendo que o café em pó
representa 81% do volume total consumido e as cápsulas 0,6% em 2014, mas pode dobrar até
2019;
- Espera-se que o mercado de cápsulas triplique em valor até 2019, atingindo R$ 3,0 bilhões;
- Consumidores declaram que desejam praticidade, qualidade e diversidade no café, e a
praticidade das cápsulas tem capturado os consumidores especialmente no consumo dentro do
lar;
- 89% dos consumidores acima de 60 anos bebem café diariamente. Os jovens de 16 a 20
anos, têm frequência diária de 49%, com média geral de 3,7 xícaras/dia.
ABIC defende ampliação forte dos investimentos em marketing e publicidade
O ritmo de crescimento do consumo interno leva a ABIC a reforçar a sua tese de que é preciso
estimular a demanda de café investindo muito mais em marketing, publicidade, diferenciação e
inovação de produtos. O comportamento dos consumidores tem sido o de ampliar a
experimentação e valorizar os produtos com melhor qualidade, certificados e sustentáveis. A
publicidade institucional deve servir para orientar, educar e difundir conhecimentos sobre café e
suas qualidades.
Dessa forma, a entidade desenvolveu uma campanha de marketing em 2015, investindo cerca
de R$ 2 milhões de seus próprios recursos, para enfatizar a importância da pureza e da
qualidade, com destaque para o Selo de Pureza, que é um programa de Autorregulamentação
que vai completar 27 anos. A pesquisa mostrou que 48% dos consumidores entrevistados
declaram que conhecem o Selo de Pureza e 78% consideram o trabalho da ABIC muito
importante para estimular o consumo e a qualidade do café.
Agora, a ABIC também esta debruçada na elaboração de iniciativas que destaquem os
atributos do café e os seus benefícios para a saúde, energia e bem-estar, que serão os
princípios a explorar, neste período pré-Olimpíadas e posteriores, de modo a criar uma relação
estreita entre a vida saudável, com a energia e o prazer que o consumo de café propicia. Os
resultados dessas ações seriam positivos para todos os setores.
Segmento de cápsulas e especiais é inovação que o consumidor está prestigiando
O consumo de café em monodoses, seja na forma de cafés expressos, seja em sachês ou em
cápsulas, está crescendo acentuadamente. Segundo a EUROMONITOR, as vendas em valor
das cápsulas em 2015 alcançaram R$ 1,4 bilhão, com estimativa de que atinjam R$ 2,96
bilhões em 2019. O consumo de cápsulas continuará concentrado em casa e o alto preço fora
de casa é a principal razão para a queda do consumo neste segmento.
As pessoas têm procurado diferentes variações como os cafés gourmet, existindo uma
consistente evolução para atender aqueles mais atentos à diferenciação de regiões, sabores,
certificações, entre outros.
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Expectativa para 2016 é ampliar o consumo para 21 milhões de sacas
A ABIC estima que o consumo de café volte a crescer moderadamente em 2016, devido ao
atual cenário político-econômico, alcançando os 21 milhões de sacas no ano. A diversidade de
produtos oferecidos, com maior qualidade, muitos deles certificados pelo PQC – Programa de
Qualidade do Café da ABIC, e sustentáveis, têm mantido o interesse dos consumidores.
Grandes marcas e marcas regionais ou locais, nas grandes cidades e diversas regiões,
principalmente Nordeste e Centro Oeste, são responsáveis pela reconhecida melhoria da
qualidade do café desde os produtos para o dia-a-dia, Tradicionais, Fortes e Extra Fortes, até
os cafés Gourmet. Os cafés Superiores aparecem como alternativa para aqueles que desejam
mais qualidade sem pagar preços muito elevados. A resposta dos consumidores vira com mais
consumo. Selo de Pureza e Qualidade e benefícios do café a saúde, serão foco da
comunicação institucional da ABIC em 2016. As tabelas do relatório estão no site do CNC:
http://www.cncafe.com.br/site/interna.php?id=18.
