INTERPRETAÇÃO DO HEMOGRAMA
HEMOGRAMA COMPLETO
– Exame simples e baixo custo
– Auxilia no diagnóstico de patologias hematológicas e sistêmicas
• Avaliação quantitativa e qualitatita dos elementos do sangue
• Subdividido em eritrograma, leucograma ou plaquetograma
• Contagem de eritrócitos – expressa número de hemácias por mm3
• Distensão sanguinea – visualiza as 3 series
INTERPRETAÇÃO DO HEMOGRAMA
• CHCM
– Detecção de desidratação celular
– Aumentado nas doenças que afetam membrana eritrocitária como
microesferocitose e anemia hemolítica auto imune
– Na doença falciforme ocorre desidratação celular aumentando o CHCM
• RDW
– Varia 11,5 – 14,5%,
– Medida de intensidade de anisocitose
• HEMATÓCRITO( % )
_ Porcentagem da massa eritrocitárias em relação ao volume total
• HCM
_ Representa o peso da Hemoglobina média dos eritrócitos ( picogramas)
ÍNDICES HEMATIMÉTRICOS
VCM = Ht (l/l) x 1000 / no
GV (x1012
/l)
(fl=10-15
l);
HCM = Hb (g/l) / no
GV (x1012
/l)
(pg=10-12
g);
CHCM = Hb (g/dl) / Ht (l/l)
(g/dl);
NÍVEIS DE HEMOGLOBINA INDICATIVOS
DE ANEMIA AO NÍVEL DO MAR
Grupos por faixa etária/sexo Hemoglobina g/dlGrupos por faixa etária/sexo Hemoglobina g/dl
6 meses - 5 anos < 116 meses - 5 anos < 11
6anos a 14 anos < 126anos a 14 anos < 12
Homens adultos < 13Homens adultos < 13
Mulheres adultas < 12Mulheres adultas < 12
Mulheres grávidas < 11Mulheres grávidas < 11
ANEMIAS
Conceito: Diminuição da massa eritrocitária
Melhor Método para Avaliar a Massa Eritrocitária:
Dosagem de Hemoglobina
Por quê o Hematócrito não é adequado?
Intrinsecamente susceptível a variações de volume
plasmático
CLASSIFICAÇÃO
Por perda sanguínea – Anemias Hemorrágicas
agudas ou crônicas
Por aumento na destruição dos eritrócitos _
HEMÓLISES (Crônicas ou adquiridas ).
Por produção inadequada de eritrócitos _
(alteração da hematopoese) carência ou
hipoplasia medular
CLASSIFICAÇÃO MORFOLÓGICA
VCM= Hto (%) x 10 (expressa em
fentolitros)
GV (em milhões por mm³)
Valores de VCM:
• Microcíticas: VCM<80 fl
• Normocíticas: VCM 80-100 fl
• Macrocíticas: VCM> 100 fl
Classificação Morfológica
MICROCÍTICAS:
- Deficiência de ferro
- Intoxicação por chumbo
- Talassemias
- Anemia de origem infecciosa
NORMOCÍTICAS:
- Anemias hemolíticas
- Secundária a perdas
- Seqüestração esplênica
- Doenças malignas
- MACROCÍTICAS:
- Deficiência de vitamina B12/ ác. fólico
- Anemia aplástica
- Síndrome de Blackfan-Diamond
- Hipotireoidismo
- Hepatopatia/Nefropatia crônicas
DEFICIÊNCIA DE PRODUÇÃO DE
ERITRÓCITOS
• Falta de tecido eritropoiético:
– Destruição
– Estimulantes (EPO)↓
– congênita.
• Invasão da medula óssea por elementos
malignos.
• ↓ Elementos essenciais à eritropoiese:
– Ferro
– Folato
– Vitaminas B 12, B 6 e C.
EXCESSO DE DESTRUIÇÃO DE
ERITRÓCITOS (HEMÓLISE)
• Agressão ao eritrócito:
– Toxinas
– Parasitas
– Imunológica
• Defeito do eritrócito:
– Arquitetura da membrana
– Enzimático
– Hemoglobina anormal
• Hiperesplenismo
PERDAS HEMORRÁGICAS
• Agudas:
– Traumas
– Cirurgias
– Hemorragias nos tratos gastrintestinal e
genital
• Crônicas:
– Úlceras
– Tumores intestinais
– Parasitas intestinais
– Menstruações abundantes
DIAGNÓSTICO CLÍNICO
As manifestações clínicas são decorrentes da redução da capacidade
transporte de O₂ no sangue e menor oxigenação dos tecidos
(hipóxia):
• Palidez
• Tontura
• Astenia
• Falta de interesse e atenção
• Perversão do apetite ( picacismo) e anorexia
• Diminuição da libido
• Irritabilidade
• Cefaléia
• Debilidade física
• Dispnéia aos esforços
• Depressão imunológica
DIAGNÓSTICO LABORATORIAL
Exames iniciais:
• HEMOGRAMA
• ESFREGAÇO SANGUÍNEO
• RETICULÓCITOS
DIAGNÓSTICO LABORATORIAL
• Contagem de reticulócitos:
– 0,5 a 2,0%, em nº absolutos 25.000 a 75.000/ µl.
<0,5% = insuficiente produção medular.
>2,0% = hiperprodução medular.
• Mielograma:
– Normoblástica: Fe, hemólise, infecção.
– Hiperplasia da série vermelha: ↓ Fe e hemólise.
– Hipoplasia.
– Eritropoiese megaloblástica: ↓ folato e vitamina B 12.
– Invasão de células anormais
ANEMIA FERROPRIVA
É a doença mais freqüente do mundo
(40 a 50% dos < 5 a)
Acomete mais de 600 milhões de
pessoas
Carência de ferro = 3 vezes mais
freqüente
GRUPOS DE RISCO PARA
DEFICIÊNCIA DE FERRO
Crianças entre 6 meses e 2 - 3 anos
Mulheres em idade reprodutiva
Mulheres grávidas
Doadores regulares de sangue
Comunidades com baixa ingestão de
ferro heme
ANEMIA FERROPRIVA
- Deficiências na ingesta de Ferro
- Deficiência na absorção de Ferro
- Aumento das necessidades:
- crescimento
- gravidez/ lactação
- menstruação
- Por perda crônica de sangue
- parasitoses
- hemorróidas
- distúrbios menstruais
- epistaxes
- úlceras
SINAIS CLÍNICOS
• Instalação gradual (estágio ↓ Fe corporal)
• Sintomatologia característica:
– Sintomas gerais da anemia
– Glossite atrófica
– Perversão alimentar
– Disfagia intensa
– Amenorréia
– Diminuição da libido
– Queda do rendimento intelectual
DIAGNÓSTICO LABORATORIAL
• Hemograma:
– ↓ Hb, Ht, VCM, HCM, CHCM
• Esfregaço : microcitose e hipocromia,
pode haver poiquilocitose e hemácias em
alvo.
• Ferro Sérico ↓ : < 70µg/dl (VR:115 ± 50)
• Transferina ↑ : > 400µg/ml
• Saturação da transferrina ↓ : < 15%
• Ferritina sérica ↓ : <10ng/ml
CINÉTICA DO FERRO
• Ferro sérico
– Interpretar junto com ferritina e TIBC
– Baixo:
- anemia ferropriva (<30μg/dL)
- anemia de doença crônica (geralmente <50μg/dL)
– Normal ou elevado: talassemia e anemia sideroblástica
• Ferritina sérica
– 1º parâmetro a se alterar
– Correlacionam-se bem com os estoques de ferro corporal
– Ferropriva: <15ng/mL
– Anemia de doença crônica: 30-200ng/mL
– Talassemias e anemia sideroblástica: 50-300ng/mL
CINÉTICA DO FERRO
• TIBC
– Reflete quantidade de transferrina disponível no soro para
combinar-se com ferro
– Deficiência de ferro→ TIBC >360μg/dL, por aumento da
produção de transferrina pelo fígado, em resposta à
carência de ferro
– Anemia de doença crônica → TIBC<300μg/mL)
– Normal ou elevado: talassemia e anemia sideroblástica
• Saturação da transferrina (Fe/TIBC)
– Normal: 20-40%
– Anemia ferropriva: <15%
– Anemia de doença crônica: 10-20%
• Reticulócitos: normais ou levemente
elevados
• Mielograma: hiperplasia eritróide; ↓ grânulos
de Fe nos normoblastos; quase ausência de
Fe corável ou ferritina.
• Prova terapêutica: pode substituir
comprovação laboratorial.
– Administração oral de Fe, com aumento
significativo dos reticulócitos em 1 semana
e da Hb em 1 mês.
TRATAMENTO DA FERROPENIA
• Correção da causa de espoliação do Fe.
• Adequação dietética.
• Sais de Fe via oral :
– 5 a 6 mg de Ferro elementar/Kg/dia
(dividido em 2 a 3 tomadas, 1 hora antes das
refeições, de preferencia com suco ácido)
Efeitos Adversos no TGI: náuseas, vômitos, desconforto
epigástrico e diarréia, nesses casos observa-se melhor
tolerância quando administrados junto as refeições.
TRATAMENTO
• Falha Terapêutica
1.Diagnóstico etiológico errado.
2.Anemia é multifatorial
3.Não adesão ao tratamento
4.Ritmo do sangramento crônico maior que a
reposição
5.Doença Celíaca – Fe oral não é absorvido
Indicações de Ferro Parenteral
1. Síndrome de Má absorção duodeno-jejunais
2. Intolerância das preparações orais.
3. Necessidade de reposição imediata dos
estoques de Fe
4. Perda de Fe excedendo a reposição oral
maxima.
