Perspectivas Econômicas num
 Mundo em Transição para a
      Sustentabilidade
            Jorge Arbache
         Universidade de Brasília
       Rio+20, 18 de junho de 2012
A pergunta que não quer calar



• O foco de preocupação deve ser a
  sustentabilidade ambiental ou a
  sustentabilidade econômica e
  social?



                                     2
Muitos concordam com a
   agenda ambiental, mas...

• A preocupação imediata dos países em
  desenvolvimento é o aumento do
  padrão de vida e a redução da pobreza

• Enquanto a preocupação imediata dos
  países desenvolvidos é a superação da
  crise e a retomada do crescimento

                                          3
A questão social é premente...

• Mundo – 2,2 bilhões de pessoas com
  renda per capita por dia menor que $2
  (PPP)
   – China – 402 milhões
   – Índia – 843 milhões
   – Nigéria – 126 milhões
   – Brasil – 22 milhões

                                          4
O crescimento econômico é essencial
    para os indicadores sociais...




                                 5
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9
...e é crítico para enfrentar
          novos desafios

• Para o meio ambiente, mais impactante
  que o crescimento demográfico é a
  migração campo-cidade  substancial
  aumento do consumo de água,
  construções, transporte, produção de
  alimentos, produtos industrializados...



                                        10
O crescimento também é
  importante para as cidades

• Características em comum das
  cidades do mundo com maiores
  problemas ambientais
  – São relativamente pequenas
  – Têm instituições fracas e deficientes
  – Elevada pobreza
  – Atividade econômica modesta
  – Pouco acesso a tecnologias
                                            11
A busca pela sustentabilidade
social nos leva a duas opções

• Dividir o “bolo” ou

• Aumentar o “bolo”

  Mas e a degradação ambiental?

                                  12
Preservação e crescimento podem
   ser faces da mesma moeda
• O bolo pode ser aumentado
  utilizando as tecnologias, práticas e
  hábitos atuais ou

• Empregando tecnologias que
  explorem sinergias entre a
  preservação ambiental e o
  crescimento econômico e novas
  práticas e hábitos
                                      13
O desafio dos líderes


• Identificar e colocar em prática
  políticas e inovações institucionais
  que eliminem o trade-off entre
  crescimento econômico e proteção
  do meio ambiente e fomentem
  sinergias


                                         14
As políticas devem levar em
      conta a causalidade
• O desenvolvimento e o emprego de
  tecnologias verdes são induzidos pela
  busca da eliminação de falhas de
  mercado e novos hábitos
• Essas tecnologias aumentam a
  eficiência energética e a produtividade
• Oportunidades para conciliar
  sustentabilidade ambiental e econômica
  e promover a inclusão social
                                       15
O que fazer?
• Coordenar políticas sociais,
  econômicas e ambientais para que
  uma reforce a outra

• Promover legislações que corrijam
  falhas de mercado, melhorem a
  governança, fortaleçam as instituições
  de monitoramento e promovam novos
  hábitos e práticas sustentáveis
                                       16
A agenda é coletiva
  O que cada um pode fazer?
• Governos
  – Assumir riscos e financiamento de
    pesquisas de tecnologias que
    fortaleçam a sinergia entre meio
    ambiente-crescimento econômico
  – Disseminar inovações tecnológicas
    verdes e práticas sustentáveis
  – Promover legislações que incentivem
    e encorajem as sinergias
  – Estimular a competição nos mercados
                                      17
• Empresas e fazendeiros
  – Responsabilidade social e ambiental

  – Mudança de hábitos e práticas verdes

  – Investir em tecnologias que poupem
    recursos e aumentem a produtividade


                                           18
• Pessoas
  – Mudança de hábitos e práticas verdes

  – Reduzir o desperdício

  – Dar preferência a produtos e serviços
    de empresas preocupadas com a
    sustentabilidade

                                            19
• Países ricos
  – Transferir tecnologias verdes a preços
    acessíveis
  – Patrocinar fundos para a transição
    para a economia sustentável
  – Reduzir a emissão de CO2
  – Favorecer o comércio internacional
    verde e o investimento sustentável

