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REALIDADE AUMENTADA: CONCEITOS E APLICAÇÕES NO DESIGN
Viviane Pellizzon Agudo Romão*
Marília Matos Gonçalves**
	
Resumo
O presente artigo discute os aspectos relativos à compreensão da Realidade Aumentada (RA).
São apresentados o histórico, os conceitos e os fundamentos da RA, bem como suas potenciali-
dades, formas de exibição e áreas de atuação. Em sequência, destaca-se o uso da RA nos designs
de produtos, educacional, de interiores e de informação.
Palavras-chave: Realidade Aumentada. Design. Informação.
1 INTRODUÇÃO
Ao longo de sua existência, o ser humano vem se expressando e representando sua reali-
dade ou suas ideias por meio de desenhos primitivos, figuras, pinturas, cinema e outras tantas
expressões artísticas (TORI; KIRNER; CISCOUTO, 2006). Atualmente, as representações grá-
ficas, sejam elas impressas, pintadas, desenhadas, reveladas, na tela do computador e em diversas
outras formas de expressão, estão por toda a parte com o intuito de informar.
As imagens utilizadas nos sistemas de visualização das informações são representações
gráficas digitais que possuem características bem particulares. Estas, por sua vez, normalmente
são entendidas apenas pelos profissionais da área que conhecem os significados contidos no
emprego de cores, formas, sombras e texturas. Porém, uma nova tecnologia vem sendo experi-
mentada, a Realidade Aumentada (RA).
O avanço da tecnologia e da multimídia e a busca por métodos inovadores levaram pes-
quisadores a desenvolverem e a experimentarem um novo sistema de visualização de informa-
ção. Denominado de Realidade Aumentada (RA), este sistema é resultante da evolução da cha-
mada Realidade Virtual (RV) (TORI; KIRNER; CISCOUTO, 2006).
Diferentemente da RV, na qual o usuário é imerso em um ambiente criado digitalmente
(TORI; KIRNER; CISCOUTO, 2006), um sistema de RA combina objetos reais e virtuais em
um ambiente real, no qual estes coexistem alinhados e em tempo real (AZUMA, 2001).
Uma vez que a RA, assim como a RV, possibilita a interação do usuário com os objetos
virtuais, ela vem sendo experimentada e utilizada por diferentes segmentos, com propósitos
diversos. Entre as várias aplicações da RA, podem-se citar as empregadas em treinamentos mi-
litares, em atividades colaborativas, como estratégias comerciais, entretenimento, na educação,
na medicina e no design.
*
viviane.agudo.romao@gmail.com
**
marilinham@gmail.com
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Viviane Pellizzon Agudo Romão, Marília Matos Gonçalves
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As definições de multimídia e hipermídia são primordiais para o entendimento do con-
ceito de RA.
1.1 MULTIMÍDIA
Multimídia é apenas um rótulo. O conceito é antigo, existia expresso, por exemplo, em
queima de fogos com música e em um show de laser. Chiariglione definiu multimídia: “A habili-
dade para criar, entregar, consumir e ter acesso a mundos virtuais.”
Ao nosso redor tudo passa por uma percepção do observador, utilizando o senso visual,
de som, processos tácteis e olfato. Com isso, pode-se dizer que “[...] multimídia é o processo de
percepção (real ou virtual) como um efeito de fatores que impressionam o processo sensitivo
humano.” (ZANETE; TAZIMA, 2006).
Para Lipton (apud GOSCIOLA, 2008), multimídia é a integração de gráficos, animações,
vídeo, música, fala e texto, baseada em computador, para comunicar conteúdo intelectual aos lei-
tores por um caminho simples ou uma linha de apresentação (como um livro tradicional), ou por
um navegador não direcional. Já para Laufer e Scavetta (apud GOSCIOLA, 2008), multimídia é
o conjunto de meios utilizados ao mesmo tempo para a comunicação de conteúdos que pode ser
navegado de maneira linear ou não linear.
As palavras e símbolos, falados ou escritos, são os sistemas mais comum de comunicação.
Deve-se ter rigorosidade e explicação nos textos escritos em razão do fato de que uma palavra
pode ter vários significados. Os rótulos são muito importantes para designar as telas de títulos,
menus e botões de multimídia por meio da utilização de palavras que tenham significados pre-
cisos e fortes o suficiente para expressarem o que precisam dizer.
1.2 HIPERMÍDIA
É uma maneira de se criar documentos, usando um computador, em que se combinam
texto, gráfico, animação, vídeo, som e qualquer outra mídia que venha a ser desenvolvida. Pode-
-se dizer que hipermídia é uma expansão do conceito de hipertexto que contempla outras mídias.
A hipermídia está na capacidade de armazenar informações e, por intermédio da intera-
ção do receptor, transmuta-se em incontáveis versões virtuais que vão brotando à medida que o
receptor se coloca em posição de autor. Isso somente é possível em decorrência da estrutura de
caráter hiper, não sequencial, multidimensional, que eferece suporte às infinitas ações de um lei-
tor imersivo (SANTAELLA, 2004). É a interface e a multimídia em uma só linguagem, agindo
de uma forma interativa com o usuário.
1.3 REALIDADE AUMENTADA: CONCEITOS E FUNDAMENTOS
A RA é um sistema resultante de um processo evolutivo e tecnológico que se desenvolve
desde a chegada do computador eletrônico, o qual propiciou ao usuário a interatividade com as
aplicações até então inexistentes.
