Tema: A Figueira Seca
Incentivação Inicial:
Passar vídeos sobre o conflito entre Israel e Palestina e o vídeo sobre racismo.
Dividir dois grupos e discutir sobre eles.
As testemunhas de Jeová não aceitam a transfusão de sangue.
Desenvolvimento:
Perguntar a cada um o que sabe fazer de melhor. Dizer uma qualidade ou habilidade.
Qual é o seu talento? Você acha que isso pode ser uma coisa produtiva e fazer algum bem para a
sociedade?
Passar o audiobook sobre a parábola da Figueira Seca.
Quando saiam de Betânia, ele teve fome; e, vendo ao longe uma figueira, para ela encaminhou-se, a ver se acharia alguma coisa; tendo-se, porém,
aproximado, só achou folhas, visto não ser tempo de figos. Então, disse Jesus à figueira: Que ninguém coma de ti fruto algum, o que seus discípulos
ouviram. - No dia seguinte, ao passarem pela figueira, viram que secara até á raiz. - Pedro, lembrando-se do que dissera Jesus, disse: Mestre, olha
como secou a figueira que tu amaldiçoaste. - Jesus, tomando a palavra, lhes disse: Tende fé em Deus. - Digo-vos, em verdade, que aquele que disser
a esta montanha: Tira-te daí e lança-te ao mar, mas sem hesitar no seu coração, crente, ao contrário, firmemente, de que tudo o que houver dito
acontecerá, verá que, com efeito, acontece. (S. MARCOS, cap. Xl, vv. 12 a 14 e 20 a 23.)
4. E no dia seguinte, quando saíram de Betânia, teve
fome. Vendo de longe uma figueira que tinha folhas, foi ver
se nela acharia alguma coisa; e, chegando a ela, não achou
senão folhas, porque não era tempo de figos. E Jesus,
falando, disse à figueira: Nunca mais coma alguém fruto de
ti. E os seus discípulos ouviram isso.
(Mc 11:12-14)
Como explicar a aparente contradição expressa
na parábola, uma vez que se não “era tempo de
figos”, Jesus só poderia encontrar na figueira
apenas as folhas? Poderia ter havido
transgressão das leis da natureza?
Na passagem descrita por Marcos, 11:12-14, Jesus
que sempre abençoava tem um comportamento
inusitado. Recurso revestido de ação dramática para
melhor fixação. Os discípulos jamais esqueceriam a
figueira que secou, a representar as intenções não
realizadas, estéreis por inércia das pessoas.
6. Quais os ensinamentos morais
oferecidos pela PARÁBOLA DA
FIGUEIRA QUE SECOU?
5. SIMBOLOGIA DA FIGUEIRA
5.1. PESSOAS QUE APARENTAM O BEM
A figueira seca é o símbolo das pessoas que apenas aparentam o bem, mas
na realidade nada produzem de bom. Pode-se falar dos oradores que
possuem o brilho da palavra, mas falta-lhes a solidez dos argumentos, pois
agradam mais aos ouvidos do que ao exame da pura razão. As pessoas do
auditório, depois de ouvirem as suas palavras, dizem: “Que proveito tiramos
disso?” Não nos serviu para nada.
5.2. PESSOAS QUE PODEM SER ÚTEIS E NÃO O SÃO
Pessoas, utopias, sistemas vazios e doutrinas sem base sólida fazem parte dessa relação. Falta-
lhes a verdadeira fé, a fé que penetra no imo do ser e faz vibrar o seu coração. Essas pessoas
são árvores frondosas, mas sem frutos, e é por isso que Jesus as condena à esterilidade, pois dia
virá em que ficarão secas até à raiz. “Isso quer dizer que todos os sistemas, todas as doutrinas
que não produziram nenhum bem para a humanidade, serão reduzidas a nada; e que todos os
homens voluntariamente inúteis, que não se utilizaram os recursos de que estavam dotados,
serão tratados como a figueira seca”. (Kardec, 1984, cap. XIX, item 9)
5.3. MÉDIUNS QUE SE DESVIAM DE SUA MISSÃO.
Os médiuns, como intérpretes dos Espíritos, são como árvores que devem suprir o alimento
espiritual de seus irmãos. A sua faculdade mediúnica foi dotada para esse fim. Multiplicam-se, de
maneira a que o alimento seja abundante. “Espalham-se por toda parte, em todos os países, em
todas as classes sociais, entre os ricos e os pobres, os grandes e os pequenos, a fim de que em
parte alguma haja deserdados, e para provar aos homens que todos são chamados”. Desviam-se,
no entanto, de seu fim, colocando-se a serviço de coisas fúteis e prejudiciais, ou dos interesses
mundanos. (Kardec, 1984, cap. XIX, item 10)
6. OUTRAS CORRELAÇÕES
6.1. ESTERILIDADE É NOTA DESTOANTE
Com o tempo, a obra estéril desaparece. Jesus está, nesta passagem
evangélica, chamando a nossa atenção para as boas obras, não de
aparência, mas de real valor para a Humanidade. O verniz da caridade nada
vale, pois a salvação da alma está presa ao essencial, não ao que
aparentamos ser.
