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TÓPICOS INTERDISCIPLINARES
AULA 3
SEMANA 3
Profa. Dra. Edna Raquel Hogemann
TEMAS TRANSVERSAIS
ARTE, CULTURA E FILOSOFIA
TEMAS TRANSVERSAIS
ARTE, CULTURA E FILOSOFIA
 Refletir de forma argumentativa os
temas relacionados ao componente de
Formação Geral, ligados aos temas arte,
cultura e filosofia, considerando a sua
formação como um profissional ético,
competente e comprometido com a
sociedade em que vive; e que, evidencie
a sua compreensão de temas que
transcendam ao seu ambiente próprio de
formação e importantes para a realidade
contemporânea.
OBJETIVOS DO NOSSO
ENCONTRO
4
Por que é preciso entender um pouco de
arte, cultura e filosofia?
5
CULTURA
• É toda forma de intervenção humana na
natureza.
• Transmitida de geração a geração, nas
diferentes sociedades;
• Criação exclusiva dos seres humanos;
• Múltipla e variável, no tempo e no espaço,
de sociedade para sociedade.
CULTURA
A cultura se desenvolveu da
possibilidade da
comunicação oral e de
fabricação de instrumentos,
capazes de tornar mais
eficiente o aparato biológico
humano. Então, que tudo o
que o homem faz, aprendeu
com os seus semelhantes e
não decorre de imposições
originadas fora da cultura.
A cultura é coisa nossa!
O conceito de cultura e o conceito de
humanidade
• Uma vez parte da estrutura humana, a cultura define a vida,
e o faz não através das pressões de ordem material, mas de
acordo com um sistema simbólico definido, que nunca é o
único possível.
6
Dancers and Flutists
A cultura, portanto, constitui
a utilidade, serve de lente
através da qual o homem vê
o mundo e interfere na
satisfação das
necessidades fisiológicas
básicas.
Embora nenhum indivíduo
conheça totalmente o seu
sistema cultural, é
necessário ter um
conhecimento mínimo para
operar dentro do mesmo.
Diversidade_cultural.jpg
Vale a pena saber não só para o Enade:
• Diversidade cultural -são as diferenças culturais
entre as pessoas, como a linguagem, vestimenta e
tradições, bem como a forma como sociedades
organizam-se, a sua concepção da moral e da religião, a
forma como eles interagem com o ambiente, etc.
• Negar a diversidade cultural humana (como se uma só
cor fosse preferível ao arco-íris) foi o que levou, entre
outros, aos crimes, massacres e extermínios que a
conjugação dessa atitude ilegítima, com ambições
econômicas, provocou ao longo da História.
Relativismo cultural
• É uma ideologia político-social
que defende a validade e a
riqueza de qualquer sistema
cultural e nega qualquer
valorização moral e ética dos
mesmos por elementos externos
a estes sistemas.
• Defende que o bem e o mal são
relativos a cada cultura.
Universalismo ou relativismo
cultural?
• Os universalistas
argumentam que é possível
identificar traços comuns em
qualquer sociedade, como,
por exemplo, a valorização da
dignidade da pessoa humana
e a proteção contra opressão
ou arbítrio. Nessa esteira,
afirma-se a idéia de um
núcleo mínimo de direitos os
quais merecem a salvaguarda
em nível global.
• Contra a crítica da imposição da cultura
ocidental aos demais povos, como
expressão imperialista, os universalistas
reagem à postura relativista afirmando
que vários Estados promovem graves e
generalizadas violações aos direitos
humanos, sob a justificativa da
manutenção da identidade cultural.
UM NOVO PARADIGMA: O
MULTICULTURALISMO
Para Boaventura de Sousa Santos, em ambas as
concepções (universalistas e relativistas) o conceito de
dignidade humana está incompleto, uma vez que a noção
esta atrelada a cada uma das pré-compreensões culturais.
Assim, torna-se impossível estender à universalidade,
noções de direitos humanos sem considerar a diversidade
conceitual oriunda da multiplicidade cultural existente.
É preciso criar um novo paradigma comunicativo que
propicie uma mediação e conciliação dos valores de cada
cultura. Nos dizeres do autor: um diálogo intercultural.
