SERRITA – PE
2015
RESUMO DE IMPLANTODONTIA
JOÃO RICARDO
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Aula 1
MEDIDAS DO IMPLANTE
Diâmetros:
 Padrão 4 a 4.1 m6m (3,75 a 4,5) médio (Mais usados)
 Inferior ao padrão 3.3. mm (3,25 a. 3,5) fino (incisivos laterais
superiores e incisivos inferiores)
 Superior ao padrão de (5 a 7 mm) largo (molares)
Parâmetros para escolha:
 Perfil de emergência e anatomia do elemento a ser substituído
 Espaço mésio distal e vestíbulo lingual disponível
 Características da área a ser implantado:
 Volume ósseo
 Fatores biomecanicos
Obs: Na região de ICS Canino e PRE está indicado pela biomecanica e
diâmetro X estética o uso de implantes de 3,75 a 4 mm e 5 a 6 mm nos
molares por que do contrário fica evidente na gengiva no caso de 5,5 mm, Nos
incisivos inferiores usar de 3 a 3,25 mm, Nos caninos pres e molares usar 3,75
e 4
Levar em consideração a quantidade e a qualidade do tecido ósseo se
aporta o diâmetro do implante
Comprimento
 Está diretamente ligado a estabilidade primária do implante
 Sabe-se que o comprimento padrão é de 10 a 13 mm pois tem
boa estabilidade primária com boa irrigação
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 O prolongamento excessivo do implante dificulta a irrigação e
causa aquecimento e necrose óssea o que dificulta a
ósseointegração nas regiões além de 13 mm
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Aula 2
QUANTO A SUPERFÍCIE DO IMPLANTE
 O tipo de superfície é muito importante para a ósseointegração,
os implantes torneados sem tratamento são bons apenas no osso
cortical
 O tratamento da superfície consiste em adicionar alguma
característica que atraia as células formadoras de tecido ósseo
para a superfície fazendo com que o osso se deposite mais
favoravelmente sobre o implante melhorando a ósseointegração.
 Isso causa rugosidades muito importantes para melhorar a
integração e são criadas por adição ou subtração (Duas maneiras
de tratamento de superfície)
Existem dois tipos de superfícies
 Usinadas: Por torneamento, são lisos
 Rugosas, tratadas ou texturizadas: Por adição ou remoção. São
rugosos.
 Os usinados só integram em osso cortical (ósseointegração a
distância) por corticalização.
 Já os rugosos integram em cortical ou trabécular
(ósseointegração por contato) por trabeculação
Os usinados permitem a mineralização do osso rumo ao implante mas
não o estimula, em alguns casos sofrem fibrointegração que é muito fraca.
Já os tratados tem a capacidade indutora (osseoindução), Impedem a
proliferação epitelial e favorecem a migração de células formadoras de osso.
Tipos de superfície
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 Tratada por Adição de titânio
 Tratada por Adição de hidroxiapatita (O melhor de todos os
Tratamentos)
Os implantes tratados por adição liberam alguma substância que atraem
as células formadoras para a superfície o que melhora a ósseointegração.
Nisso eles melhoram a retenção SECUNDÁRIA
No caso de adição o titânio ou a hidroxiapatita são usados como
revestimento da superfície o que aumenta a mesma
Vale lembrar que o titânio causa osseocondução pois é bioinerte e a
hidroxiapatita causa osseocondução e osseoindução pois é bioativa
A adição de titânio se da por projeção por tocha de plasma de spray de
titânio
Muitos fatores são importantes para essa adição:
 Tamanho dos grânulos
 Tempo de exposição
 Força do jateamento
Esse tratamento aumenta a molhabilidade o que facilita muito a perfusão
sangüínea e acelera a ósseointegração pela difusão de células formadoras de
osso.
Tratamentos por subtração:
 Tratada por Subtração física
Mais simples, barata, porem menos homogênea, se faz por
bombardeamento da superfície com titanio, óxido de alumínio, hidroxiapatita,
sílica é o mais usado no Brasil é o óxido de alumínio que é duro, barato mas
causa muita impregnação na superfície e reduz a osteointegração
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 Tratada por Subtração química
Se da pelo desgaste da superfície com ácidos fortes o até causa
microrretencoes e microrrugosidades, ainda causa a limpeza, Se usa ácido
clorídrico, fluoridrico ou sulfúrico, Apresenta bom controle de qualidade e
Homogeneidade.
Pode se dar por corrosão ou decapitação (contra-indicada pois reduz a
resistência)
 Tratada por Subtração físico-química
Se realiza um primeiro jateamento (Cria macrorretenções)
Depois o implante é submetido a subtração química (Criando
microrretencoes). A união dos dois métodos eleva a qualidade do tratamento
da Superfície
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Aula 3
PLANEJAMENTO INTEGRADO PROTETICO-CIRÚRGICO
Indicações e contra-indicações do tratamento com implantes
osseointegrados.
É preciso avaliar:
 Fatores de risco
 Avaliação dos sinais clínicos e uso de medicamentos que podem
interferir no tratamento
 Avaliação de exames complementares
 Imaginologia aplicada ao tratamento por implantes
Objetivo da Implantodontia é oferecer a solução mais simples eficiente e
prognosticável para o paciente
Durante a Consulta inicial é importante:
 Apurar a queixa principal
 Conversar com o paciente
 Exame clínico na cadeira odontologica
 Solicitação de exames complementares pre-operatórios
 Repasse de informações de orçamento (comercialização do
implante)
 Assinatura das documentações cabíveis ao momento
 Identificar o desejo do paciente
 Cuidado com exigências surreais
 Quanto maior a exigência maior deve ser a cooperação do
paciente
O paciente deve ter consciência de que:
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 O tratamento com implantes requer dedicação por parte do
mesmo
 Na fase protetica do implante são necessárias várias provas e
vários retornos
 Sempre ter em mente a possibilidade do insucesso
 Que ele deve se comprometer com o tratamento
 Que o prognóstico do tratamento requer revisões e
acompanhamentos periódicos
Situações possíveis na consulta inicial:
 Situação 1: Paciente já chega com exames e orçamentos de
outros profissionais
 Situação 2: Paciente sem exames buscando o tratamento desde o
início
Comercialização do implante (Escolher o tipo de implante a ser usado):
 Exame clínico
 Avaliar o estado físico do paciente
 Avaliar a qualidade e o tipo de osso, margens de mucosa,
lindonodos, atm, freios, lábios e etc.
Obs importante: O melhor momento para indicar um implante é na
consulta de retorno
Indicações para colocação de implantes:
 A enorme maioria das ausências dentárias
 Mesmo na falta de tecido ósseo ou com complicações sistêmicas
sendo necessário apenas uma adequação prévia
Contra indicações temporárias e soluções
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 Ma oclusão (Ortodontia)
 Relações maxilares desfavoráveis (Cirurgia Ortognaticas)
 Quantidade insuficiente de tecido duro e mole (Enxertos)
 Patologia dos dentes e gengiva (Tratamento prévio)
 Doenças sistêmicas controláveis (Controle) e gravidez (Aguardar
que passe)
Definitivas:
 Contra-indicações temporárias não tratadas
Fatores de risco:
 Idade
 Fumo
 Alcoolismo
 Outras drogas
Pacientes idosos tem menor exigência e mais aceitação do tratamento
porém deve-se atentar para alterações sistêmicas que são mais freqüentes,
caso haja algum fator sistêmico que interfira no procedimento cirúrgico o
mesmo deve ser adiado até que a situação se normalize
Obs: uma contra-indicação real é a idade quando pouca, pois antes que
o paciente termine o seu desenvolvimento ósseo não se deve fazer a
colocação dos implantes pois os mesmos podem atrapalhar o desenvolvimento
ósseo
Cuidado com pacientes com osteoporose pois os mesmos podem utilizar
bifosfonatos e isso causa um risco quase certo de osteonecrose ainda que em
procedimentos minimamente invasivos especialmente quando se usa o
injetável (mensal) no qual de deve esperar no mínimo 3 anos sem o uso para
que se possa realizar procedimentos invasivos enquanto que os de uso oral
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são de uso semanal e podem ser submetidos a procedimentos normalmente
após 6 meses após o uso.
