M
A
R
X
I
S
M
O
• Origem: Treves , na Alemanha.
• Doutorou-se em Filosofia.
• Foi redator de um jornal liberal em Colônia.
• 1842: obrigado a sair da Alemanha, foi para Paris, onde conheceu Friedrich Engels, seu
companheiro de ideias e publicações.
• 1845: Expulso da França, foi para Bruxelas onde participou da recém fundada Liga dos
Comunistas. Foi expulso da Bélgica.
KARL MARX (1818-1883 )
• 1848: escreveu, com Engels, "O Manifesto Comunista", obra fundadora do "marxismo",
enquanto movimento político e social a favor do proletariado.
com o malogro das revoluções de 1848, Marx mudou-se para Londres onde se
dedicou a um grandioso estudo crítico da economia política.
• Marx foi um dos fundadores da Associação Internacional dos Operários ou Primeira
Internacional.
• 1883: morre, após intensa vida política e intelectual.
Obras principais : A Ideologia Alemã, A Miséria da Filosofia, Contribuição à Crítica da
Economia Política, A Luta de Classes na França, O Capital.
Descreve o capitalismo através das suas três relações fundamentais:
• relação de troca
• relação salarial
• relação produtiva (relação básica e essência organizativa do capitalismo)
Crítica à tradição filosófica Ocidental que, para
ele, sempre esteve alienada das condições
históricas
II Revolução Industrial (1850 - 1950)
• das áreas industriais
• busca por matéria-prima
• busca por mercados consumidores
• AÇO
• ELETRICIDADE
• PETRÓLEO
• Intensificação do sistema financeiro
 Exposição Universal de 1900 - Paris
 Ferrovias
 arquitetura
 Exposição Internacional de Eletricidade - 1881
 Motor a explosão [Nikolaus Otto Rudolf Diesel]
 Taylorismo (“Time is Money)
 Fordismo (Linha de Montagem)
 Ferro
 carvão
 Neocolonialismo
Prof. Denis Gascó
Foco = aumento da capacidade
produtiva
Lower Fore Street, a contracted cobblestoned
street in Lambeth,
Lower Fore Street, a contracted cobblestoned street in
Lambeth, pictured in 1865
• Bancos (credores = financiadores)
• Bolsa de valores (especulação)
• Monopólios (um grande investidor atua em vários setores)
• Conglomerados industriais (futuras multinacionais) p.27
 Truste: eliminar concorrentes (prática de dumping)
 Holding: um controla as ações de várias indústrias
 Cartel: evitar concorrência “desgastante”
Prof. Denis Gascó
Capitalismo Financeiro
Patrimônio = ações (valor segundo situação da empresa)
- Concorrência desleal
- Dumping: forçar a quebra ou compra de empresas menores
- Diferentes nichos de mercado
- Tabelar preços
- Dividir mercado
Séc. XIX: espalha-se pela Europa e Ásia
1870´s: • Unificaçã da Alemanha e da Itália
• EUA [Guerra de Secessão (1861-64)]
• Japão (Revolução Meiji)
• Inglaterra (Era Vitoriana)
Bismarck
Guerra Franco-Prussiana
(Alsásia e Lorena = ferro)
Norte industria
Reino Sardo-Piemontês
Burguesia + governo
Sul Agrário
Aristocracia local
 industrialização
 Industrialização
 Reoganização política e administrativa (moldes ocidentais)
 Dinastia Hanover
 Medidas para tensão social
 Maior império existente
• Contexto explosivo  XIX: capitalismo industrial
• Inspiração:
• Opõe: burguesia proletariado
• Influência sobre várias área
 socialismo utópico
 Economia política
 Filosofia
X
- Adam Smith
- David Ricardo
“Pais das ciência econômica”
- Hegel Dialética  base para o MATERIALISMO HISTÓRICO
• Capitalista
• Proprietário dos
meios de produção
• Proletariado
• Força de trabalho
(único recurso)
estudo das ações destinadas à produção, distribuição e consumo de
bens que propiciam o desenvolvimento das sociedades
Luta de
Classes
- Charles Fourier: formar “falanstérios” (comunidades socialistas que valorizam as aptidões)
- Saint-Simon: melhores condições de trabalho + associação de produtores
- Robert Owen: melhores doncições + menores jornadas + aumento salarial
“a práxis humana”
Trabalho:
Humano: “SER DE NECESSIDADES”
• Capacidade de:
• Seu trabalho cria vinculo entre sujeito e objeto
 “projetar” sua realização
 Observar o objeto sensível
 Entender o funcionamento do objeto
 Ao mesmo tempo que transforma o objeto, o produto transforma o meio
social em que o homem se forma
• Elemento distintivo do homem
• Permite que transforme a natureza
• Estabelece necessariamente uma relação
entre homens
CONSCIÊNCIA
EXISTÊNCIA
SUPER ESTRUTURA
IDEOLÓGICA
POLÍTICA
ESTADO
JURÍDICA
DIREITO
FORÇA DE PRODUÇÃO + RELAÇÕES DE PRODUÇÃO
(MODO DE PRODUÇÃO)
INFRA ESTRUTURA ECONÔMICA
IDEOLÓGICA
CONCEPÇÃO MARXISTA DE SOCIEDADE
Materialismo Histórico e Dialético
• História = constante processo de transformação
• Não há nada fora da realidade concreta e material vivenciada pelo
homem
• O real segue um processo não-linear e constante de transformação
• Este processo é resultado da luta dos contrários e, uma vez saturada uma
etapa, dá-se, início uma nova etapa.
