Potencial das pilhas
       elétrons escoam do anodo  catodo
                  corrente elétrica

Força eletromotriz (f.e.m):
É a força com que os elétrons se movem, medida em volts (V)
A f.e.m de qualquer pilha depende da:

            Natureza das reações químicas
            Concentração das espécies
            Temperatura


     Potencial da pilha = f.e.m = 


             f.e.m  espontaneidade da reação
Como f.e.m depende da concentração das espécies

Define-se: potencial padrão de pilha o


  Condições:


   Concentração = 1 M para todas as espécies
   Pressão = 1 atm para todos os gases
   Para sólidos a sua forma mais estável a 25º C
   T = 25º C para a pilha



   Obedecidas as condições                        o
QUAL A ORIGEM DO POTENCIAL DA PILHA?


    Zn2+ + 2e-  Zn (m)
    Cu2+ + 2e-  Cu (m)


     Semi-reações de redução
Ganha a competição o que tiver maior tendência a
      atrair elétrons (maior potencial de redução)

     O perdedor é oxidado!!!!


 Potencial da pilha = diferença entre os potenciais de redução



        pilha = Cu - Zn

Padrão: o Zn/Cu = oCu - oZn
Medida do potencial padrão de uma semi-pilha


Experimentalmente só é possível medir o potencial total da pilha.


 A diferença entre os potencias das semi-pilhas!


   Semi-pilha padrão:

     H2 (g) (P = 1atm)            o = 0,000 V

     2H+ (aq) + 2e- H2 (g)
Exemplos de o
ESPONTANEIDADE DAS REAÇÕES DE OXIREDUÇÃO


Critério de espontaneidade para reações químicas:

                          G = -max

   Trabalho máximo da pilha: elt = I2Rt

         Corrente = potencial/resistência = /R
     Para um pilha  passagem de n mole de e- :




  No = número de Avogadro = 6,02 x 1023
  eo = carga do elétron
G = - max   G = -  el max = - n F 
Conclusões

Reação de oxiredução espontânea para  positivo



o sentido da passagem do e- numa pilha é o que produz

               pilha = +


      nas condições padrão
         Go = - n ƒ o
Exemplos de cálculo de 


           Zn2+ + 2e-  Zn (s)                     = - 0,76 V
           Cr3+ + 3e-  Cr (s)                     = - 0,74 V


    Reação espontânea:          G=-         portanto     = +
     pilha = Cr - Zn = -0,74 – (-0,76) = 0,02 V



Reação:
             Zn (s)  Zn2+ + 2e-               x3
            Cr3+ + 3e-  Cr (s)              x2

   3Zn(s) + 2Cr3+  Cr(s)            + 3Zn
                                          2+              = + 0,02 V
Verifique se a reação abaixo é espontânea:

           Fe2+(aq) + Ni (s)  Fe (s) + Ni2+ (aq)



       Fe2+ (aq) + 2e- Fe (s) o = -0,44 V
       Ni2+ (aq) + 2e- Ni (s)          o = -0,25 V
         R = -0,44 + 0,25 = - 0,19
          = negativo   G = +

Portanto a reação é espontânea no sentido contrário!!!


        Ni2+(aq) + Fe (s)  Ni (s) + Fe2+(aq)
Potencial de pilha e concentração
Caso geral:




                                     e




                                   Eq. De Nernst
Potencial de pilha e equilíbrio
        Relação entre G e   conhecida
Em um equilíbrio....                        =0
DETERMINAÇÃO DA CONSTANTE DE EQUILÍBRIO TERMODINÂMICO




  Go = positivo      não é espontânea!!!!

    Se está em condições padrão:
Aplicação da equação de Nernst às pilhas
 1) Pilha de concentração

a) Diluição      Ag(m)Ag+(aq, 10-3 M), Ag+(aq,10-2 M) Ag(m)
       = ?