ANEMIA MEGALOBLÁSTICA
– Carência de ácido fólico e vitamina B12.
– Eritropoese ineficaz por comprometimento da
biossíntese do DNA.
– Resultam em macrócitos de VCM e HCM
aumentados (destruição intra-medular).
ANEMIA PERNICIOSA
Gastrite atrófica imunológica
Risco aumentado para neo gástrico
• glossite
• dormências e falta de sensibilidade nas
extremidades
• deterioração mental irreversível ( PSICOSE,
DEMENCIA )
DEFICIÊNCIA DE VITAMINA B12
Vitamina B12- cianocobalamina
• Fonte: Alimentos de origem animal
• Ingestão: 5 a 15 mcg/dia na dieta ocidental,
• Necessidade diária: 2mcg.
• Estoque: 2 a 5 mg
• Tempo de instalação: 2 a 5 anos
• Digestão: Duodenal, após ligação com fator intrínseco
secretado pelo estômago
DEFICIÊNCIA DE VITAMINA B12
Co-enzima de duas reações:
• Eritropoese normal (síntese de DNA),
• Conversão de metilmalonil em succinil Co-A –
acúmulo de metilmalonil, responsável pela
neuropatia.
ANEMIA MEGALOBLÁSTICA
• Deficiência de B12
1) Ingesta inadequada
2) Má absorção
- ↓Liberação do alimento (acloridria, gastrectomia parcial)
- ↓ Prod. FI (anemia perniciosa, gastrectomia total, congênita)
- Desordens do Íleo Terminal (ressecção intestinal, Chron…)
- Insuficiência pancreática
- Competição pela Cobalamina (hiperproliferação bacteriana,
Diphyllobotrium latum)
- Drogas (colchicina, neomicina…)
3) Outras (↓ Transcobalamina II, defeitos enzimáticos…)
CARÊNCIA DE ÁCIDO FÓLICO
• Diminuição da síntese de purinas e timidina
• Diminuição da síntese de DNA nas células
precursoras eritropoéticas,
• Acúmulo de metabólitos tóxicos,
• Bloqueio de reações de metilação envolvidas
na expressão gênica
CARÊNCIA DE ÁCIDO FÓLICO
• Folato : anel de pterina ligado ao PABA
• Fontes: vegetais verdes e frutas cítricas
• Dieta: 300 mcg/dia
• Depósito: 5 a 10 mg
• Tempo de instalação: 6 meses
• Absorção: jejuno proximal
ANEMIA MEGALOBLÁSTICA
Deficiência de ácido fólico
• Deficiência de folato
– 1) Ingesta inadequada (alcoólatras, adolescentes…)
– 2) Aumento das necessidades
– - Gravidez, hemólise, malignidade, hemodiálise…
– 3) Má absorção por:
– - Distúrbio primário da mucosa duodenojejunal (ex: doença celíaca…)
- Drogas: anticonvulsivantes, barbitúricos
4) Prejuízo no Metabolismo:
- Álcool
- Drogas (metotrexato, trimetoprim…)
ANEMIA MEGALOBLÁSTICA
• Clínica : típica da anemia
• Hemograma: pancitopenia
• Esfregaço do sangue periférico:
neutrófilos com núcleos hipersegmentados,
hemácias com volume aumentado
TRATAMENTO
Deficiência de cobalamina
100-1000 µg via intramuscular por dia durante 7
dias, seguida da mesma dose 1-2 x semana, por 2
meses.
Se a causa da deficiência for anemia perniciosa ou
causa irreversível, mantem dose mensal por toda
a vida.
Reposição oral com 2 mg de vitamina B12 por dia
TRATAMENTO
Deficiência de folato
1-5 mg/dia via oral
Se problema de absorção, doses de até 15
mg/dia
Pacientes com necessidades continuamente
aumentadas (anemia hemolítica, má
absorção):
Ác. Fólico oral indefinidamente, com dieta rica
em folato
ANEMIA ASSOCIADA A INSUFICIÊNCIA RENAL
CRÔNICA
• Anemia progressiva, conforme lesão dos
néfrons
• Multifatorial:
• Deficiencia de eritropoetina
• Diminuição sobrevida de hemácias
• Ambiente uremico
• Doença crônica/inflamação
ANEMIA ASSOCIADA A
INSUFICIÊNCIA RENAL CRÔNICA
• EritropoetinaEritropoetina
• indicaçõesindicações
Estimula as cels
progenitoras eritróides
imaturas
- anemia - insuf. renal crônica
- pacientes AIDS (zidovudina)
 níveis endógenos de
eritropoetina
- não se destina a paciente
que necessitam de correção
imediata de anemia grave
ADC
• Anemia leve a moderada
• Presente em :
• Infecções,
• Inflamações
• Traumas
• Neoplasias
• Ausencia de sangramento, hemólise eou
infiltraçao tumoral
ADC
• imunoinduzida?
• RETENÇÃO DE FERRO NOS MACROFAGOS E
COM ISSO HIPOFERREMIA COM DIFICULDADE
NO TRANSPORTE
• BAIXA SECREÇÃO DE ERITROPOETINA NA ADC
• SOBREVIDA REDUZIDA DAS HEMÁCIAS
ADC
• QUADRO CLINICO DEPENDE DA DOENÇA DE
BASE
• ANEMIA LEVE, NORMO NORMO OU
LEVEMENTE HIPO-MICRO
Anemias hemolíticas
• Hemólise é definida como a destruição
prematura das hemácias na periferia, seja no
espaço intravascular, seja no interstício dos
órgãos do sistema retículo-endotelial,
provocando uma queda importante de sua
meia-vida.
Classificação
das Anemias Hemolíticas
Hereditárias X Adquiridas
defeitos congênitos do eritrócito anticorpos, toxinas ou anormali
(membrana, enzima ou hemoglobina). dades da circulação.
Intracorpusculares X Extracorpusculares
anormalidades no interior dos eritrócitos - fatores extrínsecos – trauma
hemoglobinopatia ou enzimopatia mecânicos ou auto-Ac.
Intravasculares X Extravasculares
as hemácias são destruídas na hemácias destruídas no tecido
própria circulação retículo-endotelial
Achados Clínicos
Icterícia leve associada a palidez.
Esplenomegalia – talassemias.
História familiar positiva de anemia –
esferocitose hereditária, anemia
falciforme, talassemias.
Uso de medicamentos – alfa-metildopa
, dapsona.
Urina avermelhada ou marrom
(hemoglobinúria) – hemólise
intravascular.
Obs: Uma crise hemolítico aguda
intravascular freqüentemente se
manifesta com febre, lombalgia,
palidez, icterícia e “urina escura”
Laboratório
• LDH elevada: 285 – 1160 U/mL (LDH-2).
• Haptoglobina sérica diminuída.
• Indicadores de hemólise intravascular:
hemoglobinemia, hemossiderinúria, hemoglobinúria,
hemopexina e metemalbumina.
• Índices hematimétricos: Anemia normocítica e
normocrômica em geral. Quando a hemólise é aguda e
grave, pode aparecer macrocitose.
• Hematoscopia do sangue periférico
hematoscopia
• Anicocitose e poiquilocitose.
• Microesferócitos – Esferocitose hereditária e anemia
imuno-hemolítica.
• Eliptócitos – Eliptocitose hereditária.
• Células afoiçadas (drepanócitos) – Anemia falciforme.
• Hemácias em alvo (leptócitos) – Hemoglobinopatia,
talassemia e hepatopatia.
• Esquizócitos (fragmentos de hemácias) –
Microangiopática, prótese valvar, queimadura.
• Acantócitos: Insificiência hepática grave,
abetalipoproteinemia
Anemia hemolítica Auto-imune
• Induzida pela ligação de anticorpos e/ou
complemento à membrana das hemácias.
• Geralmente causada por auto-anticorpos.
Reações transfusionais também podem ocorrer.
• Opsonização → fagocitose por macrófagos
(hemólise extravascular).
• AHAI por anticorpos quentes – IgG.
• AHAI por anticorpos frios – IgM.
AHAI por IgG
• Mais prevalente.
• IgG produzida geralmente contra antígenos do sistema Rh. Principal local de
hemólise é o baço.
• 50% tem causa idiopática – mais comum em mulheres 50-60 anos.
• Alfa-metildopa, LES, LLC, Linfoma não-Hodgkin, MM, BK, CMV.
• Leve icterícia, esplenomegalia, reticulocitose 10-30%, VCM normal ou aumentado,
microesferócitos.
• Teste do Coombs Direto – positivo em 98% dos casos.
• Tratamento:
– Prednisona 1-2mg/kg/dia ou 40mg/m2
de superfície corporal.
– Esplenectomia
– Ciclofosfamida ou azatioprina
– Tto de suporte para doença crônica: ácido fólico
AHAI por IgM
• Anticorpos dirigidos contra sistema (I,i). Apresentam maior atividade em
temperaturas entre 0 – 10 o
C – Crioaglutininas.
• Destruição das hemácias ocorre nos fígado pelas células de Kuppfer.
• Doença da Crioaglutinina – Idiopática: expansão clonal de linfócitos B e
produção excessiva de IgM monoclonal. 50 -70 anos.
• Doenças linfoproliferativas, infecção por Mycoplasma pneumoniae.
• Quadro clínico mais brando que a por igG. Auto-limitado nos casos
infecciosos.
• Teste de Coombs Direto e pesquisa dos títulos séricos de crioaglutininas.
• Tratamento: Imunossupressor – Clorambucil
Evitar exposição ao frio.
Deficiência de G6PD
Muito comum
 Herança ligada ao cromossomo X, logo >♂ ♀
 Estresse oxidativo (por infecção, uso de drogas, etc.)