• Sucessão de diferentes modos de produção Constrói
Civilização
Limite = Determinismo Econômico
Escambo
direto
Revolução Comercial
(feudalismo  capitalismo
mercantil)
Revolução
Industrial
- Surgimento da economia
como ciência
- Modo de produção feudal
- Pensamento Econômico
- Venda do trabalho sob
análise
CAPITALISMO
[Modo de Produção]
Objetivo: • Estudar esse modo de produção
• Indicar seu momento de exaustão
resultaria
Nova Etapa
Comunismo e Socialismo
Exploração
econômica
do
proletariado
REVOLUÇÃO
Tensão
explosiva
“O modo de produção da vida material CONDICIONA o processo da
vida social, política e espiritual em geral”
“Não é a consciência do homem que DETERMINA a sua existência,
mas ao contrário, é a sua existência que determina a sua
consciência”
“Ao mudar a base econômica revoluciona-se, mais ou menos, toda
a imensa superestrutura erigida sobre ela”
“A explicação das formas jurídicas, políticas, espirituais e de
consciência, encontra-se na base econômica e material da
sociedade, no modo como os homens estão organizados no
processo produtivo”
Prefácio à Contribuição à Crítica da Economia Política
Determinismo Econômico
(materiais)
O trabalho do homem, o trabalho do animal a serviço
do homem, a natureza, os instrumentos de produção.
Toda capacidade humana de produzir.
(sociais)
São os modos específicos de organização do trabalho e
da propriedade, devido a divisão do trabalho.
Modo de Produção Cada época histórica possui um conjunto de forças
produtivas a que correspondem determinadas
relações de produção.
Forças de Produção
Relações de Produção
Produtividade:
Resultado concreto do trabalho humano que transforma a natureza
através dos meios de produção
Capacidade de aumentar a produção em um menor espaço de
tempo por meio de:
Produção:
Forma como o ser humano se relaciona com o meio natural e
o transforma de acordo com seus interesses
Meio de Produção
Posse: Coletiva Privada=Ex.: genos
tribos
Ex.: latifúndios
Escravidão (p.15)
Lucro: resultado da exploração da mão de obra, agregado ao produto final
• Introdução de novas técnicas
• Criação de novos instrumentos
• Divisão de etapas da produção
MODO DE PRODUÇÃO
A determinadas forças de produção correspondem determinadas
relações de produção que se expressam em relações jurídicas e
que constituem um modo de produção.
Forças de produção: são dinâmicas porque são dialéticas
Relações de produção: não acompanham o ritmo de seu desenvolvimento
As forças de produção se chocam com as relações de produção existentes e se
transformam em obstáculos para o desenvolvimento das forças produtivas.
FORÇAS DE PRODUÇÃO
(FP)
RELAÇÕES DE
PRODUÇÃO (RP)
Possibilita
época de revolução social
Ex.: Inglaterra Liberal (XIX) =Exemplos de Modo
de produção (existem diversas formas de modo de produção)
Ex.: Brasil imperial
Podem coexistir.
A análise do Capitalismo
Produtividade
• Introdução de novas técnicas
• Criação de novos instrumentos
• Divisão de etapas da produção
possibilitou
resultou
Séc. XVIII: NOVAS MÁQUINAS (vapor)
• Aumento da produção
• Formação de
• Agravamento dos problemas sociais
Exército industrial de reserva
Capitalismo
gerou
Esta organização favoreceu a ALIENAÇÃO DO TRABALHO
• Operário desvinculado do produto final
• expropriação da mais-valia
• Facilita controle sobre os operários
Capitalismo e Capital
• “modo de produção em que o capital, sob suas diferentes
formas, é o principal meio de produção”
• Bem possuído por indivíduo (patrimônio)
• Visão de empresários: qualquer tipo de bem que possa se
tornar fonte de renda E.:
 Dinheiro
 Ações na bolsa
 Meio físico de produção (ex. terras)
Capitalismo :
 Casa
 Conhecimento especializado
conclusão
• Capital existe em toda e qualquer
• Objetos inanimados podem ser produtivos e gerar renda
por si próprios
 Sociedade
 Tempo
 lugar
Capital :
• Capital é uma RELAÇÃO SOCIAL que toma a forma de coisa (p.21-amarelo +quadrado)
 Apropriados por classe social dominante
(burguesia)
 Empregados com finalidade de gerar renda
Perspectiva marxista: (p.21-2ªcol)
Meio de Produção
São
transformados CAPITAL (definição do Houaiss –[p.21])
• Burguesia
• Proletariado
 Classe dominante
 Detentora do meio de produção
 Classe dominada
 Trabalho assalariado
Formam Infraestrutura
Base da
Superestrutura Estado Nacional
(p.21 quadrado)
1. O duplo valor dos bens materiais
2. A determinação do valor de troca
3. Os processos históricos de troca
4. A força de trabalho como mercadoria
5. O processo da mais valia
6. O fetichismo da mercadoria
• Valor de uso
• Valor de troca
ANÁLISE DA MERCADORIA
1. O duplo valor dos bens materiais
homem
necessidades
satisfação
produção de bens
materiais
valor dos bens
• Valor de uso
• Valor de troca
- Interesse pessoal
- Não considerado para análise econômica
- Pode valer mais para um que para outro
- Quando o bem não tem valor de uso
para seu produtor e este o coloca no
mercado para troca
É
transformado
em
MERCADORIA
Toda mercadoria é
essencialmente valor de troca,
mas tem embutido nela um
valor de uso
2. A determinação do valor de troca
02 horas 04 horas02 horas
equivalência
tempo de trabalho necessário para a sua produção
Têm em
comum
Tempo socialmente necessário
medida de valor
Trabalho da sociedade: ao trocar as mercadorias, há uma comparação
de trabalho humano. Logo toda mercadoria expressa relações sociais
O que é comum a todas as mercadorias não é trabalho concreto de um ramo de
produção determinado, não é o trabalho de um gênero particular, mas o trabalho
humano abstrato, o trabalho humano geral.