               = 0
b) Expansão gasosa

 Pt(m)H2(g, P=10 atm) H+(aq, 1 M) H+(aq,1 M) H2 (g, P=1 atm)Pt(m)
       = ?       H2 (g, P=10atm)  H2 (g, P=1atm)
2) Pilha de precipitação

 Ag(m)Ag+(aq, Kps M), Cl- (1 M) Ag+(1 M) Ag(m)
    = ?
   Ag(m) + Cl- (aq)  Ag Cl + e- (ANODO)
  Ag+ + e-  Ag (m) (CATODO)
Ag+ (aq) + Cl- (aq)  AgCl (s) (PILHA)
3) Neutralização
Pt(m)H2(g, P=1 atm) OH-(aq, 1 M) H+(aq,1 M) H2 (g, P=1 atm)Pt(m)




                Está nas condições padrão  
Pt(m)H2(g, P=1 atm) OH-(aq, 2 M) H+(aq,1 M) H2 (g, P=1 atm)Pt(m)

          = ?
4) Pilha redox
Pt(s)Cl2(g, P=1 atm) Cl-(aq, 10-2 M) Fe2+(aq,10-3 M)Fe(s)
           Anodo                              Catodo




   Cl2 + 2e-  2Cl-




              o = -0,440 – 1,360 = -1,800 V

Reação não espontânea  pilha escrita ao contrário
Fe(s)  Fe2+(aq,10-3 M)  Cl-(aq, 10-2 M)  Cl2(g, P=1 atm)  Pt(s)

     o = 1,360 –(-0,440) = 1,800 V

        Fe (m) + Cl2(g)  Fe2+(aq) + 2 Cl- (aq)


                   2             2
             [Fe         ][ Cl    ]            -3          2 2      7
       Q                                10        .( 10    )  10
                         1

                             0 , 0592
                o –                log Q
                                 n


       = 1,800 – (0,0296 . -7) = 1,800 + 0,207

        = 2,007 V
Pilhas e baterias comerciais

Pilhas secas
Baterias de chumbo

Bateria = associação de pilhas
Recarga: inversão de sentido das reações!

 Adição de voltagem externa regenera o H2SO4

Dínamo ou alternador com o automóvel em funcionamento
enquanto a bateria não está totalmente descarregada


Bateria totalmente descarregada: carregador de bateria

  Como estimar o grau de descarga da bateria?

  - Medindo a densidade do eletrólito:

    H2O            = 1,0 g/cm3
                                      Bateria: 1,0 <  < 1,8
    H2SO4          = 1,8 g/cm3
Pilhas de longa duração

Usadas em:
 Marcapassos
 Relógios digitais       Pilha Zn - Hg
 Sensores
 Calculadoras,
etc
Reação do anodo:




Reação do catodo:




Reação da pilha:
Pilha de Ni - Cd
 Eletrólito básico


Reação do anodo:




Reação do catodo:




  Reação total:
Outras pilhas


                Zn - Ag

 Anodo Zn amalgado (Zn + Hg)

  Catodo   AgO


            = 1,852 V
Pilha de lítio

Eletrólito sólido
Reação do anodo:



Reação do catodo:




Reação total:
Pilha de lítio

 Eletrólito em solvente orgânico

                                               1 - cromato de prata
                                               2 - separador
                                               3 - separador + eletrólito
                                               4 - anodo de Li




Eletrólito: perclorato de lítio dissolvido em carbonato de propileno
Separador: fibra de vidro
Catodo: cromato de prata + 10% de grafite
Reação do anodo:



    Reação do catodo:



Reação total:

    Na descarga prolongada  2,5 V




   Total
                                     Usada principalmente
                                      em marcapassos!
Pilhas de combustível
Usada em veículos espaciais




      Carbono poroso impregnado de Pt - eletrodos
          Gases se difundem sem borbulhar
Reação do anodo:



Reação do catodo:



Reação total:




