Paulo Jorge Sousa Biblioteca  da Faculdade de Engenharia da UP E-mail:  pjsousa@fe.up.pt
SUMÁRIO Objectivos As várias “camadas” da sociedade em rede  O “utilizador” A Informação “social” A ubiquidade das redes O trinómio:  Arquitectura de Informação Usabilidade Experiência de Utilização Uma visão sobre o futuro… Conclusões
Apresentação de algumas noções e exemplos práticos do que é a Arquitectura de Informação, Usabilidade e Experiência de Utilização; Demonstrar como o profissional da informação pode ter um papel activo e fundamental nas equipas de desenvolvimento (I&D) neste âmbito;
As várias “camadas” da sociedade em rede >  O “UTILIZADOR” Todos  somos diferentes  (a aprender, a comunicar, etc.) e  mudamos ao longo do tempo ...
As várias “camadas” da sociedade em rede >  O “UTILIZADOR” Aquando da interacção do utilizador com o website, ocorrem as seguintes ocorrências clássicas: Os modelos mentais relativos a uma interface correspondem a um conjunto de conhecimentos semânticos (conceitos) e de procedimentos que são particulares a cada utilizador;  Os modelos mentais desenvolvidos pelos “gestores do website” e pelos utilizadores diferenciam-se muito; Os modelos mentais desenvolvidos pelos novos utilizadores ou por experientes também se diferenciam muito.  LABIUTIL – Modelos mentais. [em linha]. [s.l.: s.n., s.d.]. http://www.labiutil.inf.ufsc.br.html
As várias “camadas” da sociedade em rede >  O “UTILIZADOR” O crescimento do consumo da Internet  “deve-se, sobretudo, à  transferência do consumo do offline para o online ”, dado comprovado pelo facto de “cerca de 30% da amostra ter referido que passou a consumir rádio e jornais online”.  A Internet foi o único meio que “nos últimos três anos cresceu em utilizadores”, sendo já o segundo “meio mais utilizado em número de horas”, isto apesar de “ainda só recolher 1,5% do investimento publicitário”.  O estudo conclui que “os media precisam de adaptar os seus modelos de negócio às oportunidades que ainda estão por criar na integração dos conteúdos, do e-commerce e da publicidade”. Os Portugueses já dedicam 25% do seu tempo à Internet Estudo sobre Hábitos e Comportamentos dos Portugueses face ao Consumo de Meios, no ano de 2006, realizado pela Media Contacts.
As várias “camadas” da sociedade em rede >  A INFORMAÇÃO “SOCIAL” definição [1] – SILVA, Armando Malheiro da  - A Informação: da compreensão do fenómeno e construção do objecto científico. Porto: Edições Afrontamento, 2006. ISBN: 978-972-36-0859-5 Mentefactos - “ ADN” neurobiológico singular a cada ser humano Contexto informacional / Situação Suportes Digitais e Analógicos “ Modalidades” de comunicação Informação Social fenómeno  info-comunicacional
As várias “camadas” da sociedade em rede >  A INFORMAÇÃO “SOCIAL” A grande quantidade de informação digital disponibilizada na Internet coloca ao utilizador a difícil tarefa de separar o joio do trigo no acesso e uso de informação “útil”. Basicamente, existem duas características da Internet que dificultam o acesso à informação “útil”, específica e relevante:  O volume; Falta de definição semântica precisa, interpretável por programas e sistemas, para a informação disponibilizada nos websites. Information Overload  (excesso de informação)
As várias “camadas” da sociedade em rede >  A INFORMAÇÃO “SOCIAL” Será que conseguimos assimilar toda a informação que precisamos? Síndrome do Excesso de Informação Tensão, irritabilidade e sentimento de abandono causado pelo excesso de informação a que o ser humano está exposto. (Lewis, 1998)
As várias “camadas” da sociedade em rede >  A UBIQUIDADE DAS REDES Informação Social  Protocolos, Software, etc. Informação Social  (canal digital) Hipertexto
