Agente Físico Calor
Objetivo
Antecipar, identificar, reconhecer, avaliar e
controlar os agente físico (Calor), inerentes ao
processo produtivo e ao ambiente de trabalho,
tendo como base os parâmetros legais,
normativos e científicos e as tecnologias
disponíveis para eliminá-los, neutralizá-los ou
reduzi-los a níveis aceitáveis, de modo a
preservar a saúde e evitar a ocorrência de
doenças ocupacionais.
O Que e Agente Físico Calor?
“Forma de energia que se transfere de um sistema
para outro em virtude de uma diferença de
temperatura entre os mesmos”.
CONSIDERAÇÕES INICIAS
O calor é considerado um agente físico que esta presente
em uma série de atividades da indústria em geral:
• Siderurgia;
• Fundição;
• Industria de vidros;
• E muitas outras atividades.
Quando exposto a altas temperaturas o homem tem seu
rendimento físico e mental diminuído.Sendo assim, a
exposição não controlada ao calor induz ao erro de
percepção e de raciocínio que podem acarretar
acidentes.
Condução
É a forma pela qual se transmite o calor através do
próprio material, de molécula a molécula ou de corpo a
corpo.
1. Condução/Convecção - (C)
Condução é a propriedade de um corpo transmitir
energia calorífica ( calor ) a outro, com o qual esteja
em CONTATO.
Se a temperatura da superfície do corpo for mais
elevada que a temperatura do ambiente, o corpo cede
calor às moléculas do ar, por
condução.
Convecção
• É quando o calor se
transmite através de uma
massa de ar aquecida, que se
desloca do local em chamas,
levando para outros locais
quantidade de calor
suficiente para que os
materiais combustíveis aí
existentes atinjam seu
ponto de combustão,
originando outro foco de
fogo.
“O ar em contato com a pele aquece-se,
tornando-se menos denso, deslocando-se pelo
fenômeno da Convecção”.
Evaporação
Evaporação - (E)
• Para auxiliar o corpo a dissipar calor existe outro
mecanismo, quando há dificuldades em outros tipos de
trocas: é a evaporação do suor que resfriará a superfície
do corpo. Para ocorrer é preciso calor que é cedido, parte
pele corpo, parte pelo ambiente.
Fatores:
Temperatura do ar
Velocidade do ar
Umidade do ar
Pressão atmosférica (vapor d'água)
Radiação
Radiação - (R)
Esta troca consiste na transmissão de energia por meio
de ondas eletromagnéticas, na faixa do infravermelho da
Luz. Se a temperatura média de radiação for inferior à
temperatura da superfície do corpo, este perderá calor
por radiação, caso contrário, o corpo irá aquecer por
radiação.
IDENTIFICAÇÃO DO
PROBLEMA TÉRMICO
CONFORTO TÉRMICO
SOBRECARGA
TÉRMICA
HIGIENE DO TRABALHO
NR-15
ERGONOMIA
NR - 17
MONITOR DE IBUTG
ÍNDICE DE BULBO ÚMIDO E TERMÔMETRO DE
GLOBO
Popularmente conhecido como medidor
de stress térmico o IBUTG permite a avaliação das
condições do ambiente no que se refere ao calor.
Para exibir as informações podemos trabalhar
diretamente através de gráficos e relatórios.O
equipamento é largamente usado em trabalhos a céu
aberto e em siderúrgicas ou locais com calor
intenso.O
O uso do IBUTG no Brasil é fundamentado para
atender as exigências da
NR 15/Anexo n.º 3 - Limites de Tolerância
para Exposição ao Calor
e
NHO 6 (Norma de Higiene Ocupacional –
Fundacentro) que determinam os limites de
exposição máxima.