ARTE
• Desde que o mundo é mundo o ser humano
constrói seus próprios objetos, suas coisas.
pintura+rupestre-animais.jpg
• A arte é uma forma criativa de como a humanidade
expressa suas emoções, sua história e sua cultura
através de alguns valores estéticos, como beleza,
harmonia, equilíbrio. A arte pode ser representada
através de várias formas, em especial na música, na
escultura, na pintura, no cinema, na dança, entre tantas
outras.
Arte rupestre
Em algum momento já sentimos o
efeito de uma obra de arte sobre nós,
que pode ser:
Admiração.
Estranheza.
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Van_Gogh2.jpg
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(1875), é uma das mais
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francês impressionista
Claude Monet.
O que mais nos encanta
neste quadro não são as
jovens retratadas, mas o
modo sutil pelo qual a luz e
a brisa conservam-se na
tela como que para sempre
aos nossos olhos.
A arte também manifesta
fatos, acontecimentos,
expressa ideias e, nesse
sentido, possui também a
função formativa, ou seja,
educativa.
O livro OS SERTÕES, escrito
por Euclides da Cunha,
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de Canudos, uma revolta
ocorrida no interior da
Bahia, entre 1896 e 1897,
liderada por Antonio
Conselheiro.
• VAMOS FAZER UMA RÁPIDA VIAGEM
ATRAVÉS DA HISTÓRIA DA ARTE
ARTE PRÉ-HISTÓRICA
http://www.historiadaarte.com.br/linha/prehistoria.html#
IDADE ANTIGA
ARTE EGÍPCIA
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ARTE GREGA
ARTE ROMANA
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ARTE ISLÂMICA
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IDADE MÉDIA
ARTE ROMÂNICA
Em 476, com a tomada de Roma pelos povos bárbaros,
começa o período histórico conhecido por Idade Média.
Na Idade Média, com o Cristianismo a arte se voltou para a
valorização do espírito. Os valores da religião cristã vão
impregnar todos os aspectos da vida medieval. A visão de
mundo dominada pela figura de Deus proposto pelo
cristianismo é chamada de teocentrismo (teos = Deus).
Deus é o centro do universo e a medida de todas as coisas.
A igreja como representante de Deus na Terra, tinha
poderes ilimitados.
professor-josimar.blogspot.com
ARTE GÓTICA
A arquitetura expressa a grandiosidade, a crença na
existência de um Deus que vive num plano superior; tudo se
volta para o alto, projetando-se na direção do céu, como se
vê nas pontas agulhadas das torres de algumas igrejas
góticas.
A rosácea é um elemento arquitetônico muito característico
do estilo gótico e está presente em quase todas as igrejas
construídas entre os séculos XII e XIV.
Outros elementos característicos da arquitetura gótica são
os arcos góticos ou ogivais e os vitrais coloridíssimos que
filtram a luminosidade para o interior da igreja.
As catedrais góticas mais conhecidas são: Catedral de Notre
Dame de Paris e a Catedral de Notre Dame de Chartres.
Catedral Notre Dame de
Chartres
Catedral Duomo - Milão
IDADE
MODERNA
RENASCIMENTO
O termo Renascimento é comumente aplicado à civilização européia que se
desenvolveu entre 1300 e 1650. Além de reviver a antiga cultura greco-romana,
ocorreram nesse período muitos progressos e incontáveis realizações no campo das
artes, da literatura e das ciências, que superaram a herança clássica. O ideal do
humanismo foi sem dúvida o móvel desse progresso e tornou-se o próprio espírito
do Renascimento. Trata-se de uma volta deliberada, que propunha a ressurreição
consciente (o re-nascimento) do passado, considerado agora como fonte de
inspiração e modelo de civilização. Num sentido amplo, esse ideal pode ser
entendido como a valorização do Iníciom (Humanismo) e da natureza, em oposição
ao divino e ao sobrenatural, conceitos que haviam impregnado a cultura da Idade
Média.
