1
A felicidade é uma atraente
sensação que experimentamos de
euforia, uma percepção exuberan-
te; todavia ela não ocorre em con-
dições contínuas e permanentes,
porquanto felicidade
não é o mesmo que eu-
foria. Alguns procuram
estados eufóricos sob
efeito dos fármacos
psicoativos. Em verda-
de, se a felicidade não
for simples, se ela for
ornada em excesso,
inchada de coisas inú-
teis, nesse caso não é felicidade,
é apenas ilusão. Há pessoas que
creem que a felicidade é a posse de
bens materiais. Dinheiro, realmente
produz uma certa euforia, porém,
muito rápida, muito momentânea,
muito episódica, fugaz. O endinhei-
rado entra em processo obsessivo
ao imaginar que a consumolatria e
a posse contínua de bens é que vão
deixá-lo feliz. Porém, o que ocor-
re normalmente é que ele vai ficar
em estado de vazio existencial e de
pungentes ansiedades.
É bem verdade que o dinheiro
em si não é desprezível, mas ele
não é suficiente para a realização
pessoal. O equívoco está quando
se procura a felicidade naquilo que
é secundário, em vez de procurá-la
na sua fonte primária, que é o que
de fato nos dá autenti-
cidade para usufruir a
felicidade. Os benfei-
tores espirituais afir-
mam que ainda não
podemos desfrutar de
completa felicidade na
Terra. Por isso que a
vida nos foi dada como
prova ou expiação. De
cada um de nós, porém, depende a
suavização dos próprios males e o
sermos tão felizes quanto possível
na Terra.
A felicidade terrestre é relativa
à posição de cada um. O que basta
para a felicidade de um, constitui a
desventura de outro. Nenhuma so-
ciedade é perfeitamente feliz, e o
que julgamos ser felicidade quase
sempre camufla penosos desgostos.
O sofrimento está em todos os luga-
res. As amarguras são numerosas,
porque a Terra é lugar de expiação.
Quando a houvermos transformado
em morada do bem e de espíritos
Informativo Mensal do Posto de Assistência Espírita - Ano II, Número 16 - Novembro/2016.
O que é essa tal felicidade? Editorial
Jorge Hessen
2
............
Espaço da Codificação ............
“O Evangelho segundo o Espiritismo”
Capítulo 5, item 10.
	 Os Espíritos não podem aspirar à completa felicidade,
enquanto não se tenham tornado puros: qualquer mácula lhes
interdita a entrada nos mundos ditosos. São como os passagei-
ros de um navio onde há pestosos, aos
quais se veda o acesso à cidade a que
aportem, até que se hajam expurgado.
Mediante as diversas existências cor-
póreas é que os Espíritos se vão expun-
gindo, pouco a pouco, de suas imper-
feições. As provações da vida os fazem
adiantar-se, quando bem suportadas.
Como expiações, elas apagam as faltas
e purificam. São o remédio que limpa
as chagas e cura o doente. Quanto mais grave é o mal, tanto
mais enérgico deve ser o remé-
dio. Aquele, pois, que muito so-
fre deve reconhecer que muito
tinha a expiar e deve regozijar-se
à idéia da sua próxima cura. Dele
depende, pela resignação, tor-
nar proveitoso o seu sofrimento
e não lhe estragar o fruto com
as suas impaciências, visto que,
do contrário, terá de recomeçar.
bons, deixaremos de ser infelizes,
assim, enquanto houver um gemido
na paisagem em que nos movimen-
tamos, não será lícito cogitar a fe-
licidade isolada para nós mesmos.
A nossa felicidade será natu-
ralmente proporcional em relação
à felicidade que fizermos para os
outros. Sim, a felicidade consiste na
satisfação com o que temos e com o
que não temos. Poucas coisas são
necessárias para fazer o homem
sábio feliz, ao mesmo tempo em
que nenhuma fortuna satisfaz a um
inconformado. Tenhamos certeza: a
única fonte de felicidade está dentro
3
Livro: O Consolador
Psicografia: Chico Xavier
Editora: FEB
Questão 240:
De algum modo, pode-se conceber a felicidade na Terra?