NR-15 Atividades e operações insalubres
Anexo-3 Limite de tolerância para
exposição ao calor
A exposição ao calor deve ser avaliada através do Índice de Bulbo Úmido
Termômetro de Globo-IBUTG:
• Ambientes internos ou sem carga solar ;
• Ambientes externos ou com carga solar;
Aparelhos de avaliação:
• Termômetro de bulbo úmido natural;
• Termômetro de globo;
• Termômetro de mercúrio comum;
Medições devem ser efetuadas no local onde o trabalhador
permanece e na altura do corpo mais atingida.
De acordo com NR-15/Anexo-3 Limite de tolerância para
exposição a calor a exposição ao calor deve ser avaliada
através do "Índice de Bulbo Úmido Termômetro de Globo"
- IBUTG definido pelas equações que se seguem:
Ambientes internos ou externos sem carga solar:
IBUTG = 0,7 tbn + 0,3 tg
Ambientes externos com carga solar:
IBUTG = 0,7 tbn + 0,1 tbs + 0,2 tg
ONDE:
Tbn + tg + tbs
Entendesse:
tbn = temperatura de bulbo úmido natural
tg = temperatura de globo
tbs = temperatura de bulbo seco.
Reações do Organismo ao Calor
O organismo humano no sentido de promover um aumento
da perda de calor, processa uma série de reações
fisiológicas buscando o equilíbrio térmico.
O organismo só estará em equilíbrio térmico
quando o
S
for igual a zero.
S = M + C + R -E
Reações do Organismo ao Calor
Mecanismos de defesa do organismo humano quando
submetido e calor intenso
VASODILATAÇÃO PERIFÉRICA:
É a primeira ação processada pelo organismo.
Implica num maior fluxo de sangue na superfície do corpo, com
conseqüente aumento da temperatura da pele.
O fluxo de sangue transporta o calor do núcleo do corpo para a
superfície, onde ocorrem as trocas térmicas.
SUDORESE:
É a atividade das glândulas sudoríparas,.proporcionalmente ao
desequilíbrio térmico.
A quantidade de suor em curtos períodos pode atingir até 2
litros por hora.
Em períodos de várias horas não excede a 1 litro por hora, o que
representa uma transferência de 600 Kcal/h, para o meio
ambiente.
MECANISMOS DE TROCA TÉRMICA
(PERDA E GANHO DE CALOR)
S = M + C + - E
R
Calor ganho ou perdido por radiação.
RADIAÇÃO - Quando um corpo de temperatura mais
elevada transfere calor, por emissão de radiação
infravermelha, para um corpo de temperatura menor.Este
mecanismo é denominado CALOR RADIANTE.
S = M + C + R- E
Calor perdido por evaporação.
EVAPORAÇÃO - Quando um Líquido que envolve um
sólido transforma-se em vapor.
• Influenciam neste fenômeno a quantidade de vapor
existente no meio, velocidade do ar na superfície do
sólido e a quantidade de calor absorvida pelo líquido.
MECANISMOS DE TROCA TÉRMICA
(PERDA E GANHO DE CALOR)
EQUAÇÃO DO EQUILIBRIO HOMEOTÉRMICO
= M + C + R -E
S
CALOR ACUMULADO NO ORGANISMO.
S = + C + R - E
E
CALOR PRODUZIDO PELO METABOLISMO.
 PROPORCIONAL AO ESFORÇO FÍSICO DESPRENDIDO
PELO TRABALHADOR.
 EXISTEM TABELAS COM ESTIMATIVAS DE TAXA DE
METABOLISMO, EM FUNÇÃO DAS ATIVIDADES
DESENVOLVIDAS PELO TRABALHADOR
MÉTODO UTILIZADO E CRITÉRIO CONSIDERADO
Estabelecido pelo Anexo-3 da Norma
Regulamentadora nº 15, da portaria 3214 do MTb.