           H2O(l) em alta temperatura  H2O(v)

       condensada reaproveitada para consumo

Eletroquímica 2

  • 1.
    Potencial das pilhas elétrons escoam do anodo  catodo corrente elétrica Força eletromotriz (f.e.m): É a força com que os elétrons se movem, medida em volts (V) A f.e.m de qualquer pilha depende da:  Natureza das reações químicas  Concentração das espécies  Temperatura Potencial da pilha = f.e.m =  f.e.m  espontaneidade da reação
  • 2.
    Como f.e.m dependeda concentração das espécies Define-se: potencial padrão de pilha o Condições: Concentração = 1 M para todas as espécies Pressão = 1 atm para todos os gases Para sólidos a sua forma mais estável a 25º C T = 25º C para a pilha Obedecidas as condições  o
  • 3.
    QUAL A ORIGEMDO POTENCIAL DA PILHA? Zn2+ + 2e-  Zn (m) Cu2+ + 2e-  Cu (m) Semi-reações de redução
  • 4.
    Ganha a competiçãoo que tiver maior tendência a atrair elétrons (maior potencial de redução) O perdedor é oxidado!!!! Potencial da pilha = diferença entre os potenciais de redução  pilha = Cu - Zn Padrão: o Zn/Cu = oCu - oZn
  • 5.
    Medida do potencialpadrão de uma semi-pilha Experimentalmente só é possível medir o potencial total da pilha. A diferença entre os potencias das semi-pilhas! Semi-pilha padrão: H2 (g) (P = 1atm) o = 0,000 V 2H+ (aq) + 2e- H2 (g)
  • 6.
  • 7.
    ESPONTANEIDADE DAS REAÇÕESDE OXIREDUÇÃO Critério de espontaneidade para reações químicas: G = -max Trabalho máximo da pilha: elt = I2Rt Corrente = potencial/resistência = /R Para um pilha  passagem de n mole de e- : No = número de Avogadro = 6,02 x 1023 eo = carga do elétron
  • 8.
    G = -max G = -  el max = - n F 
  • 9.
    Conclusões Reação de oxireduçãoespontânea para  positivo o sentido da passagem do e- numa pilha é o que produz pilha = + nas condições padrão Go = - n ƒ o
  • 10.
    Exemplos de cálculode  Zn2+ + 2e-  Zn (s)  = - 0,76 V Cr3+ + 3e-  Cr (s)  = - 0,74 V Reação espontânea: G=- portanto  = +  pilha = Cr - Zn = -0,74 – (-0,76) = 0,02 V Reação: Zn (s)  Zn2+ + 2e- x3 Cr3+ + 3e-  Cr (s) x2 3Zn(s) + 2Cr3+  Cr(s) + 3Zn 2+  = + 0,02 V
  • 11.
    Verifique se areação abaixo é espontânea: Fe2+(aq) + Ni (s)  Fe (s) + Ni2+ (aq) Fe2+ (aq) + 2e- Fe (s) o = -0,44 V Ni2+ (aq) + 2e- Ni (s) o = -0,25 V R = -0,44 + 0,25 = - 0,19  = negativo   G = + Portanto a reação é espontânea no sentido contrário!!! Ni2+(aq) + Fe (s)  Ni (s) + Fe2+(aq)
  • 12.
    Potencial de pilhae concentração Caso geral: e Eq. De Nernst
  • 13.
    Potencial de pilhae equilíbrio Relação entre G e   conhecida Em um equilíbrio.... =0
  • 14.
    DETERMINAÇÃO DA CONSTANTEDE EQUILÍBRIO TERMODINÂMICO  Go = positivo não é espontânea!!!! Se está em condições padrão:
  • 15.
