BRASIL REPÚBLICA – REPÚBLICA VELHA
A República, foi proclamada sem a participação popular.
Do centralismo monárquico passou a defesa do Federalismo Republicano.
As elites aristocráticas, passaram as oligarquias estaduais.
A grande maioria da população continuará excluída dos direitos a
cidadania, permanecendo a estrutura concentradas nas mãos de poucos
fazendeiros.
O governo provisório foi dado a seu proclamador o Marechal Deodoro da
Fonseca.
Neste período havia divergência entre os grupos articuladores da
República.
Republicanos históricos – compostos pelos fazendeiros do oeste paulista e
setores das camadas médias urbanas.
Os FAZENDEIROS – defendiam maior poder aos estados e mantivesse o
liberalismo econômico.
As CAMADAS MÉDIAS – defendiam a adoção de princípios liberais e
democráticos, com voto universal e secreto.
Assim os fazendeiros eram chamados de Republicanos Objetivos e as
camadas médias de Republicanos idealistas.
Havia ainda os MILITARES, que defendiam a centralização política
Republicanos Radicais.
Durante este período o governo provisório de Marechal Deodoro da
Fonseca, tomou algumas medidas:
• Grande naturalização;
• Mudança de província para estado;
• Criação de uma nova Bandeira, com o lema Ordem e Progresso;
• Separação da Igreja e Estado;
• Convocação de uma Assembléia Constituinte.
Ainda durante este governo o Ministro da Fazenda Rui Barbosa, adotou
alguns critérios para estimular a produção brasileira:
• Aumento das tarifas alfandegárias;
• Facilidade na obtenção de matéria prima;
• Exportação de açúcar para os Estados Unidos;
• emissão do papel moeda. ( Empréstimos para estimular a
industrialização do país) .
Mas esses empréstimos foram usados para outros fins, abriam empresas
fantasmas (só no papel).
Muitos empresários, ficaram endividados com os bancos, o país passava
por um processo inflacionário que gerava a redução no poder de compra o
que levou muito ao desemprego e a falência.
Inspirada na Constituição dos Estados Unidos, em 24 de fevereiro foi
promulgada a Constituição Republicana do Brasil, instituindo uma
República federativa, presidencialista e representativa, assim interpretada:
FEDERALISMO – Autonomia aos estados
PRESIDENCIALISMO – o chefe de Estado e Governo seria o Presidente,
eleito por um mandato de 4 anos, podendo intervir nos estados .
REGIME REPRESENTATIVO – seriam escolhidos através do voto, o voto
era vetado aos analfabetos, mulheres, soldados, religiosos e menores de
21 anos. O voto não era sigiloso, com isso dava margem a manipulação.
TRÊS PODERES – Executivo, Legislativo e Judiciário .
A sociedade brasileira, demonstrava traços do segundo Império, pois
manteve a estrutura econômica baseada no latifúndio, agroexportador e
monocultura, ou seja o grupo que sustentava o império.
A República não passava de uma forma descentralizada do poder.
O setor agroexportador, foi o mais beneficiado, principalmente o setor
cafeeiro, onde faziam empréstimos aos estrangeiros para a produção
onde o estado comprava os estoques excedentes a preço de mercado
internacional.
GOVERNO DEODORO DA FONSECA
Um dia após a promulgação da Constituição, o Congresso, por eleições
indiretas, elegia o primeiro presidente e vice-presidente da república,
venceram para Presidente o Marechal Deodoro da Fonseca e para vice o
Marechal Floriano Peixoto.
As divergências entre o Presidente e o Congresso logo apareceram. O
Congresso vetou medidas do Presidente impondo limitações à sua
autoridade, Deodoro dissolveu o Congresso, despertando reações contra o
seu governo, inclusive uma greve dos trabalhadores da Central do Brasil
pelo fechamento do Congresso.
Em 23 de novembro o Almirante Custódio de Melo encabeçava uma
reação militar contra o Presidente. Era a Primeira Revolta Armada.
Deodoro, sem apoio político, renunciou no mesmo dia.
GOVERNO DE FLORIANO PEIXOTO a SEGUNDA REVOLTA
DA ARMADA E A REVOLUÇÃO FEDERALISTA
Floriano Peixoto era conhecido como Marechal de Ferro e suas primeiras
medidas foi reabrir o Congresso e demitiu presidentes de estados que
estavam apoiando o Presidente deposto.
Ele adotou medidas econômicas de estimulo industrial, controle de
aluguéis, protecionismo, facilidade de crédito, buscando conter a inflação.
Floriano enfrentou oposição do meio militar, por não ter convocado novas
eleições, como ditava a Constituição que previa, em caso de afastamento
do Presidente antes de concluir a metade de seu mandato novas eleições,
Deodoro ficou apenas 9 meses no poder.
Em abril de 1892, treze generais assinaram um manifesto pedindo o
afastamento de Floriano e a convocação de novas eleições, esse reagiu
com o afastamento dos generais e os prendeu por insubordinação.
A Revolta Federalista – disputa do poder estadual no Rio Grande do Sul ,
de um lado estava o Partido Republicano de Júlio de Castilho, positivista e
base de apoio do Presidente , do outro lado estava o Partido Federalista
de Silveira Martins, contrário ao centralismo político no estado do Rio
Grande do Sul.
O conflito avançou os estados vizinhos e quando chegou no estado do Rio
de Janeiro, eclodiu a Segunda Revolta da Armada onde os oficiais da
Marinha exigiram a renúncia de Floriano. A cidade do Rio de Janeiro foi
bombardeada e o Presidente reagia com as fortalezas terrestre. Vários
combates aconteceram e em março de 1894 os revoltosos se renderam e
Floriano permaneceu no governo até o fim do mandato.