O paciente que tem osteoporose mas faz uso de outros medicamentos
desde que tenha osso suficiente ou que possa passar por enxerto não está
contra-indicado a colocação de implantes
Diabetes
Quando descontrolada:
 Reduz a formação óssea
 Atrasa a cicatrização
 Eleva o risco de infecções
 Reduz a formação de tecido cartilaginoso
 Exige a necessidade de controle prévio
Tabagismo
 Reduz a regeneração
 Modifica o tipo ósseo para pior (ex: 2 para 4)
É necessário entender a etiologia do edentulismo se o mesmo ocorreu
por:
 Cárie
 Problemas períodontias
 Trauma
 Problemas oclusais
Na consulta inicial se deve avaliar:
 As relações inter-maxilares
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 Biotipo periodontal (Fino se mostra transparente (ruim), espesso
menos transparente (melhor) )
 Oclusão
 Características de mucosa
 Espessura e altura do osso
 Altura de oclusão (Dimensão vertical)
 Abertura de boca
 Espaços protéticos
 Tecido Querarinizado
 Altura da Linha do sorriso
 Solicitar exames pré-operatórios
 Realizar moldagens e fotografias
 Enceramentos diagnósticos
Exames de rotina:
 Hemograma
 Coagulograma completo
 Glicemia
 Creatinina
 Dosagem de Cálcio
 Fósforo
 Proteínas totais
 Uréia
Fotografias:
 Oferecem previsibilidade estética para as futuras restaurações
sobre implantes bem como servem de documentação Odontolegal
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Exames radiograficos:
 Presentes desde o planejamento até o acompanhamento pós-
operatório
 A tomografia computadorizada é o exame de primeira escolha
Utilizasse para:
 Determinar o tipo ósseo
 Mensurar altura e expessura
 Observar presença de lesões e demais estruturas ósseas
 Mensurar o rebordo residual
A mais utilizada é a Cone Beam que permite a geração de imagens 3D é
o planejamento virtual facilitando tanto o planejamento do procedimento quanto
a instrução ao paciente e a confecção de guias cirúrgicos que melhoram o
procedimento cirúrgico, possibilita o teste de vários planos de tratamento
Após esse planejamento pode se fazer a prototipagem que é a
confecção de um modelo real da situação óssea do paciente que possibilita o
ensaio prévio do procedimento
 Radiografias periapicias: As mais indicadas para
acompanhamento pós-operatório
 Panorâmicas: Utilizadas para visualização geral, mas não para
planejamento
Montagem em articulador:
 Sempre realizar em casos em que o paciente não tiver
estabilidade oclusal
 Registram a situação inicial do paciente
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Permite:
 Observação dos contatos dentais
 Observação das relações internaxilares
 Reprodução ou modificação Da MIH e da RC
 Permite enceramento diagnóstico prévio
 Possibilita a simulação dos movimentos funcionais
Mas consultas de retorno
 Avaliar os exames
 Fazer as indicações necessárias
 Planejar a adequação do meio
 Informações relativas ao investimento necessário inclusive com
cronograma de despesas
É possível que o paciente postergue ou decida realizar o procedimento
Ao realizar o orçamento final é necessário levar em consideração a
sequência de apresentação:
 Explicar as diversas etapas do tratamento
 Transformar todas as etapas em produto
 Oferecer o valor final
 Dividir esse valor global nas diversas etapas
 Sempre relacionar o valor com o tempo de execução (Ex:
implantes integram em 4 meses... Dividir em 4 parcelas.)
 Escutar a analise possíveis propostas do paciente
 Procurar finalizar a negociação nessa consulta de retorno.
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Aula 4
PLANO DE TRATAMENTO EM IMPLANTODONTIA
Tem Por objetivo oferecer a melhor opção dentro das possibilidades do
paciente e do caso
Diverso a fatores influenciam nisso:
 Saúde geral
 Condições financeiras
 Longevidade e índice de sucesso do tratamento
 Número de consultas
 Expectativas do paciente
 Condições locais
Em Implantodontia é necessário fazer o planejamento reverso com
modelos de diagnóstico confeccionados previamente ao procedimento cirúrgico
(Planejar as próteses primeiro e depois planejar os implantes)
Necessita de modelos precisos, enceramentos diagnósticos, montagem
de dentes, confecção de guias e provisórios
Com isso se estuda o espaço protético, a forma dos dentes artificiais, a
posição e o contorno da futura coroa assim como a Posição ideal dos
implantes.
Uma correta avaliação das possíveis reabilitações protéticas guiará a
colocação e o planejamento dos implantes no tocante ao número, inclinações e
etc.
A confecção do guia cirúrgico é fundamental para o sucesso da
colocação do implante pois permite a perfeita colocação do implante na
posição concordante
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O guia otimiza a realização do procedimento, a distribuição do Número
de implantes, melhora o paralelismo e tripoidismo (apoio em 3 pontos vestibular
língual e central) e a angulação vestíbulo - língual
O guia permite a visualização precisa do local e posição dos implantes
Deve ser confeccionado em Material (resina acrílica incolor) estável,
bem apoiada que não permita báscula, incolor para permitir a visualização da
passagem da broca
Quando o paciente tiver uma prótese total bem adaptada a mesma pode
ser usada para duplicação e confecção de um guia cirúrgico pois a futura
prótese sobre implante poderá ter a mesma posição
O guia Permite a visualização da parte protéica do Implante na
radiografia e confeccionado nos modelos de estudo Encerados (Confecciona-
se uma guia em acrílico, e na área a ser reposta se. Usa um material radiopaco
para simular a posição da futura coroa em relação ao osso)
Obs: em regiões posteriores se da preferência as coroas parafusadas
(perfuração passa pelo sulco central)
Na região anterior preferir as coroas cimentadas
Obs: a posição ideal para a perfuração e uso de guia cirúrgico tem dois
pontos de referência na região anterior (cíngulos dos vizinhos (prótese
parafusada) ou suas incisais (próteses cimentadas) já na região posterior se
usa o sulco central Para todas.)
Depois de confeccionado o guia deve-se escolher:
 As dimensões do implante (tamanho da plataforma: regular, a
baixo do padrão ou estreita, acima do padrão ou larga) de
preferência quando possível escolher uma dimensão próxima a
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da dimensão natural da raiz. O comprimento geral deve ser até
13mm (maior que isso causa necrose)
 Desenhos do implante (cilíndricoconico ou cônico para osso tipo 3
ou 4, cilíndrico para osso 1 ou 2)
 As Superfícies (tratadas e não tratadas). Escolher
preferencialmente os tratados
Escolha do Número de implantes QUANDO DO TIPO H.E
Reabilitações unitárias: para o implante em incisivos centrais, caninos e
pré molares é necessário de 7 a 8 mm de distância mésio-distal (eles usam
plataforma regular chamada RP)
Para incisivos laterais é necessário 6mm para plataforma mínima
também chamada NP
Região posterior: Se o espaço mésio-distal for entre 8 e 10 mm deve-se
usar um implante RP, já quando esse espaço for de 10 a 12 deve-se usar um
implante LP (plataforma larga), se houver uma distância de 14mm pode-se usar
dois implantes RP com 3mm de distância entre eles, pois cada um necessita de
7mm de espaço)
Deve-se considerar também a distância interoclusal de ao menos 7mm
para garantir um espaço adequado para a base e material restaurador da futura
coroa
Reabilitação de 2 elementos: Distância mínima de 14 a 16mm em região
anterior (isso garante os 7mm de cada implante H.E do tipo RP a distância
adequada entre eles)
Região posterior: Pelo menos 14 a 16 para implante RP ou 18 a 20 para
implante LP, para espaços de mais de 21mm coloca-se 3 implantes RP
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Reabilitação de 3 elementos: Região anterior: Com 21 a 24 se usa 2
implantes RP (superior) ou 3 implantes NP.
Na região posterior entre 20 e 24 se usa 3 implantes RP
Reabilitação de 4 elementos: 28 a 32mm se usa 3 ou 4 implantes RP (3
é mais estético)
Reabilitação de 5 ou 6 elementos: 5 elementos exigem de 35 a 40mm de
espaço se usa 3 RP. (Mais que isso não é Necessário para região anterior
superior
Na região inferior com 30mm de espaço se usa 3 implantes NP (já é
suficiente essa quantidade)
Reabilitações totais: Pode-se resolver cada arcada com 4 a 6 implantes
RP para cantilever
Ou optasse por sobredentadura (apenas 2 ou 3 implantes) para
pacientes com dificuldade de higienização
Posição Apico-Coronal: Em implantes H.E não deve haver mais de 2 ou
3mm de distância entre o topo da crista óssea e o início da plataforma (os
Conemoss podem adentrar mais)
Posicionamento vestíbulo-lingual: Deve haver ao menos entre 1 e 2 mm
de osso sobre a superfície do implante tanto na superfície vestibular quanto
lingual do osso
LEMBRANDO QUE ESSES MESMOS ESPAÇOS SÃO EXIGIDOS
TAMBÉM ENTRE AS RAÍZES
OBS: Nos implantes H.E a distância mínima da superfície lateral do
implante para a raiz vizinha deve ser no mínimo 1,5 mm e de 3mm para a
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superfície de um outro implante vizinho para que não estrangule a crista óssea
e mantenha a papila interdental
Sendo que a distância nos implantes H.I e Conemoss essas distâncias
diminuem para 1mm para raiz vizinha e 2 para outro Implante
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IMPLANTODONTIA 6 AV2
PROTOCOLO CIRÚRGICO PARA INSTALAÇÃO DE IMPLANTES
É fundamental que se realize as instruções pré operatórias e as
medicações que sempre são realizadas previamente a todas as colocações de
implante
Medicações prévias:
 Analgésicos e Antiinflamatórios, Antibióticos e
Descongestionantes nasais
 Variáveis com a extensão e tempo cirúrgico
 Controlar a ansiedade com benzodiazempinicos, não prescrever,
mas sim entregar ao paciente e recomendar que ele tome na
noite antes do procedimento.
