Brasil Colônia
“A Primeira Missa no Brasil” - Victor Meirelles, 1860
O império Português
1415: 1ª conquista  Ceuta
2002: último país a se tornar independente
Era Moderna (XV-XVIII)
• Grandes Navegações
 Especiarias: produtos de origem vegetal, de aroma ou sabor acentuado
Novo Mundo
(1492)
Aplicações: - Tempero
- Conservação de
alimentos
- Óleos
- Unguentos
- Incensos
- Perfumes
- Medicamentos
Dote de nobres e princesas, heranças, reserva de capitais e divisas do reino, escambos
Viram Moeda
• Reino Português
• Desenvolvimento científico
• Tomada de Constantinopla (1453)
• Italianos controlam Mediterrâneo
• Unificação espanhola (1492)
 Boa posição geográfica
 Unificação nacional precoce (1249)
 Desenvolvimento náutico
 Instrumentos marítimos
Fatores:
Dificuldades:
Périplo Africano
CETICISMO
(mito de Sísifo)
• Crenças: Terra chata/quadrada
Monstros marinhos
Impossível
“Sísifo” – Ticiano, 1549
“Naufrágio” – William Turner, 1805
Vasco da Gama  Calicute (6000% lucro!)
1493: Bula Inter Caetera
1494: Tratado de Tordesilhas
Pouco interesse português
Br.  entreposto comercial
Caminho para Índia
1500: Cabral (Entrepostos p.2)
 Membro de pequena nobreza
 Tripulação de 1000 homens (Vasco da Gama)
 Técnica do “volta mar” (usar correntes)
 Fortalezas
 Escambo (pau-brasil)
 30 anos
Necessidade ocupar terras (ameaça corsários)
André Thevet, 1575. Library of Congress. Rare Book and Special Collections Division
• Mediação Igreja
• 370 léguas a oeste de ilha de Cabo Verde
• à leste=Port./à oeste= Esp.
• Divide novas terras entre Port. e Esp.
• 100 léguas a oeste de Cabo Verde
Mapa do Brasil Joan Blaeu 1596-1673. Fonte Harvard Library
“...às vésperas da conquista europeia, diferentes sistemas sociais indígenas
não se achavam isolados; pelo contrário, articulavam-se local e
regionalmente. Além do mais, vastas redes comerciais uniam áreas e
grupos distantes entre si.” (SCHWARCZ, L. STARLING, M., Brasil: uma biografia, 2015, p.44)
1511: 1ª exportação de pau-brasil
1512: denominação BRASIL
• Nave Bretoa
• Toras, animais e indígenas
• “bersil”  “cor de brasa”
• Mito celta irlandês (ilha fantasma)
• Conflitos com Igreja pelo nome
(poder secular X poder espiritual)
[Sérgio Buarque de Holanda]
1530: Primeira Expedição Colonizadora
• Comandante: Martin Afonso de Souza
• 400 pessoas
• Objetivos:  Iniciar ocupação
 Combater corsários
 Procurar metais preciosos
 Reconhecimento geográfico
Feitoria portuguesa de Cacheu, na Guinea-Bisáu
“Chegada de Martim Afonso à São Vicente” - 1881
Elevação da cruz em Porto Seguro, BA – Pedro Peres, 1879
1532: 1ª vila do Brasil  São Vicente
“A Muralha”
• 1º Engenho do Brasil
• Escravização de indígenas
Início de produção segundo diretrizes do sistema colonial
• Colombo:
• Duas narrativas sobre o domínio:
• Américo Vespúcio:
• Pero de Magalhães Gândavo
 João Faras ou João Emeneslau
 Pero Vaz de Caminha
- Avista Cruzeiro do Sul
Visões sobre o Novo Mundo
 Índia  “índios”
 “caribal” (do Caribe)  “canibal”
- Descendentes da maldição de Caim
- “preguiçosos”; “carentes de vergonha”
- Poderiam ser “úteis”
...a imaginação europeia...
- Copista da Torre do Tombo
- Ambivalência ÉDEN/BARBÁRIE
- Fertilidade da terra, clima ameno, gente ruim
 Mito do paraíso
 Fonte da Juventude
 Bravas amazonas
“multidão de bárbaros gentios”
Os Filhos de Pindorama. Cannibalism in Brazil in 1557 as
described by Hans Staden (b. around 1525–Wolfhagen, 1579)
- Carta ao rei
- Funda mito da conquista pacífica
- Inédita até 1773
Tapuia (1641) e Mulher Tapuia (1642) - Albert Eckhout
“...De André de Thevet, passando por jean de Léry e chegando a
Montaigne, o nativo brasileiro seria convertido em modelo melhor
para pensar na civilização europeia do que propriamente para entender
os gentios americanos.” (SCHWARCZ, L. STARLING, M., Brasil: uma biografia, 2015, p.44)
Carta Régia de 20 de março de 1570
“Defendo e mando que daqui em diante se não use nas ditas partes do
Brasil, dos modos que se até ora usou em fazer cativos os ditos gentios,
nem se possam cativar por modo nem maneira alguma, salvo aqueles
que forem tomados em guerra justa que os portugueses fizerem aos ditos
gentios, com autoridade e licença minha, ou do meu Governador das
ditas partes; ou aqueles que costumam saltear os portugueses, ou a
outros gentios para os comerem; assim como são os que se chamam
Aimorés, e outros semelhantes.