A POLÍTICA DOS GOVERNADORES
AS OLIGARQUIAS ESTADUAIS E O CORONELISMO – Com o advento
República, em cada estado as classes dominantes procuraram articular-se
para se manter no poder. Os estados que se mantiveram unidos levaram
vantagens, como foi o caso de Minas Gerais, São Paulo e Bahia.
A República Oligárquica, se consolidou devidos com a união do Presidente
da República com os estados de Minas Gerais, São Paulo e Bahia, que
garantiam para si a maior bancada no Congresso.
Durante a Presidência de Campos Salles, formou-se a política dos
governadores, onde o esquema iniciava-se com a Comissão de Verificação
de Poderes, criado pelo Congresso Nacional, era o órgão responsável por
diplomar deputados, senadores, presidente e vice-presidente da
República. Na Assembléias Estaduais, também havia uma comissão
verificadora. Ainda no governo de Campos Salles, a Comissão Verificadora
passou por uma reformulação, onde seriam diplomados somente
candidatos do governo, que apoiavam o Presidente a oposição seriam
degolados. Com isso deputados e senadores garantiam mandatos sólidos
no Congresso , iniciando desta forma as oligarquias estaduais.
A força das oligarquias estaduais, advinha do controle exercido sobre os
grandes coronéis municipais. Os coronéis, ao despejarem os votos nos
candidatos governistas nas eleições estaduais e federais, garantiam para
si “recompensas” especiais pela fidelidade do voto, consolidando seu
poder no interior.
O Coronel, era o grande fazendeiro, que assumia o papel do Estado,
dando proteção ao homem do campo, em todos os setores. Os coronéis
não viviam só da fidelização do eleitos, fraudes eleitorais,
amedrontamento, assassinatos, eleitores fantasmas, suborno, tudo isso
fazia parte da rotina eleitoral. A influencia do coronel formava-se o curral
eleitoral, onde o eleitor estava preso às dividas de gratidão, através do
voto de cabresto. Os coronéis vinculavam-se a outras cidades e estados
tornando-se mais fortes os líderes partidários do estado, assim as
oligarquias estaduais controlavam o governo.
Minas Gerais e São Paulo, que tinham a maioria no Congresso, revezavam
no poder, com os partidos PRP e PRM, gerando a política café-com-leite.
A POLÍTICA DAS SALVAÇÕES: UMA CONTESTAÇÃO À POLÍTICA DOS
GOVERNADORES – Poucas vezes houve contestações sobre a influência
de São Paulo e Minas Gerais no poder. Uma das únicas vezes foi na
eleição do Marechal Hermes da Fonseca que era apoiado por Minas
Gerais, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Pernambuco, que ganhou as
eleições disputada com o candidato civil Rui Barbosa, apoiado por São
Paulo, mas passado o governo de Hermes da Fonseca, Minas e São
Paulo, voltaram a fazer um acordo, onde a política café-com leite perdurou
até 1930.
Durante toda a República Velha o café, foi o principal produto da balança
Portuária, trabalho assalariado no campo e promovendo o
desenvolvimento da indústria. A produção cafeeira destinava-se ao
mercado externo, a maioria dos imposto estavam vinculados a exportação
do café.
A superprodução cafeeira, afetava a economia brasileira, devido a
concorrência. Para proteger os interesses dos cafeicultores o governo
federal, desvalorizou a moeda brasileira, pois o café era vendido em
valores da moeda estrangeira e convertido em moeda nacional, com isso
o cafeicultor compensava os prejuízos. OBS. O Brasil chegou a produzir
50% da produção consumida no mundo.
O FUNDING-LOAN – Em toda República Velha os presidentes adotavam
medidas para reparar a economia nacional ou valorizar o nosso produto
café. Campos Salles, tomou posse e deparou-se com problemas deixados
pela monarquia, com isso ele assinou a renegociação da dívida externa.
Esta política de saneamento econômico, gerou corte nos gastos públicos
e redução de empréstimos aos cafeicultores o que gerou
descontentamento.
O CONVÊNIO DE TAUBATÉ – Durante o governo de Rodrigues Alves,
reuniram os governos de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro,
maiores produtores de café, para estabelecer uma política para
valorização do produto, que apresentava elevada produção e baixa
na elaboração de um plano para recuperarem os preços no mercado
internacional. Onde o Convênio de Taubaté estabelecia:
• Os governos dos três estados comprariam o café, mediante empréstimos
obtidos no exterior.
• o pagamento seria garantido mediante uma taxa cobrada por saca
exportada e seu valor fixado em ouro.
• evitar novos plantios de café.
Os banqueiros alemães realizaram o empréstimos necessários para
efetivar o Convênio.
O excedente de café estocado aumentava e nossa dívida externa também.
Esta política de valorização do café acabou concorrendo para o
desenvolvimento industrial brasileiro, onde exportar tornava-se muito caro,
mas outros problema surgia, pois adquirir máquinas tornava-se difícil,
prejudicando a modernização das fábrica.
Já na presidência de Afonso Pena (mineiro) ele assumiu o compromisso de
comprar os excedentes de café, transferindo toda dívida do estado para a
União. Era a Socialização da Dívida.
OUTROS PROBLEMAS – O algodão exportado, perdeu mercado para os
Estados Unidos onde eram cultivados em suas colônias. O cacau, perdeu
mercado para os ingleses que passaram a cultivar em suas colônias da
África.
A borracha revitalizou a economia do Amazonas e do Acre, esse ciclo
atraiu enorme quantidade de migrantes nordestinos, que passaram a viver
em condições sub-humanas de trabalho. Financiada pelos ingleses, a
borracha atendia aos interesses da indústria automobilística. Após a
Primeira Guerra, ingleses, franceses e holandeses contrabandearam
mudas e estimularam a plantação em suas colônias da Ásia.