6.2. UMA INSTITUIÇÃO RELIGIOSA TAMBÉM PODE SER CONSIDERADA
UMA FIGUEIRA SECA.
Um Centro Espírita, se não servir de lenitivo aos que o procuram, pode se
tornar uma “figueira seca”, pois deixou de atender às necessidades de seus
frequentadores. Por isso, cada um de seus integrantes deve se sacrificar
para que o todo prevaleça sobre as suas opiniões, e no caso do Espiritismo,
os princípios doutrinários devem sempre estar em primeiro lugar.
6.3. CONHECE-SE A ÁRVORE PELOS SEUS FRUTOS
Não é o tamanho, a configuração, as ramagens, os rebentos verdes, as
pontas ressequidas, o aspecto brilhante, a vetustez do tronco, a fragilidade
das folhas, o aroma atraente. Não é pela aparência exterior, mas pelos
frutos, utilidade e produção. O que realmente vale é a substância de nossa
colaboração no progresso comum, pela importância de nosso concurso no
bem geral. (Xavier, s.d.p., cap. 7)
Por isso, não só aspecto agradável, mas igualmente utilidade viva; não
apenas flores, mas frutos; não somente ensino continuado, mas igualmente
demonstração ativa; não só teoria excelente, mas também prática
santificante.
7. CONCLUSÃO
A vida de aparência caridosa pode enganar aos homens, pode até fazer
prosélitos, mas não consegue ludibriar a Deus, que é eminentemente
sabedoria e justiça. Esta é a lição que devemos extrair dessa parábola.
Falsos Profetas
15 Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são lobos
devoradores.
16 Por seus frutos os conhecereis. Porventura colhem-se uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos?
17 Assim, toda a árvore boa produz bons frutos, e toda a árvore má produz frutos maus.
18 Não pode a árvore boa dar maus frutos; nem a árvore má dar frutos bons.
19 Toda a árvore que não dá bom fruto corta-se e lança-se no fogo.
20 Portanto, pelos seus frutos os conhecereis.
21 Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos
céus.
22 Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos
demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas?
23 E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade.

Aula figueira seca_2014

  • 1.
    Tema: A FigueiraSeca Incentivação Inicial: Passar vídeos sobre o conflito entre Israel e Palestina e o vídeo sobre racismo. Dividir dois grupos e discutir sobre eles. As testemunhas de Jeová não aceitam a transfusão de sangue. Desenvolvimento: Perguntar a cada um o que sabe fazer de melhor. Dizer uma qualidade ou habilidade. Qual é o seu talento? Você acha que isso pode ser uma coisa produtiva e fazer algum bem para a sociedade? Passar o audiobook sobre a parábola da Figueira Seca. Quando saiam de Betânia, ele teve fome; e, vendo ao longe uma figueira, para ela encaminhou-se, a ver se acharia alguma coisa; tendo-se, porém, aproximado, só achou folhas, visto não ser tempo de figos. Então, disse Jesus à figueira: Que ninguém coma de ti fruto algum, o que seus discípulos ouviram. - No dia seguinte, ao passarem pela figueira, viram que secara até á raiz. - Pedro, lembrando-se do que dissera Jesus, disse: Mestre, olha como secou a figueira que tu amaldiçoaste. - Jesus, tomando a palavra, lhes disse: Tende fé em Deus. - Digo-vos, em verdade, que aquele que disser a esta montanha: Tira-te daí e lança-te ao mar, mas sem hesitar no seu coração, crente, ao contrário, firmemente, de que tudo o que houver dito acontecerá, verá que, com efeito, acontece. (S. MARCOS, cap. Xl, vv. 12 a 14 e 20 a 23.) 4. E no dia seguinte, quando saíram de Betânia, teve fome. Vendo de longe uma figueira que tinha folhas, foi ver se nela acharia alguma coisa; e, chegando a ela, não achou senão folhas, porque não era tempo de figos. E Jesus, falando, disse à figueira: Nunca mais coma alguém fruto de ti. E os seus discípulos ouviram isso. (Mc 11:12-14) Como explicar a aparente contradição expressa na parábola, uma vez que se não “era tempo de figos”, Jesus só poderia encontrar na figueira apenas as folhas? Poderia ter havido transgressão das leis da natureza? Na passagem descrita por Marcos, 11:12-14, Jesus que sempre abençoava tem um comportamento inusitado. Recurso revestido de ação dramática para melhor fixação. Os discípulos jamais esqueceriam a figueira que secou, a representar as intenções não realizadas, estéreis por inércia das pessoas. 6. Quais os ensinamentos morais oferecidos pela PARÁBOLA DA FIGUEIRA QUE SECOU? 5. SIMBOLOGIA DA FIGUEIRA 5.1. PESSOAS QUE APARENTAM O BEM A figueira seca é o símbolo das pessoas que apenas aparentam o bem, mas na realidade nada produzem de bom. Pode-se falar dos oradores que possuem o brilho da palavra, mas falta-lhes a solidez dos argumentos, pois agradam mais aos ouvidos do que ao exame da pura razão. As pessoas do
  • 2.
