Buscando a Alimentação
Adequada e Saudável:
melhores níveis de
Nutrição para todos
II Fórum sobre Promoção da Saúde,
Alimentação Saudável, Tabagismo e Cultura da
Paz
Ana Beatriz Vasconcellos
São Paulo, 15/04/2010
Política Nacional de Alimentação e
Nutrição
 Fundamentos: Direito Humano à
Alimentação Adequada,
Intersetorialidade e Segurança
alimentar e Nutricional
 Propósitos: Assegurar a qualidade
dos produtos alimentícios, promover
hábitos saudáveis e prevenir e
controlar doenças relacionadas à
alimentação e nutrição
I. Ações Intersetoriais para acesso
aos alimentos
II. Segurança sanitária e qualidade
dos alimentos
III.Monitoramento alimentar e
nutricional
DIRETRIZES DA PNAN
I. Promoção de práticas
alimentares saudáveis
II. Prevenção e Controle de
Deficiências e Distúrbios
Nutricionais
III.Promoção do Desenvolvimento
de linhas de investigação
IV.Desenvolvimento e capacitação
de RH
Bases da Promoção da
Alimentação Saudável
• PNAN
• Estratégia Global para a promoção da
alimentação saudável, atividade física e
saúde
• Política Nacional de Promoção da
Saúde (2006)
• Sistema Nacional de Segurança
Alimentar e Nutricional (Lei 11.346/06)
Direito Humano à Alimentação:
Direito Constitucional
• Por meio da EC 64, a alimentação foi
incluída no rol dos direitos sociais (art.
6º)da Constituição Federal
• Essa inclusão determina a ação do Estado
na garantia do direito, por meio de
políticas públicas que tragam novos
avanços na promoção e proteção ao
direito de alimentar-se adequadamente.
Cenário de atuação da PAS
• Enfrentamento da dupla carga da má
nutrição - Potencialidade do SISVAN na
detecção dos riscos de forma precoce na
unidade de saúde
• Distribuição e ampla divulgação do Guia
Alimentar da População Brasileira
• Prioridade no Pacto pela Saúde
•Alimentação saudável : diretriz da
PNAN
• Fundo de Alimentação e Nutrição –
organizar e integrar as ações de
nutrição nos municípios e estados
• Portaria 1010 e Programa Saúde na
Escola
• Mais Saúde – melhoria da qualidade
dos alimentos e regras para
publicidade
• Estratégia Saúde da Família/ NASF
• incorporação do nutricionista e das
ações de alimentação e nutrição
• Transição Demográfica
• Envelhecimento acelerado da
população – esperança de vida (72,8
anos – 2008)
• Urbanização (82,1%)
• Queda da fecundidade
Perfil de saúde e nutrição da
população brasileira - 3 transições
• Transição Epidemiológica
• Mortalidade por doenças crônicas
supera a mortalidade por doenças
infecto contagiosas (Dupla Carga de
Doenças)
• Transição Nutricional
• Mudanças no perfil alimentar e
nutricional da população
Transição Demográfica
Muda o padrão etário da população
IMPORTANTE!
Existência de Políticas
Públicas voltadas para
melhoria da qualidade de vida
da pessoa idosa
•Esperança de vida no Brasil – de 45,7
para 72,8 anos de 1950 a 2008
•População Envelhecida: 9,8% com 60
anos ou mais (2006) - OMS considera
7% como ponto de corte
Transição Demográfica
- Variação da população
brasileira por local de residência
31.2%
81.2%
68.8%
18.8%
1940 1950 1960 1970 1980 1991 2000
Urbana Rural
Transição Epidemiológica no Brasil -
Evolução da mortalidade
proporcional - principais causas
0%
5%
10%
15%
20%
25%
30%
35%
40%
45%
50%
1930 1940 1950 1960 1970 1980 1990 2000 2003 2006
Doenças infecciosas Causas externas Aparelho circulatório
Neoplasias Aparelho respiratório
Brasil, 2006
Transição Epidemiológica - Fatores
de risco comuns às DCNT
 Hipertensão
 Sobrepeso e obesidade
 Hipercolesterolemia
 Consumo de tabaco
 Baixo consumo de frutas e verduras
 Inatividade física
The World Health Report 2002: Reducing risks,
promoting healthy life, Geneva: World Health