A INDUSTRIALIZAÇÃO – O desenvolvimento industrial no Brasil, não se
formou em antagonismo com os setores agro exportadores . No Brasil a
industrialização, partia de grande fazendeiros e comerciantes que investiam
na montagem de fábricas voltadas para o abastecimento interno, onde
destacamos: Matarazzo, Crespi, Klabin etc.
A política de defesa do café acabou por operar com grande beneficiária do
mercado interno, assegurando a renda agrícola.
A desvalorização cambial, dificultou as importações contribuindo assim a
produção nacional, mas dificultava a importação de maquinários.
O eixo industrial estava entre São Paulo e Rio de Janeiro, onde
desenvolveram a indústria têxteis e alimentos, com investimento nacional.
O capital estrangeiro ficou foi aplicado no setor de prestação de serviços
urbanos ( transporte, setor bancário e comércio ), o capital inglês também
financiava investimentos públicos.
Os empresários apesar da dependência no setor agrário, nas primeiras
Décadas da república organizavam vários centros e associações
industriais, com o objetivo de preservar vantagens econômicas e controlar,
com medidas repressivas o operariado.
Normalmente, o tratamento dado aos operários era o da violência, de
medidas paternalistas como fez Jorge Street, construindo uma vila
operária Maria Zélia, com creche, escolas e clube recreativo.
Esses empresários mostravam-se resistentes à ideias sobre direitos
trabalhistas.
Durante a Primeira Guerra Mundial, surge um novo surto industrial, no
país agora investindo em bens não-duráveis.
GUERRA DE CANUDOS – Para a maioria da população brasileira a
Proclamação da República não significou mudanças em seu modo de
vida, o cenário continuava sendo de uma minoria de privilegiado contra
uma maioria excluída.
Desta forma podemos entender as diversas manifestações ocorridas
nesse período onde a classe menos privilegiada buscava melhores
oportunidades de vida e trabalho.
O movimento camponês que mais se destacou durante a República Velha
foi Canudos ( Bahia – 1896 – 1897), no arraial de Belo Monte, fundado
pelo beato Antonio Maciel, o Antonio Conselheiro.
A vida de Antonio Conselheiro foi de grandes transformações, era filho de
um pequeno fazendeiro, que fora perseguido pelos grandes fazendeiros ;
foi abandonado pela esposa; participou de movimentos dentro da Igreja
Católica, onde começou a proferir seus sermões.
Proibido pela igreja de fazer suas pregações, Antonio Conselheiro era
seguido por uma legião de camponeses. Teve alguns desentendimentos
com o governo republicano, quando foi acusado de ser monarquista.
Atuando junto com os camponeses, foi acusado de roubar mão de obra
das fazendas, atuando também como líder religiosos desentendeu-se com
a Igreja Católica. Perseguido foge para Canudos, uma velha fazenda
abandonada. A comunidade de Belo Monte era identificada como “terra da
Promessa”. A comunidade prosperou e abrigava mais de 30 mil
sertanejos, que levavam uma vida rígida na estrutura moral e religiosa.
O arraial, era um entrave para Prudente de Moraes, a imprensa colocava
o arraial como sendo a resistência a República e de ideais monarquistas.
Vários ataques por parte do governo foram feitos, mas só na quarta
investida do exército que o arraial foi vencido.
A REVOLTA DE JUAZEIRO – Na região do Cariri, Ceará, a imagem de
Padre Cícero se firmava como milagreiro, a Igreja Católica advertia o
Padre Cícero. Os coronéis perceberam a importância de padre Cícero
junto aos sertanejos, ele atraía para a região seguidores que poderiam ser
Empregados nas mais diversas funções, até mesmo jagunços e eleitores.
Em 1911, Padre Cícero era prefeito de Juazeiro e assinou um acordo
com os coronéis assegurando proteção à família Acióli, estava no poder
estadual. A situação era tensa pois o Presidente Hermes da Fonseca,
substituiu a família Acióli pela família Franco Rebelo, desencadeando
assim a Revolta.
A GUERRA DO CONTESTADO – Entre 1912 e 916, outro movimento
camponês assolou o nosso país. Contestado, aconteceu entre os estados
de Santa Catarina e Paraná que era o alvo de disputa territorial entre os
dois estados.
Região rica em madeira e erva-mate, tornou o palco de disputa entre os
coronéis da região, pela penetração de empresas estrangeiras na
exploração da madeira.
O ponto comum entre Canudos e Contestado era o catolicismo primitivo
que estava vinculado a presença dos monges, beatos, rezadores e
curadores. Dois monges esteve ligado a Revolta dos Contestados: João
Maria e José Maria.
Sertanejos reuniam-se com os líderes na região do Contestado, formando
vilas santas, empregando técnicas de guerrilhas, o governo enviou mais
de 6000 soldados, para conter a Revolta, ao final esta região foi anexada
a Santa Catarina.
O CANGAÇO – Lampião herói popular do Nordeste.
Os contrastes sociais do Nordeste brasileiro estava ligado aos aspectos
socioeconômicos e naturais: grandes latifundiários, desmando dos
coronéis, estagnação econômica agravada pela seca.
Aos camponeses que foram destituídos de suas terras sem condições de
sobrevivência, exposto aos desmandos dos coronéis, restava poucas
opções:
• migrar para regiões como Amazônica ( borracha), ao Sudeste ( café).
• apegar-se ao misticismo religioso.
• ou seguir um grupo de cangaço.
O cangaço não tinha uma organização com fins específicos, formavam
grupos independentes que atacavam vilas, cidades, fazendas,
seqüestravam ricos e opressores, pilhavam armazéns. O número de
pessoas que agrupavam-se aos grupos de cangaceiros elevava-se nos
períodos de crise ou de seca, a FOME, levava o sertanejo a buscarem
meios de sobrevivência que não era convencional.
Os cangaceiros mais conhecidos foram Lampião, sua mulher Maria
Bonita, Calango, Moçoró e Corisco. Lampião percorreu o Nordeste no
período de (1918 -1938).
