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Recife
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UNIVERSIDADE CATÓLICA DE PERNAMBUCO – UNICAP
PRÓ-REITORIA DE PESQUISA, PÓS-GRADUAÇÃO E INOVAÇÃO –
PROPESPI
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS DA RELIGIÃO – PPGCR
Tese apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Ciências da Religião
da Universidade Católica de Pernambuco, como requisito parcial para a
obtenção do título de doutor em Ciências da Religião. Linha de pesquisa:
Campo Religioso Brasileiro, Cultura e Sociedade.
Orientador: Prof. Dr. Gilbraz de Souza Aragão.
 Análise de conjuntura: A expansão dos cursos de graduação e pós-graduação (mestrado e doutorado)
em Ciências da Religião no Brasil a partir dos anos 2000 e a questão da construção do perfil acadêmico do
cientista da religião e de sua área de formação e atuação;
 Percepção de um conflito: a existência de divergências acerca do que venha a ser a(s) Ciência(s) da(s)
Religião(ões), isto é, o impasse em definir um quadro teórico-metodológico e uma genealogia que lhe seja
própria (incerteza identitária);
 Hipótese de pesquisa: O termo epistemologia funciona como um traço discursivo que permite rastrear
as posições teóricas que estão em relação e estruturam esse confronto;
 Tese: Os embates epistemológicos em Ciência da Religião reproduzem valores e sentidos inscritos na
prática discursiva que normatiza a sua atividade científica.
 Geral: Analisar como são produzidos os discursos referentes ao objeto, métodos e filiações conceituais da
Ciência da Religião no Brasil.
 Específicos: a) apresentar como a articulação entre a Epistemologia Histórica, praticada por Georges
Canguilhem, e a Análise do Discurso, elaborada por Michel Pêcheux, permite examinar a produção de
valores e sentidos de uma prática científica em uma dada época;
 b) rastrear, a partir de uma genealogia do conceito de religião para a Ciência da Religião, a emergência,
desenvolvimento e diáspora dessa prática científica;
 c) examinar o aparecimento e disseminação dos cursos de Ciências da Religião no Brasil e das reflexões
teórico-metodológicas sobre a área;
 d) mapear o funcionamento discursivo do termo epistemologia no debate sobre o estatuto epistemológico
das Ciências da Religião no cenário nacional entre 2001 e 2022.
 Exposição das linhas gerais da Epistemologia Histórica; a concepção de filosofia do conceito em
Canguilhem; os efeitos do encontro de Canguilhem com o pensamento de Bachelard;
 Apresentação do vínculo de Pêcheux com a história das ciências; as relações teóricas entre Althusser e
Pêcheux; o desenvolvimento metodológico e teórico da Análise do Discurso francesa;
 A elaboração de uma cartografia discursiva das práticas científicas a partir da conjunção entre genealogia
dos conceitos científicos e análise da produção material do sentido.
 Diferenciação entre estudo geral da religião e estudo comparado das religiões; Filologia Comparada e
Mitologia Comparada como antessala para a Ciência da Religião (a priori linguístico e comparativismo);
 Formalização da Ciência da Religião por Max Müller; criação das duas frentes de trabalho da nova ciência;
ruptura com o kantismo a partir do conceito de faculdade de fé; construção do método linguístico-histórico;
 Institucionalização da Ciência da Religião e a guinada histórico-evolucionista de Cornelis Petrus Tiele;
 O Manual de Ciência da Religião e a Fenomenologia da Religião concebidos por Chantepie de la Saussaye;
 Morfologia e ontologia da religião como renovação das duas frentes de trabalho da Ciência da Religião;
 As divergências acerca do papel e função da Ciência Religião no começo do século XX em Louis Jordan.
