ENCONTRO SOBRE
ÉTICA
GRANDES
QUESTIONAMENTOS:
 QUEM SOU EU? ( Valor do Conteúdo/64/ R$)
 DE ONDE VIM?
 PARA ONDE VOU?
 EM QUE MUNDO VIVO?
 COMO? ATÉ QUANDO? E
DEPOIS?
LEGADO DO SÉCULO XX -
ALIANÇA ENTRE DUAS
BARBÁRIES:
 A primeira vem das profundezas do tempo e
traz guerra, massacre, deportação,
fanatismo;
 A Segunda, gélida, anônima, vem do âmago
da racionalização, que só conhece o cálculo
e ignora o indivíduo, seu corpo, seus
sentimentos, sua alma, e que multiplica o
poderio da morte e DA SERVIDÃO
TÉCNICO-INDUSTRIAL.
A HERANÇA DA MORTE:
 As armas nucleares;
 Novos perigos - morte ecológica -
drogas - solidão e angústia....
01. ÉTICA (do grego ethikos
- costume, comportamento)
 ÉTICA reflexões sobra a conduta
humana.
 Pergunta ética por excelência:
COMO AGIR PERANTE OS OUTROS?
02.VALORES QUE
FUNDAMENTAM A ÉTICA:
 Respeito mútuo
 Justiça
 Diálogo
 Solidariedade
VIAJANDO NO TEMPO...
 FLORENCE NIGHTINGALE
 Nasc: 12/05/1820 - Itália
 Morreu: 13/08/1910 - Inglaterra
 Estudou Ciências Exatas –
Referências: Euclides, Aristóteles, a
Bíblia, Política e Guerra da Criméia.
 Treinamento, Disciplina e Princ. Morais.
03.ÉTICA –Disciplina filosófica que busca
refletir sobre os sistemas morais elaborados
pelos homens buscando compreender:
 FUNDAMENTAÇÃO DA NORMAS.
 INTERDIÇÕES PRÓPRIAS DE CADA
SISTEMA MORAL.
04.MORAL –
 conjunto de normas que orientam
o comportamento tendo por base
os valores próprios de uma
comunidade: noção de justo,
injusto, bem, mal...
05. FILÓSOFOS DA
GRÉCIA:
 SOFISTAS - PROTÁGORAS: o homem é a
medida de todas as coisas - caíram no
relativismo, no subjetivismo.
 SÓCRATES: existe um saber
universalmente válido que decorre do
conhecimento da essência humana - SUA
ALMA RACIONAL.
 PLATÃO - Aprofundou a diferença entre
corpo e alma - Corpo sede das paixões. É
necessário purificar o mundo material para
se atingir A IDÉIA DO BEM.
 ARISTÓTELES - A razão é essencial no ser
humano. Agir corretamente pela prática da
virtude.
 NO III SÉCULO a.C. tematizam a questão
ética não mais a partir da relação indivíduo
& polis, mas se voltam para uma ética que
PROCURA A PAZ INTERIOR, E O
AUTOCONTROLE INDIVIDUAL.
 ETICA ESTÓICA – apatheia - aceitar tudo o que
acontece porque tudo faz parte de um plano
superior guiado por uma razão universal que tudo
abrange.
 ÉTICA EPICURISTA - ataraxia - desvio da dor e
procura do prazer. EPICURO afirmou - O
ESSENCIAL PARA NOSSA FELICIDADE É
NOSSA CONDIÇÃO ÍNTIMA E DELA SOMOS
SENHORES.
IDADE MÉDIA: ÉTICA CRISTÃ
06. A ética cristã está centrada na relação com DEUS.
 Platão inspirou Santo Agostinho ( século III )
 Purificação da alma & elevação ascética. (Livre - arbítrio)
 A Graça de Deus é fundamental para nossa salvação.
 Aristóteles inspirou São Tomás de Aquino (século XIII )
que buscou elementos racionais para explicar os
principais aspectos da fé cristã:
Razão & Vontade de Deus.