 2 formas GDA-
- negros, quadro mais brando e auto-limitado
 GDMed
- população de ascendência do mediterrâneo, com
 evolução mais grave.
 Corpúsculos de Heinz - precipitados intracelulares de Hb desnaturada
 produzidos pela desnaturação oxidativa da
globina.
 Hemólise extra- e intravascular
FAVISMO
• Deficiência de glicose-6-fosfato-desidrogenase
• Enzima do Ciclo das Pentoses
• Carência hemácias sensíveis à oxidação
• Hemólise
• Anemias
TABLE 469–1. Agents Precipitating Hemolysis in Glucose-6-Phosphate Dehydrogenase Deficiency
Medications
Antibacterials
Sulfonamides
Trimethoprim-sulfamethoxazole
Nalidixic acid
Chloramphenicol
Nitrofurantoin
Antimalarials
Primaquine
Pamaquine
Chloroquine
Quinacrine
Others
Phenacetin
Vitamin K analogs
Methylene blue
Probenecid
Acetylsalicylic acid
Phenazopyridine
Chemicals
Phenylhydrazine
Benzene
Naphthalene
Illness
Diabetic acidosis
Hepatitis
Esferocitose hereditária
•  Caracterizada por deficiências em proteínas do
citoesqueleto
•  Pouca superfície de membrana em relação ao volume =
esferócito
•  Icterícia neonatal é bastante encontrada, podendo causar
sindrome do Kernicterus (encefalopatia por intoxicação por
bilirrubina)
 Teste de Fragilidade Osmótica
Esferocitose hereditária
• Doença autossômica dominante em 75% dos
casos
• As hemácias se formam pequenas e esféricas,
não podem ser comprimidas (não possuem a
estruturuea flexível normal) leve compressão
hemólise
Eliptocitose hereditária
• Na maioria dos casos não apresenta anemia
importante e esplenomegalia
 Presença de ovalócitos e eliptócitos no sangue
periférico
Estomatocitose Hereditária
• Influxo de sódio e água → célula edemaciada
→ HCM
•  Presença de estomatócitos
Hiperesplenismo
•  Critérios para diagnóstico de hiperesplenismo:
•  Citopenia de uma ou mais linhagens
hematológicas (plaquetas> hemácias >leucócitos)
•  Hiperplasia reativa compensatória da medula –
a anemia tende a ser leve.
•  Esplenomegalia – esplenomegalia congestiva –
cirrose hepática e esquistossomose hepatoesplênica.
Anemia Hemolítica com Acantócitos
•  5% dos pacientes com cirrose hepática
avançada.
•  Presença de hemácias em alvo e acantócitos.
Hemoglobinúria Paroxística Noturna
(HPN)
•  Desordem clonal de células tronco que originam
linhagens sanguíneas hipersensíveis ao sistema
complemento.
•  Anemia aplásica abre quadro clínico em 30%
dos pacientes com HPN  precipitante ? ?
•  Hipercoagulabilidade  30-40% doa pacientes
apresentam eventos trombóticos.
• (Síndrome de Budd Chiari – mais clássico; e trombose
venosa cerebral)
Hemólise Mecânica com
Fragmentação de Hemácias
• Esquizócitos – fragmentos de hemácias
devido a trauma físico excessivo do sistema
cardiovascular.
• Hemólise Traumática Macrovascular –
qualquer lesão intracardíaca que leve a
alteração da hemodinâmica, como próteses
valvares, principalmente aórtica, e estenose
aórtica calcificada grave.
Hemólise traumática microvascular – associada a
doença de pequenos vasos, como PTT, síndrome
hemolítico-urêmica, CIVD, etc.  deposição de
fibrina decorrente de lesão endotelial, o que leva
a fragmentação eritrocitária. Há também
trombocitopenia devido à formação de
microtrombos.
Impacto externo – hemólise do corredor
Efeitos tóxicos – queimaduras, exposição a altas
temperaturas, lise osmótica, agentes químicos,
etc.
Consequências da Hemólise
• Resposta medular
– Anemia hiperproliferativa ( reticulocitose )
– Hiperplasia eritróide com aumento da produção
de reticulócitos
• Aumento da produção de bilirrubina indireta
• Formação de cálculos biliares
Obs. Anemia pós-hemorrágica aguda
também cursa com reticulocitose.
Tipos Normais de Hemoglobina
• HbA1: hemoglobina adulta; 2 cadeias alfa e 2 beta;= 95% do
total de Hb
• HbA2: 2 cadeias alfa e 2 delta; = 2% do total de Hb
• HbF: 2 cadeias alfa e 2 gama principal Hb no feto e recém-
nascido; 60%da Hb total até o 8º mês de gestação; substituída
porHb A1; menos de 5% no adulto
Anemia Falciforme
• Troca de um aa polar (GLU)
por um apolar (VAL) na cadeia β.
• Hb S
• A hemoglobina em baixa quantidade de
oxigênio se precipita dentro da hemácia
• FORMA DE FOICE
Anemia Falciforme
• Essa forma é menos solúvel e danifica a membrana
• celular célula mais frágil hemólise
• • Ocorre principalmente na população negra (0,3-1%)
• • Doença homozigota recessiva
• • Durante toda a vida, crises de dor e susceptibilidade
• aumentada para infecções
• • reduzida tendência a contrair Malária
• • 1. Crise de Dor
• • 2. Icterícia
• • 3. Síndrome Mão-pé
• • 4. Infecções
• • 5. Úlcera de Perna
Vasoclusão
• Fenômenos vaso-oclusivos
↓
Isquemia
Dor
↓
Micro-infartos
Dor aguda recorrente
Asplenia funcional
Seqüestro esplênico
Síndrome torácica aguda
AVC
Úlceras de MMII
Nefropatia crônica
Priapismo
Retinopatia
Necrose avascular
- Crise Óssea – Isquemia aguda ou infarto da medula óssea.
Acomete mais ossos longos das extremidades, coluna
vertebral e arcos costais. Dor de grande intensidade, sem
edema, calor ou rubor. Pode haver dor peri-articular de
grandes articulações periféricas. Radiografia normal.
- Crise Abdominal – Dor abdominal difusa súbita, associada à
distensão e sinais de irritação peritonial. Ocorre por
isquemia ou micro-infartos mesentéricos.
- Crise Hepática – Obstrução dos sinusóides hepáticos,
levando à hepatite isquêmica aguda. Cursa com dor local,
hepatomegalia e elevação significativa das transaminases e
bilirrubina.
- Síndrome Torácica Aguda – Quadro de febre
alta, taquipnéia, dor torácica, leucocitose e
infiltrado pulmonar. Pode ocorrer por:
infecção (germe mais comum é o S.
pneumoniae, mas também podem ser
encontrados germes atípicos como
Mycoplasma pneumoniae e Chlamydia
pneumoniae, infarto pulmonar, embolia
gordurosa, TEP e infarto costal.
priapismo
-Priapismo – Afoiçamento
de hemácias obstruem os
sinusóides do corpo
cavernoso. Mais comum nas
faixas etárias de 5-13 anos
(priapismo puberal) e de 21-
29 anos (priapismo pós-
puberal). Definida como
ereção prolongada e
dolorosa.
• Infecções
- Principal causa de mortalidade.
- Predisposição devido à ↓ função esplênica, ↓ da
capacidade de fagocitose e defeito na ativação da via
alternativa do complemento.
- Bacteremia = S. pneumoniae, H. influenzae b, Gram-
negativos → 20-50% mortalidade
- Meningite = S. pneumoniae, H. influenzae b
- Pneumonia = infecção mais comum. Mycoplasma
pneumoniae, vírus respiratórios, S. pneumoniae.
- Osteomielite = Salmonella, Staphylococcus aureus.
• Crise de Seqüestro Esplênico
- São caracterizadas pelo aprisionamento de
eritrócitos, especialmente no baço.
- Exacerbação aguda da anemia, reticulocitose
persistente, baço hipersensível e de tamanho
aumentado e, por vezes, hipovolemia.
- Alto risco em pacientes que não tem baço
atrófico.
- Recidiva em 50% dos casos, sendo indicada
esplenectomia.
• Crise Aplásica
- Consiste em parada transitória da eritropoese,
caracterizada por quedas abruptas dos níveis de
hemoglobina, contagem de reticulócitos e
precursores eritróides da medula óssea.
- Parvovírus B19 responsável por 68% das crises em
crianças. Em adultos a percentagem é menor.
- Necrose da medula óssea também provoca crise
aplásica.
•Anemia Crônica
-Os eritrócitos são destruídos randomicamente, com tempo
de sobrevida médio de 17 dias.
-Além da hemólise, os níveis inapropriadamente baixos de
eritropoetina contribuem para a anemia.
•Crise Hemolítica
-Taxa aumentada de hemólise com queda da hemoglobina e
elevação da contagem de reticulócito
-São raras e muitas vezes confundidas com outras causas de
icterícia como hepatite, litíase biliar,...
-deficiência concomitante da glicose-6-fosfato desidrogenase
(?)
Úlceras de perna
- Aparecem espontaneamente ou por traumatismo
- Maléolos medial e/ou lateral. Geralmente bilaterais.
- São resistentes à cicatrização e recidivam em 50% dos casos.
- Podem infectar gerando infecção sistêmica, osteomielite ou
tétano.
Complicações Ósseas
- Síndrome “mão-pé”: tumefação dolorosa das superfícies
dorsais de mãos e/ou pés.
- acomete metade das crianças com AF. Incidência entre 1-4
anos.
- causada pela oclusão dos capilares nos ossos pequenos dos
membros.
- Osteonecrose da cabeça do fêmur
- Infarto da medula óssea: pode provocar
exacerbação da anemia, pancitopenia,
embolia gordurosa pulmonar.
