Linha do Tempo

  1896 - 1924
Guerra de Canudos
   1896 - 1897
A Guerra de canudos significou a
 luta e resistência das populações
      marginalizadas do sertão
 nordestino no final do século XIX.
Embora derrotados, mostraram que
    não aceitavam a situação de
   injustiça social que reinava na
               região.
Situação do Nordeste no final
   do século XIX (contexto
          histórico)
FOME


     Desemprego e baixíssimo
rendimento das famílias deixavam
   muitos sem ter o que comer.
SECA
   A região do agreste ficava muitos meses
e até anos sem receber chuvas. Este fator
dificultava a agricultura e matava o gado.
FALTA DE APOIO POLÍTICO

   Os governantes e políticos da região não
davam a mínima atenção para as populações
                carentes.
VIOLÊNCIA
Era comum a existência de grupos armados
 que trabalhavam para latifundiários. Estes
    espalhavam a violência pela região.
DESEMPREGO

   Grande parte da população pobre estava sem
     emprego em função da seca e da falta de
   oportunidades em outras áreas da economia.

             FANATISMO RELIGIOSO

Era comum a existência de beatos que arrebanhavam
     seguidores prometendo uma vida melhor.
Dados da Guerra de Canudos
Período:
   De novembro de 1896 a outubro de 1897.
                    Local:
          Interior do sertão da Bahia
                 Envolvidos:
De um lado os habitantes do Arraial de Canudos
  (jagunços, sertanejos pobres e miseráveis,
   fanáticos religiosos) liderados pelo beato
Antônio Conselheiro. Do outro lado as tropas do
   governo da Bahia com apoio de militares
        enviados pelo governo federal.
Causas da Guerra:

    O governo da Bahia, com apoio dos
 latifundiários, não concordavam com o
   fato dos habitantes de Canudos não
pagarem impostos e viverem sem seguir
as leis estabelecidas. Afirmavam também
que Antônio Conselheiro defendia a volta
              da Monarquia.
Por outro lado, Antônio Conselheiro
defendia o fim da cobrança dos impostos e
era contrário ao casamento civil. Ele afirma
ser um enviado de Deus que deveria liderar
    o movimento contra as diferenças e
 injustiças sociais. Era também um crítico
     do sistema republicano, como ele
           funcionava no período.
Os conflitos militares


         Nas três primeiras tentativas das
 tropas governistas em combater o arraial
de Canudos nenhuma foi bem sucedida. Os
    sertanejos e jagunços se armaram e
resistiram com força contra os militares. Na
    quarta tentativa, o governo da Bahia
     solicitou apoio das tropas federais.
Militares de várias regiões do Brasil, usando
 armas pesadas, foram enviados para o sertão
baiano. Massacraram os habitantes do arraial de
Canudos de forma brutal e até injusta. Crianças,
 mulheres e idosos foram mortos sem piedade.
 Antônio Conselheiro foi assassinado em 22 de
               setembro de 1897.
REVOLTA DA VACINA - 1903
O início do período republicado da
  História do Brasil foi marcado por
vários conflitos e revoltas populares. O
   Rio de Janeiro não escapou desta
                situação.
No ano de 1904, estourou um
   movimento de caráter popular na
  cidade do Rio de Janeiro. O motivo
    que desencadeou a revolta foi a
 campanha de vacinação obrigatória,
imposta pelo governo federal, contra a
               varíola.
Situação do Rio de Janeiro no
     início do século XX
A situação do Rio de Janeiro, no início do
século XX, era precária. A população sofria
  com a falta de um sistema eficiente de
        saneamento básico. Este fato
desencadeava constantes epidemias, entre
   elas, febre amarela, peste bubônica e
 varíola. A população de baixa renda, que
  morava em habitações precárias, era a
      principal vítima deste contexto.
Preocupado com esta situação, o então
  presidente Rodrigues Alves colocou em
prática um projeto de saneamento básico e
   reurbanização do centro da cidade. O
   médico e sanitarista Oswaldo Cruz foi
designado pelo presidente para ser o chefe
   do Departamento Nacional de Saúde
  Pública, com o objetivo de melhorar as
      condições sanitárias da cidade.
Campanha de Vacinação
     Obrigatória
A campanha de vacinação obrigatória é
   colocada em prática em novembro de 1904.
    Embora seu objetivo fosse positivo, ela foi
   aplicada de forma autoritária e violenta. Em
 alguns casos, os agentes sanitários invadiam as
      casas e vacinavam as pessoas à força,
provocando revolta nas pessoas. Essa recusa em
  ser vacinado acontecia, pois grande parte das
  pessoas não conhecia o que era uma vacina e
           tinham medo de seus efeitos
Revolta popular