07.O que diferenciou a ética
cristã da grega:
 O abandono do racionalismo – não é na
razão, mas no amor e na boa vontade
que se busca a perfeição.
 A emergência da subjetividade -
Relação indivíduo e Deus. (Epicur. e
Estoic.)
IDADE MODERNA: ÉTICA
ANTROPOCÊNTRICA
 08. ÉTICA centrada na autonomia humana – a
razão é capaz de elaborar normas universais.
 Ato moral aquele que é praticado de forma
autônoma, consciente e por dever. Kant. (1724 –
1804). A ação que pode ser universalizada, isto
é, realizada por todos os indivíduos sem prejuízo
para a humanidade - esta é moralmente correta.
Não leva em consideração a história e a relação
do indivíduo com a sociedade.
IDADE CONTEMPORÂNEA -
ÉTICA DO HOMEM CONCRETO
 09. De KANT a HEGEL - Para Hegel a
moralidade assume conteúdos diferenciados
ao longo da história das sociedades – razão
é autônoma, universal, superior ao conjunto
dos homens. O Homem é apenas um meio
pelo qual a RAZÃO se realiza.
 Surge a dialética - conhecimento é
dinâmico.
 Kierkegaar – enfatizou a subjetividade
como algo irredutível a sistematização
racional.
 Freud - Moral é repressiva, mas necessária
como instância reguladora, pois sem ela a
humanidade estaria em risco.
 Marx - Moral é produção social e atende a
determinada demanda social. É contrário
ao racionalismo de Kant.
10. VALORES MORAIS:
 Relativismo Ético – a tolerância como virtude >
Consciência moral > valores herdados de cada
cultura. Assim o conteúdo da consciência moral
varia no tempo e no espaço.
 Ética Objetiva – a busca pelos valores universais >
que tem sido uma necessidade premente frente as
atrocidades cometidas em nome de particularismo
de ordem cultural.
Bertrand Russell afirma:
 A VIDA FELIZ É AQUELA “INSPIRADA NO
AMOR E GUIADA PELO
CONHECIMENTO’’.
 Habermas - Ética discursiva fundamentada
no diálogo e no consenso > DIALÓGICA.
11. CIDADANIA - IMPLICAÇÕES
 Pedrinho Guareschi - Na perigosa era do
aqui e agora... Liberalismo, capitalismo
Competitividade: CADA UM POR SI,
NINGUÉM POR TODOS.
 A Filosofia que mais realiza o ser humano é
a Filosofia da Solidariedade, da entre-ajuda,
do bem querer, do respeito ao outro.
 Os jovens de hoje crescem num presente
contínuo, parecem:
 Não ter passado - é a presentização;
 Só pensar em si - é o individualismo;
 Consumir sempre - é o consumismo.
12. QUAIS SÃO MEUS VALORES?
 Valor econômico - preços;
 Valor natural - terra, água...;
 Valor de convicção de que É BOM -
VALOR ÉTICO.
13. BIOÉTICA –
CIÊNCIA PREOCUPADA COM A
VIDA
 Teve início na década de 70, quando se
começou a ver que o avanço das
tecnologias necessitava de um
acompanhamento ético, sobretudo as
biociências. Criou-se o termo BIOÉTICA,
justamente para que estas ciências possam
servir ao ser humano, ajudá-lo no processo
de humanização.
 A BIOÉTICA se ocupa: do nascer, do morrer, mas
também do percurso que se faz entre o nascer e
o morrer. Qualidade de vida ao nascer, viver e
morrer = VIDA PLENA!
 PENSAR NO SER HUMANO POR INTEIRO
PARA SER FELIZ, NÀO NUMA DIMENSÃO
APENAS.
 SEMEAR ÉTICA NAS PROFISSÕES: UM DEVER
DE CIDADANIA.