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Realidade aumentada: conceitos e aplicações no design
Unoesc & Ciência - ACET, Joaçaba, v. 4, n. 1, p. 23-34, jan./jun. 2013
Com a evolução tecnológica do hardware, do software e das telecomunicações, surgiram
“[...] interfaces de voz, interfaces tangíveis, etc., possibilitando aos usuários, acessarem aplica-
ções como se estivessem atuando no mundo real; falando, pegando, apertando, fazendo gestos,
etc.” (TORI; KIRNER; CISCOUTO, 2006). Nesse contexto, surgem a multimídia e os sistemas
computacionais de interface avançada chamados de Realidade Virtual (RV) e RA.
A RV surgiu na década de 1960, mas seu fortalecimento foi na década de 1990, quando
o avanço tecnológico propiciou o uso da computação gráfica interativa em tempo real (TORI;
KIRNER; CISCOUTO, 2006). Ainda de acordo com os autores, a RV consiste em uma interface
avançada para aplicações computacionais com a qual o usuário pode se movimentar (navegar) e
interagir em tempo real em um ambiente tridimensional. A RA, por sua vez, teve suas origens
na década de 1990, diferenciando-se da RV por usar técnicas computacionais que geram e com-
binam objetos virtuais integrados ao ambiente real (TORI; KIRNER; CISCOUTO, 2006).
A sobreposição dos objetos virtuais no espaço físico do usuário faz com que as interações tangí-
veisaconteçammaisfacilmenteecommaisnaturalidade,semanecessidadedeequipamentosespeciais.
A RA também possui a vantagem de propiciar operações envolvendo voz, gestos, tato,
etc., facilitando a interação do usuário sem a necessidade de treinamento. Com isso, segundo
Tori, Kirner e Ciscouto (2006), a RA possui potencial para se tornar a próxima geração de inter-
face popular, podendo ser utilizada nas mais variadas aplicações e espaços.
Para Tori, Kirner e Ciscouto (200, p. 10), a RA pode ser definida como “[...] o enrique-
cimento do ambiente real com objetos virtuais, usando algum dispositivo tecnológico, funcio-
nando em tempo real.” Considera-se importante destacar que as imagens são registradas em três
dimensões e que se tratam de um sistema multissensorial, conforme exposto por Azuma (1997).
Segundo o autor, a RA melhora a percepção do usuário em relação ao mundo real, como sua inte-
ração com este. Os objetos virtuais mostram informações que o usuário, muitas vezes, pode não
perceber sozinho, auxiliando-o e melhorando o seu desempenho nas tarefas do ambiente real.
Diagrama 1 – Continuum de Milgram
Fonte: Milgram e Kishino (1994).
1.4 FORMAS DE EXIBIÇÃO DA REALIDADE AUMENTADA
A RA tem algumas formas de apresentação, usadas em aplicações individuais e coleti-
vas, propiciando experiências colaborativas. Nesse item, são apresentadas as modalidades mais
difundidas dessa tecnologia, a primeira delas é: Screen-based video see-through displays usando um
computador comum com uma webcam e um cartão de papel com uma figura desenhada sobre
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Viviane Pellizzon Agudo Romão, Marília Matos Gonçalves
Unoesc & Ciência - ACET, Joaçaba, v. 4, n. 1, p. 23-34, jan./jun. 2013
ele, com um software de RA, tendo como exemplo o programa Bulidar, entre outros softwares
disponíveis gratuitamente na web.
O computador consegue visualizar e analisar a figura impressa no cartão de papel, iden-
tificando-a e descobrindo sua posição e inclinação no espaço. Essas informações permitem que
textos e objetos virtuais tridimensionais, animados ou não, sejam atrelados à posição do cartão
de papel. Quando o cartão é movimentado, sua posição muda no espaço e o computador vai
reposicionando o objeto virtual na nova posição, proporcionando, ao usuário a sensação de ma-
nipulação do objeto virtual com as mãos (KIRNER, 2012).
Imagem 1 – RA com monitor de computador
Fonte: Agência DDA (2012).
Diante disso, relacionam-se as formas de exibição da RA, que são:
a)	 ‌Head worn: utiliza um dispositivo montado sobre a cabeça, seja óculos de realidade
virtual ou capacete; essa modalidade de RA se apresenta em duas subcategorias, de-
pendendo da forma como as imagens dos objetos virtuais são adicionadas à imagem
do mundo real: video seethrough e optical seethrough.
b)	 ‌Video seethrough: fazem uso de HMDs, normalmente utilizados em experimentos de
Realidade Virtual; são necessários óculos ou capacetes especiais para ver imagens
reais com informações virtuais.
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Realidade aumentada: conceitos e aplicações no design
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Imagem 2 – Video see-through (piSight
ultrapanorâmico HMD)
Fonte: Sensics (2012).
c)	 ‌Optical see-through: utiliza lentes parcialmente transmissíveis, de tal forma que o
usuário pode olhar através delas e visualizar o mundo real. Estas lentes também são
parcialmente reflexivas, de modo que o usuário também enxergue imagens (virtuais)
projetadas sobre as lentes (AZUMA, 1997). As informações virtuais são projetadas em
uma interface transparente, como vidro ou plástico, na frente do usuário.
Imagem 3 – Optical See-trought
Fonte: Rockwell Collins (2012).
d)	 Handheld display: display de LCD manual com câmera incorporada, uma espécie de
monitor de mão. Celulares e dispositivos móveis se enquadram nessa categoria (BRA-
GA, 2012).
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Imagem 4 – Handheld display
Fonte: Codecal Decoração e Design (2012).