- a presença de necrose na MO pode
favorecer o desenvolvimento de infecções,
especialmente por Salmonella e S. aureus
Hemólise
• Predominantemente extravascular – macrófagos do
tecido reticulo-endotelial, principalmente esplênicos.
• Mecanismos:
- perda de elasticidade e deformabilidade;
- opsonização por auto-anticorpos IgG;
• As hemácias afoiçadas são as primeiras a serem
fagocitadas.
• Meia-vida média de 20 dias.
• Anemia crônica
• Icterícia
• Colelitíase
Manifestações clínicas
• A partir de 6 meses de idade
• Até esta idade, o percentual de HbF é grande!
• A HbF tem propriedades físico-químicas
diferentes da HbS, e não participa do
polímero.
• Efeito diluidor → quanto maior a
concentração de HbF, menor a polimerização
de HbS → menor afoiçamento.
• Micro-infartos esplênicos
- auto-esplenectomia
- -predisposição a infecção por germes
encapsulados
Diagnóstico da Anemia Falciforme
• Hemograma e bioquímica
• Esfregaço de sangue periférico
• Teste do afoiçamento
• Eletroforese de hemoglobina
• Hemoglobina: ↓
• Hematócrito: ↓
• Índices hematimétricos normais
• Reticulócitos: ↑
• LDH: ↑
• Haptoglobina: ↓ ou ausente
• Bilirrubina indireta: ↑
Síndrome torácica aguda
• Febre, taquipnéia, dor torácica, leucocitose, infiltrado pulmonar;
• O aparecimento de alterações radiológicas pode ser tardio;
• É uma forma de doença pulmonar potencialmente muito grave;
• Na anemia falciforme, a incidência correlaciona-se com baixos
níveis de HbF e altos níveis de leucócitos. Nos adultos há
comumente crise dolorosa 2-3 dias antes do aparecimento da STA.
• Fatores preciptantes mais comuns: infecção (Chlamydia
pneumoniae e Mycoplasma pneumoniae), infarto pulmonar e
embolia gordurosa por infarto de medula óssea.
• Tem um bom prognóstico, se devidamente tratada.
Tratamento
• Medidas gerais:
-Visitas clínicas de rotina;
-Aconselhamento genético;
-Ingestão hídrica adequada;
-Evitar frio ou calor excessivos;
-Evitar traumas e estresse;
-Ingestão diária de ácido fólico 1mg VO;
-Penicilina VO diária ou IM mensal até 6 anos;
-Vacinação contra pneumococo, meningococo, H.
influenzae;
tratamento
• Hemotransfusão;
• Tratamento das crises e complicações;
• Hidroxiuréia;
• Transplante de medula óssea
- reservado para crianças que apresentam
complicações severas;
- dificuldade de encontrar doador compatível
• Crise álgica: hidratação vigorosa, AINE, morfina
em casos graves, transfusão em casos extremos;
• Síndrome torácica aguda: hidratação,
oxigenoterapia, hemotransfusão para manter
hematócrito > 30 %; Exosangüíneo-
Transfusão(SatO2 < 90%);
• Infecção: cefalosporina de 3ª geração;
• Úlcera: repouso, cuidados locais,
antibioticoterapia sistêmica (se infectada). Após
debridamento das áreas necróticas utilizar óxido
de zinco local.
Indicações para hemotransfusão
Definitivas:
• Evento neurológico agudo
• Seqüestro esplênico
• Pneumonia grave ou infarto pulmonar
• Anemia grave com descompensação cardíaca
• Anemia aplásica
• Pré-operatório
• Relativas:
• Anemia sintomática
• Seqüestro hepático
• Úlceras de MI refratárias ao tratamento
• Priapismo refratário ao tratamento
• Episódios álgicos graves, prolongados ou
freqüentes
• Insuficiência respiratória crônica
• Gravidez
Hidroxiuréia
• É uma droga utilizada na terapia do câncer;
• Age aumento da concentração de HbF, diminuindo a
polimerização da HBS e, conseqüentemente, o
afoiçamento.
• Efeitos adversos: leucopenia e aumento do VCM pela
megaloblastose.
• Episódios álgicos freqüentes;
• História de síndrome torácica aguda;
• Eventos vaso-oclusivos diversos, principalmente SNC;
• Anemia severa.
Indicações :
pelo menos uma das seguintes complicações nos últimos 12
meses:
• 3 ou mais episódios de crises vaso-oclusivas com
necessidade de atendimento médico;
• 1 crise torácica aguda recidivante (definida como dor
torácica aguda com infiltrado pulmonar novo,
• febre de 38,5 °C ou mais, taquipnéia, sibilos pulmonares
ou tosse)10;
• 1 ou mais acidentes vasculares encefálicos ou ataques
isquêmicos transitórios mesmo que em
• programas de transfusão de substituição;
• 1 episódio de priapismo grave pós-puberal ou priapismo
recorrente;
• anemia grave e persistente (Hb < 6,0 g/dl em três
dosagens no período de 3 meses).
Talassemia
Síntese desequilibrada de globina
• quantidades menores de Hb funcionante
• Talassemia α (defeito na formação das cadeias α)
• Talassemia β (defeito na formação das cadeias β)
• Traço talassêmico: Heterozigotos
• elevada prevalência nos povos do mediterrâneo, sendo a
doença genética mais comum em todo o mundo.
• Talassemias Menores (apenas um gene):discreta anemia
• Talassemias Maiores (dois genes): anemia severa, icterícia,
• deformidades ósseas e esplenomegalia
ALFA TALASSEMIA
• CROMOSSOMO 16 – 2 GENES ALFA
DUPLICADOS
Distribuição geográfica
talassemia
• Cadeias livres em excesso
• Precipitação
• Lesão da membrana celular
• Eritrócitos
• Anemia
• Medula óssea
• Hemólise
• Eritropoiese ineficaz
• Eritropoietina elevada
• Aumento na absorção
• de ferro
• Hemotransfusões
• Expansão medular
• Hipermetabolismo
• Sobrecarga de ferro
• Deformidades ósseas
• Lesão cardíaca
talassemia
• Anemia
• Palidez
• Icterícia
• Esplenomegalia
• Hepatomegalia
• Deformidades ósseas
• Fácies típico
talassemia
Fígado normal
Hemossiderose
talassemia
• Hemograma, morfologia e índices VCM, HCM, CHCM, RDW
• Reticulócitos
• Bilirrubinas
• Eletroforese de hemoglobina
• Metahemoglobina
• Instabilidade à temperatura
• Corpúsculos de Heinz
• Metabolismo do ferro
– Ferro sérico
– Capacidade de ligação do ferro
– Indice de Saturação
– Transferrina
– Ferritina
• Diagnóstico molecular, inclusive prenatal
Talassemias complicações
• Sobrecarga de ferro
• Hepatobiliares
• Cardiológicas
• Endócrinas
– Deficit de crescimento
– Diabetes
– Hipotiroidismo
– Hipoparatiroidismo
• Infecções
– Transfusionais
– Outras (imunodeficiência
Talassemia tratamento
• Alimentação saudável
• Ácido fólico
• Hemotransfusões
• Esplenectomia
• Apoio psicológico e social
• Sobrecarga de ferro
– Desferroxamina (Desferal)
– Deferiprone (Ferriprox)
• Transplante de medula óssea
• Anemia Aplástica
– Transtorno quantitativo de células precursoras
caracterizada por comprometimento de todas as linhagens
celulares: anemia, leucopenia e trombocitopenia.
– Aplasia ou hipoplasia da medula óssea.
Drogas aplasiantes
Aplasia de medula ossea
• É caracterizada por pancitopenia com medula
óssea hipocelular , por redução dos
precursores medulares.
• Pode ocorrer aplasia de apenas uma série
hematopoiética , principalmente nas aplasias
congênitas
Etiopatogenia
• Mecanismo imunológico
• Hipótese: aumento de linfócitos T supressores
• Idiopathic (most common
cause)
– Viral infection
• Infectious
Mononucleosis
• Viral Hepatitis (non-
A non-B non-C)
• Human
Immunodeficiency
Virus
– Immune Causes
• Eosinophilic fasciitis
• Hypoimmunoglobulinemia
– Toxins
• Radiation
• Insecticides (DDT, Lindane,
Chlordane)
• Benzene (Kerosene, Carbon
Tetrachloride, Chlorphenol)
– Miscellaneous
• Paroxysmal Nocturnal
Hemoglobinuria
• Pregnancy
– Medications
• Cancer Chemotherapy
(common cause)
– Antileukemic
medications
– Nitrogen mustard
• Chloramphenicol (1 per
60,000 courses)
• Phenylbutazone
• Phenytoin (Dilantin)
• Carbamazepine
• Sulfonamide
• Sulfonylurea
• Heavy metals (Gold, Arsenic,
mercury, bismuth)
• Quinacrine
• Chloroquine
• Antithyroid Drugs (e.g.
Propylthiouracil)
• Carbonic Anhydrase
Inhibitors (e.g.
Acetazolamide)
• NSAIDs
• Antihistamines (Cimetidine,
Chlorpheniramine)
• High dose Estrogen (e.g.
Pregnancy
Causas congênitas
– Dyskeratosis congenita
– Fanconi's Anemia
– Reticular dysgenesis
– Schwachman-Diamond Syndrome
– Familial aplastic Anemia
CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS
• Fraqueza
• Sangramentos
• Infecçõe
CARACTERÍSTICAS LABORATORIAIS
• Pancitopenia
• A anemia é do tipo
normocítico/normocrômica
• Medula óssea hipocelular, com aumento do
conteúdo gorduroso
DIAGNÓSTICOS LABORATORIAIS
• Leucoses
• Metástases de tumores sólidos em M.O.