• Extração de metais
• Desenvolvimento de projetos
• Fabricação de peças
• Montagem final
Tempo gasto
Tempo socialmente necessário
3. Os processos históricos de troca
• Processo Pré-Capitalista
• Processo Capitalista
 Processo de circulação simples (troca direta)
 Processo de circulação complexa (troca indireta)
Não tem
objetivo de
LUCRO
M M
M D (equivalente geral) M
D M D+ M D++ M D+++ ...
O processo pré-capitalista começa com M a mercadoria é produto do trabalho
O processo capitalista começa com D o dinheiro é necessariamente produto do
trabalho ?
“Se o dinheiro .... vem ao mundo com uma mancha congênita de
sangue numa das faces, o capital vem pingando da cabeça aos pés, de
todos os poros, sangue e lama” (Marx, O Capital, vol 1)
Comércio = troca de mercadoria, conquista, pirataria, saque, exploração, suborno, fraude ...
De onde veio o dinheiro para o início do capitalismo?
Questão Básica, para Marx
conclui
D
máquina
matéria prima
força de trabalho
(Capital constante)
(Capital variável)
M
D ++
capitalismo
No capitalismo a força de trabalho tornou-se uma mercadoria. Antes, o trabalhador
era dono de sua força de trabalho: camponeses e artesãos
• Camponeses = expulsos do campo
• Artesãos = destituídos de suas ferramentas
4. A força de trabalho como mercadoria
• Enquanto cresce, estuda e trabalha, o homem consome uma certa quantidade
de mercadorias, que pode ser medida em tempo de trabalho.
• MEDINDO ESTE VALOR, ESTAREMOS MEDINDO, INDIRETAMENTE, O VALOR DA
FORÇA DE TRABALHO
O VALOR DA FORÇA DE TRABALHO É IGUAL AO VALOR DOS MEIOS DE
SUBSISTÊNCIA, PRINCIPALMENTE GÊNEROS DE PRIMEIRA NECESSIDADE,
INDISPENSÁVEIS À REPRODUÇÃO DA CLASSE OPERÁRIA
• Esse valor é pago no salário, que deve dar apenas para o estritamente
necessário ao futuro trabalhador.
portanto
• Trabalhadores
+
• Meios de produção
- Propriedade do patrão
Mercadorias
- Vendidas  LUCRO
• Pagar funcionário
• Comprar matéria-prima [p.22]
Resulta
É esse o circulo vicioso do capitalismo, em que o assalariado vende a
sua força de trabalho para sobreviver e o capitalista lhe compra a força
de trabalho para enriquecer.
• A razão do circulo vicioso esta no processo de MAIS VALIA
Resumindo:
5. O processo da mais valia
Primeiro Modo Hipótese: 08 horas
Tempo Necessário:
o tempo de trabalho necessário para produzir mercadorias cujo valor é
igual ao valor da força de trabalho
Tempo Excedente:
o tempo de trabalho que excede, que vale mais que a força de trabalho: mais
valia. O trabalhador, embora tenha feito juridicamente um contrato de
trabalho de 08 horas, trabalha 04 horas de graça
Mais Valia Absoluta: Se o capitalista exigir aumento das horas, ainda que
pague mais, estará aumentando a mais valia.
Mais Valia Relativa: Se o capitalista investir em novas tecnologias
diminuirá o tempo necessário estará aumentando a mais valia
Segundo Modo: Produção de um par de sapatos
100 unid de
moeda
Matéria Prima =
Desgaste
Instrumentos
Salário Diário
Como o
capitalista
obtém o
lucro?
