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A ESCALADA DA EDUCAÇÃO NO MUNDO DA PRÉ-HISTÓRIA À ERA
CONTEMPORÂNEA (Parte 2- A evolução da educação no mundo do século XVIII
ao século XXI)
Fernando Alcoforado*
Este artigo tem por objetivo apresentar como a educação evoluiu no mundo do século
XVIII ao século XXI. Este artigo representa a continuação da Parte 1 do artigo que aborda
a evolução da educação no mundo da Pré-História ao século XVIII. A análise da evolução
da educação no mundo da Pré-História ao século XVIII permite constatar que durante a
maior parte da história da humanidade, a educação formal estava accessível apenas para
um pequeno e privilegiado setor da sociedade. Quando era fornecida a setores mais
amplos da sociedade servia sobretudo a propósitos culturais, religiosos, sociais,
espirituais e militares. No entanto, em nenhum dos sistemas educacionais implantados na
Antiguidade e na Idade Média o desenvolvimento de habilidades que seriam úteis para
ocupações profissionais de adultos foi a principal preocupação. As taxas de alfabetização
durante a maior parte da existência humana foram insignificantes. Na Idade Média, as
taxas de alfabetização eram inferiores a 10% em países como China, França, Alemanha,
Bélgica e Holanda e ainda mais baixa em outras partes do mundo [3].
O século XVIII foi um momento marcante na história da humanidade porque foi nesta
época que surgiu o Iluminismo na Europa e ocorreu a Revolução Industrial na Inglaterra
que transformou a sociedade mundial ao alavancar o desenvolvimento do capitalismo
em todo o planeta. Foi, também, nesta época que ocorreu a Independência dos Estados
Unidos e a Revolução Francesa movidas pelo ideal do Iluminismo. Como não poderia
deixar de acontecer todos estes acontecimentos contribuíram para que ocorressem
avanços no campo da educação como pode ser constatado na leitura dos próximos
parágrafos.
1. A educação no Século XVIII (1701 a 1800)
O século XVIII foi marcado por inúmeras transformações que tiveram grande influência
das ideias iluministas. Dentre estas transformações podemos destacar; a Independência
dos Estados Unidos, a Revolução Francesa e a 1ª Revolução Industrial, todas elas
pautadas nas ideias do Iluminismo que buscava defender a liberdade, o progresso, a
tolerância, a fraternidade, o governo constitucional e o afastamento entre Igreja e Estado.
Foi a época de consolidação do capitalismo como sistema econômico dominante e da
construção do Estado nacional que representava os interesses da classe economicamente
mais poderosa: a burguesia. A educação como um direito de todos, a obrigação do Estado
de manter escolas, o direito à educação pública e gratuita, a garantia de que a escola
pública não esteja sob o domínio de nenhum credo religioso (laicidade) foram bandeiras
defendidas pela burguesia revolucionária, mas que não foram totalmente colocadas em
prática depois que se tornou classe dominante [1].
Nos séculos que antecederam a Revolução Industrial na Inglaterra em 1786, à medida que
a Europa apresentou seus primeiros avanços tanto na tecnologia quanto no comércio, a
importância da educação começou a aumentar. A partir deste momento, pela primeira vez
na história, houve a formação de recursos humanos voltados para atender as necessidades
da industrialização por uma força de trabalho munida de alfabetização, letramento
matemático e habilidades mecânicas. Os trabalhadores desenvolviam habilidades
sobretudo por meio do treinamento no local de trabalho. A industrialização (1ª Revolução
Industrial em 1786 e a 2ª Revolução Industrial em 1850) desencadeou uma revolução na
educação em massa em vários países da Europa e Estados Unidos. O desenvolvimento de
2
certas habilidades era necessário para a criação de uma sociedade industrial. Os países
industrializados em todo o mundo apoiaram a oferta da educação pública [3].
A 1ª Revolução Industrial e o nascimento das fábricas gerou espaço para o surgimento da
moderna instituição escolar pública. A fábrica e a escola nascem juntas, as leis que criam
as escolas de Estado vêm juntas com as leis que suprimem a aprendizagem corporativa.
Começou a declinar a influência católica na educação, cujo declínio cresceu no século
XIX, com a supressão da ordem dos jesuítas. No século XVIII, o processo de laicização
da educação foi avançando com a subtração da influência religiosa. A partir do século
XVIII, foi considerada uma exigência um trabalhador ser no mínimo alfabetizado e capaz
de operar as máquinas que eram o símbolo da revolução industrial e foi reconhecido o
direito à educação para as mulheres e o povo em geral, uma educação que os libertassem
das condições de atraso e marginalidade psicológica e cognitiva e os colocassem como
elementos produtivos no âmbito da sociedade [1].