IBUTG
ÍNDICE DE BULBO ÚMIDO TERMÔMETRO DE GLOBO
[ COM CARGA SOLAR
IBUTG = 0,7 tbn + 0,1 tbs + 0,2 tg
[ SEM CARGA SOLAR
IBUTG = 0,7 tbn + 0,3 tg - KKKKK
VALORES ACEITÁVEIS DE IBUTG (ºC)
ATIVIDADE LEVE MODERADA PESADA
TRABALHO CONTÍNUO ATÉ 30,0 ATÉ 26,7 ATÉ 25,0
45 min TRABALHO
15 min DESCANSO
30,1 À 30,6 26,8 À 28,0 25,1 À 25,9
30 min TRABALHO
30 min DESCANSO
30,7 À 31,4 28,1 À 29,4 26,0 À 27,9
15 min TRABALHO
45 min DESCANSO
31,5 À 32,2 29,5 À 31,1 28,0 À 30,0
NÃO PERMITIDO
TRABALHO SEM MED.
DE CONTROLE
ACIMA 32,2 ACIMA 31,1 ACIMA 30,0
Quadro n.º 02
Maximo
(Kcal/h)
Máximo
IBUTG
175
200
250
300
350
400
450
500
30,5
30,0
28,5
27,5
26,5
26,0
25,5
25,0
TAXAS DE METABOLISMO POR TIPO DE ATIVIDADE
Tipo de Atividade Kcal/h
Sentado em Repouso 100
TRABALHO LEVE
Sentado, movimentados moderados com braços e tronco
(ex.: datilografia)
Sentado, movimentados moderados com braços e pernas
(ex.: dirigir)
De pé, trabalho leve, em máquina ou bancada, principalmente com
os braços
125
150
150
Quadro n.º 03
TRABALHO MODERADO
Sentado, movimentos vigorosos com braços e pernas
De pé, trabalho leve em máquina ou bancada, com alguma
movimentação
De pé, trabalho moderado em máquina ou bancada, com alguma
movimentação.
Em movimento, trabalho moderado de levantar ou empurrar
180
175
220
300
TRABALHO PESADO
Trabalho Intermitente de levantar, empurrar ou arrastar
pesos (ex.; remoção com pá)
Trabalho fatigante
440
550
Causas e Consequências a
Exposição ao Calor
Os fatores ambientais que afetam a saúde do trabalhador
quando exposto ao calor excessivo em sua área de
trabalho, são: temperatura, umidade, calor radiante (como
o que provém do sol ou de um forno) e a velocidade do ar.
As características pessoais são talvez o fator que mais
pesa durante a exposição ao calor. Podemos considerar as
seguintes: a idade, o peso, o estado físico, as condições
orgânicas e a aclimatação ao calor
O corpo reage às altas temperaturas externas aumentando a
circulação sanguínea na pele, fazendo subir a temperatura
nessa área. O corpo, então, perde o excesso de calor através
da pele. Sem dúvida, na medida em que os músculos estão
sendo exigidos pelo trabalho físico, parte do sangue flui para
a pele para liberar o calor.
A transpiração é outro meio que o organismo utiliza para manter a
temperatura corporal interna estável em condições de calor. O suor,
no entanto, não pode ser excessivo. Apenas na medida em que sua
evaporação possa ocorrer e as quantidades de líquido e sais perdidos
possam ser repostas adequadamente.
Há, entretanto, várias maneiras que um trabalhador pode
adotar para atenuar os riscos provenientes de sua
exposição ao calor, como por exemplo, circular de vez em
quando por local mais fresco; reduzir seu ritmo ou sua
carga de trabalho ou afrouxar parte de suas roupas ou, até
mesmo, se livrar das roupas mais espessas.
Porém, quando o corpo não consegue eliminar o excesso de
calor, este fica “armazenado”. Nestas circunstâncias a
temperatura do corpo aumenta. Na medida em que o corpo
retém o calor, a pessoa começa a perder a sua capacidade de
concentração e, como conseqüência, torna-se vulnerável ao
acidente. Irrita-se com facilidade e, freqüentemente, perde o
desejo de ingerir líquidos. Geralmente seguem-se os desmaios
e posteriormente a morte se a pessoa não for retirada a
tempo das proximidades da fonte de calor.