20 unid de
moeda
30 unid de
moeda
O valor de um par de sapatos é a soma de
todos os valores representados pelas diversas
mercadorias que entraram na produção
=
=
• Não é no âmbito da compra e venda
• É no âmbito da produção
09 horas de trabalho
01 par a cada 03 horas
resultado
Nessas 03h o trabalhador cria uma quantidade de valor
correspondente ao seu salário
Nas outras 06h produz mais mercadorias que geram um
valor maior do que lhe foi pago na forma de salário
SAMBA DA MAIS-VALIA
Síntese de muitas determinações
A realidade social é feita de contradições
Mas a árvore não pode esconder o arvoredo
Vem um grande analista e revela o segredo
Da acumulação de capital
É mais valia pra cá
É mais valia pra lá
Capitalismo é selvagem e global
É mais valia pra cá
É mais valia pra lá
Tempo roubado do trabalho social
Mercadoria é alienação
Trabalho e salário, a danação
A grana diz: trabalho sozinha
A fórmula é d –m - d’
Síntese de muitas determinações
a realidade brasileira é feita de contradições
Mas o grande analista indicou o caminho
Ninguém pode vencer esta luta sozinho
É luta de classe e exploração
Tem a novela, meu bem,
E tem a Xuxa também
Pro demitido tem no Jornal Nacional
Tem desemprego, meu bem,
E tem a dengue também
Desigualdade e tortura federal
No Brasil tudo foi ti-ti-ti
Todo mundo pensando do Gianotti à Chauí
Mas agora é hora de transformação
O Carnaval traz nossa revolução
Síntese de muitas determinações
A realidade social é feita de contradições
Mas a árvore não pode esconder o arvoredo
Vem o grande analista e revela o segredo
Da acumulação de capital
O Manifesto falou,
O comunista escutou
Tem que seguir o movimento popular
O grande mestre mostrou
A grande escola ensinou
De ver o samba no pé se revoltar
Lá no Rio, os herdeiros da filosofia
Descobriram o pandeiro e a cuíca vazia
Mas agora é hora de transformação
O Carnaval traz nossa revolução
http://www.youtube.com/watch?v=l5Il0h5scIY
6. O fetichismo da mercadoria
FETICHISMO:
FETICHE:
Adoração ou culto de fetiches
Objeto animado ou inanimado, feito pelo homem ou produzido pela
natureza, ao qual o homem da o caráter de sagrado e presta culto
MARX
A aplicação do processo do
fetichismo ao comportamento
social: a mercadoria e o dinheiro
são fetiches
(1818 – 1883)
A aplicação do processo de
fetichismo ao comportamento
individual: fetiches sexuais
(1856 – 1939)
FREUD
=
As coisas-mercadorias começam a se relacionar umas com as outras como se fossem sujeitos sociais, dotados de vida própria:
01 apartamento estilo “mediterrâneo” = um modo de viver
01 cigarro marca X = um estilo de vida
01 calça jeans griffe X = um vida jovem
• As coisas-mercadorias aparecem como sujeitos sociais, dotados de vida própria
e os homens-mercadorias aparecem como coisas
• A mercadoria é um fetiche no sentido religioso da palavra: uma coisa que existe
por si e em si
• A mercadoria, como fetiche, tem poder sobre seus crentes
possibilita
Os homens são transformados em coisas e as coisas são transformadas
em “gente”
ALIENAÇÃO alienum = alheio - outro
Alienar um imóvel
ALIENAÇÃO ECONÔMICA
• Os trabalhadores são expropriados dos seus meios de produção da vida
material e do saber do qual dependia a fabricação de um produto e a própria
posição social do artesão
Vender = separar o proprietário da propriedade
CAPITALISMO
• O capitalismo reduziu o trabalhador à execução de tarefas simplificadas,
parciais e repetitivas na linha de produção da fábrica
• O trabalhador só aprende que deve trabalhar para receber o salário e viver,
pois esta é a percepção que tem da realidade na vida cotidiana
O trabalho é percebido pelo trabalhador como algo fora de si, que pertence a
outros. Daí adquire uma consciência falsa do mundo em que vive: IDEOLOGIA
IDEOLOGIA
• É aquele sistema ordenado de ideias e concepções, de normas e de regras
(com base no qual as leis jurídicas são feitas) que obriga os homens a
comportarem-se segundo a vontade do “sistema”, como se estivessem se
comportando segundo sua própria vontade
• A ideologia dominante numa dada época histórica é a ideologia da classe
dominante nessa época.
• Ao contrário de outras épocas históricas (escravidão e servidão), no
capitalismo o trabalhador acha que é justo que ele seja separado do produto
de seu trabalho, mediante o pagamento de seu salário.
• Para Marx, o salário não remunera todo o trabalho, pois uma parte é
apropriada pelo capitalista e se transforma em lucro.
• O trabalhador não percebe isso por causa da ideologia que é uma concepção
de mundo gerada pela classe dominante e assumida pela classe dominada
como se fosse sua.