 As concepções de santidade, numinoso e sagrado em Nathan Söderblom e Rudolf Otto e seus efeitos no
estudo geral da religião e no estudo comparado das religiões (a dimensão da experiência religiosa);
 A Fenomenologia da Religião no pensamento de Gerardus van der Leeuw e de William Brede Kristensen;
 O lugar da Fenomenologia da Religião na Ciência da Religião segundo Joachim Wach e Raffaele Pettazzoni;
 A Ciência da Religião no projeto teórico de Mircea Eliade e a crise da disciplina;
 A genealogia e crítica à noção de religião em Wilfred Cantwell Smith;
 A grande diáspora da Ciência da Religião a partir da década de 1970.
 Primeiras recepções das ideias de Müller no Brasil por meio de José de Alencar, Couto de Magalhães, Sylvio
Romero, Dom Pedro II e Farias Brito (1870-1914);
 A Ciência da Religião no meio universitário com Jorge Bertolaso Stella e Jorge César Mota (1964-1975);
 O surgimento dos cursos de Ciências da Religião na década de 1970 e seus desafios; o vínculo inicial entre
perspectivas teológicas progressistas e as Ciências Sociais na criação dos cursos;
 Os movimentos para consolidação institucional e início das discussões acerca do estatuto epistemológico na
década de 1990;
 A expansão dos cursos de Ciências da Religião e a busca por uma identidade acadêmica (2001-2012);
 O aumento da autonomia institucional da área e do aprofundamento do debate epistemológico, porém
acompanhado de uma crescente incerteza acerca do futuro profissional dos seus egressos (2013-2022).
 Análise da discussão sobre o estatuto epistemológico da(s) Ciência(s) da(s) Religião(ões), focando nos
efeitos de pré-construído e discurso transverso e mostrando como o termo/tema da epistemologia é
predicado pelas posições teóricas que sustentam e estruturam esse debate;
 Montagem do corpus discursivos (corpus I e II) a partir de alguns textos que capitanearam esse debate em
dois momentos distintos (2001-2012/2013-2022), a fim de analisar com a epistemologia é mobilizada
discursivamente;
 Resultados: No corpus I, existe uma dificuldade em conceituar o que seja a epistemologia, evidenciando um
modo instável e heterogêneo de valorá-la. No corpus II, apesar de haver um maior balizamento teórico nas
discussões, o tema da epistemologia prolonga a mesma série de problemas apontada no corpus I (a
indistinção entre Ciências da Religião e Teologia, a existência ou não de um eixo metodológico da
área/disciplina, se Ciência(s) da(s) Religião(ões) designa uma disciplina ou um campo de estudos, etc. ).
 A reconstituição da história epistemológica da fase formativa e do período clássico da Ciência da Religião
traz para o debate nacional uma abordagem sobre o estudo comparado das religiões ainda não explorada;
 O rastreamento da chegada da Ciência da Religião ao Brasil e do surgimento dos cursos na área, mostra que
esses cursos se desenvolveram muito mais em função de contingências e de demandas institucionais já-
dadas do que priorizando a disciplinarização e o diálogo com a Ciência da Religião praticada fora do país;
 A análise discursiva do embates sobre o termo/tema da epistemologia evidencia a persistência histórica de
problemas teóricos, metodológicos e institucionais nas Ciências da Religião;
 Embora esta pesquisa não traga uma solução para os inúmeros problemas da embarcação Ciências da
Religião, ela se oferece como um mapa para que cada cientista da religião trace suas próprias linhas de fuga,
ousando pensar, por si mesmo, novas rotas de navegação.
CANGUILHEM, Georges. Ideologia e Racionalidade nas Ciências da Vida. Lisboa: Edições 70, 1977.
CANGUILHEM, Georges. Estudos de História e Filosofia das Ciências: concernentes aos vivos e à vida. São Paulo: Forense Universitária, 2012b [1968].
DREHER, Luís. Ciência(s) da Religião: teoria e pós-graduação no Brasil. In: TEIXEIRA, Faustino. (Org.). A(s) Ciência(s) da Religião no Brasil. Afirmação
de uma área acadêmica. São Paulo: Paulinas, 2001, p. 151-178.
ELIADE, Mircea. Origens: história e sentido na religião. Lisboa: Edições 70, 1989 [1969].