As várias “camadas” da sociedade em rede >  A UBIQUIDADE DAS REDES As várias “tipologias” de sistemas de Informação formam redes de informação complexa, de difícil de delimitação, especialmente na Internet. Outros Sistemas de Informação…
A partir de 2004 temos vindo a assistir ao surgimento de um grande conjunto de  ferramentas de colaboração/publicação de informação: Ferramentas de escrita colaborativa (blogues, wikis, Google Document and Spredsheets, etc.); Ferramentas de publicação de vídeos on-line (Youtube, Google Vídeos, Yahoo Vídeos, etc.); Ferramentas de publicação de fotografias online (Flirck, etc.); Ferramentas de social bookmarking (del.icio.us, etc.); Plataformas de ensino (Moodle, Blackbord, etc.); Ferramentas de pesquisa e posicionamento geográfico (Google Maps, etc.) Ambientes de realidade/interacção virtual (Second Life, etc.) As várias “camadas” da sociedade em rede >  A UBIQUIDADE DAS REDES
As várias “camadas” da sociedade em rede >  A UBIQUIDADE DAS REDES O My Web 2.0 do Yahoo é um motor de pesquisa experimental, personalizável, que permite aos utilizadores indexar e comentarem as páginas web, e compartilhá-las com os amigos. A  Amazon incentiva os clientes a contribuir com comentários e recomendações, potenciando uma interacção personalizada entre cliente e fornecedor. Com a tecnologia actual está potenciada a conversação bidireccional, a qual permite um feedback instantâneo ao utilizador. As TIC existem  para melhorar a nossa vida e o trabalho, ou seja, o enfoque da rede não está nos suportes tecnológicos de informação que a suporta, mas sim, nas pessoas/utilizadores da rede e do fenómeno info-comunicacional intrínseco à sua interacção social. Novo rumo da Internet – a personalização
As várias “camadas” da sociedade em rede >  A UBIQUIDADE DAS REDES
As várias “camadas” da sociedade em rede >  A UBIQUIDADE DAS REDES
O TRINÓMIO Utilizador Arquitectura de Informação Usabilidade Experiência de Utilização ?
O TRINÓMIO Ciência da Informação Interacção Pessoa-Computador Design Centrado no Utilizador Estas dois campos dispõem de fundamentos teórico-metodológicos e técnicas próprias para estudar o utilizador (necessidades, comportamentos e as tarefas que desempenham ao interagir com os sistemas, etc.)
A Interacção Pessoa-Computador preocupa-se com o “design, avaliação e implementação de sistemas computacionais para uso humano, assim como o estudo dos fenómenos que  envolvem esta interacção” [Greenberg, 1998]. Um dos aspectos chave para a IPC é que cada utilizador possui um modelo mental ou conceito de interactividade próprio, dependente de factores tão diversos como a cognição, cultura, ambiente socio-económico ou nacionalidade.  No campo da Ciência da Informação, os estudos sobre os utilizadores, as suas necessidades e o uso da informação (comportamento informacional) tiveram início na década de 1940. Ao longo das últimas décadas a abordagem destes estudos evoluiu de uma perspectiva centrada no sistema de informação, para uma abordagem centrada no utilizador.
No campo da Ciência da Informação pretende-se compreender o contexto, a situação e o comportamento do utilizador no seu objectivo de procura de informação – antes, durante e depois da sua interacção com o sistema/website. De certo modo, pode-se dizer que a CI apresenta uma perspectiva mais holística do utilizador, das suas necessidades e características psicossomáticas. Estas duas áreas permitem obter grandes contributos para a área da Arquitectura da Informação, da usabilidade e da experiência de utilização.