                                         20
• Países pobres
  – Usar racionalmente os recursos
    naturais, que invariavelmente são
    suas maiores riquezas

  – Evitar o desperdício

  – Reduzir a emissão de CO2

                                        21
Muitos desafios na transição para
  uma economia sustentável…

• Custos da adaptação e da
  transformação da base industrial e
  tecnológica

• Mudanças no padrão de consumo

• Quem pagará a conta?
                                       22
…mas também muitas
       oportunidades

• Muitas frentes de negócios: carro
  elétrico, energias limpas,
  agricultura de baixo impacto,
  reciclagem, nanotecnologia,
  robótica...
• Aumento do valor adicionado e da
  riqueza coletiva com melhoria da
  qualidade de vida
                                      23
Muito está sendo feito
• Valoração dos ativos ambientais
• PIB verde para identificar ineficiências
  no uso dos recursos naturais
• Correção de falhas de mercado e de
  política
• Precificação dos danos, mercado de
  carbono
• Iniciativas público-privado
• Iniciativas empresariais e de ONGs    24
Oportunidade para
           emergentes

• A adoção de novas tecnologias pode
  ser relativamente barata devido ao
  imenso mercado de consumo de
  energia et al ainda em expansão
  – Smart grids, energia solar, eólica, etc
• Status quo menos estabelecido que
  nos países desenvolvidos

                                              25
Muitos exemplos e ideias de
            sucesso
• Agricultura orgânica
• Agricultura familiar de alta produtividade e
  baixo uso de insumos
• Ecoturismo
• Biodiesel
• Proálcool
• Nanotecnologia
• Educação ambiental
• Cidades com eficiência energética,
  reciclagem, controle ambiental
• Xixi no banho...                               26
À guisa de conclusão
• O caminho é conciliar a
  sustentabilidade ambiental com a
  econômica e social
• A crise econômica e a desigualdade de
  renda entre os países deverão atrasar
  o avanço desta agenda
• Mas há muitas iniciativas em curso e
  resultados para serem comemorados
• Há razões para um moderado otimismo
                                     27
OBRIGADO




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Apresentação Jorge Arbache Rio +20