     A revolta popular aumentava a cada dia,
  impulsionada também pela crise econômica
 (desemprego, inflação e alto custo de vida) e a
reforma urbana que retirou a população pobre
do centro da cidade, derrubando vários cortiços
   e outros tipos de habitações mais simples.
As manifestações populares e conflitos
  espalham-se pelas ruas da capital brasileira.
Populares destroem bondes, apedrejam prédios
 públicos e espalham a desordem pela cidade.
Em 16 de novembro de 1904, o presidente
 Rodrigues Alves revoga a lei da vacinação
obrigatória, colocando nas ruas o exército, a
   marinha e a polícia para acabar com os
tumultos. Em poucos dias a cidade voltava a
              calma e a ordem.
Charge da época retrata Oswaldo Cruz em
   campanha e a insatisfação popular.
Inicio da Revolução Mexicana -
             1910
A Revolução Mexicana foi um conflito
armado que teve lugar no México, com
  início em 20 de novembro de 1910.
 Historicamente, costuma ser descrita
como o acontecimento político e social
    mais importante do século XX no
                México.
Do ponto de vista institucional, oficial,
considera-se a revolução como o movimento
  que derrubou a ditadura e possibilitou a
  ascensão de Francisco Madero em junho
1911. Apesar de originário de uma família de
  latifundiários, Madero passou a liderar a
pequena burguesia urbana, nacionalista, que
organizou o movimento "Anti Reeleicionista"
Perseguido, foi forçado a exilar-se e tornou-se
 o símbolo da luta contra a ditadura para as
 camadas urbanas, inclusive o proletariado.
No entanto, o movimento revolucionário
 possuía outra dimensão: os camponeses
  do sul, liderados por Emiliano Zapata,
    invadiam e incendiavam fazendas e
 refinarias de açúcar, e ao mesmo tempo
   organizavam um exército popular. Ao
norte, o movimento camponês foi liderado
 por Pancho Villa , também defendendo a
              reforma agrária.
Os exércitos camponeses ao longo
  de 1910 e 1911 ampliaram sua
 atuação, combateram o exército
federal e os grandes proprietários,
 conquistando vilas e cidades em
 sua marcha em direção à capital.
Monumento à Revolução Mexicana
serviu de mausoléu para heróis do
            período.
Porfírio Diaz
Graças às reformas feitas à Constituição de 1857,
manteve-se no poder de 1884 a 1911 no período
conhecido como Porfirismo.
Governou o país ajudado por um grupo de
políticos e intelectuais, aos quais o povo
denominou "científicos", por apoiar-se, segundo
eles, em métodos científicos para a
administração do governo.
Tumulo no Cemitério do Montparnasse, Paris.
REVOLTA DA CHIBATA - 1910
A exato 100 anos Liderados
por João Cândido, o "Almirante
 Negro", dois mil marujos da
Marinha Brasileira revoltaram-
 se contra os castigos físicos,
   má alimentação e soldos
          miseráveis.
O estopim para a importante
 revolta foi a execução de 250
chibatadas ao cabo Marcelino
Rodrigues condenado por ferir
   um marinheiro de Minas
     Gerais a caminho da
          Guanabara.
Os revoltosos tomaram o comando
   do navio encouraçado Minas
Gerais, depois o controle dos navios
    São Paulo, Bahia e Deodoro,
 apontaram os canhões para o Rio
de Janeiro e ameaçaram o governo,
      caso não aceitasse suas
          reivindicações.
O governo prometeu atender as
       exigências, os marujos
desmobilizaram-se, porém, cessado o
   perigo o governo não cumpre o
 prometido. João Cândido foi preso e
  deportado para a Amazônia. Anos
 mais tarde foi absolvido, morrendo
anônimo e pobre como carregador de
       peixes no centro do RJ.
Marinheiros do encouraçado São Paulo
Fim da Revolta!




Manchete do jornal Correio da Manhã,
   em 27 de novembro de 1910.
João Cândido
INICIO DA PRIMEIRA GUERRA
   MUNDIAL - (1914-1918)
Qual foi a causa da Primeira Guerra
              Mundial?