CEPEA: chuvas em MG e SP favorecem safra 2016/17 de café
Cepea/Esalq USP
14/01/2016
As chuvas nestes últimos dias seguem favorecendo as lavouras de arábica de
Minas Gerais e de São Paulo. Produtores se animam e realizam os tratos
culturais, especialmente a adubação – que tinha sido reduzida em anos
anteriores devido ao clima seco e à falta de caixa dos produtores. Já no
Paraná, as precipitações mais fortes e incidentes há mais tempo dificultam os
cuidados com as lavouras, até mesmo a adubação. Diferentemente, os
cafezais de robusta no Espírito Santo sentem a falta de chuva. As precipitações pontuais desde
a floração continuam insuficientes para garantir uma boa granação e dificultam as adubações
recomendadas. (Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br)
Café: vietnamitas podem estar subestimando tamanho da safra 2015/16
Agência SAFRAS
14/01/2016
Fábio Rübenich
A safra de café 2015/16 do Vietnã - segundo maior produtor mundial, atrás
apenas do Brasil - deve diminuir 15% em relação ao ano passado, quando
o país produziu 1,4 milhão de toneladas, ou 23,33 milhões de sacas de 60
quilos, de acordo com o presidente da Associação de Café e Cacau do
Vietnã (Vicofa), Luong Van Tru. Traders e analistas, no entanto, esperam
uma produção maior ainda no Vietnã, que é o maior produtor mundial de
café robusta. Essas previsões têm ajudado a manter os mercados internacionais de café sob
pressão de baixa, apesar de haver formação de estoques do país asiático. Traders afirmaram
que a Vicofa é "amplamente conhecida por subestimar os tamanhos das safras". As
informações partem de agências internacionais.
Fatores cambiais estimulam estocagem de café no Vietnã
Agência SAFRAS
14/01/2016
Fábio Rübenich
A valorização do dólar e fraqueza do real incrementaram a estocagem de
café no Vietnã, de acordo com o o presidente da Associação de Café e
Cacau do Vietnã (Vicofa), Luong Van Tru. "O fortalecimento do dólar norte-
americano reduziu os preços domésticos do café, tornando desinteressante
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para os produtores locais a venda dos grãos", disse Tru. "Além disso, a rápida desvalorização
da moeda brasileira está dificultando as exportações de café do Vietnã".
A queda do real frente ao dólar incrementou o ritmo de embarques do Brasil, maior produtor
mundial de café, pressionando os preços para baixo e ao mesmo tempo desestimulando as
vendas para os cafeicultores vietnamitas. As informações partem de agências internacionais.
Honduras aumenta sua presença de café no mercado internacional
CaféPoint
14/01/2016
As informações são da agência EFE / Tradução por Juliana Santin
Honduras prevê exportar 6,6 milhões de sacas de 60 quilos de café na safra de
2015/2016, 1,3 milhão de sacas a mais que na safra anterior e espera receber
US$ 1,5 bilhão, informou fonte oficial.
O presidente do Instituto Hondurenho de Café (Ihcafe), Asterio Reyes, disse
que para a colheita de 2015/2016, as projeções de produção de café são de
7,05 milhões de sacas, sendo que do total, 6,36 milhões de sacas deverão ser
exportadas.
As exportações da nova colheita, que se iniciou em 1 de outubro de 2015, superariam em 1,3
milhão de sacas a produção da safra de 2014/2015, que concluiu com 5,06 milhões de sacas
exportadas e US$ 1,010 bilhão de dólares.
Na colheita anterior, as exportações hondurenhas de café subiram em 27,9% em valor e 22,2%
em volume, com relação à safra de 2013/2014, quando foram vendidas 4,14 milhões de sacas
do grão e se obtiveram US$ 794 milhões, de acordo com dados do Ihcafe.
A atividade cafeeira de Honduras está nas mãos de 100.000 pequenos produtores e, na
colheita atual, espera-se gerar mais de um milhão de empregos.

