O iluminismo Trabalho realizado por:  Gilberto Varela nº22 Gonçalo Figueiredo nº7 Tiago Martins nº16 Shiv Bhudia  nº22
O ponto histórico do Iluminismo Este movimento surgiu na França do século XVII e defendia o domínio da razão sobre a visão teocêntrica que dominava a Europa desde a Idade Média. Segundo os filósofos iluministas, esta forma de pensamento tinha o propósito de iluminar as trevas em que se encontrava a sociedade.  O apogeu deste movimento foi atingido no século XVIII, e, este, passou a ser conhecido como o Século das Luzes. O Iluminismo foi mais intenso na França, onde influenciou a Revolução Francesa através de seu lema: Liberdade, igualdade e fraternidade. Também teve influência em outros movimentos sociais como na independência das colónias    inglesas na América do Norte e na Inconfidência Mineira, ocorrida no Brasil.
Os burgueses foram os principais interessados nesta filosofia, pois, apesar do dinheiro que possuíam, eles não tinham poder em questões políticas devido a sua forma participação limitada. Naquele período, o Antigo Regime ainda vigorava na França, e, nesta forma de governo, o rei detinha todos os poderes. Uma outra forma de impedimento aos burgueses era as práticas mercantilistas, onde, o governo interferia ainda nas questões económicas. No Antigo Regime, a sociedade era dividida da seguinte forma: Em primeiro lugar vinha o clero, em segundo a nobreza, em terceiro a burguesia e os trabalhadores da cidade e do campo. Com o fim deste poder, os burgueses tiveram liberdade comercial para ampliar significativamente seus negócios, uma vez que, com o fim do absolutismo, foram tirados não só os privilégios de poucos (clero e nobreza), como também, as práticas mercantilistas que impediam a expansão comercial para a classe burguesa.
O Iluminismo do ponto de vista filosófico O século XVIII é, por excelência, na Europa, o «século das Luzes». Como movimento cultural, o iluminismo expressava uma nova forma de conceber o ser humano, conferindo um inegável valor às faculdades intelectuais do homem. Mais do que uma filosofia, o iluminismo constituía uma mentalidade, uma concepção unitária do mundo e da vida, cujo aspecto fundamental se traduzia numa fé extraordinária nas forças da razão, que seria capaz de resolver definitivamente os problemas da vida, da ciência e do homem. Políticos, diplomatas, homens de letras e cientistas deixaram-se, então, dominar por uma filosofia que exaltava a razão subjectiva e crítica como expressão de um novo humanismo. Dá-se, assim, aquilo que alguns autores designam como «crise de consciência europeia». Deveria, pois, cultivar-se tudo o que esclarecesse o homem e lhe desse consciência do seu mundo. A razão crítica seria a principal responsável pela condução do espírito em direcção às grandes verdades, que fariam do homem um ser autónomo, pensante e actuante. A fé na ciência, isto é, o «cientifismo» constituiu um dos aspectos essenciais do movimento. A ciência teve, aliás, um papel de relevo no movimento filosófico do «Século das Luzes», assumindo-se como um agente poderoso de progresso social pelo facto de permitir uma melhoria considerável das condições de vida do homem. Os progressos científicos verificados ficaram, incontestavelmente, a dever-se a uma confiança quase ilimitada nas possibilidades infinitas da inteligência humana.
Iluminismo em Portugal O termo Iluminismo nasce ao mesmo tempo que o termo  Luzes . Viria a designar o nível civilizacional a que a Europa tinha chegado. Quem aderia às Luzes era considerado "esclarecido". Naturalmente, o termo é aplicado num amplo conjunto de actividades.  O Século das Luzes português é o século XVIII. É conveniente fazer a distinção entre  Iluminismo joanino  e  Iluminismo pombalino , que é já despotismo esclarecido.  O primeiro reflecte uma envolvência muito acentuada da aristocracia e do clero com o patrocínio do rei. O despotismo esclarecido pombalino (início em 1755) é o resultado de uma ascensão governativa e de poder despótico, cujo objectivo era encaminhar Portugal para uma mudança em termos de pensamento. O despotismo iluminado provocaria a nivelação de todas as classes sociais perante o poder do rei. Neste momento, a classe que passa a auferir de maior importância é a burguesia, que se vai lentamente aristocratizando. Embora a queda de Pombal tivesse provocado o regresso da aristocracia, já a fisionomia cultural do País se tinha alterado e, por isso, se estes quisessem regressar ao seu anterior protagonismo teriam de competir com o grupo constituído por burgueses. A industrialização passou a ser uma preocupação dos iluminados. A evolução de todo o sistema passaria também pela promoção do ensino público.
