SlideShare uma empresa Scribd logo
TRATAMENTO DE ÁGUAS
RESIDUÁRIAS
Aula 4 – Remoção de sólidos sedimentáveis –
dimensionamento
Apresentação do problema


Fazer um pré dimensionamento das unidades de
decantação primária, para as três seguintes
situações: decantação primária precedendo: lodos
ativados, filtros biológicos e lançamento direto no
corpo d’água (tratamento primário).
Dados gerados de vazões do esgoto sanitário a ser tratado

Vazões dos esgotos
Ano

População

Média
(l/s)

Máxima
(l/s)

Mínima
(l/s)

2000
2010
2020

15.000
18.200
21.800

27,8
33,7
40,4

50,0
60,7
72,7

13,9
16,8
20,2
Decantação Primária
Esgoto Bruto

TRATAMENTO
PRELIMINAR

TRATAMENTO
PRIMÁRIO

TRATAMENTO
SECUNDÁRIO

TRATAMENTO
TERCIÁRIO

Esgoto Tratado
Passo 1 – Calculara as vazões de
dimensionamento:
1º etapa (ano 2000)
Qmáx =
Qméd =


2º etapa (ano 2010)
Qmáx =
Qméd =


3º etapa (ano 2020)
Qmáx =
Qméd =

l/s para m3/s = : 1000
m3/s para m3/h = x 3600
m3/h para m3/d = x 24



Qual unidade transformar?
Observar os cálculos
Passo 2 – Calcular a área total
necessária para os decantadores ATD
ATD = __Qmáx____
qA

Situações consideradas

DECANTADORES SECUNDÁRIOS
ETE SUZANO (SABESP)

Dp precedendo lodos
ativados
Dp precedendo filtros
biológicos
Dp lançamento direto
após o tratamento
primário

Área total para os decantadores
Qual vazão usar?
Para que ano?
2020

qA
(adotada)
(m3/m2.dia)

ATD
(m2)

90,00

?

60,00

?

40,00

?

Taxa de escoamento superficial (qA): é a
quantidade de efluente liquido que é aplicada
por unidade de área de uma unidade durante
um dia. A NBR 12209 estabelece algumas
condições.
Passo 3 – Flexibilidade operacional
nas diversas etapas do projeto.
Recomenda-se que seja projetada sempre duas ou
mais unidades, de forma a possibilitar manutenção
e operação mais flexível, sem prejuízo da
qualidade do tratamento, em qualquer etapa do
projeto.
Neste caso, prever-se á como primeira hipótese a
construção de quatro unidades, duas delas para
atender a 1º etapa, acrescendo-se mais uma na 2º
e na 3º etapas. Para essa hipótese serão feitas as
verificações necessárias.
a) Área calculada para cada
decantador ACD
ACD = _______ATD__________
Nº de unidades total (4)
Área de cada decantador

Situações consideradas
Dp precedendo lodos
ativados
Dp precedendo filtros
biológicos
Dp lançamento direto após
o tratamento primário

ATD
(m2)

ACD
(m2)

!

?

!

?

!

?
b) Dimensões de cada decantador
Admitindo-se decantadores circulares, pode se calcular
os diâmetros DDP
ACD = _ π . (DDP)2__
4
Ou
DDP = _4ACD_
π

1/2

Situações
Dp precedendo lodos
ativados
Dp precedendo filtros
biológicos
Dp lançamento direto
após o tratamento
primário

ACD
(m2)

DDP
(m)

17,48

4,4

DDP
CORRIGIDO

(m)

5

!
!

Observação: Corrigir os valores de DDP (arredondamento)
c) Calcular o perímetro PDP da circunferência e em
seguida a taxa de escoamento longitudinal qL




A taxa de escoamento
longitudinal qL ( que permite
fixar
o
comprimento
necessário para o vertedor
de saída do líquido) nos
decantadores primários é
estabelecido pela norma, e o
valor limite é qL ≤
720m3/m.dia).
A entrada de esgoto no
decantador circular é feita
pelo centro e a saída pelas
laterais.
josianeguss.blogspot.com
c) Calcular o perímetro P

da circunferência e em seguida a
taxa de escoamento longitudinal qL
DP

PDP = π . DDP

o perímetro de uma circunferência é o mesmo
que calcular o seu comprimento

qL = ___Qmáx / 4___
PDP
Situações consideradas

Observação: Os valores de qL
resultantes
estarão
bem
abaixo do valor que a norma
admite,
atendendo
plenamente. Valor limite é qL
≤ 720m3/m.dia

DDP (m)
adotado

PDP
(m)

qL
(m3/m.dia)

Dp precedendo lodos
ativados

5

15,7

100

Dp precedendo filtros
biológicos

!

?

?

Dp lançamento direto
após o tratamento
primário

!

?

?
d) Verificação da taxa de escoamento superficial (qA)


Considerando-se a construção de apenas duas
unidades na 1º etapa.

qA = ___Qmáx_(1º etapa)__ onde: ACD = _π_D2DP__
2ACD
4
qA = ___Qmáx___
Asup
Calcular ACD
novamente pois
adotamos um novo DDP
(arredondamos)

Situações consideradas
(1º etapa com duas unidades)
Dp precedendo lodos ativados
Dp precedendo filtros biológicos
Dp lançamento direto após o
tratamento primário

ACD
RESULTANTE
(m2)

19,63

qA
(m3/m2.dia)
110
d) Verificação da taxa de escoamento
superficial (qA)


Os valores resultantes de qA estão dentro dos
valores estabelecidos no projeto?
Situações consideradas
(1º etapa com duas unidades)

qA (adotada)
(m3/m2.dia)

Dp precedendo lodos ativados

90,00

qA (calculado
para 1º etapa)
(m3/m2.dia)
110,0

Dp precedendo filtros biológicos

60,00

76,40

Dp lançamento direto após o
tratamento primário

40,00

56,0

Observação: se forem construídas apenas duas unidades na 1º etapa, não se
atenderá aos valores de qA propostos. Pode-se, como alternativa, propor a
construção de três unidades, já na 1º etapa, e verificar quando será necessário
a construção da 4º unidade.
Verificações – etapas


