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AGRUPAMENTO DE ESCOLAS IBN MUCANA
História da Cultura e das Artes – 10ºF – 2013/2014
Ficha formativa 5
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crescente interesse na música e literatura, nas danças e no teatro religioso também pode ser notado. A igreja foi,
contudo...
• arte urbana, por excelência, o gótico é contemporâneo e produto do ressurgimento urbano e do desenvolvimento
económico e...
deus. Neste sentido, a catedral constituía uma autêntica representação e materialização do divino, através das suas
formas...
- portais talhados num corpo saliente da fachada, o qual avançava até à espessura da base dos contrafortes
- as arquivolta...
3. Altar
4. Coro
5. Corredores laterais do coro
6. Cruzeiro
7. Transepto
8. Contraforte
9. Nave
10. Nave lateral
11. Facha...
A escultura Gótica desenvolveu-se nos seguintes géneros: as estátuas-coluna, estátuas de vulto redondo, baixos-relevos
com...
• A iluminura: Influências da arte românica e bizantina; aparecimento de iluminadores laicos, a partir de
encomendas de no...
• visão humanista do mundo, que vai cada vez mais se firmando até ganhar plenitude no
Renascimento.
• Simone Martini - a s...
• Hieronymus Bosch - Foi a grande excepção dentro do panorama artístico do seu tempo, pelas suas obras de
carácter apocalí...
ESCULTURA
● continuou o programa funcional da escultura românica
● decoração esculpida de suporte, essencialmente, arquite...
domínio da escultura
● favoráveis condições de trabalho/aumento da encomenda que aqui se verifica
ESQUEMA COMPARATIVO:
ASPECTOS GERAIS
ARTE ROMÂNICA ARTE GÓTICA
ØDesenvolveu-se nos séculos XI e XII.
ØArte monástica: cons...
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Ficha formativa cultura da catedral

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Ficha formativa cultura da catedral

  1. 1. AGRUPAMENTO DE ESCOLAS IBN MUCANA História da Cultura e das Artes – 10ºF – 2013/2014 Ficha formativa 5 _________________________________________________________________________________________ Módulo 4 – A Cultura da Catedral 1. Caracteriza a Europa dos séculos XII a XV. Devido a uma série de condicionalismos, a Europa Ocidental viveu, entre o século XII e o século XV, tempos ora de renovação, ora de recessão. Assim, o século XII, caracterizado pela manutenção do feudalismo, conviveu também com uma fase expansionista. Fruto desse renascimento económico, a produtividade agrícola aumentou, a população cresceu, as trocas comerciais intensificaram-se (nomeadamente entre Itália e a Flandres, passando pelas feiras de Champagne), dá-se um ressurgimento das cidades e surge um novo grupo social: a burguesia, que encontra nas obras de arte um meio de afirmação social. Ao mesmo tempo que os mosteiros perdem a sua importância, as universidades afirmam-se como centros de conhecimento. O século XIII foi o culminar desse movimento: uma conjuntura económica dinâmica impôs-se e reflectiu-se na sociedade, no poder político, nas instituições e na intelectualidade. O século XIV viveu a recessão: guerras, pestes e fomes cobriram a Europa que só recuperou no século XV, com o Renascimento. 2. Enquadra a importância das catedrais no âmbito do surto urbano. As cidades não paravam de crescer, de se animar, de estender os subúrbios ao longo das estradas. Nelas, a catedral ou sé tornou-se o símbolo do poder do bispo e dos burgueses. Do bispo que controlava espiritual, jurídica e politicamente o território episcopal. A Sé tornou-se, por isso, o motor da religiosidade, do poder político e económico. É no seu adro que se realizam as feiras as representações teatrais, que se faz justiça, junto do pelourinho, e se trocam ideias entre burgueses, estudantes, letrados e aristocratas, já que era na catedral que funcionavam as mais importantes escolas da época. A catedral transforma-se no símbolo da cidade e é através dela que a comunidade urbana se afirma. Os edifícios das câmaras municipais vão rivalizar em altura com as catedrais pois representavam o expoente do dever cívico. Situavam-se igualmente no centro da cidade, diante dos quais se abrem praças para festas e celebrações. 3. Destaca a importância do abade Suger no aparecimento do estilo Gótico. Entre os vários criadores do estilo gótico, destaca-se o abade Suger. Foi ele o criador da “Teoria da Iluminação”, que defende que Deus é Luz e que as catedrais são como o “reino de Deus sobre a Terra” e que, por isso, deveria representar- se o divino no espaço espiritual e físico da catedral. A partir dessa teoria, deu à catedral uma unidade estrutural, através da planta, da verticalidade, da decoração dos pórticos e, especialmente, da luz, através de vitrais onde era realçada a cor, a harmonia da composição, a elegância e a comunicabilidade das figuras. Na igreja da abadia de S. Denis efectuou experiências que levaram a novas soluções estruturais (o arco ogival e as abóbadas de cruzaria de ogivas), que permitiam aligeirar as paredes e inundar o espaço da cabeceira de luz, uma verdadeira luz celestial que entra na catedral através de grandes janelões com vitrais. A luz entrava no interior da catedral, filtrada pela cor dos vitrais e produzindo reflexos e projeções cromáticas. Deste mod, os vitrais contribuíram para transformar o interior da catedral num espaço mágico, sobrenatural e metafísico. 4. Descreve a cultura cortesã da baixa Idade Média. A cultura cortesã desenvolveu-se a partir das alterações económicas, políticas e sociais ocorridas no séc. XII, levando ao ideal cavaleiresco e cortês. Com a relativa prosperidade e paz, houve mais tempo para o desenvolvimento cultural e a única “profissão” dos nobres, a guerra, foi escasseando. Para manter a boa forma física e honra, organizaram-se torneios e justas. As características desta cultura cortesã eram o amor, a alegria de viver, a paz, o prazer, a lealdade. Um