Características gerais:
• Racionalidade
• Dignidade do Ser Humano
• Rigor Científico
• Ideal Humanista
• Reutilização das artes greco-romana
mises.org.br
melzamelo.blogspot.com
BARROCO
A arte barroca originou-se na Itália (séc. XVII) mas não
tardou a irradiar-se por outros países da Europa e a
chegar também ao continente americano, trazida pelos
colonizadores portugueses e espanhóis. As obras
barrocas romperam o equilíbrio entre o sentimento e a
razão ou entre a arte e a ciência, que os artistas
renascentistas procuram realizar de forma muito
consciente; na arte barroca predominam as emoções e
não o racionalismo da arte renascentista. É uma época
de conflitos espirituais e religiosos. O estilo barroco
traduz a tentativa angustiante de conciliar forças
antagônicas: bem e mal; Deus e Diabo; céu e terra;
pureza e pecado; alegria e tristeza; paganismo e
cristianismo; espírito e matéria.
adrianavivarte.blogspot.com
IDADE
CONTEMPORÂNEA
NEOCLASSICISMORetorno ao passado, pela imitação dos modelos antigos greco-latinos
vivercidades.org.br
thaa2.wordpress.com
ROMANTISMO
O século XIX foi agitado por fortes mudanças sociais, políticas e culturais
causadas por acontecimentos do final do século XVIII que foram a Revolução
Industrial que gerou novos inventos com o objetivo de solucionar os problemas
técnicos decorrentes do aumento de produção, provocando a divisão do trabalho
e o início da especialização da mão-de-obra, e pela Revolução Francesa que
lutava por uma sociedade mais harmônica, em que os direitos individuais fossem
respeitados, traduziu-se essa expectativa na Declaração dos Direitos do Iníciom e
do Cidadão. Do mesmo modo, a atividade artística tornou-se complexa.
Os artistas românticos procuraram se libertar das convenções acadêmicas em
favor da livre expressão da personalidade do artista.
Características gerais:
• a valorização dos sentimentos e da imaginação;
• o nacionalismo;
• a valorização da natureza como princípios da criação artística; e
• os sentimentos do presente tais como: Liberdade, Igualdade e Fraternidade.
2anoemotiva.blogspot.com movimentoeartnouveau.blogspot.com
• A canção do africano
Lá na úmida senzala,
Sentado na estreita sala,
Junto ao braseiro, no chão,
Entoa o escravo o seu canto,
E ao cantar correm-lhe em pranto
Saudades do seu torrão ...
De um lado, uma negra escrava
Os olhos no filho crava,
Que tem no colo a embalar...
E à meia voz lá responde
Ao canto, e o filhinho esconde,
Talvez pra não o escutar!
"Minha terra é lá bem longe,
Das bandas de onde o sol vem;
Esta terra é mais bonita,
Mas à outra eu quero bem!
"0 sol faz lá tudo em fogo,
Faz em brasa toda a areia;
Ninguém sabe como é belo
Ver de tarde a papa-ceia!
Aquelas terras tão grandes,
Tão compridas como o mar,
Com suas poucas palmeiras
Dão vontade de pensar ...
"Lá todos vivem felizes,
Todos dançam no terreiro;
A gente lá não se vende
Como aqui, só por dinheiro".
O escravo calou a fala,
Porque na úmida sala
O fogo estava a apagar;
E a escrava acabou seu canto,
Pra não acordar com o pranto
O seu filhinho a sonhar!
.......................
O escravo então foi deitar-se,
Pois tinha de levantar-se
Bem antes do sol nascer,
E se tardasse, coitado,
Teria de ser surrado,
Pois bastava escravo ser.
E a cativa desgraçada
Deita seu filho, calada,
E põe-se triste a beijá-lo,
Talvez temendo que o dono
Não viesse, em meio do sono,
De seus braços arrancá-lo!
A Canção do Africano – Castro Alves
REALISMO
Entre 1850 e 1900 surge nas artes européias, sobretudo na
pintura francesa, uma nova tendência estética chamada
Realismo, que se desenvolveu ao lado da crescente
industrialização das sociedades. O Iníciom europeu, que tinha
aprendido a utilizar o conhecimento científico e a técnica para
interpretar e dominar a natureza, convenceu-se de que
precisava ser realista, inclusive em suas criações artísticas,
deixando de lado as visões subjetivas e emotivas da
realidade.