Admitindo-se a construção de três unidades na 1º
etapa, tem-se:

qA = ___Qmáx(1º etapa)_ onde: ACD = (CALCULADO)
3ACD
Situações consideradas
(1º etapa com três unidades)

Dp precedendo lodos ativados
Dp precedendo filtros biológicos
Dp lançamento direto após o
tratamento primário

ACD
RESULTANTE
(m2)
(CALCULADO)
(CALCULADO)
(CALCULADO)

qA
(m3/m2.dia)

73,35
Verificações – etapas


Os valores resultantes de qA estão dentro dos
valores estabelecidos no projeto?
Situações consideradas
(1º etapa com três unidades)

qA (adotada)
(m3/m2.dia)

Dp precedendo lodos ativados

90,00

qA (calculado
para 1º etapa)
(m3/m2.dia)
73,35

Dp precedendo filtros biológicos

60,00

51,0

Dp lançamento direto após o
tratamento primário

40,00

37,4

Observação: Com a construção das três unidades na 1º etapa, atende-se
aos qA propostos no projeto. Observa-se que alguns valores calculados
então bastante próximos dos valores propostos e assim, provavelmente,
será necessária a construção da 4º unidade já na segunda etapa.
Verificações – etapas


Verificação da 2º etapa. Admitindo-se a três
unidades na 2º etapa

qA = ___Qmáx(2º etapa)_ onde: ACD = (CALCULADO)
3ACD
Situações consideradas
(2º etapa com três unidades)
Dp precedendo lodos ativados
Dp precedendo filtros biológicos
Dp lançamento direto após o
tratamento primário

ACD
RESULTANTE
(m2)

(CALCULADO)
(CALCULADO)
(CALCULADO)

qA
(m3/m2.dia)
89
Verificações – etapas


Os valores resultantes de qA estão dentro dos
valores estabelecidos no projeto?
Situações consideradas
(2º etapa com três unidades)

qA (adotada)
(m3/m2.dia)

Dp precedendo lodos ativados

90,00

qA (calculado
para 2º etapa)
(m3/m2.dia)
89,0

Dp precedendo filtros biológicos

60,00

62,0

Dp lançamento direto após o
tratamento primário

40,00

46,0

Observação: Mantendo-se as três unidades na 2º etapa, atende-se aos qA propostos no
projeto apenas no caso de precedência a lodos ativados, mas não se atendem ao qA
propostos para filtros biológicos e lançamento direto.
Verificações – etapas
Em relação aos diâmetros propostos, pode-se partir
para a não mecanização em todos os casos.
Diâmetro máximo do decantador: DDP ≤ 7m. Essa
limitação é feita para evitar que as unidades
atinjam grandes profundidades. De acordo com a
norma da ABNT NBR 12209 para vazões máximas
Qmax ≥ 250L/s, a remoção de lodo deve ser
mecanizada e obrigatoriamente deve-se prever
mais de 1 unidade.
Situações
D (m)
DP

Dp precedendo lodos ativados
Dp precedendo filtros biológicos
Dp lançamento direto após o tratamento primário

5
6
7
Passo 4 - Verificação dos tempos de
detenção hidráulicos ѲH


•

•

Construindo-se três unidades na 1º etapa. Pelo
critério de ѲHmín = 1 hora tem-se:
ѲH = __V__
Q(m3/h)

1º Etapa Q= 50l/s = 180m3/h

V / 3 unidades de decantação na 1º etapa

Observação: Para fazer essa verificação, deve-se fixar o valor do volume do
decantador. Pode-se fixar o volume, em função de ѲHmin, e fazer acertos necessários
nas dimensões do decantador.
Passo 5 - Cálculos do decantador
•

•

•

Calculo Hcone = ( DDP - 0,30) x 1,5
2

Cálculo D1/3 = DDP – (0,444 x Hcone)

Cálculo de V1/3 = π x (D2DP + D21/3) x Hcone
24
Passo 5 - Cálculos do decantador
Situações
consideradas
Dp precedendo lodos
ativados
Dp precedendo filtros
biológicos
Dp lançamento
direto após o
tratamento primário

Hcone

D1/3

V1/3

(m)

(m)

(m3)

3,3

3,53

16,2
a) Calculo do Volume do cilindro
•

Cálculo do Vdec = V1/3 + Vcil
Vdec

•

Calculo de Vcil = Vdec – V1/3

Situações consideradas

Vcil
(m3)

Dp precedendo lodos ativados
Dp precedendo filtros biológicos

Dp lançamento direto após o tratamento
primário

43,80

Vcil
b) Cálculo da altura do cilindro
Hcil = _______Vcil________
ACD resultante

Situações consideradas

ACD

Hcil
(m)

Dp precedendo lodos ativados

19,63

2,3

Dp precedendo filtros biológicos

Vcil

28,27

Dp lançamento direto após o
tratamento primário

38,48

Fazer arredondamentos se
necessário
c) Cálculo da altura do decantador


Hdec = Hcil + Hcone

Situações consideradas

H

cone

Hcil
(m)

Dp precedendo lodos ativados

3,3

2,3

Dp precedendo filtros biológicos

!

!

Dp lançamento direto após o
tratamento primário

!

!
d) Cálculo do volume resultante para
cada decantador


Vdec(RESULTANTE) = (Hcil x ACD resultante) + V1/3

Vdec
Situações consideradas

Acdr

Hcil
(m)

V1/3

Dp precedendo lodos
ativados

19,6

2,3

16,2 61,35

!

!

Dp precedendo filtros
biológicos
Dp lançamento direto
após o tratamento
primário

Vdec
Resul

!
V = 60m3/h
Comprovar

!

!