A arquitectura da informação é definida por  Louis Rosenfeld e Peter Morville (1) de vários modos, nomeadamente:  a combinação entre esquemas de organização, nomenclaturas e navegação dentro de um sistema de informação;  é o design estrutural de um espaço de informação a fim de facilitar a realização de tarefas (tasks) e o acesso intuitivo à informação;  é a arte e a ciência de estruturar e classificar os websites e intranets com o objectivo de ajudar os utilizadores a encontrar e a gerir a informação;  é uma disciplina emergente e uma comunidade de prática (community of practice), que tenta trazer para o contexto digital os princípios de design e arquitectura. (1)  MORVILLE, Peter; ROSENFELD, Louis  -  Information architecture for the World Wide Web . Beijing [etc]: O'Reilly, cop. 1998. ISBN 1-56592-282-4. O trinómio: >  ARQUITECTURA DE INFORMAÇÃO
Rosenfeld e Morville(1) dividem a arquitectura de informação de um website em quatro áreas distintas, cada qual com regras e aplicações próprias. Sistema de Organização  – Define os conjuntos (blocos) e a categorização de todo o conteúdo informacional; Sistema de Navegação  – Especifica as estruturas de navegação, os caminhos que podem ser percorridos pelos utilizadores no espaço informacional e hipertextual; Sistema de Nomenclatura  – Estabelece as formas de representação, de apresentação da informação definindo os signos para cada elemento de informação; Sistema de Procura – Determina as perguntas que o utilizador pode efectuar e a estrutura das respostas que poderá obter. (1) –  MORVILLE, Peter; ROSENFELD, Louis  -  Information architecture for the World Wide Web . Beijing: O'Reilly, cop. 1998. ISBN 1-56592-282-4. O trinómio: >  ARQUITECTURA DE INFORMAÇÃO
Metodologia do projecto de Arquitectura de Informação de websites de Rosenfeld e Morville  (1). (1) –  MORVILLE, Peter; ROSENFELD, Louis  -  Information architecture for the World Wide Web . Beijing: O'Reilly, cop. 1998. ISBN 1-56592-282-4 O trinómio: >  ARQUITECTURA DE INFORMAÇÃO
Metodologia do projecto de Arquitectura de Informação de websites de SAPIENT (apresentado por Morrogh – 2003) (1) O trinómio: >  ARQUITECTURA DE INFORMAÇÃO (1) MORROGH, E. – Information Architecture: An emerging 21st century profession. New Jersey: Prentice Hall, 2003.
Metodologia do projecto de Arquitectura de Informação de websites de BUSTAMANTE (2004) (1) O trinómio: >  ARQUITECTURA DE INFORMAÇÃO (1) BUSTAMANTE, A. – Arquitectura de Información y usabilidad: nociones básicas para los professionales de la información. 2004.
Distribuição dos blocos de informação do website do SDI O trinómio: >  ARQUITECTURA DE INFORMAÇÃO
Teoria da Facetas de Ranganathan O trinómio: >  ARQUITECTURA DE INFORMAÇÃO
Classificação híbrida: TagSorting Folksonomias + Card Sorting O trinómio: >  ARQUITECTURA DE INFORMAÇÃO
Testes semióticos recorrendo ao  card sorting. - Catálogo da Biblioteca Bases de Dados Bibliográficas Bases de Dados em  Texto Integral - Revistas Científicas - Ebooks Dissertações - Dicionários - Patentes - Dados Estatísticos - Normas  - Legislação Designações a validar: O trinómio: >  ARQUITECTURA DE INFORMAÇÃO
Utilizadores Os utilizadores não conseguem aceder à informação que necessitam Toda a informação do website Docentes Alunos Funcionários Toda a informação do website Os utilizadores acedem à informação certa no momento certo O trinómio: >  ARQUITECTURA DE INFORMAÇÃO
A ISO 9241-11, de 1998, refere que a “usabilidade é a eficiência, eficácia e satisfação com que determinados utilizadores atingem os seus objectivos em ambientes específicos”. Segundo Jakob Nielsen, um dos grandes investigadores da área, a “ usabilidade é um atributo de qualidade que avalia quão fácil uma interface é de usar. A palavra usabilidade refere-se também aos métodos de melhoramento da facilidade de utilização durante o processo de criação ”. O trinómio: >  USABILIDADE