    Aplicação da equaçãode Nernst às pilhas 1) Pilha de concentração a) Diluição Ag(m)Ag+(aq, 10-3 M), Ag+(aq,10-2 M) Ag(m)  = ? = 0
  • 16.
    b) Expansão gasosa Pt(m)H2(g, P=10 atm) H+(aq, 1 M) H+(aq,1 M) H2 (g, P=1 atm)Pt(m)  = ? H2 (g, P=10atm)  H2 (g, P=1atm)
  • 17.
    2) Pilha deprecipitação Ag(m)Ag+(aq, Kps M), Cl- (1 M) Ag+(1 M) Ag(m)  = ? Ag(m) + Cl- (aq)  Ag Cl + e- (ANODO) Ag+ + e-  Ag (m) (CATODO) Ag+ (aq) + Cl- (aq)  AgCl (s) (PILHA)
  • 18.
    3) Neutralização Pt(m)H2(g, P=1atm) OH-(aq, 1 M) H+(aq,1 M) H2 (g, P=1 atm)Pt(m) Está nas condições padrão  
  • 19.
    Pt(m)H2(g, P=1 atm)OH-(aq, 2 M) H+(aq,1 M) H2 (g, P=1 atm)Pt(m)  = ?
  • 20.
    4) Pilha redox Pt(s)Cl2(g,P=1 atm) Cl-(aq, 10-2 M) Fe2+(aq,10-3 M)Fe(s) Anodo Catodo Cl2 + 2e-  2Cl- o = -0,440 – 1,360 = -1,800 V Reação não espontânea  pilha escrita ao contrário
  • 21.
    Fe(s)  Fe2+(aq,10-3M)  Cl-(aq, 10-2 M)  Cl2(g, P=1 atm)  Pt(s) o = 1,360 –(-0,440) = 1,800 V Fe (m) + Cl2(g)  Fe2+(aq) + 2 Cl- (aq) 2   2 [Fe ][ Cl ] -3  2 2  7 Q   10 .( 10 )  10 1 0 , 0592   o – log Q n  = 1,800 – (0,0296 . -7) = 1,800 + 0,207  = 2,007 V
  • 22.
    Pilhas e bateriascomerciais Pilhas secas
  • 24.
    Baterias de chumbo Bateria= associação de pilhas
  • 27.
    Recarga: inversão desentido das reações! Adição de voltagem externa regenera o H2SO4 Dínamo ou alternador com o automóvel em funcionamento enquanto a bateria não está totalmente descarregada Bateria totalmente descarregada: carregador de bateria Como estimar o grau de descarga da bateria? - Medindo a densidade do eletrólito: H2O   = 1,0 g/cm3 Bateria: 1,0 <  < 1,8 H2SO4   = 1,8 g/cm3
  • 28.
    Pilhas de longaduração Usadas em:  Marcapassos  Relógios digitais Pilha Zn - Hg  Sensores  Calculadoras, etc
  • 29.
    Reação do anodo: Reaçãodo catodo: Reação da pilha:
  • 30.
    Pilha de Ni- Cd Eletrólito básico Reação do anodo: Reação do catodo: Reação total:
  • 31.
    Outras pilhas Zn - Ag Anodo Zn amalgado (Zn + Hg) Catodo AgO  = 1,852 V
  • 32.
  • 33.
    Reação do anodo: Reaçãodo catodo: Reação total:
  • 34.
    Pilha de lítio Eletrólito em solvente orgânico 1 - cromato de prata 2 - separador 3 - separador + eletrólito 4 - anodo de Li Eletrólito: perclorato de lítio dissolvido em carbonato de propileno Separador: fibra de vidro Catodo: cromato de prata + 10% de grafite
  • 35.
    Reação do anodo: Reação do catodo: Reação total: Na descarga prolongada  2,5 V Total Usada principalmente em marcapassos!
  • 36.
    Pilhas de combustível Usadaem veículos espaciais Carbono poroso impregnado de Pt - eletrodos Gases se difundem sem borbulhar
  • 37.
    Reação do anodo: Reaçãodo catodo: Reação total: H2O(l) em alta temperatura  H2O(v)  condensada reaproveitada para consumo