  2. 2. crescente interesse na música e literatura, nas danças e no teatro religioso também pode ser notado. A igreja foi, contudo, criticando estes exageros, argumentando que os prazeres carnais eram pecado e que a vida era uma passagem solene para a morte. 5. Descreve os factos mais importantes da biografia de Dante Alighieri Dante nasceu em 1265, em Florença. Rodeou-se de amigos cultos, poetas, músicos, pintores (Giotto) e filósofos, que muito contribuíram para a sua formação. Apaixonado por Beatriz Portinari ( m.1290), seu amor eterno, dedica-lhe quase toda a sua poesia. Porém a sua morte, e a partir de 1295, Dante passa a intervir activamente na vida política da cidade. Em 1300, foi eleito como um dos seis Principais da Cidade. Mais tarde, por motivos políticos, foi condenado ao desterro. Refugiou-se em Verona, depois em Pádua, Casentino, Paris (onde estudou filosofia e teologia), talvez Oxford, Pisa e finalmente, em 1317, instalou-se em Ravena, onde morreu. A sua obra de referência entre outras que publicou foi a “Divina Comédia” em língua vulgar, o italiano, cultivando o dolce stil nuovo. Estruturou-a em introdução e três partes ou canzone que são percursos pelo Inferno, Purgatório e Paraíso e que corresponde a três passos – instrução, edificação e purificação; ao todo, cem cantos que foram publicados pela primeira vez em 1472. Em companhia de Virgílio e depois de Beatriz, Dante reflecte, nesta obra, o pensamento e a crítica filosóficas, teológicas, literárias e socioeconómica da sua época. Constitui uma obra única e genial que apresenta: concepção engenhosa; rigor e ordenação estrutural; linguagem clara, delicada, exigente e depurada; pormenor descritivo e beleza de detalhe; forte crítica social, política e religiosa; e o uso da fantasia para descrever imagens visuais e auditivas, especialmente no Inferno, o qual se vai diluindo para, finalmente, ser substituído pela contemplação divina, perante a visão do Paraíso. 6. Descreve de que modo a Peste Negra (1348) marcou a Europa A Peste Negra de 1348 foi a epidemia que mais profundamente atingiu a Europa. Trazida do Oriente teve o seu primeiro porto de entrada em Messina, na Itália, através dos barcos do comércio (o portador parece ter sido a pulga do rato preto, originário da Ásia). As pessoas infectadas, por picadas de pulga ou por via oral, ao fim de dois ou três dias no máximo, morriam devido à progressão rápida da doença, que atravessou todo o continente europeu provocando o desaparecimento de 1/3 da população (outros autores referem o valor de ½). Trouxe alterações a nível económico, social e político: elevada mortalidade (cerca de um 1/3 da população europeia dizimada), que levou ao desequilíbrio das cidades, da mão de obra, do comércio e da política. Houve uma grande transferência de populações das cidades para as zonas rurais, procurando cultivar a própria comida de forma a sobreviver. As consequências da Peste Negra sobre a mentalidade e a criação artísitca foram: • incremento das manifestações de piedade colectiva, de que são exemplo os flagelantes e as peregrinações; • massacre de grupos marginais, tornados «bodes-expiatórios» e acusados de serem responsáveis pelo surto epidémico (os judeus e os leprosos); • reforço das doações à Igreja para efeitos assistenciais, para criação de hospitais e de albergarias; • representação da figura da morte, em esculturas e pinturas, como aviso da sua constante ameaça sobre os vivos; • representação dos defuntos sob a imagem da decomposição do corpo, como advertência para a fragilidade da vida. 7. Descreve a origem do termo “Gótico”. O termo “gótico” surgiu no Renascimento italiano para designar, pejorativamente, a arte medieval entre os sécs. XII e XIV. Referia-se à arte com origem nos Godos (povo bárbaro), associando assim estas obras à barbárie. O gótico foi uma revolução artística de magnitude impressionante, coincidindo com revoluções a nível social, económico e religioso. 8. Identifica o Gótico como uma arte urbana. A catedral gótica é expressão da cidade e da renovação económica:
  3. 3. • arte urbana, por excelência, o gótico é contemporâneo e produto do ressurgimento urbano e do desenvolvimento económico europeu nos séculos XII-XIII; • reflecte a riqueza, o prestígio e a capacidade técnica e empreendedora das cidades; • a sua construção constituía um motivo de orgulho para as cidades, que competiam entre si na construção, em altura, de belos e sumptuosos edifícios; • Simbolizava o poder espiritual da igreja e o poder económico da burguesia que financiava a construção. 9. Demonstra a laicização da sociedade Este estilo foi influenciado pela tendência da sociedade para a laicização, que se revela, por exemplo, na representação do divino — o Cristo-Rei e Pantocrator é substituído pelo Cristo-Salvador do homem — e numa nova concepção do homem, do mundo e de Deus. Devido à perda de influência dos mosteiros, uma nova concepção do homem, do mundo e de Deus e a convergência para a cidade levaram a sociedade a conhecer outras formas de viver que não a ditada pela igreja. 10. Relaciona o aparecimento das Universidades com a implementação da escolástica Paralelamente ao crescimento das cidades, os mosteiros perderam o seu papel no desenvolvimento económico e cultural. As urbes tomaram o protagonismo no primeiro aspecto, enquanto as universidades o fizeram no segundo. O ensino deixa de ser exclusivo dos mosteiros, ganhando um carácter laico. Introduzem-se novas temáticas de estudo desligadas da religião, como, por exemplo, o pensamento aristotélico, e as universidades começam a ganhar a influência. São ensinadas as sete artes liberais: o Trivium (gramática, retórica e lógica) e o Quadrivium (aritmética, geometria, astronomia e música). As Universidades passam a ser os novos centros de saber e de conhecimento. Estes factores de afastamento da Igreja vão fazer com que esta tente acompanhar o ritmo da época, introduzindo a escolástica como redinamizador da religião. Surgida como resposta da igreja, a escolástica consistia na especulação teológica e filosófica guiada pelo pensamento aristotélico que conduzia à indagação e à sistematização das verdades reveladas, estimulando a crítica, a especulação e a dialética . O seu princípio consistia em conciliar a fé cristã e a razão aristotélica. 11. Descreve a importância de S. Tomás de Aquino na concepção da catedral gótica Este esforço teve o seu expoente máximo em S. Tomás de Aquino, na obra Summa Theologica, que consiste na sistematização de todo o pensamento cristão desde as suas origens para tentar criar uma doutrina lógica e coerente que suportasse o pensamento religioso. Este novo guia de estudo introduzido pela igreja vai ter um enorme impacto formal na constituição da arte gótica. A catedral, resultado de uma organização hierárquica de partes relacionadas entre si e num equilíbrio de forças, corresponde à materialização da obra de S. Tomás. Nota-se, portanto, uma aproximação entre o racionalismo clássico e a fé cristã. Neste sentido, a catedral constitui a materialização simbólica destes valores pois conjuga os novos conhecimentos de geometria e de matemática (a ordem racional) com toda a carga simbólica de ordem mística e cristã a que se encontra ligada. Por outro lado, S. Tomás de Aquino defendia o conhecimento do mundo físico através dos sentidos. Para ele, o Universo sensível do Homem serve para este conhecer o mundo e a natureza mas também a deus. A sensação passa a ter primazia. 12. Refere o objetivo da arquitetura gótica. Para o Gótico, as catedrais tinham como objetivo louvar Deus ( “Deus é Luz”) e os homens (os pobres, que participavam na construção e os ricos, que a financiavam). As catedrais eram a suprema representação do divino no espaço pois constituíam a máxima realização do Homem dirigido a Deus. Por outro lado, a catedral foi uma demonstração do admirável esforço das populações e da capacidade empreendedora do homem, enquanto súbdito de
  4. 4. deus. Neste sentido, a catedral constituía uma autêntica representação e materialização do divino, através das suas formas, do seu espaço e das suas imagens. Finalmente, as Catedrais eram motivo de orgulho dos habitantes das cidades, daí que a expansão destas seja realizada em torno da catedral. 13. Descreve as inovações técnicas introduzidas pelo Gótico. - Arco ogival, surgido na Borgonha, devido à necessidade de elevar os 4 arcos (principais e formeiros) à mesma altura, o que só se poderia fazer agudizando os arcos dos lados menores ( abóbada cruzada simples e abóbada cruzada sexpartida) - outras inovações: abóbada de cruzaria de ogivas, arcobotante (arco de descarga da abóbada para o exterior) e contraforte (conduz as cargas até ao solo) - Vantagens: - É exercida menos pressão lateral, permitindo uma melhor articulação de forças - Através das nervuras estruturais dos arcos em ogiva, as forças eram desviadas para os pilares de sustentação e para os contrafortes no exterior - Permitiu aumentar as áreas de construção e a verticalidade dos edifícios - Permitiu aumentar as áreas de construção e a verticalidade dos edifícios - Consequências: necessidade de reforçar os apoios exteriores com contrafortes mais esbeltos e elegantes; introdução dos arcobotantes, espécie de meios arcos construídos por cima da cobertura das naves laterais, e dos botaréus, elementos maciços verticais adossados às paredes exteriores das naves laterais . 