Desenvolver  produtos utilizáveis  (fáceis de aprender, efectivos e que produzam uma experiência agradável). Envolver os utilizadores  durante todo o processo; por vezes o projecto de interacção é chamado:  desenho centrado nos utilizadores . O trinómio: >  USABILIDADE
Exemplos de problemas de usabilidade O trinómio: >  USABILIDADE Principais problemas de usabilidade do website do SDI Dificuldade em agregar uma revista aos recursos da área pessoal; Nunca utilizam as ajudas; A interface do website é pouco ou nada intuitiva; Dificuldade em associar "texto integral" como o link para efectuar o  download  do objecto digital; Banner de topo do website com falta de visibilidade; O ícon de ajuda é pouco visível no Metalib; Dificuldade em voltar à página inicial no decorrer da pesquisa no Metalib; Dificuldade em encontrar a informação sobre a próxima formação; Dificuldade em efectuar o login no Metalib; Pouca visibilidade do botão de pesquisa avançada do Metalib; Dificuldade em distinguir a pesquisa entre Bases de Dados e Periódicos;
A vantagem da estruturação visual O trinómio: >  USABILIDADE Quantos objectos vê? E agora?
Pormenor do wireframe do website do SDI O trinómio: >  USABILIDADE Atalhos rápidos Autenticação Breadcrumb Localização Subáreas do website Versão em inglês Mapa do  website Pesquisa no website
O utilizador poderá ter ou não uma boa experiência ao utilizar determinado website. O estudo dessa experiência de interacção é fundamental para a melhoria contínua do website e a correspondente fidelização dos utilizadores. A User eXperience (UX) é o maior desafio encarado por muitas empresas e organizações sem fins lucrativos. Permite a diferenciação de produtos num mercado cada vez mais competitivo e exige um esforço na criação de experiências para além de criação de produtos e serviços. O trinómio: >  EXPERIÊNCIA DE UTILIZAÇÃO
Metodologia centrada na experiência do utilizador. Sequência de etapas para orientar o processo de desenvolvimento de interfaces. O trinómio: >  EXPERIÊNCIA DE UTILIZAÇÃO Diagrama  “ The Elements of user Experience ” de Jesse James Garrett
Equipas multidisciplinares. Arquitecto de Informação Programador Engenheiro de requisitos Designer Psicólogo Engenheiro em Usabilidade Especialista em Marketing Profissional da Informação
Levantamento  de Requisitos: - Arquitectura de Informação - Usabilidade - Experiência de Utilização Organização  e estruturação Documentação: - Wireframes Modelos Fluxogramas etc. Acompanhamento  da implementação
UMA VISÃO SOBRE O FUTURO… Porque não estudar o comportamento informacional e de interacção dos utilizadores no Second Life? Porque não criar uma biblioteca no Second Life (experiência) e melhorar a arquitectura de Informação, Usabilidade e Experiência de Utilização a partir dos utilizadores existentes neste contexto?  Utopia..?? Ou uma possibilidade a explorar?
Seja qual for o sistema de informação (Biblioteca, Arquivo, Centro de Documentação, Empresa, etc.), actualmente, é fundamental que estas actuem neste domínio. Além de disponibilizar grandes volumes de informação a partir do website, é necessário que os utilizadores consigam ter uma boa experiência no acesso e uso da informação. Os profissionais da informação podem e devem ter um papel decisivo nas equipas de desenvolvimentos dos websites, quer ao nível da elicitação de requisitos (recolha de dados a partir da investigação qualitativa) quer emanados de conhecimentos no domínio da lógica, linguística, da metodologia da investigação, etc. CONCLUSÕES
EPIC Envolving Personalized Information Construct Robin Sloan  Museum of Media History

A usabilidade na Sociedade em Rede

  • 1.