    auditório, depois deouvirem as suas palavras, dizem: “Que proveito tiramos disso?” Não nos serviu para nada. 5.2. PESSOAS QUE PODEM SER ÚTEIS E NÃO O SÃO Pessoas, utopias, sistemas vazios e doutrinas sem base sólida fazem parte dessa relação. Falta- lhes a verdadeira fé, a fé que penetra no imo do ser e faz vibrar o seu coração. Essas pessoas são árvores frondosas, mas sem frutos, e é por isso que Jesus as condena à esterilidade, pois dia virá em que ficarão secas até à raiz. “Isso quer dizer que todos os sistemas, todas as doutrinas que não produziram nenhum bem para a humanidade, serão reduzidas a nada; e que todos os homens voluntariamente inúteis, que não se utilizaram os recursos de que estavam dotados, serão tratados como a figueira seca”. (Kardec, 1984, cap. XIX, item 9) 5.3. MÉDIUNS QUE SE DESVIAM DE SUA MISSÃO. Os médiuns, como intérpretes dos Espíritos, são como árvores que devem suprir o alimento espiritual de seus irmãos. A sua faculdade mediúnica foi dotada para esse fim. Multiplicam-se, de maneira a que o alimento seja abundante. “Espalham-se por toda parte, em todos os países, em todas as classes sociais, entre os ricos e os pobres, os grandes e os pequenos, a fim de que em parte alguma haja deserdados, e para provar aos homens que todos são chamados”. Desviam-se, no entanto, de seu fim, colocando-se a serviço de coisas fúteis e prejudiciais, ou dos interesses mundanos. (Kardec, 1984, cap. XIX, item 10) 6. OUTRAS CORRELAÇÕES 6.1. ESTERILIDADE É NOTA DESTOANTE Com o tempo, a obra estéril desaparece. Jesus está, nesta passagem evangélica, chamando a nossa atenção para as boas obras, não de aparência, mas de real valor para a Humanidade. O verniz da caridade nada vale, pois a salvação da alma está presa ao essencial, não ao que aparentamos ser. 6.2. UMA INSTITUIÇÃO RELIGIOSA TAMBÉM PODE SER CONSIDERADA UMA FIGUEIRA SECA. Um Centro Espírita, se não servir de lenitivo aos que o procuram, pode se tornar uma “figueira seca”, pois deixou de atender às necessidades de seus frequentadores. Por isso, cada um de seus integrantes deve se sacrificar para que o todo prevaleça sobre as suas opiniões, e no caso do Espiritismo, os princípios doutrinários devem sempre estar em primeiro lugar. 6.3. CONHECE-SE A ÁRVORE PELOS SEUS FRUTOS Não é o tamanho, a configuração, as ramagens, os rebentos verdes, as
  • 3.
    pontas ressequidas, oaspecto brilhante, a vetustez do tronco, a fragilidade das folhas, o aroma atraente. Não é pela aparência exterior, mas pelos frutos, utilidade e produção. O que realmente vale é a substância de nossa colaboração no progresso comum, pela importância de nosso concurso no bem geral. (Xavier, s.d.p., cap. 7) Por isso, não só aspecto agradável, mas igualmente utilidade viva; não apenas flores, mas frutos; não somente ensino continuado, mas igualmente demonstração ativa; não só teoria excelente, mas também prática santificante. 7. CONCLUSÃO A vida de aparência caridosa pode enganar aos homens, pode até fazer prosélitos, mas não consegue ludibriar a Deus, que é eminentemente sabedoria e justiça. Esta é a lição que devemos extrair dessa parábola. Falsos Profetas 15 Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são lobos devoradores. 16 Por seus frutos os conhecereis. Porventura colhem-se uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos? 17 Assim, toda a árvore boa produz bons frutos, e toda a árvore má produz frutos maus. 18 Não pode a árvore boa dar maus frutos; nem a árvore má dar frutos bons. 19 Toda a árvore que não dá bom fruto corta-se e lança-se no fogo. 20 Portanto, pelos seus frutos os conhecereis. 21 Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. 22 Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? 23 E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade.