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Hugo S.
Pensamentos de Motivação
Humildade - Skill - Respeito
Humildade, skill, respeito, mas acima de tudo felicidade. Particularidades pelas quais
alcançamos os nossos planos, realizamos sonhos, cumprimos objetivos. Em conjunto corrigem
performances e posturas, criam seguidores e influenciadores, transformam colaboradores em
líderes.
A começar pela alegria, o pendulo que alberga todas as emoções e reações, ninguém
gosta de trabalhar ou ter que lidar com alguém que exibe uma mudança de humor constante.
A felicidade é, e tem sempre de ser, um vício que não se sacia. Quando a alegria desaparece
todo um conjunto de emoções psicológicas afetam o nosso cérebro.
Em ambiente de trabalho, o stresse reflete-se na habilidade de gerir as emoções, afetando o
desempenho do colaborador ou incapacitando-o de controlar a calma em situações de
pressão.
Quando estamos felizes estamos bem com a vida, social e profissionalmente. Se
perdermos o amor pelo que fazemos, então perdemos o sentido ou rumo a tomar. No fundo é
o que faz a diferença entre rotina ou adrenalina, aventura ou instabilidade, ambição,
concretização ou desânimo. Assim, se a missão da organização não vai de encontro com os
nossos objetivos, qual é a visão que se tem para o futuro?
Nenhum objetivo tem fim, não pode ter, pois uma vez alcançado outro lhe sucederá. Mas a
natureza humana no geral resiste à mudança. A mudança é desconfortável. Não depende se o
efeito é positivo ou negativo, a mudança pode na generalidade das vezes ser muito stressante.
Mas por vezes tornamo-nos tão confortáveis com o conformismo que mesmo que a mudança
seja para melhor, não a aceitamos. E assim seguimos, resignados com aquele pensamento
negativo do “podia ser pior”…
No abraço à mudança o principal obstáculo é o medo de errar. Mas todos cometemos
erros, o segredo é não ficar constrangido pela decisão de ir em frente. Todo o passado é um
treino e com os erros também se aprende. Por vezes essa lição é até aquela que mais perdura!
As escolhas podem ir num número infinito de direções, e quanto mais tempo se perde
ponderando as possibilidades, menos tempo se tem para focar numa ação.
Lembre-se, não existem erros apenas oportunidades desperdiçadas.
As competências vêm com o treino, com a experiência, as escolhas, a humildade e o
respeito, mas também com a alegria. A mente está preparada para assimilar mais rapidamente
aquilo de que gostamos do que o que forçamos, antes de o tornar numa mais-valia.
Nunca é cedo demais para construir experiências, competências ou relações fora da
organização ou sector de trabalho. O crescimento na carreira vem em muitas formas, por
vezes em lugares indiretamente associados ao local de trabalho. Voluntariado em ações
comunitárias ou participação em eventos, etc., desde que vão ao encontro com os nossos
ideais, são experiências que devem ser sempre valorizadas.
À medida que se desenvolve novos skills e interesses, mais influência se vai ter quer no local
de trabalho quer a nível pessoal, abrindo até novas possibilidades.
O respeito quotidiano é indispensável mas tem de ser merecido e não intitulado pelo
posto social ou profissional. As pessoas não se importam o quanto você sabe até terem noção
do quanto se preocupa. Há que valorizar e ajudar os outros com as suas necessidades, é por
isso que vivemos em sociedade e não isolados.
Quando as pessoas com quem trabalhamos têm sucesso, não é bom apenas para elas mas sim
para toda organização. O desânimo ou o ciúme são sentimentos normais e indispensáveis mas
que não se podem usar como fator de humilhação, pois são aquelas pessoas ou o seu êxito
que DEVEM inspirar tanto no trabalho como fora dele, que DEVEM influenciat as nossas
escolhas e que DEVEM motivar a trabalhar com mais afinco e aumentar a performance.
Em todo o percurso de vida a humildade é uma virtude que não deve ser esquecida,
pois traz mais recompensas do que o que se pensa. Só é respeitado quem se dá ao respeito.
Assim, a predisposição para orientar e apoiar tem que vir de um sentimento honesto e não de
falsas modéstias.
Todos temos tendência para focar no nosso sucesso em primeiro lugar, e preocupa-nos
quando não somos promovidos, reconhecidos ou recompensados. Interiorizamos que o
merecemos de alguma forma, mas a verdade é que se olharmos bem talvez se esteja prestes a
entrar num caminho para o qual pode não se estar preparado, ou pode-se estar a beneficiar de
uma situação alheia, ou até mesmo a favorecer-se de influências externas. Há uma questão
que se impõe: cheguei onde estou pelo meu mérito próprio?
Por um lado todo o sucesso alcançado é de louvar. Mas a que custo? Irá ser bem visto pelo
grupo? Ou ganhamos respeito ou perdemos credibilidade, e aí as relações vão ficar afetadas, a
confiança e o respeito desvanecem. Vale mesmo a pena optar pelo individualismo acima da
humildade? “I don’t think so, either you”.
No local de trabalho todas estas características têm de ser postas em prática, Every.
Single. Day.
As personalidades não são todas iguais, como não o são as respetivas respostas aos
estímulos, e este é sempre um argumento a considerar. Mas se a estrutura da organização
estiver apetrechada com uma liderança presente e uma hierarquia sólida capazes de formatar
os colaboradores nos valores da empresa e na construção de uma cultura própria, então é
certo o desenvolvimento das mencionadas características e ainda outras capazes de fortalecer
o rendimento, a produtividade e o empenho.
O desenvolver competências, mostrar-se sempre disponível e com boa disposição mesmo em
momentos de maior serviço e cansaço acumulado faz parte da vida para o comum profissional
de hotelaria, mas leva-nos a uma questão: a que custo? O que se empresta à empresa é
proporcional ao que se recebe de volta?
Na minha opinião, o empregador deve muito mais que um recibo de vencimento. Tem
que proporcionar dentro do local de trabalho um ambiente saudável e seguro, fortalecendo o
sentimento de pertença, onde se reme em conjunto numa única direção. Esta mensagem,
passada pelos canais corretos, trará o indispensável ânimo a todos os colaboradores.
Deve-se dar um conhecimento claro das funções a desempenhar e do que existe além delas. A
versatilidade é sem dúvida uma mais-valia, daí a necessidade de todos terem uma visão geral
de cada posto de trabalho no dia-a-dia. Para quando houver a necessidade de executar outras
tarefas ao menos se saber o que esperar.
É também importante saber a nossa posição dentro da organização. Todos temos
perspetivas de ascensão na carreira, mas não sejamos ingénuos, uma coisa é o empregador
dar-nos a entender a possibilidade de se vir a ocupar uma vaga, outra é prometer promoções
sem sentido ou cargos já ocupados levando o colaborador iludido a um esforço sem sentido do
qual sairá invariavelmente frustrado. Nestes casos só um desfecho é possível, pois quando se
perde tempo e se desperdiçam talentos então a mudança é vista como a melhor opção.
Em muitas organizações de topo, a avaliação constante é usada como método de
motivação pessoal. Noutras é implantada como forma de perceção de desempenho da própria
equipa. Mas muitas vezes nem só os números nos dão uma total visão do estado anímico do
grupo ou das pessoas. Há que perguntar-se: “Como está a ser o meu serviço?”
A lei diz que todos os trabalhadores devem ser pagos pelos seus serviços, livres de assédios ou
descriminações.
Mas sejamos realistas, a nossa felicidade também depende do volume da nossa carteira. Todos
já fizemos maratonas de trabalho, nada fora do normal, agora se essas horas extras não forem
bem remuneradas ou não houver pausas necessárias para uma performance de alto
rendimento, ou se o esforço extraordinário não é recompensado de alguma forma, então algo
se passa de errado. Assim ninguém aguenta, e num próximo evento já se pondera a “carta de
baixa”. Uma vez mais a mudança é o único desfecho. E a pergunta que se impõe agora é:
“como está a ser o serviço para mim?
Por outro lado, quando melhores das condições nos são apresentadas, então devemos
à empresa o nosso melhor desempenho todos os dias, devemos ao empregador o nosso
honesto feedback do que pode ou não ser melhorado à nossa volta. O foco total nas funções.
Um estudo da “Wall Street Journal”1
, escreve que em média os trabalhadores visitam a sua
conta do Facebook 21 vezes por dia e verificam o seu email 74 vezes. Numa área como a
hotelaria, tal abstração é reveladora de um colaborador descuidado e pouco decoroso.
Por isso, a implementação de regras, protocolos e procedimentos é essencial para a
concentração coletiva e objetiva dos standards operacionais em qualquer organização.
Para que, continuando a ser nós próprios, sejamos capazes de dar o máximo a cada dia, com
humildade, respeito e alegria. Este é, afinal, o caminho que escolhemos, a carreira que
abraçámos.