O fato que deflagrou a Primeira Guerra
    foi o assassinato do arquiduque
   Francisco Ferdinando, herdeiro do
trono austríaco, e sua esposa no dia 28
de junho de 1914. O arquiduque e sua
    esposa foram mortos a tiros em
       Sarajevo, capital da Bósnia
O assassino foi um estudante
     nacionalista sérvio. A Áustria
 apresentou um ultimato à Sérvia e
  exigiu uma resposta dentro de 48
horas. Os termos desse ultimato eram
   tão humilhantes que era quase
    impossível a Sérvia aceitá-los.
Assim, a Áustria, que era aliada da
    Alemanha, declarou guerra à
  Sérvia, que era aliada da Rússia,
   essa por sua vez, era aliada da
França e da Inglaterra. Na verdade,
o assassinato do arquiduque serviu
   de pretexto para que os países
       entrassem em guerra.
Desde 1871, as potências européias
estavam em paz umas com as outras,
mas todas estavam envolvidas numa
 corrida armamentista, isto é, todas
    estavam investindo em gastos
   militares, cada uma procurando
 superar as outras em armamentos.
Novas
 armas,
 como o
  avião,
  foram
marca da
Primeira
 Guerra
Mundial.
Fim do conflito

   Em 1917 ocorreu um fato histórico de
   extrema importância: a entrada dos
    Estados Unidos no conflito. Os EUA
entraram ao lado da Tríplice Entente, pois
   havia acordos comerciais a defender,
 principalmente com Inglaterra e França.
  Este fato marcou a vitória da Entente,
forçando os países da Aliança a assinarem
               a rendição.
A Alemanha teve seu exército reduzido,
 sua indústria bélica controlada, perdeu a
   região do corredor polonês, teve que
   devolver à França a região da Alsácia
Lorena, além de ter que pagar os prejuízos
     da guerra dos países vencedores.
CURIOSIDADE

    A guerra gerou aproximadamente 10
  milhões de mortos, o triplo de feridos,
    arrasou campos agrícolas, destruiu
indústrias, além de gerar grandes prejuízos
                econômicos
Europa antes da Guerra
Europa após a Guerra
GREVE GERAL EM SÃO PAULO -
          1917
Greve Geral de 1917 é o nome pela qual ficou
conhecida a paralisação geral da indústria e do
 comércio do Brasil, em Julho de 1917, como
  resultado da constituição de organizações
  operárias de inspiração anarquista aliada à
             imprensa libertária.
Trabalhadores em manifestação no Praça da
Concórdia, no Brás, no dia 16 de julho de 1917
Operário falando aos grevistas numa
manifestação realizada no Largo da Sé.
O bonde-correio, que foi liberado da
 greve por bombeiros devidamente
  armados, o único que circulou na
 capital no dia 13 de julho de 1917.
Tomada do bonde da Light durante as
       agitações operárias.
Enterro do operário Francisco Martinez, morto
 em choque com a polícia num dos conflitos dos
  manifestantes. Esta fotografia foi tirada para a
revista "A Cigarra" no instante em que a enorme
     massa de grevistas conduzia o corpo do
  trabalhador pela rua Quinze de Novembro, a
              caminho do cemitério
Multidão de operários grevistas, após
ter percorrido as ruas do centro de São
Paulo, descendo a Ladeira do Carmo, a
    caminho do Brás, empunhando
         bandeiras vermelhas
Grevistas, a maioria de mulheres operárias,
 dirigindo-se ao largo do Palácio, a fim de
   dialogar com o secretário da Justiça e
  Segurança Pública, para quem pediram
 providência contra a carestia dos gêneros
               alimentícios.
Contigente do 1º batalhão da Força
Pública, de armas em punho, dispersando
  os grevistas, na Praça Antônio Prado,
vendo-se, ao fundo, os estabelecimentos
  comerciais completamente fechados.
Como reação a fábrica foi fechada
   por tempo indeterminado. Os
   operários faziam comícios no
  centro da cidade e ganhavam a
      adesão de operários da
 Antarctica. das fábricas Jafet. de
 empresas do grupo Matarazzo e
 outras. O movimento grevista se
             alastrou.
A greve iniciada em junho de 1917 no
   Cotonifício Crespi, localizado no bairro da
 Mooca, na cidade de São Paulo, propagou-se e
   tornou-se uma greve geral de abrangência
      nacional De forma geral os operários
  reivindicavam aumento salarial em tonto de
     20%, jornada de oito horas de trabalho,
 assistência médico-hospitalar, regulamentação
do trabalho das mulheres e menores, segurança
   do trabalho, semana de cinco dias e meio,
          pontualidade no pagamento.
Os conflitos entre grevistas e policiais
  tornaram-se comuns. Num desses
confrontos a polícia matou um jovem
 sapateiro anarquista — de 21 anos.
A morte do jovem operário marcou o
    recrudescimento das agitações
CURIOSIDADE