(http://lemad.fflch.usp.br/sites/lemad.fflch.usp.br/files/Lei%20de%20liberdade%20dos%20indios%20de%201570%20(2).pdf )
“Índios amigos” X “gentios bravos”
• Liberdade em suas aldeias
• Realizavam sustento e segurança
das fronteiras
• Processo de contato:
• Tomar parte nas guerras contra
índios hostis
 “descidos” (transportados de suas aldeias)
 Catequizados
 civilizados
Transformados em
“vassalos úteis”/”muralha do sertão”
• Escravizados
• “guerra justa” (legítima)
 Recusa à conversão
 Hostilidades contra vassalos e aliados
 Quebra de pactos
 antropofagia
USO RECORRENTE
Desastre populacional
 Barreira epidemiológica
 Exploração do trabalho
 Recrudescimento das guerras indígenas
Varíola, sarampo, coqueluche, catapora, difteria, tifo, peste bubônica e gripe
“Carta Régia”
“negros
da terra”
1610-1628: Santidades
• Movimento rebelde indígena
• Insurreição coletiva
• Culto sincrético e messiânico
• Fim escravidão/domínio dos brancos
• Tornaram-se antilusitanas
• Ataques à zona açucareira
• Com o tempo  acolher ex-escravos
Santidade de Jaguaripe (1610-Ba)
• 20.000 indígenas
• Tupinambás
Reação metropolitana: “guerras de
extermínio”
1534: Capitanias-Hereditárias
• Baixo custo para Estado
• Prescedente de uso
• Carta de Doação
• Foral
Fracasso
• Falta de recursos dos donatários (Perda de interesse)
• Hostilidade indígena
• Isolamento das capitanias
• Dificuldades com a lavoura
(Nem todas tinham solo propício para cultivo da cana
 Conferida ao donatário (DIREITO de Adm e explorar capitania)
 Direitos e dever do donatário sobre a exploração da terra
Deveres
Assegurar ao rei de Portugal:
• Monopólio da exploração do
pau-brasil
• 0% do lucro sobre todos os
produtos da terra
• 1/5 do lucro sobre metais e
pedras preciosas que fossem
encontrados
Direitos
• Criar vilas e distribuir terras
(sesmarias)
• Exercer plena autoridade
judicial e administrativa
• Realizar “guerra justa”
• 5% dos lucros sobre o
comércio do pau-brasil
Mapa de
Bartolomeu
Velho, 1561
Muzeu
Naval de La
Spezia
Mapa
formulando
segundo
proposta de
Jorge Cintra
– Agência O
Globo
O Governo Geral (1549-1808)
• Coexistiu com a Capitanias Hereditárias (até 1759)
• Sede: Bahia  Salvador (1549)
• 1º Bispado brasileiro  D. Pero Fernandes Sardinha
 Ponto central da costa
 Fácil comunicação com capitanias
 Terreno elevado  defesa militar
Séc. XVI: • Crise comércio de especiarías
• Descoberta de prata na Bolívia
“Tentativa” de centralização de poder
Ep. 05: A Conquista da Terra da Gente - 500 Anos: O Brasil Colônia na TV - TV Escola
Tomé de
Souza
Ruínas da casa de Garcia D'Avila chegou ao Brasil na expedição de Tomé de Souza, em 1549, sendo
nomeado o feitor-almoxarife da Cidade do Salvador e da Alfândega. Praia do Forte - Bahia - Brasil
• Funções do Governador:
• Auxiliares:
 Militares: defesa da colônia
 Administrativas:
 Judiciárias:
 Eclesiásticas:
- relacionar com governadores
- Controle de finanças
- Nomear funcionários
- Alterar penas
- Nomear sacerdotes para paróquias
 Ouvidor-mor (justiça)
 Capitão-mor (defesa do litoral)
 Provedor-mor (tributos)
Primeiro donatário da Capitania
Hereditária de Pernambuco e
fundador de Olinda. Duarte Coelho
Pereira Recebeu o comando da
frota para expulsar os franceses do
litoral brasileiro em 1532.
Câmaras Municipais:
• Adm local
• Surgidas com as 1ªs vilas
• Funções:
• Controladas por
 Abastecimento
 Tributação
 Execução das leis
“homens-bons”
 Poder local
 Proprietários
 Oposição à Governador-Geral
 Sem títulos nobiliárquicos
 Vida de nobreza
• 2 juízes ordinários ou 1 juíz de fora
• Somente em Vilas (1ª S. Vicente)
• Estabelecia impostos
• Administração da vila
• Construção / conservação de equipamentos públicos
• Regular profissões do comércio e ofícios
• Nomear funcionários
 Ruas
 Estradas
 praças
 Escrivães
 Carcereiros
 Juízes
 Desembargadores das “Relações”
ERAM DE FATO O
PODER POLÍTICO
E SOCIAL
 proibidos de serem vereadores “os mecânicos, operários,
degredados, judeus e todos os peões” (Lei Régia – 1705)
O modelo de administração permitiu uma descentralização política.
• Tropas Regulares
• Tropas Auxiliares
• Ordenanças
 Conhecidas como Tropas de Primeira Linha ou Pagas
 Portugueses  dedicação integral
 De “Segunda Linha” ou Milícias
 Homens, serviço militar obrigatório
 Não remunerado
 Ficavam nas suas vilas de origem
 Poderiam ser deslocados para guerra
Gerava varias reclamações
 Dificilmente deslocadas para guerra
 Resolução de pequenos conflitos
 Prestavam serviços para câmaras municipais
ou Governo Geral - Criar mapas
- Lista nominativa de habitantes
Organização militar:
• Poucos homens pobres entre 18 e 60 anos
• Elite branca: patentes mais altas da Milícia e Ordenanças
• Recrutamento coercitivo e violento
Um oficial do Terço auxiliar dos pardos, Rio de Janeiro e um
• Capitão-Mor: garantir segurança do litoral
• Capitão-Mor da Costa: defesa da águas litorâneas
Terços auxiliares – 1786 – Rio de Janeiro – J. Wasth Rodrigues
2º Governo Geral (1553-1558)
• Duarte da Costa
• Fundação do Colégio de São Paulo
• Invasões francesas  França Antártica (RJ)
 José de Anchieta + Manoel da Nóbrega
 Planalto de Piratininga
 1555-1567
 Portugueses + Tupinambás
3º Governo Geral (1558-1572)
• Expulsão dos franceses (Estácio de Sá)
• Guerras contra indígenas
• Destruição de aldeias
• Descentralização administrativa
 Governo do Norte
 Governo do Sul
 Salvador
 Líder: Luís de Brito Almeida (1573-78)
 Rio de Janeiro
 Líder: desenbargador Antônio Salema (1574-78)
1580: Questão sucessória
Domínio espanhol
(até 1640 D. João IV)
Antônio de Oliveira foi o primeiro ouvidor
Um “outro Brasil”
FRANÇA [CARIOCA]
ANTÁRTICA – 1558-1559
BRASIL DA HOLANDA (1637-1644)
1555: Nicolas Durand de Villegagnon
1559: Expulso do Brasil