Jean- Jacques Rousseau é considerado o pai da pedagogia moderna por representar seu
pensamento o mais avançado porque procurou apontar para o homem como alcançar a
felicidade, tanto no que se refere ao indivíduo quanto no que se relaciona à sociedade. No
primeiro caso, formulou uma pedagogia na qual traça as linhas com o objetivo de fazer
da criança um adulto bom baseado na sua crença na bondade natural do homem. Os
objetivos da educação para Rousseau comportam dois aspectos: o desenvolvimento das
potencialidades naturais da criança e seu afastamento dos males
sociais. No segundo caso, teorizou sobre o problema político e escreveu o Contrato Social
que formulou a constituição de um Estado como organizador da sociedade civil assim
como se conhece hoje. Rousseau acreditava que seria possível se pensar numa sociedade
ideal, tendo assim sua ideologia refletida na concepção da Revolução Francesa ao final
do século XVIII. Segundo Rousseau seria possível preservar a liberdade natural do
homem e ao mesmo tempo garantir a segurança e o bem-estar da vida em sociedade
através de um contrato social por meio do qual prevaleceria a soberania da sociedade, a
soberania política da vontade coletiva [1].
A Revolução Francesa de 1789 significou a intervenção do Estado na educação
tradicionalmente entregue à Igreja Católica com a adoção de uma política que mira uma
escola que desenvolva as capacidades do aluno, que estabeleça uma verdadeira igualdade
entre os cidadãos, que realize uma completa liberdade de ensino e que valorize a cultura
científica. Foram fixados cinco graus de escolas: primárias, secundárias, institutos, liceus
e universidades (sociedade nacional para as ciências e as artes). A turbulência
revolucionária impediu a execução deste projeto. Em 1794, os revolucionários moderados
(girondinos) derrubam o governo jacobino de Robespierre e assumem o controle da
Revolução. Diante da ameaça de guerra civil, os girondinos realizaram o “Golpe do 18
de Brumário” quando Napoleão Bonaparte assumiu o poder. No poder, a política
expansionista de Napoleão impõe os interesses franceses na Europa e difunde, também,
as orientações laicas, estatais e civis na reorganização dos sistemas de educação. Apesar
da força revolucionária que emanava da França, propostas de intervenção estatal no
campo da educação já vinham ocorrendo antes de 1789 [1].
Foi em 1717, na Prússia, a educação pública foi instituída como escola obrigatória para
crianças entre 5 e 12 anos, pelo rei Frederico Guilherme. Posteriormente, surgiram leis
que impediam a contratação para o trabalho de qualquer criança que não concluísse esse
estudo obrigatório. Essa educação obrigatória era de profundo interesse do Estado para a
formação de soldados e operários, mas revolucionou a sociedade em vários aspectos. Foi
3
o rei Frederico Guilherme quem inaugurou o sistema de educação compulsória prussiano,
o primeiro sistema nacional na Europa. Em 1717, ele ordenou a frequência obrigatória
para todas as crianças nas escolas estatais e, em atos posteriores, seguiu com a disposição
para a construção de mais escolas. O sucessor de Frederico II, Frederico Guilherme III,
Barão Von Stein, deu continuidade a esse ideal educacional abolindo escolas privadas
semirreligiosas, decretando a necessidade de um exame estatal e certificação a todos os
professores, entre outras medidas políticas a respeito da educação. Em 1812, o exame de
graduação escolar foi retomado, como um requerimento necessário para o ingresso da
criança na escola estatal, e foi estabelecido um sistema elaborado de burocratas para
supervisionar as escolas no campo e nas cidades [2]. Na Inglaterra, surgiu no final do
século XVIII, o ensino mútuo, iniciativa educacional promovida por particulares no qual
adolescentes instruídos diretamente pelo mestre atuavam como auxiliares ou monitores
ensinando outros adolescentes. Na Inglaterra, pioneira da revolução industrial, havia uma
tendência de a educação ser ministrada pela iniciativa privada pelo método de ensino
mútuo diferentemente da Alemanha e da França onde prevalecia a iniciativa estatal [1].