TRATAMENTO
• É dependente da gravidade da aplasia:
• Globulina anti-linfocítica
• Ciclosporina
• T.M.O.

Anemias

  • 1.
    INTERPRETAÇÃO DO HEMOGRAMA HEMOGRAMACOMPLETO – Exame simples e baixo custo – Auxilia no diagnóstico de patologias hematológicas e sistêmicas • Avaliação quantitativa e qualitatita dos elementos do sangue • Subdividido em eritrograma, leucograma ou plaquetograma • Contagem de eritrócitos – expressa número de hemácias por mm3 • Distensão sanguinea – visualiza as 3 series
  • 2.
    INTERPRETAÇÃO DO HEMOGRAMA •CHCM – Detecção de desidratação celular – Aumentado nas doenças que afetam membrana eritrocitária como microesferocitose e anemia hemolítica auto imune – Na doença falciforme ocorre desidratação celular aumentando o CHCM • RDW – Varia 11,5 – 14,5%, – Medida de intensidade de anisocitose • HEMATÓCRITO( % ) _ Porcentagem da massa eritrocitárias em relação ao volume total • HCM _ Representa o peso da Hemoglobina média dos eritrócitos ( picogramas)
  • 3.
    ÍNDICES HEMATIMÉTRICOS VCM =Ht (l/l) x 1000 / no GV (x1012 /l) (fl=10-15 l); HCM = Hb (g/l) / no GV (x1012 /l) (pg=10-12 g); CHCM = Hb (g/dl) / Ht (l/l) (g/dl);
  • 4.
    NÍVEIS DE HEMOGLOBINAINDICATIVOS DE ANEMIA AO NÍVEL DO MAR Grupos por faixa etária/sexo Hemoglobina g/dlGrupos por faixa etária/sexo Hemoglobina g/dl 6 meses - 5 anos < 116 meses - 5 anos < 11 6anos a 14 anos < 126anos a 14 anos < 12 Homens adultos < 13Homens adultos < 13 Mulheres adultas < 12Mulheres adultas < 12 Mulheres grávidas < 11Mulheres grávidas < 11
  • 5.
    ANEMIAS Conceito: Diminuição damassa eritrocitária Melhor Método para Avaliar a Massa Eritrocitária: Dosagem de Hemoglobina Por quê o Hematócrito não é adequado? Intrinsecamente susceptível a variações de volume plasmático
  • 6.
    CLASSIFICAÇÃO Por perda sanguínea– Anemias Hemorrágicas agudas ou crônicas Por aumento na destruição dos eritrócitos _ HEMÓLISES (Crônicas ou adquiridas ). Por produção inadequada de eritrócitos _ (alteração da hematopoese) carência ou hipoplasia medular
  • 7.
    CLASSIFICAÇÃO MORFOLÓGICA VCM= Hto(%) x 10 (expressa em fentolitros) GV (em milhões por mm³) Valores de VCM: • Microcíticas: VCM<80 fl • Normocíticas: VCM 80-100 fl • Macrocíticas: VCM> 100 fl
  • 8.
    Classificação Morfológica MICROCÍTICAS: - Deficiênciade ferro - Intoxicação por chumbo - Talassemias - Anemia de origem infecciosa NORMOCÍTICAS: - Anemias hemolíticas - Secundária a perdas - Seqüestração esplênica - Doenças malignas - MACROCÍTICAS: - Deficiência de vitamina B12/ ác. fólico - Anemia aplástica - Síndrome de Blackfan-Diamond - Hipotireoidismo - Hepatopatia/Nefropatia crônicas
  • 9.
    DEFICIÊNCIA DE PRODUÇÃODE ERITRÓCITOS • Falta de tecido eritropoiético: – Destruição – Estimulantes (EPO)↓ – congênita. • Invasão da medula óssea por elementos malignos. • ↓ Elementos essenciais à eritropoiese: – Ferro – Folato – Vitaminas B 12, B 6 e C.
  • 10.
    EXCESSO DE DESTRUIÇÃODE ERITRÓCITOS (HEMÓLISE) • Agressão ao eritrócito: – Toxinas – Parasitas – Imunológica • Defeito do eritrócito: – Arquitetura da membrana – Enzimático – Hemoglobina anormal • Hiperesplenismo
  • 11.
    PERDAS HEMORRÁGICAS • Agudas: –Traumas – Cirurgias – Hemorragias nos tratos gastrintestinal e genital • Crônicas: – Úlceras – Tumores intestinais – Parasitas intestinais – Menstruações abundantes
  • 12.
    DIAGNÓSTICO CLÍNICO As manifestaçõesclínicas são decorrentes da redução da capacidade transporte de O₂ no sangue e menor oxigenação dos tecidos (hipóxia): • Palidez • Tontura • Astenia • Falta de interesse e atenção • Perversão do apetite ( picacismo) e anorexia • Diminuição da libido • Irritabilidade • Cefaléia • Debilidade física • Dispnéia aos esforços • Depressão imunológica
  • 13.
    DIAGNÓSTICO LABORATORIAL Exames iniciais: •HEMOGRAMA • ESFREGAÇO SANGUÍNEO • RETICULÓCITOS
  • 14.
    DIAGNÓSTICO LABORATORIAL • Contagemde reticulócitos: – 0,5 a 2,0%, em nº absolutos 25.000 a 75.000/ µl. <0,5% = insuficiente produção medular. >2,0% = hiperprodução medular. • Mielograma: – Normoblástica: Fe, hemólise, infecção. – Hiperplasia da série vermelha: ↓ Fe e hemólise. – Hipoplasia. – Eritropoiese megaloblástica: ↓ folato e vitamina B 12. – Invasão de células anormais
  • 15.
    ANEMIA FERROPRIVA É adoença mais freqüente do mundo (40 a 50% dos < 5 a) Acomete mais de 600 milhões de pessoas Carência de ferro = 3 vezes mais freqüente
  • 16.
    GRUPOS DE RISCOPARA DEFICIÊNCIA DE FERRO Crianças entre 6 meses e 2 - 3 anos Mulheres em idade reprodutiva Mulheres grávidas Doadores regulares de sangue Comunidades com baixa ingestão de ferro heme
  • 17.
    ANEMIA FERROPRIVA - Deficiênciasna ingesta de Ferro - Deficiência na absorção de Ferro - Aumento das necessidades: - crescimento - gravidez/ lactação - menstruação - Por perda crônica de sangue - parasitoses - hemorróidas - distúrbios menstruais - epistaxes - úlceras
  • 18.
  • 19.
    • Instalação gradual(estágio ↓ Fe corporal) • Sintomatologia característica: – Sintomas gerais da anemia – Glossite atrófica – Perversão alimentar – Disfagia intensa – Amenorréia – Diminuição da libido – Queda do rendimento intelectual
  • 20.
    DIAGNÓSTICO LABORATORIAL • Hemograma: –↓ Hb, Ht, VCM, HCM, CHCM • Esfregaço : microcitose e hipocromia, pode haver poiquilocitose e hemácias em alvo. • Ferro Sérico ↓ : < 70µg/dl (VR:115 ± 50) • Transferina ↑ : > 400µg/ml • Saturação da transferrina ↓ : < 15% • Ferritina sérica ↓ : <10ng/ml
  • 21.
    CINÉTICA DO FERRO •Ferro sérico – Interpretar junto com ferritina e TIBC – Baixo: - anemia ferropriva (<30μg/dL) - anemia de doença crônica (geralmente <50μg/dL) – Normal ou elevado: talassemia e anemia sideroblástica • Ferritina sérica – 1º parâmetro a se alterar – Correlacionam-se bem com os estoques de ferro corporal – Ferropriva: <15ng/mL – Anemia de doença crônica: 30-200ng/mL – Talassemias e anemia sideroblástica: 50-300ng/mL
  • 22.
    CINÉTICA DO FERRO •TIBC – Reflete quantidade de transferrina disponível no soro para combinar-se com ferro – Deficiência de ferro→ TIBC >360μg/dL, por aumento da produção de transferrina pelo fígado, em resposta à carência de ferro – Anemia de doença crônica → TIBC<300μg/mL) – Normal ou elevado: talassemia e anemia sideroblástica • Saturação da transferrina (Fe/TIBC) – Normal: 20-40% – Anemia ferropriva: <15% – Anemia de doença crônica: 10-20%
  • 24.
    • Reticulócitos: normaisou levemente elevados • Mielograma: hiperplasia eritróide; ↓ grânulos de Fe nos normoblastos; quase ausência de Fe corável ou ferritina. • Prova terapêutica: pode substituir comprovação laboratorial. – Administração oral de Fe, com aumento significativo dos reticulócitos em 1 semana e da Hb em 1 mês.
  • 25.
    TRATAMENTO DA FERROPENIA •Correção da causa de espoliação do Fe. • Adequação dietética. • Sais de Fe via oral : – 5 a 6 mg de Ferro elementar/Kg/dia (dividido em 2 a 3 tomadas, 1 hora antes das refeições, de preferencia com suco ácido) Efeitos Adversos no TGI: náuseas, vômitos, desconforto epigástrico e diarréia, nesses casos observa-se melhor tolerância quando administrados junto as refeições.
  • 26.
    TRATAMENTO • Falha Terapêutica 1.Diagnósticoetiológico errado. 2.Anemia é multifatorial 3.Não adesão ao tratamento 4.Ritmo do sangramento crônico maior que a reposição 5.Doença Celíaca – Fe oral não é absorvido
  • 27.
