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Transtorno de
Personalidade
Borderline
ou
Transtorno de
Personalidade
Limítrofe
Enf. Élio Pires
Definição
• Condição mental grave e complexa cujos
sintomas instáveis podem invadir o
indivíduo de modo súbito, caótico,
avassalador e desenfreado;
• Compreende um padrão de instabilidade
das relações interpessoais, da
autoimagem, dos afetos e de
impulsividade acentuada.
Dados estatísticos
• Acomete cerca de 2% e 3 % da população, em
um nível considerável de relacionamentos
conflituosos, medo do abandono, dificuldade no
controle de suas emoções e afetos, tentativas
de suicídio.
•Os pacientes necessitam frequentemente de
extensos serviços de saúde e são responsáveis
por 20% das hospitalizações.
• De 8% a 10% das pessoas que sofrem com
esse distúrbio cometem suicídio.
História da Doença
História da doença
Ano Pesquisador Denominação
1801 Philippe Pinel Mania sem delírio
1835 James C. Prichard Insanidade Moral
1863 Karl L. Kahlbaum Hebefrenia
1884 – 1890 Karl L. Kahlbaum Adolescentes
hebóides
1911 Eugene Bleuler Esquizofrenia
latente
1921 Ernest Kretschmer Temperamentos
esquizóides e
ciclóides
História da doença
Ano Pesquisador Denominação
1925 Wilhelm Reich Caráter impulsivo
1938 Adolph Stern Neuroses borderline
1940 Fairbairn Mecanismos esquizóides
1941 Zillborg Esquizofrenia ambulatorial
1942 H. Deutsch Personalides “como se”
1949 Hoch e Polatin Esquizofrenia
pseudoneurótica
Ano Pesquisador Denominação
1953 Robert Knight Estados borderline
1976 CID – 9 Esquizofrenia latente ou
borderline
1980 DSM – III Transtorno de
personalidade borderline
1992 CID – 10 Transtorno de
personalidade
emocionalmente instável,
tipo borderline
1994 DSM – IV Transtorno de
personalidade borderline
História da doença
Etiologia
Etiologia
• Genética;
•Experiências emocionais precoces:
situações traumáticas, de abuso e de
negligência;
• Fatores ambientais.
Sinais e Sintomas
Sintomas e Sinais
• 1. - A adaptação social: aparentemente sem
dificuldades;
2. - Impulsos e ações: atitudes impulsivas, drogadição,
álcool, autoagressão, promiscuidade, bulimia;
3. - Afetividade: depressão, raiva, ansiedade e
desespero;
4. - Eventuais surtos psicóticos: normalmente breves,
reativos e pouco severos;
5.- Relações interpessoais: não suportam a solidão
e o abandono, necessitam do outro em tempo
integral, a todo o momento, são francamente
dependentes,
6.masoquistas e manipuladores
•
•
•
6. - Transtornos na relação com a realidade, na qual ha alterações
grosseiras ainda que transitórias, sem perda do juízo da realidade.
7. - Transtornos do pensamento sob a forma de idéias de referência
e paranóia,
8. - Transtornos no controle dos impulsos com explosões de raiva,
violência e agressão.
• 9. - Transtornos da sexualidade com fantasias sexuais
sadomasoquistas, atividade masturbatórias com fantasias eróticas
perversas, promiscuidade e, eventualmente, impotência.
• 10. - Presença de ansiedades confusionais;
• 11. - Vínculo com o terapeuta característico, com viscosidade,
aderência e manipulação. Nos casos mais graves esses fenômenos de
transferência problemática são bastante primitivos e intensos,
chamados por alguns autores de “transferência delirante”, ou ainda de
“transferência psicótica.
Sintomas e Sinais
Causas
Neurobiologia
• Existem estudos que associam o transtorno de
personalidade borderline a uma excessiva
reatividade da amígdala, a uma reduzida inibição
pré-frontal e uma diminuída facilitação
serotoninérgica dos controles pré-frontais;
•A instabilidade afetiva pode ser mediada por
excessiva reatividade límbica nos circuitos
gabaminérgicos/glutamatérgicos/colinérgicos,
resultando em sensibilidade ou reatividade
aumentados a estímulos ambientais e
emocionais;
• Alterações anatômicas cerebrais no córtex
orbito-frontal e o adjacente córtex ventral-medial
incluindo o giro cingulado anterior.
Neurobiologia
Experiências Emocionais
• Histórias infantis de abuso sexual, físico e
emocional – assim como negligência
emocional – têm sido repetidamente
documentadas na vida dos pacientes.
Diagnóstico Diferencial
• O borderline é diferenciado da esquizofrenia com base na
ausência de episódios psicóticos, transtorno de
pensamento e outros sinais esquizofrênicos clássicos;
• Indivíduos com o tipo borderline, em geral, tem sentimentos
crônicos de vazio e episódios psicóticos de curta duração;
• Borders agem de forma impulsiva e necessitam de
relacionamentos extraordinários;
• Podem se mutilar e tentativas manipuladoras de suicídio.