!
e) Verificação dos tempos de
detenção hidráulicos resultantes


Para vazões máxima e média. Construindo-se três
unidades na 1º etapa.
Qmax= 180m3/h
Qméd = 100,10 m3/h
1ª etapa
Dividir para 3
decanatdores

V / 3 unidades de decantação na 1º etapa
ѲH = __V__
Q

Observação: Deve-se dimensionar o
decantador para Qmáx, onde ѲH ≥ 1hora.
Deve-se ainda verificar para Qméd. Onde:
ѲH ≤ 6horas (NBR12209)
Os valores resultantes atendem a Norma.
e) Verificação dos tempos de
detenção hidráulicos resultantes
Para vazões máxima e média. Construindo-se três
unidades na 1º etapa.
Ѳh

Ѳh
med

max

Dp precedendo lodos ativados

1,02

1,84

Dp precedendo filtros
biológicos

!

!

Dp lançamento direto após o
tratamento primário

!

!

Situações consideradas
Passo 6 - Cálculo dos volumes de lodo
Vlodo = _π_ x (D21/3 + 0,602) x Hcone
12

Situações consideradas

Vlodo

Dp precedendo lodos ativados

11,07

Dp precedendo filtros biológicos
Dp lançamento direto após o
tratamento primário
Gabarito
Situação
Considerada

DDP
(m)

Dp
precedendo
ativados

lodos

Dp precedendo
biológicos

filtros

Dp lançamento direto
após
o
tratamento
primário

ACD
(m2)

Hcil
(m)

Hcone
(m)

Hdec
(m)

Vdec
(m3)

Vlodo
(m3)

5,0

19,64

2,5

3,3

5,6

62,56

11,4

6,0

28,27

1,35

4,05

5,5

64,83

19.08

7,0

38,48

1,0

4,8

5,3

64,93

30,26

Onde:
DDP = diâmetro do decantador
ACD = Área superficial de cada decantador
Hcil = altura do decantador na sua parte cilíndrica
Hcone = Altura do decantador na sua parte cônica
Hdec = altura total do decantador
Vdec = volume do decantador
Vlodo= volume disponível para o lodo
Exercício 2
Apresente um resumo teórico sobre os cálculos
efetuados neste exercício.
Referência




Esgoto sanitário: coleta, transporte, tratamento e
reuso agrícola. Coord. Ariovaldo Nuvolari, São
Paulo, Blucher, 2012.
NBR 12209 - Projeto de estações de tratamento de
esgoto sanitário

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Aula 7 lagoas anaeróbias e lagoas aeradas
Aula 7 lagoas anaeróbias e lagoas aeradasAula 7 lagoas anaeróbias e lagoas aeradas
Aula 7 lagoas anaeróbias e lagoas aeradas
Giovanna Ortiz
 
Taa 7
Taa 7Taa 7
Aula 6 lagoas de estabilização e lagoas facultativas
Aula 6 lagoas de estabilização e lagoas facultativasAula 6 lagoas de estabilização e lagoas facultativas
Aula 6 lagoas de estabilização e lagoas facultativas
Giovanna Ortiz
 
Aula Hidrologia - Método Racional
Aula Hidrologia - Método RacionalAula Hidrologia - Método Racional
Aula Hidrologia - Método Racional
Lucas Sant'ana
 
Aula 4 dimensionamento decantação 1
Aula 4   dimensionamento decantação 1Aula 4   dimensionamento decantação 1
Aula 4 dimensionamento decantação 1
Giovanna Ortiz
 
Aula 3 dimensionamento tratamento preliminar 2
Aula 3   dimensionamento tratamento preliminar 2Aula 3   dimensionamento tratamento preliminar 2
Aula 3 dimensionamento tratamento preliminar 2
Giovanna Ortiz
 
Aula 6 lagoas aeradas facultativas
Aula 6 lagoas aeradas facultativasAula 6 lagoas aeradas facultativas
Aula 6 lagoas aeradas facultativas
Giovanna Ortiz
 
Aula 7a dimensionamento lagoa anaeróbia
Aula 7a dimensionamento lagoa anaeróbiaAula 7a dimensionamento lagoa anaeróbia
Aula 7a dimensionamento lagoa anaeróbia
Giovanna Ortiz
 
Aula 8 dimensionamento de lodos ativados
Aula 8   dimensionamento de lodos ativadosAula 8   dimensionamento de lodos ativados
Aula 8 dimensionamento de lodos ativados
Giovanna Ortiz
 
Aula 5 aeração
Aula 5   aeraçãoAula 5   aeração
Aula 5 aeração
Giovanna Ortiz
 
Aula 6 dimensionamento de lagoa aerada facultativa2
Aula 6   dimensionamento de lagoa aerada facultativa2Aula 6   dimensionamento de lagoa aerada facultativa2
Aula 6 dimensionamento de lagoa aerada facultativa2
Giovanna Ortiz
 
Taa 4
Taa 4Taa 4
Dimensionamento de lodos ativados como pós tratamento de uasb
Dimensionamento de lodos ativados como pós tratamento de uasbDimensionamento de lodos ativados como pós tratamento de uasb
Dimensionamento de lodos ativados como pós tratamento de uasb
Giovanna Ortiz
 
Dimensionamento unidades de decantação
Dimensionamento unidades de decantaçãoDimensionamento unidades de decantação
Dimensionamento unidades de decantação
Giovanna Ortiz
 
Taa 5
Taa 5Taa 5
Aula 8 drenagem urbana
Aula 8 drenagem urbanaAula 8 drenagem urbana
Aula 8 drenagem urbana
Jose Luis Prado Sánchez
 
Apostila esgotamento sanitário
Apostila esgotamento sanitárioApostila esgotamento sanitário
Apostila esgotamento sanitário
Alexandre Cabral Cavalcanti
 
Saneamento Básico
Saneamento BásicoSaneamento Básico
Saneamento Básico
Marto Agrimensura
 
Dimensionamento de pátio de compostagem
Dimensionamento de pátio de compostagemDimensionamento de pátio de compostagem
Dimensionamento de pátio de compostagem
Giovanna Ortiz
 
Aula 1 exercício
Aula 1   exercícioAula 1   exercício
Aula 1 exercício
Giovanna Ortiz
 

Mais procurados (20)

Aula 7 lagoas anaeróbias e lagoas aeradas
Aula 7 lagoas anaeróbias e lagoas aeradasAula 7 lagoas anaeróbias e lagoas aeradas
Aula 7 lagoas anaeróbias e lagoas aeradas
 