Esta mobilização operária foi uma das mais
abrangentes e longas da história do Brasil.
REVOLUÇÃO RUSSA - 1917
AS PRINCIPAIS CAUSAS DA
REVOLUÇÃO:
- A desastrosa campanha da Rússia na
Primeira Guerra Mundial;
- A influência prejudicial do monge
Gregório Rasputin (possuía poderes
sobrenaturais);
- O domingo sangrento (22/01/1905): o padre
Gappon em uma passeata pacífica junto com
milhares de pessoas (inclusive mulheres e
crianças) humildes levava um documento
contendo reivindicações para o Czar (Imperador)
Nicolau II, quando foram surpreendidos pela
polícia real, que iniciou um fuzilamento diante
Palácio Imperial.
- Desigualdade social;
- Corrupção e incompetência dos governantes;
No começo do século XX, a Rússia era um país
   de economia atrasada e dependente da
agricultura, pois 80% de sua economia estava
concentrada no campo (produção de gêneros
                   agrícolas).
A Revolução Russa de outubro de 1917
    Com Kerenski no poder pouca coisa havia
 mudado na Rússia. Os bolcheviques, liderados
por Lênin, organizaram uma nova revolução que
 ocorreu em outubro de 1917. Prometendo paz,
terra, pão, liberdade e trabalho, Lênin assumiu o
 governo da Rússia e implantou o socialismo. As
        terras foram redistribuídas para os
   trabalhadores do campo, os bancos foram
  nacionalizados e as fábricas passaram para as
              mãos dos trabalhadores.
TRATADO DE VERSALHES - 1919




O local em que esses documentos foram firmados refletem as
        circunstâncias e o espírito daqueles momentos.
O que foi o Tratado de Versalhes


Assinado em 28 de junho de 1919, o Tratado de
 Versalhes foi um acordo de paz assinado pelos
países europeus, após o final da Primeira Guerra
             Mundial (1914-1918).
Neste Tratado, a Alemanha assumiu a
     responsabilidade pelo conflito mundial,
   comprometendo-se a cumprir uma série de
  exigências políticas, econômicas e militares.
  Estas exigências foram impostas à Alemanha
  pelas nações vencedoras da Primeira Guerra,
  principalmente Inglaterra e França. Em 10 de
janeiro de 1920, a recém criada Liga das Nações
 (futura ONU) ratificou o Tratado de Versalhes.
Consequências

      As fortes imposições do Tratado de Versalhes à
    Alemanha, fez nascer neste país um sentimento de
 revanchismo e revolta entre a população. A indenização
  absurda enterrou de vez a economia alemã, já abalada
pela guerra. As décadas de 1920 e 1930 foram marcadas
por forte crise moral e econômica na Alemanha (inflação,
   desemprego, desvalorização do marco). Terreno fértil
para o surgimento e crescimento do nazismo que levaria
  a Alemanha para um outro conflito armado, a Segunda
                     Guerra Mundial.
MORTE DE LÊNIN
Até os dias de hoje ainda é um mistério a
     causa da morte de Lenin. Mas as
 "prováveis causas", são: morte por Sífilis
ou por causa de uma bala no pescoço que
 ficou incrustrada desde a época em que
 sofreu uma (das inúmeras); tentativa de
                assassinato.
Os médicos até hoje estão divididos
  quanto à causa, porque apesar de se
"saber por relatos médicos", que poderia
ter tido Sífilis, seu corpo não apresentava
            sintomas da doença.
Lenin sofreu vários acidentes vasculares
 cerebrais. O primeiro em 26 de maio de
 1922, o segundo em 16 de dezembro de
1922, o terceiro em 10 de março de 1923,
vindo a falecer em 21 de janeiro de 1924.
ASCENÇÃO
DE STALIN
NOS URSS
Lênin, o fundador do primeiro Estado
socialista, morreu em janeiro de 1924. Teve
 início, então, uma grande luta interna pela
  disputa do poder soviético. Num primeiro
  momento, entre os principais envolvidos
nesta disputa pelo poder figuravam Trotski
                   e Stalin
Trotski defendia a tese da revolução
    permanente, segundo a qual o
 socialismo somente seria possível se
        fosse construído à escala
  internacional. Ou seja, a revolução
socialista deveria ser levada à Europa e
               ao mundo.
Opondo-se a tese trotskista, Stalin
defendia a construção do socialismo
num só país. Pregava que os esforços
   por uma revolução permanente
  comprometeriam a consolidação
   interna do socialismo na União
              Soviética.
A tese de Stalin tornou-se vitoriosa.
      Foi aceita e aclamada no XIV
   Congresso do Partido Comunista.
 Trotski foi destituído das suas funções
como comissário de guerra, expulso do
   Partido e, em 1929, deportado da
             União Soviética.
Tempos depois, em 1940, foi
 assassinado no México, a mando de
 Stalin, por um agente de segurança
soviético, que desferiu no antigo líder
   do Exército Vermelho golpes de
          picareta na cabeça.
Jaqueline Vieira