O cangaço, aparece junto a literatura de cordel, a população pobre
identifica-o como um movimento de revolta dos oprimidos.
REVOLTA DA VACINA – A cidade do Rio de Janeiro, assim como outras
capitais estatuais, estavam expostas a varias ameaças a saúde públicas,
epidemias como ( peste bubônica, febre amarela, varíola, sarampo, tifo,
coqueluche, tuberculose etc) .
Em 1895 um navio italiano que atracou no Rio de janeiro perdeu entre 234
a 337 tripulantes, vitimas da febre amarela.
Temendo novas epidemias o Presidente Rodrigues Alves, decidiu pela
urbanização e saneamento da capital, para isso contratou o engenheiro
Pereira Passos e o médio Oswaldo Cruz.
Os cortiços do centro da cidade foram demolidos, ampliação de avenidas,
que ocasionou o desalojamento da população, sem ter para onde ir,
dormiam nas ruas, outros subiam os morros e construíam casebres,
aumentando as favelas.
As medidas sanitaristas aprovadas provocou manifestações populares,
mesmo com os protestos foi aprovada uma lei da vacina obrigatória. Para
solucionar o problemas da peste bubônica foi espalhado pela cidade
raticida. O combate a febre amarela, foi criado os Mata-Mosquitos, lares
eram pulverizados, ambientes eram interditados, doentes eram internados
e obrigavam a população à se vacinar. Estas medidas governamentais
foram consideradas como violação aos seus direitos individuais. Oswaldo
Cruz, aprovou uma lei que exigisse comprovante de vacinação para
matrículas escolares, empregos, viagens, hospedagem e casamento,
multando quem resistisse à lei.
A população revoltou-se com tais medidas impostas. Esta ´revolta só foi
contida com a intervenção do Exército, Marinha, o saldo desta revolta foi
30 mortos, 110 feridos e 461 deportação para o Acre.
REVOLTA DA CHIBATA – Desde a época Imperial, a Marinha em seu
Código Disciplinar, punia os Marinheiros com chibatadas. Durante o
Governo provisório de Marechal Deodoro foram aprovadas mudanças no
Código Disciplinar, mas o Presidente vetou o projeto, mantendo como
era antes.
A Marinha brasileira foi modernizada durante a República.
Na Presidência de Hermes da Fonseca, eclodiu uma revolta na baia da
Guanabara, onde os marujos tomaram os navios Minas Gerais, São
Paulo, Bahia e Deodoro, sob o comando do marinheiro João Cândido,
houve perda dos dois lados morrendo o comandante Batista das Neves,
oficiais e marinheiros.
Os marinheiros exigiam reformas no Código Disciplinar, o fim dos
castigos físicos, aumento dos soldos, preparação e educação dos
marinheiros e anistia aos revoltosos. O Congressos aprovou um projeto
pondo fim aos castigos físicos e anistiando dos revoltosos.
Pouco tempo depois o governo decretou o afastamento dos marinheiros e
a prisão de 22 deles. Tal medida provocou nova revolta, porem o governo
não poupou os rebelado, abriu fogo com os canhões do Exército e da
Marinha, o resultado foram centenas de morto e vários presos.
Como punição, os revoltosos foram embarcados para à Amazônia,
submetidos a extração de Borracha. Quanto ao líder João Cândido, ele e
mais 16 revoltosos foram preso na Ilha das Cobras, João Cândido
sobreviveu a masmorra, foi acusado de insanidade, julgado e absolvido,
assim como os demais marinheiros sobreviventes.
O MOVIMENTO OPERÁRIO NA REPÚBLICA VELHA – A industrialização
no Brasil trouxe consigo o conflito entre o capital e o trabalho, ou seja, a
burguesia e o operariado.
Quanto a classe operária, sua formação está ligada aos imigrantes
europeus que vieram para a lavoura, preferindo o trabalho urbano
industrial ao agrário.
O nível salarial era bastante baixo. Empregava-se elevado número de
mulheres e crianças, que trabalhavam de 10 a 14 horas diárias.
Os castigos físicos, aplicados com severidade, eram comuns e faziam
parte do cotidiano fabril. Os regimentos disciplinares eram severos.
Nas Vilas Operárias também havia rígidos regulamentos: horários fixos
para a entrada e a saída; horário de silêncio; horário para dormir;
Controle nas creches, escolas, Igrejas e lazer.
Nas fábricas as condições de trabalha eram insalubres. Eram comuns
casos de tuberculose, acidentes de trabalho, ou seja as fábricas eram
focos de doenças.
Em 1907, operários de São Paulo, Ribeirão Preto, Santos e Campinas
entraram em greve reivindicando jornada de trabalho de 8 horas. A
repressão do governo foi violenta. Algumas categorias profissionais
obtiveram sucesso, o que gerou no futuro mais greves.
As reivindicações mais freqüentes eram:
• descanso semanal remunerado.
• férias.
• licença remunerada para tratamento de saúde.
• aposentadoria.
• jornada de trabalho.
O governo criou algumas leis, mas não foram aplicadas dentre as leis
criadas pelo Estado destacam-se:
• Lei sobre acidentes de trabalho.
• Criação de Aposentadorias e Pensões.
• Lei de férias.
A ação dos operários se dava através da organização sindical, e as
greves eram constantes, as mais expressivas foram de 1907 e 1917.
O ANARCOSSINDICALISMO E O PARTIDO COMUNISTA DO BRASIL –
O imigrantes anarcossindicalistas, organizaram os primeiros sindicatos no
Brasil, com o objetivo de transforma-lo em instrumento de luta da classe
operária, por melhores condições de vida e no combate ao capitalismo.