ÉTICA PROFISSIONAL
DE ENFERMAGEM
14. CÓDIGO DE ÉTICA DOS
PROFISSIONAIS DE
ENFERMAGEM / 12/05/2007
 A ÉTICA PRETENDE HUMANIZAR UMA
RALIDADE, FAZÊ-LA DIGNA DA PESSOA
HUMANA PELA COERÊNCIA COM OS
VALORES.
 A Enfermagem: compreende um componente
próprio de conhecimentos científicos e técnicos,
construído e reproduzido por um conjunto de
práticas sociais, ÉTICAS e políticas que se
processa pelo ensino, pesquisa e assistência.
 O aprimoramento do comportamento ético do
profissional passa pelo processo de construção de
uma consciência individual e coletiva, pelo
compromisso social e profissional.
 O Código de Ética dos Profissionais de
Enfermagem leva em consideração a
necessidade e o direito de
assistência em Enfermagem da
população, os interesses do
profissional e de sua organização. Está
centrado na pessoa, família e
coletividade.
PRINCÍPIOS
FUNDAMENTAIS:
 O Profissional de Enfermagem atua na
promoção, prevenção, recuperação e
reabilitação da saúde, com autonomia e
em consonância com os preceitos éticos e
legais.
 O Profissional de Enfermagem respeita a
vida, a dignidade e os direitos
humanos, em todas as suas dimensões.
 O Profissional de Enfermagem exerce suas
atividades com competência para a
promoção do ser humano na sua
integralidade, de acordo com os princípios
da ÉTICA E DA BIOÉTICA.
DIREITOS
Art. 1º - Exercer a Enfermagem com
liberdade, autonomia e ser tratado segundo
os pressupostos e princípios legais,
éticos e dos direitos humanos.
RESPONSABILIDADES E
DEVERES
Art. 5º - Exercer a profissão com
justiça, compromisso, eqüidade,
resolutividade, dignidade,
competência, responsabilidade,
honestidade e lealdade.
 O termo Ética refere-se aos padrões de
conduta moral, isto é, padrões de
comportamento relativos ao paciente, a
equipe diretiva e aos colegas de trabalho.
 Ter boa capacidade de discernimento
significa saber o que é certo e o que é
errado, e como agir para chegar ao
equilíbrio. (O lenhador e a raposa /48/impulso)
15.NORMAS ÉTICAS
 Respeite todas as confidências que seus pacientes
lhe fizerem durante o serviço.
 Jamais comente em público durante as horas de
folga, qualquer incidente ocorrido no hospital nem
de informações sobre seu doente.
 Evite maledicências- jamais critique seu supervisor
ou seus colegas de trabalho na presença de outros
funcionários ou dos enfermos.
( As três Peneiras – verdade, bondade, necessidade/30)
 Respeite sempre a intimidade de seus paciente.
Bata de leve á porta antes de entrar no quarto.
Cubra-o antes de executar qualquer posição.
 A ficha do paciente contém informação privada e
deve ser guardada. Apenas as pessoas
diretamente envolvidas podem ter acesso a ela.
 Demonstre respeito por seus colegas de trabalho
em qualquer ocasião. Nunca recorra a apelidos,
doenças ou número de quarto para se referir aos
doentes.
 Aceite suas responsabilidades de bom grado.
Antecipe-se ao chamado do paciente; procurando
adivinhar-lhe as necessidades.
 Tenha cuidado com os objetos ao paciente, para
prevenir posteriores complicações, tanto para
você quanto para o hospital.
 Assuma a responsabilidade de seus erros e falhas
de julgamento, levando-se logo ao conhecimento
do supervisor.
 O bom atendimento ao enfermo não permite que
haja preconceitos de raça, religião ou cor.
Dispense a todos a mesma consideração e o
mesmo respeito, e dê-lhes o melhor de si.
 Recorra á igreja da qual faz parte do paciente
sempre que necessário. Nunca se coloque na
posição de conselheiro espiritual, mas esteja
ciente de sua obrigação, em providenciar este tipo
de apoio sempre que necessário. Comunique ao
supervisor quando o paciente exigir um apoio
religioso especial.