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    Conselho Nacional doCafé – CNC SCN Quadra 01, Bl. “C”, Ed. Brasília Trade Center, 11º andar, sala 1.101 - CEP 70711-902 – Brasília (DF) Assessoria de Comunicação: (61) 3226-2269 / 8114-6632 E-mail: imprensa@cncafe.com.br / www.twitter.com/pauloandreck CLIPPING – 14/01/2016 Acesse: www.cncafe.com.br Comissão aprova criação de norma para restringir entrada de café estrangeiro no Brasil Agência Câmara Notícias 14/01/2016 Reportagem - Ginny Morais / Edição – Mônica Thaty A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços da Câmara dos Deputados aprovou projeto que quer dificultar a importação do café verde, in natura ou grão cru. O objetivo da proposta (PL 1712/15), de autoria do deputado Evair de Melo (PV-ES), é proteger a cadeia produtiva brasileira da concorrência de países que conseguem produzir mais barato. O Brasil é o maior produtor e exportador mundial de café. São quase 300 mil cafeicultores e 8 milhões de empregos. As exigências sociais e ambientais para o setor estão entre as mais rígidas do cenário internacional, segundo o Ministério da Agricultura. A proposta é que a Câmara de Comércio Exterior (Camex), possa estabelecer uma regra geral que restrinja a entrada do café produzido em países que não tenham leis ambientais tão rígidas quanto às brasileiras. Hoje, essa barreira não existe. Quem quiser importar café ou qualquer produto de origem vegetal, só precisa ter a autorização do Ministério da Agricultura, que faz a Análise de Risco de Pragas. Após isso, o Ministério do Desenvolvimento libera a licença de importação. Proteção – Segundo Evair de Melo, a proposta surgiu por causa de tentativas recentes de trazer para o Brasil café produzido no Peru, no Vietnam e na Etiópia. As indústrias que queriam importar tinham a intenção de juntar o grão estrangeiro com o brasileiro, para vender no mercado um produto misturado, conhecido como blend. O deputado é contra esse processo, que considera uma irresponsabilidade. "A consequência disso, primeiro, é o risco fitossanitário de trazer uma doença para o Brasil, não só para o café, mas para outras culturas, e claro também desmontar esse bem estruturado setor produtivo brasileiro", afirmou. O diretor-executivo da ABIC, Associação Brasileira da Indústria de Café, Nathan Herszkowicz, diz que as tentativas de importação de café em grão foram pontuais e não há intenção da indústria de fazer isso em grande escala. Ele afirma que os perigos relacionados pelo deputado são relativos. "Se a importação for controlada por tipos estabelecidos apenas para café de alta qualidade, não haveria risco, nem para a produção agrícola, nem para a produção industrial, nem para a qualidade final. Agora, se a importação permitir a vinda de cafés de baixa qualidade, aí sim compromete", explicou Já o relator na Comissão de Desenvolvimento Econômico, deputado Herculano Passos (PSD- SP), considera que o projeto é oportuno, e garante a proteção do meio ambiente nacional. “Estes países que não dispõem dos mesmos padrões de exigência quanto às normas de meio ambiente, além de prejudicar o Brasil pelo meio ambiente comprometido, também podem gerar
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    Conselho Nacional doCafé – CNC SCN Quadra 01, Bl. “C”, Ed. Brasília Trade Center, 11º andar, sala 1.101 - CEP 70711-902 – Brasília (DF) Assessoria de Comunicação: (61) 3226-2269 / 8114-6632 E-mail: imprensa@cncafe.com.br / www.twitter.com/pauloandreck efeitos comerciais negativos”, destacou em seu parecer. Tramitação – A proposta tramita em caráter conclusivo, e será apreciada ainda pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Clique no link e veja a íntegra do PL-1712/2015 http://www2.camara.leg.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=1299575 Escassez de funcionários põe em risco banco de germoplasma de café do IAC Valor Econômico 14/01/2016 Bettina Barros Os olhos esverdeados da cientista brasileira Maria Bernadete Silvarolla ressaltam ainda mais com as bochechas pálidas agora vermelhas de sol. O suor desce pela testa, que ela tenta inutilmente secar com as costas das mãos sujas de terra, sua roupa está tomada por carrapichos, mas esses parecem ser problemas menores. Uma das principais melhoristas genéticas do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), vinculado à Secretaria de Agricultura de São Paulo, Bernadete exaspera-se ao ver o matagal avançar e asfixiar décadas de pesquisa no cafezal que lhe rendeu a "descoberta" da primeira variedade do grão naturalmente com baixo teor de cafeína. Ela arranca sozinha o mato e amaldiçoa o dia em que seu nome saiu na "Nature", a revista científica mais prestigiada do mundo. "Eu deveria ter tacado herbicida e matado tudo isso naquela época. É um descaso total". Por falta de dinheiro e a impossibilidade de contratação de funcionários temporários, o IAC vê o seu banco de germoplasma de café - arquivo vivo de todo o material genético do grão - ameaçado pelo mato que cresce mais rápido com as chuvas e o calor do verão. Não há quem faça a roçada do mato. Com 30 anos dedicados à pesquisa, Bernadete concorda em ser fotografada apenas de costas no cenário desolador do cafezal. A