Organization, 2002
Transição Nutricional - Tendência
secular da desnutrição em crianças
18.4
7.1
5.9
5
1.7
1975 1989 1996 2003 2006
Déficit P/I
22
15.7
10.5
8.7
7
1975 1989 1996 2003 2006
Déficit A/I
Fonte:Monteiro,2005; PNDS, 2006
Transição Nutricional - Tendência
secular do excesso de peso no Brasil
18.6
29.5
41
1975 1989 2003
HOMENS
2,2x
28.6
40.7
39.2
43
1975 1989 2003 2006
MULHERES
1,5x
Fonte:Monteiro,2005; PNDS, 2006
Transição Nutricional - Tendência
secular da obesidade (IMC≥30kg/m2)
no Brasil
2.8
5.1
8.8
1975 1989 2003
HOMENS
3,14 x
7.8
12.8 12.7
16
1975 1989 2003 2006
MULHERES
2,05 x
Fonte:Monteiro,2005; PNDS, 2006
Transição Nutricional - Participação
relativa de grupos de alimentos no
total de calorias da aquisição alimentar
domiciliar
19.09
13.36
8.13
4.85
1.15
14.71
10.29
5.68
3.34
0.18
Arroz Açúcar Feijões Raízes e
tubérculos
Ovos
1974-1975 1987-1988 1995-1996 2002-2003
SISVAN WEB – 2009
Sistema de Vigilância Alimentar
e Nutricional
http://nutricao.saude.gov.br/sisvan/relatorios_publicos/
• Total de Registros Brasil: 3.123.601
• Total de Registros Estado de SP: 331.029
• Total de municípios no Estado de SP
que informaram dados: 400
• 245 não informaram dados;
• Apenas 80 registraram mais de
1000 acompanhamentos.
Distribuição do baixo peso por idade
entre crianças menores de 5 anos
com acompanhamento registrado no
SISVAN, Regiões. Brasil, 2003 2008
-
Distribuição da baixa estatura por
idade entre crianças menores de 5 anos
com acompanhamento registrado no
SISVAN, Regiões. Brasil, 2003 – 2008-
Distribuição do peso elevado por
estatura entre crianças menores de 10
anos com acompanhamento registrado
no SISVAN, Regiões. Brasil, 2003 - 2008
Análise da dieta de crianças de 6 a 24
meses com acompanhamento registrado
no SISVAN. Brasil, 2009
-
76% 72%
68% 67% 65%
46%
18%
frutas feijão carne comida de
panela
Verd. e leg. leite vendo TV
44%
42%
Consumo de papa salgada/
comida de panela**
Consumo de bebidas ou
preparações adoçadas**
Inserção precoce de alimentos
(antes 6m de idade)
45%
43%
refrigerante*** suco industrializado ou
refresco em pó***
Inserção de alimentos ricos em açúcar
na dieta
Consumo de alimentos por crianças de 5 a
10 anos com registro no SISVAN em 2008
0%
10%
20%
30%
40%
50%
60%
70%
80%
Não consumiu De 1 a 2 dias 3 a 4 dias 5 ou mais dias
feijão Frutas frescas ou salada de frutas Leite/iogurte Salada crua Legumes e verduras cozidos
0%
5%
10%
15%
20%
25%
30%
35%
40%
45%
50%
Não consumiu nos últimos sete
dias
De 1 a 2 dias 3 a 4 dias 5 ou mais dias
Batata frita Hambúrguer e embutidos Biscoitos salgados/salgadinhos Biscoitos doces/recheados & doces Refrigerantes
Duração mediana do aleitamento
materno (meses) em menores de 36
meses de idade, por situação do domicílio
e Regiões do país
Aleitamento exclusivo Aleitamento Total
1996 2006 1996 2006
Brasil 1,1 2,2 7,0 9,4
Urbano 1,3 2,2 6,7 9,3
Rural 0,7 2,1 8,9 9,7
Região
Norte 1,4 2,1 10,3 9,7
Nordeste 0,7 2,2 9,8 9,6
Sudeste 1,9 2,0 6,0 9,4
Sul 1,7 2,6 7,1 9,6
Centro-Oeste 0,7 2,5 7,0 8,6
Fonte: PNDS 2006
Prevalência de anemia em crianças
de 0 a 59 meses segundo Região -
PNDS, 2006.
Região Norte 10,5%
Região Nordeste
25,5%
Região
Centro-Oeste
11,0%
Região
Sudeste
22,6%
Região
Sul
21,5%
Normal
Leve
Moderado
Grave
Fonte: Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde da Criança e da Mulher
2006. WHO. Iron Deficiency Anaemia Assessment, Prevention and Control.
A guide manangers programme. 2001; WHO. Indicators for assessing
Vitamin A Deficiency andtheir application in monitoring and evaluating
intervention programas. WHO/NUT/96.10.1996
Prevalência de hipovitaminose A em
crianças segundo Região - PNDS,
2006.