 Controlar a dor com AINES: Dipirona 500 mg 1 comprimido a
cada 6 horas, Ibuprofeno 600 mg, nimesulida 100 mg, diclofenaco
de potássio ou sodico 50 mg, ou usar analgésicos opioides: Tilex
30 mg (Codeína 30 mg + Paracetamol 750 mg). Ou Tilex 7,5 mg
(Codeína 7,5 mg + Paracetamol 500 mg). Usar também para
casos de cirurgias longas os antiinflamatórios esteroidais:
Decadron (dexametazona) 4mg usar dois comprimidos de 4mg
uma hora antes, Celestone (betametazona) 2mg 2 comprimidos
uma hora antes.
 Antibióticos: Penicilinas (Amoxicilina 500 mg) usar dose de ataque
2g uma hora antes do procedimento e um comprimido a cada 8
horas pós operatório com ou sem clavunonato de potássio.
Também se pode usar azitromicina para pre e pós operatórios
principalmente em casos simples.
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 Prescrever descongestionantes em casos que envolvam seio
maxilar para que o seio se mantenha limpo e arejado. Pode ser
qualquer descongestionante
OBS: Sempre se prescreve pre operatório: Antibiótico, Analgésicos,
Anestésico (Livre escolha entre Lidocaina, Articaina ou Mepivacaina)
 Sempre evitar que o paciente coma alimentos pesados antes do
procedimento para evitar mal estar
 Reduzir o fumo
 Nunca beber
 Manter as medicações rotineiras
 Usar roupas confortáveis
OBS: Casos simples são considerados as colocações de até 3 implantes
em paciente sem infecção e sem comprometimento sistêmico.
Usar nesses pacientes sempre: Medicação antibiótica prévia:
Azitromicina uma hora antes. Analgesia com AINES (Preferir o LISADOR logo
após o fim do procedimento antes que a anestesia acabe o efeito), Usar
antiinflamatório ( Nimesulida, AFLEX)
 Casos menos simples (mais de 3 implantes).
 Fazer antibióticoterapia prévia e de manutenção por 7 dias com
amoxicilina 500 mg
 *Fazer analgesia com dipirona (500 mg) ou paracetamol para
alérgicos.
 Em casos mais extensos ou demorados usar .
 Em casos relacionados a infecção prévia
Reforçar a amoxicilina com clavunonato prévio e de manutenção,
analgésico e antiinflamatório normal
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 Em casos muito extensos e demorados (Como levantamento de
mandíbula, enxertos e outros) SEMPRE utilizar corticoides
previamente a cirurgia ( 2 comprimidos de Decadron 4mg uma
hora antes), considerar a clindamicina em pacientes alérgicos a
penicilinas.
OBS: Não usar Azitromicina para combate a infecção apenas para
prevenção
 Pacientes com alta ansiedade: Usar Diazepan de 5 ou 10 mg.
 Sempre prescrever bochechos de Clorexidina 0,12% duas vezes
ao dia por 7 dias em todos os casos
 Recomendar: Não fumar, consumir alimentos frios e pastosos,
seguir as medicações rigorosamente, cuidar da higienização.
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IMPLANTODONTIA 7
INSTRUMENTAIS UTILIZADOS EM CIRURGIA DE COLOCAÇÃO DE
IMPLANTE
Os normais da cirurgia: cubas, seringas, Porta Agulha, material de
sutura, Fios sempre de Nilon, afastador de minessota ou Farebeut, sternberg,
brenemark (para enxertos de mento)
 Decoladores de molt e free
 Pinça porta enxerto
 Pinça porta implante
 Tesouras delicadas
 Bisturis 15c
 Bisturis circulares (Para reabrir o implante)
 Dissector (usado para incisionar e descolar)
 Períotomo (Para romper ligamento periodontal é realizar
extrações atraumaticas)
 Curetas de Lucas e Grace
 Fórceps (Quanto mais finos melhor)
 Alavancas de Seldin.
 Motor para implante
 Contra ângulo (Específico pra implante)
 Peça reta (normal ou angulada)
 Frezas ( de sistema pieso elétrico, tem por vantagem não ferir os
Tecidos moles o que protege nervos)
 Retrival (Para remover implantes por alguma razão)
 Brocas Max e Minicut (para aplainar a superfície óssea)
Campo cirúrgico
 Pijama cirúrgico, luvas e gorros
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INCISÕES E RETALHOS
PRÉ REQUISITOS PARA UMA BOA INCISÃO
 Garantir uma boa visibilidade direta
 Não arriscar estruturas anatômicas
 Incisionar em tecido sadio
 Planejar antecipadamente e se preparar para a realização
 Assegurar o suporte sanguíneo (Relação de base x ápice do
retalho)
 Assegurar o recobrimento do implante ou enxerto
 Garantir que há disponibilidade de tecido queratinizado suficiente
TIPOS DE INCISÃO:
 Na crista do rebordo: Dividi-se o tecido queratinizado meio a
meio, uma incisão bem simples que pode ser deslocado para
vestibular ou palatina a depender da necessidade de tecido
queratinizado (quando se deseja por vestibular se faz por palatina
e desloca o retalho pra vestibular)
 Incisões circulares: Usa bisturi circular, pouco usado por que
desperdiça o tecido queratinizado o que atrapalha na proteção da
região perimplantar, vantagem por ser pouco traumático, evita
sutura.
 Relaxantes: vantajosas por aumentar a área de visualização,
preserva as papilas, evita áreas de tensão no retalho. Tem o
problema de ser mais traumática, lesionar o tecido queratinizado
 O relaxante periosteal é interessante para proteger os implantes
em cirurgia de 2 estágios
TIPOS DE RETALHO
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 Retalho total: envolve o periósteo
 Retalho parcial: Não descola o periósteo
 Retalho misto: parcial e total em diferentes áreas
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SEQUÊNCIA DE COLOCAÇÃO DO IMPLANTE
Cada fabricante tem kits diferentes
Seu escalonamento é crescente, semelhante a endodontia
Começa da broca mais fina até a mais próxima do diâmetro do implante
(nunca igual pois não permite a estabilidade primária)
 Primeiro Passo: Começa com uma broca esférica ou de lança que
tem por função romper a cortical óssea, criando um caminho para
as próximas brocas
 Segundo passo: Broca de diâmetro 2.0 mm até o comprimento
final do implante (lembrar de sempre fazer essa perfuração aos
poucos em movimento de entrada e saída para evitar o
aquecimento)
 Usar o profundimetro para ver se foi alcançada a profundidade de
perfuração
 Se não houver guia se usa o paralelizador para ver se houve
desvio do trajeto
 Terceiro passo: Broca Piloto 2-3: Usada para preparar o osso
para receber a broca 3 (Não precisa ir até o comprimento final,
apenas abre caminho para a 3)
 Quarto passo: Broca 3.0 mm (A última que atinge o comprimento
total, pois o implante normal tem mais de 3 mm e se deixa 0,75 ou
1 mm para dar retenção primária)
 Quinto passo: A depender da densidade óssea se usa uma broca
a mais nos casos de osso 1 ou 2 para melhorar a adaptação do
implante. (Counter sink usada para dar espaço a acomodação da
plataforma do implante do tipo H.E. Em ossos 1 ou 2)
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 Sexto passo: Instalação. Colocar o implante com a chave manual,
ou com chave de contra ângulo até obter um travamento inicial,
depois se termina com o torquimetro (catraca)
 Sétimo passo: Por fim se coloca o tapa implante para proteção do
mesmo e se faz as suturas
As suturas tem por função reposicionar os tecidos, sem jamais causar
isquemia, a cicatrização ocorre após 7 a 15 dias, é fundamental que haja o
recobrimento do implante, usar sempre Nilon (Pois tem muito menos acúmulo
de placa bacteriana e proteje os tecidos periimplantares)
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TIPOS DE SUTURA:
 "X"
 Simples
 Contínuo
 Festonada
 Colchoeiro vertical (Muito importante em áreas estéticas, mantém
e ajuda na formação de papilas que são muito importantes na
implantodontia) Tem a vantagem de ser resistente, protege
enxertos, e mantém as papilas Pode-se usar os fios reabsorvíeis
por exemplo nos casos de enxerto de mento
FATORES QUE ALTERAM A CICATRIZAÇÃO DE UMA SUTURA:
 Alimentação
 Fatores sistêmicos
 Tipo de fio
 Maus hábitos: Tabagismo e alcoolismo
Aguardar os meses adequados (2-4 mandíbula, 4 -6 maxila)
Reabrir e colocar o cicatrizador
Protocolo Protético: 2º Estágio
Passada o período inicial da osseointegração (de 2 a 6 meses
dependendo da região e do tipo de implante), vem a fase protética onde o
componente protético é colocado.