• Conquista Baía de Guanabara
• Contrói Forte Goligny
• Comunidade Hungeonte
• Estácio de Sá + Tropas tupi-guaranis
A França Antártica
A França Equinocial
Feitoria Upaon-Açu (ilha de São Luis)
1612: invadem São Luis do Maranhão
1615: Expulsos  desistem de colônias no Brasil
• Daniel de la Touche  povoado Saint Louis
• Litoral até norte do Tocantins
• 500 colonos
• Apoio da monarquia francesa
• Missionários capuchinos
• Dominam região do Amapá
• Traficantes franceses conquistam
confiança de nativos tupinambás
1526: Conquistam Guiana-Francesa
São Luís do Maranhão em mapa de 1629 por Albernaz I
Ilustração do ataque português de março de 1560 ao
Forte Coligny. In: THEVET, André. "La Cosmographie
Universelle"
• 1595: pilharam costa africana
• 1604: ataque À Salvador  rechaçados  trégua
• 1621: Criam
• 1624: invasão à capital ocupada em 24h
• 1625: holandeses abandonam a Bahia
Invasão holandesa
Crise sucessória de Portugal (1580-1640)
Independência holandesa
“União Ibérica”
Coroa ordena proibição do negócio açucareiro
Reação holandesa:
Companhia Holandesa das Índias Ocidentais
Fim da trégua
 Liderado pelo “Conselho dos XIX”
 Ocupar zonas de produção açucareira
 Controlar suprimento de escravos na África
Resistência Portuguesa
 Governador Matias de Albuquerque
 Bispo d. Marcos Teixeira
 “homens bons”
Técnicas de guerrilha
(12.463 homens)
CABEÇALHO DA CARTA DE REI FILIPE III INFORMANDO O
ATAQUE DE HOLANDESES EM OLINDA E RECIFE
INDÍGENAS SAINDO DAS MISSÕES PARA ENCONTRAR
NASSAU E SUA COMPANHIA. DETALHE ARA A
BANDEIRA HOLANDESA
• 1630: invadem Pernambuco conquistam Olinda
Reação espanhola junto com Igreja
João Maurício de Nassau-Siegen
 65 embarcações
 7.280 homens
• Inquisição redobrar trabalhos e castigar com rigor
• Organização de tropas de resistência
• Organização de campanha de guerrilha (“gerra brasílica”)
• Personagem: Domingos Fernandes Calabar
 Tido como vilão/traidor
 Migrou para forças holandesas
 Preso e executado
• 1637-44: nomeação de
 32 anos
 Encontra destruição e pop. Apavorada
 Ordem: reorganizar a região
• Vender a crédito os engenhos abandonados
• Reestabeleceu tráfico de escravos
• Forneceu crédito para compra e equipamentos
• Saneou crise de abastecimento  MANDIOCA
• Determinou liberdade de religião
• Vinda de artistas, naturalistas e letrados à Pernambuco
CAOS
 Franz Post
 Albert Eckhout
Motivo: 121 engenhos
Maior proximidade de Luanda
“as práticas exóticas dessa gente canibal”
Documentário Calabar - Prêmio DOC TV III - 2006
UERJ-2016
https://www.youtube.com/watch?v=3xG-Xm5ErRE&index=3&list=PL7C3DC02A6772477D
• 1640: restauração do trono português
• 1644: Conselho dos XIX ordena retorno de Nassau
Maior rigidez e controle sobre Pernambuco
 André Vidal de Negreiros
 João Fernandes Videira (mais próspero proprietário da região)
 negro Henrique Dias
 indígena Filipe Camarão
Batalha de Guararapes (1648-49)
Insatisfação popular
Líderes:
“espécie de marco zero da criação da nação brasileira”
(ideia de emancipação feita à base de “mistura racial”)
• 1654: capitulação holandesa
• 1661: Tratado de Haia
 Controle português de territórios na América e África
 Indenização aos holandeses (4 milhões de cruzados)
The Battle of Guararapes – 1879 – Victor Meireles
A religião
• Curas = vigários ou párocos
• Monges =
Padroado : propagar a fé e remunerar cargo eram encargos da Coroa
 Serviços religiosos
 Deveriam ser
Brancos
Não judeus
Não herege
Não sr deficiente fisico
 Franciscanos
 Carmelitas
 Jesuítas
 capuchinos
Clero Secular
Clero Regular
fundação de cidades
Basílica e Convento de Nossa Senhora do Carmo. Construída em 1687 e possui traços barrocos. No altar dourado, a imagem da padroeira
Nossa Senhora do Carmo, em tamanho natural, se destaca. O altar principal abriga valiosas coroas de ouro e pedras preciosas. Foi nesse
• Catolicismo  elemento central
• Fusão Estado + Igreja = PADROADO
• Deveres:
• Direitos:
 Cobrança de dízimo
 Manutenção das Igrejas
 Educação
 Registros (nascimento/óbito)
Estado
Igreja
 Garantir expansão do catolicismo
 Construir igrejas
 Remunerar os sacerdotes
 Ensinar obediência à Deus
 Nomear Bispos
 Criar dioceses (regiões admn por bispos)
 Recolher o dízimo
Tribunal do Santo Ofício
• Visitavam a Colônia (procura por hereges)
• Buscavam registros de:
• Julgamento em Lisboa
• Séc. XVII (cogitada criação de um Tribunal português)
 Bruxaria
 Prostituição
 Homossexualismo
 Imoralidades
 Judaísmo
(marranos)
Tortura como forma
de purificação
Ruínas da “Redução de São Miguel”
 Pe. Manoel da Nobrega
 Expandir “verdadeira fé”
 Considerada atividade perigosa
 Ordem:
 Carta Régia de 1570  inimizades com colonos
- conversão com brandura e bons exemplos de
comportamento
- “adaptar” o catolicismo à cultura local
- Elaborar gramática tupi (José de Anchieta -1556)
Transforma-se em potência econômica
 Emprestam casas
 Arrendam terras controla comércio de
“drogas do sertão”
XVIII: Expulsos
Companhia de Jesus
“Evangelho nas
Selvas (Padre Anchieta)”,
Benedito
Calixto (1893). Pinacoteca
do Estado de São Paulo.
“A virgem
com o
menino
Jesus, São
João e
Sant´Anna –
Francesco
Brizzio
(1574-1623)
“Nóbrega e seus companheiros” – Manuel Joaquim Corte Real, RJ, 1843.
A Economia Colonial
Açúcar
Tabaco
Pecuária
Escravos
• Açúcar  Produtor/Produto
• Introdução na Europa VIII d.C.  Invasões mouras
• Cruzadas:
• Portugal:
Consumo
Circulação entre África e Europa
Introduzido na lista de especiarias
Códigos
Costumes
hábitos
XVI: “desejo de doçura”
Iniciativa de d. Henrique
1ªs mudas da Sicília
Ilha de Madeira
Início XVI = maior produtor do Ocidente
177.000 arrobas açúcar branco
230.000 arrobas açúcar mascavo
Açores – Cabo Verde – S. Tomé
Lógica
mercantilista
Nova forma de colonização
1516: 1ª menção ao açúcar no Br.