Taa 7
Taa 7Taa 7
Taa 7
 
Aula 6 lagoas de estabilização e lagoas facultativas
Aula 6 lagoas de estabilização e lagoas facultativasAula 6 lagoas de estabilização e lagoas facultativas
Aula 6 lagoas de estabilização e lagoas facultativas
 
Aula Hidrologia - Método Racional
Aula Hidrologia - Método RacionalAula Hidrologia - Método Racional
Aula Hidrologia - Método Racional
 
Aula 4 dimensionamento decantação 1
Aula 4   dimensionamento decantação 1Aula 4   dimensionamento decantação 1
Aula 4 dimensionamento decantação 1
 
Aula 3 dimensionamento tratamento preliminar 2
Aula 3   dimensionamento tratamento preliminar 2Aula 3   dimensionamento tratamento preliminar 2
Aula 3 dimensionamento tratamento preliminar 2
 
Aula 6 lagoas aeradas facultativas
Aula 6 lagoas aeradas facultativasAula 6 lagoas aeradas facultativas
Aula 6 lagoas aeradas facultativas
 
Aula 7a dimensionamento lagoa anaeróbia
Aula 7a dimensionamento lagoa anaeróbiaAula 7a dimensionamento lagoa anaeróbia
Aula 7a dimensionamento lagoa anaeróbia
 
Aula 8 dimensionamento de lodos ativados
Aula 8   dimensionamento de lodos ativadosAula 8   dimensionamento de lodos ativados
Aula 8 dimensionamento de lodos ativados
 
Aula 5 aeração
Aula 5   aeraçãoAula 5   aeração
Aula 5 aeração
 
Aula 6 dimensionamento de lagoa aerada facultativa2
Aula 6   dimensionamento de lagoa aerada facultativa2Aula 6   dimensionamento de lagoa aerada facultativa2
Aula 6 dimensionamento de lagoa aerada facultativa2
 
Taa 4
Taa 4Taa 4
Taa 4
 
Dimensionamento de lodos ativados como pós tratamento de uasb
Dimensionamento de lodos ativados como pós tratamento de uasbDimensionamento de lodos ativados como pós tratamento de uasb
Dimensionamento de lodos ativados como pós tratamento de uasb
 
Dimensionamento unidades de decantação
Dimensionamento unidades de decantaçãoDimensionamento unidades de decantação
Dimensionamento unidades de decantação
 
Taa 5
Taa 5Taa 5
Taa 5
 
Aula 8 drenagem urbana
Aula 8 drenagem urbanaAula 8 drenagem urbana
Aula 8 drenagem urbana
 
Apostila esgotamento sanitário
Apostila esgotamento sanitárioApostila esgotamento sanitário
Apostila esgotamento sanitário
 
Saneamento Básico
Saneamento BásicoSaneamento Básico
Saneamento Básico
 
Dimensionamento de pátio de compostagem
Dimensionamento de pátio de compostagemDimensionamento de pátio de compostagem
Dimensionamento de pátio de compostagem
 
Aula 1 exercício
Aula 1   exercícioAula 1   exercício
Aula 1 exercício
 

Destaque

Exercícios dimensionamento limpeza publica aula 4
Exercícios dimensionamento limpeza publica aula 4Exercícios dimensionamento limpeza publica aula 4
Exercícios dimensionamento limpeza publica aula 4
Giovanna Ortiz
 
Aula 2 panorama geral
Aula 2 panorama geralAula 2 panorama geral
Aula 2 panorama geral
Giovanna Ortiz
 
Dimensionamento de um aterro sanitário2
Dimensionamento de um aterro sanitário2Dimensionamento de um aterro sanitário2
Dimensionamento de um aterro sanitário2
Giovanna Ortiz
 
Trabalho tratamento esgoto final.ppt 2
Trabalho tratamento esgoto final.ppt 2Trabalho tratamento esgoto final.ppt 2
Trabalho tratamento esgoto final.ppt 2
João Boos Boos
 
Aula 3 gerenciamento
Aula 3 gerenciamentoAula 3 gerenciamento
Aula 3 gerenciamento
Giovanna Ortiz
 
Teli 6
Teli 6Teli 6
Aula 1 normas e legislação
Aula 1 normas e legislaçãoAula 1 normas e legislação
Aula 1 normas e legislação
Giovanna Ortiz
 
Aula 4 parte 2
Aula 4 parte 2Aula 4 parte 2
Aula 4 parte 2
Giovanna Ortiz
 
Aula 4. rsu parte 1pdf
Aula 4. rsu parte 1pdfAula 4. rsu parte 1pdf
Aula 4. rsu parte 1pdf
Giovanna Ortiz
 
Tratamento de água e esgoto
Tratamento de água e esgotoTratamento de água e esgoto
Tratamento de água e esgoto
Grazi Grazi
 

Destaque (10)

Exercícios dimensionamento limpeza publica aula 4
Exercícios dimensionamento limpeza publica aula 4Exercícios dimensionamento limpeza publica aula 4
Exercícios dimensionamento limpeza publica aula 4
 
Aula 2 panorama geral
Aula 2 panorama geralAula 2 panorama geral
Aula 2 panorama geral
 
Dimensionamento de um aterro sanitário2
Dimensionamento de um aterro sanitário2Dimensionamento de um aterro sanitário2
Dimensionamento de um aterro sanitário2
 
Trabalho tratamento esgoto final.ppt 2
Trabalho tratamento esgoto final.ppt 2Trabalho tratamento esgoto final.ppt 2
Trabalho tratamento esgoto final.ppt 2
 
Aula 3 gerenciamento
Aula 3 gerenciamentoAula 3 gerenciamento
Aula 3 gerenciamento
 
Teli 6
Teli 6Teli 6
Teli 6
 
Aula 1 normas e legislação
Aula 1 normas e legislaçãoAula 1 normas e legislação
Aula 1 normas e legislação
 
Aula 4 parte 2
Aula 4 parte 2Aula 4 parte 2
Aula 4 parte 2
 
Aula 4. rsu parte 1pdf
Aula 4. rsu parte 1pdfAula 4. rsu parte 1pdf
Aula 4. rsu parte 1pdf
 