Se todo espírito tem consigo a noção da felicidade; é sinal que ela
existe e espera as almas em alguma parte. Tal como sonhada pelo homem
do mundo, porém, a felicidade não pode existir, por enquanto, na face do
orbe, porque, em sua generalidade, as criaturas humanas se encontram
intoxicadas e não sabem contemplar a grandeza das paisagens exteriores
que as cercam no Planeta. Contudo, importa observar que é no globo
terrestre que a criatura edifica as bases da sua ventura real, pelo trabalho
e pelo sacrifício, a caminho das mais sublimes aquisições para o mundo
divino de sua consciência.
Refletindo com EmmanuelRefletindo com Emmanuel
Em função do fracasso das reli-
giões tradicionais, a morte tem sido
vista ao longo dos séculos como algo
pavoroso, que impõe medo e está
sempre envolta pelo místico e sobre-
natural. Este cenário até hoje não mu-
dou. Só com a revelação espírita, a morte, racionalmente, passa a ser
aceita e compreendida. Na verdade, até mesmo entre espíritas vemos
a presença do atavismo religioso levando a comportamentos automa-
tizados e por vezes irracionais.
Nós, espíritas convictos, não podemos agir alheios aos ensina-
mentos doutrinários.
O dia de finados é um exemplo de como a sociedade trata ina-
dequadamente o assunto. É uma invenção do homem que mascara a
verdade e procura “aliviar” sua consciência pela ausência no trato das
coisas espirituais quando, por obrigação, num determinado e conve-
niente dia, lembra-se dos “mortos” com alguma disciplina e oração e
Dia dos mortosFabiano Augusto
4
Conselho Diretor - Presidente: Wilson Barbosa / Vice-Presidente: Jorge Hessen
Secretária: Diomarsi Souza / 2.º Secretário: Josias da Silva
Tesoureiro: João Batista
Conselho Fiscal - José Amin, Francisco Soares e Marcos Marques
Editores - Jorge Hessen e Fabiano Augusto
Site - http://opaespirita.wixsite.com/opae
Blog - http://paespirita.blogspot.com.br/
QNM 40 AE N.° 02, Taguatinga Norte/DF - Fone: (61) 3491-2552
Expediente
Sábados - 18 horas
Dia 5 - Jorge Hessen (PAE)
Dia 12 - Gilberto Amori (PAE)
Dia 19 - Walid El Koury (Cantinho da Fé)
Dia 26 - Fabiano Augusto (CEFE)
Quartas-feiras - 20 horas
Dia 2 - João Batista (PAE)
Dia 9 - Cirne Ferreira (FEB)
Dia 16 - Maria Omilta (PAE)
Dia 23 - Arildo Marques (B. Menezes)
Dia 30 - Angela Maria (E. Barsanulfo)
Quadro de Reuniões Públicas e Expositores do Mês de Novembro
durante o resto do ano continua a sua triste rotina materialista.
Bittencourt Sampaio, espírito sábio, registra:
(...) Dia de finados! A Igreja o inventou!
Homens, cujo cérebro tem alguma coisa a pensar, fora da matéria;
espíritos lúcidos que não obedeceis exclusivamente aos impulsos da
carne; almas sãs e boas que não viveis somente para essa vida objetiva
– eu vos pergunto: - Compreendeis o dia de finados?
Se não o compreendeis, ou se não obedeceis a esse preceito irre-
gular e até imoral, criado pela Igreja romana, é que bem sabeis que a
saudade não tem dia, a dor não tem horas, o sentimento, o afeto não
obedecem a calendários inventados para conspurcar o que possui a
criatura de mais puro e delicado – a lembrança de um ser que se evo-
lou, mas que a espera. (...)1
Morre o corpo, mero instrumento de experiência para o espírito
que prossegue na caminhada evolutiva. Assim, o dia de finados deve
ser visto como mais um dia em que devemos elevar nossos pensa-
mentos a Jesus, orando pelos que já partiram para a verdadeira vida.
Apliquemos a fé racional, aquietando nossos corações na certeza que
tudo está amparado na Magnânima Misericórdia Divina.
Oremos, todos os dias pelos “mortos”!