2. A educação no Século XIX (1801 a 1900)
No século XIX, surgiram as pedagogias de Pestalozzi, bem como, as pedagogias
positivista e socialista. A pedagogia de Pestalozzi retoma a pedagogia de Rousseau que
considerava que o homem é bom e precisa ser assistido em seu desenvolvimento,
considera que deve ser desenvolvida a educação moral, intelectual e profissional
estreitamente ligadas entre si e considerava, também, que é necessário a instrução levar
em conta as diversas experiências que cada aluno deve realizar no próprio meio. A
pedagogia positivista de Émile Durkheim considerava que a educação é um aprendizado
social e um meio para conformar os indivíduos às normas e valores coletivos por parte
das sociedades. A pedagogia socialista proposta por Karl Marx e Friedrich Engels
considerava que a educação significa formação intelectual, educação física e instrução
tecnológica e que é através de educação que se transforma a sociedade. Marx e Engels
defendiam a tese de que a escola deveria ser inteiramente laica e livre da influência da
Igreja e do Estado [1].
Foi em 1833, que uma lei revolucionou a educação primária na França e no mundo: a lei
que instituía a obrigação de uma escola primaria de crianças para comunas com mais de
500 habitantes, além de uma escola de formação de professores do ensino básico em cada
departamento francês. Jules Ferry, então ministro da Educação, aprovou em 1881 uma lei
que estabelecia a escola gratuita, e em 1882 uma segunda lei, que tornou obrigatória, e
laica, a educação para crianças de 3 a 6 anos. Essas leis serviram como ponto de partida
para novas leis sobre a educação que surgiriam no mundo todo. A Revolução Francesa
tentou plasmar o educando a partir da consciência de classe que era o centro do conteúdo
programático. A burguesia tinha clareza do que queria da educação: trabalhadores com
formação de cidadãos partícipes de uma nova sociedade liberal e democrática. A partir
do século XVI, a Alemanha deu arrancada nesta direção. Na França, este impulso
aconteceu com a Revolução Francesa. A Inglaterra passou a sofrer pressão por educação
escolar com a Revolução Industrial. A expansão escolar irá se consolidar no século XIX
quando o interesse pela educação como elemento de valorização de uma nação se torna
evidente. É importante observar que, em 1850, a taxa de analfabetismo adulto na Europa
Ocidental era da ordem de 40 a 45% da população. Com a inclusão da Rússia, a taxa de
analfabetismo chegava a 60%. Na Itália, Espanha, Portugal e Grécia, a taxa de
4
analfabetismo alcançava de 60% a 70% [1]. Estes números demonstram que a educação
era privilégio de poucos na Europa.
A Educação a Distância (EAD), hoje bastante utilizada, mediada por tecnologias em que
alunos e professores estão separados espacial e/ou temporalmente, ou seja, não estão
fisicamente presentes em um ambiente presencial de ensino-aprendizagem, é conhecida
desde o século XIX. Em 1833, um anúncio publicado na Suécia já se referia ao ensino
por correspondência, e na Inglaterra, em 1840. O aperfeiçoamento dos serviços de
correio, a agilização dos meios de transporte e, sobretudo, o desenvolvimento tecnológico
aplicado ao campo da comunicação e da informação influíram decisivamente nos destinos
da educação a distância. A partir daí, começou a utilização de um novo meio de
comunicação, o rádio, inventado por Marconi em 1896, que penetrou também no ensino
formal. O rádio alcançou muito sucesso em experiências nacionais e internacionais, tendo
sido bastante explorado na América Latina nos programas de educação a distância,
inclusive no Brasil [4].
3. A educação no Século XX (1901 a 2000)
No século XX, o debate educacional envolveu duas grandes correntes teóricas: a Escola
Nova e a concepção marxista, a primeira identificada com o capitalismo e a segunda com
o socialismo. Nenhuma dessas duas correntes foi integralmente aplicada. A Escola Nova
foi a corrente pedagógica de maior influência na educação do século XX. Seu teórico foi
John Dewey que teve no Brasil Anísio Teixeira como seu seguidor. John Dewey defendia
a tese de que a escola não podia ficar alheia à transformação produtiva e ao crescimento
econômico, destacou a função democrática da educação e valorizou a ciência como
método de uma educação democrática. A pedagogia de Dewey se inspira no pragmatismo,
num permanente contato entre o momento teórico e o prático, está entrelaçada com as
pesquisas das ciências experimentais e, em particular, a psicologia e a sociologia e está
empenhada em construir uma filosofia da educação visando a formação do cidadão
dotado de mentalidade moderna, científica e aberta à colaboração. A pedagogia de Dewey
faz parte de um movimento chamado de “escola ativa” ou “escola nova” do final do século
XIX aos anos 1930 do século XX. A pedagogia de Dewey valoriza a criança, coloca-a no
centro da atividade didática opondo-se às características autoritárias da escola tradicional
[1].