14. Caracteriza a nova estética introduzida por essas inovações: - Aumentou a altura das abóbadas - Pilares e colunelos mais delgados - Acentuação da verticalidade - Espaços internos mais amplos - Paredes libertas do seu papel de suporte, passando a delimitar e proteger espaços - Interiores iluminados (melhor aproveitamento da luz) devido aos vitrais 15. Descreve as alterações introduzidas na estrutura formal. - Mantém-se a planta tipo basilical, em cruz latina - cabeceira virada para este - Corpo geralmente com 3 naves - o transepto, que se desloca para o centro do edifício, é quase tão largo como o corpo principal mas, em compensação, pouco ou nada saliente - A cabeceira tornou-se mais complexa, ocupando cerca de um terço da área da igreja e integrando o coro, o altar-mor e o deambulatório. - em consequência das transformações no transepto e na cabeceira, o espaço interior é mais amplo. - os pilares das arcadas interiores aumentam em número e são colocados mais próximos uns dos outros pois os tramos eram retangulares (e não quadrados); - em contrapartida, ficam mais finos e altos, o que, juntamente com a maior altura dos tetos, criava a noção de verticalidade. - Nova ordenação nas paredes laterais: devido ao desaparecimento da galeria, passam a ter 3 níveis (arcadas, trifório e janelas clerestóricas); alongamento das arcadas e do clerestório, sublinhando as linhas verticais - as janelas, mais alongadas, ocupavam toda a largura das paredes - as rosáceas tornam-se imponentes, permitindo uma melhor iluminação - Alterações nos portais:
  5. 5. - portais talhados num corpo saliente da fachada, o qual avançava até à espessura da base dos contrafortes - as arquivoltas ogivais tornam-se mais esguias, acentuado pelos gabletes (empenas decorativas, de forma triangular, que servem de moldura e remate), em que, em alguns casos, estavam contidas - Acentuação da verticalidade pelas torres sineiras, elevando-se em relação ao cruzeiro, terminando em telhados cónicos ou em flechas rendilhadas eprolongando-se em pináculos e agulhas - Decoração exterior abundante (estatuária erelevos): tímpanos, arquivoltas, colunelos, mainéis, cornijas, gárgulas, botaréus, arcobotantes, pináculos - Interligação da catedral com o espaço que a rodeia:os contrafortes afastadosdas paredes parecem prolongar a igreja pelo espaço circundante, enquanto, no alto das torres e telhados, pináculos eflechas se perdem no céu. 16. Distingue as várias fases do Gótico: Fase Local Anos Características Gótico primitivo Île-de-France (Saint-Denis) e Paris 1140-1190 Introdução do sistema estrutural gótico (arco quebrado, abóbada de cruzaria de ogivas e arcobotante) Gótico Clássico Chartres, Reims, Bouges e Amiens 1190-1240 Amadurecimento do sistema estrutural gótico (normaliza-se a utilização da abóbada de cruzaria e do arcobotante, paredes mais delgadas, supressão das tribunas) Gótico radiante Expansão pela Europa 1240-1350 Aparecimento de variantes locais; decoração mais complexa Gótico Flamejante França e Alemanha 1350-1520 Intensa decoração com motivos ondulantes; arco ogival menos agudo O Gótico Internacional surge numa fase tardia(finais do século XIV e inícios do século XV) na Borgonha (França) e espalha-se por toda a Europa ocidental. Os artistas viajavam por toda a Europa acabando por uniformizar as formas e atenuar as diferenças regionais, transformando o Gótico numa arte decorativa, sofisticada e cortesã. 17. Distingue as várias “escolas” do Gótico. - França: foi o modelo que se impôs, seguido em vários países - Inglaterra: mais austero pela prevalência das catedrais monásticas (corpo alongado, aberturas menores, cabeceiras quadradas, transeptos duplos) - Alemanha: estilo Hallenkirchen ou igrejas-salão, pelo seu espaço unificado - Espanha: desenvolveu-se a partir do séculoXIII e distinguiu-se pela inclusão de elementos decorativos de e influência árabe(estilo plateresco) - Itália: introdução tardia, com a manutenção de poucas aberturas nas paredes e da pintura mural em detrimento dos vitrais; a Catedral de Milão é dos finais do século Catedral de Milão XV, exemplo do Gótico flamejante 18. Descreve a Catedral de Notre - Dame de Amiens. - Fachada: portal triplo com gablete e rosácea em pedra; estatuária rica na fachada nos portais e menor grau no seu interio; Galeria real e Coruchéu rendilhada - Planta: transepto de três naves; o deambulatório e as capelas salientes são espaçosas e estão separadas entre si; introdução de capelas poligonais no deambulatório: - Estruturação das paredes 3 andares: 1º andar - janelas anteriores; 2º andar - Trifório; 3º andar - Janelas superiores. Percorridos por pilares cilíndricos e quatro colunas adossadas. Legenda: 1. Capela Radial 2. Deambulatório