1532: 1º engenho  Martim Afonso –S. Vicente
Fim XVI: aprox. 12 engenhos na Baixada Santista
Problemas:  Falta de mão de obra
 Necessidade de grandes investimentos
 Constantes invasões estrangeiras
Séc. XVI: • $ Holandês (Flamengos)
• Comércio de escravos
• Vastas terras férteis
 Investimentos
 Transporte/comercialização
 Conhecimentos específicos
Nordeste
 Solo
 Clima
 Proximidade da europa
 Vasta rede hidrográfica
Ano Quant. De engenhos
1550 4 engenhos
1570 30 engenhos
Fim XVI 140 engenhos (350.000
arrobas produzidas)
Economia com perfil globalizado
Centros importadores:
Amsterdam, Londres, Hamburgo, Gênova
Pecuária  sertão/homens livres
O Engenho
Plantation
• Grandes latifúndios
• Mão-de-obra escrava africana
• monocultura
Conhecimento agricultura
Conhecimento metalurgia (ferro)
Pacto Colonial
(Mercantilismo)
Gerou toda uma
economia relacionada
• Algodão
• Mandioca
• Pecuária extensiva (boi solto)
• Drogas do sertão
 Couro (exportação)
 Charque (consumo interno)
 Castanha do Pará
 Guaraná
 Baunilha
Sem impostos
Engenho com moinho hidráulico
feitor
purgador
Mestre-de-
açúcar
padre
A casa de purgar - onde o açúcar era branqueado, separando-se o açúcar mascavo (escuro) do açúcar de melhor
qualidade e depois posto para secar. Quando toda essa operação terminava, o produto era pesado e separado
conforme a qualidade, e colocado em caixas de até 50 arrobas. Só então era exportado para a Europa
https://metavideos.com/video/70712/this-is-a-sugarloaf-its-how-people-made-and-ate-sugar
• Guerras Tribais
• Muitos escravos
O Escravismo
• Diversidade/rivalidade étnica
• Escassez hídrica
• Comércio com portugueses (Escambo)
Contexto: África Atlântica
 Tabaco
 Mandioca
 cachaça
Trafico Negreiro
O território português NÃO SE TORNOU
uma imensa lavoura de cana-de-açúcar!!
Economia:
• Recôncavo baiano:
• Maranhão:
• Rio de Janeiro
• Região amazônica:
• Foz do São Francisco
• Rio Grande do Sul (XVII)
 algodão (XVII)
 Produtos alimentícios
 tabaco
 mandioca
 Drogas do sertão (jesuítas)
 Pecuária extensiva (boi solto)
 Predomínio mão-de-obra escrava
 Couro (exterior)
 Carne seca (mercado interno)
 Pecuária sulina
 Charque
 Formação de comitivas (tropeiros)
• Práticas mercantilistas
• Impostos alfandegários
• Transações comerciais privilegiadas
• Monopólio
• Oligopsônio (monopólio das mercadorias coloniais)
• Presença de contrabando
O mecanismo exclusivo comercial (Transferência de riquezas )
Meta da coroa
 Metalismo
 Balança comercial favorável
 Protecionismo
 intervencionismo
Sociedade:
• Forte Hierarquia (polarização social)
• Concentração de riqueza
• Ideologia feudal (Maior complexidade)
• Patriarcalismo (presente até hoje)
• Mulheres
• Presença de:
 Educação para casamento
 Serem obedientes ao homem (submissão)
 Tarefas domésticas
 Casamento aos 20 anos
 Maioria analfabeta
A lei amparava a autoridade do
homem sobre a mulher
Base no matrimônio
 Subcategorias entre nobres Titulo não oficial; ligado ao “não fazer” (p.15)
 Hierarquia clerical
 Profissionais liberais
 Comerciantes
 artesãos
Trabalho = indigno, inapropriado
- Livres
- Maioria mestiça
- Discriminados (“não confiáveis”)
- cristãos-novos
Gravura de Debret em Aquarela, 1823, Senhora de algumas posses em sua casa, Brasil
A cor da pele e a religião era uma forma de
distinção social.p.16
Jean-Baptist Debret, Vendedoras de Milho Verde, c.1825
Jean-Baptiste Debret
Debret preocupou-se em mostrar em sua obra uma visão
que ultrapassa a do Brasil exótico. Ele retratou também os
hábitos dos homens no Brasil, o que demonstra a sua
preocupação em criar uma obra histórica, que registrasse as
cenas do cotidiano da cidade e as atividades diárias
exercidas por seus habitantes.
As aquarelas do pintor deram origem, após o seu retorno à
França, em 1831, ao livro Viagem Pitoresca e História do
Brasil, que em três volumes uniu as imagens a textos
explicativos também de sua autoria. A obra aborda também
o cotidiano da sociedade do Rio de Janeiro durante a sua
permanência na colônia portuguesa.
Os textos descritivos da obra, acompanhados pelas imagens
pintadas por Debret, contribuíram para que a obra não
fosse considerada importante apenas pelo seu conteúdo
artístico, mas também pelo histórico. Esta documentação
revela também a forte relação emocional que Debret
desenvolveu com o Brasil, adquirida ao longo dos anos em
que viveu aqui.
Na tela Calçadores (1824), Debret mostra o trabalho destes
profissionais para calçarem as ruas do Rio de Janeiro. O
aspecto “civilizatório” da colônia com a chegada da família
real é abordado nesta tela e também se revela
em Quitandeiras de Diversas Qualidades (1826) e Caçador
de Escravos (c. 1825).
http://www.dasartes.com/site/index.php?option=com_content&view=article&id=102&Itemid=24
6&limitstart=2
• Desumanizado
• Privado de posses e liberdade
• Coatardos (ínfima parcela)
O escravo:
PUCRJ-2016
A presença Holandesa:
• Fragilidade política portuguesa (influência espanhola)
• 1580-1640: Território da UNIÃO IBÉRICA
• Fim séx. XVI: países baixos sob domínio espanhol
 Fim da Dinastia Avis
 D. Sebastião desaparecido em 1578 (Alcácer-Quibir)
 Não deixa herdeiros (Tio assume – D. Henrique[cardeal])
 D. Henrique morre, sem deixar herdeiros
Portugal anexada por Felipe II
(Dinastia Habsburgo – Espanha)
 Portugal sem soberania
 Visto como ampliação de lucros por burguesia portuguesa
- trafico negreiro
- Acesso à prata espanhola
 Desenvolvimento econômico
 Luta pela independência (vitória holandesa)
Espanha declara embargo econômico à Flandres
Contexto Externo:
• Cisão da parceria entre Portugueses e holandeses
• Invasões holandesas
• Companhia das índias Ocidentais (WIC)
• Reaver capitais investidos nos açúcar
• América – África - Angola
The West India House on the Herenmarkt inAmsterdam, headquarters of the WIC from 1623 to 1647
1ª invasão:
• 1624 – Bahia
• Guerrilhas portuguesas (Matias de Albuquerque)
• Tropas portuguesas
• 1625 – expulsão dos holandeses
+
Série Vultos Históricos, extração 0874 com tema Matias de Albuquerque.. Extraida em: 07/07/1971
2ª invasão:
• 1630 – tomam Olinda (Pe)
• Expansão holandesa pelo nordeste
 Ceará
 Paraíba
 Rio Grande do Norte
Apoio de colonos luso-brasileiros
(Domingos Fernandes Calabar)
Governo Holandês (1637-1644)
• Maurício de Nassau
 Relativa paz
 Reativa economia açucareira (concede créditos)
 Reforma urbana em Recife
 Incentivo às artes (Frans Prost)
 Liberdade religiosa
DOMINGOS FERNANDES CALABAR
(35 anos)
Senhor de Engenho
* Porto Calvo, AL (1600)
+ Porto Calvo, AL (1635)
Batalha de Guararapes(1648-1649)
• Decadência da produção açucareira (Antilhas)
• Invasores limitados ao território de Recife
• 1654: Recife sitiada
• Henrique Dias (lidera escravos)
• Felipe Camarão (lidera ameríndios)
• Colonos luso-brasileiros
• Tropas portuguesas
+
+
+
Expulsão oficial de holandeses

Brasil colônia

  • 1.