Imagem 5 – Dispositivos móveis com uso externo
Fonte: Macmagazine (2012).
e)	 ‌Projective: uso de projetores com projeção direta sobre objetos físicos que dispensa o
uso de óculos ou monitores (AZUMA, 1997). Também chamada de Realidade Aumen-
tada Espacial (Spatial Augmented Reality (SAR) (BRAGA, 2012).
Imagem 6 – Realidade Aumentada Espacial (SAR)
Fonte: Vimeo (2012).
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Visando à miniaturização das tecnologias de RA, a Universidade de Washington está pesqui-
sando a RA em circuitos embutidos em lentes de contato, tornando seu uso mais leve e ergonômico.
Imagem 7 – RA em lentes de contato
Fonte: IEEE Spectrum (2012).
Segundo Braga (2012), Robert Wang, aluno de graduação do MIT’S Computer Science and
Artificial Intelligence Laboratory, desenvolveu um sistema de luvas em lycra colorida, para rastre-
amento por webcam.
Imagem 8 – Luvas coloridas em lycra
Fonte: Mit news office (2012).
1.5 ÁREAS DE ATUAÇÃO DA REALIDADE AUMENTADA
A RA tem sido utilizada em diferentes âmbitos do ambiente virtual. Tudo é possível e a
criatividade é o limite para inventar aplicações úteis.
Os exemplos da diversidade de áreas de atuação da RA são:
a)	 engenharia: avalia virtualmente a construção de empreendimentos, aviões, carros
e navios;
b)	 cinema;
c)	 jogos eletrônicos;
d)	 dispositivos de segurança e testes;
e)	 ações de publicidade e marketing;
f)	 medicina: em procedimentos complexos, cirurgias e exames;
g)	 design;
h)	 educação e treinamentos;
i)	 dispositivos de navegação;
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Viviane Pellizzon Agudo Romão, Marília Matos Gonçalves
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j)	 serviços militares ou de emergência, como sistemas trajáveis, instruções, mapas e
informações de inimigos ou feridos;
k)	 geologia, hidrologia e ecologia, mostrando informações específicas sobre o terreno
ou mapas tridimensionais;
l)	 aplicações para aumentar a percepção do dia a dia;
m)	visitação aprimorada, legendas ou textos históricos referentes a objetos ou locais
vistos, ruínas ou paisagens reconstruídas ;
n)	 simulação, como de voo ou de mergulho.
A Realidade Aumentada pode ser usada por qualquer área do conhecimento, uma vez que
se baseia na inserção de textos, imagens e objetos virtuais tridimensionais no ambiente físico
com o qual o usuário interage.
Em todos os casos citados, o usuário vê um cenário real e elementos complementares,
consistindo de informações simbólicas e textuais, além de objetos virtuais, que podem ser ani-
mados e sonorizados para amplificar sua capacidade de visualização e interação com o ambiente
no qual está inserido. A RA faz com que o ambiente físico seja potencializado com informações e
elementos virtuais, que facilitam a interação do usuário com o mundo em que vive, aumentando
seu desempenho e sua satisfação.
2 REALIDADE AUMENTADA E O DESIGN
A RA está se tornando uma ferramenta de muita produtividade para o design. É vasto
o campo de suas aplicações e o seu uso já é valorizado, pois permite que o designer visualize e
interaja com os seus projetos de uma forma mais intuitiva.
No design de produto, o designer constrói modelos em escalas para a avaliação e a aprova-
ção do projeto. Usando dispositivos de RA, os usuários podem interagir com os objetos de uma
forma natural, perceber e compreender facilmente as características do design, pois estão experi-
mentando de maneira visual e tátil um produto digital. Observam em tempo real aspectos físicos
como reflexos, opacidade e volumetria, exatamente como um produto real e julgam o impacto
visual deste produto quando estiver finalizado.
Imagem 9 – Anel modelado em RA
Fonte: Kroll Design (2012).
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Realidade aumentada: conceitos e aplicações no design
Unoesc & Ciência - ACET, Joaçaba, v. 4, n. 1, p. 23-34, jan./jun. 2013
Na utilização da RA para o design de interiores, o designer mostra o layout de um ambien-
te para o cliente. Através da rede, acessa um banco de dados de diversos fabricantes de móveis.
Modelos 3D dos móveis selecionados aparecem no monitor juntamente com a vista do ambiente
capturada por uma câmera, é como se os móveis estivessem de verdade no ambiente. Deslocando
a câmera é possível ver o ambiente mobiliado por diferentes pontos de vista. Dessa maneira, os
móveis podem ser adicionados, removidos e reorganizados até que os usuários fiquem satisfeitos
com o resultado.
Imagem 10 – Ambiente modelado em RA
Fonte: Artecta (2012).
Um dos aspectos mais promissores da RA é que ela pode ser usada de forma visual e in-
terativa de aprendizagem, permitindo a sobreposição de dados para o mundo real tão facilmente
como ela simula processos dinâmicos. Uma segunda característica fundamental da RA é a sua
capacidade para responder ao usuário instantâneamente.
Essa interatividade confere um potencial significativo para a aprendizagem e avaliação.
A RA é uma tecnologia ativa e não passiva; os alunos podem usá-la para construir uma nova
compreensão com base em interações com os objetos virtuais que trazem dados para a vida.
Processos dinâmicos, conjuntos de dados extensos, objetos demasiado grandes ou demasia-
do pequenos para serem manipulados, podem ser trazidos para o espaço pessoal de um aluno em
uma escala, de forma fácil de entender e trabalhar. Em um contexto mais amplo da educação, a
RA é interessante porque o estudante encontra conexões entre sua vida e sua educação, rompendo
fronteiras entre o aprendizado formal e o informal, pois transcende as instituições de ensino.