Leve
Moderado
Fonte: Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde da Criança e da Mulher 2006. WHO. Iron Deficiency
Anaemia Assessment, Prevention and Control. A guide manangers programme. 2001; WHO. Indicators
for assessing Vitamin A Deficiency andtheir application in monitoring and evaluating intervention
programas. WHO/NUT/96.10.1996
Região Norte
10,7% Região
Nordeste
19,0%
Região Centro-
Oeste
11,8%
Região Sudeste
21,6%
Região
Sul
9,9%
Grave
Prevalência de anemia em mulheres
em idade fértil segundo Região -
PNDS, 2006.
Normal
Leve
Moderado
Grave
Região Norte
19,3%
Região
Nordeste
39,1%
Região Centro-
Oeste
20,1%
Região
Sudeste
28,5%
Região
Sul
24,8
Fonte: Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde da Criança e da Mulher
2006. WHO. Iron Deficiency Anaemia Assessment, Prevention and Control.
A guide manangers programme. 2001; WHO. Indicators for assessing
Vitamin A Deficiency andtheir application in monitoring and evaluating
intervention programas. WHO/NUT/96.10.1996
Prevalência de hipovitaminose A em
mulheres em idade fértil segundo
Região - PNDS, 2006.
Moderado
Grave
Leve
Região Norte
11,2%
Região Nordeste
12,1%
Região Centro-
Oeste
12,8%
Região
Sudeste
14,0%
Região
Sul
8,0%
Fonte: Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde da Criança e da Mulher
2006. WHO. Iron Deficiency Anaemia Assessment, Prevention and Control.
A guide manangers programme. 2001; WHO. Indicators for assessing
Vitamin A Deficiency andtheir application in monitoring and evaluating
intervention programas. WHO/NUT/96.10.1996
Consumo Alimentar – VIGITEL 2009
Frutas e hortaliças > 5x/semana
Frutas e hortaliças >5 porções/dia
Carne com gordura
Leite integral
Refrigerante
Feijão
30.1%
20.5%
34.3%
61.1%
34.0%
68.6%
34.0%
18.9%
33.0%
58.4%
76.0%
65.8%
Brasil São Paulo
Guia Alimentar para a População
Brasileira (2006)
Abordagem integrada – Dupla carga
Referencial científico e cultura alimentar
Explicitação e variação das quantidades
Referencial positivo
Sustentabilidade ambiental
Alimento como referência
Originalidade
Abordagem multifocal
• Estratégia de fortalecimento das ações de
apoio e promoção à alimentação
complementar saudável no SUS;
• Orientação alimentar como atividade de
rotina nos serviços de saúde, formação de
hábitos alimentares saudáveis desde a
infância, introdução da alimentação
complementar em tempo oportuno e de
qualidade, respeitando a identidade cultural e
alimentar das diversas regiões brasileiras
Regulamentação da propaganda
dos seguintes alimentos:
•QUANTIDADE ELEVADA DE AÇÚCAR: >15 g
de açúcar/100 g ou 7,5g/100 ml
•QUANTIDADE ELEVADA DE GORDURA
SATURADA: >5g de gordura saturada/ 100 g
ou 2,5g/100 ml
•QUANTIDADE ELEVADA DE GORDURA TRANS:
>0,6 g/100 g ou ml
• QUANTIDADE ELEVADA DE SÓDIO: > 400
mg de sódio/100 g ou ml
Frases de alerta:
“Este alimento possui elevada quantidade de
açúcar. O consumo excessivo de açúcar
aumenta o risco de desenvolver obesidade e
cárie dentária”.
“Este alimento possui elevada quantidade de
gordura saturada. O consumo excessivo de
gordura saturada aumenta o risco de
desenvolver diabetes e doenças do coração”.
“Este alimento possui elevada quantidade de
gordura trans. O consumo excessivo de
gordura trans aumenta o risco de desenvolver
doenças do coração”.
“Este alimento possui elevada quantidade de
sódio. O consumo excessivo de sódio
aumenta o risco de desenvolver pressão alta
e doenças do coração”.
Redução de açúcar, gorduras e sódio
Educação
alimentar e
nutricional
Qualidade nutricional
dos alimentos
Monitoramento
•Ações no ambiente de
trabalho, escolas,
serviços de saúde e
campanhas de mídia;
•Rotulagem nutricional
de alimentos e fast
foods.