    Paulo Jorge SousaBiblioteca da Faculdade de Engenharia da UP E-mail: pjsousa@fe.up.pt
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    SUMÁRIO Objectivos Asvárias “camadas” da sociedade em rede O “utilizador” A Informação “social” A ubiquidade das redes O trinómio: Arquitectura de Informação Usabilidade Experiência de Utilização Uma visão sobre o futuro… Conclusões
  • 3.
    Apresentação de algumasnoções e exemplos práticos do que é a Arquitectura de Informação, Usabilidade e Experiência de Utilização; Demonstrar como o profissional da informação pode ter um papel activo e fundamental nas equipas de desenvolvimento (I&D) neste âmbito;
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    As várias “camadas”da sociedade em rede > O “UTILIZADOR” Todos somos diferentes (a aprender, a comunicar, etc.) e mudamos ao longo do tempo ...
  • 5.
    As várias “camadas”da sociedade em rede > O “UTILIZADOR” Aquando da interacção do utilizador com o website, ocorrem as seguintes ocorrências clássicas: Os modelos mentais relativos a uma interface correspondem a um conjunto de conhecimentos semânticos (conceitos) e de procedimentos que são particulares a cada utilizador; Os modelos mentais desenvolvidos pelos “gestores do website” e pelos utilizadores diferenciam-se muito; Os modelos mentais desenvolvidos pelos novos utilizadores ou por experientes também se diferenciam muito. LABIUTIL – Modelos mentais. [em linha]. [s.l.: s.n., s.d.]. http://www.labiutil.inf.ufsc.br.html
  • 6.
    As várias “camadas”da sociedade em rede > O “UTILIZADOR” O crescimento do consumo da Internet “deve-se, sobretudo, à transferência do consumo do offline para o online ”, dado comprovado pelo facto de “cerca de 30% da amostra ter referido que passou a consumir rádio e jornais online”. A Internet foi o único meio que “nos últimos três anos cresceu em utilizadores”, sendo já o segundo “meio mais utilizado em número de horas”, isto apesar de “ainda só recolher 1,5% do investimento publicitário”. O estudo conclui que “os media precisam de adaptar os seus modelos de negócio às oportunidades que ainda estão por criar na integração dos conteúdos, do e-commerce e da publicidade”. Os Portugueses já dedicam 25% do seu tempo à Internet Estudo sobre Hábitos e Comportamentos dos Portugueses face ao Consumo de Meios, no ano de 2006, realizado pela Media Contacts.
  • 7.
    As várias “camadas”da sociedade em rede > A INFORMAÇÃO “SOCIAL” definição [1] – SILVA, Armando Malheiro da - A Informação: da compreensão do fenómeno e construção do objecto científico. Porto: Edições Afrontamento, 2006. ISBN: 978-972-36-0859-5 Mentefactos - “ ADN” neurobiológico singular a cada ser humano Contexto informacional / Situação Suportes Digitais e Analógicos “ Modalidades” de comunicação Informação Social fenómeno info-comunicacional
  • 8.
    As várias “camadas”da sociedade em rede > A INFORMAÇÃO “SOCIAL” A grande quantidade de informação digital disponibilizada na Internet coloca ao utilizador a difícil tarefa de separar o joio do trigo no acesso e uso de informação “útil”. Basicamente, existem duas características da Internet que dificultam o acesso à informação “útil”, específica e relevante: O volume; Falta de definição semântica precisa, interpretável por programas e sistemas, para a informação disponibilizada nos websites. Information Overload (excesso de informação)
  • 9.
    As várias “camadas”da sociedade em rede > A INFORMAÇÃO “SOCIAL” Será que conseguimos assimilar toda a informação que precisamos? Síndrome do Excesso de Informação Tensão, irritabilidade e sentimento de abandono causado pelo excesso de informação a que o ser humano está exposto. (Lewis, 1998)
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    As várias “camadas”da sociedade em rede > A UBIQUIDADE DAS REDES Informação Social Protocolos, Software, etc. Informação Social (canal digital) Hipertexto
  • 11.