Hoje em dia, com o acesso ao Handheld display, o potencial para a aprendizagem imediata, sem
óculos especiais ou outros equipamentos, é um aspecto profundamente atraente dessa tecnologia.
Um enorme mercado está emergindo para as aplicações da network-aware, que transmitem
informações sobre locais e objetos específicos. Essas aplicações são uma grande promessa para
o aprendizado. Esse mercado tem sido explorado de maneira muito convincente pelos museus.
Um dos usos mais predominantes da RA é anotar espaços existentes com uma informa-
ção sobreposta. O Museu de Londres, por exemplo, lançou um aplicativo para iPhone grátis
chamado StreetMuseum que utiliza posicinamento de GPS e georreferenciamento que permite
aos usuários, que estão caminhando pela cidade de Londres, visulizarem informações e imagens
históricas em 3D, sobrepostas em locais, em prédios contemporâneos. Similarmente, um projeto
chamado (itacitus) Intelligent Tourism and Cultural Information Through Ubiquitous Servi-
ces, permite ao usuário visitar locais históricos, como o Coliseu, e, com seu dispositivo celular,
tetemunhar um evento do passado.
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Livros aumentados também ganham espaço. Há formatos que permitem as imagens 3D
emergirem dos livros; porém, essa tecnologia requer os uso dos óculos. Apesar dessa área estar
mais centrada em livros infantis, o uso de RA em textos de ensino superior é uma grande promessa.
3 CONCLUSÃO
A RA tem evoluído rapidamente. A sebreposição de informações em um espaço 3D pro-
duz uma nova experiência do mundo e essa realidade mista está alimentando uma maior mi-
gração da computação a partir do desktop para o dispositivo móvel, trazendo com ele novas
expectativas sobre o acesso à informação e às novas oportunidades para a aprendizagem. Os usos
mais comuns da RA têm sido na pesquisa, na publicidade, na diversão como jogos eletrônicos e
nas informações baseadas na localização e na educação. Assim, novas utilizações parecem surgir
quase que diaramente, como ferramentas para a criação de novas aplicações, tornando-se cada
vez mais fáceis de usar.
Augmented reality: concepts and appliications in design
Abstract
This paper introduces aspects related to Augmented Realit`s (AR) comprehension. The AR historical,
concepts and fundamentals are presented, as well as, its potentialities, forms of display and acting fields. In
the following, the use of AR in the designs of products, education, interior and information is highlighted.
Keywords: Augmented Reality. Design. Information.
REFERÊNCIAS
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da-ra>. Acesso em: 25 maio 2012.
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BRAGA, Marta C. Goulart. Diretrizes para o design de mídias em realidade aumentada: si-
tuar a aprendizagem colaborativa on-line. Disponível em: <http://btd.egc.ufsc.br/wp-content/
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vimento de produtos. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE GESTÃO DE DESENVOLVI-
MENTO DE PRODUTO, 8., 2011, Porto Alegre. Anais... Porto Alegre, 2011.
33
Realidade aumentada: conceitos e aplicações no design
Unoesc & Ciência - ACET, Joaçaba, v. 4, n. 1, p. 23-34, jan./jun. 2013
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edu.br/ojs/index.php/HOLOS/article/view/161>. Acesso em: 25 maio 2012.
GOSCIOLA, Vicente. Roteiro para as novas mídias. São Paulo: Ed. Senac, 2008.
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JOHNSON, L. et al. The 2011 Horizon Report. Texas: New Media Consortium. Disponível
em: <http://wp.nmc.org/horizon2011/>. Acesso em: 26 maio 2012.
KIRNER, Cláudio. Usando realidade aumentada em publicidade. Disponível em:
<http://www.ckirner.com/download/artigos/RA-Publicidade.html>. Acesso em: 25 maio 2012.
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MACKMAGAZINE. 2012. Disponível em: <http://macmagazine.com.br/>. Acesso em: 26
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ROCKWELL COLLINS. 2012. Disponível em: <http://www.rockwellcollins.com/>. Acesso
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SANTAELLA, Lúcia. Navegar no ciberespaço: o perfil cognitivo do leitor imersivo. São
Paulo: Paulus, 2004.
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TORI, R.; KIRNER, C.; CISCOUTO, R. A. Fundamentos e tecnologia de realidade virtual
e aumentada. Porto Alegre: SBC, 2006.
VIMEO. 2012. Disponível em: <http://vimeo.com/>. Acesso em: 25 maio 2012.
ZANETE, Nelson Henrique; TAZIMA, Antônio F. M. Multimídia é a mensagem. Porto Ale-
gre: Ed. UFRGS, 2006.