São características gerais:
• o cientificismo
• a valorização do objeto
• o sóbrio e o minucioso
• a expressão da realidade e dos aspectos descritivos
Gustave Coubert. Moças á margem do Sena.
IMPRESSIONISMO
Principais características da pintura:
• A pintura deve registrar as tonalidades que os objetos adquirem ao refletir a luz
solar num determinado momento, pois as cores da natureza se modificam
constantemente, dependendo da incidência da luz do sol.
• As figuras não devem ter contornos nítidos, pois a linha é uma abstração do
ser humano para representar imagens.
• As sombras devem ser luminosas e coloridas, tal como é a impressão visual
que nos causam, e não escuras ou pretas, como os pintores costumavam
representá-las no passado.
• Os contrastes de luz e sombra devem ser obtidos de acordo com a lei das
cores complementares. Assim, um amarelo próximo a um violeta produz uma
impressão de luz e de sombra muito mais real do que o claro-escuro tão
valorizado pelos pintores barrocos.
• As cores e tonalidades não devem ser obtidas pela mistura das tintas na paleta
do pintor. Pelo contrário, devem ser puras e dissociadas nos quadros em
pequenas pinceladas. É o observador que, ao admirar a pintura, combina as
várias cores, obtendo o resultado final. A mistura deixa, portanto, de ser técnica
para se óptica.
Claude Monet in:
aterramediadeclaudia.blogspot.com
raqueltaraborelli.com
EXPRESSIONISMO
O Expressionismo é a arte do instinto, trata-se de uma pintura dramática,
subjetiva, “expressando” sentimentos humanos. Utilizando cores irreais,
dá forma plástica ao amor, ao ciúme, ao medo, à solidão, à miséria
humana, à prostituição. Deforma-se a figura, para ressaltar o sentimento.
Predominância dos valores emocionais sobre os intelectuais. Corrente
artística concentrada especialmente na Alemanha entre 1905 e 1930.
Principais características:
• pesquisa no domínio psicológico;
• cores resplandecentes, vibrantes, fundidas ou separadas;
• dinamismo improvisado, abrupto, inesperado;
• pasta grossa, martelada, áspera;
• técnica violenta: o pincel ou espátula vai e vem, fazendo e refazendo,
empastando ou provocando explosões;
• preferência pelo patético, trágico e sombrio
artecomocultura.blogspot.com Van Gogh
Munch. O grito
CUBISMO
Historicamente o Cubismo originou-se na obra de
Cézanne, pois para ele a pintura deveria tratar as formas
da natureza como se fossem cones, esferas e cilindros.
Para Cézanne, a pintura não podia desvincular-se da
natureza, tampouco copiava a natureza; de fato, a
transformava. Ele dizia: “Mudo a água em vinho, o mundo
em pintura”. E era verdade. Em suas telas, a árvore da
paisagem ou a fruta da natureza morte não eram a árvore
e a fruta que conhecemos – eram pintura. Preservavam-
se as referências exteriores que as identificavam como
árvore ou fruta, adquiriam outra substância: eram seres do
mundo pictórico e não do mundo natural. Por isso, é
correto dizer que Cézanne pintava numa zona limite, na
fronteira da natureza e da arte.
Cèsane em: portalsaofrancisco.com.br
Pablo Picasso em: kersaber.com
• A Filosofia possui data e local de
nascimento: final do séc. VII e início do
séc VI a.C. nas colônias gregas da Ásia
menor na cidade de Mileto – o primeiro
filósofo foi Tales de Mileto.
• Surge pela necessidade de um outro tipo
de explicação para a ordem do mundo –
explicação racional.
Filosofia
• Explicação racional: coerente, justificada,
por argumentos (lógicos e não
contraditórios) – formando
PENSAMENTOS, IDÉIAS E
CONCEITOS.
• Atividade filosófica ou Proposta da
filosofia: formação do Pensamento –
crítico, justificado, sistemático.
Como? QUESTIONANDO.
Razões para filosofar
Luiz Sayão elenca três razões que dão
importância ao ato de filosofar:
1.detectarmos o nosso próprio sistema de
valores;
2.adquirimos capacidade crítica para filtrar o
que nos é apresentado;
3.entendermos nossa época, as tendências
da sociedade e interpretar o mundo.
Por hoje é só.
A partir dos conceitos que trabalhamos
procure resolver algumas questões das
provas do ENADE.
Até o próximo encontro!

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Arte, cultura e filosofia

  • 1. TÓPICOS INTERDISCIPLINARES AULA 3 SEMANA 3 Profa. Dra. Edna Raquel Hogemann
  • 2. TEMAS TRANSVERSAIS ARTE, CULTURA E FILOSOFIA TEMAS TRANSVERSAIS ARTE, CULTURA E FILOSOFIA
  • 3.  Refletir de forma argumentativa os temas relacionados ao componente de Formação Geral, ligados aos temas arte, cultura e filosofia, considerando a sua formação como um profissional ético, competente e comprometido com a sociedade em que vive; e que, evidencie a sua compreensão de temas que transcendam ao seu ambiente próprio de formação e importantes para a realidade contemporânea. OBJETIVOS DO NOSSO ENCONTRO 4
  • 4. Por que é preciso entender um pouco de arte, cultura e filosofia? 5
  • 5. CULTURA • É toda forma de intervenção humana na natureza. • Transmitida de geração a geração, nas diferentes sociedades; • Criação exclusiva dos seres humanos; • Múltipla e variável, no tempo e no espaço, de sociedade para sociedade.
  • 6. CULTURA A cultura se desenvolveu da possibilidade da comunicação oral e de fabricação de instrumentos, capazes de tornar mais eficiente o aparato biológico humano. Então, que tudo o que o homem faz, aprendeu com os seus semelhantes e não decorre de imposições originadas fora da cultura. A cultura é coisa nossa!
  • 7. O conceito de cultura e o conceito de humanidade • Uma vez parte da estrutura humana, a cultura define a vida, e o faz não através das pressões de ordem material, mas de acordo com um sistema simbólico definido, que nunca é o único possível. 6 Dancers and Flutists
  • 8. A cultura, portanto, constitui a utilidade, serve de lente através da qual o homem vê o mundo e interfere na satisfação das necessidades fisiológicas básicas. Embora nenhum indivíduo conheça totalmente o seu sistema cultural, é necessário ter um conhecimento mínimo para operar dentro do mesmo. Diversidade_cultural.jpg
  • 9. Vale a pena saber não só para o Enade: • Diversidade cultural -são as diferenças culturais entre as pessoas, como a linguagem, vestimenta e tradições, bem como a forma como sociedades organizam-se, a sua concepção da moral e da religião, a forma como eles interagem com o ambiente, etc. • Negar a diversidade cultural humana (como se uma só cor fosse preferível ao arco-íris) foi o que levou, entre outros, aos crimes, massacres e extermínios que a conjugação dessa atitude ilegítima, com ambições econômicas, provocou ao longo da História.
  • 10. Relativismo cultural • É uma ideologia político-social que defende a validade e a riqueza de qualquer sistema cultural e nega qualquer valorização moral e ética dos mesmos por elementos externos a estes sistemas. • Defende que o bem e o mal são relativos a cada cultura.
  • 11. Universalismo ou relativismo cultural? • Os universalistas argumentam que é possível identificar traços comuns em qualquer sociedade, como, por exemplo, a valorização da dignidade da pessoa humana e a proteção contra opressão ou arbítrio. Nessa esteira, afirma-se a idéia de um núcleo mínimo de direitos os quais merecem a salvaguarda em nível global.
  • 12. • Contra a crítica da imposição da cultura ocidental aos demais povos, como expressão imperialista, os universalistas reagem à postura relativista afirmando que vários Estados promovem graves e generalizadas violações aos direitos humanos, sob a justificativa da manutenção da identidade cultural.
  • 13. UM NOVO PARADIGMA: O MULTICULTURALISMO Para Boaventura de Sousa Santos, em ambas as concepções (universalistas e relativistas) o conceito de dignidade humana está incompleto, uma vez que a noção esta atrelada a cada uma das pré-compreensões culturais. Assim, torna-se impossível estender à universalidade, noções de direitos humanos sem considerar a diversidade conceitual oriunda da multiplicidade cultural existente. É preciso criar um novo paradigma comunicativo que propicie uma mediação e conciliação dos valores de cada cultura. Nos dizeres do autor: um diálogo intercultural.
  • 14. ARTE • Desde que o mundo é mundo o ser humano constrói seus próprios objetos, suas coisas. pintura+rupestre-animais.jpg
  • 15. • A arte é uma forma criativa de como a humanidade expressa suas emoções, sua história e sua cultura através de alguns valores estéticos, como beleza, harmonia, equilíbrio. A arte pode ser representada através de várias formas, em especial na música, na escultura, na pintura, no cinema, na dança, entre tantas outras. Arte rupestre
  • 16. Em algum momento já sentimos o efeito de uma obra de arte sobre nós, que pode ser: Admiração. Estranheza. Encanto. Repúdio. Prazer. Contemplação. Bem-estar. Van_Gogh2.jpg
  • 17. “Mulher com sombrinha” (1875), é uma das mais famosas obras do pintor francês impressionista Claude Monet. O que mais nos encanta neste quadro não são as jovens retratadas, mas o modo sutil pelo qual a luz e a brisa conservam-se na tela como que para sempre aos nossos olhos.
  • 18. A arte também manifesta fatos, acontecimentos, expressa ideias e, nesse sentido, possui também a função formativa, ou seja, educativa. O livro OS SERTÕES, escrito por Euclides da Cunha, conta a história da Guerra de Canudos, uma revolta ocorrida no interior da Bahia, entre 1896 e 1897, liderada por Antonio Conselheiro.
  • 19. • VAMOS FAZER UMA RÁPIDA VIAGEM ATRAVÉS DA HISTÓRIA DA ARTE
  • 27. ARTE ROMÂNICA Em 476, com a tomada de Roma pelos povos bárbaros, começa o período histórico conhecido por Idade Média. Na Idade Média, com o Cristianismo a arte se voltou para a valorização do espírito. Os valores da religião cristã vão impregnar todos os aspectos da vida medieval. A visão de mundo dominada pela figura de Deus proposto pelo cristianismo é chamada de teocentrismo (teos = Deus). Deus é o centro do universo e a medida de todas as coisas. A igreja como representante de Deus na Terra, tinha poderes ilimitados.
  • 29. ARTE GÓTICA A arquitetura expressa a grandiosidade, a crença na existência de um Deus que vive num plano superior; tudo se volta para o alto, projetando-se na direção do céu, como se vê nas pontas agulhadas das torres de algumas igrejas góticas. A rosácea é um elemento arquitetônico muito característico do estilo gótico e está presente em quase todas as igrejas construídas entre os séculos XII e XIV. Outros elementos característicos da arquitetura gótica são os arcos góticos ou ogivais e os vitrais coloridíssimos que filtram a luminosidade para o interior da igreja. As catedrais góticas mais conhecidas são: Catedral de Notre Dame de Paris e a Catedral de Notre Dame de Chartres.