Os transtornos causados pelo calor podem levar a sérios
problemas de saúde que o trabalhador enfrenta. Surge
em decorrência da falta de mecanismo do corpo para
regular sua temperatura interior. A transpiração cessa e
o corpo já não consegue se livrar do calor excessivo. Os
sinais são:
Insolação:
Confusão mental,Delírio,Perda da
consciência,Convulsão,Coma,Internação,Desidratação,
Cãibra,Tontura e Desfalecimento.
A insolação pode matar, a menos que a pessoa receba a
tempo tratamento de forma adequada. Enquanto a ajuda
médica não chega a vítima deve ser transportada para
uma área suficientemente ventilada, hidratada e suas
roupas molhadas
Esgotamento:
Resulta da perda de líquido por meio da transpiração e
quando o trabalhador descuida-se de sua necessária
hidratação. Quando o trabalhador sofre esgotamento
ocasionado pela sua exposição ao calor, é dominado pela
debilidade, fadiga extrema, náusea, dor de cabeça e
desfalecimento. A pele apresenta-se fria, pegajosa e
úmida; a tez torna-se pálida. No entanto, o tratamento é
por demais simples: deve ser ministrada uma solução
líquida que reponha os teores de potássio, cálcio e
magnésio perdidos, aquela que os atletas ingerem para
recuperar suas energias,
E necessário o cuidado para indicação do tipo do
indicação de repositor energético para os
trabalhadores, pelo qual a solução contem muitas
substancias energéticas e sais minerais, em excesso o
complemento podendo causar algum malefício a saúde
do trabalhador como: Pedra nos Rins, Acido Úrico e
prejudicar caso o trabalhador possuir Diabete.
Câimbra:
Mesmo quando o trabalhador ingere
grande quantidade de líquido mas não
repõe a perda dos sais de seu
organismo, pode sofrer terríveis
dores musculares. Geralmente os
músculos mais sujeitos a câimbra são
os mais exigidos durante a jornada de
trabalho. As dores podem surgir
durante ou depois das horas de
trabalho, mas aliviam-se mediante a
simples ingestão de líquidos por via
oral ou de soluções ricas em sais,
ministradas na veia para obtenção de
alívio mais rápido da dor, se o médico
assim determinar.
Desmaio: Geralmente ocorre com o trabalhador
que tem dificuldade de aclimatação
em ambientes de temperatura
elevada, principalmente no exercício
de atividades que exigem pouca
mobilidade. Na maioria das
ocorrências as vítimas se recuperam
rapidamente após período de repouso
em lugar ventilado. O fato do
trabalhador se movimentar de um
lado para outro, ao invés de ficar
parado, reduz a possibilidade de
sofrer desmaio.
Urticaria:
Ocorre principalmente nas partes
do corpo em que o suor não pode
ser eliminado facilmente da
superfície da pele por meio da
evaporação. Se ela perdura, ou se
complica por meio de infecção,
agrava-se ao ponto de inibir o
sono, e até de prejudicar o
desempenho do trabalhador. Em
alguns casos, ocasiona o seu
afastamentoatemporário.Pode ser
prevenida com a permanência do
trabalhador em locais ventilados
durante os períodos de repouso.
MEDIDAS DE CONTROLE
RELATIVAS AO PESSOAL
REPOSIÇÃO HIDROELETROLÍTICA
Reposição de água e sal;
Sob controle médico.
LIMITAÇÃO DO TEMPO DE EXPOSIÇÃO
Regime de trabalho/descanso;
Revezamento de pessoal;
Reestudo dos procedimentos.
EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL - EPI
Óculos de segurança com lentes especiais;
Luvas, mangas, aventais, capuzes;
Tecido leve;
Tecido aluminizado;
Cor clara.
ACLIMATIZAÇÃO
Adaptação fisiológica do organismo a um ambiente quente;
Aclimatização parcial de 4 a 6 dias;
Aclimatização total de 14 dias.