 Não comente sua vida nem seus problemas
pessoais ou familiares com seus doentes a não
ser em termos gerais.
 Falar alto e fazer muito barulho é um
comportamento impróprio que incomoda ao
paciente e a seus familiares.
 Ter boas maneiras é uma obrigação. Os
visitantes são convidados dentro do hospital. Se
você os tratar com respeito e cortesia, eles
confiarão mais em você e no hospital.
 Use Durante a carreira de enfermagem você
encontrará certos tipos especiais de pacientes,
como viciados em drogas, alcoólicos, criminosos,
suicidas e pervertidos sexuais. Não deixe que sua
simpatia e antipaia pessoal interfiram no
atendimento a essa espécie de doente. Não
permita, tampouco, que a condição social ou
econômica do paciente modifique a qualidade do
atendimento que você dispensa.
 Nunca faça diagnóstico nem medicação para os
pacientes, para seus familiares e amigos, porque
isso constitui exercício ilegal da Medicina.
 Permaneça no seu setor de trabalho, só
saindo quando lhe for permitido, como nos
intervalos para almoço e descanso.
 Responda logo a qualquer chamado do
paciente. Atenda a suas solicitações, sempre
que possível. Quando estiver em dúvida ou
não for capaz de faze-lo, chame o supervisor
 Normalmente é a enfermeira chefe quem
atende ás chamadas telefônicas. Caso você
tenha de faze-lo seja educado(a) e cortês.
Encaminhe qualquer chamada telefônica á
autoridade competente.
 OS TÓPICOS ACIMA CITADOS
DEVERÃO FAZER PARTE DO DIA-A-
DIA E NUM PROCESSO DE
REFLEXÃO.
“A VIDA NÃO TRAZ RECOMPENSA
NEM CASTIGO,
MAS CONSEQUÊNCIAS.”
16. ESSÊNCIA DA CIDADANIA
DIREITO DE VIVER
DECENTEMENTE
PILARES DA ENFERMAGEM - APRENDER
A:
 SER Competência pessoal
 CONVIVER Competência social
 APRENDER Competência cognitiva
 FAZER Competência produtiva
CIDADANIA E
CONTRACORRENTES:
 Contracorrente ecológica;
 Contracorrente qualitativa;
 Contracorrente de resistência à vida puramente
utilitária;
 Contracorrente de resistência à primazia do
consumo;
 Contracorrente de emancipação em relação a
tirania onipresente do dinheiro;
 Contracorrente em reação a violência.
IDENTIDADE E
CONSCIÊNCIA TERRENA
Duplo imperativo:
 Salvar a unidade humana;
 Salvar a diversidade humana.
 SOMOS CIDADÃOS TERRESTRES.
BUSCAMOS A HOMINIZAÇÃO DA
HUMANIZAÇÃO PELO ACESSO A
CIDADANIA TERRENA.
CONCLUINDO:
Não se pode mais negar a urgência da
universalização da cidadania que por sua
vez requer uma NOVA ÉTICA, um diálogo
criativo com as dúvidas e interrogações do
nosso tempo, condições necessárias para
uma formação cidadã.
( Oque é o amor? Perfume, liberdade, gratidão.../ 35.)
ORAÇÃO DE SÃO FRANCISCO
Senhor! Fazei de mim um instrumento da vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor.
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão.
Onde houver discórdia, que eu leve a união.
Onde houver dúvidas, que eu leve a fé.
Onde houver erro, que eu leve a verdade.
Onde houver desespero, que eu leve a esperança.
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria.
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Ó Mestre, fazei que eu procure mais:
consolar, que ser consolado;
compreender, que ser compreendido;
amar, que ser amado.
Pois é dando que se recebe.
É perdoando que se é perdoado.
E é morrendo que se vive para a vida eterna.