Tratamento de água e esgoto
Tratamento de água e esgotoTratamento de água e esgoto
Tratamento de água e esgoto
 

Semelhante a Aula 4 explicação decantadores dimensionamento

Reposição de aula tratamento bioógico
Reposição de aula   tratamento bioógicoReposição de aula   tratamento bioógico
Reposição de aula tratamento bioógico
Giovanna Ortiz
 
6 nbr 12209-92
6 nbr 12209-926 nbr 12209-92
6 nbr 12209-92
Emanuely Pereira Aquino
 
NBR_12_209_Projeto_de_Estacoes_de_Tratam.pdf
NBR_12_209_Projeto_de_Estacoes_de_Tratam.pdfNBR_12_209_Projeto_de_Estacoes_de_Tratam.pdf
NBR_12_209_Projeto_de_Estacoes_de_Tratam.pdf
RodrigoUrenha
 
Decantação exercícios
Decantação exercíciosDecantação exercícios
Decantação exercícios
Giovanna Ortiz
 
Reposição de aula tratamento preliminar
Reposição de aula   tratamento preliminarReposição de aula   tratamento preliminar
Reposição de aula tratamento preliminar
Giovanna Ortiz
 
Elemento terraplenagem
Elemento terraplenagemElemento terraplenagem
Elemento terraplenagem
Fabinho Juntá Tuxá
 
exercicio
exercicioexercicio
exercicio
Thays Alves
 
04_paulo_delfini_30.pdf
04_paulo_delfini_30.pdf04_paulo_delfini_30.pdf
04_paulo_delfini_30.pdf
NivaldoFerreira23
 
Memorial de calculo hidrantes apucarana
Memorial de calculo hidrantes apucaranaMemorial de calculo hidrantes apucarana
Memorial de calculo hidrantes apucarana
Daniel Cutrim
 
Memorial de calculo hidrantes apucarana
Memorial de calculo hidrantes apucaranaMemorial de calculo hidrantes apucarana
Memorial de calculo hidrantes apucarana
Adriano Raiff Martins
 
Aula 08 - Classficacao meio fluidov2.pptx
Aula 08 - Classficacao meio fluidov2.pptxAula 08 - Classficacao meio fluidov2.pptx
Aula 08 - Classficacao meio fluidov2.pptx
geraldoguimaraes3
 
P451 r01v0008 1a_etapa_mj
P451 r01v0008 1a_etapa_mjP451 r01v0008 1a_etapa_mj
P451 r01v0008 1a_etapa_mj
wabag
 
P451 r02v0008 2a_etapa_mj
P451 r02v0008 2a_etapa_mjP451 r02v0008 2a_etapa_mj
P451 r02v0008 2a_etapa_mj
wabag
 
Tratamento de efluentes industriais
Tratamento de efluentes industriaisTratamento de efluentes industriais
Tratamento de efluentes industriais
Edir Leite Freire
 
Apresentação - Novo estádio do Atlético
Apresentação - Novo estádio do Atlético Apresentação - Novo estádio do Atlético
Apresentação - Novo estádio do Atlético
CBH Rio das Velhas
 
Info ambientais 2
Info ambientais 2Info ambientais 2
Info ambientais 2
pedrohenrique3164
 
Dimensionamento de unidades de filtração
Dimensionamento de unidades de filtraçãoDimensionamento de unidades de filtração
Dimensionamento de unidades de filtração
Giovanna Ortiz
 
Djolse aula 1 - introdução aos calculos de processo para termodinâmica
Djolse   aula 1 - introdução aos calculos de processo para termodinâmicaDjolse   aula 1 - introdução aos calculos de processo para termodinâmica
Djolse aula 1 - introdução aos calculos de processo para termodinâmica
Edmilson Faustino
 

Semelhante a Aula 4 explicação decantadores dimensionamento (18)

Reposição de aula tratamento bioógico
Reposição de aula   tratamento bioógicoReposição de aula   tratamento bioógico
Reposição de aula tratamento bioógico
 
6 nbr 12209-92
6 nbr 12209-926 nbr 12209-92
6 nbr 12209-92
 
NBR_12_209_Projeto_de_Estacoes_de_Tratam.pdf
NBR_12_209_Projeto_de_Estacoes_de_Tratam.pdfNBR_12_209_Projeto_de_Estacoes_de_Tratam.pdf
NBR_12_209_Projeto_de_Estacoes_de_Tratam.pdf
 
Decantação exercícios
Decantação exercíciosDecantação exercícios
Decantação exercícios
 
Reposição de aula tratamento preliminar
Reposição de aula   tratamento preliminarReposição de aula   tratamento preliminar
Reposição de aula tratamento preliminar
 
Elemento terraplenagem
Elemento terraplenagemElemento terraplenagem
Elemento terraplenagem
 
exercicio
exercicioexercicio
exercicio
 
04_paulo_delfini_30.pdf
04_paulo_delfini_30.pdf04_paulo_delfini_30.pdf
04_paulo_delfini_30.pdf
 
Memorial de calculo hidrantes apucarana
Memorial de calculo hidrantes apucaranaMemorial de calculo hidrantes apucarana
Memorial de calculo hidrantes apucarana
 
Memorial de calculo hidrantes apucarana
Memorial de calculo hidrantes apucaranaMemorial de calculo hidrantes apucarana
Memorial de calculo hidrantes apucarana
 
Aula 08 - Classficacao meio fluidov2.pptx
Aula 08 - Classficacao meio fluidov2.pptxAula 08 - Classficacao meio fluidov2.pptx
Aula 08 - Classficacao meio fluidov2.pptx
 
P451 r01v0008 1a_etapa_mj
P451 r01v0008 1a_etapa_mjP451 r01v0008 1a_etapa_mj
P451 r01v0008 1a_etapa_mj
 
P451 r02v0008 2a_etapa_mj
P451 r02v0008 2a_etapa_mjP451 r02v0008 2a_etapa_mj
P451 r02v0008 2a_etapa_mj
 