cena escancara a distância entre a realidade e as ambições do governo estadual de transformar São Paulo numa "referência científica". "Estamos enxugando gelo. Arrancamos mato daqui, à tarde chove e amanhã nasce mato de novo", diz Júlio César Mistro, melhorista de café do IAC como Bernadete. A escassez de mão de obra torna a situação dramática nos 60 hectares de café da Fazenda Santa Elisa, principal área de pesquisa com o grão, localizada em pleno centro de Campinas. A lei brasileira proíbe órgãos públicos de terceirizar esse tipo de serviço por entender que a tarefa constitui a chamada "atividade-fim" - aquela que caracteriza a atividade principal. "É como se você tivesse R$ 10 mil no banco mas a sua conta está bloqueada", afirma Sérgio Augusto Carbonell, pesquisador que hoje ocupa o cargo de diretor do IAC. A única forma de ampliar o quadro é através de concurso público. O último foi feito há seis anos para profissionais de apoio e há 12 anos para pesquisadores. Um novo concurso estava previsto para este ano, mas, sem verba, o Estado o cancelou. O engessamento aparece nas planilhas de estatísticas do órgão. Dos 281 servidores do IAC (desde auxiliar de serviço geral a administrativo, excluindo pesquisadores), somente seis estão
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    Conselho Nacional doCafé – CNC SCN Quadra 01, Bl. “C”, Ed. Brasília Trade Center, 11º andar, sala 1.101 - CEP 70711-902 – Brasília (DF) Assessoria de Comunicação: (61) 3226-2269 / 8114-6632 E-mail: imprensa@cncafe.com.br / www.twitter.com/pauloandreck alocados na cultura cafeeira. E dos seis, dois revezam a tarefa de capinar uma área total de 60 hectares - 30 do banco de germoplasma e 30 de experimentação com café. "Idealmente", afirma Carbonell, "seriam necessários de dois a três ajudantes de campo por pesquisador. E ainda temos um quadro envelhecido, em que muitos servidores já se aproximam da aposentadoria". Maior produtor e exportador mundial de café, o Brasil deve muito de sua projeção ao IAC, fundado por D. Pedro II em 1887. Estima-se que 90% do café plantado no país seja de cultivares desenvolvidas pelo instituto. O banco de germoplasma do IAC é não só o maior no país como o mais diverso. Há exemplares de quase todos os países, somando 5,5 mil acessos - o jargão científico para cada árvore e suas características genéticas únicas. Nenhuma árvore é desprezada: o que parece ruim hoje pode ser a resposta a uma demanda no futuro. Graças a esse grande banco genético, a pesquisadora Bernadete identificou uma variedade com quase nada de cafeína "perdida" entre centenas, no momento em que o café descafeinado virou moda. Diferentemente de outras culturas, porém, sementes de café não são mantidas em câmaras frias. Elas perdem o vigor após um ano. A única forma de preservar a genética é plantando, o que torna as pesquisas especialmente vulneráveis. Segundo o IAC, o café continua sendo prioritário. "Só que eu não posso liberar recurso pra capinar sabendo que em três meses o mato vai ter crescido de novo. É queimar dinheiro", diz Carbonell. "Eu também não posso deslocar o meu recurso humano porque não tenho só café. Tenho cana, feijão, trigo, citros, mamona, milho para cuidar". A esperança, afirma, está em um projeto de lei (PL) do Congresso (77/2015) que traria celeridade e flexibilidade à administração direta com fins de pesquisa e inovação. O PL aguarda sanção presidencial. Apesar do empenho do instituto, há áreas em que o mato ultrapassa exemplares antigos. Segundo Bernadete, 50% da coleção etíope, origem do café de baixa cafeína, já foi perdida. "O capim compete por água, nutriente e luz". Há dois meses, os pesquisadores começaram a pulverizar as ruas do cafezal - linhas que separam uma fileira de árvores da outra - com herbicida, mais eficiente que a capinagem. Mas por falta de gente, até essas aplicações são restritas. Responsabilidade também é de produtor e da indústria, afirma diretor – A falta de recursos para cuidar do maior germoplasma de café do Brasil não é responsabilidade apenas do Estado. Indústria e cafeicultores também têm participação no quadro de deterioração do banco genético do Instituto Agronômico de Campinas (IAC). A crítica é do diretor do IAC, Sérgio Augusto Morais Carbonell, para quem falta diálogo e organização da cadeia produtiva. "Há um discurso de todo o segmento dizendo que germoplasma é a coisa mais importante do mundo, mas não se vê aproximação de discurso e ação. Temos 30 projetos de café, mas nenhum envolve manutenção de germoplasma", diz. "De mil acessos [plantas] no germoplasma, 50 são bons, outros são medianos e muitos são ruins do ponto de vista de uma característica genética desejada. E somos obrigados a manter todos porque o que é ruim hoje, amanhã pode ser bom. Mas o setor produtivo só quer pegar o bom, o que lhe interessa - e rápido. Não há a noção de que é preciso fortalecer a infraestrutura de base para que a parte científica possa agir", afirma o diretor. Carbonell diz que essa falta de compreensão se explica, em parte, pela falta de uma política para setor, capaz de orientar o que é prioritário e canalizar os aportes. O que há hoje, afirma, são projetos individuais, cada qual com interesses próprios.
