GRAMÁTICA VS. LINGUÍSTICA: PONTOS DE VISTAS UNIPAMPA Fundamentos de Linguística Professora Silvana Silva
GRAMÁTICA Ponto de vista  prescritivo , isto é, diz como a língua ‘deve’ ser para o bom entendimento do falante; Em geral, não explica ‘para quem’ o ‘bom’ entendimento se dirige.
EXEMPLO (BECHARA, 2005, P. 200) Cap. Emprego do pronome relativo “ Deve-se evitar com cuidado o grande distanciamento entre o antecedente e o correspondente relativo, principalmente se este estiver precedido de dois nomes que possam assumir essa referência. Mario Barreto cita o trecho de Camilo em que o escritor explicita entre parênteses o real antecedente: Eu, de mim, se não estivesse amortalhada no sobretudo do meu marido, que vou escovar (o sobretudo), era dele, como a borboleta é da chama.
LINGUÍSTICA Ponto de vista  descritivo , isto é, diz como a língua é para um determinado grupo social ou para grupo de falantes.  Em geral, explica como o falante ‘chegou’ a construir aquele raciocínio.
EXEMPLO (KERSCH, 2008) Sobre o uso de cujo  “ No estilo pergunta/resposta, informantes da fronteira Brasil-Uruguai, que pertencem aos grupos Cb (de baixa escolaridade) identificam  cujo  como sendo espanhol e sugerem estruturas alternativas para  cujo , tais como o uso de outro relativo, de coordenada aditiva ou de subordinada causal.” eu tinha um vizinho aí que as galinha dele ( - ? - )... mas as galinha dele ele botava(cangalha) pra não entrar na horta B1 - CbGII
REFERÊNCIAS BECHARA, Evanildo. Moderna Gramática Portuguesa. Rio de Janeiro: Lucerna, 2005.  KERSCH, Dorotea. Preposição diante do pronome relativo no português brasileiro e europeu.  DELTA  [online]. 2008, vol.24, n.1, pp. 51-72.
Outros exemplos....
LINGUÍSTICA OU GRAMÁTICA? “ Conjunções e expressões enfáticas. As conjunções coordenativas podem aparecer enfatizadas. Para esta ênfase, o idioma se serve de vários recursos.  Expressões como  não só... Mas também; não só... Senão também.”
LINGUÍSTICA OU GRAMÁTICA? “ No uso da dupla negativa enfática ( Não vou fazer X nem que Y aconteça,  tal como  não faço o que você me pediu nem que a vaca tussa ), há um efeito jocoso em jogo a partir de uma afirmação já realizada.”
LINGUÍSTICA OU GRAMÁTICA? “ No estudo de Colé e cols. (2003), crianças nos anos iniciais de aprendizagem de leitura tinham de ler dois grupos de palavras: palavras morfologicamente complexas (ex.: banheiro – banho+eiro); palavras com a mesma seqüência de letras, mas morfologicamente simples (ex.: dinheiro);).  Apesar de as palavras terem as mesmas características fonológicas e número de letras, as crianças cometeram menos erros lendo as palavras morfologicamente complexas do que as palavras simples. Estes resultados indicam um efeito facilitador da estrutura morfológica no reconhecimento de palavras.”

Aula 2 ppt

  • 1.
    GRAMÁTICA VS. LINGUÍSTICA:PONTOS DE VISTAS UNIPAMPA Fundamentos de Linguística Professora Silvana Silva
  • 2.
    GRAMÁTICA Ponto devista prescritivo , isto é, diz como a língua ‘deve’ ser para o bom entendimento do falante; Em geral, não explica ‘para quem’ o ‘bom’ entendimento se dirige.
  • 3.
    EXEMPLO (BECHARA, 2005,P. 200) Cap. Emprego do pronome relativo “ Deve-se evitar com cuidado o grande distanciamento entre o antecedente e o correspondente relativo, principalmente se este estiver precedido de dois nomes que possam assumir essa referência. Mario Barreto cita o trecho de Camilo em que o escritor explicita entre parênteses o real antecedente: Eu, de mim, se não estivesse amortalhada no sobretudo do meu marido, que vou escovar (o sobretudo), era dele, como a borboleta é da chama.
  • 4.
    LINGUÍSTICA Ponto devista descritivo , isto é, diz como a língua é para um determinado grupo social ou para grupo de falantes. Em geral, explica como o falante ‘chegou’ a construir aquele raciocínio.
  • 5.
    EXEMPLO (KERSCH, 2008)Sobre o uso de cujo “ No estilo pergunta/resposta, informantes da fronteira Brasil-Uruguai, que pertencem aos grupos Cb (de baixa escolaridade) identificam cujo como sendo espanhol e sugerem estruturas alternativas para cujo , tais como o uso de outro relativo, de coordenada aditiva ou de subordinada causal.” eu tinha um vizinho aí que as galinha dele ( - ? - )... mas as galinha dele ele botava(cangalha) pra não entrar na horta B1 - CbGII
  • 6.
    REFERÊNCIAS BECHARA, Evanildo.Moderna Gramática Portuguesa. Rio de Janeiro: Lucerna, 2005. KERSCH, Dorotea. Preposição diante do pronome relativo no português brasileiro e europeu. DELTA [online]. 2008, vol.24, n.1, pp. 51-72.
  • 7.
  • 8.
    LINGUÍSTICA OU GRAMÁTICA?“ Conjunções e expressões enfáticas. As conjunções coordenativas podem aparecer enfatizadas. Para esta ênfase, o idioma se serve de vários recursos. Expressões como não só... Mas também; não só... Senão também.”
  • 9.
    LINGUÍSTICA OU GRAMÁTICA?“ No uso da dupla negativa enfática ( Não vou fazer X nem que Y aconteça, tal como não faço o que você me pediu nem que a vaca tussa ), há um efeito jocoso em jogo a partir de uma afirmação já realizada.”
  • 10.
    LINGUÍSTICA OU GRAMÁTICA?“ No estudo de Colé e cols. (2003), crianças nos anos iniciais de aprendizagem de leitura tinham de ler dois grupos de palavras: palavras morfologicamente complexas (ex.: banheiro – banho+eiro); palavras com a mesma seqüência de letras, mas morfologicamente simples (ex.: dinheiro);). Apesar de as palavras terem as mesmas características fonológicas e número de letras, as crianças cometeram menos erros lendo as palavras morfologicamente complexas do que as palavras simples. Estes resultados indicam um efeito facilitador da estrutura morfológica no reconhecimento de palavras.”