A pedagogia marxista estabelecia uma conjugação entre educação e sociedade porque
toda prática educativa incorpora valores e interesses ideológicos ligados à estrutura
econômica e política da sociedade, adotava estratégias educativas considerando a
centralidade do trabalho na formação do homem voltada para o futuro e o papel prioritário
que ele deve assumir enfatizando o valor da educação integralmente humana de todas as
pessoas libertadas das condições de submissão e alienação. Na época pré-estalinista, a
escola soviética foi profundamente influenciada pela pedagogia de Anton Makarenko,
maior pedagogo russo, que enfatizava o trabalho, o coletivo, a colaboração, a perspectiva
da “alegria do amanhã” e da felicidade para todos e não apenas a felicidade do indivíduo
como preconizava Rousseau e os revolucionários do Iluminismo. Enquanto a Escola
Nova de John Dewey se tornava referência nos países capitalistas, o marxismo
influenciava a educação na União Soviética e nos países socialistas do leste europeu. Nem
a Escola Nova se impôs nos países capitalistas, nem a pedagogia marxista se concretizou
na União Soviética nem nos países do leste europeu [1].
5
O ideólogo marxista, Antonio Gramsci, formulou um modelo pedagógico mais rico. Em
sua teorização valorizou a atividade humana que interpreta e transforma a realidade.
Gramsci acreditava que é possível agregar classe ou grupos sociais interessados na
construção da mudança social para construir uma hegemonia cultural e política contrária
ao capitalismo. Gramsci considerava que a hegemonia cultural se constrói pela ação de
muitas instituições educativas que deve abranger cada cidadão. Gramsci elaborou a
proposta pedagógica da “escola única” procurando equacionar o trabalho intelectual e o
trabalho produtivo, desenvolver a capacidade de pensar e o saber dirigir-se na vida.
Quanto ao princípio educativo e aos conteúdos, defendia o humanismo socialista e a
“escola única de cultura geral” (trabalho intelectual e trabalho manual) seguida de escola
especializadas (profissionais) [1].
No século XX, houve várias inovações pedagógicas originais nos países em
desenvolvimento que tiveram ressonância na Europa e nos Estados Unidos como a
campanha de educação de adultos aplicando modelos de conscientização como fez Paulo
Freire no Brasil. Segundo Paulo Freire, no âmbito das poucas escolas existentes, prevalecia
uma concepção de ensino-aprendizagem baseada em conteúdos pedagógicos que estavam
totalmentedesassociados darealidade socioeconômicaconcretavividapelasociedadebrasileira
de então. Paulo Freire desenvolveu sua “pedagogia do oprimido”. Para ele, a transição de
uma “sociedade fechada” (agrária) para uma “sociedade aberta” (urbano-industrial)
demandava, necessariamente, a erradicação do analfabetismo, pois a condição de existência
do analfabeto implicava a manifestação de uma consciência ingênua em relação ao mundo
circundante e, por conseguinte, reprodutora do velho “status quo” social agrário. Para Paulo
Freire era, portanto, necessário libertar o homem que vivia preso na “sociedade fechada”
por meio do acesso ao conhecimento historicamente acumulado pela humanidade.
4. A educação no Século XXI (2001 até o presente momento)
Na era contemporânea, a educação deixou de ser apenas presencial para se tornar,
também, não presencial ou parcialmente presencial com a educação a distância (EAD)
que é, modernamente, uma modalidade de educação mediada por tecnologias em que
alunos e professores estão separados espacial e/ou temporalmente, ou seja, não estão
fisicamente presentes em um ambiente presencial de ensino-aprendizagem. Hoje a
educação pode ser processada de forma presencial, semi-presencial e educação a
distância. A educação presencial corresponde aos cursos regulares onde professores e
alunos se encontram sempre numa instituição de ensino. A educação semi-presencial,
acontece em parte na sala de aula e outra parte a distância, utilizando tecnologia da
informação. Atualmente, a EAD possibilita a inserção do aluno como sujeito de seu
processo de aprendizagem, com a vantagem de que ele também descobre formas de
tornar-se sujeito ativo da pesquisa e compartilhar conteúdos. No ensino a distância não
há diferença entre sua metodologia e a utilizada no ensino presencial. O que muda,
basicamente, não é a metodologia de ensino, mas a forma de comunicação. Nesse
processo de aprendizagem, assim como no ensino regular o orientador ou o tutor da
aprendizagem atua como "mediador", isto é, aquele que estabelece uma rede de
comunicação e aprendizagem multidirecional [4].