Em março de 1922, um grupo de intelectuais e operários fundaram o
Partido Comunista do Brasil , que passou a se preocupar com a
centralização do movimento operário, tirando assim a responsabilidade
dos sindicatos ( assim a causa operária passa a ser política) O Partido
Comunista era considerado ilegal, mas atuava na clandestinidade.
O TENENTISMO -

Capítulo 9 brasil república

  • 1.
    BRASIL REPÚBLICA –REPÚBLICA VELHA A República, foi proclamada sem a participação popular. Do centralismo monárquico passou a defesa do Federalismo Republicano. As elites aristocráticas, passaram as oligarquias estaduais. A grande maioria da população continuará excluída dos direitos a cidadania, permanecendo a estrutura concentradas nas mãos de poucos fazendeiros. O governo provisório foi dado a seu proclamador o Marechal Deodoro da Fonseca. Neste período havia divergência entre os grupos articuladores da República. Republicanos históricos – compostos pelos fazendeiros do oeste paulista e setores das camadas médias urbanas. Os FAZENDEIROS – defendiam maior poder aos estados e mantivesse o liberalismo econômico. As CAMADAS MÉDIAS – defendiam a adoção de princípios liberais e democráticos, com voto universal e secreto. Assim os fazendeiros eram chamados de Republicanos Objetivos e as camadas médias de Republicanos idealistas. Havia ainda os MILITARES, que defendiam a centralização política Republicanos Radicais.
  • 2.
    Durante este períodoo governo provisório de Marechal Deodoro da Fonseca, tomou algumas medidas: • Grande naturalização; • Mudança de província para estado; • Criação de uma nova Bandeira, com o lema Ordem e Progresso; • Separação da Igreja e Estado; • Convocação de uma Assembléia Constituinte. Ainda durante este governo o Ministro da Fazenda Rui Barbosa, adotou alguns critérios para estimular a produção brasileira: • Aumento das tarifas alfandegárias; • Facilidade na obtenção de matéria prima; • Exportação de açúcar para os Estados Unidos; • emissão do papel moeda. ( Empréstimos para estimular a industrialização do país) . Mas esses empréstimos foram usados para outros fins, abriam empresas fantasmas (só no papel). Muitos empresários, ficaram endividados com os bancos, o país passava por um processo inflacionário que gerava a redução no poder de compra o que levou muito ao desemprego e a falência.
  • 3.
    Inspirada na Constituiçãodos Estados Unidos, em 24 de fevereiro foi promulgada a Constituição Republicana do Brasil, instituindo uma República federativa, presidencialista e representativa, assim interpretada: FEDERALISMO – Autonomia aos estados PRESIDENCIALISMO – o chefe de Estado e Governo seria o Presidente, eleito por um mandato de 4 anos, podendo intervir nos estados . REGIME REPRESENTATIVO – seriam escolhidos através do voto, o voto era vetado aos analfabetos, mulheres, soldados, religiosos e menores de 21 anos. O voto não era sigiloso, com isso dava margem a manipulação. TRÊS PODERES – Executivo, Legislativo e Judiciário . A sociedade brasileira, demonstrava traços do segundo Império, pois manteve a estrutura econômica baseada no latifúndio, agroexportador e monocultura, ou seja o grupo que sustentava o império. A República não passava de uma forma descentralizada do poder. O setor agroexportador, foi o mais beneficiado, principalmente o setor cafeeiro, onde faziam empréstimos aos estrangeiros para a produção onde o estado comprava os estoques excedentes a preço de mercado internacional.
  • 4.
    GOVERNO DEODORO DAFONSECA Um dia após a promulgação da Constituição, o Congresso, por eleições indiretas, elegia o primeiro presidente e vice-presidente da república, venceram para Presidente o Marechal Deodoro da Fonseca e para vice o Marechal Floriano Peixoto. As divergências entre o Presidente e o Congresso logo apareceram. O Congresso vetou medidas do Presidente impondo limitações à sua autoridade, Deodoro dissolveu o Congresso, despertando reações contra o seu governo, inclusive uma greve dos trabalhadores da Central do Brasil pelo fechamento do Congresso. Em 23 de novembro o Almirante Custódio de Melo encabeçava uma reação militar contra o Presidente. Era a Primeira Revolta Armada. Deodoro, sem apoio político, renunciou no mesmo dia. GOVERNO DE FLORIANO PEIXOTO a SEGUNDA REVOLTA DA ARMADA E A REVOLUÇÃO FEDERALISTA Floriano Peixoto era conhecido como Marechal de Ferro e suas primeiras medidas foi reabrir o Congresso e demitiu presidentes de estados que estavam apoiando o Presidente deposto. Ele adotou medidas econômicas de estimulo industrial, controle de aluguéis, protecionismo, facilidade de crédito, buscando conter a inflação.
  • 5.
    Floriano enfrentou oposiçãodo meio militar, por não ter convocado novas eleições, como ditava a Constituição que previa, em caso de afastamento do Presidente antes de concluir a metade de seu mandato novas eleições, Deodoro ficou apenas 9 meses no poder. Em abril de 1892, treze generais assinaram um manifesto pedindo o afastamento de Floriano e a convocação de novas eleições, esse reagiu com o afastamento dos generais e os prendeu por insubordinação. A Revolta Federalista – disputa do poder estadual no Rio Grande do Sul , de um lado estava o Partido Republicano de Júlio de Castilho, positivista e base de apoio do Presidente , do outro lado estava o Partido Federalista de Silveira Martins, contrário ao centralismo político no estado do Rio Grande do Sul. O conflito avançou os estados vizinhos e quando chegou no estado do Rio de Janeiro, eclodiu a Segunda Revolta da Armada onde os oficiais da Marinha exigiram a renúncia de Floriano. A cidade do Rio de Janeiro foi bombardeada e o Presidente reagia com as fortalezas terrestre. Vários combates aconteceram e em março de 1894 os revoltosos se renderam e Floriano permaneceu no governo até o fim do mandato. A POLÍTICA DOS GOVERNADORES AS OLIGARQUIAS ESTADUAIS E O CORONELISMO – Com o advento
  • 6.