MÉDICAS
Exames médicos pré-admissionais;
Exames médicos periódicos.
FIM !!!

Aula agente fisico calor

  • 1.
  • 2.
    Objetivo Antecipar, identificar, reconhecer,avaliar e controlar os agente físico (Calor), inerentes ao processo produtivo e ao ambiente de trabalho, tendo como base os parâmetros legais, normativos e científicos e as tecnologias disponíveis para eliminá-los, neutralizá-los ou reduzi-los a níveis aceitáveis, de modo a preservar a saúde e evitar a ocorrência de doenças ocupacionais.
  • 3.
    O Que eAgente Físico Calor?
  • 4.
    “Forma de energiaque se transfere de um sistema para outro em virtude de uma diferença de temperatura entre os mesmos”.
  • 5.
    CONSIDERAÇÕES INICIAS O caloré considerado um agente físico que esta presente em uma série de atividades da indústria em geral: • Siderurgia; • Fundição; • Industria de vidros; • E muitas outras atividades. Quando exposto a altas temperaturas o homem tem seu rendimento físico e mental diminuído.Sendo assim, a exposição não controlada ao calor induz ao erro de percepção e de raciocínio que podem acarretar acidentes.
  • 6.
    Condução É a formapela qual se transmite o calor através do próprio material, de molécula a molécula ou de corpo a corpo.
  • 7.
    1. Condução/Convecção -(C) Condução é a propriedade de um corpo transmitir energia calorífica ( calor ) a outro, com o qual esteja em CONTATO. Se a temperatura da superfície do corpo for mais elevada que a temperatura do ambiente, o corpo cede calor às moléculas do ar, por condução.
  • 8.
    Convecção • É quandoo calor se transmite através de uma massa de ar aquecida, que se desloca do local em chamas, levando para outros locais quantidade de calor suficiente para que os materiais combustíveis aí existentes atinjam seu ponto de combustão, originando outro foco de fogo.
  • 9.
    “O ar emcontato com a pele aquece-se, tornando-se menos denso, deslocando-se pelo fenômeno da Convecção”.
  • 10.
    Evaporação Evaporação - (E) •Para auxiliar o corpo a dissipar calor existe outro mecanismo, quando há dificuldades em outros tipos de trocas: é a evaporação do suor que resfriará a superfície do corpo. Para ocorrer é preciso calor que é cedido, parte pele corpo, parte pelo ambiente. Fatores: Temperatura do ar Velocidade do ar Umidade do ar Pressão atmosférica (vapor d'água)
  • 11.
    Radiação Radiação - (R) Estatroca consiste na transmissão de energia por meio de ondas eletromagnéticas, na faixa do infravermelho da Luz. Se a temperatura média de radiação for inferior à temperatura da superfície do corpo, este perderá calor por radiação, caso contrário, o corpo irá aquecer por radiação.
  • 12.
    IDENTIFICAÇÃO DO PROBLEMA TÉRMICO CONFORTOTÉRMICO SOBRECARGA TÉRMICA HIGIENE DO TRABALHO NR-15 ERGONOMIA NR - 17
  • 13.
    MONITOR DE IBUTG ÍNDICEDE BULBO ÚMIDO E TERMÔMETRO DE GLOBO Popularmente conhecido como medidor de stress térmico o IBUTG permite a avaliação das condições do ambiente no que se refere ao calor. Para exibir as informações podemos trabalhar diretamente através de gráficos e relatórios.O equipamento é largamente usado em trabalhos a céu aberto e em siderúrgicas ou locais com calor intenso.O
  • 14.
    O uso doIBUTG no Brasil é fundamentado para atender as exigências da NR 15/Anexo n.º 3 - Limites de Tolerância para Exposição ao Calor e NHO 6 (Norma de Higiene Ocupacional – Fundacentro) que determinam os limites de exposição máxima.
  • 16.