É nessa fase em que está o foco da expectativas do paciente, onde sua
satisfação está intimamente dependente.
Tem por objetivo fazer a reabertura do implante e adaptar o cicatrizador.
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A reabertura objetiva acessar o parafuso do implante, acessar o implante
para a confecção da prótese, valorizar a estética na região perimplantar.
Incisões para reabertura:
 Bisturi Circular
 Linear (Incisão na crista)
 Em H
 Incisão Palatal com Retalho
 Pendiculo proximal
 Associada a Enxerto
 Retalho em rolo
OBS: O bisturi circular está caindo em desuso por que ele exige muita
quantidade e qualidade de tecido queratinizado na região perimplantar
CICATRIZADOR: Dispositivo de titânio rosqueavel ao implante,
necessita de superfície bem lisa para proporcionar aos tecidos moles uma
cicatrização adequada a colocação da prótese
Seu formato segue o diâmetro dos implantes e das coroas dentais,
seguindo o perfil de emergência do dente a ser reposto se apresentando como
finos, médios e largos
O período de cicatrização é de 2 a 6 semanas
A chave usada na sua colocação pode ser de 0,9 ou 1,2 mm
(IMPORTANTE LEMBRAR ESSA NUMERAÇÃO)
Permite o desenvolvimento perimucoso ao redor do implante e protege
os tecidos moles
Deve seguir a silhueta dos elementos dentais, sendo que existe o de
silhueta divergente (Região anterior) ou de silhueta Reta (região posterior)
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O diâmetro do cicatrizador é determinado pelo diâmetro da plataforma e
da coroa dental a ser reposta existindo o de 3.3, 4.1 e 5mm
Já a altura do cicatrizador é dada pela altura da mucosa perimplantar,
Sua altura varia de 2mm em diante, sendo que ele deve ficar no mínimo 0,5
mm a cima da margem gengival
INCISÕES LINEARES permitem boa visualização porém também
necessitam de muito tecido queratinizado semelhante ao circular
A INCISÃO EM H (uma incisão linear central com duas relaxantes
laterais) é indicada para os casos unitários pois descola as duas partes da
mucosa uma para vestibular outra para palatina
INCISÃO PALATAL COM RETALHO: visa alimentar a porção de tecido
queratinizado na região vestibular. Faz-se uma incisão por palatina com retalho
parcial (deixando o periósteo íntegro) reposiciona-se o retalho para vestibular
expondo o implante e aumentando a porção de tecido mole na região vestibular
e se coloca o cicatrizador
TÉCNICA DO PEDÍCULO PROXIMAL
Também visa aumentar a quantidade de tecido queratinizado na
vestibular e repõe papila
TÉCNICA PARA MANUTENÇÃO DE PAPILA
Quando se faz o uso de bons provisórios o contorno e a margem
gengival são restabelecidos com naturalidade, para manter isso a incisão deve
ser feita de modo que essas papilas sejam preservadas.
TÉCNICA ASSOCIADA COM ENXERTO DE TECIDO MOLE
JR P á g i n a | 30
Pode-se fazer um enxerto gengival livre (o enxerto é feito com a
remoção de epitelio e conjuntivo) ou por enxerto conjuntivo (se remove apenas
o conjuntivo da área doadora)
O mais indicado é o retalho conjuntivo pois é menos doloroso para o
paciente e tem um resultado final é mais estético (o enxerto gengival livre gera
por vezes um tecido esbranquiçado e menos estético)
Áreas doadoras mais usadas são o túber da maxila e o palato
Vale ressaltar que o túber só pode ser usado como doador se o paciente
não tiver o 3º molar e por vezes o segundo
A remoção de tecido mole no palato deve se restringir até a mesial do 1º
molar pois além disso a incisão chega perto dos vasos palatinos maiores e
ocorre um sangramento maior.
RETALHO EM ROLO
Se faz uma incisão por palatina com duas relaxantes laterais e se enrola
o tecido em direção a vestibular para resolver defeitos de tecido queratinizado
ACESSO COM PRÓTESE PROVISÓRIA
Muitas vezes um provisório bem adaptado e aumentado
progressivamente vai condicionando o tecido mole a fim de torná-lo bem
adaptado a peça definitiva. Tem a vantagem de dar ótimos resultados no
condicionamento do tecido queratinizado, o problema é que leva mais tempo
clínico (necessita de ajustes semanais) e prolonga o tempo de tratamento. Mais
indicado para região anterior.
JR P á g i n a | 31
COMPONENTES E INTERMEDIÁRIOS PROTÉTICOS PARA
PRÓTESE SOBRE IMPLANTE
O intermediário tem a mesma função dos núcleos em próteses fixas
portanto sustentam o componente protético
O grande desafio na implantodontia hoje em dia é a adaptação do
componente protético
Dentro da biomecânica o mais importante é entender o tipo de conexão
protética sendo fundamental conhecer a marca, o tipo, e o diâmetro da
plataforma.
Algumas limitações do H.E são a instabilidade rotacional e estética
fizeram surgir novas conexões H.I e cone moss.
INTERMEDIÁRIO X COMPONENTE PROTÉTICO
O intermediário compreende a porção que liga a plataforma do implante
ao componente protético (Semelhante aos núcleos de prótese fixa)
Componente protético é a estrutura sobre a qual se confecciona a
prótese (Semelhante ao núcleo de próteses fixas)
Coping tanto para prótese fixa quanto prótese sobre implante, é o
componente sobre o qual se confecciona a coroa dental
JR P á g i n a | 32
ÁREAS DOADORAS:
INTRA ORAIS:
 Tuberosidade da maxila (particulado)
 Mento (osso cortical e esponjoso) o osso coletado se
revasculariza mais facilmente na área receptora, corpo e ramo da
mandíbula (osso cortical) cicatriza mais lento e o osso removido
se vasculariza menos na área receptora (blocos)
EXTRA ORAIS:
 Crista ilíaca
 Calota craniana
 Tíbia (blocos)
Escolher baseado na morbidade (remoção na região do mento causa
parestesia na região anterior inferior por um longo período), preferência do
paciente e profissional, Quantidade de osso necessário.
Vale lembrar q o osso autógeno sofre contração cicatricial (reduz até
50% após os 4 meses iniciais de cicatrização)
TIPOS DE ENXERTO AUTÓGENO
 ONLEY: ganho de altura (fica sobre osso residual)
 INLAY: osso fica dentro de uma cavidade ex: seio maxilar
 INTERPOSTO: osso autógeno colocado entre 2 lâminas ósseas
OBS: uma das maneiras de se reduzir a reabsorção do osso autogeno
particulado é misturando-o com osso heterógeno ou aloplastico
OBS importante: para levantamento de seio maxilar só se usa xenógeno
puro, autógeno com aloplastico ou autógeno com xenógeno
JR P á g i n a | 33
GERENCIAMENTO DAS COMPLICAÇÕES EM IMPLANTODONTIA
A implantodontia necessita de um planejamento cirúrgico protético
(planejamento reverso) para que as complicações sejam minimizadas
Deve-se considerar a situação física do paciente, características bucais
e expectativas do mesmo
Atualmente o insucesso da colocação de implantes gira em torno de
apenas 4% o que é uma média muito boa de sucesso
Esses 4% estão muito relacionados a problemas motivados pelo dentista
que erra no planejamento ou execução muitas vezes tentando fazer um
procedimento que extrapola os limites da técnica Ou alguma negligência
Existem duas categorias de complicações:
Cirúrgicas: Divididas em Trans (deglutição de instrumental, fraturas
ósseas, perfuração do seio maxilar, lesão à nervos, hemorragias, exposição do
implante, fratura de instrumentais) pos (infecções, hemorragias, parestesia,
perda do implante, deiscência do enxerto ou sua contaminação), cirúrgicas ou
durante a cicatrização
Proteticaa: fraturas de cerâmica, afrouxamento de parafuso, fratura da
prótese, fratura do implante, problemas de higiene relacionado a prótese,
fratura de intermediário, fratura da solda.