Hoje, as possibilidades da EAD são amplas. Pode-se fazer um curso a distância
praticamente nos mesmos moldes dos presenciais, com os estudantes assistindo, pela
internet às aulas de professores, com exibição de conteúdos audiovisuais. As avaliações
podem ser feitas em tempo real, também pela rede, com tempo certo para a sua realização.
A metodologia de ensino, a forma de avaliar a aprendizagem dos alunos e a atuação do
6
corpo docente na educação a distância passaram por uma revolução. No exterior, há uma
tendência de fim da fronteira entre educação a distância e presencial. Cursos que antes
eram exclusivamente presenciais já incluem uma parte realizada remotamente. No Brasil,
desde a fundação do Instituto Monitor, em 1939, várias experiências de educação a
distância foram iniciadas e levadas avante com relativo sucesso. As experiências
brasileiras, governamentais e privadas, foram muitas e representaram, nas últimas
décadas, a mobilização de grandes contingentes de recursos. Atualmente, o ensino não
presencial mobiliza os meios pedagógicos de quase todo o mundo, tanto em nações
industrializadas quanto em países em desenvolvimento. Novos e mais complexos cursos
são desenvolvidos, tanto no âmbito dos sistemas de ensino formal quanto nas áreas de
treinamento profissional [4].
O progresso tecnológico facilitou a difusão do conhecimento obscurecendo a centralidade
da escola tornando uma exigência redefinir seu papel na era contemporânea. A escola
deixou de ser o único locus que transmite o saber. Na era contemporânea, cabe, entretanto,
à escola a formação humana plena [5]. O grande desafio de educação do futuro é
representado pelas rápidas mudanças que estão ocorrendo no mundo do trabalho graças
ao avanço tecnológico, sobretudo ao impacto da inteligência artificial que nasceu da
Ciência da Computação e é uma área extremamente multidisciplinar, que envolve
Psicologia, Neurociência, Teoria da Decisão e Economia, que pode gerar o fim de
algumas profissões e gerar o desemprego em massa de trabalhadores qualificados e não
qualificados. Tudo isto sugere que vivenciamos uma transição que coloca enorme tensão
sobre a economia e a sociedade. A educação oferecida nos moldes atuais aos
trabalhadores e estudantes que se preparam para entrar no mercado de trabalho
provavelmente será ineficaz. Em outras palavras os sistemas de educação estão
preparando trabalhadores para um mundo do trabalho que está deixando de existir [5].
Essas mudanças estão a exigir a adoção de novas medidas voltadas para a qualificação da
mão-de-obra que deverá saber utilizar a tecnologia como complemento, uma ferramenta,
e não como um substituto de suas habilidades. Algumas funções são atribuídas a
máquinas e sistemas inteligentes. Novas funções para os seres humanos surgem diante
desse novo cenário. Compete aos planejadores dos sistemas de educação identificar o
papel dos seres humanos no mundo do trabalho em um futuro com a presença de máquinas
inteligentes para realizar uma ampla revolução no ensino em todos os níveis
contemplando a qualificação dos professores e a estruturação das unidades de ensino para
prepararem seus alunos para um mundo do trabalho em que as pessoas terão que lidar
com máquinas inteligentes. Os currículos das unidades de ensino em todos os níveis
devem ser profundamente reestruturados para atingirem esses objetivos [5].
Para se adequar às mudanças na economia e na sociedade impulsionadas pelo avanço
tecnológico, uma revolução nos sistemas de educação já está acontecendo na era
contemporânea no que diz respeito à adoção de novas metodologias de ensino como as
descritas a seguir [6]:
1. Salas de aula- Ao invés de serem destinadas à teoria, as salas terão como objetivo a
prática. O aluno aprende a teoria em casa e pratica nas salas de aula com auxílio de um
professor/mentor.
2. Aprendizado personalizado- Estudantes irão aprender com ferramentas que se
adaptam a suas próprias capacidades, podendo aprender em tempo e locais diferentes.
7
Isso significa que alunos acima da média serão desafiados com exercícios mais difíceis e
os com mais dificuldade terão a oportunidade de praticar mais até que atinjam o nível
desejado. Esse processo fará com que os professores sejam mais capazes de ver
claramente qual tipo de ajuda cada estudante precisa.