  6. 6. 3. Altar 4. Coro 5. Corredores laterais do coro 6. Cruzeiro 7. Transepto 8. Contraforte 9. Nave 10. Nave lateral 11. Fachada, portal 19. Caracteriza a decoração das catedrais góticas. As características da decoração exterior são: o horror ao vazio (elementos decorativos não só no portal, nas rosáceas, e nas gárgulas mas também nos pináculos, nos arcobotantes, nos gabletes, e nos vitrais), o portal triplo, o enquadramento do portal em molduras/gabletes, arquivoltas mais esguias, presença de relevos e estatuária, nomeadamente em nichos e baldaquinos. Os temas dos tímpanos eram o Cristo em majestade, o Último Julgamento ou Juízo Final, agora com o objetivo de transmitir não o medo ou o castigo, mas a esperança, a vida da Virgem e o nascimento de Cristo (culto mariano) e episódios da vida dos santos. Nota-se também um retorno ao cânone artístico clássico com a maior autonomia da escultura face à arquitectura, ganhando o seu próprio espaço e desenvolvendo capacidades expressivas próprias. Nos portais utilizam-se as estátuas-coluna, que se prolongam nas arquivoltas em torno do tímpano, que apresentam uma evolução significativa ao nível da composição, da expressividade e da monumentalidade: • a expressão formal (atitudes, gestos) procura transmitir a perfeição espiritual; • o naturalismo e o realismo das expressões, presentes na representação minuciosa do rosto, das mãos e dos corpos; • humanização das figuras representadas, através da serenidade e da graciosidade das suas expressões; • os pregueados naturais das roupas deixam transparecer a anatomia dos corpos, numa clara recuperação do modelo clássico; • autonomização em relação à arquitectura. Há uma decoração interior muito mais sóbria, influência da ordem de Cister (nos púlpitos, capitéis, nos medalhões, no fecho das ogivas) O vitral ocupou o lugar dos antigos murais executados a fresco e a sua utilização integra-se na teoria de que “Deus é Luz”. Surgem nas rosáceas, janelas rasgadas – criando o ambiente místico que traduzia o espírito religioso da época. Têm cores vibrantes, eram contornados a chumbo ( que unia os pequenos vidros coloridos). Ao transformar a luz solar numa “irradiação divina”, os painéis de vitrais, contendo imagens sagradas, produziam efeitos maravilhosos no interior das catedrais, levando os fiéis a ser transportados misticamente deste mundo inferior ao mundo divino. 20. Caracteriza a escultura do Gótico Inicial. As esculturas de vulto redondo representam figura alongadas, posição rígida, um jogo curvilíneo do panejamento, uma ligeira inclinação, rostos cada vez mais individualizados e transmissão de calma e serenidade. Em algumas é evidente a posição assimétrica oblíqua do corpo em relação ao seu eixo: o tronco roda para um lado e as pernas para o outro, formando um S. Algumas estátuas eram colocadas em nichos e sob os baldaquinos, que ocupavam os colunelos dos ombrais 21. Caracteriza a escultura do Gótico Pleno.
  7. 7. A escultura Gótica desenvolveu-se nos seguintes géneros: as estátuas-coluna, estátuas de vulto redondo, baixos-relevos com narrativas bíblicas e temas religiosos e decoração esculpida em elementos arquitectónicos. Regista-se uma maior procura de uma tendência mais naturalista e realista, tanto na iconografia como no relevo e na estatuária. Os corpos são mais volumosos e as posições ligeiramente curvilíneas, acentuadas pelo requebro da anca. A partir do século XIV, evidencia-se já um sinuoso S, quase em contraposto, numa forte tensão delinhas ondulantes. As pregas concêntricas, em U e V, acentuam a forma do corpo e das ancas. Há um progressivo retorno ao cânone clássico de estética, expressão e perfeição espiritual (cânone clássico) e uma maior correcção anatómica. A nível da expressão formal, procura-se transmitir a perfeição espiritual: mãos, rosto e corpo tratados com maior correção anatómica; os cabelos e barbas encaracolados, com mais detalhes. As figuras sagradas (santos, Cristo, Maria) são tratadas com, grande naturalismo das expressões e dos detalhes, numa representação próxima do real, o que sugere uma humanização dos temas bíblicos e das figuras sagradas, o que permite caracterizar a escultura gótica como uma “humanização do céu”. No século XIV, são recorrentes as esculturas que transmitem sofrimento e que representam feridas exageradas ou um Cristo esquelético. Esta expressividade é estimulada pela crise económica e social. A constante presença da morte reflecte-se na arte e representa-se tanto o homem comum com os santos e Cristo em sofrimento. Mais uma vez é patente as influências de Abelardo e de S. Tomás de Aquino: “A sensibilidade é a fonte do conhecimento” 22. Descreve a evolução da escultura tumular. - A partir de 1200, vulgarizaram-se as estátuas jacentes, de início apenas com a intenção de evocar o defunto, deitado, de olhos abertos e de mãos postas sobre o peito em oração, sem pormenorizar os seus traços físicos (utilização de símbolos,inscrições epigráficas, brasões, …) - Em meados do século XIII, aparece o retrato idealizado, com um leve sorriso que ilumina o rosto - No final do século XIV, o morto é representado, muitas vezes,como que enregelado, envolto num lençol ou nu, autênticocadáver em decomposição 23. Refere as principais alterações registadas na pintura gótica. A pintura gótica teve o seu período mais importante no séc. XIV e no séc. XV, durante o qual o Papado se fixou em Avinhão, as repúblicas italianas e o Sacro Império Romano Germânico estavam fragmentados. As variedades regionais dividiam-se pela Flandres e Itália. As características do chamado estilo internacional ou estilo “1400” são as influências bizantinas (dourados e tons brilhantes), preocupação pelo realismo dos rostos e velaturas, a inclusão de paisagens e espaços arquitectónicos, o desenvolvimento da técnica da perspectiva, as imagens ganham volume e a expressão humanizada de Jesus, Maria e santos. Os quadros compostos por dois ou mais painéis eram chamados de dípticos, trípticos ou polípticos. A principal mudança na pintura vai-se dar através da relação desta com a arquitectura; o aparecimento de mais aberturas em detrimento das paredes maciças verificadas no românico obriga ao desenvolvimento da técnica do vitral em vez do mural. Houve também uma tendência por substituir a pintura mural pela pintura sobre madeira (retábulos, painéis, quadros, etc.). 