    Indicações de FerroParenteral 1. Síndrome de Má absorção duodeno-jejunais 2. Intolerância das preparações orais. 3. Necessidade de reposição imediata dos estoques de Fe 4. Perda de Fe excedendo a reposição oral maxima.
  • 28.
    ANEMIA MEGALOBLÁSTICA – Carênciade ácido fólico e vitamina B12. – Eritropoese ineficaz por comprometimento da biossíntese do DNA. – Resultam em macrócitos de VCM e HCM aumentados (destruição intra-medular).
  • 29.
    ANEMIA PERNICIOSA Gastrite atróficaimunológica Risco aumentado para neo gástrico • glossite • dormências e falta de sensibilidade nas extremidades • deterioração mental irreversível ( PSICOSE, DEMENCIA )
  • 30.
    DEFICIÊNCIA DE VITAMINAB12 Vitamina B12- cianocobalamina • Fonte: Alimentos de origem animal • Ingestão: 5 a 15 mcg/dia na dieta ocidental, • Necessidade diária: 2mcg. • Estoque: 2 a 5 mg • Tempo de instalação: 2 a 5 anos • Digestão: Duodenal, após ligação com fator intrínseco secretado pelo estômago
  • 31.
    DEFICIÊNCIA DE VITAMINAB12 Co-enzima de duas reações: • Eritropoese normal (síntese de DNA), • Conversão de metilmalonil em succinil Co-A – acúmulo de metilmalonil, responsável pela neuropatia.
  • 32.
    ANEMIA MEGALOBLÁSTICA • Deficiênciade B12 1) Ingesta inadequada 2) Má absorção - ↓Liberação do alimento (acloridria, gastrectomia parcial) - ↓ Prod. FI (anemia perniciosa, gastrectomia total, congênita) - Desordens do Íleo Terminal (ressecção intestinal, Chron…) - Insuficiência pancreática - Competição pela Cobalamina (hiperproliferação bacteriana, Diphyllobotrium latum) - Drogas (colchicina, neomicina…) 3) Outras (↓ Transcobalamina II, defeitos enzimáticos…)
  • 33.
    CARÊNCIA DE ÁCIDOFÓLICO • Diminuição da síntese de purinas e timidina • Diminuição da síntese de DNA nas células precursoras eritropoéticas, • Acúmulo de metabólitos tóxicos, • Bloqueio de reações de metilação envolvidas na expressão gênica
  • 35.
    CARÊNCIA DE ÁCIDOFÓLICO • Folato : anel de pterina ligado ao PABA • Fontes: vegetais verdes e frutas cítricas • Dieta: 300 mcg/dia • Depósito: 5 a 10 mg • Tempo de instalação: 6 meses • Absorção: jejuno proximal
  • 36.
    ANEMIA MEGALOBLÁSTICA Deficiência deácido fólico • Deficiência de folato – 1) Ingesta inadequada (alcoólatras, adolescentes…) – 2) Aumento das necessidades – - Gravidez, hemólise, malignidade, hemodiálise… – 3) Má absorção por: – - Distúrbio primário da mucosa duodenojejunal (ex: doença celíaca…) - Drogas: anticonvulsivantes, barbitúricos 4) Prejuízo no Metabolismo: - Álcool - Drogas (metotrexato, trimetoprim…)
  • 37.
    ANEMIA MEGALOBLÁSTICA • Clínica: típica da anemia • Hemograma: pancitopenia • Esfregaço do sangue periférico: neutrófilos com núcleos hipersegmentados, hemácias com volume aumentado
  • 38.
    TRATAMENTO Deficiência de cobalamina 100-1000µg via intramuscular por dia durante 7 dias, seguida da mesma dose 1-2 x semana, por 2 meses. Se a causa da deficiência for anemia perniciosa ou causa irreversível, mantem dose mensal por toda a vida. Reposição oral com 2 mg de vitamina B12 por dia
  • 39.
    TRATAMENTO Deficiência de folato 1-5mg/dia via oral Se problema de absorção, doses de até 15 mg/dia Pacientes com necessidades continuamente aumentadas (anemia hemolítica, má absorção): Ác. Fólico oral indefinidamente, com dieta rica em folato
  • 40.
    ANEMIA ASSOCIADA AINSUFICIÊNCIA RENAL CRÔNICA • Anemia progressiva, conforme lesão dos néfrons • Multifatorial: • Deficiencia de eritropoetina • Diminuição sobrevida de hemácias • Ambiente uremico • Doença crônica/inflamação
  • 41.
    ANEMIA ASSOCIADA A INSUFICIÊNCIARENAL CRÔNICA • EritropoetinaEritropoetina • indicaçõesindicações Estimula as cels progenitoras eritróides imaturas - anemia - insuf. renal crônica - pacientes AIDS (zidovudina)  níveis endógenos de eritropoetina - não se destina a paciente que necessitam de correção imediata de anemia grave
  • 42.
    ADC • Anemia levea moderada • Presente em : • Infecções, • Inflamações • Traumas • Neoplasias • Ausencia de sangramento, hemólise eou infiltraçao tumoral
  • 43.
    ADC • imunoinduzida? • RETENÇÃODE FERRO NOS MACROFAGOS E COM ISSO HIPOFERREMIA COM DIFICULDADE NO TRANSPORTE • BAIXA SECREÇÃO DE ERITROPOETINA NA ADC • SOBREVIDA REDUZIDA DAS HEMÁCIAS
  • 44.
    ADC • QUADRO CLINICODEPENDE DA DOENÇA DE BASE • ANEMIA LEVE, NORMO NORMO OU LEVEMENTE HIPO-MICRO
  • 45.
    Anemias hemolíticas • Hemóliseé definida como a destruição prematura das hemácias na periferia, seja no espaço intravascular, seja no interstício dos órgãos do sistema retículo-endotelial, provocando uma queda importante de sua meia-vida.
  • 46.
    Classificação das Anemias Hemolíticas HereditáriasX Adquiridas defeitos congênitos do eritrócito anticorpos, toxinas ou anormali (membrana, enzima ou hemoglobina). dades da circulação. Intracorpusculares X Extracorpusculares anormalidades no interior dos eritrócitos - fatores extrínsecos – trauma hemoglobinopatia ou enzimopatia mecânicos ou auto-Ac. Intravasculares X Extravasculares as hemácias são destruídas na hemácias destruídas no tecido própria circulação retículo-endotelial
  • 47.
    Achados Clínicos Icterícia leveassociada a palidez. Esplenomegalia – talassemias. História familiar positiva de anemia – esferocitose hereditária, anemia falciforme, talassemias. Uso de medicamentos – alfa-metildopa , dapsona. Urina avermelhada ou marrom (hemoglobinúria) – hemólise intravascular. Obs: Uma crise hemolítico aguda intravascular freqüentemente se manifesta com febre, lombalgia, palidez, icterícia e “urina escura”
  • 48.
    Laboratório • LDH elevada:285 – 1160 U/mL (LDH-2). • Haptoglobina sérica diminuída. • Indicadores de hemólise intravascular: hemoglobinemia, hemossiderinúria, hemoglobinúria, hemopexina e metemalbumina. • Índices hematimétricos: Anemia normocítica e normocrômica em geral. Quando a hemólise é aguda e grave, pode aparecer macrocitose. • Hematoscopia do sangue periférico
  • 49.
    hematoscopia • Anicocitose epoiquilocitose. • Microesferócitos – Esferocitose hereditária e anemia imuno-hemolítica. • Eliptócitos – Eliptocitose hereditária. • Células afoiçadas (drepanócitos) – Anemia falciforme. • Hemácias em alvo (leptócitos) – Hemoglobinopatia, talassemia e hepatopatia. • Esquizócitos (fragmentos de hemácias) – Microangiopática, prótese valvar, queimadura. • Acantócitos: Insificiência hepática grave, abetalipoproteinemia
  • 50.
    Anemia hemolítica Auto-imune •Induzida pela ligação de anticorpos e/ou complemento à membrana das hemácias. • Geralmente causada por auto-anticorpos. Reações transfusionais também podem ocorrer. • Opsonização → fagocitose por macrófagos (hemólise extravascular). • AHAI por anticorpos quentes – IgG. • AHAI por anticorpos frios – IgM.
  • 51.
    AHAI por IgG •Mais prevalente. • IgG produzida geralmente contra antígenos do sistema Rh. Principal local de hemólise é o baço. • 50% tem causa idiopática – mais comum em mulheres 50-60 anos. • Alfa-metildopa, LES, LLC, Linfoma não-Hodgkin, MM, BK, CMV. • Leve icterícia, esplenomegalia, reticulocitose 10-30%, VCM normal ou aumentado, microesferócitos. • Teste do Coombs Direto – positivo em 98% dos casos. • Tratamento: – Prednisona 1-2mg/kg/dia ou 40mg/m2 de superfície corporal. – Esplenectomia – Ciclofosfamida ou azatioprina – Tto de suporte para doença crônica: ácido fólico
  • 52.
    AHAI por IgM •Anticorpos dirigidos contra sistema (I,i). Apresentam maior atividade em temperaturas entre 0 – 10 o C – Crioaglutininas. • Destruição das hemácias ocorre nos fígado pelas células de Kuppfer. • Doença da Crioaglutinina – Idiopática: expansão clonal de linfócitos B e produção excessiva de IgM monoclonal. 50 -70 anos. • Doenças linfoproliferativas, infecção por Mycoplasma pneumoniae. • Quadro clínico mais brando que a por igG. Auto-limitado nos casos infecciosos. • Teste de Coombs Direto e pesquisa dos títulos séricos de crioaglutininas. • Tratamento: Imunossupressor – Clorambucil Evitar exposição ao frio.
  • 53.