Reflexão marxista:
• O trabalho é uma mercadoria ;
• O trabalho é alienado;
• O trabalho extremamente dividido abole seu caráter humano;
• O homem é coisificado, transformando-se em uma extensão da
máquina (reificação);
• A mercadoria torna-se divina, pois é o objeto inatingível do
desejo do trabalhador (fetichização);
• O exército de mão de obra de reserva garante o poder de coerção
do capitalista ;
Foto: Hemdenfabrik. Aus: Zischka 1944: 325
http://portal.mte.gov.br/data/files/8A7C816A3E7A205F013F8C68E51043E9/CADASTRO%20DE%20EMPREGADORES%20ATUALIZA%C3%87%C3%83O%202013-06-28.pdf
https://www.youtube.com/watch?v=mUvLl2iaFO8
O Dinheiro Como Dívida - Money as debt
https://www.youtube.com/watch?v=YbpmWeymWWw
Surplus

O Marxismo

  • 1.
  • 2.
    • Origem: Treves, na Alemanha. • Doutorou-se em Filosofia. • Foi redator de um jornal liberal em Colônia. • 1842: obrigado a sair da Alemanha, foi para Paris, onde conheceu Friedrich Engels, seu companheiro de ideias e publicações. • 1845: Expulso da França, foi para Bruxelas onde participou da recém fundada Liga dos Comunistas. Foi expulso da Bélgica. KARL MARX (1818-1883 ) • 1848: escreveu, com Engels, "O Manifesto Comunista", obra fundadora do "marxismo", enquanto movimento político e social a favor do proletariado. com o malogro das revoluções de 1848, Marx mudou-se para Londres onde se dedicou a um grandioso estudo crítico da economia política. • Marx foi um dos fundadores da Associação Internacional dos Operários ou Primeira Internacional. • 1883: morre, após intensa vida política e intelectual. Obras principais : A Ideologia Alemã, A Miséria da Filosofia, Contribuição à Crítica da Economia Política, A Luta de Classes na França, O Capital. Descreve o capitalismo através das suas três relações fundamentais: • relação de troca • relação salarial • relação produtiva (relação básica e essência organizativa do capitalismo) Crítica à tradição filosófica Ocidental que, para ele, sempre esteve alienada das condições históricas
  • 3.
  • 4.
    • das áreasindustriais • busca por matéria-prima • busca por mercados consumidores • AÇO • ELETRICIDADE • PETRÓLEO • Intensificação do sistema financeiro  Exposição Universal de 1900 - Paris  Ferrovias  arquitetura  Exposição Internacional de Eletricidade - 1881  Motor a explosão [Nikolaus Otto Rudolf Diesel]  Taylorismo (“Time is Money)  Fordismo (Linha de Montagem)  Ferro  carvão  Neocolonialismo Prof. Denis Gascó Foco = aumento da capacidade produtiva Lower Fore Street, a contracted cobblestoned street in Lambeth, Lower Fore Street, a contracted cobblestoned street in Lambeth, pictured in 1865
  • 5.
    • Bancos (credores= financiadores) • Bolsa de valores (especulação) • Monopólios (um grande investidor atua em vários setores) • Conglomerados industriais (futuras multinacionais) p.27  Truste: eliminar concorrentes (prática de dumping)  Holding: um controla as ações de várias indústrias  Cartel: evitar concorrência “desgastante” Prof. Denis Gascó Capitalismo Financeiro Patrimônio = ações (valor segundo situação da empresa) - Concorrência desleal - Dumping: forçar a quebra ou compra de empresas menores - Diferentes nichos de mercado - Tabelar preços - Dividir mercado
  • 6.
    Séc. XIX: espalha-sepela Europa e Ásia 1870´s: • Unificaçã da Alemanha e da Itália • EUA [Guerra de Secessão (1861-64)] • Japão (Revolução Meiji) • Inglaterra (Era Vitoriana) Bismarck Guerra Franco-Prussiana (Alsásia e Lorena = ferro) Norte industria Reino Sardo-Piemontês Burguesia + governo Sul Agrário Aristocracia local  industrialização  Industrialização  Reoganização política e administrativa (moldes ocidentais)  Dinastia Hanover  Medidas para tensão social  Maior império existente
  • 7.
    • Contexto explosivo XIX: capitalismo industrial • Inspiração: • Opõe: burguesia proletariado • Influência sobre várias área  socialismo utópico  Economia política  Filosofia X - Adam Smith - David Ricardo “Pais das ciência econômica” - Hegel Dialética  base para o MATERIALISMO HISTÓRICO • Capitalista • Proprietário dos meios de produção • Proletariado • Força de trabalho (único recurso) estudo das ações destinadas à produção, distribuição e consumo de bens que propiciam o desenvolvimento das sociedades Luta de Classes - Charles Fourier: formar “falanstérios” (comunidades socialistas que valorizam as aptidões) - Saint-Simon: melhores condições de trabalho + associação de produtores - Robert Owen: melhores doncições + menores jornadas + aumento salarial
  • 8.
    “a práxis humana” Trabalho: Humano:“SER DE NECESSIDADES” • Capacidade de: • Seu trabalho cria vinculo entre sujeito e objeto  “projetar” sua realização  Observar o objeto sensível  Entender o funcionamento do objeto  Ao mesmo tempo que transforma o objeto, o produto transforma o meio social em que o homem se forma • Elemento distintivo do homem • Permite que transforme a natureza • Estabelece necessariamente uma relação entre homens
  • 9.