    Brasil Colônia “A PrimeiraMissa no Brasil” - Victor Meirelles, 1860
  • 2.
    O império Português 1415:1ª conquista  Ceuta 2002: último país a se tornar independente
  • 3.
    Era Moderna (XV-XVIII) •Grandes Navegações  Especiarias: produtos de origem vegetal, de aroma ou sabor acentuado Novo Mundo (1492) Aplicações: - Tempero - Conservação de alimentos - Óleos - Unguentos - Incensos - Perfumes - Medicamentos Dote de nobres e princesas, heranças, reserva de capitais e divisas do reino, escambos Viram Moeda
  • 5.
    • Reino Português •Desenvolvimento científico • Tomada de Constantinopla (1453) • Italianos controlam Mediterrâneo • Unificação espanhola (1492)  Boa posição geográfica  Unificação nacional precoce (1249)  Desenvolvimento náutico  Instrumentos marítimos Fatores: Dificuldades: Périplo Africano CETICISMO (mito de Sísifo) • Crenças: Terra chata/quadrada Monstros marinhos Impossível “Sísifo” – Ticiano, 1549 “Naufrágio” – William Turner, 1805 Vasco da Gama  Calicute (6000% lucro!)
  • 6.
    1493: Bula InterCaetera 1494: Tratado de Tordesilhas Pouco interesse português Br.  entreposto comercial Caminho para Índia 1500: Cabral (Entrepostos p.2)  Membro de pequena nobreza  Tripulação de 1000 homens (Vasco da Gama)  Técnica do “volta mar” (usar correntes)  Fortalezas  Escambo (pau-brasil)  30 anos Necessidade ocupar terras (ameaça corsários) André Thevet, 1575. Library of Congress. Rare Book and Special Collections Division • Mediação Igreja • 370 léguas a oeste de ilha de Cabo Verde • à leste=Port./à oeste= Esp. • Divide novas terras entre Port. e Esp. • 100 léguas a oeste de Cabo Verde Mapa do Brasil Joan Blaeu 1596-1673. Fonte Harvard Library
  • 7.
    “...às vésperas daconquista europeia, diferentes sistemas sociais indígenas não se achavam isolados; pelo contrário, articulavam-se local e regionalmente. Além do mais, vastas redes comerciais uniam áreas e grupos distantes entre si.” (SCHWARCZ, L. STARLING, M., Brasil: uma biografia, 2015, p.44)
  • 8.
    1511: 1ª exportaçãode pau-brasil 1512: denominação BRASIL • Nave Bretoa • Toras, animais e indígenas • “bersil”  “cor de brasa” • Mito celta irlandês (ilha fantasma) • Conflitos com Igreja pelo nome (poder secular X poder espiritual) [Sérgio Buarque de Holanda] 1530: Primeira Expedição Colonizadora • Comandante: Martin Afonso de Souza • 400 pessoas • Objetivos:  Iniciar ocupação  Combater corsários  Procurar metais preciosos  Reconhecimento geográfico Feitoria portuguesa de Cacheu, na Guinea-Bisáu “Chegada de Martim Afonso à São Vicente” - 1881 Elevação da cruz em Porto Seguro, BA – Pedro Peres, 1879 1532: 1ª vila do Brasil  São Vicente “A Muralha” • 1º Engenho do Brasil • Escravização de indígenas Início de produção segundo diretrizes do sistema colonial
  • 9.
    • Colombo: • Duasnarrativas sobre o domínio: • Américo Vespúcio: • Pero de Magalhães Gândavo  João Faras ou João Emeneslau  Pero Vaz de Caminha - Avista Cruzeiro do Sul Visões sobre o Novo Mundo  Índia  “índios”  “caribal” (do Caribe)  “canibal” - Descendentes da maldição de Caim - “preguiçosos”; “carentes de vergonha” - Poderiam ser “úteis” ...a imaginação europeia... - Copista da Torre do Tombo - Ambivalência ÉDEN/BARBÁRIE - Fertilidade da terra, clima ameno, gente ruim  Mito do paraíso  Fonte da Juventude  Bravas amazonas “multidão de bárbaros gentios” Os Filhos de Pindorama. Cannibalism in Brazil in 1557 as described by Hans Staden (b. around 1525–Wolfhagen, 1579) - Carta ao rei - Funda mito da conquista pacífica - Inédita até 1773 Tapuia (1641) e Mulher Tapuia (1642) - Albert Eckhout
  • 10.
    “...De André deThevet, passando por jean de Léry e chegando a Montaigne, o nativo brasileiro seria convertido em modelo melhor para pensar na civilização europeia do que propriamente para entender os gentios americanos.” (SCHWARCZ, L. STARLING, M., Brasil: uma biografia, 2015, p.44)
  • 11.
    Carta Régia de20 de março de 1570 “Defendo e mando que daqui em diante se não use nas ditas partes do Brasil, dos modos que se até ora usou em fazer cativos os ditos gentios, nem se possam cativar por modo nem maneira alguma, salvo aqueles que forem tomados em guerra justa que os portugueses fizerem aos ditos gentios, com autoridade e licença minha, ou do meu Governador das ditas partes; ou aqueles que costumam saltear os portugueses, ou a outros gentios para os comerem; assim como são os que se chamam Aimorés, e outros semelhantes. (http://lemad.fflch.usp.br/sites/lemad.fflch.usp.br/files/Lei%20de%20liberdade%20dos%20indios%20de%201570%20(2).pdf )
  • 12.
    “Índios amigos” X“gentios bravos” • Liberdade em suas aldeias • Realizavam sustento e segurança das fronteiras • Processo de contato: • Tomar parte nas guerras contra índios hostis  “descidos” (transportados de suas aldeias)  Catequizados  civilizados Transformados em “vassalos úteis”/”muralha do sertão” • Escravizados • “guerra justa” (legítima)  Recusa à conversão  Hostilidades contra vassalos e aliados  Quebra de pactos  antropofagia USO RECORRENTE Desastre populacional  Barreira epidemiológica  Exploração do trabalho  Recrudescimento das guerras indígenas Varíola, sarampo, coqueluche, catapora, difteria, tifo, peste bubônica e gripe “Carta Régia” “negros da terra”
  • 13.