Obs: sempre montar a prótese em infra oclusão para evitar a sobrecarga
do implante

AV2 Resumo de implantodontia (Autoria João Ricardo)

  • 1.
    SERRITA – PE 2015 RESUMODE IMPLANTODONTIA JOÃO RICARDO
  • 2.
    JR P ág i n a | 2 Aula 1 MEDIDAS DO IMPLANTE Diâmetros:  Padrão 4 a 4.1 m6m (3,75 a 4,5) médio (Mais usados)  Inferior ao padrão 3.3. mm (3,25 a. 3,5) fino (incisivos laterais superiores e incisivos inferiores)  Superior ao padrão de (5 a 7 mm) largo (molares) Parâmetros para escolha:  Perfil de emergência e anatomia do elemento a ser substituído  Espaço mésio distal e vestíbulo lingual disponível  Características da área a ser implantado:  Volume ósseo  Fatores biomecanicos Obs: Na região de ICS Canino e PRE está indicado pela biomecanica e diâmetro X estética o uso de implantes de 3,75 a 4 mm e 5 a 6 mm nos molares por que do contrário fica evidente na gengiva no caso de 5,5 mm, Nos incisivos inferiores usar de 3 a 3,25 mm, Nos caninos pres e molares usar 3,75 e 4 Levar em consideração a quantidade e a qualidade do tecido ósseo se aporta o diâmetro do implante Comprimento  Está diretamente ligado a estabilidade primária do implante  Sabe-se que o comprimento padrão é de 10 a 13 mm pois tem boa estabilidade primária com boa irrigação
  • 3.
    JR P ág i n a | 3  O prolongamento excessivo do implante dificulta a irrigação e causa aquecimento e necrose óssea o que dificulta a ósseointegração nas regiões além de 13 mm
  • 4.
    JR P ág i n a | 4 Aula 2 QUANTO A SUPERFÍCIE DO IMPLANTE  O tipo de superfície é muito importante para a ósseointegração, os implantes torneados sem tratamento são bons apenas no osso cortical  O tratamento da superfície consiste em adicionar alguma característica que atraia as células formadoras de tecido ósseo para a superfície fazendo com que o osso se deposite mais favoravelmente sobre o implante melhorando a ósseointegração.  Isso causa rugosidades muito importantes para melhorar a integração e são criadas por adição ou subtração (Duas maneiras de tratamento de superfície) Existem dois tipos de superfícies  Usinadas: Por torneamento, são lisos  Rugosas, tratadas ou texturizadas: Por adição ou remoção. São rugosos.  Os usinados só integram em osso cortical (ósseointegração a distância) por corticalização.  Já os rugosos integram em cortical ou trabécular (ósseointegração por contato) por trabeculação Os usinados permitem a mineralização do osso rumo ao implante mas não o estimula, em alguns casos sofrem fibrointegração que é muito fraca. Já os tratados tem a capacidade indutora (osseoindução), Impedem a proliferação epitelial e favorecem a migração de células formadoras de osso. Tipos de superfície
  • 5.
    JR P ág i n a | 5  Tratada por Adição de titânio  Tratada por Adição de hidroxiapatita (O melhor de todos os Tratamentos) Os implantes tratados por adição liberam alguma substância que atraem as células formadoras para a superfície o que melhora a ósseointegração. Nisso eles melhoram a retenção SECUNDÁRIA No caso de adição o titânio ou a hidroxiapatita são usados como revestimento da superfície o que aumenta a mesma Vale lembrar que o titânio causa osseocondução pois é bioinerte e a hidroxiapatita causa osseocondução e osseoindução pois é bioativa A adição de titânio se da por projeção por tocha de plasma de spray de titânio Muitos fatores são importantes para essa adição:  Tamanho dos grânulos  Tempo de exposição  Força do jateamento Esse tratamento aumenta a molhabilidade o que facilita muito a perfusão sangüínea e acelera a ósseointegração pela difusão de células formadoras de osso. Tratamentos por subtração:  Tratada por Subtração física Mais simples, barata, porem menos homogênea, se faz por bombardeamento da superfície com titanio, óxido de alumínio, hidroxiapatita, sílica é o mais usado no Brasil é o óxido de alumínio que é duro, barato mas causa muita impregnação na superfície e reduz a osteointegração
  • 6.
    JR P ág i n a | 6  Tratada por Subtração química Se da pelo desgaste da superfície com ácidos fortes o até causa microrretencoes e microrrugosidades, ainda causa a limpeza, Se usa ácido clorídrico, fluoridrico ou sulfúrico, Apresenta bom controle de qualidade e Homogeneidade. Pode se dar por corrosão ou decapitação (contra-indicada pois reduz a resistência)  Tratada por Subtração físico-química Se realiza um primeiro jateamento (Cria macrorretenções) Depois o implante é submetido a subtração química (Criando microrretencoes). A união dos dois métodos eleva a qualidade do tratamento da Superfície
  • 7.
    JR P ág i n a | 7 Aula 3 PLANEJAMENTO INTEGRADO PROTETICO-CIRÚRGICO Indicações e contra-indicações do tratamento com implantes osseointegrados. É preciso avaliar:  Fatores de risco  Avaliação dos sinais clínicos e uso de medicamentos que podem interferir no tratamento  Avaliação de exames complementares  Imaginologia aplicada ao tratamento por implantes Objetivo da Implantodontia é oferecer a solução mais simples eficiente e prognosticável para o paciente Durante a Consulta inicial é importante:  Apurar a queixa principal  Conversar com o paciente  Exame clínico na cadeira odontologica  Solicitação de exames complementares pre-operatórios  Repasse de informações de orçamento (comercialização do implante)  Assinatura das documentações cabíveis ao momento  Identificar o desejo do paciente  Cuidado com exigências surreais  Quanto maior a exigência maior deve ser a cooperação do paciente O paciente deve ter consciência de que:
  • 8.
    JR P ág i n a | 8  O tratamento com implantes requer dedicação por parte do mesmo  Na fase protetica do implante são necessárias várias provas e vários retornos  Sempre ter em mente a possibilidade do insucesso  Que ele deve se comprometer com o tratamento  Que o prognóstico do tratamento requer revisões e acompanhamentos periódicos Situações possíveis na consulta inicial:  Situação 1: Paciente já chega com exames e orçamentos de outros profissionais  Situação 2: Paciente sem exames buscando o tratamento desde o início Comercialização do implante (Escolher o tipo de implante a ser usado):  Exame clínico  Avaliar o estado físico do paciente  Avaliar a qualidade e o tipo de osso, margens de mucosa, lindonodos, atm, freios, lábios e etc. Obs importante: O melhor momento para indicar um implante é na consulta de retorno Indicações para colocação de implantes:  A enorme maioria das ausências dentárias  Mesmo na falta de tecido ósseo ou com complicações sistêmicas sendo necessário apenas uma adequação prévia Contra indicações temporárias e soluções
  • 9.
    JR P ág i n a | 9  Ma oclusão (Ortodontia)  Relações maxilares desfavoráveis (Cirurgia Ortognaticas)  Quantidade insuficiente de tecido duro e mole (Enxertos)  Patologia dos dentes e gengiva (Tratamento prévio)  Doenças sistêmicas controláveis (Controle) e gravidez (Aguardar que passe) Definitivas:  Contra-indicações temporárias não tratadas Fatores de risco:  Idade  Fumo  Alcoolismo  Outras drogas Pacientes idosos tem menor exigência e mais aceitação do tratamento porém deve-se atentar para alterações sistêmicas que são mais freqüentes, caso haja algum fator sistêmico que interfira no procedimento cirúrgico o mesmo deve ser adiado até que a situação se normalize Obs: uma contra-indicação real é a idade quando pouca, pois antes que o paciente termine o seu desenvolvimento ósseo não se deve fazer a colocação dos implantes pois os mesmos podem atrapalhar o desenvolvimento ósseo Cuidado com pacientes com osteoporose pois os mesmos podem utilizar bifosfonatos e isso causa um risco quase certo de osteonecrose ainda que em procedimentos minimamente invasivos especialmente quando se usa o injetável (mensal) no qual de deve esperar no mínimo 3 anos sem o uso para que se possa realizar procedimentos invasivos enquanto que os de uso oral
  • 10.
    JR P ág i n a | 10 são de uso semanal e podem ser submetidos a procedimentos normalmente após 6 meses após o uso. O paciente que tem osteoporose mas faz uso de outros medicamentos desde que tenha osso suficiente ou que possa passar por enxerto não está contra-indicado a colocação de implantes Diabetes Quando descontrolada:  Reduz a formação óssea  Atrasa a cicatrização  Eleva o risco de infecções  Reduz a formação de tecido cartilaginoso  Exige a necessidade de controle prévio Tabagismo  Reduz a regeneração  Modifica o tipo ósseo para pior (ex: 2 para 4) É necessário entender a etiologia do edentulismo se o mesmo ocorreu por:  Cárie  Problemas períodontias  Trauma  Problemas oclusais Na consulta inicial se deve avaliar:  As relações inter-maxilares
  • 11.
    JR P ág i n a | 11  Biotipo periodontal (Fino se mostra transparente (ruim), espesso menos transparente (melhor) )  Oclusão  Características de mucosa  Espessura e altura do osso  Altura de oclusão (Dimensão vertical)  Abertura de boca  Espaços protéticos  Tecido Querarinizado  Altura da Linha do sorriso  Solicitar exames pré-operatórios  Realizar moldagens e fotografias  Enceramentos diagnósticos Exames de rotina:  Hemograma  Coagulograma completo  Glicemia  Creatinina  Dosagem de Cálcio  Fósforo  Proteínas totais  Uréia Fotografias:  Oferecem previsibilidade estética para as futuras restaurações sobre implantes bem como servem de documentação Odontolegal
  • 12.
    JR P ág i n a | 12 Exames radiograficos:  Presentes desde o planejamento até o acompanhamento pós- operatório  A tomografia computadorizada é o exame de primeira escolha Utilizasse para:  Determinar o tipo ósseo  Mensurar altura e expessura  Observar presença de lesões e demais estruturas ósseas  Mensurar o rebordo residual A mais utilizada é a Cone Beam que permite a geração de imagens 3D é o planejamento virtual facilitando tanto o planejamento do procedimento quanto a instrução ao paciente e a confecção de guias cirúrgicos que melhoram o procedimento cirúrgico, possibilita o teste de vários planos de tratamento Após esse planejamento pode se fazer a prototipagem que é a confecção de um modelo real da situação óssea do paciente que possibilita o ensaio prévio do procedimento  Radiografias periapicias: As mais indicadas para acompanhamento pós-operatório  Panorâmicas: Utilizadas para visualização geral, mas não para planejamento Montagem em articulador:  Sempre realizar em casos em que o paciente não tiver estabilidade oclusal  Registram a situação inicial do paciente
  • 13.
    JR P ág i n a | 13 Permite:  Observação dos contatos dentais  Observação das relações internaxilares  Reprodução ou modificação Da MIH e da RC  Permite enceramento diagnóstico prévio  Possibilita a simulação dos movimentos funcionais Mas consultas de retorno  Avaliar os exames  Fazer as indicações necessárias  Planejar a adequação do meio  Informações relativas ao investimento necessário inclusive com cronograma de despesas É possível que o paciente postergue ou decida realizar o procedimento Ao realizar o orçamento final é necessário levar em consideração a sequência de apresentação:  Explicar as diversas etapas do tratamento  Transformar todas as etapas em produto  Oferecer o valor final  Dividir esse valor global nas diversas etapas  Sempre relacionar o valor com o tempo de execução (Ex: implantes integram em 4 meses... Dividir em 4 parcelas.)  Escutar a analise possíveis propostas do paciente  Procurar finalizar a negociação nessa consulta de retorno.
  • 14.
    JR P ág i n a | 14 Aula 4 PLANO DE TRATAMENTO EM IMPLANTODONTIA Tem Por objetivo oferecer a melhor opção dentro das possibilidades do paciente e do caso Diverso a fatores influenciam nisso:  Saúde geral  Condições financeiras  Longevidade e índice de sucesso do tratamento  Número de consultas  Expectativas do paciente  Condições locais Em Implantodontia é necessário fazer o planejamento reverso com modelos de diagnóstico confeccionados previamente ao procedimento cirúrgico (Planejar as próteses primeiro e depois planejar os implantes) Necessita de modelos precisos, enceramentos diagnósticos, montagem de dentes, confecção de guias e provisórios Com isso se estuda o espaço protético, a forma dos dentes artificiais, a posição e o contorno da futura coroa assim como a Posição ideal dos implantes. Uma correta avaliação das possíveis reabilitações protéticas guiará a colocação e o planejamento dos implantes no tocante ao número, inclinações e etc. A confecção do guia cirúrgico é fundamental para o sucesso da colocação do implante pois permite a perfeita colocação do implante na posição concordante
  • 15.
    JR P ág i n a | 15 O guia otimiza a realização do procedimento, a distribuição do Número de implantes, melhora o paralelismo e tripoidismo (apoio em 3 pontos vestibular língual e central) e a angulação vestíbulo - língual O guia permite a visualização precisa do local e posição dos implantes Deve ser confeccionado em Material (resina acrílica incolor) estável, bem apoiada que não permita báscula, incolor para permitir a visualização da passagem da broca Quando o paciente tiver uma prótese total bem adaptada a mesma pode ser usada para duplicação e confecção de um guia cirúrgico pois a futura prótese sobre implante poderá ter a mesma posição O guia Permite a visualização da parte protéica do Implante na radiografia e confeccionado nos modelos de estudo Encerados (Confecciona- se uma guia em acrílico, e na área a ser reposta se. Usa um material radiopaco para simular a posição da futura coroa em relação ao osso) Obs: em regiões posteriores se da preferência as coroas parafusadas (perfuração passa pelo sulco central) Na região anterior preferir as coroas cimentadas Obs: a posição ideal para a perfuração e uso de guia cirúrgico tem dois pontos de referência na região anterior (cíngulos dos vizinhos (prótese parafusada) ou suas incisais (próteses cimentadas) já na região posterior se usa o sulco central Para todas.) Depois de confeccionado o guia deve-se escolher:  As dimensões do implante (tamanho da plataforma: regular, a baixo do padrão ou estreita, acima do padrão ou larga) de preferência quando possível escolher uma dimensão próxima a
  • 16.
    JR P ág i n a | 16 da dimensão natural da raiz. O comprimento geral deve ser até 13mm (maior que isso causa necrose)  Desenhos do implante (cilíndricoconico ou cônico para osso tipo 3 ou 4, cilíndrico para osso 1 ou 2)  As Superfícies (tratadas e não tratadas). Escolher preferencialmente os tratados Escolha do Número de implantes QUANDO DO TIPO H.E Reabilitações unitárias: para o implante em incisivos centrais, caninos e pré molares é necessário de 7 a 8 mm de distância mésio-distal (eles usam plataforma regular chamada RP) Para incisivos laterais é necessário 6mm para plataforma mínima também chamada NP Região posterior: Se o espaço mésio-distal for entre 8 e 10 mm deve-se usar um implante RP, já quando esse espaço for de 10 a 12 deve-se usar um implante LP (plataforma larga), se houver uma distância de 14mm pode-se usar dois implantes RP com 3mm de distância entre eles, pois cada um necessita de 7mm de espaço) Deve-se considerar também a distância interoclusal de ao menos 7mm para garantir um espaço adequado para a base e material restaurador da futura coroa Reabilitação de 2 elementos: Distância mínima de 14 a 16mm em região anterior (isso garante os 7mm de cada implante H.E do tipo RP a distância adequada entre eles) Região posterior: Pelo menos 14 a 16 para implante RP ou 18 a 20 para implante LP, para espaços de mais de 21mm coloca-se 3 implantes RP
  • 17.
    JR P ág i n a | 17 Reabilitação de 3 elementos: Região anterior: Com 21 a 24 se usa 2 implantes RP (superior) ou 3 implantes NP. Na região posterior entre 20 e 24 se usa 3 implantes RP Reabilitação de 4 elementos: 28 a 32mm se usa 3 ou 4 implantes RP (3 é mais estético) Reabilitação de 5 ou 6 elementos: 5 elementos exigem de 35 a 40mm de espaço se usa 3 RP. (Mais que isso não é Necessário para região anterior superior Na região inferior com 30mm de espaço se usa 3 implantes NP (já é suficiente essa quantidade) Reabilitações totais: Pode-se resolver cada arcada com 4 a 6 implantes RP para cantilever Ou optasse por sobredentadura (apenas 2 ou 3 implantes) para pacientes com dificuldade de higienização Posição Apico-Coronal: Em implantes H.E não deve haver mais de 2 ou 3mm de distância entre o topo da crista óssea e o início da plataforma (os Conemoss podem adentrar mais) Posicionamento vestíbulo-lingual: Deve haver ao menos entre 1 e 2 mm de osso sobre a superfície do implante tanto na superfície vestibular quanto lingual do osso LEMBRANDO QUE ESSES MESMOS ESPAÇOS SÃO EXIGIDOS TAMBÉM ENTRE AS RAÍZES OBS: Nos implantes H.E a distância mínima da superfície lateral do implante para a raiz vizinha deve ser no mínimo 1,5 mm e de 3mm para a
  • 18.
    JR P ág i n a | 18 superfície de um outro implante vizinho para que não estrangule a crista óssea e mantenha a papila interdental Sendo que a distância nos implantes H.I e Conemoss essas distâncias diminuem para 1mm para raiz vizinha e 2 para outro Implante
  • 19.
    JR P ág i n a | 19 IMPLANTODONTIA 6 AV2 PROTOCOLO CIRÚRGICO PARA INSTALAÇÃO DE IMPLANTES É fundamental que se realize as instruções pré operatórias e as medicações que sempre são realizadas previamente a todas as colocações de implante Medicações prévias:  Analgésicos e Antiinflamatórios, Antibióticos e Descongestionantes nasais  Variáveis com a extensão e tempo cirúrgico  Controlar a ansiedade com benzodiazempinicos, não prescrever, mas sim entregar ao paciente e recomendar que ele tome na noite antes do procedimento.  Controlar a dor com AINES: Dipirona 500 mg 1 comprimido a cada 6 horas, Ibuprofeno 600 mg, nimesulida 100 mg, diclofenaco de potássio ou sodico 50 mg, ou usar analgésicos opioides: Tilex 30 mg (Codeína 30 mg + Paracetamol 750 mg). Ou Tilex 7,5 mg (Codeína 7,5 mg + Paracetamol 500 mg). Usar também para casos de cirurgias longas os antiinflamatórios esteroidais: Decadron (dexametazona) 4mg usar dois comprimidos de 4mg uma hora antes, Celestone (betametazona) 2mg 2 comprimidos uma hora antes.  Antibióticos: Penicilinas (Amoxicilina 500 mg) usar dose de ataque 2g uma hora antes do procedimento e um comprimido a cada 8 horas pós operatório com ou sem clavunonato de potássio. Também se pode usar azitromicina para pre e pós operatórios principalmente em casos simples.
  • 20.
    JR P ág i n a | 20  Prescrever descongestionantes em casos que envolvam seio maxilar para que o seio se mantenha limpo e arejado. Pode ser qualquer descongestionante OBS: Sempre se prescreve pre operatório: Antibiótico, Analgésicos, Anestésico (Livre escolha entre Lidocaina, Articaina ou Mepivacaina)  Sempre evitar que o paciente coma alimentos pesados antes do procedimento para evitar mal estar  Reduzir o fumo  Nunca beber  Manter as medicações rotineiras  Usar roupas confortáveis OBS: Casos simples são considerados as colocações de até 3 implantes em paciente sem infecção e sem comprometimento sistêmico. Usar nesses pacientes sempre: Medicação antibiótica prévia: Azitromicina uma hora antes. Analgesia com AINES (Preferir o LISADOR logo após o fim do procedimento antes que a anestesia acabe o efeito), Usar antiinflamatório ( Nimesulida, AFLEX)  Casos menos simples (mais de 3 implantes).  Fazer antibióticoterapia prévia e de manutenção por 7 dias com amoxicilina 500 mg  *Fazer analgesia com dipirona (500 mg) ou paracetamol para alérgicos.  Em casos mais extensos ou demorados usar .  Em casos relacionados a infecção prévia Reforçar a amoxicilina com clavunonato prévio e de manutenção, analgésico e antiinflamatório normal
  • 21.
    JR P ág i n a | 21  Em casos muito extensos e demorados (Como levantamento de mandíbula, enxertos e outros) SEMPRE utilizar corticoides previamente a cirurgia ( 2 comprimidos de Decadron 4mg uma hora antes), considerar a clindamicina em pacientes alérgicos a penicilinas. OBS: Não usar Azitromicina para combate a infecção apenas para prevenção  Pacientes com alta ansiedade: Usar Diazepan de 5 ou 10 mg.  Sempre prescrever bochechos de Clorexidina 0,12% duas vezes ao dia por 7 dias em todos os casos  Recomendar: Não fumar, consumir alimentos frios e pastosos, seguir as medicações rigorosamente, cuidar da higienização.
  • 22.
    JR P ág i n a | 22 IMPLANTODONTIA 7 INSTRUMENTAIS UTILIZADOS EM CIRURGIA DE COLOCAÇÃO DE IMPLANTE Os normais da cirurgia: cubas, seringas, Porta Agulha, material de sutura, Fios sempre de Nilon, afastador de minessota ou Farebeut, sternberg, brenemark (para enxertos de mento)  Decoladores de molt e free  Pinça porta enxerto  Pinça porta implante  Tesouras delicadas  Bisturis 15c  Bisturis circulares (Para reabrir o implante)  Dissector (usado para incisionar e descolar)  Períotomo (Para romper ligamento periodontal é realizar extrações atraumaticas)  Curetas de Lucas e Grace  Fórceps (Quanto mais finos melhor)  Alavancas de Seldin.  Motor para implante  Contra ângulo (Específico pra implante)  Peça reta (normal ou angulada)  Frezas ( de sistema pieso elétrico, tem por vantagem não ferir os Tecidos moles o que protege nervos)  Retrival (Para remover implantes por alguma razão)  Brocas Max e Minicut (para aplainar a superfície óssea) Campo cirúrgico  Pijama cirúrgico, luvas e gorros
  • 23.
    JR P ág i n a | 23 INCISÕES E RETALHOS PRÉ REQUISITOS PARA UMA BOA INCISÃO  Garantir uma boa visibilidade direta  Não arriscar estruturas anatômicas  Incisionar em tecido sadio  Planejar antecipadamente e se preparar para a realização  Assegurar o suporte sanguíneo (Relação de base x ápice do retalho)  Assegurar o recobrimento do implante ou enxerto  Garantir que há disponibilidade de tecido queratinizado suficiente TIPOS DE INCISÃO:  Na crista do rebordo: Dividi-se o tecido queratinizado meio a meio, uma incisão bem simples que pode ser deslocado para vestibular ou palatina a depender da necessidade de tecido queratinizado (quando se deseja por vestibular se faz por palatina e desloca o retalho pra vestibular)  Incisões circulares: Usa bisturi circular, pouco usado por que desperdiça o tecido queratinizado o que atrapalha na proteção da região perimplantar, vantagem por ser pouco traumático, evita sutura.  Relaxantes: vantajosas por aumentar a área de visualização, preserva as papilas, evita áreas de tensão no retalho. Tem o problema de ser mais traumática, lesionar o tecido queratinizado  O relaxante periosteal é interessante para proteger os implantes em cirurgia de 2 estágios TIPOS DE RETALHO
  • 24.
    JR P ág i n a | 24  Retalho total: envolve o periósteo  Retalho parcial: Não descola o periósteo  Retalho misto: parcial e total em diferentes áreas
  • 25.
    JR P ág i n a | 25 SEQUÊNCIA DE COLOCAÇÃO DO IMPLANTE Cada fabricante tem kits diferentes Seu escalonamento é crescente, semelhante a endodontia Começa da broca mais fina até a mais próxima do diâmetro do implante (nunca igual pois não permite a estabilidade primária)  Primeiro Passo: Começa com uma broca esférica ou de lança que tem por função romper a cortical óssea, criando um caminho para as próximas brocas  Segundo passo: Broca de diâmetro 2.0 mm até o comprimento final do implante (lembrar de sempre fazer essa perfuração aos poucos em movimento de entrada e saída para evitar o aquecimento)  Usar o profundimetro para ver se foi alcançada a profundidade de perfuração  Se não houver guia se usa o paralelizador para ver se houve desvio do trajeto  Terceiro passo: Broca Piloto 2-3: Usada para preparar o osso para receber a broca 3 (Não precisa ir até o comprimento final, apenas abre caminho para a 3)  Quarto passo: Broca 3.0 mm (A última que atinge o comprimento total, pois o implante normal tem mais de 3 mm e se deixa 0,75 ou 1 mm para dar retenção primária)  Quinto passo: A depender da densidade óssea se usa uma broca a mais nos casos de osso 1 ou 2 para melhorar a adaptação do implante. (Counter sink usada para dar espaço a acomodação da plataforma do implante do tipo H.E. Em ossos 1 ou 2)
  • 26.
    JR P ág i n a | 26  Sexto passo: Instalação. Colocar o implante com a chave manual, ou com chave de contra ângulo até obter um travamento inicial, depois se termina com o torquimetro (catraca)  Sétimo passo: Por fim se coloca o tapa implante para proteção do mesmo e se faz as suturas As suturas tem por função reposicionar os tecidos, sem jamais causar isquemia, a cicatrização ocorre após 7 a 15 dias, é fundamental que haja o recobrimento do implante, usar sempre Nilon (Pois tem muito menos acúmulo de placa bacteriana e proteje os tecidos periimplantares)
  • 27.