GROSS, Eduardo. A ciência da religião no Brasil: teses sobre sua constituição e seus desafios. In: OLIVEIRA, K. L.; REBLIN, I. A.; SCHAPER, V.G.; GROSS, E.;
WESTHELLE, V. (Orgs.). Religião, política, poder e cultura na América Latina. São Leopoldo: Escola Superior de Teologia, 2012, p. 13-26.
MOTA, Jorge César. A história das religiões no currículo da universidade. Revista de História da USP. São Paulo, v. 52, n. 103, p. 657-678, 1975.
MÜLLER, Friedrich Max. Chips from a German Workshop. Vol. 1 Essays on the Science of Religion. New York: Charles Scribner’s Sons, 1891 [1867].
MÜLLER, Friedrich Max. Introdução à ciência da religião. Belo Horizonte: Editora Senso, 2020b [1889].
PÊCHEUX, Michel. Semântica e discurso: uma crítica à afirmação do óbvio. Campinas: Editora da UNICAMP, 2014a [1975].
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religião, v. 21, p. 232-291, 2018.
PORTELLA, Rodrigo. Reflexos no Espelho: Reflexão sobre as Ciência(s) da(s) Religião(ões) nos programas de pós-graduação brasileiros. Revista Brasileira
de História das Religiões, ANPUH, v. 3, n. 9, p. 211-227, jan./abr. 2011.
SAUSSAYE, Pierre Daniël Chantepie de la. Manual of the science of religion. Londres: Longmans, 1891 [1887].
SHARPE, Eric. Comparative Religion: a history. Londres: Duckworth, 1986 [1975].
TIELE, Cornelis Petrus. Elements of the science of religion: part I morphological. vol. I. Edimburgo/Londres: William Blackwood, 1897.
TIELE, Cornelis Petrus. Elements of the science of religion: part II ontological. vol. II. Edimburgo/Londres: William Blackwood, 1899.
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  • 1. Mailson Fernandes Cabral de Souza Recife 2023 UNIVERSIDADE CATÓLICA DE PERNAMBUCO – UNICAP PRÓ-REITORIA DE PESQUISA, PÓS-GRADUAÇÃO E INOVAÇÃO – PROPESPI PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS DA RELIGIÃO – PPGCR Tese apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Ciências da Religião da Universidade Católica de Pernambuco, como requisito parcial para a obtenção do título de doutor em Ciências da Religião. Linha de pesquisa: Campo Religioso Brasileiro, Cultura e Sociedade. Orientador: Prof. Dr. Gilbraz de Souza Aragão.
  • 2.  Análise de conjuntura: A expansão dos cursos de graduação e pós-graduação (mestrado e doutorado) em Ciências da Religião no Brasil a partir dos anos 2000 e a questão da construção do perfil acadêmico do cientista da religião e de sua área de formação e atuação;  Percepção de um conflito: a existência de divergências acerca do que venha a ser a(s) Ciência(s) da(s) Religião(ões), isto é, o impasse em definir um quadro teórico-metodológico e uma genealogia que lhe seja própria (incerteza identitária);  Hipótese de pesquisa: O termo epistemologia funciona como um traço discursivo que permite rastrear as posições teóricas que estão em relação e estruturam esse confronto;  Tese: Os embates epistemológicos em Ciência da Religião reproduzem valores e sentidos inscritos na prática discursiva que normatiza a sua atividade científica.
  • 3.  Geral: Analisar como são produzidos os discursos referentes ao objeto, métodos e filiações conceituais da Ciência da Religião no Brasil.  Específicos: a) apresentar como a articulação entre a Epistemologia Histórica, praticada por Georges Canguilhem, e a Análise do Discurso, elaborada por Michel Pêcheux, permite examinar a produção de valores e sentidos de uma prática científica em uma dada época;  b) rastrear, a partir de uma genealogia do conceito de religião para a Ciência da Religião, a emergência, desenvolvimento e diáspora dessa prática científica;  c) examinar o aparecimento e disseminação dos cursos de Ciências da Religião no Brasil e das reflexões teórico-metodológicas sobre a área;  d) mapear o funcionamento discursivo do termo epistemologia no debate sobre o estatuto epistemológico das Ciências da Religião no cenário nacional entre 2001 e 2022.