Trabalho de história 1896 - 1921

  • 1.
    Linha do Tempo 1896 - 1924
  • 2.
    Guerra de Canudos 1896 - 1897
  • 3.
    A Guerra decanudos significou a luta e resistência das populações marginalizadas do sertão nordestino no final do século XIX. Embora derrotados, mostraram que não aceitavam a situação de injustiça social que reinava na região.
  • 4.
    Situação do Nordesteno final do século XIX (contexto histórico)
  • 5.
    FOME Desemprego e baixíssimo rendimento das famílias deixavam muitos sem ter o que comer.
  • 6.
    SECA A região do agreste ficava muitos meses e até anos sem receber chuvas. Este fator dificultava a agricultura e matava o gado.
  • 8.
    FALTA DE APOIOPOLÍTICO Os governantes e políticos da região não davam a mínima atenção para as populações carentes.
  • 9.
    VIOLÊNCIA Era comum aexistência de grupos armados que trabalhavam para latifundiários. Estes espalhavam a violência pela região.
  • 10.
    DESEMPREGO Grande parte da população pobre estava sem emprego em função da seca e da falta de oportunidades em outras áreas da economia. FANATISMO RELIGIOSO Era comum a existência de beatos que arrebanhavam seguidores prometendo uma vida melhor.
  • 11.
    Dados da Guerrade Canudos
  • 12.
    Período: De novembro de 1896 a outubro de 1897. Local: Interior do sertão da Bahia Envolvidos: De um lado os habitantes do Arraial de Canudos (jagunços, sertanejos pobres e miseráveis, fanáticos religiosos) liderados pelo beato Antônio Conselheiro. Do outro lado as tropas do governo da Bahia com apoio de militares enviados pelo governo federal.
  • 13.
    Causas da Guerra: O governo da Bahia, com apoio dos latifundiários, não concordavam com o fato dos habitantes de Canudos não pagarem impostos e viverem sem seguir as leis estabelecidas. Afirmavam também que Antônio Conselheiro defendia a volta da Monarquia.
  • 14.
    Por outro lado,Antônio Conselheiro defendia o fim da cobrança dos impostos e era contrário ao casamento civil. Ele afirma ser um enviado de Deus que deveria liderar o movimento contra as diferenças e injustiças sociais. Era também um crítico do sistema republicano, como ele funcionava no período.
  • 15.
    Os conflitos militares Nas três primeiras tentativas das tropas governistas em combater o arraial de Canudos nenhuma foi bem sucedida. Os sertanejos e jagunços se armaram e resistiram com força contra os militares. Na quarta tentativa, o governo da Bahia solicitou apoio das tropas federais.
  • 16.
    Militares de váriasregiões do Brasil, usando armas pesadas, foram enviados para o sertão baiano. Massacraram os habitantes do arraial de Canudos de forma brutal e até injusta. Crianças, mulheres e idosos foram mortos sem piedade. Antônio Conselheiro foi assassinado em 22 de setembro de 1897.
  • 17.
  • 18.
    O início doperíodo republicado da História do Brasil foi marcado por vários conflitos e revoltas populares. O Rio de Janeiro não escapou desta situação.
  • 19.
    No ano de1904, estourou um movimento de caráter popular na cidade do Rio de Janeiro. O motivo que desencadeou a revolta foi a campanha de vacinação obrigatória, imposta pelo governo federal, contra a varíola.
  • 20.
    Situação do Riode Janeiro no início do século XX
  • 21.
    A situação doRio de Janeiro, no início do século XX, era precária. A população sofria com a falta de um sistema eficiente de saneamento básico. Este fato desencadeava constantes epidemias, entre elas, febre amarela, peste bubônica e varíola. A população de baixa renda, que morava em habitações precárias, era a principal vítima deste contexto.
  • 22.
    Preocupado com estasituação, o então presidente Rodrigues Alves colocou em prática um projeto de saneamento básico e reurbanização do centro da cidade. O médico e sanitarista Oswaldo Cruz foi designado pelo presidente para ser o chefe do Departamento Nacional de Saúde Pública, com o objetivo de melhorar as condições sanitárias da cidade.
  • 23.
  • 24.
    A campanha devacinação obrigatória é colocada em prática em novembro de 1904. Embora seu objetivo fosse positivo, ela foi aplicada de forma autoritária e violenta. Em alguns casos, os agentes sanitários invadiam as casas e vacinavam as pessoas à força, provocando revolta nas pessoas. Essa recusa em ser vacinado acontecia, pois grande parte das pessoas não conhecia o que era uma vacina e tinham medo de seus efeitos
  • 25.
    Revolta popular A revolta popular aumentava a cada dia, impulsionada também pela crise econômica (desemprego, inflação e alto custo de vida) e a reforma urbana que retirou a população pobre do centro da cidade, derrubando vários cortiços e outros tipos de habitações mais simples.
  • 26.
    As manifestações popularese conflitos espalham-se pelas ruas da capital brasileira. Populares destroem bondes, apedrejam prédios públicos e espalham a desordem pela cidade.
  • 27.
    Em 16 denovembro de 1904, o presidente Rodrigues Alves revoga a lei da vacinação obrigatória, colocando nas ruas o exército, a marinha e a polícia para acabar com os tumultos. Em poucos dias a cidade voltava a calma e a ordem.
  • 28.
    Charge da épocaretrata Oswaldo Cruz em campanha e a insatisfação popular.
  • 29.
    Inicio da RevoluçãoMexicana - 1910
  • 30.
    A Revolução Mexicanafoi um conflito armado que teve lugar no México, com início em 20 de novembro de 1910. Historicamente, costuma ser descrita como o acontecimento político e social mais importante do século XX no México.
  • 31.
    Do ponto devista institucional, oficial, considera-se a revolução como o movimento que derrubou a ditadura e possibilitou a ascensão de Francisco Madero em junho 1911. Apesar de originário de uma família de latifundiários, Madero passou a liderar a pequena burguesia urbana, nacionalista, que organizou o movimento "Anti Reeleicionista" Perseguido, foi forçado a exilar-se e tornou-se o símbolo da luta contra a ditadura para as camadas urbanas, inclusive o proletariado.
  • 32.
    No entanto, omovimento revolucionário possuía outra dimensão: os camponeses do sul, liderados por Emiliano Zapata, invadiam e incendiavam fazendas e refinarias de açúcar, e ao mesmo tempo organizavam um exército popular. Ao norte, o movimento camponês foi liderado por Pancho Villa , também defendendo a reforma agrária.
  • 33.
    Os exércitos camponesesao longo de 1910 e 1911 ampliaram sua atuação, combateram o exército federal e os grandes proprietários, conquistando vilas e cidades em sua marcha em direção à capital.
  • 34.
    Monumento à RevoluçãoMexicana serviu de mausoléu para heróis do período.
  • 35.
    Porfírio Diaz Graças àsreformas feitas à Constituição de 1857, manteve-se no poder de 1884 a 1911 no período conhecido como Porfirismo. Governou o país ajudado por um grupo de políticos e intelectuais, aos quais o povo denominou "científicos", por apoiar-se, segundo eles, em métodos científicos para a administração do governo. Tumulo no Cemitério do Montparnasse, Paris.
  • 37.
  • 38.
    A exato 100anos Liderados por João Cândido, o "Almirante Negro", dois mil marujos da Marinha Brasileira revoltaram- se contra os castigos físicos, má alimentação e soldos miseráveis.
  • 39.
    O estopim paraa importante revolta foi a execução de 250 chibatadas ao cabo Marcelino Rodrigues condenado por ferir um marinheiro de Minas Gerais a caminho da Guanabara.
  • 40.
    Os revoltosos tomaramo comando do navio encouraçado Minas Gerais, depois o controle dos navios São Paulo, Bahia e Deodoro, apontaram os canhões para o Rio de Janeiro e ameaçaram o governo, caso não aceitasse suas reivindicações.
  • 41.
    O governo prometeuatender as exigências, os marujos desmobilizaram-se, porém, cessado o perigo o governo não cumpre o prometido. João Cândido foi preso e deportado para a Amazônia. Anos mais tarde foi absolvido, morrendo anônimo e pobre como carregador de peixes no centro do RJ.
  • 42.
  • 43.
    Fim da Revolta! Manchetedo jornal Correio da Manhã, em 27 de novembro de 1910.
  • 44.
  • 45.
    INICIO DA PRIMEIRAGUERRA MUNDIAL - (1914-1918)
  • 46.
    Qual foi acausa da Primeira Guerra Mundial? O fato que deflagrou a Primeira Guerra foi o assassinato do arquiduque Francisco Ferdinando, herdeiro do trono austríaco, e sua esposa no dia 28 de junho de 1914. O arquiduque e sua esposa foram mortos a tiros em Sarajevo, capital da Bósnia
  • 47.
    O assassino foium estudante nacionalista sérvio. A Áustria apresentou um ultimato à Sérvia e exigiu uma resposta dentro de 48 horas. Os termos desse ultimato eram tão humilhantes que era quase impossível a Sérvia aceitá-los.
  • 48.
    Assim, a Áustria,que era aliada da Alemanha, declarou guerra à Sérvia, que era aliada da Rússia, essa por sua vez, era aliada da França e da Inglaterra. Na verdade, o assassinato do arquiduque serviu de pretexto para que os países entrassem em guerra.
  • 49.
    Desde 1871, aspotências européias estavam em paz umas com as outras, mas todas estavam envolvidas numa corrida armamentista, isto é, todas estavam investindo em gastos militares, cada uma procurando superar as outras em armamentos.
  • 50.
    Novas armas, comoo avião, foram marca da Primeira Guerra Mundial.
  • 51.
    Fim do conflito Em 1917 ocorreu um fato histórico de extrema importância: a entrada dos Estados Unidos no conflito. Os EUA entraram ao lado da Tríplice Entente, pois havia acordos comerciais a defender, principalmente com Inglaterra e França. Este fato marcou a vitória da Entente, forçando os países da Aliança a assinarem a rendição.
  • 52.
    A Alemanha teveseu exército reduzido, sua indústria bélica controlada, perdeu a região do corredor polonês, teve que devolver à França a região da Alsácia Lorena, além de ter que pagar os prejuízos da guerra dos países vencedores.
  • 53.
    CURIOSIDADE A guerra gerou aproximadamente 10 milhões de mortos, o triplo de feridos, arrasou campos agrícolas, destruiu indústrias, além de gerar grandes prejuízos econômicos
  • 54.
  • 55.
  • 56.
    GREVE GERAL EMSÃO PAULO - 1917
  • 57.
    Greve Geral de1917 é o nome pela qual ficou conhecida a paralisação geral da indústria e do comércio do Brasil, em Julho de 1917, como resultado da constituição de organizações operárias de inspiração anarquista aliada à imprensa libertária.
  • 58.
    Trabalhadores em manifestaçãono Praça da Concórdia, no Brás, no dia 16 de julho de 1917
  • 59.
    Operário falando aosgrevistas numa manifestação realizada no Largo da Sé.
  • 60.
    O bonde-correio, quefoi liberado da greve por bombeiros devidamente armados, o único que circulou na capital no dia 13 de julho de 1917.
  • 61.
    Tomada do bondeda Light durante as agitações operárias.
  • 62.
    Enterro do operárioFrancisco Martinez, morto em choque com a polícia num dos conflitos dos manifestantes. Esta fotografia foi tirada para a revista "A Cigarra" no instante em que a enorme massa de grevistas conduzia o corpo do trabalhador pela rua Quinze de Novembro, a caminho do cemitério
  • 63.
    Multidão de operáriosgrevistas, após ter percorrido as ruas do centro de São Paulo, descendo a Ladeira do Carmo, a caminho do Brás, empunhando bandeiras vermelhas
  • 64.
    Grevistas, a maioriade mulheres operárias, dirigindo-se ao largo do Palácio, a fim de dialogar com o secretário da Justiça e Segurança Pública, para quem pediram providência contra a carestia dos gêneros alimentícios.
  • 65.
    Contigente do 1ºbatalhão da Força Pública, de armas em punho, dispersando os grevistas, na Praça Antônio Prado, vendo-se, ao fundo, os estabelecimentos comerciais completamente fechados.
  • 66.
    Como reação afábrica foi fechada por tempo indeterminado. Os operários faziam comícios no centro da cidade e ganhavam a adesão de operários da Antarctica. das fábricas Jafet. de empresas do grupo Matarazzo e outras. O movimento grevista se alastrou.
  • 67.
    A greve iniciadaem junho de 1917 no Cotonifício Crespi, localizado no bairro da Mooca, na cidade de São Paulo, propagou-se e tornou-se uma greve geral de abrangência nacional De forma geral os operários reivindicavam aumento salarial em tonto de 20%, jornada de oito horas de trabalho, assistência médico-hospitalar, regulamentação do trabalho das mulheres e menores, segurança do trabalho, semana de cinco dias e meio, pontualidade no pagamento.
  • 68.
    Os conflitos entregrevistas e policiais tornaram-se comuns. Num desses confrontos a polícia matou um jovem sapateiro anarquista — de 21 anos. A morte do jovem operário marcou o recrudescimento das agitações
  • 69.
    CURIOSIDADE Esta mobilização operáriafoi uma das mais abrangentes e longas da história do Brasil.
  • 70.
  • 71.
    AS PRINCIPAIS CAUSASDA REVOLUÇÃO: - A desastrosa campanha da Rússia na Primeira Guerra Mundial; - A influência prejudicial do monge Gregório Rasputin (possuía poderes sobrenaturais);