24. Descreve as alterações registadas nas principais técnicas: • Vitral: apogeu: 1200-1260; surge como consequência directa da estrutura do edifício gótico, ocupando o lugar dos murais a fresco; integra-se numa nova forma de celebrar a fé através da Luz: rosáceas e janelas rasgadas (as “igrejas de vidro”); temas: Vida de Cristo; Cenas do Antigo e do Novo testamento; Culto da Virgem
  8. 8. • A iluminura: Influências da arte românica e bizantina; aparecimento de iluminadores laicos, a partir de encomendas de nobres e religiosos; representação do espaço: fundo repleto de figuras humanas e animais, apontamentos da natureza e arquitetura; riqueza cromática, dominando ao azuis, contrastados com vermelhos • Pintura - desenvolvimento nos séculos XII, XIV e no início do século XV - a sua principal particularidade foi: • realismo na representação dos seres que compunham as obras pintadas, • temas religiosos, • personagens de corpos pouco volumosos, cobertos com muita roupa, com o olhar voltado para cima, em direção ao plano celeste. • Representação de Cristo - ao contrário do verificado no românico, deixa de ser o homem sempre vivo, vestido, indolor, passando a ser o homem nu, sofredor, corpo arqueado em sofrimento, que fecha os olhos, aceitando a morte. Verifica-se, portanto, a humanização do divino. 25. Caracteriza a pintura em Itália. • A maior parte das grandes cidades italianas como Florença, Veneza, Milão e Pisa, adquiriram grande autonomia e constituíram-se em cidades-estado, prosperando economicamente e obtendo um enorme desenvolvimento nas artes. Com a ascensão das cidades como centros políticos e económicos autónomos durante o período gótico e com o consequente florescimento da vida urbana acentuara-se o orgulho cívico que causara naturais rivalidades e conflitos entre as cidades-estado italianas. O desenvolvimento artístico conjugou humanismo e espiritualidade e libertou-se definitivamente das influências românicas e bizantinas, antecipando a artedo Renascimento. • em Itália, ao contrário do Norte da Europa,as Igrejas permaneceram largas ebaixas, mantendo superfícies parietais(paredes) compactas.Por essa razão, predominou a tradição da pintura a fresco, conjugada com o uso de retábulos. • Principais pintores: • Cimabue - considerado o último grande pintor italiano a seguir a tradição bizantina • Duccio di Buoninsegna - iniciou uma renovação na artemedieval, estabelecendo uma ruptura com a tradição bizantina. Efetuou a síntese da plástica bizantina com a gótica desenvolvendo um novo género de espaço pictórico. O espaço é uma construção arquitetónica onde habitam as suas personagens, aproximando-se ao “espaço real” através do tratamento volumétrico dos corpos e da tridimensionalidade do espaço. Teve grande influência na formação do estilo Gótico Internacional e influenciou Simone Martini e os irmãos Ambrogio e Pietro Lorenzetti, entre outros. Seu grande rival na época foi Giotto, mestre da Escola Florentina. • Giotto di Bondone - discípulo de Cimabue • Inovou a pintura da sua época com a introdução da perspectiva e com a plena ruptura em relação à arte bizantina (espaço pictórico verosímil): • criação de uma visão pictórica baseada no princípio da imitação (conceito aristotélico) • Antecipa a perfeição matemática da perspectiva renascentista, revelando um grande domínio do desenho e valorizando a luz (iniciação a uma visão racional na representação das coisas e da natureza) • valorização das cores na definição dos corpos das figuras representadas • Humanização das figuras: identificação da mais importante figura dos santos com seres humanos de aparência bem comum; santos com ar de homem comum, ocupando sempre posição de destaque • Personagens transmitem grande expressividade (pathos emotivo)