  • 4.  Exposição das linhas gerais da Epistemologia Histórica; a concepção de filosofia do conceito em Canguilhem; os efeitos do encontro de Canguilhem com o pensamento de Bachelard;  Apresentação do vínculo de Pêcheux com a história das ciências; as relações teóricas entre Althusser e Pêcheux; o desenvolvimento metodológico e teórico da Análise do Discurso francesa;  A elaboração de uma cartografia discursiva das práticas científicas a partir da conjunção entre genealogia dos conceitos científicos e análise da produção material do sentido.
  • 5.  Diferenciação entre estudo geral da religião e estudo comparado das religiões; Filologia Comparada e Mitologia Comparada como antessala para a Ciência da Religião (a priori linguístico e comparativismo);  Formalização da Ciência da Religião por Max Müller; criação das duas frentes de trabalho da nova ciência; ruptura com o kantismo a partir do conceito de faculdade de fé; construção do método linguístico-histórico;  Institucionalização da Ciência da Religião e a guinada histórico-evolucionista de Cornelis Petrus Tiele;  O Manual de Ciência da Religião e a Fenomenologia da Religião concebidos por Chantepie de la Saussaye;  Morfologia e ontologia da religião como renovação das duas frentes de trabalho da Ciência da Religião;  As divergências acerca do papel e função da Ciência Religião no começo do século XX em Louis Jordan.
  • 6.  As concepções de santidade, numinoso e sagrado em Nathan Söderblom e Rudolf Otto e seus efeitos no estudo geral da religião e no estudo comparado das religiões (a dimensão da experiência religiosa);  A Fenomenologia da Religião no pensamento de Gerardus van der Leeuw e de William Brede Kristensen;  O lugar da Fenomenologia da Religião na Ciência da Religião segundo Joachim Wach e Raffaele Pettazzoni;  A Ciência da Religião no projeto teórico de Mircea Eliade e a crise da disciplina;  A genealogia e crítica à noção de religião em Wilfred Cantwell Smith;  A grande diáspora da Ciência da Religião a partir da década de 1970.
  • 7.  Primeiras recepções das ideias de Müller no Brasil por meio de José de Alencar, Couto de Magalhães, Sylvio Romero, Dom Pedro II e Farias Brito (1870-1914);  A Ciência da Religião no meio universitário com Jorge Bertolaso Stella e Jorge César Mota (1964-1975);  O surgimento dos cursos de Ciências da Religião na década de 1970 e seus desafios; o vínculo inicial entre perspectivas teológicas progressistas e as Ciências Sociais na criação dos cursos;  Os movimentos para consolidação institucional e início das discussões acerca do estatuto epistemológico na década de 1990;  A expansão dos cursos de Ciências da Religião e a busca por uma identidade acadêmica (2001-2012);  O aumento da autonomia institucional da área e do aprofundamento do debate epistemológico, porém acompanhado de uma crescente incerteza acerca do futuro profissional dos seus egressos (2013-2022).
  • 8.  Análise da discussão sobre o estatuto epistemológico da(s) Ciência(s) da(s) Religião(ões), focando nos efeitos de pré-construído e discurso transverso e mostrando como o termo/tema da epistemologia é predicado pelas posições teóricas que sustentam e estruturam esse debate;  Montagem do corpus discursivos (corpus I e II) a partir de alguns textos que capitanearam esse debate em dois momentos distintos (2001-2012/2013-2022), a fim de analisar com a epistemologia é mobilizada discursivamente;  Resultados: No corpus I, existe uma dificuldade em conceituar o que seja a epistemologia, evidenciando um modo instável e heterogêneo de valorá-la. No corpus II, apesar de haver um maior balizamento teórico nas discussões, o tema da epistemologia prolonga a mesma série de problemas apontada no corpus I (a indistinção entre Ciências da Religião e Teologia, a existência ou não de um eixo metodológico da área/disciplina, se Ciência(s) da(s) Religião(ões) designa uma disciplina ou um campo de estudos, etc. ).
