59ª LIÇÃO – Fé ou obras?
 Texto Base: Mc 11.12-14 e 20-26
MIM1
: Interceda pela construção do Templo da Congregação Batista em XV de
novembro, mais um empreendimento do Projeto uma Igreja em cada bairro. Peça ao
Senhor que abençoe os voluntários na construção, os ofertantes, os ministros do
evangelho que lá desempenharão o seu ministério e pelas futuras almas que serão salvas
por intermédio desta agência do Reino de Deus que está se levantando.
INTRODUÇÃO: No estudo anterior, falamos sobre a entrada triunfal de Jesus em
Jerusalém. Ressaltamos como o povo judeu o reconheceu como Rei, Messias e Deus;
outro não pode ser o reconhecimento dos que, na era atual, pretendem ser discípulos de
Jesus.
No presente estudo, vamos unir as lições extraídas do evento em que
Jesus amaldiçoa a figueira por sua falta de frutos e a lição que o próprio Jesus extrai
deste evento. Fé ou obras? O que é mais importante para um discípulo de Jesus?
DESENVOLVIMENTO:
a) V. 12-14 – Como dito no estudo anterior, Jesus está na sua última
semana aqui na Terra.
 Assim, considerando que sua entrada triunfal (Mc 11.1) e sua ida
a Betânia (Mc 11.11) se deu num domingo, o presente evento se
deu na segunda-feira (Mc 11.12).
 Ao amaldiçoar a figueira, que possuía folhas mas não possuía
frutos, Jesus nos deixa algumas lições:
a) Para os ouvintes originais, significou a seguinte
advertência: Sendo Israel a figueira frondosa (Os 10.1),
mas não dando frutos, ou seja, não recebendo o seu
Messias, poderia vir a ser riscada dos planos de Deus. A
purificação do Templo feita por Jesus logo na sequência
(Mc 11.15-19) corrobora esta conclusão.
b) Jesus, o Deus-homem, é Senhor da natureza (Sl 24); não
prestando essa para sua necessidade (o texto diz que Ele
teve fome), não serve mais para nada; ou seja, o criador
tem o direito de ser juiz. De igual forma são os discípulos
que pertencem ao Senhor Jesus duas vezes (pela criação e
pela redenção): têm uma missão pautada numa
necessidade de Jesus (Mt 28.19) e se não se prestam a tal,
podem vir a ser cortados dos planos de Deus (Jo 15.1 e 2).
c) Ter folhas e não ter Frutos, ou seja, ter uma aparente
serventia mas não servir pra nada, é inócuo, é farisaico; a
adoração a Jesus deve ser em espírito e em verdade (Jo
4.23).
 Ainda que um discípulo seja cortado dos planos de Deus, ou
melhor, um ex-discípulo (se isso for possível) é plenamente
viável que tal figueira venha a reverdecer (Jó 14.7-9) e de novo
viva os planos de Deus (Jr 15.19).
 As obras são imprescindíveis na vida de um discípulo de Jesus
(Tg 2.17).
b) V. 20-26 – Voltando da visita nada pacífica ao Templo, Pedro faz uma
constatação: a figueira havia secado.
 Chama à atenção de Jesus a falta de fé de Pedro. Jesus havia
ordenado que a figueira secasse, como poderia Pedro se
maravilhar com a prova visual de acontecimento? Pensando
contrariamente, o que esperava ele? Que a figueira não secasse?
Motivo de consternação deveria ser para Pedro se a figueira não
secasse.
 Com isso, Jesus aproveita a oportunidade para ensinar aos seus
discípulos sobre fé.
 Usando uma hipérbole muito conhecida no meio rabínico (v. 23),
Jesus quer dizer que aquilo que nós pedirmos estando, pois,
alinhado à vontade do Pai, será concedido.
 Para aquele que tem como únicos expedientes a oração e a leitura
bíblica como ferramentas para lutar contra as hostes malignas (Ef
6.12), orar com fé deve ser uma prática recorrente na vida
devocional do discípulo de Jesus.
CONCLUSÃO: Fé e obras, na verdade, são conceitos correlatos. Aquele que crê em
Deus, que se revelou na pessoa de Jesus, pratica as obras de justiça que Ele mandou. A
“fé” que é pautada num mero esforço intelectual, na verdade não é a fé que a Bíblia trata
(Ef 2.8; Hb 11.6), sendo, pois, inócua (Tg 2.14). Aliás, tal “fé” até os demônios têm (Tg
2.19).
Sugestão de discussão em grupo:
a) Como pode uma Deus misericordioso amaldiçoar um figueira
apenas porque não deu frutos?
b) Por que algumas pessoas conseguem “mover montanhas” com
sua oração e outras não?
c) Qual a ligação entre perdão e oração?
Irmão, gostaria de ouvir sua opinião, crítica, sugestão ou correção sobre os
estudos. Mande-os para jonatasviana@hotmail.com.br (não esqueça do “.br” no
final!)