    As várias “camadas”da sociedade em rede > A UBIQUIDADE DAS REDES As várias “tipologias” de sistemas de Informação formam redes de informação complexa, de difícil de delimitação, especialmente na Internet. Outros Sistemas de Informação…
  • 12.
    A partir de2004 temos vindo a assistir ao surgimento de um grande conjunto de ferramentas de colaboração/publicação de informação: Ferramentas de escrita colaborativa (blogues, wikis, Google Document and Spredsheets, etc.); Ferramentas de publicação de vídeos on-line (Youtube, Google Vídeos, Yahoo Vídeos, etc.); Ferramentas de publicação de fotografias online (Flirck, etc.); Ferramentas de social bookmarking (del.icio.us, etc.); Plataformas de ensino (Moodle, Blackbord, etc.); Ferramentas de pesquisa e posicionamento geográfico (Google Maps, etc.) Ambientes de realidade/interacção virtual (Second Life, etc.) As várias “camadas” da sociedade em rede > A UBIQUIDADE DAS REDES
  • 13.
    As várias “camadas”da sociedade em rede > A UBIQUIDADE DAS REDES O My Web 2.0 do Yahoo é um motor de pesquisa experimental, personalizável, que permite aos utilizadores indexar e comentarem as páginas web, e compartilhá-las com os amigos. A Amazon incentiva os clientes a contribuir com comentários e recomendações, potenciando uma interacção personalizada entre cliente e fornecedor. Com a tecnologia actual está potenciada a conversação bidireccional, a qual permite um feedback instantâneo ao utilizador. As TIC existem para melhorar a nossa vida e o trabalho, ou seja, o enfoque da rede não está nos suportes tecnológicos de informação que a suporta, mas sim, nas pessoas/utilizadores da rede e do fenómeno info-comunicacional intrínseco à sua interacção social. Novo rumo da Internet – a personalização
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    As várias “camadas”da sociedade em rede > A UBIQUIDADE DAS REDES
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    As várias “camadas”da sociedade em rede > A UBIQUIDADE DAS REDES
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    O TRINÓMIO UtilizadorArquitectura de Informação Usabilidade Experiência de Utilização ?
  • 17.
    O TRINÓMIO Ciênciada Informação Interacção Pessoa-Computador Design Centrado no Utilizador Estas dois campos dispõem de fundamentos teórico-metodológicos e técnicas próprias para estudar o utilizador (necessidades, comportamentos e as tarefas que desempenham ao interagir com os sistemas, etc.)
  • 18.
    A Interacção Pessoa-Computadorpreocupa-se com o “design, avaliação e implementação de sistemas computacionais para uso humano, assim como o estudo dos fenómenos que  envolvem esta interacção” [Greenberg, 1998]. Um dos aspectos chave para a IPC é que cada utilizador possui um modelo mental ou conceito de interactividade próprio, dependente de factores tão diversos como a cognição, cultura, ambiente socio-económico ou nacionalidade. No campo da Ciência da Informação, os estudos sobre os utilizadores, as suas necessidades e o uso da informação (comportamento informacional) tiveram início na década de 1940. Ao longo das últimas décadas a abordagem destes estudos evoluiu de uma perspectiva centrada no sistema de informação, para uma abordagem centrada no utilizador.
  • 19.
    No campo daCiência da Informação pretende-se compreender o contexto, a situação e o comportamento do utilizador no seu objectivo de procura de informação – antes, durante e depois da sua interacção com o sistema/website. De certo modo, pode-se dizer que a CI apresenta uma perspectiva mais holística do utilizador, das suas necessidades e características psicossomáticas. Estas duas áreas permitem obter grandes contributos para a área da Arquitectura da Informação, da usabilidade e da experiência de utilização.
  • 20.