1
Gloria Mark, professor of Informatics at the University of California

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Art. 5.0 - Humildade - Skill - Respeito

  • 1. Hugo S. Pensamentos de Motivação Humildade - Skill - Respeito Humildade, skill, respeito, mas acima de tudo felicidade. Particularidades pelas quais alcançamos os nossos planos, realizamos sonhos, cumprimos objetivos. Em conjunto corrigem performances e posturas, criam seguidores e influenciadores, transformam colaboradores em líderes. A começar pela alegria, o pendulo que alberga todas as emoções e reações, ninguém gosta de trabalhar ou ter que lidar com alguém que exibe uma mudança de humor constante. A felicidade é, e tem sempre de ser, um vício que não se sacia. Quando a alegria desaparece todo um conjunto de emoções psicológicas afetam o nosso cérebro. Em ambiente de trabalho, o stresse reflete-se na habilidade de gerir as emoções, afetando o desempenho do colaborador ou incapacitando-o de controlar a calma em situações de pressão. Quando estamos felizes estamos bem com a vida, social e profissionalmente. Se perdermos o amor pelo que fazemos, então perdemos o sentido ou rumo a tomar. No fundo é o que faz a diferença entre rotina ou adrenalina, aventura ou instabilidade, ambição, concretização ou desânimo. Assim, se a missão da organização não vai de encontro com os nossos objetivos, qual é a visão que se tem para o futuro? Nenhum objetivo tem fim, não pode ter, pois uma vez alcançado outro lhe sucederá. Mas a natureza humana no geral resiste à mudança. A mudança é desconfortável. Não depende se o efeito é positivo ou negativo, a mudança pode na generalidade das vezes ser muito stressante. Mas por vezes tornamo-nos tão confortáveis com o conformismo que mesmo que a mudança seja para melhor, não a aceitamos. E assim seguimos, resignados com aquele pensamento negativo do “podia ser pior”… No abraço à mudança o principal obstáculo é o medo de errar. Mas todos cometemos erros, o segredo é não ficar constrangido pela decisão de ir em frente. Todo o passado é um treino e com os erros também se aprende. Por vezes essa lição é até aquela que mais perdura!
  • 2. As escolhas podem ir num número infinito de direções, e quanto mais tempo se perde ponderando as possibilidades, menos tempo se tem para focar numa ação. Lembre-se, não existem erros apenas oportunidades desperdiçadas. As competências vêm com o treino, com a experiência, as escolhas, a humildade e o respeito, mas também com a alegria. A mente está preparada para assimilar mais rapidamente aquilo de que gostamos do que o que forçamos, antes de o tornar numa mais-valia. Nunca é cedo demais para construir experiências, competências ou relações fora da organização ou sector de trabalho. O crescimento na carreira vem em muitas formas, por vezes em lugares indiretamente associados ao local de trabalho. Voluntariado em ações comunitárias ou participação em eventos, etc., desde que vão ao encontro com os nossos ideais, são experiências que devem ser sempre valorizadas. À medida que se desenvolve novos skills e interesses, mais influência se vai ter quer no local de trabalho quer a nível pessoal, abrindo até novas possibilidades. O respeito quotidiano é indispensável mas tem de ser merecido e não intitulado pelo posto social ou profissional. As pessoas não se importam o quanto você sabe até terem noção do quanto se preocupa. Há que valorizar e ajudar os outros com as suas necessidades, é por isso que vivemos em sociedade e não isolados. Quando as pessoas com quem trabalhamos têm sucesso, não é bom apenas para elas mas sim para toda organização. O desânimo ou o ciúme são sentimentos normais e indispensáveis mas que não se podem usar como fator de humilhação, pois são aquelas pessoas ou o seu êxito que DEVEM inspirar tanto no trabalho como fora dele, que DEVEM influenciat as nossas escolhas e que DEVEM motivar a trabalhar com mais afinco e aumentar a performance. Em todo o percurso de vida a humildade é uma virtude que não deve ser esquecida, pois traz mais recompensas do que o que se pensa. Só é respeitado quem se dá ao respeito. Assim, a predisposição para orientar e apoiar tem que vir de um sentimento honesto e não de falsas modéstias. Todos temos tendência para focar no nosso sucesso em primeiro lugar, e preocupa-nos quando não somos promovidos, reconhecidos ou recompensados. Interiorizamos que o merecemos de alguma forma, mas a verdade é que se olharmos bem talvez se esteja prestes a entrar num caminho para o qual pode não se estar preparado, ou pode-se estar a beneficiar de uma situação alheia, ou até mesmo a favorecer-se de influências externas. Há uma questão que se impõe: cheguei onde estou pelo meu mérito próprio? Por um lado todo o sucesso alcançado é de louvar. Mas a que custo? Irá ser bem visto pelo grupo? Ou ganhamos respeito ou perdemos credibilidade, e aí as relações vão ficar afetadas, a