_________________
1- Momento de Intercessão Missionária. Nossa ideia é criar em todas as reuniões este
momento inicial de oração por missões nacionais.

Aula Jonatas 59: Fé ou obras

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    59ª LIÇÃO –Fé ou obras?  Texto Base: Mc 11.12-14 e 20-26 MIM1 : Interceda pela construção do Templo da Congregação Batista em XV de novembro, mais um empreendimento do Projeto uma Igreja em cada bairro. Peça ao Senhor que abençoe os voluntários na construção, os ofertantes, os ministros do evangelho que lá desempenharão o seu ministério e pelas futuras almas que serão salvas por intermédio desta agência do Reino de Deus que está se levantando. INTRODUÇÃO: No estudo anterior, falamos sobre a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém. Ressaltamos como o povo judeu o reconheceu como Rei, Messias e Deus; outro não pode ser o reconhecimento dos que, na era atual, pretendem ser discípulos de Jesus. No presente estudo, vamos unir as lições extraídas do evento em que Jesus amaldiçoa a figueira por sua falta de frutos e a lição que o próprio Jesus extrai deste evento. Fé ou obras? O que é mais importante para um discípulo de Jesus? DESENVOLVIMENTO: a) V. 12-14 – Como dito no estudo anterior, Jesus está na sua última semana aqui na Terra.  Assim, considerando que sua entrada triunfal (Mc 11.1) e sua ida a Betânia (Mc 11.11) se deu num domingo, o presente evento se deu na segunda-feira (Mc 11.12).  Ao amaldiçoar a figueira, que possuía folhas mas não possuía frutos, Jesus nos deixa algumas lições: a) Para os ouvintes originais, significou a seguinte advertência: Sendo Israel a figueira frondosa (Os 10.1), mas não dando frutos, ou seja, não recebendo o seu Messias, poderia vir a ser riscada dos planos de Deus. A purificação do Templo feita por Jesus logo na sequência (Mc 11.15-19) corrobora esta conclusão. b) Jesus, o Deus-homem, é Senhor da natureza (Sl 24); não prestando essa para sua necessidade (o texto diz que Ele teve fome), não serve mais para nada; ou seja, o criador tem o direito de ser juiz. De igual forma são os discípulos que pertencem ao Senhor Jesus duas vezes (pela criação e pela redenção): têm uma missão pautada numa
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    necessidade de Jesus(Mt 28.19) e se não se prestam a tal, podem vir a ser cortados dos planos de Deus (Jo 15.1 e 2). c) Ter folhas e não ter Frutos, ou seja, ter uma aparente serventia mas não servir pra nada, é inócuo, é farisaico; a adoração a Jesus deve ser em espírito e em verdade (Jo 4.23).  Ainda que um discípulo seja cortado dos planos de Deus, ou melhor, um ex-discípulo (se isso for possível) é plenamente viável que tal figueira venha a reverdecer (Jó 14.7-9) e de novo viva os planos de Deus (Jr 15.19).  As obras são imprescindíveis na vida de um discípulo de Jesus (Tg 2.17). b) V. 20-26 – Voltando da visita nada pacífica ao Templo, Pedro faz uma constatação: a figueira havia secado.  Chama à atenção de Jesus a falta de fé de Pedro. Jesus havia ordenado que a figueira secasse, como poderia Pedro se maravilhar com a prova visual de acontecimento? Pensando contrariamente, o que esperava ele? Que a figueira não secasse? Motivo de consternação deveria ser para Pedro se a figueira não secasse.  Com isso, Jesus aproveita a oportunidade para ensinar aos seus discípulos sobre fé.  Usando uma hipérbole muito conhecida no meio rabínico (v. 23), Jesus quer dizer que aquilo que nós pedirmos estando, pois, alinhado à vontade do Pai, será concedido.  Para aquele que tem como únicos expedientes a oração e a leitura bíblica como ferramentas para lutar contra as hostes malignas (Ef 6.12), orar com fé deve ser uma prática recorrente na vida devocional do discípulo de Jesus. CONCLUSÃO: Fé e obras, na verdade, são conceitos correlatos. Aquele que crê em Deus, que se revelou na pessoa de Jesus, pratica as obras de justiça que Ele mandou. A “fé” que é pautada num mero esforço intelectual, na verdade não é a fé que a Bíblia trata
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    (Ef 2.8; Hb11.6), sendo, pois, inócua (Tg 2.14). Aliás, tal “fé” até os demônios têm (Tg 2.19). Sugestão de discussão em grupo: a) Como pode uma Deus misericordioso amaldiçoar um figueira apenas porque não deu frutos? b) Por que algumas pessoas conseguem “mover montanhas” com sua oração e outras não? c) Qual a ligação entre perdão e oração? Irmão, gostaria de ouvir sua opinião, crítica, sugestão ou correção sobre os estudos. Mande-os para jonatasviana@hotmail.com.br (não esqueça do “.br” no final!) _________________ 1- Momento de Intercessão Missionária. Nossa ideia é criar em todas as reuniões este momento inicial de oração por missões nacionais.