    A arquitectura dainformação é definida por Louis Rosenfeld e Peter Morville (1) de vários modos, nomeadamente: a combinação entre esquemas de organização, nomenclaturas e navegação dentro de um sistema de informação; é o design estrutural de um espaço de informação a fim de facilitar a realização de tarefas (tasks) e o acesso intuitivo à informação; é a arte e a ciência de estruturar e classificar os websites e intranets com o objectivo de ajudar os utilizadores a encontrar e a gerir a informação; é uma disciplina emergente e uma comunidade de prática (community of practice), que tenta trazer para o contexto digital os princípios de design e arquitectura. (1) MORVILLE, Peter; ROSENFELD, Louis  -  Information architecture for the World Wide Web . Beijing [etc]: O'Reilly, cop. 1998. ISBN 1-56592-282-4. O trinómio: > ARQUITECTURA DE INFORMAÇÃO
  • 21.
    Rosenfeld e Morville(1)dividem a arquitectura de informação de um website em quatro áreas distintas, cada qual com regras e aplicações próprias. Sistema de Organização – Define os conjuntos (blocos) e a categorização de todo o conteúdo informacional; Sistema de Navegação – Especifica as estruturas de navegação, os caminhos que podem ser percorridos pelos utilizadores no espaço informacional e hipertextual; Sistema de Nomenclatura – Estabelece as formas de representação, de apresentação da informação definindo os signos para cada elemento de informação; Sistema de Procura – Determina as perguntas que o utilizador pode efectuar e a estrutura das respostas que poderá obter. (1) – MORVILLE, Peter; ROSENFELD, Louis  -  Information architecture for the World Wide Web . Beijing: O'Reilly, cop. 1998. ISBN 1-56592-282-4. O trinómio: > ARQUITECTURA DE INFORMAÇÃO
  • 22.
    Metodologia do projectode Arquitectura de Informação de websites de Rosenfeld e Morville (1). (1) – MORVILLE, Peter; ROSENFELD, Louis  -  Information architecture for the World Wide Web . Beijing: O'Reilly, cop. 1998. ISBN 1-56592-282-4 O trinómio: > ARQUITECTURA DE INFORMAÇÃO
  • 23.
    Metodologia do projectode Arquitectura de Informação de websites de SAPIENT (apresentado por Morrogh – 2003) (1) O trinómio: > ARQUITECTURA DE INFORMAÇÃO (1) MORROGH, E. – Information Architecture: An emerging 21st century profession. New Jersey: Prentice Hall, 2003.
  • 24.
    Metodologia do projectode Arquitectura de Informação de websites de BUSTAMANTE (2004) (1) O trinómio: > ARQUITECTURA DE INFORMAÇÃO (1) BUSTAMANTE, A. – Arquitectura de Información y usabilidad: nociones básicas para los professionales de la información. 2004.
  • 25.
    Distribuição dos blocosde informação do website do SDI O trinómio: > ARQUITECTURA DE INFORMAÇÃO
  • 26.
    Teoria da Facetasde Ranganathan O trinómio: > ARQUITECTURA DE INFORMAÇÃO
  • 27.
    Classificação híbrida: TagSortingFolksonomias + Card Sorting O trinómio: > ARQUITECTURA DE INFORMAÇÃO
  • 28.
    Testes semióticos recorrendoao card sorting. - Catálogo da Biblioteca Bases de Dados Bibliográficas Bases de Dados em Texto Integral - Revistas Científicas - Ebooks Dissertações - Dicionários - Patentes - Dados Estatísticos - Normas - Legislação Designações a validar: O trinómio: > ARQUITECTURA DE INFORMAÇÃO
  • 29.
    Utilizadores Os utilizadoresnão conseguem aceder à informação que necessitam Toda a informação do website Docentes Alunos Funcionários Toda a informação do website Os utilizadores acedem à informação certa no momento certo O trinómio: > ARQUITECTURA DE INFORMAÇÃO
  • 30.
    A ISO 9241-11,de 1998, refere que a “usabilidade é a eficiência, eficácia e satisfação com que determinados utilizadores atingem os seus objectivos em ambientes específicos”. Segundo Jakob Nielsen, um dos grandes investigadores da área, a “ usabilidade é um atributo de qualidade que avalia quão fácil uma interface é de usar. A palavra usabilidade refere-se também aos métodos de melhoramento da facilidade de utilização durante o processo de criação ”. O trinómio: > USABILIDADE
  • 31.