•Acordo de
Cooperação e GT (MS
e ABIA) - 29/11/2007
•Discussão: definição
dos grupos de
alimentos e metas de
redução
•Programa Exploratório
ANVISA (INCQS)
•Pesquisa de rotulagem
nutricional (CGPAN)
•Chamada pública com a
Indústria
Metas:
Eliminar trans
Sal: 65%
Açúcar: 30%
Gorduras :15%
Melhoria da qualidade nutricional dos
alimentos
Discussões internacionais -
qualidade nutricional dos alimentos
“América Livre de Gorduras Trans”
Recomendações:
- limite máximo de 2% de gordura
trans em óleos e margarinas e 5%
nos outros alimentos
- Rotulagem nutricional
- Informações em fast foods e
restaurantes
Grupo Especialistas OPAS/ Policy
Statment: alcance da recomendação
dietética (5g/pessoa/dia) até 2020, com
pactuação de metas a cargo dos países.
•Plano gradual: movimento unificado do setor
produtivo e redução gradual dos teores –
evitar impactos no mercado consumidor;
•Reforço à informação (rotulagem) e à
educação do consumidor;
•Ação das indústrias multinacionais.
Redução do consumo de sal nas
Américas
Incentivo ao Consumo de
Frutas e Hortaliças
Articulação de políticas públicas,
estimular o consumo seguro, produção
sustentável e abastecimento ampliado,
sem perder de vista a segurança
alimentar e nutricional, a alimentação
saudável e a promoção da saúde.
Oficina Alimentos Regionais Brasileiros
• Realização de 6 oficinas regionais de
culinária em parceria com Instituições
de Ensino Superior e Secretarias
Municipais de Saúde
• Formação de um GT para definição da
nova proposta da Publicação
“Alimentos Regionais Brasileiros”
Portaria Interministerial MS/ MEC
nº. 1.010, de 08 de Maio de 2006
•Educação alimentar e nutricional;
•Estímulo à produção de
hortas escolares;
•Estímulo à implantação de
boas práticas de manipulação
de alimentos;
•Restrição ao comércio e à promoção
comercial de alimentos no ambiente
escolar;
•Restrição da oferta de preparações
com altos teores de gordura saturada,
gordura trans, açúcar livre e sal e
incentivo ao consumo de frutas,
legumes e verduras;
•Monitoramento da situação
nutricional dos escolares.
Objetivos:
•Implementar ou fortalecer o
monitoramento do estado alimentar
e nutricional dos escolares,
referenciando para os serviços de
saúde – SISVAN Web;
Programa Saúde na Escola
(Decreto Presidencial nº 6289, de
2007) - espaço escolar público
•Tornar a escola um espaço de formação de
hábitos e escolhas alimentares saudáveis,
com criação de rede de apoiadores locais
para a questão alimentar e nutricional,
empoderando os sujeitos para suas escolhas
alimentares, com respeito à cultura
alimentar local;
•Implementar um programa de
oferta diária de frutas e hortaliças na escola
(financiamento tripartite,
adesão voluntária)
Programa Saúde na Escola - como
funciona?
• Avaliação das condições de saúde e
de nutrição;
• Promoção da saúde e prevenção de
doenças (alimentação saudável) –
inclusão no PPP e educação
alimentar e nutricional;
• Monitoramento e avaliação da
saúde dos estudantes;
• Monitoramento e avaliação do PSE;
• Educação permanente em saúde e
capacitação dos profissionais de
saúde e da escola.
• Adesão 2008: 608 municípios
• Financiamento: 13ª parcela da ESF e
disponibilidade de equipamentos clínicos
e antropométricos e materiais impressos
para ESF e escolas;
• Realização de 17 oficinas estaduais
para implementação do PSE (encerradas
em Julho/ 2009)
Programa Saúde na Escola - como
funciona?
Guia prático
do cuidador
Alimentação Saudável para população idosa
Nutrição na Atenção Primária à Saúde
Núcleos de Apoio à Saúde da Família
• Diagnóstico nutricional;
• Planos terapêuticos para DCNT;
• Promoção de práticas alimentares
saudáveis;
• Resposta às demandas de distúrbios e
deficiências nutricionais.
Atualmente:1046 NASF implantados
com 767 nutricionistas;
Perspectiva: 3270 NASF para
referenciar todas as ESF no país;
Todos os NASF com nutricionista:
3270 profissionais para qualificar o
cuidado nutricional
Nutrição na Atenção Primária à Saúde
OBRIGADA PELA ATENÇÃO!
Ana Beatriz Vasconcellos
Coordenação Geral da Política de Alimentação e Nutrição
CGPAN/DAB/SAS/Ministério da Saúde
(61) 3306-8004
ana.vasconcellos@saude.gov.br
www.saude.gov.br/nutricao

aula_promocao_FORUMSP.ppt

  • 1.
    Buscando a Alimentação Adequadae Saudável: melhores níveis de Nutrição para todos II Fórum sobre Promoção da Saúde, Alimentação Saudável, Tabagismo e Cultura da Paz Ana Beatriz Vasconcellos São Paulo, 15/04/2010
  • 2.
    Política Nacional deAlimentação e Nutrição  Fundamentos: Direito Humano à Alimentação Adequada, Intersetorialidade e Segurança alimentar e Nutricional  Propósitos: Assegurar a qualidade dos produtos alimentícios, promover hábitos saudáveis e prevenir e controlar doenças relacionadas à alimentação e nutrição
  • 3.
    I. Ações Intersetoriaispara acesso aos alimentos II. Segurança sanitária e qualidade dos alimentos III.Monitoramento alimentar e nutricional DIRETRIZES DA PNAN
  • 4.
    I. Promoção depráticas alimentares saudáveis II. Prevenção e Controle de Deficiências e Distúrbios Nutricionais III.Promoção do Desenvolvimento de linhas de investigação IV.Desenvolvimento e capacitação de RH
  • 5.
    Bases da Promoçãoda Alimentação Saudável • PNAN • Estratégia Global para a promoção da alimentação saudável, atividade física e saúde • Política Nacional de Promoção da Saúde (2006) • Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Lei 11.346/06)
  • 6.
    Direito Humano àAlimentação: Direito Constitucional • Por meio da EC 64, a alimentação foi incluída no rol dos direitos sociais (art. 6º)da Constituição Federal • Essa inclusão determina a ação do Estado na garantia do direito, por meio de políticas públicas que tragam novos avanços na promoção e proteção ao direito de alimentar-se adequadamente.
  • 7.
    Cenário de atuaçãoda PAS • Enfrentamento da dupla carga da má nutrição - Potencialidade do SISVAN na detecção dos riscos de forma precoce na unidade de saúde • Distribuição e ampla divulgação do Guia Alimentar da População Brasileira • Prioridade no Pacto pela Saúde •Alimentação saudável : diretriz da PNAN
  • 8.
    • Fundo deAlimentação e Nutrição – organizar e integrar as ações de nutrição nos municípios e estados • Portaria 1010 e Programa Saúde na Escola • Mais Saúde – melhoria da qualidade dos alimentos e regras para publicidade • Estratégia Saúde da Família/ NASF • incorporação do nutricionista e das ações de alimentação e nutrição
  • 9.
    • Transição Demográfica •Envelhecimento acelerado da população – esperança de vida (72,8 anos – 2008) • Urbanização (82,1%) • Queda da fecundidade Perfil de saúde e nutrição da população brasileira - 3 transições
  • 10.
    • Transição Epidemiológica •Mortalidade por doenças crônicas supera a mortalidade por doenças infecto contagiosas (Dupla Carga de Doenças) • Transição Nutricional • Mudanças no perfil alimentar e nutricional da população
  • 11.
    Transição Demográfica Muda opadrão etário da população IMPORTANTE! Existência de Políticas Públicas voltadas para melhoria da qualidade de vida da pessoa idosa •Esperança de vida no Brasil – de 45,7 para 72,8 anos de 1950 a 2008 •População Envelhecida: 9,8% com 60 anos ou mais (2006) - OMS considera 7% como ponto de corte
  • 12.
    Transição Demográfica - Variaçãoda população brasileira por local de residência 31.2% 81.2% 68.8% 18.8% 1940 1950 1960 1970 1980 1991 2000 Urbana Rural
  • 13.
    Transição Epidemiológica noBrasil - Evolução da mortalidade proporcional - principais causas 0% 5% 10% 15% 20% 25% 30% 35% 40% 45% 50% 1930 1940 1950 1960 1970 1980 1990 2000 2003 2006 Doenças infecciosas Causas externas Aparelho circulatório Neoplasias Aparelho respiratório Brasil, 2006
  • 14.
    Transição Epidemiológica -Fatores de risco comuns às DCNT  Hipertensão  Sobrepeso e obesidade  Hipercolesterolemia  Consumo de tabaco  Baixo consumo de frutas e verduras  Inatividade física The World Health Report 2002: Reducing risks, promoting healthy life, Geneva: World Health Organization, 2002
  • 15.
    Transição Nutricional -Tendência secular da desnutrição em crianças 18.4 7.1 5.9 5 1.7 1975 1989 1996 2003 2006 Déficit P/I 22 15.7 10.5 8.7 7 1975 1989 1996 2003 2006 Déficit A/I Fonte:Monteiro,2005; PNDS, 2006
  • 16.
    Transição Nutricional -Tendência secular do excesso de peso no Brasil 18.6 29.5 41 1975 1989 2003 HOMENS 2,2x 28.6 40.7 39.2 43 1975 1989 2003 2006 MULHERES 1,5x Fonte:Monteiro,2005; PNDS, 2006
  • 17.
    Transição Nutricional -Tendência secular da obesidade (IMC≥30kg/m2) no Brasil 2.8 5.1 8.8 1975 1989 2003 HOMENS 3,14 x 7.8 12.8 12.7 16 1975 1989 2003 2006 MULHERES 2,05 x Fonte:Monteiro,2005; PNDS, 2006
  • 18.
    Transição Nutricional -Participação relativa de grupos de alimentos no total de calorias da aquisição alimentar domiciliar 19.09 13.36 8.13 4.85 1.15 14.71 10.29 5.68 3.34 0.18 Arroz Açúcar Feijões Raízes e tubérculos Ovos 1974-1975 1987-1988 1995-1996 2002-2003
  • 19.
    SISVAN WEB –2009 Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional http://nutricao.saude.gov.br/sisvan/relatorios_publicos/ • Total de Registros Brasil: 3.123.601 • Total de Registros Estado de SP: 331.029 • Total de municípios no Estado de SP que informaram dados: 400 • 245 não informaram dados; • Apenas 80 registraram mais de 1000 acompanhamentos.
  • 20.
    Distribuição do baixopeso por idade entre crianças menores de 5 anos com acompanhamento registrado no SISVAN, Regiões. Brasil, 2003 2008 -
  • 21.
    Distribuição da baixaestatura por idade entre crianças menores de 5 anos com acompanhamento registrado no SISVAN, Regiões. Brasil, 2003 – 2008-
  • 22.
    Distribuição do pesoelevado por estatura entre crianças menores de 10 anos com acompanhamento registrado no SISVAN, Regiões. Brasil, 2003 - 2008
  • 23.
    Análise da dietade crianças de 6 a 24 meses com acompanhamento registrado no SISVAN. Brasil, 2009 - 76% 72% 68% 67% 65% 46% 18% frutas feijão carne comida de panela Verd. e leg. leite vendo TV 44% 42% Consumo de papa salgada/ comida de panela** Consumo de bebidas ou preparações adoçadas** Inserção precoce de alimentos (antes 6m de idade) 45% 43% refrigerante*** suco industrializado ou refresco em pó*** Inserção de alimentos ricos em açúcar na dieta
  • 24.
    Consumo de alimentospor crianças de 5 a 10 anos com registro no SISVAN em 2008 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% Não consumiu De 1 a 2 dias 3 a 4 dias 5 ou mais dias feijão Frutas frescas ou salada de frutas Leite/iogurte Salada crua Legumes e verduras cozidos 0% 5% 10% 15% 20% 25% 30% 35% 40% 45% 50% Não consumiu nos últimos sete dias De 1 a 2 dias 3 a 4 dias 5 ou mais dias Batata frita Hambúrguer e embutidos Biscoitos salgados/salgadinhos Biscoitos doces/recheados & doces Refrigerantes
  • 25.
    Duração mediana doaleitamento materno (meses) em menores de 36 meses de idade, por situação do domicílio e Regiões do país Aleitamento exclusivo Aleitamento Total 1996 2006 1996 2006 Brasil 1,1 2,2 7,0 9,4 Urbano 1,3 2,2 6,7 9,3 Rural 0,7 2,1 8,9 9,7 Região Norte 1,4 2,1 10,3 9,7 Nordeste 0,7 2,2 9,8 9,6 Sudeste 1,9 2,0 6,0 9,4 Sul 1,7 2,6 7,1 9,6 Centro-Oeste 0,7 2,5 7,0 8,6 Fonte: PNDS 2006
  • 26.
    Prevalência de anemiaem crianças de 0 a 59 meses segundo Região - PNDS, 2006. Região Norte 10,5% Região Nordeste 25,5% Região Centro-Oeste 11,0% Região Sudeste 22,6% Região Sul 21,5% Normal Leve Moderado Grave Fonte: Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde da Criança e da Mulher 2006. WHO. Iron Deficiency Anaemia Assessment, Prevention and Control. A guide manangers programme. 2001; WHO. Indicators for assessing Vitamin A Deficiency andtheir application in monitoring and evaluating intervention programas. WHO/NUT/96.10.1996
  • 27.