    República, em cadaestado as classes dominantes procuraram articular-se para se manter no poder. Os estados que se mantiveram unidos levaram vantagens, como foi o caso de Minas Gerais, São Paulo e Bahia. A República Oligárquica, se consolidou devidos com a união do Presidente da República com os estados de Minas Gerais, São Paulo e Bahia, que garantiam para si a maior bancada no Congresso. Durante a Presidência de Campos Salles, formou-se a política dos governadores, onde o esquema iniciava-se com a Comissão de Verificação de Poderes, criado pelo Congresso Nacional, era o órgão responsável por diplomar deputados, senadores, presidente e vice-presidente da República. Na Assembléias Estaduais, também havia uma comissão verificadora. Ainda no governo de Campos Salles, a Comissão Verificadora passou por uma reformulação, onde seriam diplomados somente candidatos do governo, que apoiavam o Presidente a oposição seriam degolados. Com isso deputados e senadores garantiam mandatos sólidos no Congresso , iniciando desta forma as oligarquias estaduais. A força das oligarquias estaduais, advinha do controle exercido sobre os grandes coronéis municipais. Os coronéis, ao despejarem os votos nos candidatos governistas nas eleições estaduais e federais, garantiam para si “recompensas” especiais pela fidelidade do voto, consolidando seu poder no interior.
  • 7.
    O Coronel, erao grande fazendeiro, que assumia o papel do Estado, dando proteção ao homem do campo, em todos os setores. Os coronéis não viviam só da fidelização do eleitos, fraudes eleitorais, amedrontamento, assassinatos, eleitores fantasmas, suborno, tudo isso fazia parte da rotina eleitoral. A influencia do coronel formava-se o curral eleitoral, onde o eleitor estava preso às dividas de gratidão, através do voto de cabresto. Os coronéis vinculavam-se a outras cidades e estados tornando-se mais fortes os líderes partidários do estado, assim as oligarquias estaduais controlavam o governo. Minas Gerais e São Paulo, que tinham a maioria no Congresso, revezavam no poder, com os partidos PRP e PRM, gerando a política café-com-leite. A POLÍTICA DAS SALVAÇÕES: UMA CONTESTAÇÃO À POLÍTICA DOS GOVERNADORES – Poucas vezes houve contestações sobre a influência de São Paulo e Minas Gerais no poder. Uma das únicas vezes foi na eleição do Marechal Hermes da Fonseca que era apoiado por Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Pernambuco, que ganhou as eleições disputada com o candidato civil Rui Barbosa, apoiado por São Paulo, mas passado o governo de Hermes da Fonseca, Minas e São Paulo, voltaram a fazer um acordo, onde a política café-com leite perdurou até 1930. Durante toda a República Velha o café, foi o principal produto da balança
  • 8.
    Portuária, trabalho assalariadono campo e promovendo o desenvolvimento da indústria. A produção cafeeira destinava-se ao mercado externo, a maioria dos imposto estavam vinculados a exportação do café. A superprodução cafeeira, afetava a economia brasileira, devido a concorrência. Para proteger os interesses dos cafeicultores o governo federal, desvalorizou a moeda brasileira, pois o café era vendido em valores da moeda estrangeira e convertido em moeda nacional, com isso o cafeicultor compensava os prejuízos. OBS. O Brasil chegou a produzir 50% da produção consumida no mundo. O FUNDING-LOAN – Em toda República Velha os presidentes adotavam medidas para reparar a economia nacional ou valorizar o nosso produto café. Campos Salles, tomou posse e deparou-se com problemas deixados pela monarquia, com isso ele assinou a renegociação da dívida externa. Esta política de saneamento econômico, gerou corte nos gastos públicos e redução de empréstimos aos cafeicultores o que gerou descontentamento. O CONVÊNIO DE TAUBATÉ – Durante o governo de Rodrigues Alves, reuniram os governos de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, maiores produtores de café, para estabelecer uma política para valorização do produto, que apresentava elevada produção e baixa
  • 9.
    na elaboração deum plano para recuperarem os preços no mercado internacional. Onde o Convênio de Taubaté estabelecia: • Os governos dos três estados comprariam o café, mediante empréstimos obtidos no exterior. • o pagamento seria garantido mediante uma taxa cobrada por saca exportada e seu valor fixado em ouro. • evitar novos plantios de café. Os banqueiros alemães realizaram o empréstimos necessários para efetivar o Convênio. O excedente de café estocado aumentava e nossa dívida externa também. Esta política de valorização do café acabou concorrendo para o desenvolvimento industrial brasileiro, onde exportar tornava-se muito caro, mas outros problema surgia, pois adquirir máquinas tornava-se difícil, prejudicando a modernização das fábrica. Já na presidência de Afonso Pena (mineiro) ele assumiu o compromisso de comprar os excedentes de café, transferindo toda dívida do estado para a União. Era a Socialização da Dívida. OUTROS PROBLEMAS – O algodão exportado, perdeu mercado para os Estados Unidos onde eram cultivados em suas colônias. O cacau, perdeu mercado para os ingleses que passaram a cultivar em suas colônias da África.
  • 10.