Paz e Bem! Ir. Cecília
Rigo/2010

Bioetica

  • 1.
  • 2.
     QUEM SOUEU? ( Valor do Conteúdo/64/ R$)  DE ONDE VIM?  PARA ONDE VOU?  EM QUE MUNDO VIVO?  COMO? ATÉ QUANDO? E DEPOIS?
  • 4.
    LEGADO DO SÉCULOXX - ALIANÇA ENTRE DUAS BARBÁRIES:  A primeira vem das profundezas do tempo e traz guerra, massacre, deportação, fanatismo;  A Segunda, gélida, anônima, vem do âmago da racionalização, que só conhece o cálculo e ignora o indivíduo, seu corpo, seus sentimentos, sua alma, e que multiplica o poderio da morte e DA SERVIDÃO TÉCNICO-INDUSTRIAL.
  • 5.
    A HERANÇA DAMORTE:  As armas nucleares;  Novos perigos - morte ecológica - drogas - solidão e angústia....
  • 6.
    01. ÉTICA (dogrego ethikos - costume, comportamento)  ÉTICA reflexões sobra a conduta humana.  Pergunta ética por excelência: COMO AGIR PERANTE OS OUTROS?
  • 8.
    02.VALORES QUE FUNDAMENTAM AÉTICA:  Respeito mútuo  Justiça  Diálogo  Solidariedade
  • 9.
    VIAJANDO NO TEMPO... FLORENCE NIGHTINGALE  Nasc: 12/05/1820 - Itália  Morreu: 13/08/1910 - Inglaterra  Estudou Ciências Exatas – Referências: Euclides, Aristóteles, a Bíblia, Política e Guerra da Criméia.  Treinamento, Disciplina e Princ. Morais.
  • 10.
    03.ÉTICA –Disciplina filosóficaque busca refletir sobre os sistemas morais elaborados pelos homens buscando compreender:  FUNDAMENTAÇÃO DA NORMAS.  INTERDIÇÕES PRÓPRIAS DE CADA SISTEMA MORAL.
  • 11.
    04.MORAL –  conjuntode normas que orientam o comportamento tendo por base os valores próprios de uma comunidade: noção de justo, injusto, bem, mal...
  • 13.
    05. FILÓSOFOS DA GRÉCIA: SOFISTAS - PROTÁGORAS: o homem é a medida de todas as coisas - caíram no relativismo, no subjetivismo.  SÓCRATES: existe um saber universalmente válido que decorre do conhecimento da essência humana - SUA ALMA RACIONAL.
  • 14.
     PLATÃO -Aprofundou a diferença entre corpo e alma - Corpo sede das paixões. É necessário purificar o mundo material para se atingir A IDÉIA DO BEM.  ARISTÓTELES - A razão é essencial no ser humano. Agir corretamente pela prática da virtude.
  • 15.
     NO IIISÉCULO a.C. tematizam a questão ética não mais a partir da relação indivíduo & polis, mas se voltam para uma ética que PROCURA A PAZ INTERIOR, E O AUTOCONTROLE INDIVIDUAL.
  • 16.
     ETICA ESTÓICA– apatheia - aceitar tudo o que acontece porque tudo faz parte de um plano superior guiado por uma razão universal que tudo abrange.  ÉTICA EPICURISTA - ataraxia - desvio da dor e procura do prazer. EPICURO afirmou - O ESSENCIAL PARA NOSSA FELICIDADE É NOSSA CONDIÇÃO ÍNTIMA E DELA SOMOS SENHORES.
  • 17.
    IDADE MÉDIA: ÉTICACRISTÃ 06. A ética cristã está centrada na relação com DEUS.  Platão inspirou Santo Agostinho ( século III )  Purificação da alma & elevação ascética. (Livre - arbítrio)  A Graça de Deus é fundamental para nossa salvação.  Aristóteles inspirou São Tomás de Aquino (século XIII ) que buscou elementos racionais para explicar os principais aspectos da fé cristã: Razão & Vontade de Deus.