Tratamento de efluentes industriais
Tratamento de efluentes industriaisTratamento de efluentes industriais
Tratamento de efluentes industriais
 
Apresentação - Novo estádio do Atlético
Apresentação - Novo estádio do Atlético Apresentação - Novo estádio do Atlético
Apresentação - Novo estádio do Atlético
 
Info ambientais 2
Info ambientais 2Info ambientais 2
Info ambientais 2
 
Dimensionamento de unidades de filtração
Dimensionamento de unidades de filtraçãoDimensionamento de unidades de filtração
Dimensionamento de unidades de filtração
 
Djolse aula 1 - introdução aos calculos de processo para termodinâmica
Djolse   aula 1 - introdução aos calculos de processo para termodinâmicaDjolse   aula 1 - introdução aos calculos de processo para termodinâmica
Djolse aula 1 - introdução aos calculos de processo para termodinâmica
 

Mais de Giovanna Ortiz

Aula 9 aterro
Aula 9   aterroAula 9   aterro
Aula 9 aterro
Giovanna Ortiz
 
Aula 8 incineração
Aula 8 incineraçãoAula 8 incineração
Aula 8 incineração
Giovanna Ortiz
 
Aula 7 co-processamento
Aula 7   co-processamentoAula 7   co-processamento
Aula 7 co-processamento
Giovanna Ortiz
 
Aula 6 compostagem
Aula 6 compostagemAula 6 compostagem
Aula 6 compostagem
Giovanna Ortiz
 
Aula 5 reciclagem
Aula 5  reciclagemAula 5  reciclagem
Aula 5 reciclagem
Giovanna Ortiz
 
Atividade roteiro para implantação de coleta seletiva
Atividade   roteiro para implantação de coleta seletivaAtividade   roteiro para implantação de coleta seletiva
Atividade roteiro para implantação de coleta seletiva
Giovanna Ortiz
 
Apresentação geral do curso
Apresentação geral do cursoApresentação geral do curso
Apresentação geral do curso
Giovanna Ortiz
 
Exercícios de compensação de ausências
Exercícios de compensação de ausênciasExercícios de compensação de ausências
Exercícios de compensação de ausências
Giovanna Ortiz
 
Erosão
ErosãoErosão
Aula 1 solos
Aula 1 solosAula 1 solos
Aula 1 solos
Giovanna Ortiz
 
Solos 6b
Solos 6bSolos 6b
Solos 6b
Giovanna Ortiz
 
Solos 4
Solos 4Solos 4
Solos 3p
Solos 3pSolos 3p
Solos 3p
Giovanna Ortiz
 
Solos 3
Solos 3Solos 3
Solos 2
Solos 2Solos 2
Solos 6a
Solos 6aSolos 6a
Solos 6a
Giovanna Ortiz
 
Provinha
ProvinhaProvinha
Provinha
Giovanna Ortiz
 
Aula 10
Aula 10Aula 10
Aula 9
Aula 9Aula 9
Aula 8
Aula 8Aula 8

Mais de Giovanna Ortiz (20)

Aula 9 aterro
Aula 9   aterroAula 9   aterro
Aula 9 aterro
 
Aula 8 incineração
Aula 8 incineraçãoAula 8 incineração
Aula 8 incineração
 
Aula 7 co-processamento
Aula 7   co-processamentoAula 7   co-processamento
Aula 7 co-processamento
 
Aula 6 compostagem
Aula 6 compostagemAula 6 compostagem
Aula 6 compostagem
 
Aula 5 reciclagem
Aula 5  reciclagemAula 5  reciclagem
Aula 5 reciclagem
 
Atividade roteiro para implantação de coleta seletiva
Atividade   roteiro para implantação de coleta seletivaAtividade   roteiro para implantação de coleta seletiva
Atividade roteiro para implantação de coleta seletiva
 
Apresentação geral do curso
Apresentação geral do cursoApresentação geral do curso
Apresentação geral do curso
 
Exercícios de compensação de ausências
Exercícios de compensação de ausênciasExercícios de compensação de ausências
Exercícios de compensação de ausências
 