    JR P ág i n a | 27 TIPOS DE SUTURA:  "X"  Simples  Contínuo  Festonada  Colchoeiro vertical (Muito importante em áreas estéticas, mantém e ajuda na formação de papilas que são muito importantes na implantodontia) Tem a vantagem de ser resistente, protege enxertos, e mantém as papilas Pode-se usar os fios reabsorvíeis por exemplo nos casos de enxerto de mento FATORES QUE ALTERAM A CICATRIZAÇÃO DE UMA SUTURA:  Alimentação  Fatores sistêmicos  Tipo de fio  Maus hábitos: Tabagismo e alcoolismo Aguardar os meses adequados (2-4 mandíbula, 4 -6 maxila) Reabrir e colocar o cicatrizador Protocolo Protético: 2º Estágio Passada o período inicial da osseointegração (de 2 a 6 meses dependendo da região e do tipo de implante), vem a fase protética onde o componente protético é colocado. É nessa fase em que está o foco da expectativas do paciente, onde sua satisfação está intimamente dependente. Tem por objetivo fazer a reabertura do implante e adaptar o cicatrizador.
  • 28.
    JR P ág i n a | 28 A reabertura objetiva acessar o parafuso do implante, acessar o implante para a confecção da prótese, valorizar a estética na região perimplantar. Incisões para reabertura:  Bisturi Circular  Linear (Incisão na crista)  Em H  Incisão Palatal com Retalho  Pendiculo proximal  Associada a Enxerto  Retalho em rolo OBS: O bisturi circular está caindo em desuso por que ele exige muita quantidade e qualidade de tecido queratinizado na região perimplantar CICATRIZADOR: Dispositivo de titânio rosqueavel ao implante, necessita de superfície bem lisa para proporcionar aos tecidos moles uma cicatrização adequada a colocação da prótese Seu formato segue o diâmetro dos implantes e das coroas dentais, seguindo o perfil de emergência do dente a ser reposto se apresentando como finos, médios e largos O período de cicatrização é de 2 a 6 semanas A chave usada na sua colocação pode ser de 0,9 ou 1,2 mm (IMPORTANTE LEMBRAR ESSA NUMERAÇÃO) Permite o desenvolvimento perimucoso ao redor do implante e protege os tecidos moles Deve seguir a silhueta dos elementos dentais, sendo que existe o de silhueta divergente (Região anterior) ou de silhueta Reta (região posterior)
  • 29.
    JR P ág i n a | 29 O diâmetro do cicatrizador é determinado pelo diâmetro da plataforma e da coroa dental a ser reposta existindo o de 3.3, 4.1 e 5mm Já a altura do cicatrizador é dada pela altura da mucosa perimplantar, Sua altura varia de 2mm em diante, sendo que ele deve ficar no mínimo 0,5 mm a cima da margem gengival INCISÕES LINEARES permitem boa visualização porém também necessitam de muito tecido queratinizado semelhante ao circular A INCISÃO EM H (uma incisão linear central com duas relaxantes laterais) é indicada para os casos unitários pois descola as duas partes da mucosa uma para vestibular outra para palatina INCISÃO PALATAL COM RETALHO: visa alimentar a porção de tecido queratinizado na região vestibular. Faz-se uma incisão por palatina com retalho parcial (deixando o periósteo íntegro) reposiciona-se o retalho para vestibular expondo o implante e aumentando a porção de tecido mole na região vestibular e se coloca o cicatrizador TÉCNICA DO PEDÍCULO PROXIMAL Também visa aumentar a quantidade de tecido queratinizado na vestibular e repõe papila TÉCNICA PARA MANUTENÇÃO DE PAPILA Quando se faz o uso de bons provisórios o contorno e a margem gengival são restabelecidos com naturalidade, para manter isso a incisão deve ser feita de modo que essas papilas sejam preservadas. TÉCNICA ASSOCIADA COM ENXERTO DE TECIDO MOLE
  • 30.
    JR P ág i n a | 30 Pode-se fazer um enxerto gengival livre (o enxerto é feito com a remoção de epitelio e conjuntivo) ou por enxerto conjuntivo (se remove apenas o conjuntivo da área doadora) O mais indicado é o retalho conjuntivo pois é menos doloroso para o paciente e tem um resultado final é mais estético (o enxerto gengival livre gera por vezes um tecido esbranquiçado e menos estético) Áreas doadoras mais usadas são o túber da maxila e o palato Vale ressaltar que o túber só pode ser usado como doador se o paciente não tiver o 3º molar e por vezes o segundo A remoção de tecido mole no palato deve se restringir até a mesial do 1º molar pois além disso a incisão chega perto dos vasos palatinos maiores e ocorre um sangramento maior. RETALHO EM ROLO Se faz uma incisão por palatina com duas relaxantes laterais e se enrola o tecido em direção a vestibular para resolver defeitos de tecido queratinizado ACESSO COM PRÓTESE PROVISÓRIA Muitas vezes um provisório bem adaptado e aumentado progressivamente vai condicionando o tecido mole a fim de torná-lo bem adaptado a peça definitiva. Tem a vantagem de dar ótimos resultados no condicionamento do tecido queratinizado, o problema é que leva mais tempo clínico (necessita de ajustes semanais) e prolonga o tempo de tratamento. Mais indicado para região anterior.
  • 31.
    JR P ág i n a | 31 COMPONENTES E INTERMEDIÁRIOS PROTÉTICOS PARA PRÓTESE SOBRE IMPLANTE O intermediário tem a mesma função dos núcleos em próteses fixas portanto sustentam o componente protético O grande desafio na implantodontia hoje em dia é a adaptação do componente protético Dentro da biomecânica o mais importante é entender o tipo de conexão protética sendo fundamental conhecer a marca, o tipo, e o diâmetro da plataforma. Algumas limitações do H.E são a instabilidade rotacional e estética fizeram surgir novas conexões H.I e cone moss. INTERMEDIÁRIO X COMPONENTE PROTÉTICO O intermediário compreende a porção que liga a plataforma do implante ao componente protético (Semelhante aos núcleos de prótese fixa) Componente protético é a estrutura sobre a qual se confecciona a prótese (Semelhante ao núcleo de próteses fixas) Coping tanto para prótese fixa quanto prótese sobre implante, é o componente sobre o qual se confecciona a coroa dental
  • 32.
    JR P ág i n a | 32 ÁREAS DOADORAS: INTRA ORAIS:  Tuberosidade da maxila (particulado)  Mento (osso cortical e esponjoso) o osso coletado se revasculariza mais facilmente na área receptora, corpo e ramo da mandíbula (osso cortical) cicatriza mais lento e o osso removido se vasculariza menos na área receptora (blocos) EXTRA ORAIS:  Crista ilíaca  Calota craniana  Tíbia (blocos) Escolher baseado na morbidade (remoção na região do mento causa parestesia na região anterior inferior por um longo período), preferência do paciente e profissional, Quantidade de osso necessário. Vale lembrar q o osso autógeno sofre contração cicatricial (reduz até 50% após os 4 meses iniciais de cicatrização) TIPOS DE ENXERTO AUTÓGENO  ONLEY: ganho de altura (fica sobre osso residual)  INLAY: osso fica dentro de uma cavidade ex: seio maxilar  INTERPOSTO: osso autógeno colocado entre 2 lâminas ósseas OBS: uma das maneiras de se reduzir a reabsorção do osso autogeno particulado é misturando-o com osso heterógeno ou aloplastico OBS importante: para levantamento de seio maxilar só se usa xenógeno puro, autógeno com aloplastico ou autógeno com xenógeno
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    JR P ág i n a | 33 GERENCIAMENTO DAS COMPLICAÇÕES EM IMPLANTODONTIA A implantodontia necessita de um planejamento cirúrgico protético (planejamento reverso) para que as complicações sejam minimizadas Deve-se considerar a situação física do paciente, características bucais e expectativas do mesmo Atualmente o insucesso da colocação de implantes gira em torno de apenas 4% o que é uma média muito boa de sucesso Esses 4% estão muito relacionados a problemas motivados pelo dentista que erra no planejamento ou execução muitas vezes tentando fazer um procedimento que extrapola os limites da técnica Ou alguma negligência Existem duas categorias de complicações: Cirúrgicas: Divididas em Trans (deglutição de instrumental, fraturas ósseas, perfuração do seio maxilar, lesão à nervos, hemorragias, exposição do implante, fratura de instrumentais) pos (infecções, hemorragias, parestesia, perda do implante, deiscência do enxerto ou sua contaminação), cirúrgicas ou durante a cicatrização Proteticaa: fraturas de cerâmica, afrouxamento de parafuso, fratura da prótese, fratura do implante, problemas de higiene relacionado a prótese, fratura de intermediário, fratura da solda. Obs: sempre montar a prótese em infra oclusão para evitar a sobrecarga do implante