As principais características do Iluminismo são: Valorização da razão, considerada o mais importante instrumento para se alcançar qualquer tipo de conhecimento;  Valorização do questionamento, da investigação e da experiência como forma de conhecimento tanto da natureza quanto da sociedade, política ou economia;  Crença nas leis naturais, normas da natureza que regem todas as transformações que ocorrem no comportamento humano, nas sociedades e na natureza;  Crença nos direitos naturais, que todos os indivíduos possuem em relação à vida, à liberdade, à posse de bens materiais;  Crítica ao absolutismo, ao mercantilismo e aos privilégios da nobreza e do clero;  Defesa da liberdade política e económica e da igualdade de todos perante a lei;  Crítica à Igreja Católica, embora não se excluísse a crença em Deus.  David Hume
Grandes filósofos do iluminismo John Locke (1632-1704),  ele acreditava que o homem adquiria conhecimento com o passar do tempo através do empirismo; Voltaire (1694-1778) , ele defendia a liberdade de pensamento e não poupava crítica a intolerância religiosa; Jean-Jacques Rousseau (1712-1778) , ele defendia a ideia de um estado democrático que garanta igualdade para todos; Montesquieu (1689-1755),  ele defendeu a divisão do poder político em Legislativo, Executivo e Judiciário; Bento de Espinosa (1632 – 1672),  filósofo neerlandês. É considerado o precursor das correntes mais radicais do pensamento iluminista.

Iluminismo

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    O iluminismo Trabalhorealizado por: Gilberto Varela nº22 Gonçalo Figueiredo nº7 Tiago Martins nº16 Shiv Bhudia nº22
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    O ponto históricodo Iluminismo Este movimento surgiu na França do século XVII e defendia o domínio da razão sobre a visão teocêntrica que dominava a Europa desde a Idade Média. Segundo os filósofos iluministas, esta forma de pensamento tinha o propósito de iluminar as trevas em que se encontrava a sociedade. O apogeu deste movimento foi atingido no século XVIII, e, este, passou a ser conhecido como o Século das Luzes. O Iluminismo foi mais intenso na França, onde influenciou a Revolução Francesa através de seu lema: Liberdade, igualdade e fraternidade. Também teve influência em outros movimentos sociais como na independência das colónias inglesas na América do Norte e na Inconfidência Mineira, ocorrida no Brasil.
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    Os burgueses foramos principais interessados nesta filosofia, pois, apesar do dinheiro que possuíam, eles não tinham poder em questões políticas devido a sua forma participação limitada. Naquele período, o Antigo Regime ainda vigorava na França, e, nesta forma de governo, o rei detinha todos os poderes. Uma outra forma de impedimento aos burgueses era as práticas mercantilistas, onde, o governo interferia ainda nas questões económicas. No Antigo Regime, a sociedade era dividida da seguinte forma: Em primeiro lugar vinha o clero, em segundo a nobreza, em terceiro a burguesia e os trabalhadores da cidade e do campo. Com o fim deste poder, os burgueses tiveram liberdade comercial para ampliar significativamente seus negócios, uma vez que, com o fim do absolutismo, foram tirados não só os privilégios de poucos (clero e nobreza), como também, as práticas mercantilistas que impediam a expansão comercial para a classe burguesa.