    Prevalência de hipovitaminoseA em crianças segundo Região - PNDS, 2006. Leve Moderado Fonte: Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde da Criança e da Mulher 2006. WHO. Iron Deficiency Anaemia Assessment, Prevention and Control. A guide manangers programme. 2001; WHO. Indicators for assessing Vitamin A Deficiency andtheir application in monitoring and evaluating intervention programas. WHO/NUT/96.10.1996 Região Norte 10,7% Região Nordeste 19,0% Região Centro- Oeste 11,8% Região Sudeste 21,6% Região Sul 9,9% Grave
  • 28.
    Prevalência de anemiaem mulheres em idade fértil segundo Região - PNDS, 2006. Normal Leve Moderado Grave Região Norte 19,3% Região Nordeste 39,1% Região Centro- Oeste 20,1% Região Sudeste 28,5% Região Sul 24,8 Fonte: Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde da Criança e da Mulher 2006. WHO. Iron Deficiency Anaemia Assessment, Prevention and Control. A guide manangers programme. 2001; WHO. Indicators for assessing Vitamin A Deficiency andtheir application in monitoring and evaluating intervention programas. WHO/NUT/96.10.1996
  • 29.
    Prevalência de hipovitaminoseA em mulheres em idade fértil segundo Região - PNDS, 2006. Moderado Grave Leve Região Norte 11,2% Região Nordeste 12,1% Região Centro- Oeste 12,8% Região Sudeste 14,0% Região Sul 8,0% Fonte: Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde da Criança e da Mulher 2006. WHO. Iron Deficiency Anaemia Assessment, Prevention and Control. A guide manangers programme. 2001; WHO. Indicators for assessing Vitamin A Deficiency andtheir application in monitoring and evaluating intervention programas. WHO/NUT/96.10.1996
  • 30.
    Consumo Alimentar –VIGITEL 2009 Frutas e hortaliças > 5x/semana Frutas e hortaliças >5 porções/dia Carne com gordura Leite integral Refrigerante Feijão 30.1% 20.5% 34.3% 61.1% 34.0% 68.6% 34.0% 18.9% 33.0% 58.4% 76.0% 65.8% Brasil São Paulo
  • 31.
    Guia Alimentar paraa População Brasileira (2006) Abordagem integrada – Dupla carga Referencial científico e cultura alimentar Explicitação e variação das quantidades Referencial positivo Sustentabilidade ambiental Alimento como referência Originalidade Abordagem multifocal
  • 32.
    • Estratégia defortalecimento das ações de apoio e promoção à alimentação complementar saudável no SUS; • Orientação alimentar como atividade de rotina nos serviços de saúde, formação de hábitos alimentares saudáveis desde a infância, introdução da alimentação complementar em tempo oportuno e de qualidade, respeitando a identidade cultural e alimentar das diversas regiões brasileiras
  • 33.
    Regulamentação da propaganda dosseguintes alimentos: •QUANTIDADE ELEVADA DE AÇÚCAR: >15 g de açúcar/100 g ou 7,5g/100 ml •QUANTIDADE ELEVADA DE GORDURA SATURADA: >5g de gordura saturada/ 100 g ou 2,5g/100 ml •QUANTIDADE ELEVADA DE GORDURA TRANS: >0,6 g/100 g ou ml • QUANTIDADE ELEVADA DE SÓDIO: > 400 mg de sódio/100 g ou ml
  • 34.
    Frases de alerta: “Estealimento possui elevada quantidade de açúcar. O consumo excessivo de açúcar aumenta o risco de desenvolver obesidade e cárie dentária”. “Este alimento possui elevada quantidade de gordura saturada. O consumo excessivo de gordura saturada aumenta o risco de desenvolver diabetes e doenças do coração”.
  • 35.
    “Este alimento possuielevada quantidade de gordura trans. O consumo excessivo de gordura trans aumenta o risco de desenvolver doenças do coração”. “Este alimento possui elevada quantidade de sódio. O consumo excessivo de sódio aumenta o risco de desenvolver pressão alta e doenças do coração”.
  • 36.
    Redução de açúcar,gorduras e sódio Educação alimentar e nutricional Qualidade nutricional dos alimentos Monitoramento •Ações no ambiente de trabalho, escolas, serviços de saúde e campanhas de mídia; •Rotulagem nutricional de alimentos e fast foods. •Acordo de Cooperação e GT (MS e ABIA) - 29/11/2007 •Discussão: definição dos grupos de alimentos e metas de redução •Programa Exploratório ANVISA (INCQS) •Pesquisa de rotulagem nutricional (CGPAN) •Chamada pública com a Indústria Metas: Eliminar trans Sal: 65% Açúcar: 30% Gorduras :15% Melhoria da qualidade nutricional dos alimentos
  • 37.