3. Livre escolha- Estudantes terão a liberdade de modificar seu processo de
aprendizagem, escolhendo as matérias que desejam aprender com base em suas próprias
preferências e poderão utilizar diferentes dispositivos, programas e técnicas que julgarem
necessários para o próprio aprendizado.
4. Aplicabilidade prática- O conhecimento não ficará apenas na teoria, ele será posto
em prática através de projetos para que os alunos adquiram o domínio da técnica e
também pratiquem organização, trabalho em equipe e liderança.
5. QE > QI (quociente emocional > quociente de inteligência)- Uma vez que a
tecnologia traz mais eficiência e vem cada vez mais substituindo o trabalho humano em
diversas áreas, a formação deverá contemplar a presença de habilidades essencialmente
humanas e valorizar ainda mais as interações sociais. As escolas deverão prover mais
oportunidades para os alunos adquirirem habilidades do mundo real, que farão a diferença
em seus trabalhos. Isso significa mais espaço para programas de trabalho, mais projetos
colaborativos, mais prática.
6. O sistema de avaliações irá mudar- Muitos argumentam que a forma como o sistema
de perguntas e respostas das provas não é eficaz, pois muitos alunos apenas decoram os
conteúdos e os esquecem no dia seguinte após a avaliação. Ainda, esse sistema não avalia
adequadamente o que realmente o aluno é capaz de fazer com aquele conteúdo na prática.
Por isso, a tendência é que as avaliações passem a ocorrer na realização de projetos reais,
com os alunos colocando a mão na massa.
O Professor José Moran, um dos fundadores do Projeto Escola do Futuro da USP
(Universidade de São Paulo), pesquisador e designer de projetos inovadores na educação
com ênfase em valores, metodologias ativas, modelos flexíveis e tecnologias digitais,
considera que a educação do futuro deveria apresentar as características seguintes [7]:
1. Não deve ser adotado um único modelo, proposta, caminho para a educação. Trabalhar
com desafios, com projetos reais, com jogos parece o caminho mais importante hoje que
pode ser realizado de várias formas e em contextos diferentes. Pode-se ensinar por
problemas e projetos num modelo disciplinar e em modelos sem disciplinas isoladas; com
modelos mais abertos – de construção mais participativa e processual – e com modelos
mais roteirizados, preparados anteriormente, planejados nos seus mínimos detalhes.
2. Alguns componentes são fundamentais para o sucesso da aprendizagem: a criação de
desafios, atividades, jogos que realmente trazem as competências necessárias para cada
etapa, que solicitam informações pertinentes, que oferecem recompensas estimulantes,
que combinam percursos pessoais com participação significativa em grupos, que se
inserem em plataformas adaptativas, que reconhecem cada aluno e ao mesmo tempo
aprendem com a interação, tudo isso utilizando as tecnologias adequadas. O articulador
das etapas individuais e grupais é o docente, com sua capacidade de acompanhar, mediar,
de analisar os processos, resultados, lacunas e necessidades, a partir dos percursos
realizados pelos alunos individual e grupalmente. Esse novo papel do professor é mais
complexo do que o anterior de transmitir informações. Precisa de uma preparação em
competências mais amplas, além do conhecimento do conteúdo, como saber adaptar-se
8
ao grupo e a cada aluno; planejar, acompanhar e avaliar atividades significativas e
diferentes.
3. Ensinar e aprender podem ser feitos de forma muito mais flexível, ativa e baseada no
ritmo de cada aluno. O modelo mais interessante e promissor de utilização de
tecnologias é o de concentrar no ambiente virtual o que é informação básica e na sala de
aula as atividades mais criativas e supervisionadas. A combinação de aprendizagem por
desafios, problemas reais, jogos é muito importante para que os alunos aprendam fazendo,
aprendam juntos e aprendam também no seu próprio ritmo. É decisivo, também, para
valorizar mais o papel do professor como gestor de processos ricos de aprendizagens
significativas e não o de um simples repassador de informações. Se mudarmos a
mentalidade dos docentes para serem mediadores, poderão utilizar os recursos próximos,
tecnologias simples, como os que estão no celular, uma câmera para ilustrar, um programa
gratuito para juntar as imagens e contar com elas histórias interessantes e os alunos serem
autores, protagonistas do seu processo de aprender.