  • 18.
    07.O que diferencioua ética cristã da grega:  O abandono do racionalismo – não é na razão, mas no amor e na boa vontade que se busca a perfeição.  A emergência da subjetividade - Relação indivíduo e Deus. (Epicur. e Estoic.)
  • 19.
    IDADE MODERNA: ÉTICA ANTROPOCÊNTRICA 08. ÉTICA centrada na autonomia humana – a razão é capaz de elaborar normas universais.  Ato moral aquele que é praticado de forma autônoma, consciente e por dever. Kant. (1724 – 1804). A ação que pode ser universalizada, isto é, realizada por todos os indivíduos sem prejuízo para a humanidade - esta é moralmente correta. Não leva em consideração a história e a relação do indivíduo com a sociedade.
  • 20.
    IDADE CONTEMPORÂNEA - ÉTICADO HOMEM CONCRETO  09. De KANT a HEGEL - Para Hegel a moralidade assume conteúdos diferenciados ao longo da história das sociedades – razão é autônoma, universal, superior ao conjunto dos homens. O Homem é apenas um meio pelo qual a RAZÃO se realiza.  Surge a dialética - conhecimento é dinâmico.
  • 21.
     Kierkegaar –enfatizou a subjetividade como algo irredutível a sistematização racional.  Freud - Moral é repressiva, mas necessária como instância reguladora, pois sem ela a humanidade estaria em risco.  Marx - Moral é produção social e atende a determinada demanda social. É contrário ao racionalismo de Kant.
  • 22.
    10. VALORES MORAIS: Relativismo Ético – a tolerância como virtude > Consciência moral > valores herdados de cada cultura. Assim o conteúdo da consciência moral varia no tempo e no espaço.  Ética Objetiva – a busca pelos valores universais > que tem sido uma necessidade premente frente as atrocidades cometidas em nome de particularismo de ordem cultural.
  • 23.
    Bertrand Russell afirma: A VIDA FELIZ É AQUELA “INSPIRADA NO AMOR E GUIADA PELO CONHECIMENTO’’.  Habermas - Ética discursiva fundamentada no diálogo e no consenso > DIALÓGICA.
  • 24.
    11. CIDADANIA -IMPLICAÇÕES  Pedrinho Guareschi - Na perigosa era do aqui e agora... Liberalismo, capitalismo Competitividade: CADA UM POR SI, NINGUÉM POR TODOS.  A Filosofia que mais realiza o ser humano é a Filosofia da Solidariedade, da entre-ajuda, do bem querer, do respeito ao outro.
  • 26.
     Os jovensde hoje crescem num presente contínuo, parecem:  Não ter passado - é a presentização;  Só pensar em si - é o individualismo;  Consumir sempre - é o consumismo.
  • 27.
    12. QUAIS SÃOMEUS VALORES?  Valor econômico - preços;  Valor natural - terra, água...;  Valor de convicção de que É BOM - VALOR ÉTICO.
  • 28.
    13. BIOÉTICA – CIÊNCIAPREOCUPADA COM A VIDA  Teve início na década de 70, quando se começou a ver que o avanço das tecnologias necessitava de um acompanhamento ético, sobretudo as biociências. Criou-se o termo BIOÉTICA, justamente para que estas ciências possam servir ao ser humano, ajudá-lo no processo de humanização.
  • 29.
     A BIOÉTICAse ocupa: do nascer, do morrer, mas também do percurso que se faz entre o nascer e o morrer. Qualidade de vida ao nascer, viver e morrer = VIDA PLENA!  PENSAR NO SER HUMANO POR INTEIRO PARA SER FELIZ, NÀO NUMA DIMENSÃO APENAS.  SEMEAR ÉTICA NAS PROFISSÕES: UM DEVER DE CIDADANIA.
  • 30.