    1610-1628: Santidades • Movimentorebelde indígena • Insurreição coletiva • Culto sincrético e messiânico • Fim escravidão/domínio dos brancos • Tornaram-se antilusitanas • Ataques à zona açucareira • Com o tempo  acolher ex-escravos Santidade de Jaguaripe (1610-Ba) • 20.000 indígenas • Tupinambás Reação metropolitana: “guerras de extermínio”
  • 14.
    1534: Capitanias-Hereditárias • Baixocusto para Estado • Prescedente de uso • Carta de Doação • Foral Fracasso • Falta de recursos dos donatários (Perda de interesse) • Hostilidade indígena • Isolamento das capitanias • Dificuldades com a lavoura (Nem todas tinham solo propício para cultivo da cana  Conferida ao donatário (DIREITO de Adm e explorar capitania)  Direitos e dever do donatário sobre a exploração da terra Deveres Assegurar ao rei de Portugal: • Monopólio da exploração do pau-brasil • 0% do lucro sobre todos os produtos da terra • 1/5 do lucro sobre metais e pedras preciosas que fossem encontrados Direitos • Criar vilas e distribuir terras (sesmarias) • Exercer plena autoridade judicial e administrativa • Realizar “guerra justa” • 5% dos lucros sobre o comércio do pau-brasil Mapa de Bartolomeu Velho, 1561 Muzeu Naval de La Spezia Mapa formulando segundo proposta de Jorge Cintra – Agência O Globo
  • 15.
    O Governo Geral(1549-1808) • Coexistiu com a Capitanias Hereditárias (até 1759) • Sede: Bahia  Salvador (1549) • 1º Bispado brasileiro  D. Pero Fernandes Sardinha  Ponto central da costa  Fácil comunicação com capitanias  Terreno elevado  defesa militar Séc. XVI: • Crise comércio de especiarías • Descoberta de prata na Bolívia “Tentativa” de centralização de poder Ep. 05: A Conquista da Terra da Gente - 500 Anos: O Brasil Colônia na TV - TV Escola Tomé de Souza Ruínas da casa de Garcia D'Avila chegou ao Brasil na expedição de Tomé de Souza, em 1549, sendo nomeado o feitor-almoxarife da Cidade do Salvador e da Alfândega. Praia do Forte - Bahia - Brasil
  • 16.
    • Funções doGovernador: • Auxiliares:  Militares: defesa da colônia  Administrativas:  Judiciárias:  Eclesiásticas: - relacionar com governadores - Controle de finanças - Nomear funcionários - Alterar penas - Nomear sacerdotes para paróquias  Ouvidor-mor (justiça)  Capitão-mor (defesa do litoral)  Provedor-mor (tributos) Primeiro donatário da Capitania Hereditária de Pernambuco e fundador de Olinda. Duarte Coelho Pereira Recebeu o comando da frota para expulsar os franceses do litoral brasileiro em 1532.
  • 17.
    Câmaras Municipais: • Admlocal • Surgidas com as 1ªs vilas • Funções: • Controladas por  Abastecimento  Tributação  Execução das leis “homens-bons”  Poder local  Proprietários  Oposição à Governador-Geral  Sem títulos nobiliárquicos  Vida de nobreza • 2 juízes ordinários ou 1 juíz de fora • Somente em Vilas (1ª S. Vicente) • Estabelecia impostos • Administração da vila • Construção / conservação de equipamentos públicos • Regular profissões do comércio e ofícios • Nomear funcionários  Ruas  Estradas  praças  Escrivães  Carcereiros  Juízes  Desembargadores das “Relações” ERAM DE FATO O PODER POLÍTICO E SOCIAL  proibidos de serem vereadores “os mecânicos, operários, degredados, judeus e todos os peões” (Lei Régia – 1705)
  • 18.
    O modelo deadministração permitiu uma descentralização política.
  • 19.
    • Tropas Regulares •Tropas Auxiliares • Ordenanças  Conhecidas como Tropas de Primeira Linha ou Pagas  Portugueses  dedicação integral  De “Segunda Linha” ou Milícias  Homens, serviço militar obrigatório  Não remunerado  Ficavam nas suas vilas de origem  Poderiam ser deslocados para guerra Gerava varias reclamações  Dificilmente deslocadas para guerra  Resolução de pequenos conflitos  Prestavam serviços para câmaras municipais ou Governo Geral - Criar mapas - Lista nominativa de habitantes Organização militar: • Poucos homens pobres entre 18 e 60 anos • Elite branca: patentes mais altas da Milícia e Ordenanças • Recrutamento coercitivo e violento Um oficial do Terço auxiliar dos pardos, Rio de Janeiro e um • Capitão-Mor: garantir segurança do litoral • Capitão-Mor da Costa: defesa da águas litorâneas Terços auxiliares – 1786 – Rio de Janeiro – J. Wasth Rodrigues
  • 20.
    2º Governo Geral(1553-1558) • Duarte da Costa • Fundação do Colégio de São Paulo • Invasões francesas  França Antártica (RJ)  José de Anchieta + Manoel da Nóbrega  Planalto de Piratininga  1555-1567  Portugueses + Tupinambás 3º Governo Geral (1558-1572) • Expulsão dos franceses (Estácio de Sá) • Guerras contra indígenas • Destruição de aldeias • Descentralização administrativa  Governo do Norte  Governo do Sul  Salvador  Líder: Luís de Brito Almeida (1573-78)  Rio de Janeiro  Líder: desenbargador Antônio Salema (1574-78) 1580: Questão sucessória Domínio espanhol (até 1640 D. João IV) Antônio de Oliveira foi o primeiro ouvidor
  • 21.
  • 22.
    FRANÇA [CARIOCA] ANTÁRTICA –1558-1559 BRASIL DA HOLANDA (1637-1644)
  • 23.
    1555: Nicolas Durandde Villegagnon 1559: Expulso do Brasil • Conquista Baía de Guanabara • Contrói Forte Goligny • Comunidade Hungeonte • Estácio de Sá + Tropas tupi-guaranis A França Antártica A França Equinocial Feitoria Upaon-Açu (ilha de São Luis) 1612: invadem São Luis do Maranhão 1615: Expulsos  desistem de colônias no Brasil • Daniel de la Touche  povoado Saint Louis • Litoral até norte do Tocantins • 500 colonos • Apoio da monarquia francesa • Missionários capuchinos • Dominam região do Amapá • Traficantes franceses conquistam confiança de nativos tupinambás 1526: Conquistam Guiana-Francesa São Luís do Maranhão em mapa de 1629 por Albernaz I Ilustração do ataque português de março de 1560 ao Forte Coligny. In: THEVET, André. "La Cosmographie Universelle"
  • 24.