  • 30. Catedral Notre Dame de Chartres Catedral Duomo - Milão
  • 32. RENASCIMENTO O termo Renascimento é comumente aplicado à civilização européia que se desenvolveu entre 1300 e 1650. Além de reviver a antiga cultura greco-romana, ocorreram nesse período muitos progressos e incontáveis realizações no campo das artes, da literatura e das ciências, que superaram a herança clássica. O ideal do humanismo foi sem dúvida o móvel desse progresso e tornou-se o próprio espírito do Renascimento. Trata-se de uma volta deliberada, que propunha a ressurreição consciente (o re-nascimento) do passado, considerado agora como fonte de inspiração e modelo de civilização. Num sentido amplo, esse ideal pode ser entendido como a valorização do Iníciom (Humanismo) e da natureza, em oposição ao divino e ao sobrenatural, conceitos que haviam impregnado a cultura da Idade Média. Características gerais: • Racionalidade • Dignidade do Ser Humano • Rigor Científico • Ideal Humanista • Reutilização das artes greco-romana
  • 34. BARROCO A arte barroca originou-se na Itália (séc. XVII) mas não tardou a irradiar-se por outros países da Europa e a chegar também ao continente americano, trazida pelos colonizadores portugueses e espanhóis. As obras barrocas romperam o equilíbrio entre o sentimento e a razão ou entre a arte e a ciência, que os artistas renascentistas procuram realizar de forma muito consciente; na arte barroca predominam as emoções e não o racionalismo da arte renascentista. É uma época de conflitos espirituais e religiosos. O estilo barroco traduz a tentativa angustiante de conciliar forças antagônicas: bem e mal; Deus e Diabo; céu e terra; pureza e pecado; alegria e tristeza; paganismo e cristianismo; espírito e matéria.
  • 37. NEOCLASSICISMORetorno ao passado, pela imitação dos modelos antigos greco-latinos vivercidades.org.br thaa2.wordpress.com
  • 38. ROMANTISMO O século XIX foi agitado por fortes mudanças sociais, políticas e culturais causadas por acontecimentos do final do século XVIII que foram a Revolução Industrial que gerou novos inventos com o objetivo de solucionar os problemas técnicos decorrentes do aumento de produção, provocando a divisão do trabalho e o início da especialização da mão-de-obra, e pela Revolução Francesa que lutava por uma sociedade mais harmônica, em que os direitos individuais fossem respeitados, traduziu-se essa expectativa na Declaração dos Direitos do Iníciom e do Cidadão. Do mesmo modo, a atividade artística tornou-se complexa. Os artistas românticos procuraram se libertar das convenções acadêmicas em favor da livre expressão da personalidade do artista. Características gerais: • a valorização dos sentimentos e da imaginação; • o nacionalismo; • a valorização da natureza como princípios da criação artística; e • os sentimentos do presente tais como: Liberdade, Igualdade e Fraternidade.
  • 40. • A canção do africano Lá na úmida senzala, Sentado na estreita sala, Junto ao braseiro, no chão, Entoa o escravo o seu canto, E ao cantar correm-lhe em pranto Saudades do seu torrão ... De um lado, uma negra escrava Os olhos no filho crava, Que tem no colo a embalar... E à meia voz lá responde Ao canto, e o filhinho esconde, Talvez pra não o escutar! "Minha terra é lá bem longe, Das bandas de onde o sol vem; Esta terra é mais bonita, Mas à outra eu quero bem! "0 sol faz lá tudo em fogo, Faz em brasa toda a areia; Ninguém sabe como é belo Ver de tarde a papa-ceia! Aquelas terras tão grandes, Tão compridas como o mar, Com suas poucas palmeiras Dão vontade de pensar ... "Lá todos vivem felizes, Todos dançam no terreiro; A gente lá não se vende Como aqui, só por dinheiro". O escravo calou a fala, Porque na úmida sala O fogo estava a apagar; E a escrava acabou seu canto, Pra não acordar com o pranto O seu filhinho a sonhar! ....................... O escravo então foi deitar-se, Pois tinha de levantar-se Bem antes do sol nascer, E se tardasse, coitado, Teria de ser surrado, Pois bastava escravo ser. E a cativa desgraçada Deita seu filho, calada, E põe-se triste a beijá-lo, Talvez temendo que o dono Não viesse, em meio do sono, De seus braços arrancá-lo! A Canção do Africano – Castro Alves
  • 41. REALISMO Entre 1850 e 1900 surge nas artes européias, sobretudo na pintura francesa, uma nova tendência estética chamada Realismo, que se desenvolveu ao lado da crescente industrialização das sociedades. O Iníciom europeu, que tinha aprendido a utilizar o conhecimento científico e a técnica para interpretar e dominar a natureza, convenceu-se de que precisava ser realista, inclusive em suas criações artísticas, deixando de lado as visões subjetivas e emotivas da realidade. São características gerais: • o cientificismo • a valorização do objeto • o sóbrio e o minucioso • a expressão da realidade e dos aspectos descritivos
  • 42. Gustave Coubert. Moças á margem do Sena.