    NR-15 Atividades eoperações insalubres Anexo-3 Limite de tolerância para exposição ao calor A exposição ao calor deve ser avaliada através do Índice de Bulbo Úmido Termômetro de Globo-IBUTG: • Ambientes internos ou sem carga solar ; • Ambientes externos ou com carga solar; Aparelhos de avaliação: • Termômetro de bulbo úmido natural; • Termômetro de globo; • Termômetro de mercúrio comum; Medições devem ser efetuadas no local onde o trabalhador permanece e na altura do corpo mais atingida.
  • 17.
    De acordo comNR-15/Anexo-3 Limite de tolerância para exposição a calor a exposição ao calor deve ser avaliada através do "Índice de Bulbo Úmido Termômetro de Globo" - IBUTG definido pelas equações que se seguem: Ambientes internos ou externos sem carga solar: IBUTG = 0,7 tbn + 0,3 tg Ambientes externos com carga solar: IBUTG = 0,7 tbn + 0,1 tbs + 0,2 tg
  • 18.
    ONDE: Tbn + tg+ tbs Entendesse: tbn = temperatura de bulbo úmido natural tg = temperatura de globo tbs = temperatura de bulbo seco.
  • 21.
    Reações do Organismoao Calor O organismo humano no sentido de promover um aumento da perda de calor, processa uma série de reações fisiológicas buscando o equilíbrio térmico. O organismo só estará em equilíbrio térmico quando o S for igual a zero. S = M + C + R -E
  • 22.
    Reações do Organismoao Calor Mecanismos de defesa do organismo humano quando submetido e calor intenso VASODILATAÇÃO PERIFÉRICA: É a primeira ação processada pelo organismo. Implica num maior fluxo de sangue na superfície do corpo, com conseqüente aumento da temperatura da pele. O fluxo de sangue transporta o calor do núcleo do corpo para a superfície, onde ocorrem as trocas térmicas. SUDORESE: É a atividade das glândulas sudoríparas,.proporcionalmente ao desequilíbrio térmico. A quantidade de suor em curtos períodos pode atingir até 2 litros por hora. Em períodos de várias horas não excede a 1 litro por hora, o que representa uma transferência de 600 Kcal/h, para o meio ambiente.
  • 23.
    MECANISMOS DE TROCATÉRMICA (PERDA E GANHO DE CALOR) S = M + C + - E R Calor ganho ou perdido por radiação. RADIAÇÃO - Quando um corpo de temperatura mais elevada transfere calor, por emissão de radiação infravermelha, para um corpo de temperatura menor.Este mecanismo é denominado CALOR RADIANTE.
  • 24.
    S = M+ C + R- E Calor perdido por evaporação. EVAPORAÇÃO - Quando um Líquido que envolve um sólido transforma-se em vapor. • Influenciam neste fenômeno a quantidade de vapor existente no meio, velocidade do ar na superfície do sólido e a quantidade de calor absorvida pelo líquido.
  • 25.
    MECANISMOS DE TROCATÉRMICA (PERDA E GANHO DE CALOR) EQUAÇÃO DO EQUILIBRIO HOMEOTÉRMICO = M + C + R -E S CALOR ACUMULADO NO ORGANISMO. S = + C + R - E E CALOR PRODUZIDO PELO METABOLISMO.  PROPORCIONAL AO ESFORÇO FÍSICO DESPRENDIDO PELO TRABALHADOR.  EXISTEM TABELAS COM ESTIMATIVAS DE TAXA DE METABOLISMO, EM FUNÇÃO DAS ATIVIDADES DESENVOLVIDAS PELO TRABALHADOR
  • 26.
    MÉTODO UTILIZADO ECRITÉRIO CONSIDERADO Estabelecido pelo Anexo-3 da Norma Regulamentadora nº 15, da portaria 3214 do MTb. IBUTG ÍNDICE DE BULBO ÚMIDO TERMÔMETRO DE GLOBO [ COM CARGA SOLAR IBUTG = 0,7 tbn + 0,1 tbs + 0,2 tg [ SEM CARGA SOLAR IBUTG = 0,7 tbn + 0,3 tg - KKKKK
  • 27.