    CONSCIÊNCIA EXISTÊNCIA SUPER ESTRUTURA IDEOLÓGICA POLÍTICA ESTADO JURÍDICA DIREITO FORÇA DEPRODUÇÃO + RELAÇÕES DE PRODUÇÃO (MODO DE PRODUÇÃO) INFRA ESTRUTURA ECONÔMICA IDEOLÓGICA CONCEPÇÃO MARXISTA DE SOCIEDADE
  • 10.
    Materialismo Histórico eDialético • História = constante processo de transformação • Não há nada fora da realidade concreta e material vivenciada pelo homem • O real segue um processo não-linear e constante de transformação • Este processo é resultado da luta dos contrários e, uma vez saturada uma etapa, dá-se, início uma nova etapa. • Sucessão de diferentes modos de produção Constrói Civilização Limite = Determinismo Econômico
  • 11.
    Escambo direto Revolução Comercial (feudalismo capitalismo mercantil) Revolução Industrial - Surgimento da economia como ciência - Modo de produção feudal - Pensamento Econômico - Venda do trabalho sob análise CAPITALISMO [Modo de Produção] Objetivo: • Estudar esse modo de produção • Indicar seu momento de exaustão resultaria Nova Etapa Comunismo e Socialismo Exploração econômica do proletariado REVOLUÇÃO Tensão explosiva
  • 12.
    “O modo deprodução da vida material CONDICIONA o processo da vida social, política e espiritual em geral” “Não é a consciência do homem que DETERMINA a sua existência, mas ao contrário, é a sua existência que determina a sua consciência” “Ao mudar a base econômica revoluciona-se, mais ou menos, toda a imensa superestrutura erigida sobre ela” “A explicação das formas jurídicas, políticas, espirituais e de consciência, encontra-se na base econômica e material da sociedade, no modo como os homens estão organizados no processo produtivo” Prefácio à Contribuição à Crítica da Economia Política Determinismo Econômico
  • 13.
    (materiais) O trabalho dohomem, o trabalho do animal a serviço do homem, a natureza, os instrumentos de produção. Toda capacidade humana de produzir. (sociais) São os modos específicos de organização do trabalho e da propriedade, devido a divisão do trabalho. Modo de Produção Cada época histórica possui um conjunto de forças produtivas a que correspondem determinadas relações de produção. Forças de Produção Relações de Produção Produtividade: Resultado concreto do trabalho humano que transforma a natureza através dos meios de produção Capacidade de aumentar a produção em um menor espaço de tempo por meio de: Produção: Forma como o ser humano se relaciona com o meio natural e o transforma de acordo com seus interesses Meio de Produção Posse: Coletiva Privada=Ex.: genos tribos Ex.: latifúndios Escravidão (p.15) Lucro: resultado da exploração da mão de obra, agregado ao produto final • Introdução de novas técnicas • Criação de novos instrumentos • Divisão de etapas da produção
  • 14.
    MODO DE PRODUÇÃO Adeterminadas forças de produção correspondem determinadas relações de produção que se expressam em relações jurídicas e que constituem um modo de produção. Forças de produção: são dinâmicas porque são dialéticas Relações de produção: não acompanham o ritmo de seu desenvolvimento As forças de produção se chocam com as relações de produção existentes e se transformam em obstáculos para o desenvolvimento das forças produtivas. FORÇAS DE PRODUÇÃO (FP) RELAÇÕES DE PRODUÇÃO (RP) Possibilita época de revolução social
  • 15.
    Ex.: Inglaterra Liberal(XIX) =Exemplos de Modo de produção (existem diversas formas de modo de produção) Ex.: Brasil imperial Podem coexistir.
  • 16.
    A análise doCapitalismo
  • 17.
    Produtividade • Introdução denovas técnicas • Criação de novos instrumentos • Divisão de etapas da produção possibilitou resultou Séc. XVIII: NOVAS MÁQUINAS (vapor) • Aumento da produção • Formação de • Agravamento dos problemas sociais Exército industrial de reserva Capitalismo gerou
  • 18.
    Esta organização favoreceua ALIENAÇÃO DO TRABALHO • Operário desvinculado do produto final • expropriação da mais-valia • Facilita controle sobre os operários
  • 19.
  • 20.
    • “modo deprodução em que o capital, sob suas diferentes formas, é o principal meio de produção” • Bem possuído por indivíduo (patrimônio) • Visão de empresários: qualquer tipo de bem que possa se tornar fonte de renda E.:  Dinheiro  Ações na bolsa  Meio físico de produção (ex. terras) Capitalismo :  Casa  Conhecimento especializado conclusão • Capital existe em toda e qualquer • Objetos inanimados podem ser produtivos e gerar renda por si próprios  Sociedade  Tempo  lugar Capital :
  • 21.
    • Capital éuma RELAÇÃO SOCIAL que toma a forma de coisa (p.21-amarelo +quadrado)  Apropriados por classe social dominante (burguesia)  Empregados com finalidade de gerar renda Perspectiva marxista: (p.21-2ªcol) Meio de Produção São transformados CAPITAL (definição do Houaiss –[p.21]) • Burguesia • Proletariado  Classe dominante  Detentora do meio de produção  Classe dominada  Trabalho assalariado Formam Infraestrutura Base da Superestrutura Estado Nacional (p.21 quadrado)
  • 22.