1
Livro: Do calvário ao apocalipse, cap. 13 / Autor: Bittencourt Sampaio
Médium: Frederico Pereira da Silva Júnior / Editora: FEB

Boletim O PAE - novembro 2016

  • 1.
    1 A felicidade éuma atraente sensação que experimentamos de euforia, uma percepção exuberan- te; todavia ela não ocorre em con- dições contínuas e permanentes, porquanto felicidade não é o mesmo que eu- foria. Alguns procuram estados eufóricos sob efeito dos fármacos psicoativos. Em verda- de, se a felicidade não for simples, se ela for ornada em excesso, inchada de coisas inú- teis, nesse caso não é felicidade, é apenas ilusão. Há pessoas que creem que a felicidade é a posse de bens materiais. Dinheiro, realmente produz uma certa euforia, porém, muito rápida, muito momentânea, muito episódica, fugaz. O endinhei- rado entra em processo obsessivo ao imaginar que a consumolatria e a posse contínua de bens é que vão deixá-lo feliz. Porém, o que ocor- re normalmente é que ele vai ficar em estado de vazio existencial e de pungentes ansiedades. É bem verdade que o dinheiro em si não é desprezível, mas ele não é suficiente para a realização pessoal. O equívoco está quando se procura a felicidade naquilo que é secundário, em vez de procurá-la na sua fonte primária, que é o que de fato nos dá autenti- cidade para usufruir a felicidade. Os benfei- tores espirituais afir- mam que ainda não podemos desfrutar de completa felicidade na Terra. Por isso que a vida nos foi dada como prova ou expiação. De cada um de nós, porém, depende a suavização dos próprios males e o sermos tão felizes quanto possível na Terra. A felicidade terrestre é relativa à posição de cada um. O que basta para a felicidade de um, constitui a desventura de outro. Nenhuma so- ciedade é perfeitamente feliz, e o que julgamos ser felicidade quase sempre camufla penosos desgostos. O sofrimento está em todos os luga- res. As amarguras são numerosas, porque a Terra é lugar de expiação. Quando a houvermos transformado em morada do bem e de espíritos Informativo Mensal do Posto de Assistência Espírita - Ano II, Número 16 - Novembro/2016. O que é essa tal felicidade? Editorial Jorge Hessen
  • 2.
    2 ............ Espaço da Codificação............ “O Evangelho segundo o Espiritismo” Capítulo 5, item 10. Os Espíritos não podem aspirar à completa felicidade, enquanto não se tenham tornado puros: qualquer mácula lhes interdita a entrada nos mundos ditosos. São como os passagei- ros de um navio onde há pestosos, aos quais se veda o acesso à cidade a que aportem, até que se hajam expurgado. Mediante as diversas existências cor- póreas é que os Espíritos se vão expun- gindo, pouco a pouco, de suas imper- feições. As provações da vida os fazem adiantar-se, quando bem suportadas. Como expiações, elas apagam as faltas e purificam. São o remédio que limpa as chagas e cura o doente. Quanto mais grave é o mal, tanto mais enérgico deve ser o remé- dio. Aquele, pois, que muito so- fre deve reconhecer que muito tinha a expiar e deve regozijar-se à idéia da sua próxima cura. Dele depende, pela resignação, tor- nar proveitoso o seu sofrimento e não lhe estragar o fruto com as suas impaciências, visto que, do contrário, terá de recomeçar. bons, deixaremos de ser infelizes, assim, enquanto houver um gemido na paisagem em que nos movimen- tamos, não será lícito cogitar a fe- licidade isolada para nós mesmos. A nossa felicidade será natu- ralmente proporcional em relação à felicidade que fizermos para os outros. Sim, a felicidade consiste na satisfação com o que temos e com o que não temos. Poucas coisas são necessárias para fazer o homem sábio feliz, ao mesmo tempo em que nenhuma fortuna satisfaz a um inconformado. Tenhamos certeza: a única fonte de felicidade está dentro
  • 3.
    3 Livro: O Consolador Psicografia:Chico Xavier Editora: FEB Questão 240: De algum modo, pode-se conceber a felicidade na Terra? Se todo espírito tem consigo a noção da felicidade; é sinal que ela existe e espera as almas em alguma parte. Tal como sonhada pelo homem do mundo, porém, a felicidade não pode existir, por enquanto, na face do orbe, porque, em sua generalidade, as criaturas humanas se encontram intoxicadas e não sabem contemplar a grandeza das paisagens exteriores que as cercam no Planeta. Contudo, importa observar que é no globo terrestre que a criatura edifica as bases da sua ventura real, pelo trabalho e pelo sacrifício, a caminho das mais sublimes aquisições para o mundo divino de sua consciência. Refletindo com EmmanuelRefletindo com Emmanuel Em função do fracasso das reli- giões tradicionais, a morte tem sido vista ao longo dos séculos como algo pavoroso, que impõe medo e está sempre envolta pelo místico e sobre- natural. Este cenário até hoje não mu- dou. Só com a revelação espírita, a morte, racionalmente, passa a ser aceita e compreendida. Na verdade, até mesmo entre espíritas vemos a presença do atavismo religioso levando a comportamentos automa- tizados e por vezes irracionais. Nós, espíritas convictos, não podemos agir alheios aos ensina- mentos doutrinários. O dia de finados é um exemplo de como a sociedade trata ina- dequadamente o assunto. É uma invenção do homem que mascara a verdade e procura “aliviar” sua consciência pela ausência no trato das coisas espirituais quando, por obrigação, num determinado e conve- niente dia, lembra-se dos “mortos” com alguma disciplina e oração e Dia dos mortosFabiano Augusto
  • 4.
    4 Conselho Diretor -Presidente: Wilson Barbosa / Vice-Presidente: Jorge Hessen Secretária: Diomarsi Souza / 2.º Secretário: Josias da Silva Tesoureiro: João Batista Conselho Fiscal - José Amin, Francisco Soares e Marcos Marques Editores - Jorge Hessen e Fabiano Augusto Site - http://opaespirita.wixsite.com/opae Blog - http://paespirita.blogspot.com.br/ QNM 40 AE N.° 02, Taguatinga Norte/DF - Fone: (61) 3491-2552 Expediente Sábados - 18 horas Dia 5 - Jorge Hessen (PAE) Dia 12 - Gilberto Amori (PAE) Dia 19 - Walid El Koury (Cantinho da Fé) Dia 26 - Fabiano Augusto (CEFE) Quartas-feiras - 20 horas Dia 2 - João Batista (PAE) Dia 9 - Cirne Ferreira (FEB) Dia 16 - Maria Omilta (PAE) Dia 23 - Arildo Marques (B. Menezes) Dia 30 - Angela Maria (E. Barsanulfo) Quadro de Reuniões Públicas e Expositores do Mês de Novembro durante o resto do ano continua a sua triste rotina materialista. Bittencourt Sampaio, espírito sábio, registra: (...) Dia de finados! A Igreja o inventou! Homens, cujo cérebro tem alguma coisa a pensar, fora da matéria; espíritos lúcidos que não obedeceis exclusivamente aos impulsos da carne; almas sãs e boas que não viveis somente para essa vida objetiva – eu vos pergunto: - Compreendeis o dia de finados? Se não o compreendeis, ou se não obedeceis a esse preceito irre- gular e até imoral, criado pela Igreja romana, é que bem sabeis que a saudade não tem dia, a dor não tem horas, o sentimento, o afeto não obedecem a calendários inventados para conspurcar o que possui a criatura de mais puro e delicado – a lembrança de um ser que se evo- lou, mas que a espera. (...)1 Morre o corpo, mero instrumento de experiência para o espírito que prossegue na caminhada evolutiva. Assim, o dia de finados deve ser visto como mais um dia em que devemos elevar nossos pensa- mentos a Jesus, orando pelos que já partiram para a verdadeira vida. Apliquemos a fé racional, aquietando nossos corações na certeza que tudo está amparado na Magnânima Misericórdia Divina. Oremos, todos os dias pelos “mortos”! 1 Livro: Do calvário ao apocalipse, cap. 13 / Autor: Bittencourt Sampaio Médium: Frederico Pereira da Silva Júnior / Editora: FEB