  • 43. IMPRESSIONISMO Principais características da pintura: • A pintura deve registrar as tonalidades que os objetos adquirem ao refletir a luz solar num determinado momento, pois as cores da natureza se modificam constantemente, dependendo da incidência da luz do sol. • As figuras não devem ter contornos nítidos, pois a linha é uma abstração do ser humano para representar imagens. • As sombras devem ser luminosas e coloridas, tal como é a impressão visual que nos causam, e não escuras ou pretas, como os pintores costumavam representá-las no passado. • Os contrastes de luz e sombra devem ser obtidos de acordo com a lei das cores complementares. Assim, um amarelo próximo a um violeta produz uma impressão de luz e de sombra muito mais real do que o claro-escuro tão valorizado pelos pintores barrocos. • As cores e tonalidades não devem ser obtidas pela mistura das tintas na paleta do pintor. Pelo contrário, devem ser puras e dissociadas nos quadros em pequenas pinceladas. É o observador que, ao admirar a pintura, combina as várias cores, obtendo o resultado final. A mistura deixa, portanto, de ser técnica para se óptica.
  • 45. EXPRESSIONISMO O Expressionismo é a arte do instinto, trata-se de uma pintura dramática, subjetiva, “expressando” sentimentos humanos. Utilizando cores irreais, dá forma plástica ao amor, ao ciúme, ao medo, à solidão, à miséria humana, à prostituição. Deforma-se a figura, para ressaltar o sentimento. Predominância dos valores emocionais sobre os intelectuais. Corrente artística concentrada especialmente na Alemanha entre 1905 e 1930. Principais características: • pesquisa no domínio psicológico; • cores resplandecentes, vibrantes, fundidas ou separadas; • dinamismo improvisado, abrupto, inesperado; • pasta grossa, martelada, áspera; • técnica violenta: o pincel ou espátula vai e vem, fazendo e refazendo, empastando ou provocando explosões; • preferência pelo patético, trágico e sombrio
  • 47. CUBISMO Historicamente o Cubismo originou-se na obra de Cézanne, pois para ele a pintura deveria tratar as formas da natureza como se fossem cones, esferas e cilindros. Para Cézanne, a pintura não podia desvincular-se da natureza, tampouco copiava a natureza; de fato, a transformava. Ele dizia: “Mudo a água em vinho, o mundo em pintura”. E era verdade. Em suas telas, a árvore da paisagem ou a fruta da natureza morte não eram a árvore e a fruta que conhecemos – eram pintura. Preservavam- se as referências exteriores que as identificavam como árvore ou fruta, adquiriam outra substância: eram seres do mundo pictórico e não do mundo natural. Por isso, é correto dizer que Cézanne pintava numa zona limite, na fronteira da natureza e da arte.
  • 49.
  • 50. • A Filosofia possui data e local de nascimento: final do séc. VII e início do séc VI a.C. nas colônias gregas da Ásia menor na cidade de Mileto – o primeiro filósofo foi Tales de Mileto. • Surge pela necessidade de um outro tipo de explicação para a ordem do mundo – explicação racional.
  • 51. Filosofia • Explicação racional: coerente, justificada, por argumentos (lógicos e não contraditórios) – formando PENSAMENTOS, IDÉIAS E CONCEITOS. • Atividade filosófica ou Proposta da filosofia: formação do Pensamento – crítico, justificado, sistemático. Como? QUESTIONANDO.
  • 52. Razões para filosofar Luiz Sayão elenca três razões que dão importância ao ato de filosofar: 1.detectarmos o nosso próprio sistema de valores; 2.adquirimos capacidade crítica para filtrar o que nos é apresentado; 3.entendermos nossa época, as tendências da sociedade e interpretar o mundo.
  • 53. Por hoje é só. A partir dos conceitos que trabalhamos procure resolver algumas questões das provas do ENADE. Até o próximo encontro!