    ÉTICA PROFISSIONAL DE ENFERMAGEM 14.CÓDIGO DE ÉTICA DOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM / 12/05/2007  A ÉTICA PRETENDE HUMANIZAR UMA RALIDADE, FAZÊ-LA DIGNA DA PESSOA HUMANA PELA COERÊNCIA COM OS VALORES.
  • 31.
     A Enfermagem:compreende um componente próprio de conhecimentos científicos e técnicos, construído e reproduzido por um conjunto de práticas sociais, ÉTICAS e políticas que se processa pelo ensino, pesquisa e assistência.  O aprimoramento do comportamento ético do profissional passa pelo processo de construção de uma consciência individual e coletiva, pelo compromisso social e profissional.
  • 32.
     O Códigode Ética dos Profissionais de Enfermagem leva em consideração a necessidade e o direito de assistência em Enfermagem da população, os interesses do profissional e de sua organização. Está centrado na pessoa, família e coletividade.
  • 33.
    PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS:  O Profissionalde Enfermagem atua na promoção, prevenção, recuperação e reabilitação da saúde, com autonomia e em consonância com os preceitos éticos e legais.  O Profissional de Enfermagem respeita a vida, a dignidade e os direitos humanos, em todas as suas dimensões.
  • 34.
     O Profissionalde Enfermagem exerce suas atividades com competência para a promoção do ser humano na sua integralidade, de acordo com os princípios da ÉTICA E DA BIOÉTICA.
  • 35.
    DIREITOS Art. 1º -Exercer a Enfermagem com liberdade, autonomia e ser tratado segundo os pressupostos e princípios legais, éticos e dos direitos humanos.
  • 36.
    RESPONSABILIDADES E DEVERES Art. 5º- Exercer a profissão com justiça, compromisso, eqüidade, resolutividade, dignidade, competência, responsabilidade, honestidade e lealdade.
  • 37.
     O termoÉtica refere-se aos padrões de conduta moral, isto é, padrões de comportamento relativos ao paciente, a equipe diretiva e aos colegas de trabalho.  Ter boa capacidade de discernimento significa saber o que é certo e o que é errado, e como agir para chegar ao equilíbrio. (O lenhador e a raposa /48/impulso)
  • 38.
    15.NORMAS ÉTICAS  Respeitetodas as confidências que seus pacientes lhe fizerem durante o serviço.  Jamais comente em público durante as horas de folga, qualquer incidente ocorrido no hospital nem de informações sobre seu doente.  Evite maledicências- jamais critique seu supervisor ou seus colegas de trabalho na presença de outros funcionários ou dos enfermos. ( As três Peneiras – verdade, bondade, necessidade/30)
  • 39.
     Respeite semprea intimidade de seus paciente. Bata de leve á porta antes de entrar no quarto. Cubra-o antes de executar qualquer posição.  A ficha do paciente contém informação privada e deve ser guardada. Apenas as pessoas diretamente envolvidas podem ter acesso a ela.  Demonstre respeito por seus colegas de trabalho em qualquer ocasião. Nunca recorra a apelidos, doenças ou número de quarto para se referir aos doentes.
  • 40.
     Aceite suasresponsabilidades de bom grado. Antecipe-se ao chamado do paciente; procurando adivinhar-lhe as necessidades.  Tenha cuidado com os objetos ao paciente, para prevenir posteriores complicações, tanto para você quanto para o hospital.  Assuma a responsabilidade de seus erros e falhas de julgamento, levando-se logo ao conhecimento do supervisor.
  • 41.
     O bomatendimento ao enfermo não permite que haja preconceitos de raça, religião ou cor. Dispense a todos a mesma consideração e o mesmo respeito, e dê-lhes o melhor de si.  Recorra á igreja da qual faz parte do paciente sempre que necessário. Nunca se coloque na posição de conselheiro espiritual, mas esteja ciente de sua obrigação, em providenciar este tipo de apoio sempre que necessário. Comunique ao supervisor quando o paciente exigir um apoio religioso especial.
  • 42.