Artigo realidade aumentada

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  • 1. 23Unoesc & Ciência - ACET, Joaçaba, v. 4, n. 1, p. 23-34, jan./jun. 2013 REALIDADE AUMENTADA: CONCEITOS E APLICAÇÕES NO DESIGN Viviane Pellizzon Agudo Romão* Marília Matos Gonçalves** Resumo O presente artigo discute os aspectos relativos à compreensão da Realidade Aumentada (RA). São apresentados o histórico, os conceitos e os fundamentos da RA, bem como suas potenciali- dades, formas de exibição e áreas de atuação. Em sequência, destaca-se o uso da RA nos designs de produtos, educacional, de interiores e de informação. Palavras-chave: Realidade Aumentada. Design. Informação. 1 INTRODUÇÃO Ao longo de sua existência, o ser humano vem se expressando e representando sua reali- dade ou suas ideias por meio de desenhos primitivos, figuras, pinturas, cinema e outras tantas expressões artísticas (TORI; KIRNER; CISCOUTO, 2006). Atualmente, as representações grá- ficas, sejam elas impressas, pintadas, desenhadas, reveladas, na tela do computador e em diversas outras formas de expressão, estão por toda a parte com o intuito de informar. As imagens utilizadas nos sistemas de visualização das informações são representações gráficas digitais que possuem características bem particulares. Estas, por sua vez, normalmente são entendidas apenas pelos profissionais da área que conhecem os significados contidos no emprego de cores, formas, sombras e texturas. Porém, uma nova tecnologia vem sendo experi- mentada, a Realidade Aumentada (RA). O avanço da tecnologia e da multimídia e a busca por métodos inovadores levaram pes- quisadores a desenvolverem e a experimentarem um novo sistema de visualização de informa- ção. Denominado de Realidade Aumentada (RA), este sistema é resultante da evolução da cha- mada Realidade Virtual (RV) (TORI; KIRNER; CISCOUTO, 2006). Diferentemente da RV, na qual o usuário é imerso em um ambiente criado digitalmente (TORI; KIRNER; CISCOUTO, 2006), um sistema de RA combina objetos reais e virtuais em um ambiente real, no qual estes coexistem alinhados e em tempo real (AZUMA, 2001). Uma vez que a RA, assim como a RV, possibilita a interação do usuário com os objetos virtuais, ela vem sendo experimentada e utilizada por diferentes segmentos, com propósitos diversos. Entre as várias aplicações da RA, podem-se citar as empregadas em treinamentos mi- litares, em atividades colaborativas, como estratégias comerciais, entretenimento, na educação, na medicina e no design. * viviane.agudo.romao@gmail.com ** marilinham@gmail.com
  • 2. 24 Viviane Pellizzon Agudo Romão, Marília Matos Gonçalves Unoesc & Ciência - ACET, Joaçaba, v. 4, n. 1, p. 23-34, jan./jun. 2013 As definições de multimídia e hipermídia são primordiais para o entendimento do con- ceito de RA. 1.1 MULTIMÍDIA Multimídia é apenas um rótulo. O conceito é antigo, existia expresso, por exemplo, em queima de fogos com música e em um show de laser. Chiariglione definiu multimídia: “A habili- dade para criar, entregar, consumir e ter acesso a mundos virtuais.” Ao nosso redor tudo passa por uma percepção do observador, utilizando o senso visual, de som, processos tácteis e olfato. Com isso, pode-se dizer que “[...] multimídia é o processo de percepção (real ou virtual) como um efeito de fatores que impressionam o processo sensitivo humano.” (ZANETE; TAZIMA, 2006). Para Lipton (apud GOSCIOLA, 2008), multimídia é a integração de gráficos, animações, vídeo, música, fala e texto, baseada em computador, para comunicar conteúdo intelectual aos lei- tores por um caminho simples ou uma linha de apresentação (como um livro tradicional), ou por um navegador não direcional. Já para Laufer e Scavetta (apud GOSCIOLA, 2008), multimídia é o conjunto de meios utilizados ao mesmo tempo para a comunicação de conteúdos que pode ser navegado de maneira linear ou não linear. As palavras e símbolos, falados ou escritos, são os sistemas mais comum de comunicação. Deve-se ter rigorosidade e explicação nos textos escritos em razão do fato de que uma palavra pode ter vários significados. Os rótulos são muito importantes para designar as telas de títulos, menus e botões de multimídia por meio da utilização de palavras que tenham significados pre- cisos e fortes o suficiente para expressarem o que precisam dizer. 1.2 HIPERMÍDIA É uma maneira de se criar documentos, usando um computador, em que se combinam texto, gráfico, animação, vídeo, som e qualquer outra mídia que venha a ser desenvolvida. Pode- -se dizer que hipermídia é uma expansão do conceito de hipertexto que contempla outras mídias. A hipermídia está na capacidade de armazenar informações e, por intermédio da intera- ção do receptor, transmuta-se em incontáveis versões virtuais que vão brotando à medida que o receptor se coloca em posição de autor. Isso somente é possível em decorrência da estrutura de caráter hiper, não sequencial, multidimensional, que eferece suporte às infinitas ações de um lei- tor imersivo (SANTAELLA, 2004). É a interface e a multimídia em uma só linguagem, agindo de uma forma interativa com o usuário. 1.3 REALIDADE AUMENTADA: CONCEITOS E FUNDAMENTOS A RA é um sistema resultante de um processo evolutivo e tecnológico que se desenvolve desde a chegada do computador eletrônico, o qual propiciou ao usuário a interatividade com as aplicações até então inexistentes.