    A borracha revitalizoua economia do Amazonas e do Acre, esse ciclo atraiu enorme quantidade de migrantes nordestinos, que passaram a viver em condições sub-humanas de trabalho. Financiada pelos ingleses, a borracha atendia aos interesses da indústria automobilística. Após a Primeira Guerra, ingleses, franceses e holandeses contrabandearam mudas e estimularam a plantação em suas colônias da Ásia. A INDUSTRIALIZAÇÃO – O desenvolvimento industrial no Brasil, não se formou em antagonismo com os setores agro exportadores . No Brasil a industrialização, partia de grande fazendeiros e comerciantes que investiam na montagem de fábricas voltadas para o abastecimento interno, onde destacamos: Matarazzo, Crespi, Klabin etc. A política de defesa do café acabou por operar com grande beneficiária do mercado interno, assegurando a renda agrícola. A desvalorização cambial, dificultou as importações contribuindo assim a produção nacional, mas dificultava a importação de maquinários. O eixo industrial estava entre São Paulo e Rio de Janeiro, onde desenvolveram a indústria têxteis e alimentos, com investimento nacional. O capital estrangeiro ficou foi aplicado no setor de prestação de serviços urbanos ( transporte, setor bancário e comércio ), o capital inglês também financiava investimentos públicos. Os empresários apesar da dependência no setor agrário, nas primeiras
  • 11.
    Décadas da repúblicaorganizavam vários centros e associações industriais, com o objetivo de preservar vantagens econômicas e controlar, com medidas repressivas o operariado. Normalmente, o tratamento dado aos operários era o da violência, de medidas paternalistas como fez Jorge Street, construindo uma vila operária Maria Zélia, com creche, escolas e clube recreativo. Esses empresários mostravam-se resistentes à ideias sobre direitos trabalhistas. Durante a Primeira Guerra Mundial, surge um novo surto industrial, no país agora investindo em bens não-duráveis. GUERRA DE CANUDOS – Para a maioria da população brasileira a Proclamação da República não significou mudanças em seu modo de vida, o cenário continuava sendo de uma minoria de privilegiado contra uma maioria excluída. Desta forma podemos entender as diversas manifestações ocorridas nesse período onde a classe menos privilegiada buscava melhores oportunidades de vida e trabalho. O movimento camponês que mais se destacou durante a República Velha foi Canudos ( Bahia – 1896 – 1897), no arraial de Belo Monte, fundado pelo beato Antonio Maciel, o Antonio Conselheiro.
  • 12.
    A vida deAntonio Conselheiro foi de grandes transformações, era filho de um pequeno fazendeiro, que fora perseguido pelos grandes fazendeiros ; foi abandonado pela esposa; participou de movimentos dentro da Igreja Católica, onde começou a proferir seus sermões. Proibido pela igreja de fazer suas pregações, Antonio Conselheiro era seguido por uma legião de camponeses. Teve alguns desentendimentos com o governo republicano, quando foi acusado de ser monarquista. Atuando junto com os camponeses, foi acusado de roubar mão de obra das fazendas, atuando também como líder religiosos desentendeu-se com a Igreja Católica. Perseguido foge para Canudos, uma velha fazenda abandonada. A comunidade de Belo Monte era identificada como “terra da Promessa”. A comunidade prosperou e abrigava mais de 30 mil sertanejos, que levavam uma vida rígida na estrutura moral e religiosa. O arraial, era um entrave para Prudente de Moraes, a imprensa colocava o arraial como sendo a resistência a República e de ideais monarquistas. Vários ataques por parte do governo foram feitos, mas só na quarta investida do exército que o arraial foi vencido. A REVOLTA DE JUAZEIRO – Na região do Cariri, Ceará, a imagem de Padre Cícero se firmava como milagreiro, a Igreja Católica advertia o Padre Cícero. Os coronéis perceberam a importância de padre Cícero junto aos sertanejos, ele atraía para a região seguidores que poderiam ser
  • 13.
    Empregados nas maisdiversas funções, até mesmo jagunços e eleitores. Em 1911, Padre Cícero era prefeito de Juazeiro e assinou um acordo com os coronéis assegurando proteção à família Acióli, estava no poder estadual. A situação era tensa pois o Presidente Hermes da Fonseca, substituiu a família Acióli pela família Franco Rebelo, desencadeando assim a Revolta. A GUERRA DO CONTESTADO – Entre 1912 e 916, outro movimento camponês assolou o nosso país. Contestado, aconteceu entre os estados de Santa Catarina e Paraná que era o alvo de disputa territorial entre os dois estados. Região rica em madeira e erva-mate, tornou o palco de disputa entre os coronéis da região, pela penetração de empresas estrangeiras na exploração da madeira. O ponto comum entre Canudos e Contestado era o catolicismo primitivo que estava vinculado a presença dos monges, beatos, rezadores e curadores. Dois monges esteve ligado a Revolta dos Contestados: João Maria e José Maria. Sertanejos reuniam-se com os líderes na região do Contestado, formando vilas santas, empregando técnicas de guerrilhas, o governo enviou mais de 6000 soldados, para conter a Revolta, ao final esta região foi anexada a Santa Catarina.
  • 14.
    O CANGAÇO –Lampião herói popular do Nordeste. Os contrastes sociais do Nordeste brasileiro estava ligado aos aspectos socioeconômicos e naturais: grandes latifundiários, desmando dos coronéis, estagnação econômica agravada pela seca. Aos camponeses que foram destituídos de suas terras sem condições de sobrevivência, exposto aos desmandos dos coronéis, restava poucas opções: • migrar para regiões como Amazônica ( borracha), ao Sudeste ( café). • apegar-se ao misticismo religioso. • ou seguir um grupo de cangaço. O cangaço não tinha uma organização com fins específicos, formavam grupos independentes que atacavam vilas, cidades, fazendas, seqüestravam ricos e opressores, pilhavam armazéns. O número de pessoas que agrupavam-se aos grupos de cangaceiros elevava-se nos períodos de crise ou de seca, a FOME, levava o sertanejo a buscarem meios de sobrevivência que não era convencional. Os cangaceiros mais conhecidos foram Lampião, sua mulher Maria Bonita, Calango, Moçoró e Corisco. Lampião percorreu o Nordeste no período de (1918 -1938). O cangaço, aparece junto a literatura de cordel, a população pobre identifica-o como um movimento de revolta dos oprimidos.