  9. 9. • visão humanista do mundo, que vai cada vez mais se firmando até ganhar plenitude no Renascimento. • Simone Martini - a sua pintura caracteriza-se pelo rigor e pelas linhas sinuosas, líricas e estilizadas, geralmente sob um fundo dourado, de influência bizantina. As suas personagens revelam intensidade expressiva e dramática. Foi um dos pintores italianos que mais contribuiu para a arte do Estilo Internacional. • Os irmãos Lorenzetti - Pietro (1280-1348), que conjugava monumentalidade e doçura. Ambrogio (1290- 1348), conhecido pelas suas obras repletas de naturalismo, perspicácia, ordenação e uma vista panorâmica da cidade; • Gentile da Fabriano - as suas obras ficaram conhecidas pelo perfeccionismo técnico e formal e brilhante policromia. • António Pisanello - ficou conhecido pelas suas pinturas murais e pelos elegantes retratos 26. Caracteriza a pintura flamenga. No Norte da Europa, nomeadamente na Flandres, onde o desenvolvimento do Gótico foi mais tardio, a pintura revestiu- se de certos aspectos peculiares: - retrato físico e psicológico, de grande realismo - paisagens naturais e arquitectónicas - as cenas sagradas como cenas da vida quotidiana se tratassem. - a perfeição no tratamento de volume e profundidade A arte flamenga reflectiu bem a prosperidade económica e o bem-estar geral da sociedade da época, impulsionadapela importância da burguesia mercantilista. A prosperidade da burguesia nascida do sucesso económico foi um grande impulsionador da arte, uma vez que a posse de uma obra de arte era símbolo de poder e prestígio. Os pintores flamengos responderam com eficácia a esta solicitação, criando uma linguagem plástica capaz de representar a realidade com tanta fidelidade que os seus quadros pareciam autênticos espelhos. Principais pintores • Robert Campin - Também conhecido como mestre de Flémalle, demonstrou uma visão realista do Mundo e representou os santos como pessoas comuns e mortais e os temas religiosos como cenas do dia-a-dia.Possuía uma pintura naturalista, plena de detalhes arquitectónicos e perspectiva • Dirck Bouts - foi um dos primeiros artistas nórdicos a usar o ponto de fuga nas suas composições, que dava profundidade à cena pintada e criava uma perspectiva quase fotográfica.As suas personagensapresentam uma beleza e serenidade intocáveis. • Flandres Hans Memling - pintor conhecido principalmente pelos seus retratos e pela sua pintura gentil e suave e de grande sentido humanístico . • Jan Van Eyck - Lançou as bases de uma nova cultura figurativa. Foi o grande divulgador da pintura a óleo ( de secagem lenta, permitia um trabalho minucioso pelo retoque e sobreposição de camadas, produzindo grande detalhe e realismo) . Permanecem os simbolismos medievais; registava os aspectos da vida urbana e da sociedade de sua época; grande cuidado com a perspectiva,procurando mostrar os detalhes e as paisagens. • Rogier van der Weyden - Discípulo de Van Eyck, foi o artista mais influente do seu tempo, no Norte daEuropa, tendo influenciado outros pintores. • Hugo Van der Goes - nasceu em 1440 e morreu em 1482. A sua obra caracteriza-se pela tensão dramática, pela sensação de movimento e ritmo e ainda pelasua monumentalidade.
  10. 10. • Hieronymus Bosch - Foi a grande excepção dentro do panorama artístico do seu tempo, pelas suas obras de carácter apocalíptico e macabro,repletas de figuras simbólicas e imaginativas e composições bastante complexas. Muitos dos seus trabalhos retratam cenas de pecado e tentação, recorrendo à utilizaçãode figuras simbólicas complexas,originais, imaginativas e caricaturais, muitas das quais eram obscuras mesmo no seutempo. • Matias Grünewald - Foi autor de cenas sagradas expressivas, vigorosas e agonizantes. O tema mais comum é a crucificação de Jesus Cristo. 27. Caracteriza o Gótico em Portugal. Arquitetura: - introduzido no século XIII, domina no Sul do país, permanecendo ligado às ordens monásticas, pelo que se implantou sobretudo nas zonas rurais e se caracteriza pela sobriedade e austeridade. - a introdução do Gótico em Portugal esteve relacionada com a acção da ordem de Cister e dos Dominicanos e Franciscanos. Inicialmente, apresenta características rurais e monásticas, de formas e linhas modestas e simples, em harmonia com a austeridade das ordens mendicantes. Somente nas obras de maior dimensão se desenvolveram programas mais ambiciosos e onde se fizeram sentir as influências internacionais ( Abatida de Alcobaça, Sé de Évora e Mosteiro da Batalha). - as linhas e ormas são modestas e simples: igrejas de 3 naves, central mais alta, separada das colaterais por arcadas de pilares finos; a cobertura é de madeira; abóbadas nervuradas apenas à cabeceira; 3 ou 5 capelas; abside com deambulatório, cobertura com abóbadas de arcos ogivais; frontaria de portal único e com rosácea sobreposta, abrindo sobre o corpo central; transepto saliente; exteriores compactos e fechados; austeridade na decoração exterior; abside com deambulatório; - primeiras construções góticas em Portugal: Mosteiro de Alcobaça, Claustro da Sé Velha de Coimbra; - mosteiro de Alcobaça seguiu a influência da Ordem de Cister que, por sua vez, seguiu o modelo da Abadia de Claraval, fundada por São Bernardo. Caracteriza-se pela sobriedade, solidez e funcionalidade - Mosteiro da Batalha  grande realização arquitectónica gótica portuguesa do séc. XV (período mais importante do gótico português): Planta convencional; as naves do corpo central e do transepto são abóbadadas, divididas por arcadas ogivais, apoiadas em grossos pilares, de colunelos ininterruptos da base ao capitel; uso de arcobotantes laterais, construídos sobre os telhados da cabeceira Pintura: - influências exteriores, assimilando-as de modo próprio e original - pintura sobre madeira, em polípticas destinadas a altares, retábulos e decoração de paredes (a de maior preferência) - temáticas: religiosas - composições ingénuas; demonstraram as dificuldades técnicas experimentadas pelos artistas: erros de representação; figuras esquematizadas; cores muito duras e sem modelado - Nuno Gonçalves – Painéis de S. Vicente: * políptico de 6 tábuas (60 fig. quase em tamanho natural) * objectivo do artista: retrato característico da sociedade portuguesa * realismo do retrato de cada uma das personagens individualizando a figura humana * personalidade bem marcada em cada uma das personagens * obra de ruptura com os padrões góticos tradicionais