  • 3. 25 Realidade aumentada: conceitos e aplicações no design Unoesc & Ciência - ACET, Joaçaba, v. 4, n. 1, p. 23-34, jan./jun. 2013 Com a evolução tecnológica do hardware, do software e das telecomunicações, surgiram “[...] interfaces de voz, interfaces tangíveis, etc., possibilitando aos usuários, acessarem aplica- ções como se estivessem atuando no mundo real; falando, pegando, apertando, fazendo gestos, etc.” (TORI; KIRNER; CISCOUTO, 2006). Nesse contexto, surgem a multimídia e os sistemas computacionais de interface avançada chamados de Realidade Virtual (RV) e RA. A RV surgiu na década de 1960, mas seu fortalecimento foi na década de 1990, quando o avanço tecnológico propiciou o uso da computação gráfica interativa em tempo real (TORI; KIRNER; CISCOUTO, 2006). Ainda de acordo com os autores, a RV consiste em uma interface avançada para aplicações computacionais com a qual o usuário pode se movimentar (navegar) e interagir em tempo real em um ambiente tridimensional. A RA, por sua vez, teve suas origens na década de 1990, diferenciando-se da RV por usar técnicas computacionais que geram e com- binam objetos virtuais integrados ao ambiente real (TORI; KIRNER; CISCOUTO, 2006). A sobreposição dos objetos virtuais no espaço físico do usuário faz com que as interações tangí- veisaconteçammaisfacilmenteecommaisnaturalidade,semanecessidadedeequipamentosespeciais. A RA também possui a vantagem de propiciar operações envolvendo voz, gestos, tato, etc., facilitando a interação do usuário sem a necessidade de treinamento. Com isso, segundo Tori, Kirner e Ciscouto (2006), a RA possui potencial para se tornar a próxima geração de inter- face popular, podendo ser utilizada nas mais variadas aplicações e espaços. Para Tori, Kirner e Ciscouto (200, p. 10), a RA pode ser definida como “[...] o enrique- cimento do ambiente real com objetos virtuais, usando algum dispositivo tecnológico, funcio- nando em tempo real.” Considera-se importante destacar que as imagens são registradas em três dimensões e que se tratam de um sistema multissensorial, conforme exposto por Azuma (1997). Segundo o autor, a RA melhora a percepção do usuário em relação ao mundo real, como sua inte- ração com este. Os objetos virtuais mostram informações que o usuário, muitas vezes, pode não perceber sozinho, auxiliando-o e melhorando o seu desempenho nas tarefas do ambiente real. Diagrama 1 – Continuum de Milgram Fonte: Milgram e Kishino (1994). 1.4 FORMAS DE EXIBIÇÃO DA REALIDADE AUMENTADA A RA tem algumas formas de apresentação, usadas em aplicações individuais e coleti- vas, propiciando experiências colaborativas. Nesse item, são apresentadas as modalidades mais difundidas dessa tecnologia, a primeira delas é: Screen-based video see-through displays usando um computador comum com uma webcam e um cartão de papel com uma figura desenhada sobre
  • 4. 26 Viviane Pellizzon Agudo Romão, Marília Matos Gonçalves Unoesc & Ciência - ACET, Joaçaba, v. 4, n. 1, p. 23-34, jan./jun. 2013 ele, com um software de RA, tendo como exemplo o programa Bulidar, entre outros softwares disponíveis gratuitamente na web. O computador consegue visualizar e analisar a figura impressa no cartão de papel, iden- tificando-a e descobrindo sua posição e inclinação no espaço. Essas informações permitem que textos e objetos virtuais tridimensionais, animados ou não, sejam atrelados à posição do cartão de papel. Quando o cartão é movimentado, sua posição muda no espaço e o computador vai reposicionando o objeto virtual na nova posição, proporcionando, ao usuário a sensação de ma- nipulação do objeto virtual com as mãos (KIRNER, 2012). Imagem 1 – RA com monitor de computador Fonte: Agência DDA (2012). Diante disso, relacionam-se as formas de exibição da RA, que são: a) ‌Head worn: utiliza um dispositivo montado sobre a cabeça, seja óculos de realidade virtual ou capacete; essa modalidade de RA se apresenta em duas subcategorias, de- pendendo da forma como as imagens dos objetos virtuais são adicionadas à imagem do mundo real: video seethrough e optical seethrough. b) ‌Video seethrough: fazem uso de HMDs, normalmente utilizados em experimentos de Realidade Virtual; são necessários óculos ou capacetes especiais para ver imagens reais com informações virtuais.
  • 5. 27 Realidade aumentada: conceitos e aplicações no design Unoesc & Ciência - ACET, Joaçaba, v. 4, n. 1, p. 23-34, jan./jun. 2013 Imagem 2 – Video see-through (piSight ultrapanorâmico HMD) Fonte: Sensics (2012). c) ‌Optical see-through: utiliza lentes parcialmente transmissíveis, de tal forma que o usuário pode olhar através delas e visualizar o mundo real. Estas lentes também são parcialmente reflexivas, de modo que o usuário também enxergue imagens (virtuais) projetadas sobre as lentes (AZUMA, 1997). As informações virtuais são projetadas em uma interface transparente, como vidro ou plástico, na frente do usuário. Imagem 3 – Optical See-trought Fonte: Rockwell Collins (2012). d) Handheld display: display de LCD manual com câmera incorporada, uma espécie de monitor de mão. Celulares e dispositivos móveis se enquadram nessa categoria (BRA- GA, 2012).
  • 6. 28 Viviane Pellizzon Agudo Romão, Marília Matos Gonçalves Unoesc & Ciência - ACET, Joaçaba, v. 4, n. 1, p. 23-34, jan./jun. 2013 Imagem 4 – Handheld display Fonte: Codecal Decoração e Design (2012). Imagem 5 – Dispositivos móveis com uso externo Fonte: Macmagazine (2012). e) ‌Projective: uso de projetores com projeção direta sobre objetos físicos que dispensa o uso de óculos ou monitores (AZUMA, 1997). Também chamada de Realidade Aumen- tada Espacial (Spatial Augmented Reality (SAR) (BRAGA, 2012). Imagem 6 – Realidade Aumentada Espacial (SAR) Fonte: Vimeo (2012).