    1. O duplovalor dos bens materiais 2. A determinação do valor de troca 3. Os processos históricos de troca 4. A força de trabalho como mercadoria 5. O processo da mais valia 6. O fetichismo da mercadoria • Valor de uso • Valor de troca ANÁLISE DA MERCADORIA
  • 23.
    1. O duplovalor dos bens materiais homem necessidades satisfação produção de bens materiais valor dos bens • Valor de uso • Valor de troca - Interesse pessoal - Não considerado para análise econômica - Pode valer mais para um que para outro - Quando o bem não tem valor de uso para seu produtor e este o coloca no mercado para troca É transformado em MERCADORIA Toda mercadoria é essencialmente valor de troca, mas tem embutido nela um valor de uso
  • 24.
    2. A determinaçãodo valor de troca 02 horas 04 horas02 horas equivalência tempo de trabalho necessário para a sua produção Têm em comum Tempo socialmente necessário medida de valor
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    Trabalho da sociedade:ao trocar as mercadorias, há uma comparação de trabalho humano. Logo toda mercadoria expressa relações sociais
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    O que écomum a todas as mercadorias não é trabalho concreto de um ramo de produção determinado, não é o trabalho de um gênero particular, mas o trabalho humano abstrato, o trabalho humano geral.
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    • Extração demetais • Desenvolvimento de projetos • Fabricação de peças • Montagem final Tempo gasto Tempo socialmente necessário
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    3. Os processoshistóricos de troca • Processo Pré-Capitalista • Processo Capitalista  Processo de circulação simples (troca direta)  Processo de circulação complexa (troca indireta) Não tem objetivo de LUCRO M M M D (equivalente geral) M D M D+ M D++ M D+++ ... O processo pré-capitalista começa com M a mercadoria é produto do trabalho O processo capitalista começa com D o dinheiro é necessariamente produto do trabalho ?
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    “Se o dinheiro.... vem ao mundo com uma mancha congênita de sangue numa das faces, o capital vem pingando da cabeça aos pés, de todos os poros, sangue e lama” (Marx, O Capital, vol 1) Comércio = troca de mercadoria, conquista, pirataria, saque, exploração, suborno, fraude ... De onde veio o dinheiro para o início do capitalismo? Questão Básica, para Marx conclui
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    D máquina matéria prima força detrabalho (Capital constante) (Capital variável) M D ++ capitalismo No capitalismo a força de trabalho tornou-se uma mercadoria. Antes, o trabalhador era dono de sua força de trabalho: camponeses e artesãos • Camponeses = expulsos do campo • Artesãos = destituídos de suas ferramentas
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    4. A forçade trabalho como mercadoria • Enquanto cresce, estuda e trabalha, o homem consome uma certa quantidade de mercadorias, que pode ser medida em tempo de trabalho. • MEDINDO ESTE VALOR, ESTAREMOS MEDINDO, INDIRETAMENTE, O VALOR DA FORÇA DE TRABALHO O VALOR DA FORÇA DE TRABALHO É IGUAL AO VALOR DOS MEIOS DE SUBSISTÊNCIA, PRINCIPALMENTE GÊNEROS DE PRIMEIRA NECESSIDADE, INDISPENSÁVEIS À REPRODUÇÃO DA CLASSE OPERÁRIA • Esse valor é pago no salário, que deve dar apenas para o estritamente necessário ao futuro trabalhador. portanto
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    • Trabalhadores + • Meiosde produção - Propriedade do patrão Mercadorias - Vendidas  LUCRO • Pagar funcionário • Comprar matéria-prima [p.22] Resulta É esse o circulo vicioso do capitalismo, em que o assalariado vende a sua força de trabalho para sobreviver e o capitalista lhe compra a força de trabalho para enriquecer. • A razão do circulo vicioso esta no processo de MAIS VALIA Resumindo:
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    5. O processoda mais valia Primeiro Modo Hipótese: 08 horas Tempo Necessário: o tempo de trabalho necessário para produzir mercadorias cujo valor é igual ao valor da força de trabalho Tempo Excedente: o tempo de trabalho que excede, que vale mais que a força de trabalho: mais valia. O trabalhador, embora tenha feito juridicamente um contrato de trabalho de 08 horas, trabalha 04 horas de graça Mais Valia Absoluta: Se o capitalista exigir aumento das horas, ainda que pague mais, estará aumentando a mais valia. Mais Valia Relativa: Se o capitalista investir em novas tecnologias diminuirá o tempo necessário estará aumentando a mais valia
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    Segundo Modo: Produçãode um par de sapatos 100 unid de moeda Matéria Prima = Desgaste Instrumentos Salário Diário Como o capitalista obtém o lucro? 20 unid de moeda 30 unid de moeda O valor de um par de sapatos é a soma de todos os valores representados pelas diversas mercadorias que entraram na produção = = • Não é no âmbito da compra e venda • É no âmbito da produção 09 horas de trabalho 01 par a cada 03 horas resultado Nessas 03h o trabalhador cria uma quantidade de valor correspondente ao seu salário Nas outras 06h produz mais mercadorias que geram um valor maior do que lhe foi pago na forma de salário