  • 72.
    - O domingosangrento (22/01/1905): o padre Gappon em uma passeata pacífica junto com milhares de pessoas (inclusive mulheres e crianças) humildes levava um documento contendo reivindicações para o Czar (Imperador) Nicolau II, quando foram surpreendidos pela polícia real, que iniciou um fuzilamento diante Palácio Imperial. - Desigualdade social; - Corrupção e incompetência dos governantes;
  • 73.
    No começo doséculo XX, a Rússia era um país de economia atrasada e dependente da agricultura, pois 80% de sua economia estava concentrada no campo (produção de gêneros agrícolas).
  • 74.
    A Revolução Russade outubro de 1917 Com Kerenski no poder pouca coisa havia mudado na Rússia. Os bolcheviques, liderados por Lênin, organizaram uma nova revolução que ocorreu em outubro de 1917. Prometendo paz, terra, pão, liberdade e trabalho, Lênin assumiu o governo da Rússia e implantou o socialismo. As terras foram redistribuídas para os trabalhadores do campo, os bancos foram nacionalizados e as fábricas passaram para as mãos dos trabalhadores.
  • 75.
    TRATADO DE VERSALHES- 1919 O local em que esses documentos foram firmados refletem as circunstâncias e o espírito daqueles momentos.
  • 76.
    O que foio Tratado de Versalhes Assinado em 28 de junho de 1919, o Tratado de Versalhes foi um acordo de paz assinado pelos países europeus, após o final da Primeira Guerra Mundial (1914-1918).
  • 77.
    Neste Tratado, aAlemanha assumiu a responsabilidade pelo conflito mundial, comprometendo-se a cumprir uma série de exigências políticas, econômicas e militares. Estas exigências foram impostas à Alemanha pelas nações vencedoras da Primeira Guerra, principalmente Inglaterra e França. Em 10 de janeiro de 1920, a recém criada Liga das Nações (futura ONU) ratificou o Tratado de Versalhes.
  • 78.
    Consequências As fortes imposições do Tratado de Versalhes à Alemanha, fez nascer neste país um sentimento de revanchismo e revolta entre a população. A indenização absurda enterrou de vez a economia alemã, já abalada pela guerra. As décadas de 1920 e 1930 foram marcadas por forte crise moral e econômica na Alemanha (inflação, desemprego, desvalorização do marco). Terreno fértil para o surgimento e crescimento do nazismo que levaria a Alemanha para um outro conflito armado, a Segunda Guerra Mundial.
  • 80.
  • 81.
    Até os diasde hoje ainda é um mistério a causa da morte de Lenin. Mas as "prováveis causas", são: morte por Sífilis ou por causa de uma bala no pescoço que ficou incrustrada desde a época em que sofreu uma (das inúmeras); tentativa de assassinato.
  • 82.
    Os médicos atéhoje estão divididos quanto à causa, porque apesar de se "saber por relatos médicos", que poderia ter tido Sífilis, seu corpo não apresentava sintomas da doença.
  • 83.
    Lenin sofreu váriosacidentes vasculares cerebrais. O primeiro em 26 de maio de 1922, o segundo em 16 de dezembro de 1922, o terceiro em 10 de março de 1923, vindo a falecer em 21 de janeiro de 1924.
  • 84.
  • 85.
    Lênin, o fundadordo primeiro Estado socialista, morreu em janeiro de 1924. Teve início, então, uma grande luta interna pela disputa do poder soviético. Num primeiro momento, entre os principais envolvidos nesta disputa pelo poder figuravam Trotski e Stalin
  • 86.
    Trotski defendia atese da revolução permanente, segundo a qual o socialismo somente seria possível se fosse construído à escala internacional. Ou seja, a revolução socialista deveria ser levada à Europa e ao mundo.
  • 88.
    Opondo-se a tesetrotskista, Stalin defendia a construção do socialismo num só país. Pregava que os esforços por uma revolução permanente comprometeriam a consolidação interna do socialismo na União Soviética.
  • 89.
    A tese deStalin tornou-se vitoriosa. Foi aceita e aclamada no XIV Congresso do Partido Comunista. Trotski foi destituído das suas funções como comissário de guerra, expulso do Partido e, em 1929, deportado da União Soviética.
  • 90.
    Tempos depois, em1940, foi assassinado no México, a mando de Stalin, por um agente de segurança soviético, que desferiu no antigo líder do Exército Vermelho golpes de picareta na cabeça.
  • 91.