4. Os desafios de mudanças na educação são estruturais. É preciso aumentar o número de
escolas de qualidade, de escolas com bons gestores, docentes e infraestrutura, que
consigam motivar os alunos e que realmente promovam uma aprendizagem significativa,
complexa e abrangente. Precisa haver plano de carreira, formação e valorização de
gestores educacionais e professores. É preciso políticas consistentes de formação, para
atrair os melhores professores, remunerá-los bem e qualificá-los melhor, de políticas
inovadoras de gestão que levem os modelos de sucesso de gestão para a educação básica
e superior.
5. Os educadores precisam aprender a realizar-se como pessoas e como profissionais, em
contextos precários e difíceis, aprender a evoluir sempre em todos os campos, a ser mais
afetivos e ao mesmo tempo saber gerenciar grupos. Devem se transformar em educadores
inspiradores e motivadores.
A gestão e a infraestrutura existente em uma unidade educacional são importantes no
ensino em qualquer nível. No entanto, o sucesso da aprendizagem pelos estudantes
depende do professor que, na educação do futuro, deixaria de ser mero repassador de
informações para os alunos e assumiria o papel de articulador do ensino nas atividades
individuais e grupais com sua capacidade de acompanhar, mediar, de analisar os
processos, resultados, lacunas e necessidades, a partir dos percursos realizados pelos
alunos individual e grupalmente. Está comprovado mundialmente que o professor é a
peça chave para o ensino de qualidade e, assim, melhorar o desempenho do aluno.
REFERÊNCIAS
1. BITTAR, Marisa. A História da educação. Da Antiguidade à era contemporânea.
São Carlos: EduFScar, 2009.
2. SERENNA, Nathalia. História da educação no mundo e no Brasil. Disponível no
website <https://www.jusbrasil.com.br/artigos/historia-da-educacao-no-mundo-e-no-
brasil/605451719>.
3. GALOR, Oded. A Jornada da Humanidade. Rio de Janeiro: Intrinseca, 2023.
4. ALCOFORADO, Fernando. A educação à distância no Brasil e no mundo.
Disponível no website <https://pt.slideshare.net/falcoforado/a-educao-distncia-no-
brasil-e-no-mundo?from_search=0>.
9
5. ALCOFORADO, Fernando. A revolução da educação necessária ao Brasil na era
contemporânea. Curitiba: Editora CRV, 2023.
6. BLOG DA CONQUER. 6 tendências para o futuro da educação. Disponível no
website <http://escolaconquer.com.br/6-tendencias-para-o-futuro-da-educacao/>.
7. GOCONQR. Educação do Futuro. Disponível no website
<https://www.goconqr.com/pt-BR/examtime/blog/educacao-futuro/>.
* Fernando Alcoforado, 84, condecorado com a Medalha do Mérito da Engenharia do Sistema
CONFEA/CREA, membro da SBPC- Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, do IPB- Instituto
Politécnico da Bahia e da Academia Baiana de Educação, engenheiro pela Escola Politécnica da UFBA e
doutor em Planejamento Territorial e Desenvolvimento Regional pela Universidade de Barcelona,
professor universitário (Engenharia, Economia e Administração) e consultor nas áreas de planejamento
estratégico, planejamento empresarial, planejamento regional e planejamento de sistemas energéticos, foi
Assessor do Vice-Presidente de Engenharia e Tecnologia da LIGHT S.A. Electric power distribution
company do Rio de Janeiro, Coordenador de Planejamento Estratégico do CEPED- Centro de Pesquisa e
Desenvolvimento da Bahia, Subsecretário de Energia do Estado da Bahia, Secretário do Planejamento de
Salvador, é autor dos livros Globalização (Editora Nobel, São Paulo, 1997), De Collor a FHC- O Brasil e
a Nova (Des)ordem Mundial (Editora Nobel, São Paulo, 1998), Um Projeto para o Brasil (Editora Nobel,
São Paulo, 2000), Os condicionantes do desenvolvimento do Estado da Bahia (Tese de doutorado.