    Discussões internacionais - qualidadenutricional dos alimentos “América Livre de Gorduras Trans” Recomendações: - limite máximo de 2% de gordura trans em óleos e margarinas e 5% nos outros alimentos - Rotulagem nutricional - Informações em fast foods e restaurantes
  • 38.
    Grupo Especialistas OPAS/Policy Statment: alcance da recomendação dietética (5g/pessoa/dia) até 2020, com pactuação de metas a cargo dos países. •Plano gradual: movimento unificado do setor produtivo e redução gradual dos teores – evitar impactos no mercado consumidor; •Reforço à informação (rotulagem) e à educação do consumidor; •Ação das indústrias multinacionais. Redução do consumo de sal nas Américas
  • 39.
    Incentivo ao Consumode Frutas e Hortaliças Articulação de políticas públicas, estimular o consumo seguro, produção sustentável e abastecimento ampliado, sem perder de vista a segurança alimentar e nutricional, a alimentação saudável e a promoção da saúde.
  • 40.
    Oficina Alimentos RegionaisBrasileiros • Realização de 6 oficinas regionais de culinária em parceria com Instituições de Ensino Superior e Secretarias Municipais de Saúde • Formação de um GT para definição da nova proposta da Publicação “Alimentos Regionais Brasileiros”
  • 41.
    Portaria Interministerial MS/MEC nº. 1.010, de 08 de Maio de 2006 •Educação alimentar e nutricional; •Estímulo à produção de hortas escolares; •Estímulo à implantação de boas práticas de manipulação de alimentos;
  • 42.
    •Restrição ao comércioe à promoção comercial de alimentos no ambiente escolar; •Restrição da oferta de preparações com altos teores de gordura saturada, gordura trans, açúcar livre e sal e incentivo ao consumo de frutas, legumes e verduras; •Monitoramento da situação nutricional dos escolares.
  • 43.
    Objetivos: •Implementar ou fortalecero monitoramento do estado alimentar e nutricional dos escolares, referenciando para os serviços de saúde – SISVAN Web; Programa Saúde na Escola (Decreto Presidencial nº 6289, de 2007) - espaço escolar público
  • 44.
    •Tornar a escolaum espaço de formação de hábitos e escolhas alimentares saudáveis, com criação de rede de apoiadores locais para a questão alimentar e nutricional, empoderando os sujeitos para suas escolhas alimentares, com respeito à cultura alimentar local; •Implementar um programa de oferta diária de frutas e hortaliças na escola (financiamento tripartite, adesão voluntária)
  • 45.
    Programa Saúde naEscola - como funciona? • Avaliação das condições de saúde e de nutrição; • Promoção da saúde e prevenção de doenças (alimentação saudável) – inclusão no PPP e educação alimentar e nutricional;
  • 46.
    • Monitoramento eavaliação da saúde dos estudantes; • Monitoramento e avaliação do PSE; • Educação permanente em saúde e capacitação dos profissionais de saúde e da escola.
  • 47.
    • Adesão 2008:608 municípios • Financiamento: 13ª parcela da ESF e disponibilidade de equipamentos clínicos e antropométricos e materiais impressos para ESF e escolas; • Realização de 17 oficinas estaduais para implementação do PSE (encerradas em Julho/ 2009) Programa Saúde na Escola - como funciona?
  • 48.
    Guia prático do cuidador AlimentaçãoSaudável para população idosa
  • 49.
    Nutrição na AtençãoPrimária à Saúde Núcleos de Apoio à Saúde da Família • Diagnóstico nutricional; • Planos terapêuticos para DCNT; • Promoção de práticas alimentares saudáveis; • Resposta às demandas de distúrbios e deficiências nutricionais.
  • 50.
    Atualmente:1046 NASF implantados com767 nutricionistas; Perspectiva: 3270 NASF para referenciar todas as ESF no país; Todos os NASF com nutricionista: 3270 profissionais para qualificar o cuidado nutricional Nutrição na Atenção Primária à Saúde
  • 52.
    OBRIGADA PELA ATENÇÃO! AnaBeatriz Vasconcellos Coordenação Geral da Política de Alimentação e Nutrição CGPAN/DAB/SAS/Ministério da Saúde (61) 3306-8004 ana.vasconcellos@saude.gov.br www.saude.gov.br/nutricao