  11. 11. ESCULTURA ● continuou o programa funcional da escultura românica ● decoração esculpida de suporte, essencialmente, arquitectónico (portais, capiteis, rosáceas) ● tumularia: decoração de túmulos, sarcófagos, etc.  onde se vão desenvolver os principais programas escultóricos ● grandes escolas: Lisboa, Évora e Batalha e a notável escola de Coimbra. Estilo Manuelino ARQUITECTURA - surge no reinado de D. Manuel I, a partir do séc. XV-XVI - Estilo arquitectónico, tipicamente português, associado às Descobertas e à Expansão Marítima portuguesa.Integra-se no Gótico Final, distinguindo-se pelos elementos decorativos exuberantes (nacionalistas, marítimos e naturalistas). Mantém o essencial das estruturas góticas - novos pretextos decorativos à escultura gótica (sobretudo nos portais e fachadas) - afirma-se principalmente ao nível da decoração da arquitectura: ornamentação [decoração] exuberante (quase barroca); tudo aparece representado: - nas fachadas - em ornatos de ombreiras - arquivoltas dos portais - ou em arcos e pilares interiores - motivos decorativos: - naturalistas: troncos, cachos de uvas, folhas de loureiro; - de origem marítima: redes, conchas, cordas, nós, algas - nacionalistas; esfera armilar, Cruz de Cristo, escudo de D. Manuel - arcos quebrados desaparecem, sendo substituídos por arcos polilobados (ferradura ou redondo) - principais construções: Mosteiro dos Jerónimos e Torre de Belém (Lisboa), Igreja da Ordem de Cristo (Tomar) PINTURA - politica de protecção às artes, seguida por D. Manuel I - factores que contribuíram para a evolução da pintura no inicio de Quinhentos: importação de obras da Flandres; fixação em Portugal de pintores flamengos ou a experiencia de alguns portugueses em oficinas estrangeiras - grande produtividade; escolas regionais: Viseu, Coimbra, Évora - as obras eram realizadas de forma colectiva entre mestres, artífices e aprendizes (parcerias) - especializando-se cada um no tratamento especifico de determinados elementos do quadro: a figura humana, as roupagens, os ambientes interiores, as formas arquitectónicas ou paisagens - tratamento realista do retrato e das paisagens - aplicação de coloridos intensos - representação minuciosa dos tecidos, tapetes, peças de ourivesaria (todo o tipo de acessórios que reflectiam o requinte e cosmopolitismo/elegância da sociedade cortesã da época) - apuramento do olhar, interesse pelo sensível e observável - contexto cultural: emergiu um renovado interesse no homem e na sua relação com o mundo - influência flamenga ESCULTURA ● papel predominante que a ornamentação desempenhou na arte manuelina  diversidade formal e plástica no
  12. 12. domínio da escultura ● favoráveis condições de trabalho/aumento da encomenda que aqui se verifica
  13. 13. ESQUEMA COMPARATIVO: ASPECTOS GERAIS ARTE ROMÂNICA ARTE GÓTICA ØDesenvolveu-se nos séculos XI e XII. ØArte monástica: construções rurais espalhadas pelos campos. ØSubstitui o românico a partir do século XII. ØArte citadina: apareceu com o desenvolvimento do comércio ARQUITECTURA ØPlanta em forma de cruz latina. ØArco de volta perfeita. ØDois tipos de abóbadas: de berço e de arestas. ØGrossos pilares interiores e contrafortes exteriores. ØParedes baixas e grossas. ØPoucas aberturas: apenas pequenas frestas. ØMonumentos escuros, austeros e pesados. ØMantém a planta de cruz latina, mas com naves mais elevadas. ØArco quebrado ou ogival. ØNovo tipo de abóbadas: abóbada sobre cruzamento de ogivas. ØArcobotantes apoiam , no exterior, a nova abóbada. ØJogo de massas verticais; elevadas torres com flechas. ØAltas janelas nas paredes e largas rosáceas nas fachadas, ØMonumentos muito iluminados e com belos vitrais a coar a luz. ESCULTURA ØUm «catecismo de pedra»; meio de pregação dos temas religiosos. ØRepresentação de figuras bíblicas, monstros, demónios, folhagens e motivos imaginários. ØElementos decorativos submetidos à arquitectura. ØMuitas decorações nos portais [tímpanos], fachadas e capitéis. ØMantém os temas religiosos espalhados pelos mesmos locais. ØUso de motivos próprios da vida do homem: flora e fauna da região. PINTURA ØPintura a fresco a decorar as vastas superfícies nuas das paredes e as capelas subterrâneas . ØMuito rica na decoração dos manuscritos ØSubstituição da pintura a fresco pelos vitrais. ØTemas religiosos, mas também profanos [cenas agrícolas, vida de reis, combates]. Influência dos vitrais nas iluminuras FIM

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