    VALORES ACEITÁVEIS DEIBUTG (ºC) ATIVIDADE LEVE MODERADA PESADA TRABALHO CONTÍNUO ATÉ 30,0 ATÉ 26,7 ATÉ 25,0 45 min TRABALHO 15 min DESCANSO 30,1 À 30,6 26,8 À 28,0 25,1 À 25,9 30 min TRABALHO 30 min DESCANSO 30,7 À 31,4 28,1 À 29,4 26,0 À 27,9 15 min TRABALHO 45 min DESCANSO 31,5 À 32,2 29,5 À 31,1 28,0 À 30,0 NÃO PERMITIDO TRABALHO SEM MED. DE CONTROLE ACIMA 32,2 ACIMA 31,1 ACIMA 30,0
  • 28.
  • 29.
    TAXAS DE METABOLISMOPOR TIPO DE ATIVIDADE Tipo de Atividade Kcal/h Sentado em Repouso 100 TRABALHO LEVE Sentado, movimentados moderados com braços e tronco (ex.: datilografia) Sentado, movimentados moderados com braços e pernas (ex.: dirigir) De pé, trabalho leve, em máquina ou bancada, principalmente com os braços 125 150 150 Quadro n.º 03
  • 30.
    TRABALHO MODERADO Sentado, movimentosvigorosos com braços e pernas De pé, trabalho leve em máquina ou bancada, com alguma movimentação De pé, trabalho moderado em máquina ou bancada, com alguma movimentação. Em movimento, trabalho moderado de levantar ou empurrar 180 175 220 300 TRABALHO PESADO Trabalho Intermitente de levantar, empurrar ou arrastar pesos (ex.; remoção com pá) Trabalho fatigante 440 550
  • 31.
    Causas e Consequênciasa Exposição ao Calor Os fatores ambientais que afetam a saúde do trabalhador quando exposto ao calor excessivo em sua área de trabalho, são: temperatura, umidade, calor radiante (como o que provém do sol ou de um forno) e a velocidade do ar. As características pessoais são talvez o fator que mais pesa durante a exposição ao calor. Podemos considerar as seguintes: a idade, o peso, o estado físico, as condições orgânicas e a aclimatação ao calor
  • 32.
    O corpo reageàs altas temperaturas externas aumentando a circulação sanguínea na pele, fazendo subir a temperatura nessa área. O corpo, então, perde o excesso de calor através da pele. Sem dúvida, na medida em que os músculos estão sendo exigidos pelo trabalho físico, parte do sangue flui para a pele para liberar o calor. A transpiração é outro meio que o organismo utiliza para manter a temperatura corporal interna estável em condições de calor. O suor, no entanto, não pode ser excessivo. Apenas na medida em que sua evaporação possa ocorrer e as quantidades de líquido e sais perdidos possam ser repostas adequadamente.
  • 33.
    Há, entretanto, váriasmaneiras que um trabalhador pode adotar para atenuar os riscos provenientes de sua exposição ao calor, como por exemplo, circular de vez em quando por local mais fresco; reduzir seu ritmo ou sua carga de trabalho ou afrouxar parte de suas roupas ou, até mesmo, se livrar das roupas mais espessas. Porém, quando o corpo não consegue eliminar o excesso de calor, este fica “armazenado”. Nestas circunstâncias a temperatura do corpo aumenta. Na medida em que o corpo retém o calor, a pessoa começa a perder a sua capacidade de concentração e, como conseqüência, torna-se vulnerável ao acidente. Irrita-se com facilidade e, freqüentemente, perde o desejo de ingerir líquidos. Geralmente seguem-se os desmaios e posteriormente a morte se a pessoa não for retirada a tempo das proximidades da fonte de calor.