  • 7. 29 Realidade aumentada: conceitos e aplicações no design Unoesc & Ciência - ACET, Joaçaba, v. 4, n. 1, p. 23-34, jan./jun. 2013 Visando à miniaturização das tecnologias de RA, a Universidade de Washington está pesqui- sando a RA em circuitos embutidos em lentes de contato, tornando seu uso mais leve e ergonômico. Imagem 7 – RA em lentes de contato Fonte: IEEE Spectrum (2012). Segundo Braga (2012), Robert Wang, aluno de graduação do MIT’S Computer Science and Artificial Intelligence Laboratory, desenvolveu um sistema de luvas em lycra colorida, para rastre- amento por webcam. Imagem 8 – Luvas coloridas em lycra Fonte: Mit news office (2012). 1.5 ÁREAS DE ATUAÇÃO DA REALIDADE AUMENTADA A RA tem sido utilizada em diferentes âmbitos do ambiente virtual. Tudo é possível e a criatividade é o limite para inventar aplicações úteis. Os exemplos da diversidade de áreas de atuação da RA são: a) engenharia: avalia virtualmente a construção de empreendimentos, aviões, carros e navios; b) cinema; c) jogos eletrônicos; d) dispositivos de segurança e testes; e) ações de publicidade e marketing; f) medicina: em procedimentos complexos, cirurgias e exames; g) design; h) educação e treinamentos; i) dispositivos de navegação;
  • 8. 30 Viviane Pellizzon Agudo Romão, Marília Matos Gonçalves Unoesc & Ciência - ACET, Joaçaba, v. 4, n. 1, p. 23-34, jan./jun. 2013 j) serviços militares ou de emergência, como sistemas trajáveis, instruções, mapas e informações de inimigos ou feridos; k) geologia, hidrologia e ecologia, mostrando informações específicas sobre o terreno ou mapas tridimensionais; l) aplicações para aumentar a percepção do dia a dia; m) visitação aprimorada, legendas ou textos históricos referentes a objetos ou locais vistos, ruínas ou paisagens reconstruídas ; n) simulação, como de voo ou de mergulho. A Realidade Aumentada pode ser usada por qualquer área do conhecimento, uma vez que se baseia na inserção de textos, imagens e objetos virtuais tridimensionais no ambiente físico com o qual o usuário interage. Em todos os casos citados, o usuário vê um cenário real e elementos complementares, consistindo de informações simbólicas e textuais, além de objetos virtuais, que podem ser ani- mados e sonorizados para amplificar sua capacidade de visualização e interação com o ambiente no qual está inserido. A RA faz com que o ambiente físico seja potencializado com informações e elementos virtuais, que facilitam a interação do usuário com o mundo em que vive, aumentando seu desempenho e sua satisfação. 2 REALIDADE AUMENTADA E O DESIGN A RA está se tornando uma ferramenta de muita produtividade para o design. É vasto o campo de suas aplicações e o seu uso já é valorizado, pois permite que o designer visualize e interaja com os seus projetos de uma forma mais intuitiva. No design de produto, o designer constrói modelos em escalas para a avaliação e a aprova- ção do projeto. Usando dispositivos de RA, os usuários podem interagir com os objetos de uma forma natural, perceber e compreender facilmente as características do design, pois estão experi- mentando de maneira visual e tátil um produto digital. Observam em tempo real aspectos físicos como reflexos, opacidade e volumetria, exatamente como um produto real e julgam o impacto visual deste produto quando estiver finalizado. Imagem 9 – Anel modelado em RA Fonte: Kroll Design (2012).
  • 9. 31 Realidade aumentada: conceitos e aplicações no design Unoesc & Ciência - ACET, Joaçaba, v. 4, n. 1, p. 23-34, jan./jun. 2013 Na utilização da RA para o design de interiores, o designer mostra o layout de um ambien- te para o cliente. Através da rede, acessa um banco de dados de diversos fabricantes de móveis. Modelos 3D dos móveis selecionados aparecem no monitor juntamente com a vista do ambiente capturada por uma câmera, é como se os móveis estivessem de verdade no ambiente. Deslocando a câmera é possível ver o ambiente mobiliado por diferentes pontos de vista. Dessa maneira, os móveis podem ser adicionados, removidos e reorganizados até que os usuários fiquem satisfeitos com o resultado. Imagem 10 – Ambiente modelado em RA Fonte: Artecta (2012). Um dos aspectos mais promissores da RA é que ela pode ser usada de forma visual e in- terativa de aprendizagem, permitindo a sobreposição de dados para o mundo real tão facilmente como ela simula processos dinâmicos. Uma segunda característica fundamental da RA é a sua capacidade para responder ao usuário instantâneamente. Essa interatividade confere um potencial significativo para a aprendizagem e avaliação. A RA é uma tecnologia ativa e não passiva; os alunos podem usá-la para construir uma nova compreensão com base em interações com os objetos virtuais que trazem dados para a vida. Processos dinâmicos, conjuntos de dados extensos, objetos demasiado grandes ou demasia- do pequenos para serem manipulados, podem ser trazidos para o espaço pessoal de um aluno em uma escala, de forma fácil de entender e trabalhar. Em um contexto mais amplo da educação, a RA é interessante porque o estudante encontra conexões entre sua vida e sua educação, rompendo fronteiras entre o aprendizado formal e o informal, pois transcende as instituições de ensino. Hoje em dia, com o acesso ao Handheld display, o potencial para a aprendizagem imediata, sem óculos especiais ou outros equipamentos, é um aspecto profundamente atraente dessa tecnologia. Um enorme mercado está emergindo para as aplicações da network-aware, que transmitem informações sobre locais e objetos específicos. Essas aplicações são uma grande promessa para o aprendizado. Esse mercado tem sido explorado de maneira muito convincente pelos museus. Um dos usos mais predominantes da RA é anotar espaços existentes com uma informa- ção sobreposta. O Museu de Londres, por exemplo, lançou um aplicativo para iPhone grátis chamado StreetMuseum que utiliza posicinamento de GPS e georreferenciamento que permite aos usuários, que estão caminhando pela cidade de Londres, visulizarem informações e imagens históricas em 3D, sobrepostas em locais, em prédios contemporâneos. Similarmente, um projeto chamado (itacitus) Intelligent Tourism and Cultural Information Through Ubiquitous Servi- ces, permite ao usuário visitar locais históricos, como o Coliseu, e, com seu dispositivo celular, tetemunhar um evento do passado.