Tratamento
Psicoterapia
• O objetivo intrapsíquico em uma
psicoterapia com utentes borderlines é
propiciar um espaço onde o Ego pode
desenvolver-se;
• Trata-se de atender pessoas cuja
organização em seu modo de ser e existir
é caótica e desorganizada, com
relacionamentos interpessoais
oscilantes.
Psicoterapia - Princípios
Básicos
• Estrutura estável de tratamento;
• Posição terapêutica ativa;
• Confrontação em relação aos
comportamentos autodestrutivos;
• Estabelecimento de conexão entre ação e
sentimento;
• Intervenções no aqui e agora.
Tratamento Medicamentoso
• Antidepressivos inibidores seletivos da captação da
serotonina (ISRS) para a diminuição dos sintomas
impulsivos e de humor;
• Baixas doses de antipsicóticos podem ajudar aliviar
sintomas como ruminações obsessivas, idéias de
referência e experiências
dissociativas;
•Há relatos de que a Carbamazepina diminui
comportamentos impulsivos e autodestrutivos.
• Os inibidores de monoaminoxidase (IMAO) e o Lítio
têm sido cada vez menos utilizados.
Abordagem Psicológica -
Psicanálise
• A psicanálise utiliza seu arcabouço técnico e
prático a fim de ampliar a visão desse sujeito
e melhorar sua qualidade de vida;
• O foco da ação terapêutica psicanalítica é a
ampliação do Ego através do
desenvolvimento de funções, que
resultará no aumento da capacidade de
mentalizar as experiências traumáticas e na
contenção de experiências correlatas;
•Procura-se alcançar o desenvolvimento das
funções do ego por meio da substituição das
identificações patógenas;
• Desenvolvimento de defesas e mecanismos de
defesa mais maduros;
• Ingresso em modos de funcionamento psíquico
mais elaborado, que representam um avanço no
desenvolvimento frente as formas arcaicas de
relação, nos quais esse sujeito está
fixado.
Abordagem Psicológica -
Psicanálise
Prognóstico
Prognóstico
• O prognóstico desses pacientes é
sombrio:
a) 50% dos pacientes desistem do
tratamento em um período de 6 meses;
b)75% desistem no 1º ano;
c)33% dos pacientes completam o
tratamento, somente 10% são
considerados tratados com sucesso.
Reflexão
“Sei que precisarei tomar cuidado para não
usar sub-repticiamente(falsamente) uma
nova 3ª perna que em mim renasce fácil
como o capim, e essa perna protetora
chamar de uma verdade.”
Clarice Lispector – 1979,
Vídeo
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Borderline (TPB)

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  • 2. Definição • Condição mental grave e complexa cujos sintomas instáveis podem invadir o indivíduo de modo súbito, caótico, avassalador e desenfreado; • Compreende um padrão de instabilidade das relações interpessoais, da autoimagem, dos afetos e de impulsividade acentuada.
  • 3. Dados estatísticos • Acomete cerca de 2% e 3 % da população, em um nível considerável de relacionamentos conflituosos, medo do abandono, dificuldade no controle de suas emoções e afetos, tentativas de suicídio. •Os pacientes necessitam frequentemente de extensos serviços de saúde e são responsáveis por 20% das hospitalizações. • De 8% a 10% das pessoas que sofrem com esse distúrbio cometem suicídio.
  • 5. História da doença Ano Pesquisador Denominação 1801 Philippe Pinel Mania sem delírio 1835 James C. Prichard Insanidade Moral 1863 Karl L. Kahlbaum Hebefrenia 1884 – 1890 Karl L. Kahlbaum Adolescentes hebóides 1911 Eugene Bleuler Esquizofrenia latente 1921 Ernest Kretschmer Temperamentos esquizóides e ciclóides
  • 6. História da doença Ano Pesquisador Denominação 1925 Wilhelm Reich Caráter impulsivo 1938 Adolph Stern Neuroses borderline 1940 Fairbairn Mecanismos esquizóides 1941 Zillborg Esquizofrenia ambulatorial 1942 H. Deutsch Personalides “como se” 1949 Hoch e Polatin Esquizofrenia pseudoneurótica
  • 7. Ano Pesquisador Denominação 1953 Robert Knight Estados borderline 1976 CID – 9 Esquizofrenia latente ou borderline 1980 DSM – III Transtorno de personalidade borderline 1992 CID – 10 Transtorno de personalidade emocionalmente instável, tipo borderline 1994 DSM – IV Transtorno de personalidade borderline História da doença
  • 9. Etiologia • Genética; •Experiências emocionais precoces: situações traumáticas, de abuso e de negligência; • Fatores ambientais.