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    Conselho Nacional doCafé – CNC SCN Quadra 01, Bl. “C”, Ed. Brasília Trade Center, 11º andar, sala 1.101 - CEP 70711-902 – Brasília (DF) Assessoria de Comunicação: (61) 3226-2269 / 8114-6632 E-mail: imprensa@cncafe.com.br / www.twitter.com/pauloandreck Segundo ele, nem o Consórcio Pesquisa Café, montado nos anos 1990 para criar um projeto nacional de pesquisa e desenvolvimento de café, avançou nessa visão de cadeia produtiva. "O que temos hoje? Um fundo, para onde vai parte do dinheiro arrecadado com venda de café, que financia uma carteira de projetos baseados em editais. Mas cada pesquisador faz o que acha importante. Então o consórcio é uma reunião de projetos". Em 2015, o IAC teve orçamento de R$ 73,7 milhões, montante que tem se mantido no mesmo patamar nos últimos anos. Apenas metade vem do Estado, o resto de parcerias e convênios. Questionada, a Secretaria de Agricultura afirmou que tem cobrado o apoio das entidades do setor para obtenção de recursos para a conservação do germoplasma. Contexto – Batizada de "AC", em homenagem a Alcides Carvalho, considerado o maior melhorista de café do Brasil, a variedade de café do Instituto Agronômico de Campinas (IAC) tem apenas 0,1% de cafeína, quase nada se comparada aos grãos tradicionais de arábica (1,2%) e robusta (2,4%). A característica foi encontrada em três exemplares do banco de germoplasma do instituto, e atingiram esse teor mínimo de cafeína por meio de mutações com grãos arábica. A pesquisadora Maria Bernadete Silvarolla analisou perto de 3 mil plantas entre 1999 e 2003. Em 2004, veio a surpresa. Desde então, o desafio tem sido tornar a variedade "AC" comercialmente viável, elevando a sua produtividade. Enquanto uma boa média é de 20 a 30 sacas de café colhido por hectare, a grão com baixa cafeína rende, no máximo, 10. Um trabalho que pode durar anos. Abandono e desolação Cládio Belli/Valor Coberto de mato, o cafezal da Fazenda Santa Elisa, em Campinas, compõe um cenário desolador. Ali, o Instituto Agronômico de Campinas (IAC), do governo do Estado de São Paulo, descobriu a primeira variedade do grão com baixo teor de cafeína, feito propalado pela "Nature", a revista científica mais prestigiada do mundo. Hoje, por falta de dinheiro e sem poder contratar funcionários, o IAC vê ameaçado o seu banco de germoplasma de café, arquivo vivo de todo o material genético do grão. Este conteúdo pode ser compartilhado utilizando o link http://www.valor.com.br/agro/4391000/escassez-de-funcionarios-poe-em-risco-banco-de- germoplasma-de-cafe-do-iac ou as ferramentas oferecidas na página.
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    Conselho Nacional doCafé – CNC SCN Quadra 01, Bl. “C”, Ed. Brasília Trade Center, 11º andar, sala 1.101 - CEP 70711-902 – Brasília (DF) Assessoria de Comunicação: (61) 3226-2269 / 8114-6632 E-mail: imprensa@cncafe.com.br / www.twitter.com/pauloandreck Consumo interno de café mantém ligeiro crescimento em 2015 Abic 14/01/2016 O consumo de café no Brasil mostrou um leve acréscimo em 2015. A recuperação de +1,24% em 2014, atingindo 20,333 milhões de sacas, foi seguida de um novo aumento de 0,86% nos doze meses compreendidos entre Novembro/2014 e Outubro/2015, completando 20,508 milhões de sacas. O consumo per capita também aumentou ligeiramente, passando a 4,90 kg/habitante.ano de café torrado e moído (6,12 kg de café verde em grão), o equivalente a 81 litros/habitante.ano. Enquanto o consumo total registrou aumento médio de 0,86%, o volume exclusivo das empresas associadas da ABIC, acusou o crescimento de 1,33%. Aumento das cotações do grão conilon e câmbio surpreendem o setor O cenário do agronegócio mostra que, sob o efeito da seca e das altas temperaturas no Espírito Santo - que resultaram numa previsão de quebra da segunda safra seguida - as cotações mundiais e internas do grão se elevaram acentuadamente. O dólar valorizado está tornando o grão brasileiro ainda mais competitivo e ampliando as exportações, inclusive do conilon. Sendo matéria-prima importante para a indústria de café, os altos preços do conilon aumentaram o custo do blend, pressionado os preços do café industrializado para os consumidores. O café arábica tipo 6 aumentou em media 2,7%, para R$ 503,00/saca em Dezembro/2015, enquanto o café conilon variou 26,8%, para R$ 361,00/saca, no ano (dados do Informe Estatístico, do DCAF-MAPA). Enquanto isto, segundo pesquisas na cidade de São Paulo, de Janeiro a Dezembro/2015, os preços dos cafés Tradicionais, nas prateleiras do varejo, subiram 16,1%, para R$ 16,17/kg, enquanto os cafés Gourmet aumentaram 0,3%, alcançando R$ 48,66/kg em média. Vendas em 2015 podem ter alcançado R$ 7,4 bilhões A diferença dos índices de variação entre matéria-prima e o produto final, evidencia que a indústria chegou ao final de 2015 com seus custos muito pressionados. Reajustes nos combustíveis, energia elétrica, gás, câmbio e mão de obra continuarão a pressionar os custos da indústria neste início de 2016. As expectativas do setor industrial para o ano de 2016, diante do agravamento da crise O consumidor brasileiro não reduziu o consumo de café no ano 2015, mesmo diante da crise. Segundo pesquisa da ABIC com empresas associadas, feita em final de Outubro/2015, existiam as seguintes expectativas para 2016: - 51% das indústrias acreditam em aumento do volume de vendas em 2016; - 53% acreditam que os custos do café vão aumentar e pressionar os preços; - 73% vão manter o quadro de funcionários; - 50% não acreditam que a rentabilidade da empresa pode melhorar; - 55% acham que haverá retração na economia; - 39% entendem que a inflação será um grande desafio na administração dos negócios - 32% apontam o custo do grão como maior desafio para recuperar rentabilidade.
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    Conselho Nacional doCafé – CNC SCN Quadra 01, Bl. “C”, Ed. Brasília Trade Center, 11º andar, sala 1.101 - CEP 70711-902 – Brasília (DF) Assessoria de Comunicação: (61) 3226-2269 / 8114-6632 E-mail: imprensa@cncafe.com.br / www.twitter.com/pauloandreck Café continua com elevada penetração e presença firme nos lares brasileiros, com crescimento acentuado do consumo em cápsulas A pesquisa da Euromonitor contratada pela ABIC, continua mostrando uma elevada penetração do café entre os consumidores. Mais de 80% dos lares pesquisados tem café. Diante da crise, o comportamento dos consumidores tem variado com relação às marcas e tipos de café: - Entre os consumidores que não serão afetados pela crise, 58% manterão o consumo e a marca atual; - Entre os consumidores que podem ser afetados pela crise, 41% manterão o consumo mas podem migrar para marcas mais baratas; - Apesar das pessoas acreditarem que a crise não afetara o consumo, a parcela mais jovem e abaixo dos 30 anos poderá ter seu consumo afetado. Estes são os que consomem preferencialmente fora do lar; - A pesquisa projeta um crescimento do consumo em volume, para 24 milhões de sacas em 2019; - Consumidor fora do lar é o que mais procura por café de qualidade. A desaceleração econômica impactou este consumo, que poderá se recuperar no segundo semestre de 2016; - Café moído e cápsulas são as estrelas do consumo dentro do lar, sendo que o café em pó representa 81% do volume total consumido e as cápsulas 0,6% em 2014, mas pode dobrar até 2019; - Espera-se que o mercado de cápsulas triplique em valor até 2019, atingindo R$ 3,0 bilhões; - Consumidores declaram que desejam praticidade, qualidade e diversidade no café, e a praticidade das cápsulas tem capturado os consumidores especialmente no consumo dentro do lar; - 89% dos consumidores acima de 60 anos bebem café diariamente. Os jovens de 16 a 20 anos, têm frequência diária de 49%, com média geral de 3,7 xícaras/dia. ABIC defende ampliação forte dos investimentos em marketing e publicidade O ritmo de crescimento do consumo interno leva a ABIC a reforçar a sua tese de que é preciso estimular a demanda de café investindo muito mais em marketing, publicidade, diferenciação e inovação de produtos. O comportamento dos consumidores tem sido o de ampliar a experimentação e valorizar os produtos com melhor qualidade, certificados e sustentáveis. A publicidade institucional deve servir para orientar, educar e difundir conhecimentos sobre café e suas qualidades. Dessa forma, a entidade desenvolveu uma campanha de marketing em 2015, investindo cerca de R$ 2 milhões de seus próprios recursos, para enfatizar a importância da pureza e da qualidade, com destaque para o Selo de Pureza, que é um programa de Autorregulamentação que vai completar 27 anos. A pesquisa mostrou que 48% dos consumidores entrevistados declaram que conhecem o Selo de Pureza e 78% consideram o trabalho da ABIC muito importante para estimular o consumo e a qualidade do café. Agora, a ABIC também esta debruçada na elaboração de iniciativas que destaquem os atributos do café e os seus benefícios para a saúde, energia e bem-estar, que serão os princípios a explorar, neste período pré-Olimpíadas e posteriores, de modo a criar uma relação estreita entre a vida saudável, com a energia e o prazer que o consumo de café propicia. Os resultados dessas ações seriam positivos para todos os setores. Segmento de cápsulas e especiais é inovação que o consumidor está prestigiando O consumo de café em monodoses, seja na forma de cafés expressos, seja em sachês ou em cápsulas, está crescendo acentuadamente. Segundo a EUROMONITOR, as vendas em valor das cápsulas em 2015 alcançaram R$ 1,4 bilhão, com estimativa de que atinjam R$ 2,96 bilhões em 2019. O consumo de cápsulas continuará concentrado em casa e o alto preço fora de casa é a principal razão para a queda do consumo neste segmento. As pessoas têm procurado diferentes variações como os cafés gourmet, existindo uma consistente evolução para atender aqueles mais atentos à diferenciação de regiões, sabores, certificações, entre outros.
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    Conselho Nacional doCafé – CNC SCN Quadra 01, Bl. “C”, Ed. Brasília Trade Center, 11º andar, sala 1.101 - CEP 70711-902 – Brasília (DF) Assessoria de Comunicação: (61) 3226-2269 / 8114-6632 E-mail: imprensa@cncafe.com.br / www.twitter.com/pauloandreck Expectativa para 2016 é ampliar o consumo para 21 milhões de sacas A ABIC estima que o consumo de café volte a crescer moderadamente em 2016, devido ao atual cenário político-econômico, alcançando os 21 milhões de sacas no ano. A diversidade de produtos oferecidos, com maior qualidade, muitos deles certificados pelo PQC – Programa de Qualidade do Café da ABIC, e sustentáveis, têm mantido o interesse dos consumidores. Grandes marcas e marcas regionais ou locais, nas grandes cidades e diversas regiões, principalmente Nordeste e Centro Oeste, são responsáveis pela reconhecida melhoria da qualidade do café desde os produtos para o dia-a-dia, Tradicionais, Fortes e Extra Fortes, até os cafés Gourmet. Os cafés Superiores aparecem como alternativa para aqueles que desejam mais qualidade sem pagar preços muito elevados. A resposta dos consumidores vira com mais consumo. Selo de Pureza e Qualidade e benefícios do café a saúde, serão foco da comunicação institucional da ABIC em 2016. As tabelas do relatório estão no site do CNC: http://www.cncafe.com.br/site/interna.php?id=18. CEPEA: chuvas em MG e SP favorecem safra 2016/17 de café Cepea/Esalq USP 14/01/2016 As chuvas nestes últimos dias seguem favorecendo as lavouras de arábica de Minas Gerais e de São Paulo. Produtores se animam e realizam os tratos culturais, especialmente a adubação – que tinha sido reduzida em anos anteriores devido ao clima seco e à falta de caixa dos produtores. Já no Paraná, as precipitações mais fortes e incidentes há mais tempo dificultam os cuidados com as lavouras, até mesmo a adubação. Diferentemente, os cafezais de robusta no Espírito Santo sentem a falta de chuva. As precipitações pontuais desde a floração continuam insuficientes para garantir uma boa granação e dificultam as adubações recomendadas. (Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br) Café: vietnamitas podem estar subestimando tamanho da safra 2015/16 Agência SAFRAS 14/01/2016 Fábio Rübenich A safra de café 2015/16 do Vietnã - segundo maior produtor mundial, atrás apenas do Brasil - deve diminuir 15% em relação ao ano passado, quando o país produziu 1,4 milhão de toneladas, ou 23,33 milhões de sacas de 60 quilos, de acordo com o presidente da Associação de Café e Cacau do Vietnã (Vicofa), Luong Van Tru. Traders e analistas, no entanto, esperam uma produção maior ainda no Vietnã, que é o maior produtor mundial de café robusta. Essas previsões têm ajudado a manter os mercados internacionais de café sob pressão de baixa, apesar de haver formação de estoques do país asiático. Traders afirmaram que a Vicofa é "amplamente conhecida por subestimar os tamanhos das safras". As informações partem de agências internacionais. Fatores cambiais estimulam estocagem de café no Vietnã Agência SAFRAS 14/01/2016 Fábio Rübenich A valorização do dólar e fraqueza do real incrementaram a estocagem de café no Vietnã, de acordo com o o presidente da Associação de Café e Cacau do Vietnã (Vicofa), Luong Van Tru. "O fortalecimento do dólar norte- americano reduziu os preços domésticos do café, tornando desinteressante
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    Conselho Nacional doCafé – CNC SCN Quadra 01, Bl. “C”, Ed. Brasília Trade Center, 11º andar, sala 1.101 - CEP 70711-902 – Brasília (DF) Assessoria de Comunicação: (61) 3226-2269 / 8114-6632 E-mail: imprensa@cncafe.com.br / www.twitter.com/pauloandreck para os produtores locais a venda dos grãos", disse Tru. "Além disso, a rápida desvalorização da moeda brasileira está dificultando as exportações de café do Vietnã". A queda do real frente ao dólar incrementou o ritmo de embarques do Brasil, maior produtor mundial de café, pressionando os preços para baixo e ao mesmo tempo desestimulando as vendas para os cafeicultores vietnamitas. As informações partem de agências internacionais. Honduras aumenta sua presença de café no mercado internacional CaféPoint 14/01/2016 As informações são da agência EFE / Tradução por Juliana Santin Honduras prevê exportar 6,6 milhões de sacas de 60 quilos de café na safra de 2015/2016, 1,3 milhão de sacas a mais que na safra anterior e espera receber US$ 1,5 bilhão, informou fonte oficial. O presidente do Instituto Hondurenho de Café (Ihcafe), Asterio Reyes, disse que para a colheita de 2015/2016, as projeções de produção de café são de 7,05 milhões de sacas, sendo que do total, 6,36 milhões de sacas deverão ser exportadas. As exportações da nova colheita, que se iniciou em 1 de outubro de 2015, superariam em 1,3 milhão de sacas a produção da safra de 2014/2015, que concluiu com 5,06 milhões de sacas exportadas e US$ 1,010 bilhão de dólares. Na colheita anterior, as exportações hondurenhas de café subiram em 27,9% em valor e 22,2% em volume, com relação à safra de 2013/2014, quando foram vendidas 4,14 milhões de sacas do grão e se obtiveram US$ 794 milhões, de acordo com dados do Ihcafe. A atividade cafeeira de Honduras está nas mãos de 100.000 pequenos produtores e, na colheita atual, espera-se gerar mais de um milhão de empregos.