  • 3. confiança e o respeito desvanecem. Vale mesmo a pena optar pelo individualismo acima da humildade? “I don’t think so, either you”. No local de trabalho todas estas características têm de ser postas em prática, Every. Single. Day. As personalidades não são todas iguais, como não o são as respetivas respostas aos estímulos, e este é sempre um argumento a considerar. Mas se a estrutura da organização estiver apetrechada com uma liderança presente e uma hierarquia sólida capazes de formatar os colaboradores nos valores da empresa e na construção de uma cultura própria, então é certo o desenvolvimento das mencionadas características e ainda outras capazes de fortalecer o rendimento, a produtividade e o empenho. O desenvolver competências, mostrar-se sempre disponível e com boa disposição mesmo em momentos de maior serviço e cansaço acumulado faz parte da vida para o comum profissional de hotelaria, mas leva-nos a uma questão: a que custo? O que se empresta à empresa é proporcional ao que se recebe de volta? Na minha opinião, o empregador deve muito mais que um recibo de vencimento. Tem que proporcionar dentro do local de trabalho um ambiente saudável e seguro, fortalecendo o sentimento de pertença, onde se reme em conjunto numa única direção. Esta mensagem, passada pelos canais corretos, trará o indispensável ânimo a todos os colaboradores. Deve-se dar um conhecimento claro das funções a desempenhar e do que existe além delas. A versatilidade é sem dúvida uma mais-valia, daí a necessidade de todos terem uma visão geral de cada posto de trabalho no dia-a-dia. Para quando houver a necessidade de executar outras tarefas ao menos se saber o que esperar. É também importante saber a nossa posição dentro da organização. Todos temos perspetivas de ascensão na carreira, mas não sejamos ingénuos, uma coisa é o empregador dar-nos a entender a possibilidade de se vir a ocupar uma vaga, outra é prometer promoções sem sentido ou cargos já ocupados levando o colaborador iludido a um esforço sem sentido do qual sairá invariavelmente frustrado. Nestes casos só um desfecho é possível, pois quando se perde tempo e se desperdiçam talentos então a mudança é vista como a melhor opção. Em muitas organizações de topo, a avaliação constante é usada como método de motivação pessoal. Noutras é implantada como forma de perceção de desempenho da própria equipa. Mas muitas vezes nem só os números nos dão uma total visão do estado anímico do grupo ou das pessoas. Há que perguntar-se: “Como está a ser o meu serviço?” A lei diz que todos os trabalhadores devem ser pagos pelos seus serviços, livres de assédios ou descriminações. Mas sejamos realistas, a nossa felicidade também depende do volume da nossa carteira. Todos já fizemos maratonas de trabalho, nada fora do normal, agora se essas horas extras não forem
  • 4. bem remuneradas ou não houver pausas necessárias para uma performance de alto rendimento, ou se o esforço extraordinário não é recompensado de alguma forma, então algo se passa de errado. Assim ninguém aguenta, e num próximo evento já se pondera a “carta de baixa”. Uma vez mais a mudança é o único desfecho. E a pergunta que se impõe agora é: “como está a ser o serviço para mim? Por outro lado, quando melhores das condições nos são apresentadas, então devemos à empresa o nosso melhor desempenho todos os dias, devemos ao empregador o nosso honesto feedback do que pode ou não ser melhorado à nossa volta. O foco total nas funções. Um estudo da “Wall Street Journal”1 , escreve que em média os trabalhadores visitam a sua conta do Facebook 21 vezes por dia e verificam o seu email 74 vezes. Numa área como a hotelaria, tal abstração é reveladora de um colaborador descuidado e pouco decoroso. Por isso, a implementação de regras, protocolos e procedimentos é essencial para a concentração coletiva e objetiva dos standards operacionais em qualquer organização. Para que, continuando a ser nós próprios, sejamos capazes de dar o máximo a cada dia, com humildade, respeito e alegria. Este é, afinal, o caminho que escolhemos, a carreira que abraçámos. 1 Gloria Mark, professor of Informatics at the University of California