GONÇALVES DIAS
"Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.
Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossas flores têm mais vida,
Nossa vida mais amores.
Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar - sozinho, à noite -
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Não permita Deus que eu morra
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu'inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá."
Obras: Poesia: Primeiros cantos (1846);
Segundos cantos (1848); Sextilhas de frei
Antão (1848); Últimos cantos (1851); Os
timbiras (1857).
Teatro: Beatriz Cenci (1843); Leonor de
Mendonça (1847).
Outros: Brasil e Oceania (1852);
Dicionário da língua tupi (1858).
Antônio Gonçalves Dias nasceu em Caxias (MA) em 10 de agosto de 1823.
Era mestiço, filho de um comerciante português com uma cafuza (mestiça de
negro e índio). Quando foi estudar Direito em Coimbra, conheceu alguns
escritores românticos portugueses, com quem estabeleceu relações importantes
para a sua formação intelectual como poeta.
Ainda em Portugal, escreveu sua famosa poesia “Canção do exílio”, a qual
mostra o saudosismo do autor em regressar ao Brasil. De volta ao país de
origem, tem alguns casos amorosos e vive uma paixão por Ana Amélia. No
entanto, a mão da jovem é recusada pelo fato de Gonçalves Dias ser mestiço.
Acometido por doenças regressa à Europa em busca de tratamento. Na volta
ao Brasil, o poeta morre nas costas do Maranhão, no naufrágio do Ville de
Boulogne, navio no qual estava no dia 3 de novembro de 1864.
É também, junto com Gonçalves de Magalhães, introdutor do Romantismo no
Brasil. Sua obra abrange o nacionalismo de duas formas: na exaltação da pátria
e na figura do índio. Na obra de Gonçalves Dias o índio é valente e digno de
honra e os colonizadores são figurados como destruidores. Ainda em sua
temática podemos notar outros temas do Romantismo, como o amor, a
saudade, a melancolia. Além disso, compôs poesias sobre a natureza e a
religiosidade.
Edyane Marinho Menezes n°03
Ludmila Justino n°14
Professora : Teresa
1 ano A

Canção do exílio (3)edyane e ludmila

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    "Minha terra tempalmeiras, Onde canta o Sabiá; As aves que aqui gorjeiam, Não gorjeiam como lá. Nosso céu tem mais estrelas, Nossas várzeas têm mais flores, Nossas flores têm mais vida, Nossa vida mais amores. Em cismar, sozinho, à noite, Mais prazer encontro eu lá; Minha terra tem palmeiras, Onde canta o Sabiá. Minha terra tem primores, Que tais não encontro eu cá; Em cismar - sozinho, à noite - Mais prazer encontro eu lá; Minha terra tem palmeiras, Onde canta o Sabiá. Não permita Deus que eu morra Sem que eu volte para lá; Sem que desfrute os primores Que não encontro por cá; Sem qu'inda aviste as palmeiras, Onde canta o Sabiá."
  • 3.
    Obras: Poesia: Primeiroscantos (1846); Segundos cantos (1848); Sextilhas de frei Antão (1848); Últimos cantos (1851); Os timbiras (1857). Teatro: Beatriz Cenci (1843); Leonor de Mendonça (1847). Outros: Brasil e Oceania (1852); Dicionário da língua tupi (1858).
  • 4.
    Antônio Gonçalves Diasnasceu em Caxias (MA) em 10 de agosto de 1823. Era mestiço, filho de um comerciante português com uma cafuza (mestiça de negro e índio). Quando foi estudar Direito em Coimbra, conheceu alguns escritores românticos portugueses, com quem estabeleceu relações importantes para a sua formação intelectual como poeta. Ainda em Portugal, escreveu sua famosa poesia “Canção do exílio”, a qual mostra o saudosismo do autor em regressar ao Brasil. De volta ao país de origem, tem alguns casos amorosos e vive uma paixão por Ana Amélia. No entanto, a mão da jovem é recusada pelo fato de Gonçalves Dias ser mestiço. Acometido por doenças regressa à Europa em busca de tratamento. Na volta ao Brasil, o poeta morre nas costas do Maranhão, no naufrágio do Ville de Boulogne, navio no qual estava no dia 3 de novembro de 1864. É também, junto com Gonçalves de Magalhães, introdutor do Romantismo no Brasil. Sua obra abrange o nacionalismo de duas formas: na exaltação da pátria e na figura do índio. Na obra de Gonçalves Dias o índio é valente e digno de honra e os colonizadores são figurados como destruidores. Ainda em sua temática podemos notar outros temas do Romantismo, como o amor, a saudade, a melancolia. Além disso, compôs poesias sobre a natureza e a religiosidade.
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    Edyane Marinho Menezesn°03 Ludmila Justino n°14 Professora : Teresa 1 ano A