  • 10. 32 Viviane Pellizzon Agudo Romão, Marília Matos Gonçalves Unoesc & Ciência - ACET, Joaçaba, v. 4, n. 1, p. 23-34, jan./jun. 2013 Livros aumentados também ganham espaço. Há formatos que permitem as imagens 3D emergirem dos livros; porém, essa tecnologia requer os uso dos óculos. Apesar dessa área estar mais centrada em livros infantis, o uso de RA em textos de ensino superior é uma grande promessa. 3 CONCLUSÃO A RA tem evoluído rapidamente. A sebreposição de informações em um espaço 3D pro- duz uma nova experiência do mundo e essa realidade mista está alimentando uma maior mi- gração da computação a partir do desktop para o dispositivo móvel, trazendo com ele novas expectativas sobre o acesso à informação e às novas oportunidades para a aprendizagem. Os usos mais comuns da RA têm sido na pesquisa, na publicidade, na diversão como jogos eletrônicos e nas informações baseadas na localização e na educação. Assim, novas utilizações parecem surgir quase que diaramente, como ferramentas para a criação de novas aplicações, tornando-se cada vez mais fáceis de usar. Augmented reality: concepts and appliications in design Abstract This paper introduces aspects related to Augmented Realit`s (AR) comprehension. The AR historical, concepts and fundamentals are presented, as well as, its potentialities, forms of display and acting fields. In the following, the use of AR in the designs of products, education, interior and information is highlighted. Keywords: Augmented Reality. Design. Information. REFERÊNCIAS AGÊNCIA DDA. 2012. Disponível em: <http://www.agenciadda.com.br/realidade-aumenta- da-ra>. Acesso em: 25 maio 2012. ARTECTA. 2012. Disponível em: <http://artecta.blogspot.com.br>. Acesso em: 25 maio 2012. AZUMA, R. T. A. Survey of augmented reality. Teleoperators and virtual environments, v. 6, n. 4, p. 355-385, 1997. BRAGA, Marta C. Goulart. Diretrizes para o design de mídias em realidade aumentada: si- tuar a aprendizagem colaborativa on-line. Disponível em: <http://btd.egc.ufsc.br/wp-content/ uploads/2007/02/Marta-Cristina-Goulart-Braga.pdf>. Acesso em: 25 maio 2012. CODECAL DECORAÇÃO E DESIGN. 2012. Disponível em: <http://www.codecaldecoracao. blogspot.com.br>. Acesso em: 25 maio 2012. FAUST, Fernanda Gomes et al. Aplicações e tendências da realidade aumentada no desenvol- vimento de produtos. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE GESTÃO DE DESENVOLVI- MENTO DE PRODUTO, 8., 2011, Porto Alegre. Anais... Porto Alegre, 2011.
  • 11. 33 Realidade aumentada: conceitos e aplicações no design Unoesc & Ciência - ACET, Joaçaba, v. 4, n. 1, p. 23-34, jan./jun. 2013 FERNANDES, Bruno Chagas Alves; SÁNCHEZ, Joaquín Fernández. Realidade aumentada aplicada ao design. Holos, Natal: IFRN, ano 24, v. 1, 2008. Disponível em: <http://www2.ifrn. edu.br/ojs/index.php/HOLOS/article/view/161>. Acesso em: 25 maio 2012. GOSCIOLA, Vicente. Roteiro para as novas mídias. São Paulo: Ed. Senac, 2008. IEEE SPECTRUM. 2012. Disponível em: <http://spectrum.ieee.org/>. Acesso em: 25 maio 2012. JOHNSON, L. et al. The 2011 Horizon Report. Texas: New Media Consortium. Disponível em: <http://wp.nmc.org/horizon2011/>. Acesso em: 26 maio 2012. KIRNER, Cláudio. Usando realidade aumentada em publicidade. Disponível em: <http://www.ckirner.com/download/artigos/RA-Publicidade.html>. Acesso em: 25 maio 2012. KROLL DESIGN. 2012. Disponível em: <http://www.krolldesign.co.il/>. Acesso em: 26 maio 2012. MACKMAGAZINE. 2012. Disponível em: <http://macmagazine.com.br/>. Acesso em: 26 maio 2012. ROCKWELL COLLINS. 2012. Disponível em: <http://www.rockwellcollins.com/>. Acesso em: 25 maio 2012. SANTAELLA, Lúcia. Navegar no ciberespaço: o perfil cognitivo do leitor imersivo. São Paulo: Paulus, 2004. SENSICS. 2012. Disponível em: <http://sensics.com/>. Acesso em: 25 maio 2012. TORI, R.; KIRNER, C.; CISCOUTO, R. A. Fundamentos e tecnologia de realidade virtual e aumentada. Porto Alegre: SBC, 2006. VIMEO. 2012. Disponível em: <http://vimeo.com/>. Acesso em: 25 maio 2012. ZANETE, Nelson Henrique; TAZIMA, Antônio F. M. Multimídia é a mensagem. Porto Ale- gre: Ed. UFRGS, 2006.