  • 9.  A reconstituição da história epistemológica da fase formativa e do período clássico da Ciência da Religião traz para o debate nacional uma abordagem sobre o estudo comparado das religiões ainda não explorada;  O rastreamento da chegada da Ciência da Religião ao Brasil e do surgimento dos cursos na área, mostra que esses cursos se desenvolveram muito mais em função de contingências e de demandas institucionais já- dadas do que priorizando a disciplinarização e o diálogo com a Ciência da Religião praticada fora do país;  A análise discursiva do embates sobre o termo/tema da epistemologia evidencia a persistência histórica de problemas teóricos, metodológicos e institucionais nas Ciências da Religião;  Embora esta pesquisa não traga uma solução para os inúmeros problemas da embarcação Ciências da Religião, ela se oferece como um mapa para que cada cientista da religião trace suas próprias linhas de fuga, ousando pensar, por si mesmo, novas rotas de navegação.
  • 10. CANGUILHEM, Georges. Ideologia e Racionalidade nas Ciências da Vida. Lisboa: Edições 70, 1977. CANGUILHEM, Georges. Estudos de História e Filosofia das Ciências: concernentes aos vivos e à vida. São Paulo: Forense Universitária, 2012b [1968]. DREHER, Luís. Ciência(s) da Religião: teoria e pós-graduação no Brasil. In: TEIXEIRA, Faustino. (Org.). A(s) Ciência(s) da Religião no Brasil. Afirmação de uma área acadêmica. São Paulo: Paulinas, 2001, p. 151-178. ELIADE, Mircea. Origens: história e sentido na religião. Lisboa: Edições 70, 1989 [1969]. GROSS, Eduardo. A ciência da religião no Brasil: teses sobre sua constituição e seus desafios. In: OLIVEIRA, K. L.; REBLIN, I. A.; SCHAPER, V.G.; GROSS, E.; WESTHELLE, V. (Orgs.). Religião, política, poder e cultura na América Latina. São Leopoldo: Escola Superior de Teologia, 2012, p. 13-26. MOTA, Jorge César. A história das religiões no currículo da universidade. Revista de História da USP. São Paulo, v. 52, n. 103, p. 657-678, 1975. MÜLLER, Friedrich Max. Chips from a German Workshop. Vol. 1 Essays on the Science of Religion. New York: Charles Scribner’s Sons, 1891 [1867]. MÜLLER, Friedrich Max. Introdução à ciência da religião. Belo Horizonte: Editora Senso, 2020b [1889]. PÊCHEUX, Michel. Semântica e discurso: uma crítica à afirmação do óbvio. Campinas: Editora da UNICAMP, 2014a [1975]. PÊCHEUX, Michel. Ousar pensar e ousar se revoltar. Ideologia, marxismo, luta de classes. Decálages, v.1, n. 4, p. 1-22, 2014d [1978]. PIEPER, Frederico. Aspectos históricos e epistemológicos da Ciência da Religião no Brasil. Um estudo de caso. NUMEN: Revista de estudos e pesquisa da religião, v. 21, p. 232-291, 2018. PORTELLA, Rodrigo. Reflexos no Espelho: Reflexão sobre as Ciência(s) da(s) Religião(ões) nos programas de pós-graduação brasileiros. Revista Brasileira de História das Religiões, ANPUH, v. 3, n. 9, p. 211-227, jan./abr. 2011. SAUSSAYE, Pierre Daniël Chantepie de la. Manual of the science of religion. Londres: Longmans, 1891 [1887]. SHARPE, Eric. Comparative Religion: a history. Londres: Duckworth, 1986 [1975]. TIELE, Cornelis Petrus. Elements of the science of religion: part I morphological. vol. I. Edimburgo/Londres: William Blackwood, 1897. TIELE, Cornelis Petrus. Elements of the science of religion: part II ontological. vol. II. Edimburgo/Londres: William Blackwood, 1899.