  • 34.
    Os transtornos causadospelo calor podem levar a sérios problemas de saúde que o trabalhador enfrenta. Surge em decorrência da falta de mecanismo do corpo para regular sua temperatura interior. A transpiração cessa e o corpo já não consegue se livrar do calor excessivo. Os sinais são: Insolação: Confusão mental,Delírio,Perda da consciência,Convulsão,Coma,Internação,Desidratação, Cãibra,Tontura e Desfalecimento.
  • 35.
    A insolação podematar, a menos que a pessoa receba a tempo tratamento de forma adequada. Enquanto a ajuda médica não chega a vítima deve ser transportada para uma área suficientemente ventilada, hidratada e suas roupas molhadas
  • 36.
    Esgotamento: Resulta da perdade líquido por meio da transpiração e quando o trabalhador descuida-se de sua necessária hidratação. Quando o trabalhador sofre esgotamento ocasionado pela sua exposição ao calor, é dominado pela debilidade, fadiga extrema, náusea, dor de cabeça e desfalecimento. A pele apresenta-se fria, pegajosa e úmida; a tez torna-se pálida. No entanto, o tratamento é por demais simples: deve ser ministrada uma solução líquida que reponha os teores de potássio, cálcio e magnésio perdidos, aquela que os atletas ingerem para recuperar suas energias,
  • 37.
    E necessário ocuidado para indicação do tipo do indicação de repositor energético para os trabalhadores, pelo qual a solução contem muitas substancias energéticas e sais minerais, em excesso o complemento podendo causar algum malefício a saúde do trabalhador como: Pedra nos Rins, Acido Úrico e prejudicar caso o trabalhador possuir Diabete.
  • 38.
    Câimbra: Mesmo quando otrabalhador ingere grande quantidade de líquido mas não repõe a perda dos sais de seu organismo, pode sofrer terríveis dores musculares. Geralmente os músculos mais sujeitos a câimbra são os mais exigidos durante a jornada de trabalho. As dores podem surgir durante ou depois das horas de trabalho, mas aliviam-se mediante a simples ingestão de líquidos por via oral ou de soluções ricas em sais, ministradas na veia para obtenção de alívio mais rápido da dor, se o médico assim determinar.
  • 39.
    Desmaio: Geralmente ocorrecom o trabalhador que tem dificuldade de aclimatação em ambientes de temperatura elevada, principalmente no exercício de atividades que exigem pouca mobilidade. Na maioria das ocorrências as vítimas se recuperam rapidamente após período de repouso em lugar ventilado. O fato do trabalhador se movimentar de um lado para outro, ao invés de ficar parado, reduz a possibilidade de sofrer desmaio.
  • 40.
    Urticaria: Ocorre principalmente naspartes do corpo em que o suor não pode ser eliminado facilmente da superfície da pele por meio da evaporação. Se ela perdura, ou se complica por meio de infecção, agrava-se ao ponto de inibir o sono, e até de prejudicar o desempenho do trabalhador. Em alguns casos, ocasiona o seu afastamentoatemporário.Pode ser prevenida com a permanência do trabalhador em locais ventilados durante os períodos de repouso.
  • 41.
    MEDIDAS DE CONTROLE RELATIVASAO PESSOAL REPOSIÇÃO HIDROELETROLÍTICA Reposição de água e sal; Sob controle médico. LIMITAÇÃO DO TEMPO DE EXPOSIÇÃO Regime de trabalho/descanso; Revezamento de pessoal; Reestudo dos procedimentos. EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL - EPI Óculos de segurança com lentes especiais; Luvas, mangas, aventais, capuzes; Tecido leve; Tecido aluminizado; Cor clara. ACLIMATIZAÇÃO Adaptação fisiológica do organismo a um ambiente quente; Aclimatização parcial de 4 a 6 dias; Aclimatização total de 14 dias. MÉDICAS Exames médicos pré-admissionais; Exames médicos periódicos.
  • 42.