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    O Iluminismo doponto de vista filosófico O século XVIII é, por excelência, na Europa, o «século das Luzes». Como movimento cultural, o iluminismo expressava uma nova forma de conceber o ser humano, conferindo um inegável valor às faculdades intelectuais do homem. Mais do que uma filosofia, o iluminismo constituía uma mentalidade, uma concepção unitária do mundo e da vida, cujo aspecto fundamental se traduzia numa fé extraordinária nas forças da razão, que seria capaz de resolver definitivamente os problemas da vida, da ciência e do homem. Políticos, diplomatas, homens de letras e cientistas deixaram-se, então, dominar por uma filosofia que exaltava a razão subjectiva e crítica como expressão de um novo humanismo. Dá-se, assim, aquilo que alguns autores designam como «crise de consciência europeia». Deveria, pois, cultivar-se tudo o que esclarecesse o homem e lhe desse consciência do seu mundo. A razão crítica seria a principal responsável pela condução do espírito em direcção às grandes verdades, que fariam do homem um ser autónomo, pensante e actuante. A fé na ciência, isto é, o «cientifismo» constituiu um dos aspectos essenciais do movimento. A ciência teve, aliás, um papel de relevo no movimento filosófico do «Século das Luzes», assumindo-se como um agente poderoso de progresso social pelo facto de permitir uma melhoria considerável das condições de vida do homem. Os progressos científicos verificados ficaram, incontestavelmente, a dever-se a uma confiança quase ilimitada nas possibilidades infinitas da inteligência humana.
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    Iluminismo em PortugalO termo Iluminismo nasce ao mesmo tempo que o termo Luzes . Viria a designar o nível civilizacional a que a Europa tinha chegado. Quem aderia às Luzes era considerado "esclarecido". Naturalmente, o termo é aplicado num amplo conjunto de actividades. O Século das Luzes português é o século XVIII. É conveniente fazer a distinção entre Iluminismo joanino e Iluminismo pombalino , que é já despotismo esclarecido. O primeiro reflecte uma envolvência muito acentuada da aristocracia e do clero com o patrocínio do rei. O despotismo esclarecido pombalino (início em 1755) é o resultado de uma ascensão governativa e de poder despótico, cujo objectivo era encaminhar Portugal para uma mudança em termos de pensamento. O despotismo iluminado provocaria a nivelação de todas as classes sociais perante o poder do rei. Neste momento, a classe que passa a auferir de maior importância é a burguesia, que se vai lentamente aristocratizando. Embora a queda de Pombal tivesse provocado o regresso da aristocracia, já a fisionomia cultural do País se tinha alterado e, por isso, se estes quisessem regressar ao seu anterior protagonismo teriam de competir com o grupo constituído por burgueses. A industrialização passou a ser uma preocupação dos iluminados. A evolução de todo o sistema passaria também pela promoção do ensino público.
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    As principais característicasdo Iluminismo são: Valorização da razão, considerada o mais importante instrumento para se alcançar qualquer tipo de conhecimento; Valorização do questionamento, da investigação e da experiência como forma de conhecimento tanto da natureza quanto da sociedade, política ou economia; Crença nas leis naturais, normas da natureza que regem todas as transformações que ocorrem no comportamento humano, nas sociedades e na natureza; Crença nos direitos naturais, que todos os indivíduos possuem em relação à vida, à liberdade, à posse de bens materiais; Crítica ao absolutismo, ao mercantilismo e aos privilégios da nobreza e do clero; Defesa da liberdade política e económica e da igualdade de todos perante a lei; Crítica à Igreja Católica, embora não se excluísse a crença em Deus. David Hume
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    Grandes filósofos doiluminismo John Locke (1632-1704), ele acreditava que o homem adquiria conhecimento com o passar do tempo através do empirismo; Voltaire (1694-1778) , ele defendia a liberdade de pensamento e não poupava crítica a intolerância religiosa; Jean-Jacques Rousseau (1712-1778) , ele defendia a ideia de um estado democrático que garanta igualdade para todos; Montesquieu (1689-1755), ele defendeu a divisão do poder político em Legislativo, Executivo e Judiciário; Bento de Espinosa (1632 – 1672), filósofo neerlandês. É considerado o precursor das correntes mais radicais do pensamento iluminista.