    Deficiência de G6PD Muitocomum  Herança ligada ao cromossomo X, logo >♂ ♀  Estresse oxidativo (por infecção, uso de drogas, etc.)  2 formas GDA- - negros, quadro mais brando e auto-limitado  GDMed - população de ascendência do mediterrâneo, com  evolução mais grave.  Corpúsculos de Heinz - precipitados intracelulares de Hb desnaturada  produzidos pela desnaturação oxidativa da globina.  Hemólise extra- e intravascular
  • 54.
    FAVISMO • Deficiência deglicose-6-fosfato-desidrogenase • Enzima do Ciclo das Pentoses • Carência hemácias sensíveis à oxidação • Hemólise • Anemias TABLE 469–1. Agents Precipitating Hemolysis in Glucose-6-Phosphate Dehydrogenase Deficiency Medications Antibacterials Sulfonamides Trimethoprim-sulfamethoxazole Nalidixic acid Chloramphenicol Nitrofurantoin Antimalarials Primaquine Pamaquine Chloroquine Quinacrine Others Phenacetin Vitamin K analogs Methylene blue Probenecid Acetylsalicylic acid Phenazopyridine Chemicals Phenylhydrazine Benzene Naphthalene Illness Diabetic acidosis Hepatitis
  • 55.
    Esferocitose hereditária • Caracterizada por deficiências em proteínas do citoesqueleto •  Pouca superfície de membrana em relação ao volume = esferócito •  Icterícia neonatal é bastante encontrada, podendo causar sindrome do Kernicterus (encefalopatia por intoxicação por bilirrubina)  Teste de Fragilidade Osmótica
  • 56.
    Esferocitose hereditária • Doençaautossômica dominante em 75% dos casos • As hemácias se formam pequenas e esféricas, não podem ser comprimidas (não possuem a estruturuea flexível normal) leve compressão hemólise
  • 57.
    Eliptocitose hereditária • Namaioria dos casos não apresenta anemia importante e esplenomegalia  Presença de ovalócitos e eliptócitos no sangue periférico
  • 58.
    Estomatocitose Hereditária • Influxode sódio e água → célula edemaciada → HCM •  Presença de estomatócitos
  • 59.
    Hiperesplenismo •  Critériospara diagnóstico de hiperesplenismo: •  Citopenia de uma ou mais linhagens hematológicas (plaquetas> hemácias >leucócitos) •  Hiperplasia reativa compensatória da medula – a anemia tende a ser leve. •  Esplenomegalia – esplenomegalia congestiva – cirrose hepática e esquistossomose hepatoesplênica.
  • 60.
    Anemia Hemolítica comAcantócitos •  5% dos pacientes com cirrose hepática avançada. •  Presença de hemácias em alvo e acantócitos.
  • 61.
    Hemoglobinúria Paroxística Noturna (HPN) • Desordem clonal de células tronco que originam linhagens sanguíneas hipersensíveis ao sistema complemento. •  Anemia aplásica abre quadro clínico em 30% dos pacientes com HPN  precipitante ? ? •  Hipercoagulabilidade  30-40% doa pacientes apresentam eventos trombóticos. • (Síndrome de Budd Chiari – mais clássico; e trombose venosa cerebral)
  • 62.
    Hemólise Mecânica com Fragmentaçãode Hemácias • Esquizócitos – fragmentos de hemácias devido a trauma físico excessivo do sistema cardiovascular. • Hemólise Traumática Macrovascular – qualquer lesão intracardíaca que leve a alteração da hemodinâmica, como próteses valvares, principalmente aórtica, e estenose aórtica calcificada grave.
  • 63.
    Hemólise traumática microvascular– associada a doença de pequenos vasos, como PTT, síndrome hemolítico-urêmica, CIVD, etc.  deposição de fibrina decorrente de lesão endotelial, o que leva a fragmentação eritrocitária. Há também trombocitopenia devido à formação de microtrombos. Impacto externo – hemólise do corredor Efeitos tóxicos – queimaduras, exposição a altas temperaturas, lise osmótica, agentes químicos, etc.
  • 64.
    Consequências da Hemólise •Resposta medular – Anemia hiperproliferativa ( reticulocitose ) – Hiperplasia eritróide com aumento da produção de reticulócitos • Aumento da produção de bilirrubina indireta • Formação de cálculos biliares Obs. Anemia pós-hemorrágica aguda também cursa com reticulocitose.
  • 65.
    Tipos Normais deHemoglobina • HbA1: hemoglobina adulta; 2 cadeias alfa e 2 beta;= 95% do total de Hb • HbA2: 2 cadeias alfa e 2 delta; = 2% do total de Hb • HbF: 2 cadeias alfa e 2 gama principal Hb no feto e recém- nascido; 60%da Hb total até o 8º mês de gestação; substituída porHb A1; menos de 5% no adulto
  • 66.
    Anemia Falciforme • Trocade um aa polar (GLU) por um apolar (VAL) na cadeia β. • Hb S • A hemoglobina em baixa quantidade de oxigênio se precipita dentro da hemácia • FORMA DE FOICE
  • 67.
    Anemia Falciforme • Essaforma é menos solúvel e danifica a membrana • celular célula mais frágil hemólise • • Ocorre principalmente na população negra (0,3-1%) • • Doença homozigota recessiva • • Durante toda a vida, crises de dor e susceptibilidade • aumentada para infecções • • reduzida tendência a contrair Malária • • 1. Crise de Dor • • 2. Icterícia • • 3. Síndrome Mão-pé • • 4. Infecções • • 5. Úlcera de Perna
  • 68.
    Vasoclusão • Fenômenos vaso-oclusivos ↓ Isquemia Dor ↓ Micro-infartos Doraguda recorrente Asplenia funcional Seqüestro esplênico Síndrome torácica aguda AVC Úlceras de MMII Nefropatia crônica Priapismo Retinopatia Necrose avascular
  • 69.
    - Crise Óssea– Isquemia aguda ou infarto da medula óssea. Acomete mais ossos longos das extremidades, coluna vertebral e arcos costais. Dor de grande intensidade, sem edema, calor ou rubor. Pode haver dor peri-articular de grandes articulações periféricas. Radiografia normal. - Crise Abdominal – Dor abdominal difusa súbita, associada à distensão e sinais de irritação peritonial. Ocorre por isquemia ou micro-infartos mesentéricos. - Crise Hepática – Obstrução dos sinusóides hepáticos, levando à hepatite isquêmica aguda. Cursa com dor local, hepatomegalia e elevação significativa das transaminases e bilirrubina.
  • 70.
    - Síndrome TorácicaAguda – Quadro de febre alta, taquipnéia, dor torácica, leucocitose e infiltrado pulmonar. Pode ocorrer por: infecção (germe mais comum é o S. pneumoniae, mas também podem ser encontrados germes atípicos como Mycoplasma pneumoniae e Chlamydia pneumoniae, infarto pulmonar, embolia gordurosa, TEP e infarto costal.
  • 71.
    priapismo -Priapismo – Afoiçamento dehemácias obstruem os sinusóides do corpo cavernoso. Mais comum nas faixas etárias de 5-13 anos (priapismo puberal) e de 21- 29 anos (priapismo pós- puberal). Definida como ereção prolongada e dolorosa.
  • 72.
    • Infecções - Principalcausa de mortalidade. - Predisposição devido à ↓ função esplênica, ↓ da capacidade de fagocitose e defeito na ativação da via alternativa do complemento. - Bacteremia = S. pneumoniae, H. influenzae b, Gram- negativos → 20-50% mortalidade - Meningite = S. pneumoniae, H. influenzae b - Pneumonia = infecção mais comum. Mycoplasma pneumoniae, vírus respiratórios, S. pneumoniae. - Osteomielite = Salmonella, Staphylococcus aureus.
  • 73.
    • Crise deSeqüestro Esplênico - São caracterizadas pelo aprisionamento de eritrócitos, especialmente no baço. - Exacerbação aguda da anemia, reticulocitose persistente, baço hipersensível e de tamanho aumentado e, por vezes, hipovolemia. - Alto risco em pacientes que não tem baço atrófico. - Recidiva em 50% dos casos, sendo indicada esplenectomia.
  • 74.
    • Crise Aplásica -Consiste em parada transitória da eritropoese, caracterizada por quedas abruptas dos níveis de hemoglobina, contagem de reticulócitos e precursores eritróides da medula óssea. - Parvovírus B19 responsável por 68% das crises em crianças. Em adultos a percentagem é menor. - Necrose da medula óssea também provoca crise aplásica.
  • 75.
    •Anemia Crônica -Os eritrócitossão destruídos randomicamente, com tempo de sobrevida médio de 17 dias. -Além da hemólise, os níveis inapropriadamente baixos de eritropoetina contribuem para a anemia. •Crise Hemolítica -Taxa aumentada de hemólise com queda da hemoglobina e elevação da contagem de reticulócito -São raras e muitas vezes confundidas com outras causas de icterícia como hepatite, litíase biliar,... -deficiência concomitante da glicose-6-fosfato desidrogenase (?)
  • 76.
    Úlceras de perna -Aparecem espontaneamente ou por traumatismo - Maléolos medial e/ou lateral. Geralmente bilaterais. - São resistentes à cicatrização e recidivam em 50% dos casos. - Podem infectar gerando infecção sistêmica, osteomielite ou tétano.
  • 77.
    Complicações Ósseas - Síndrome“mão-pé”: tumefação dolorosa das superfícies dorsais de mãos e/ou pés. - acomete metade das crianças com AF. Incidência entre 1-4 anos. - causada pela oclusão dos capilares nos ossos pequenos dos membros.
  • 78.