  • 1.
    Perspectivas Econômicas num Mundo em Transição para a Sustentabilidade Jorge Arbache Universidade de Brasília Rio+20, 18 de junho de 2012
  • 2.
    A pergunta quenão quer calar • O foco de preocupação deve ser a sustentabilidade ambiental ou a sustentabilidade econômica e social? 2
  • 3.
    Muitos concordam coma agenda ambiental, mas... • A preocupação imediata dos países em desenvolvimento é o aumento do padrão de vida e a redução da pobreza • Enquanto a preocupação imediata dos países desenvolvidos é a superação da crise e a retomada do crescimento 3
  • 4.
    A questão socialé premente... • Mundo – 2,2 bilhões de pessoas com renda per capita por dia menor que $2 (PPP) – China – 402 milhões – Índia – 843 milhões – Nigéria – 126 milhões – Brasil – 22 milhões 4
  • 5.
    O crescimento econômicoé essencial para os indicadores sociais... 5
  • 6.
  • 7.
  • 8.
  • 9.
  • 10.
    ...e é críticopara enfrentar novos desafios • Para o meio ambiente, mais impactante que o crescimento demográfico é a migração campo-cidade  substancial aumento do consumo de água, construções, transporte, produção de alimentos, produtos industrializados... 10
  • 11.
    O crescimento tambémé importante para as cidades • Características em comum das cidades do mundo com maiores problemas ambientais – São relativamente pequenas – Têm instituições fracas e deficientes – Elevada pobreza – Atividade econômica modesta – Pouco acesso a tecnologias 11
  • 12.
    A busca pelasustentabilidade social nos leva a duas opções • Dividir o “bolo” ou • Aumentar o “bolo” Mas e a degradação ambiental? 12
  • 13.
    Preservação e crescimentopodem ser faces da mesma moeda • O bolo pode ser aumentado utilizando as tecnologias, práticas e hábitos atuais ou • Empregando tecnologias que explorem sinergias entre a preservação ambiental e o crescimento econômico e novas práticas e hábitos 13
  • 14.
    O desafio doslíderes • Identificar e colocar em prática políticas e inovações institucionais que eliminem o trade-off entre crescimento econômico e proteção do meio ambiente e fomentem sinergias 14
  • 15.
    As políticas devemlevar em conta a causalidade • O desenvolvimento e o emprego de tecnologias verdes são induzidos pela busca da eliminação de falhas de mercado e novos hábitos • Essas tecnologias aumentam a eficiência energética e a produtividade • Oportunidades para conciliar sustentabilidade ambiental e econômica e promover a inclusão social 15
  • 16.
    O que fazer? •Coordenar políticas sociais, econômicas e ambientais para que uma reforce a outra • Promover legislações que corrijam falhas de mercado, melhorem a governança, fortaleçam as instituições de monitoramento e promovam novos hábitos e práticas sustentáveis 16
  • 17.
    A agenda écoletiva O que cada um pode fazer? • Governos – Assumir riscos e financiamento de pesquisas de tecnologias que fortaleçam a sinergia entre meio ambiente-crescimento econômico – Disseminar inovações tecnológicas verdes e práticas sustentáveis – Promover legislações que incentivem e encorajem as sinergias – Estimular a competição nos mercados 17
  • 18.
    • Empresas efazendeiros – Responsabilidade social e ambiental – Mudança de hábitos e práticas verdes – Investir em tecnologias que poupem recursos e aumentem a produtividade 18
  • 19.
    • Pessoas – Mudança de hábitos e práticas verdes – Reduzir o desperdício – Dar preferência a produtos e serviços de empresas preocupadas com a sustentabilidade 19
  • 20.
    • Países ricos – Transferir tecnologias verdes a preços acessíveis – Patrocinar fundos para a transição para a economia sustentável – Reduzir a emissão de CO2 – Favorecer o comércio internacional verde e o investimento sustentável 20
  • 21.
    • Países pobres – Usar racionalmente os recursos naturais, que invariavelmente são suas maiores riquezas – Evitar o desperdício – Reduzir a emissão de CO2 21
  • 22.
    Muitos desafios natransição para uma economia sustentável… • Custos da adaptação e da transformação da base industrial e tecnológica • Mudanças no padrão de consumo • Quem pagará a conta? 22
  • 23.
    …mas também muitas oportunidades • Muitas frentes de negócios: carro elétrico, energias limpas, agricultura de baixo impacto, reciclagem, nanotecnologia, robótica... • Aumento do valor adicionado e da riqueza coletiva com melhoria da qualidade de vida 23
  • 24.
    Muito está sendofeito • Valoração dos ativos ambientais • PIB verde para identificar ineficiências no uso dos recursos naturais • Correção de falhas de mercado e de política • Precificação dos danos, mercado de carbono • Iniciativas público-privado • Iniciativas empresariais e de ONGs 24
  • 25.
    Oportunidade para emergentes • A adoção de novas tecnologias pode ser relativamente barata devido ao imenso mercado de consumo de energia et al ainda em expansão – Smart grids, energia solar, eólica, etc • Status quo menos estabelecido que nos países desenvolvidos 25
  • 26.
    Muitos exemplos eideias de sucesso • Agricultura orgânica • Agricultura familiar de alta produtividade e baixo uso de insumos • Ecoturismo • Biodiesel • Proálcool • Nanotecnologia • Educação ambiental • Cidades com eficiência energética, reciclagem, controle ambiental • Xixi no banho... 26
  • 27.
    À guisa deconclusão • O caminho é conciliar a sustentabilidade ambiental com a econômica e social • A crise econômica e a desigualdade de renda entre os países deverão atrasar o avanço desta agenda • Mas há muitas iniciativas em curso e resultados para serem comemorados • Há razões para um moderado otimismo 27
  • 28.