     Não comentesua vida nem seus problemas pessoais ou familiares com seus doentes a não ser em termos gerais.  Falar alto e fazer muito barulho é um comportamento impróprio que incomoda ao paciente e a seus familiares.  Ter boas maneiras é uma obrigação. Os visitantes são convidados dentro do hospital. Se você os tratar com respeito e cortesia, eles confiarão mais em você e no hospital.
  • 43.
     Use Durantea carreira de enfermagem você encontrará certos tipos especiais de pacientes, como viciados em drogas, alcoólicos, criminosos, suicidas e pervertidos sexuais. Não deixe que sua simpatia e antipaia pessoal interfiram no atendimento a essa espécie de doente. Não permita, tampouco, que a condição social ou econômica do paciente modifique a qualidade do atendimento que você dispensa.  Nunca faça diagnóstico nem medicação para os pacientes, para seus familiares e amigos, porque isso constitui exercício ilegal da Medicina.
  • 44.
     Permaneça noseu setor de trabalho, só saindo quando lhe for permitido, como nos intervalos para almoço e descanso.  Responda logo a qualquer chamado do paciente. Atenda a suas solicitações, sempre que possível. Quando estiver em dúvida ou não for capaz de faze-lo, chame o supervisor
  • 45.
     Normalmente éa enfermeira chefe quem atende ás chamadas telefônicas. Caso você tenha de faze-lo seja educado(a) e cortês. Encaminhe qualquer chamada telefônica á autoridade competente.
  • 46.
     OS TÓPICOSACIMA CITADOS DEVERÃO FAZER PARTE DO DIA-A- DIA E NUM PROCESSO DE REFLEXÃO. “A VIDA NÃO TRAZ RECOMPENSA NEM CASTIGO, MAS CONSEQUÊNCIAS.”
  • 47.
    16. ESSÊNCIA DACIDADANIA DIREITO DE VIVER DECENTEMENTE PILARES DA ENFERMAGEM - APRENDER A:  SER Competência pessoal  CONVIVER Competência social  APRENDER Competência cognitiva  FAZER Competência produtiva
  • 48.
    CIDADANIA E CONTRACORRENTES:  Contracorrenteecológica;  Contracorrente qualitativa;  Contracorrente de resistência à vida puramente utilitária;  Contracorrente de resistência à primazia do consumo;  Contracorrente de emancipação em relação a tirania onipresente do dinheiro;  Contracorrente em reação a violência.
  • 49.
    IDENTIDADE E CONSCIÊNCIA TERRENA Duploimperativo:  Salvar a unidade humana;  Salvar a diversidade humana.
  • 50.
     SOMOS CIDADÃOSTERRESTRES. BUSCAMOS A HOMINIZAÇÃO DA HUMANIZAÇÃO PELO ACESSO A CIDADANIA TERRENA.
  • 51.
    CONCLUINDO: Não se podemais negar a urgência da universalização da cidadania que por sua vez requer uma NOVA ÉTICA, um diálogo criativo com as dúvidas e interrogações do nosso tempo, condições necessárias para uma formação cidadã. ( Oque é o amor? Perfume, liberdade, gratidão.../ 35.)
  • 52.
    ORAÇÃO DE SÃOFRANCISCO Senhor! Fazei de mim um instrumento da vossa paz. Onde houver ódio, que eu leve o amor. Onde houver ofensa, que eu leve o perdão. Onde houver discórdia, que eu leve a união. Onde houver dúvidas, que eu leve a fé. Onde houver erro, que eu leve a verdade. Onde houver desespero, que eu leve a esperança. Onde houver tristeza, que eu leve a alegria. Onde houver trevas, que eu leve a luz. Ó Mestre, fazei que eu procure mais: consolar, que ser consolado; compreender, que ser compreendido; amar, que ser amado. Pois é dando que se recebe. É perdoando que se é perdoado. E é morrendo que se vive para a vida eterna. Paz e Bem! Ir. Cecília Rigo/2010