    Desenvolver produtosutilizáveis (fáceis de aprender, efectivos e que produzam uma experiência agradável). Envolver os utilizadores durante todo o processo; por vezes o projecto de interacção é chamado: desenho centrado nos utilizadores . O trinómio: > USABILIDADE
  • 32.
    Exemplos de problemasde usabilidade O trinómio: > USABILIDADE Principais problemas de usabilidade do website do SDI Dificuldade em agregar uma revista aos recursos da área pessoal; Nunca utilizam as ajudas; A interface do website é pouco ou nada intuitiva; Dificuldade em associar "texto integral" como o link para efectuar o download do objecto digital; Banner de topo do website com falta de visibilidade; O ícon de ajuda é pouco visível no Metalib; Dificuldade em voltar à página inicial no decorrer da pesquisa no Metalib; Dificuldade em encontrar a informação sobre a próxima formação; Dificuldade em efectuar o login no Metalib; Pouca visibilidade do botão de pesquisa avançada do Metalib; Dificuldade em distinguir a pesquisa entre Bases de Dados e Periódicos;
  • 33.
    A vantagem daestruturação visual O trinómio: > USABILIDADE Quantos objectos vê? E agora?
  • 34.
    Pormenor do wireframedo website do SDI O trinómio: > USABILIDADE Atalhos rápidos Autenticação Breadcrumb Localização Subáreas do website Versão em inglês Mapa do website Pesquisa no website
  • 35.
    O utilizador poderáter ou não uma boa experiência ao utilizar determinado website. O estudo dessa experiência de interacção é fundamental para a melhoria contínua do website e a correspondente fidelização dos utilizadores. A User eXperience (UX) é o maior desafio encarado por muitas empresas e organizações sem fins lucrativos. Permite a diferenciação de produtos num mercado cada vez mais competitivo e exige um esforço na criação de experiências para além de criação de produtos e serviços. O trinómio: > EXPERIÊNCIA DE UTILIZAÇÃO
  • 36.
    Metodologia centrada naexperiência do utilizador. Sequência de etapas para orientar o processo de desenvolvimento de interfaces. O trinómio: > EXPERIÊNCIA DE UTILIZAÇÃO Diagrama “ The Elements of user Experience ” de Jesse James Garrett
  • 37.
    Equipas multidisciplinares. Arquitectode Informação Programador Engenheiro de requisitos Designer Psicólogo Engenheiro em Usabilidade Especialista em Marketing Profissional da Informação
  • 38.
    Levantamento deRequisitos: - Arquitectura de Informação - Usabilidade - Experiência de Utilização Organização e estruturação Documentação: - Wireframes Modelos Fluxogramas etc. Acompanhamento da implementação
  • 39.
    UMA VISÃO SOBREO FUTURO… Porque não estudar o comportamento informacional e de interacção dos utilizadores no Second Life? Porque não criar uma biblioteca no Second Life (experiência) e melhorar a arquitectura de Informação, Usabilidade e Experiência de Utilização a partir dos utilizadores existentes neste contexto? Utopia..?? Ou uma possibilidade a explorar?
  • 40.
    Seja qual foro sistema de informação (Biblioteca, Arquivo, Centro de Documentação, Empresa, etc.), actualmente, é fundamental que estas actuem neste domínio. Além de disponibilizar grandes volumes de informação a partir do website, é necessário que os utilizadores consigam ter uma boa experiência no acesso e uso da informação. Os profissionais da informação podem e devem ter um papel decisivo nas equipas de desenvolvimentos dos websites, quer ao nível da elicitação de requisitos (recolha de dados a partir da investigação qualitativa) quer emanados de conhecimentos no domínio da lógica, linguística, da metodologia da investigação, etc. CONCLUSÕES
  • 41.
    EPIC Envolving PersonalizedInformation Construct Robin Sloan Museum of Media History