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    SAMBA DA MAIS-VALIA Síntesede muitas determinações A realidade social é feita de contradições Mas a árvore não pode esconder o arvoredo Vem um grande analista e revela o segredo Da acumulação de capital É mais valia pra cá É mais valia pra lá Capitalismo é selvagem e global É mais valia pra cá É mais valia pra lá Tempo roubado do trabalho social Mercadoria é alienação Trabalho e salário, a danação A grana diz: trabalho sozinha A fórmula é d –m - d’ Síntese de muitas determinações a realidade brasileira é feita de contradições Mas o grande analista indicou o caminho Ninguém pode vencer esta luta sozinho É luta de classe e exploração Tem a novela, meu bem, E tem a Xuxa também Pro demitido tem no Jornal Nacional Tem desemprego, meu bem, E tem a dengue também Desigualdade e tortura federal No Brasil tudo foi ti-ti-ti Todo mundo pensando do Gianotti à Chauí Mas agora é hora de transformação O Carnaval traz nossa revolução Síntese de muitas determinações A realidade social é feita de contradições Mas a árvore não pode esconder o arvoredo Vem o grande analista e revela o segredo Da acumulação de capital O Manifesto falou, O comunista escutou Tem que seguir o movimento popular O grande mestre mostrou A grande escola ensinou De ver o samba no pé se revoltar Lá no Rio, os herdeiros da filosofia Descobriram o pandeiro e a cuíca vazia Mas agora é hora de transformação O Carnaval traz nossa revolução http://www.youtube.com/watch?v=l5Il0h5scIY
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    6. O fetichismoda mercadoria FETICHISMO: FETICHE: Adoração ou culto de fetiches Objeto animado ou inanimado, feito pelo homem ou produzido pela natureza, ao qual o homem da o caráter de sagrado e presta culto MARX A aplicação do processo do fetichismo ao comportamento social: a mercadoria e o dinheiro são fetiches (1818 – 1883) A aplicação do processo de fetichismo ao comportamento individual: fetiches sexuais (1856 – 1939) FREUD = As coisas-mercadorias começam a se relacionar umas com as outras como se fossem sujeitos sociais, dotados de vida própria: 01 apartamento estilo “mediterrâneo” = um modo de viver 01 cigarro marca X = um estilo de vida 01 calça jeans griffe X = um vida jovem
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    • As coisas-mercadoriasaparecem como sujeitos sociais, dotados de vida própria e os homens-mercadorias aparecem como coisas • A mercadoria é um fetiche no sentido religioso da palavra: uma coisa que existe por si e em si • A mercadoria, como fetiche, tem poder sobre seus crentes possibilita Os homens são transformados em coisas e as coisas são transformadas em “gente”
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    ALIENAÇÃO alienum =alheio - outro Alienar um imóvel ALIENAÇÃO ECONÔMICA • Os trabalhadores são expropriados dos seus meios de produção da vida material e do saber do qual dependia a fabricação de um produto e a própria posição social do artesão Vender = separar o proprietário da propriedade CAPITALISMO • O capitalismo reduziu o trabalhador à execução de tarefas simplificadas, parciais e repetitivas na linha de produção da fábrica • O trabalhador só aprende que deve trabalhar para receber o salário e viver, pois esta é a percepção que tem da realidade na vida cotidiana O trabalho é percebido pelo trabalhador como algo fora de si, que pertence a outros. Daí adquire uma consciência falsa do mundo em que vive: IDEOLOGIA
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    IDEOLOGIA • É aquelesistema ordenado de ideias e concepções, de normas e de regras (com base no qual as leis jurídicas são feitas) que obriga os homens a comportarem-se segundo a vontade do “sistema”, como se estivessem se comportando segundo sua própria vontade • A ideologia dominante numa dada época histórica é a ideologia da classe dominante nessa época. • Ao contrário de outras épocas históricas (escravidão e servidão), no capitalismo o trabalhador acha que é justo que ele seja separado do produto de seu trabalho, mediante o pagamento de seu salário. • Para Marx, o salário não remunera todo o trabalho, pois uma parte é apropriada pelo capitalista e se transforma em lucro. • O trabalhador não percebe isso por causa da ideologia que é uma concepção de mundo gerada pela classe dominante e assumida pela classe dominada como se fosse sua.
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    Reflexão marxista: • Otrabalho é uma mercadoria ; • O trabalho é alienado; • O trabalho extremamente dividido abole seu caráter humano; • O homem é coisificado, transformando-se em uma extensão da máquina (reificação); • A mercadoria torna-se divina, pois é o objeto inatingível do desejo do trabalhador (fetichização); • O exército de mão de obra de reserva garante o poder de coerção do capitalista ;
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    Foto: Hemdenfabrik. Aus:Zischka 1944: 325
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    https://www.youtube.com/watch?v=mUvLl2iaFO8 O Dinheiro ComoDívida - Money as debt https://www.youtube.com/watch?v=YbpmWeymWWw Surplus