    • 1595: pilharamcosta africana • 1604: ataque À Salvador  rechaçados  trégua • 1621: Criam • 1624: invasão à capital ocupada em 24h • 1625: holandeses abandonam a Bahia Invasão holandesa Crise sucessória de Portugal (1580-1640) Independência holandesa “União Ibérica” Coroa ordena proibição do negócio açucareiro Reação holandesa: Companhia Holandesa das Índias Ocidentais Fim da trégua  Liderado pelo “Conselho dos XIX”  Ocupar zonas de produção açucareira  Controlar suprimento de escravos na África Resistência Portuguesa  Governador Matias de Albuquerque  Bispo d. Marcos Teixeira  “homens bons” Técnicas de guerrilha (12.463 homens) CABEÇALHO DA CARTA DE REI FILIPE III INFORMANDO O ATAQUE DE HOLANDESES EM OLINDA E RECIFE INDÍGENAS SAINDO DAS MISSÕES PARA ENCONTRAR NASSAU E SUA COMPANHIA. DETALHE ARA A BANDEIRA HOLANDESA
  • 25.
    • 1630: invademPernambuco conquistam Olinda Reação espanhola junto com Igreja João Maurício de Nassau-Siegen  65 embarcações  7.280 homens • Inquisição redobrar trabalhos e castigar com rigor • Organização de tropas de resistência • Organização de campanha de guerrilha (“gerra brasílica”) • Personagem: Domingos Fernandes Calabar  Tido como vilão/traidor  Migrou para forças holandesas  Preso e executado • 1637-44: nomeação de  32 anos  Encontra destruição e pop. Apavorada  Ordem: reorganizar a região • Vender a crédito os engenhos abandonados • Reestabeleceu tráfico de escravos • Forneceu crédito para compra e equipamentos • Saneou crise de abastecimento  MANDIOCA • Determinou liberdade de religião • Vinda de artistas, naturalistas e letrados à Pernambuco CAOS  Franz Post  Albert Eckhout Motivo: 121 engenhos Maior proximidade de Luanda “as práticas exóticas dessa gente canibal” Documentário Calabar - Prêmio DOC TV III - 2006
  • 26.
  • 27.
  • 28.
    • 1640: restauraçãodo trono português • 1644: Conselho dos XIX ordena retorno de Nassau Maior rigidez e controle sobre Pernambuco  André Vidal de Negreiros  João Fernandes Videira (mais próspero proprietário da região)  negro Henrique Dias  indígena Filipe Camarão Batalha de Guararapes (1648-49) Insatisfação popular Líderes: “espécie de marco zero da criação da nação brasileira” (ideia de emancipação feita à base de “mistura racial”) • 1654: capitulação holandesa • 1661: Tratado de Haia  Controle português de territórios na América e África  Indenização aos holandeses (4 milhões de cruzados) The Battle of Guararapes – 1879 – Victor Meireles
  • 29.
  • 30.
    • Curas =vigários ou párocos • Monges = Padroado : propagar a fé e remunerar cargo eram encargos da Coroa  Serviços religiosos  Deveriam ser Brancos Não judeus Não herege Não sr deficiente fisico  Franciscanos  Carmelitas  Jesuítas  capuchinos Clero Secular Clero Regular fundação de cidades Basílica e Convento de Nossa Senhora do Carmo. Construída em 1687 e possui traços barrocos. No altar dourado, a imagem da padroeira Nossa Senhora do Carmo, em tamanho natural, se destaca. O altar principal abriga valiosas coroas de ouro e pedras preciosas. Foi nesse
  • 31.
    • Catolicismo elemento central • Fusão Estado + Igreja = PADROADO • Deveres: • Direitos:  Cobrança de dízimo  Manutenção das Igrejas  Educação  Registros (nascimento/óbito) Estado Igreja  Garantir expansão do catolicismo  Construir igrejas  Remunerar os sacerdotes  Ensinar obediência à Deus  Nomear Bispos  Criar dioceses (regiões admn por bispos)  Recolher o dízimo Tribunal do Santo Ofício • Visitavam a Colônia (procura por hereges) • Buscavam registros de: • Julgamento em Lisboa • Séc. XVII (cogitada criação de um Tribunal português)  Bruxaria  Prostituição  Homossexualismo  Imoralidades  Judaísmo (marranos) Tortura como forma de purificação Ruínas da “Redução de São Miguel”
  • 32.
     Pe. Manoelda Nobrega  Expandir “verdadeira fé”  Considerada atividade perigosa  Ordem:  Carta Régia de 1570  inimizades com colonos - conversão com brandura e bons exemplos de comportamento - “adaptar” o catolicismo à cultura local - Elaborar gramática tupi (José de Anchieta -1556) Transforma-se em potência econômica  Emprestam casas  Arrendam terras controla comércio de “drogas do sertão” XVIII: Expulsos Companhia de Jesus “Evangelho nas Selvas (Padre Anchieta)”, Benedito Calixto (1893). Pinacoteca do Estado de São Paulo. “A virgem com o menino Jesus, São João e Sant´Anna – Francesco Brizzio (1574-1623)
  • 33.
    “Nóbrega e seuscompanheiros” – Manuel Joaquim Corte Real, RJ, 1843.
  • 34.
  • 35.
  • 36.
    • Açúcar Produtor/Produto • Introdução na Europa VIII d.C.  Invasões mouras • Cruzadas: • Portugal: Consumo Circulação entre África e Europa Introduzido na lista de especiarias Códigos Costumes hábitos XVI: “desejo de doçura” Iniciativa de d. Henrique 1ªs mudas da Sicília Ilha de Madeira Início XVI = maior produtor do Ocidente 177.000 arrobas açúcar branco 230.000 arrobas açúcar mascavo Açores – Cabo Verde – S. Tomé Lógica mercantilista Nova forma de colonização 1516: 1ª menção ao açúcar no Br. 1532: 1º engenho  Martim Afonso –S. Vicente Fim XVI: aprox. 12 engenhos na Baixada Santista Problemas:  Falta de mão de obra  Necessidade de grandes investimentos  Constantes invasões estrangeiras
  • 37.
    Séc. XVI: •$ Holandês (Flamengos) • Comércio de escravos • Vastas terras férteis  Investimentos  Transporte/comercialização  Conhecimentos específicos Nordeste  Solo  Clima  Proximidade da europa  Vasta rede hidrográfica Ano Quant. De engenhos 1550 4 engenhos 1570 30 engenhos Fim XVI 140 engenhos (350.000 arrobas produzidas) Economia com perfil globalizado Centros importadores: Amsterdam, Londres, Hamburgo, Gênova Pecuária  sertão/homens livres
  • 38.
    O Engenho Plantation • Grandeslatifúndios • Mão-de-obra escrava africana • monocultura Conhecimento agricultura Conhecimento metalurgia (ferro) Pacto Colonial (Mercantilismo) Gerou toda uma economia relacionada • Algodão • Mandioca • Pecuária extensiva (boi solto) • Drogas do sertão  Couro (exportação)  Charque (consumo interno)  Castanha do Pará  Guaraná  Baunilha Sem impostos
  • 41.