  • 11. Sintomas e Sinais • 1. - A adaptação social: aparentemente sem dificuldades; 2. - Impulsos e ações: atitudes impulsivas, drogadição, álcool, autoagressão, promiscuidade, bulimia; 3. - Afetividade: depressão, raiva, ansiedade e desespero; 4. - Eventuais surtos psicóticos: normalmente breves, reativos e pouco severos; 5.- Relações interpessoais: não suportam a solidão e o abandono, necessitam do outro em tempo integral, a todo o momento, são francamente dependentes, 6.masoquistas e manipuladores
  • 12. • • • 6. - Transtornos na relação com a realidade, na qual ha alterações grosseiras ainda que transitórias, sem perda do juízo da realidade. 7. - Transtornos do pensamento sob a forma de idéias de referência e paranóia, 8. - Transtornos no controle dos impulsos com explosões de raiva, violência e agressão. • 9. - Transtornos da sexualidade com fantasias sexuais sadomasoquistas, atividade masturbatórias com fantasias eróticas perversas, promiscuidade e, eventualmente, impotência. • 10. - Presença de ansiedades confusionais; • 11. - Vínculo com o terapeuta característico, com viscosidade, aderência e manipulação. Nos casos mais graves esses fenômenos de transferência problemática são bastante primitivos e intensos, chamados por alguns autores de “transferência delirante”, ou ainda de “transferência psicótica. Sintomas e Sinais
  • 14. Neurobiologia • Existem estudos que associam o transtorno de personalidade borderline a uma excessiva reatividade da amígdala, a uma reduzida inibição pré-frontal e uma diminuída facilitação serotoninérgica dos controles pré-frontais; •A instabilidade afetiva pode ser mediada por excessiva reatividade límbica nos circuitos gabaminérgicos/glutamatérgicos/colinérgicos, resultando em sensibilidade ou reatividade aumentados a estímulos ambientais e emocionais;
  • 15. • Alterações anatômicas cerebrais no córtex orbito-frontal e o adjacente córtex ventral-medial incluindo o giro cingulado anterior. Neurobiologia
  • 16. Experiências Emocionais • Histórias infantis de abuso sexual, físico e emocional – assim como negligência emocional – têm sido repetidamente documentadas na vida dos pacientes.
  • 17. Diagnóstico Diferencial • O borderline é diferenciado da esquizofrenia com base na ausência de episódios psicóticos, transtorno de pensamento e outros sinais esquizofrênicos clássicos; • Indivíduos com o tipo borderline, em geral, tem sentimentos crônicos de vazio e episódios psicóticos de curta duração; • Borders agem de forma impulsiva e necessitam de relacionamentos extraordinários; • Podem se mutilar e tentativas manipuladoras de suicídio.
  • 19. Psicoterapia • O objetivo intrapsíquico em uma psicoterapia com utentes borderlines é propiciar um espaço onde o Ego pode desenvolver-se; • Trata-se de atender pessoas cuja organização em seu modo de ser e existir é caótica e desorganizada, com relacionamentos interpessoais oscilantes.
  • 20. Psicoterapia - Princípios Básicos • Estrutura estável de tratamento; • Posição terapêutica ativa; • Confrontação em relação aos comportamentos autodestrutivos; • Estabelecimento de conexão entre ação e sentimento; • Intervenções no aqui e agora.
  • 21. Tratamento Medicamentoso • Antidepressivos inibidores seletivos da captação da serotonina (ISRS) para a diminuição dos sintomas impulsivos e de humor; • Baixas doses de antipsicóticos podem ajudar aliviar sintomas como ruminações obsessivas, idéias de referência e experiências dissociativas; •Há relatos de que a Carbamazepina diminui comportamentos impulsivos e autodestrutivos. • Os inibidores de monoaminoxidase (IMAO) e o Lítio têm sido cada vez menos utilizados.
  • 22. Abordagem Psicológica - Psicanálise • A psicanálise utiliza seu arcabouço técnico e prático a fim de ampliar a visão desse sujeito e melhorar sua qualidade de vida; • O foco da ação terapêutica psicanalítica é a ampliação do Ego através do desenvolvimento de funções, que resultará no aumento da capacidade de mentalizar as experiências traumáticas e na contenção de experiências correlatas;
  • 23. •Procura-se alcançar o desenvolvimento das funções do ego por meio da substituição das identificações patógenas; • Desenvolvimento de defesas e mecanismos de defesa mais maduros; • Ingresso em modos de funcionamento psíquico mais elaborado, que representam um avanço no desenvolvimento frente as formas arcaicas de relação, nos quais esse sujeito está fixado. Abordagem Psicológica - Psicanálise
  • 25. Prognóstico • O prognóstico desses pacientes é sombrio: a) 50% dos pacientes desistem do tratamento em um período de 6 meses; b)75% desistem no 1º ano; c)33% dos pacientes completam o tratamento, somente 10% são considerados tratados com sucesso.
  • 26. Reflexão “Sei que precisarei tomar cuidado para não usar sub-repticiamente(falsamente) uma nova 3ª perna que em mim renasce fácil como o capim, e essa perna protetora chamar de uma verdade.” Clarice Lispector – 1979,
  • 27. Vídeo A vida através do transtorno de Personalidade Borderline (TPB)