    - Osteonecrose dacabeça do fêmur - Infarto da medula óssea: pode provocar exacerbação da anemia, pancitopenia, embolia gordurosa pulmonar. - a presença de necrose na MO pode favorecer o desenvolvimento de infecções, especialmente por Salmonella e S. aureus
  • 79.
    Hemólise • Predominantemente extravascular– macrófagos do tecido reticulo-endotelial, principalmente esplênicos. • Mecanismos: - perda de elasticidade e deformabilidade; - opsonização por auto-anticorpos IgG; • As hemácias afoiçadas são as primeiras a serem fagocitadas. • Meia-vida média de 20 dias. • Anemia crônica • Icterícia • Colelitíase
  • 80.
    Manifestações clínicas • Apartir de 6 meses de idade • Até esta idade, o percentual de HbF é grande! • A HbF tem propriedades físico-químicas diferentes da HbS, e não participa do polímero. • Efeito diluidor → quanto maior a concentração de HbF, menor a polimerização de HbS → menor afoiçamento.
  • 81.
    • Micro-infartos esplênicos -auto-esplenectomia - -predisposição a infecção por germes encapsulados
  • 82.
    Diagnóstico da AnemiaFalciforme • Hemograma e bioquímica • Esfregaço de sangue periférico • Teste do afoiçamento • Eletroforese de hemoglobina • Hemoglobina: ↓ • Hematócrito: ↓ • Índices hematimétricos normais • Reticulócitos: ↑ • LDH: ↑ • Haptoglobina: ↓ ou ausente • Bilirrubina indireta: ↑
  • 85.
    Síndrome torácica aguda •Febre, taquipnéia, dor torácica, leucocitose, infiltrado pulmonar; • O aparecimento de alterações radiológicas pode ser tardio; • É uma forma de doença pulmonar potencialmente muito grave; • Na anemia falciforme, a incidência correlaciona-se com baixos níveis de HbF e altos níveis de leucócitos. Nos adultos há comumente crise dolorosa 2-3 dias antes do aparecimento da STA. • Fatores preciptantes mais comuns: infecção (Chlamydia pneumoniae e Mycoplasma pneumoniae), infarto pulmonar e embolia gordurosa por infarto de medula óssea. • Tem um bom prognóstico, se devidamente tratada.
  • 86.
    Tratamento • Medidas gerais: -Visitasclínicas de rotina; -Aconselhamento genético; -Ingestão hídrica adequada; -Evitar frio ou calor excessivos; -Evitar traumas e estresse; -Ingestão diária de ácido fólico 1mg VO; -Penicilina VO diária ou IM mensal até 6 anos; -Vacinação contra pneumococo, meningococo, H. influenzae;
  • 87.
    tratamento • Hemotransfusão; • Tratamentodas crises e complicações; • Hidroxiuréia; • Transplante de medula óssea - reservado para crianças que apresentam complicações severas; - dificuldade de encontrar doador compatível
  • 88.
    • Crise álgica:hidratação vigorosa, AINE, morfina em casos graves, transfusão em casos extremos; • Síndrome torácica aguda: hidratação, oxigenoterapia, hemotransfusão para manter hematócrito > 30 %; Exosangüíneo- Transfusão(SatO2 < 90%); • Infecção: cefalosporina de 3ª geração; • Úlcera: repouso, cuidados locais, antibioticoterapia sistêmica (se infectada). Após debridamento das áreas necróticas utilizar óxido de zinco local.
  • 89.
    Indicações para hemotransfusão Definitivas: •Evento neurológico agudo • Seqüestro esplênico • Pneumonia grave ou infarto pulmonar • Anemia grave com descompensação cardíaca • Anemia aplásica • Pré-operatório
  • 90.
    • Relativas: • Anemiasintomática • Seqüestro hepático • Úlceras de MI refratárias ao tratamento • Priapismo refratário ao tratamento • Episódios álgicos graves, prolongados ou freqüentes • Insuficiência respiratória crônica • Gravidez
  • 91.
    Hidroxiuréia • É umadroga utilizada na terapia do câncer; • Age aumento da concentração de HbF, diminuindo a polimerização da HBS e, conseqüentemente, o afoiçamento. • Efeitos adversos: leucopenia e aumento do VCM pela megaloblastose. • Episódios álgicos freqüentes; • História de síndrome torácica aguda; • Eventos vaso-oclusivos diversos, principalmente SNC; • Anemia severa.
  • 92.
    Indicações : pelo menosuma das seguintes complicações nos últimos 12 meses: • 3 ou mais episódios de crises vaso-oclusivas com necessidade de atendimento médico; • 1 crise torácica aguda recidivante (definida como dor torácica aguda com infiltrado pulmonar novo, • febre de 38,5 °C ou mais, taquipnéia, sibilos pulmonares ou tosse)10; • 1 ou mais acidentes vasculares encefálicos ou ataques isquêmicos transitórios mesmo que em • programas de transfusão de substituição; • 1 episódio de priapismo grave pós-puberal ou priapismo recorrente; • anemia grave e persistente (Hb < 6,0 g/dl em três dosagens no período de 3 meses).
  • 93.
    Talassemia Síntese desequilibrada deglobina • quantidades menores de Hb funcionante • Talassemia α (defeito na formação das cadeias α) • Talassemia β (defeito na formação das cadeias β) • Traço talassêmico: Heterozigotos • elevada prevalência nos povos do mediterrâneo, sendo a doença genética mais comum em todo o mundo. • Talassemias Menores (apenas um gene):discreta anemia • Talassemias Maiores (dois genes): anemia severa, icterícia, • deformidades ósseas e esplenomegalia
  • 94.
    ALFA TALASSEMIA • CROMOSSOMO16 – 2 GENES ALFA DUPLICADOS
  • 95.
  • 96.
    talassemia • Cadeias livresem excesso • Precipitação • Lesão da membrana celular • Eritrócitos • Anemia • Medula óssea • Hemólise • Eritropoiese ineficaz • Eritropoietina elevada • Aumento na absorção • de ferro • Hemotransfusões • Expansão medular • Hipermetabolismo • Sobrecarga de ferro • Deformidades ósseas • Lesão cardíaca
  • 97.
    talassemia • Anemia • Palidez •Icterícia • Esplenomegalia • Hepatomegalia • Deformidades ósseas • Fácies típico
  • 98.
  • 99.
    talassemia • Hemograma, morfologiae índices VCM, HCM, CHCM, RDW • Reticulócitos • Bilirrubinas • Eletroforese de hemoglobina • Metahemoglobina • Instabilidade à temperatura • Corpúsculos de Heinz • Metabolismo do ferro – Ferro sérico – Capacidade de ligação do ferro – Indice de Saturação – Transferrina – Ferritina • Diagnóstico molecular, inclusive prenatal
  • 100.
    Talassemias complicações • Sobrecargade ferro • Hepatobiliares • Cardiológicas • Endócrinas – Deficit de crescimento – Diabetes – Hipotiroidismo – Hipoparatiroidismo • Infecções – Transfusionais – Outras (imunodeficiência
  • 101.
    Talassemia tratamento • Alimentaçãosaudável • Ácido fólico • Hemotransfusões • Esplenectomia • Apoio psicológico e social • Sobrecarga de ferro – Desferroxamina (Desferal) – Deferiprone (Ferriprox) • Transplante de medula óssea
  • 102.
    • Anemia Aplástica –Transtorno quantitativo de células precursoras caracterizada por comprometimento de todas as linhagens celulares: anemia, leucopenia e trombocitopenia. – Aplasia ou hipoplasia da medula óssea.
  • 103.
  • 104.
    Aplasia de medulaossea • É caracterizada por pancitopenia com medula óssea hipocelular , por redução dos precursores medulares. • Pode ocorrer aplasia de apenas uma série hematopoiética , principalmente nas aplasias congênitas
  • 105.
    Etiopatogenia • Mecanismo imunológico •Hipótese: aumento de linfócitos T supressores
  • 106.
    • Idiopathic (mostcommon cause) – Viral infection • Infectious Mononucleosis • Viral Hepatitis (non- A non-B non-C) • Human Immunodeficiency Virus – Immune Causes • Eosinophilic fasciitis • Hypoimmunoglobulinemia – Toxins • Radiation • Insecticides (DDT, Lindane, Chlordane) • Benzene (Kerosene, Carbon Tetrachloride, Chlorphenol) – Miscellaneous • Paroxysmal Nocturnal Hemoglobinuria • Pregnancy
  • 107.
    – Medications • CancerChemotherapy (common cause) – Antileukemic medications – Nitrogen mustard • Chloramphenicol (1 per 60,000 courses) • Phenylbutazone • Phenytoin (Dilantin) • Carbamazepine • Sulfonamide • Sulfonylurea • Heavy metals (Gold, Arsenic, mercury, bismuth) • Quinacrine • Chloroquine • Antithyroid Drugs (e.g. Propylthiouracil) • Carbonic Anhydrase Inhibitors (e.g. Acetazolamide) • NSAIDs • Antihistamines (Cimetidine, Chlorpheniramine) • High dose Estrogen (e.g. Pregnancy
  • 108.
    Causas congênitas – Dyskeratosiscongenita – Fanconi's Anemia – Reticular dysgenesis – Schwachman-Diamond Syndrome – Familial aplastic Anemia
  • 109.
  • 110.
    CARACTERÍSTICAS LABORATORIAIS • Pancitopenia •A anemia é do tipo normocítico/normocrômica • Medula óssea hipocelular, com aumento do conteúdo gorduroso
  • 111.
    DIAGNÓSTICOS LABORATORIAIS • Leucoses •Metástases de tumores sólidos em M.O.
  • 112.
    TRATAMENTO • É dependenteda gravidade da aplasia: • Globulina anti-linfocítica • Ciclosporina • T.M.O.