Erosão
ErosãoErosão
Erosão
 
Aula 1 solos
Aula 1 solosAula 1 solos
Aula 1 solos
 
Solos 6b
Solos 6bSolos 6b
Solos 6b
 
Solos 4
Solos 4Solos 4
Solos 4
 
Solos 3p
Solos 3pSolos 3p
Solos 3p
 
Solos 3
Solos 3Solos 3
Solos 3
 
Solos 2
Solos 2Solos 2
Solos 2
 
Solos 6a
Solos 6aSolos 6a
Solos 6a
 
Provinha
ProvinhaProvinha
Provinha
 
Aula 10
Aula 10Aula 10
Aula 10
 
Aula 9
Aula 9Aula 9
Aula 9
 
Aula 8
Aula 8Aula 8
Aula 8
 

Aula 4 explicação decantadores dimensionamento

  • 1. TRATAMENTO DE ÁGUAS RESIDUÁRIAS Aula 4 – Remoção de sólidos sedimentáveis – dimensionamento
  • 2. Apresentação do problema  Fazer um pré dimensionamento das unidades de decantação primária, para as três seguintes situações: decantação primária precedendo: lodos ativados, filtros biológicos e lançamento direto no corpo d’água (tratamento primário). Dados gerados de vazões do esgoto sanitário a ser tratado Vazões dos esgotos Ano População Média (l/s) Máxima (l/s) Mínima (l/s) 2000 2010 2020 15.000 18.200 21.800 27,8 33,7 40,4 50,0 60,7 72,7 13,9 16,8 20,2
  • 4. Passo 1 – Calculara as vazões de dimensionamento: 1º etapa (ano 2000) Qmáx = Qméd =  2º etapa (ano 2010) Qmáx = Qméd =  3º etapa (ano 2020) Qmáx = Qméd = l/s para m3/s = : 1000 m3/s para m3/h = x 3600 m3/h para m3/d = x 24  Qual unidade transformar? Observar os cálculos
  • 5. Passo 2 – Calcular a área total necessária para os decantadores ATD ATD = __Qmáx____ qA Situações consideradas DECANTADORES SECUNDÁRIOS ETE SUZANO (SABESP) Dp precedendo lodos ativados Dp precedendo filtros biológicos Dp lançamento direto após o tratamento primário Área total para os decantadores Qual vazão usar? Para que ano? 2020 qA (adotada) (m3/m2.dia) ATD (m2) 90,00 ? 60,00 ? 40,00 ? Taxa de escoamento superficial (qA): é a quantidade de efluente liquido que é aplicada por unidade de área de uma unidade durante um dia. A NBR 12209 estabelece algumas condições.
  • 6. Passo 3 – Flexibilidade operacional nas diversas etapas do projeto. Recomenda-se que seja projetada sempre duas ou mais unidades, de forma a possibilitar manutenção e operação mais flexível, sem prejuízo da qualidade do tratamento, em qualquer etapa do projeto. Neste caso, prever-se á como primeira hipótese a construção de quatro unidades, duas delas para atender a 1º etapa, acrescendo-se mais uma na 2º e na 3º etapas. Para essa hipótese serão feitas as verificações necessárias.
  • 7. a) Área calculada para cada decantador ACD ACD = _______ATD__________ Nº de unidades total (4) Área de cada decantador Situações consideradas Dp precedendo lodos ativados Dp precedendo filtros biológicos Dp lançamento direto após o tratamento primário ATD (m2) ACD (m2) ! ? ! ? ! ?
  • 8. b) Dimensões de cada decantador Admitindo-se decantadores circulares, pode se calcular os diâmetros DDP ACD = _ π . (DDP)2__ 4 Ou DDP = _4ACD_ π 1/2 Situações Dp precedendo lodos ativados Dp precedendo filtros biológicos Dp lançamento direto após o tratamento primário ACD (m2) DDP (m) 17,48 4,4 DDP CORRIGIDO (m) 5 ! ! Observação: Corrigir os valores de DDP (arredondamento)
  • 9. c) Calcular o perímetro PDP da circunferência e em seguida a taxa de escoamento longitudinal qL   A taxa de escoamento longitudinal qL ( que permite fixar o comprimento necessário para o vertedor de saída do líquido) nos decantadores primários é estabelecido pela norma, e o valor limite é qL ≤ 720m3/m.dia). A entrada de esgoto no decantador circular é feita pelo centro e a saída pelas laterais. josianeguss.blogspot.com
  • 10. c) Calcular o perímetro P da circunferência e em seguida a taxa de escoamento longitudinal qL DP PDP = π . DDP o perímetro de uma circunferência é o mesmo que calcular o seu comprimento qL = ___Qmáx / 4___ PDP Situações consideradas Observação: Os valores de qL resultantes estarão bem abaixo do valor que a norma admite, atendendo plenamente. Valor limite é qL ≤ 720m3/m.dia DDP (m) adotado PDP (m) qL (m3/m.dia) Dp precedendo lodos ativados 5 15,7 100 Dp precedendo filtros biológicos ! ? ? Dp lançamento direto após o tratamento primário ! ? ?
  • 11. d) Verificação da taxa de escoamento superficial (qA)  Considerando-se a construção de apenas duas unidades na 1º etapa. qA = ___Qmáx_(1º etapa)__ onde: ACD = _π_D2DP__ 2ACD 4 qA = ___Qmáx___ Asup Calcular ACD novamente pois adotamos um novo DDP (arredondamos) Situações consideradas (1º etapa com duas unidades) Dp precedendo lodos ativados Dp precedendo filtros biológicos Dp lançamento direto após o tratamento primário ACD RESULTANTE (m2) 19,63 qA (m3/m2.dia) 110
  • 12. d) Verificação da taxa de escoamento superficial (qA)  Os valores resultantes de qA estão dentro dos valores estabelecidos no projeto? Situações consideradas (1º etapa com duas unidades) qA (adotada) (m3/m2.dia) Dp precedendo lodos ativados 90,00 qA (calculado para 1º etapa) (m3/m2.dia) 110,0 Dp precedendo filtros biológicos 60,00 76,40 Dp lançamento direto após o tratamento primário 40,00 56,0 Observação: se forem construídas apenas duas unidades na 1º etapa, não se atenderá aos valores de qA propostos. Pode-se, como alternativa, propor a construção de três unidades, já na 1º etapa, e verificar quando será necessário a construção da 4º unidade.
  • 13. Verificações – etapas  Admitindo-se a construção de três unidades na 1º etapa, tem-se: qA = ___Qmáx(1º etapa)_ onde: ACD = (CALCULADO) 3ACD Situações consideradas (1º etapa com três unidades) Dp precedendo lodos ativados Dp precedendo filtros biológicos Dp lançamento direto após o tratamento primário ACD RESULTANTE (m2) (CALCULADO) (CALCULADO) (CALCULADO) qA (m3/m2.dia) 73,35