  • 15.
    REVOLTA DA VACINA– A cidade do Rio de Janeiro, assim como outras capitais estatuais, estavam expostas a varias ameaças a saúde públicas, epidemias como ( peste bubônica, febre amarela, varíola, sarampo, tifo, coqueluche, tuberculose etc) . Em 1895 um navio italiano que atracou no Rio de janeiro perdeu entre 234 a 337 tripulantes, vitimas da febre amarela. Temendo novas epidemias o Presidente Rodrigues Alves, decidiu pela urbanização e saneamento da capital, para isso contratou o engenheiro Pereira Passos e o médio Oswaldo Cruz. Os cortiços do centro da cidade foram demolidos, ampliação de avenidas, que ocasionou o desalojamento da população, sem ter para onde ir, dormiam nas ruas, outros subiam os morros e construíam casebres, aumentando as favelas. As medidas sanitaristas aprovadas provocou manifestações populares, mesmo com os protestos foi aprovada uma lei da vacina obrigatória. Para solucionar o problemas da peste bubônica foi espalhado pela cidade raticida. O combate a febre amarela, foi criado os Mata-Mosquitos, lares eram pulverizados, ambientes eram interditados, doentes eram internados e obrigavam a população à se vacinar. Estas medidas governamentais foram consideradas como violação aos seus direitos individuais. Oswaldo
  • 16.
    Cruz, aprovou umalei que exigisse comprovante de vacinação para matrículas escolares, empregos, viagens, hospedagem e casamento, multando quem resistisse à lei. A população revoltou-se com tais medidas impostas. Esta ´revolta só foi contida com a intervenção do Exército, Marinha, o saldo desta revolta foi 30 mortos, 110 feridos e 461 deportação para o Acre. REVOLTA DA CHIBATA – Desde a época Imperial, a Marinha em seu Código Disciplinar, punia os Marinheiros com chibatadas. Durante o Governo provisório de Marechal Deodoro foram aprovadas mudanças no Código Disciplinar, mas o Presidente vetou o projeto, mantendo como era antes. A Marinha brasileira foi modernizada durante a República. Na Presidência de Hermes da Fonseca, eclodiu uma revolta na baia da Guanabara, onde os marujos tomaram os navios Minas Gerais, São Paulo, Bahia e Deodoro, sob o comando do marinheiro João Cândido, houve perda dos dois lados morrendo o comandante Batista das Neves, oficiais e marinheiros. Os marinheiros exigiam reformas no Código Disciplinar, o fim dos castigos físicos, aumento dos soldos, preparação e educação dos marinheiros e anistia aos revoltosos. O Congressos aprovou um projeto pondo fim aos castigos físicos e anistiando dos revoltosos.
  • 17.
    Pouco tempo depoiso governo decretou o afastamento dos marinheiros e a prisão de 22 deles. Tal medida provocou nova revolta, porem o governo não poupou os rebelado, abriu fogo com os canhões do Exército e da Marinha, o resultado foram centenas de morto e vários presos. Como punição, os revoltosos foram embarcados para à Amazônia, submetidos a extração de Borracha. Quanto ao líder João Cândido, ele e mais 16 revoltosos foram preso na Ilha das Cobras, João Cândido sobreviveu a masmorra, foi acusado de insanidade, julgado e absolvido, assim como os demais marinheiros sobreviventes. O MOVIMENTO OPERÁRIO NA REPÚBLICA VELHA – A industrialização no Brasil trouxe consigo o conflito entre o capital e o trabalho, ou seja, a burguesia e o operariado. Quanto a classe operária, sua formação está ligada aos imigrantes europeus que vieram para a lavoura, preferindo o trabalho urbano industrial ao agrário. O nível salarial era bastante baixo. Empregava-se elevado número de mulheres e crianças, que trabalhavam de 10 a 14 horas diárias. Os castigos físicos, aplicados com severidade, eram comuns e faziam parte do cotidiano fabril. Os regimentos disciplinares eram severos. Nas Vilas Operárias também havia rígidos regulamentos: horários fixos para a entrada e a saída; horário de silêncio; horário para dormir;
  • 18.
    Controle nas creches,escolas, Igrejas e lazer. Nas fábricas as condições de trabalha eram insalubres. Eram comuns casos de tuberculose, acidentes de trabalho, ou seja as fábricas eram focos de doenças. Em 1907, operários de São Paulo, Ribeirão Preto, Santos e Campinas entraram em greve reivindicando jornada de trabalho de 8 horas. A repressão do governo foi violenta. Algumas categorias profissionais obtiveram sucesso, o que gerou no futuro mais greves. As reivindicações mais freqüentes eram: • descanso semanal remunerado. • férias. • licença remunerada para tratamento de saúde. • aposentadoria. • jornada de trabalho. O governo criou algumas leis, mas não foram aplicadas dentre as leis criadas pelo Estado destacam-se: • Lei sobre acidentes de trabalho. • Criação de Aposentadorias e Pensões. • Lei de férias. A ação dos operários se dava através da organização sindical, e as greves eram constantes, as mais expressivas foram de 1907 e 1917.
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    O ANARCOSSINDICALISMO EO PARTIDO COMUNISTA DO BRASIL – O imigrantes anarcossindicalistas, organizaram os primeiros sindicatos no Brasil, com o objetivo de transforma-lo em instrumento de luta da classe operária, por melhores condições de vida e no combate ao capitalismo. Em março de 1922, um grupo de intelectuais e operários fundaram o Partido Comunista do Brasil , que passou a se preocupar com a centralização do movimento operário, tirando assim a responsabilidade dos sindicatos ( assim a causa operária passa a ser política) O Partido Comunista era considerado ilegal, mas atuava na clandestinidade. O TENENTISMO -