    Engenho com moinhohidráulico
  • 42.
  • 44.
    A casa depurgar - onde o açúcar era branqueado, separando-se o açúcar mascavo (escuro) do açúcar de melhor qualidade e depois posto para secar. Quando toda essa operação terminava, o produto era pesado e separado conforme a qualidade, e colocado em caixas de até 50 arrobas. Só então era exportado para a Europa https://metavideos.com/video/70712/this-is-a-sugarloaf-its-how-people-made-and-ate-sugar
  • 45.
    • Guerras Tribais •Muitos escravos O Escravismo • Diversidade/rivalidade étnica • Escassez hídrica • Comércio com portugueses (Escambo) Contexto: África Atlântica  Tabaco  Mandioca  cachaça Trafico Negreiro
  • 48.
    O território portuguêsNÃO SE TORNOU uma imensa lavoura de cana-de-açúcar!!
  • 49.
    Economia: • Recôncavo baiano: •Maranhão: • Rio de Janeiro • Região amazônica: • Foz do São Francisco • Rio Grande do Sul (XVII)  algodão (XVII)  Produtos alimentícios  tabaco  mandioca  Drogas do sertão (jesuítas)  Pecuária extensiva (boi solto)  Predomínio mão-de-obra escrava  Couro (exterior)  Carne seca (mercado interno)  Pecuária sulina  Charque  Formação de comitivas (tropeiros)
  • 50.
    • Práticas mercantilistas •Impostos alfandegários • Transações comerciais privilegiadas • Monopólio • Oligopsônio (monopólio das mercadorias coloniais) • Presença de contrabando O mecanismo exclusivo comercial (Transferência de riquezas ) Meta da coroa  Metalismo  Balança comercial favorável  Protecionismo  intervencionismo
  • 52.
    Sociedade: • Forte Hierarquia(polarização social) • Concentração de riqueza • Ideologia feudal (Maior complexidade) • Patriarcalismo (presente até hoje) • Mulheres • Presença de:  Educação para casamento  Serem obedientes ao homem (submissão)  Tarefas domésticas  Casamento aos 20 anos  Maioria analfabeta A lei amparava a autoridade do homem sobre a mulher Base no matrimônio  Subcategorias entre nobres Titulo não oficial; ligado ao “não fazer” (p.15)  Hierarquia clerical  Profissionais liberais  Comerciantes  artesãos Trabalho = indigno, inapropriado - Livres - Maioria mestiça - Discriminados (“não confiáveis”) - cristãos-novos
  • 53.
    Gravura de Debretem Aquarela, 1823, Senhora de algumas posses em sua casa, Brasil
  • 54.
    A cor dapele e a religião era uma forma de distinção social.p.16
  • 56.
    Jean-Baptist Debret, Vendedorasde Milho Verde, c.1825
  • 57.
    Jean-Baptiste Debret Debret preocupou-seem mostrar em sua obra uma visão que ultrapassa a do Brasil exótico. Ele retratou também os hábitos dos homens no Brasil, o que demonstra a sua preocupação em criar uma obra histórica, que registrasse as cenas do cotidiano da cidade e as atividades diárias exercidas por seus habitantes. As aquarelas do pintor deram origem, após o seu retorno à França, em 1831, ao livro Viagem Pitoresca e História do Brasil, que em três volumes uniu as imagens a textos explicativos também de sua autoria. A obra aborda também o cotidiano da sociedade do Rio de Janeiro durante a sua permanência na colônia portuguesa. Os textos descritivos da obra, acompanhados pelas imagens pintadas por Debret, contribuíram para que a obra não fosse considerada importante apenas pelo seu conteúdo artístico, mas também pelo histórico. Esta documentação revela também a forte relação emocional que Debret desenvolveu com o Brasil, adquirida ao longo dos anos em que viveu aqui. Na tela Calçadores (1824), Debret mostra o trabalho destes profissionais para calçarem as ruas do Rio de Janeiro. O aspecto “civilizatório” da colônia com a chegada da família real é abordado nesta tela e também se revela em Quitandeiras de Diversas Qualidades (1826) e Caçador de Escravos (c. 1825). http://www.dasartes.com/site/index.php?option=com_content&view=article&id=102&Itemid=24 6&limitstart=2
  • 58.
    • Desumanizado • Privadode posses e liberdade • Coatardos (ínfima parcela) O escravo:
  • 59.
  • 60.
  • 61.
    • Fragilidade políticaportuguesa (influência espanhola) • 1580-1640: Território da UNIÃO IBÉRICA • Fim séx. XVI: países baixos sob domínio espanhol  Fim da Dinastia Avis  D. Sebastião desaparecido em 1578 (Alcácer-Quibir)  Não deixa herdeiros (Tio assume – D. Henrique[cardeal])  D. Henrique morre, sem deixar herdeiros Portugal anexada por Felipe II (Dinastia Habsburgo – Espanha)  Portugal sem soberania  Visto como ampliação de lucros por burguesia portuguesa - trafico negreiro - Acesso à prata espanhola  Desenvolvimento econômico  Luta pela independência (vitória holandesa) Espanha declara embargo econômico à Flandres Contexto Externo:
  • 62.
    • Cisão daparceria entre Portugueses e holandeses • Invasões holandesas • Companhia das índias Ocidentais (WIC) • Reaver capitais investidos nos açúcar • América – África - Angola The West India House on the Herenmarkt inAmsterdam, headquarters of the WIC from 1623 to 1647
  • 63.
    1ª invasão: • 1624– Bahia • Guerrilhas portuguesas (Matias de Albuquerque) • Tropas portuguesas • 1625 – expulsão dos holandeses +
  • 64.
    Série Vultos Históricos,extração 0874 com tema Matias de Albuquerque.. Extraida em: 07/07/1971
  • 65.
    2ª invasão: • 1630– tomam Olinda (Pe) • Expansão holandesa pelo nordeste  Ceará  Paraíba  Rio Grande do Norte Apoio de colonos luso-brasileiros (Domingos Fernandes Calabar) Governo Holandês (1637-1644) • Maurício de Nassau  Relativa paz  Reativa economia açucareira (concede créditos)  Reforma urbana em Recife  Incentivo às artes (Frans Prost)  Liberdade religiosa DOMINGOS FERNANDES CALABAR (35 anos) Senhor de Engenho * Porto Calvo, AL (1600) + Porto Calvo, AL (1635)
  • 66.
    Batalha de Guararapes(1648-1649) •Decadência da produção açucareira (Antilhas) • Invasores limitados ao território de Recife • 1654: Recife sitiada • Henrique Dias (lidera escravos) • Felipe Camarão (lidera ameríndios) • Colonos luso-brasileiros • Tropas portuguesas + + + Expulsão oficial de holandeses