  • 14. Verificações – etapas  Os valores resultantes de qA estão dentro dos valores estabelecidos no projeto? Situações consideradas (1º etapa com três unidades) qA (adotada) (m3/m2.dia) Dp precedendo lodos ativados 90,00 qA (calculado para 1º etapa) (m3/m2.dia) 73,35 Dp precedendo filtros biológicos 60,00 51,0 Dp lançamento direto após o tratamento primário 40,00 37,4 Observação: Com a construção das três unidades na 1º etapa, atende-se aos qA propostos no projeto. Observa-se que alguns valores calculados então bastante próximos dos valores propostos e assim, provavelmente, será necessária a construção da 4º unidade já na segunda etapa.
  • 15. Verificações – etapas  Verificação da 2º etapa. Admitindo-se a três unidades na 2º etapa qA = ___Qmáx(2º etapa)_ onde: ACD = (CALCULADO) 3ACD Situações consideradas (2º etapa com três unidades) Dp precedendo lodos ativados Dp precedendo filtros biológicos Dp lançamento direto após o tratamento primário ACD RESULTANTE (m2) (CALCULADO) (CALCULADO) (CALCULADO) qA (m3/m2.dia) 89
  • 16. Verificações – etapas  Os valores resultantes de qA estão dentro dos valores estabelecidos no projeto? Situações consideradas (2º etapa com três unidades) qA (adotada) (m3/m2.dia) Dp precedendo lodos ativados 90,00 qA (calculado para 2º etapa) (m3/m2.dia) 89,0 Dp precedendo filtros biológicos 60,00 62,0 Dp lançamento direto após o tratamento primário 40,00 46,0 Observação: Mantendo-se as três unidades na 2º etapa, atende-se aos qA propostos no projeto apenas no caso de precedência a lodos ativados, mas não se atendem ao qA propostos para filtros biológicos e lançamento direto.
  • 17. Verificações – etapas Em relação aos diâmetros propostos, pode-se partir para a não mecanização em todos os casos. Diâmetro máximo do decantador: DDP ≤ 7m. Essa limitação é feita para evitar que as unidades atinjam grandes profundidades. De acordo com a norma da ABNT NBR 12209 para vazões máximas Qmax ≥ 250L/s, a remoção de lodo deve ser mecanizada e obrigatoriamente deve-se prever mais de 1 unidade. Situações D (m) DP Dp precedendo lodos ativados Dp precedendo filtros biológicos Dp lançamento direto após o tratamento primário 5 6 7
  • 18. Passo 4 - Verificação dos tempos de detenção hidráulicos ѲH  • • Construindo-se três unidades na 1º etapa. Pelo critério de ѲHmín = 1 hora tem-se: ѲH = __V__ Q(m3/h) 1º Etapa Q= 50l/s = 180m3/h V / 3 unidades de decantação na 1º etapa Observação: Para fazer essa verificação, deve-se fixar o valor do volume do decantador. Pode-se fixar o volume, em função de ѲHmin, e fazer acertos necessários nas dimensões do decantador.
  • 19. Passo 5 - Cálculos do decantador • • • Calculo Hcone = ( DDP - 0,30) x 1,5 2 Cálculo D1/3 = DDP – (0,444 x Hcone) Cálculo de V1/3 = π x (D2DP + D21/3) x Hcone 24
  • 20. Passo 5 - Cálculos do decantador Situações consideradas Dp precedendo lodos ativados Dp precedendo filtros biológicos Dp lançamento direto após o tratamento primário Hcone D1/3 V1/3 (m) (m) (m3) 3,3 3,53 16,2
  • 21. a) Calculo do Volume do cilindro • Cálculo do Vdec = V1/3 + Vcil Vdec • Calculo de Vcil = Vdec – V1/3 Situações consideradas Vcil (m3) Dp precedendo lodos ativados Dp precedendo filtros biológicos Dp lançamento direto após o tratamento primário 43,80 Vcil
  • 22. b) Cálculo da altura do cilindro Hcil = _______Vcil________ ACD resultante Situações consideradas ACD Hcil (m) Dp precedendo lodos ativados 19,63 2,3 Dp precedendo filtros biológicos Vcil 28,27 Dp lançamento direto após o tratamento primário 38,48 Fazer arredondamentos se necessário
  • 23. c) Cálculo da altura do decantador  Hdec = Hcil + Hcone Situações consideradas H cone Hcil (m) Dp precedendo lodos ativados 3,3 2,3 Dp precedendo filtros biológicos ! ! Dp lançamento direto após o tratamento primário ! !
  • 24. d) Cálculo do volume resultante para cada decantador  Vdec(RESULTANTE) = (Hcil x ACD resultante) + V1/3 Vdec Situações consideradas Acdr Hcil (m) V1/3 Dp precedendo lodos ativados 19,6 2,3 16,2 61,35 ! ! Dp precedendo filtros biológicos Dp lançamento direto após o tratamento primário Vdec Resul ! V = 60m3/h Comprovar ! ! !
  • 25. e) Verificação dos tempos de detenção hidráulicos resultantes  Para vazões máxima e média. Construindo-se três unidades na 1º etapa. Qmax= 180m3/h Qméd = 100,10 m3/h 1ª etapa Dividir para 3 decanatdores V / 3 unidades de decantação na 1º etapa ѲH = __V__ Q Observação: Deve-se dimensionar o decantador para Qmáx, onde ѲH ≥ 1hora. Deve-se ainda verificar para Qméd. Onde: ѲH ≤ 6horas (NBR12209) Os valores resultantes atendem a Norma.
  • 26. e) Verificação dos tempos de detenção hidráulicos resultantes Para vazões máxima e média. Construindo-se três unidades na 1º etapa. Ѳh Ѳh med max Dp precedendo lodos ativados 1,02 1,84 Dp precedendo filtros biológicos ! ! Dp lançamento direto após o tratamento primário ! ! Situações consideradas
  • 27. Passo 6 - Cálculo dos volumes de lodo Vlodo = _π_ x (D21/3 + 0,602) x Hcone 12 Situações consideradas Vlodo Dp precedendo lodos ativados 11,07 Dp precedendo filtros biológicos Dp lançamento direto após o tratamento primário
  • 28. Gabarito Situação Considerada DDP (m) Dp precedendo ativados lodos Dp precedendo biológicos filtros Dp lançamento direto após o tratamento primário ACD (m2) Hcil (m) Hcone (m) Hdec (m) Vdec (m3) Vlodo (m3) 5,0 19,64 2,5 3,3 5,6 62,56 11,4 6,0 28,27 1,35 4,05 5,5 64,83 19.08 7,0 38,48 1,0 4,8 5,3 64,93 30,26 Onde: DDP = diâmetro do decantador ACD = Área superficial de cada decantador Hcil = altura do decantador na sua parte cilíndrica Hcone = Altura do decantador na sua parte cônica Hdec = altura total do decantador Vdec = volume do decantador Vlodo= volume disponível para o lodo
  • 29. Exercício 2 Apresente um resumo teórico sobre os cálculos efetuados neste exercício.
  • 30. Referência   Esgoto sanitário: coleta, transporte, tratamento e reuso agrícola. Coord. Ariovaldo Nuvolari, São Paulo, Blucher, 2012. NBR 12209 - Projeto de estações de tratamento de esgoto sanitário