Universidade de Barcelona,http://www.tesisenred.net/handle/10803/1944, 2003), Globalização e
Desenvolvimento (Editora Nobel, São Paulo, 2006), Bahia- Desenvolvimento do Século XVI ao Século XX
e Objetivos Estratégicos na Era Contemporânea (EGBA, Salvador, 2008), The Necessary Conditions of
the Economic and Social Development- The Case of the State of Bahia (VDM Verlag Dr. Müller
Aktiengesellschaft & Co. KG, Saarbrücken, Germany, 2010), Aquecimento Global e Catástrofe Planetária
(Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2010), Amazônia Sustentável- Para o
progresso do Brasil e combate ao aquecimento global (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo,
São Paulo, 2011), Os Fatores Condicionantes do Desenvolvimento Econômico e Social (Editora CRV,
Curitiba, 2012), Energia no Mundo e no Brasil- Energia e Mudança Climática Catastrófica no Século XXI
(Editora CRV, Curitiba, 2015), As Grandes Revoluções Científicas, Econômicas e Sociais que Mudaram o
Mundo (Editora CRV, Curitiba, 2016), A Invenção de um novo Brasil (Editora CRV, Curitiba,
2017), Esquerda x Direita e a sua convergência (Associação Baiana de Imprensa, Salvador, 2018, em co-
autoria), Como inventar o futuro para mudar o mundo (Editora CRV, Curitiba, 2019), A humanidade
ameaçada e as estratégias para sua sobrevivência (Editora Dialética, São Paulo, 2021), A escalada da
ciência e da tecnologia ao longo da história e sua contribuição ao progresso e à sobrevivência da
humanidade (Editora CRV, Curitiba, 2022), de capítulo do livro Flood Handbook (CRC Press, Boca Raton,
Florida, United States, 2022), How to protect human beings from threats to their existence and avoid the
extinction of humanity (Generis Publishing, Europe, Republic of Moldova, Chișinău, 2023) e A revolução
da educação necessária ao Brasil na era contemporânea (Editora CRV, Curitiba, 2023).

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  • 1. 1 A ESCALADA DA EDUCAÇÃO NO MUNDO DA PRÉ-HISTÓRIA À ERA CONTEMPORÂNEA (Parte 2- A evolução da educação no mundo do século XVIII ao século XXI) Fernando Alcoforado* Este artigo tem por objetivo apresentar como a educação evoluiu no mundo do século XVIII ao século XXI. Este artigo representa a continuação da Parte 1 do artigo que aborda a evolução da educação no mundo da Pré-História ao século XVIII. A análise da evolução da educação no mundo da Pré-História ao século XVIII permite constatar que durante a maior parte da história da humanidade, a educação formal estava accessível apenas para um pequeno e privilegiado setor da sociedade. Quando era fornecida a setores mais amplos da sociedade servia sobretudo a propósitos culturais, religiosos, sociais, espirituais e militares. No entanto, em nenhum dos sistemas educacionais implantados na Antiguidade e na Idade Média o desenvolvimento de habilidades que seriam úteis para ocupações profissionais de adultos foi a principal preocupação. As taxas de alfabetização durante a maior parte da existência humana foram insignificantes. Na Idade Média, as taxas de alfabetização eram inferiores a 10% em países como China, França, Alemanha, Bélgica e Holanda e ainda mais baixa em outras partes do mundo [3]. O século XVIII foi um momento marcante na história da humanidade porque foi nesta época que surgiu o Iluminismo na Europa e ocorreu a Revolução Industrial na Inglaterra que transformou a sociedade mundial ao alavancar o desenvolvimento do capitalismo em todo o planeta. Foi, também, nesta época que ocorreu a Independência dos Estados Unidos e a Revolução Francesa movidas pelo ideal do Iluminismo. Como não poderia deixar de acontecer todos estes acontecimentos contribuíram para que ocorressem avanços no campo da educação como pode ser constatado na leitura dos próximos parágrafos. 1. A educação no Século XVIII (1701 a 1800) O século XVIII foi marcado por inúmeras transformações que tiveram grande influência das ideias iluministas. Dentre estas transformações podemos destacar; a Independência dos Estados Unidos, a Revolução Francesa e a 1ª Revolução Industrial, todas elas pautadas nas ideias do Iluminismo que buscava defender a liberdade, o progresso, a tolerância, a fraternidade, o governo constitucional e o afastamento entre Igreja e Estado. Foi a época de consolidação do capitalismo como sistema econômico dominante e da construção do Estado nacional que representava os interesses da classe economicamente mais poderosa: a burguesia. A educação como um direito de todos, a obrigação do Estado de manter escolas, o direito à educação pública e gratuita, a garantia de que a escola pública não esteja sob o domínio de nenhum credo religioso (laicidade) foram bandeiras defendidas pela burguesia revolucionária, mas que não foram totalmente colocadas em prática depois que se tornou classe dominante [1]. Nos séculos que antecederam a Revolução Industrial na Inglaterra em 1786, à medida que a Europa apresentou seus primeiros avanços tanto na tecnologia quanto no comércio, a importância da educação começou a aumentar. A partir deste momento, pela primeira vez na história, houve a formação de recursos humanos voltados para atender as necessidades da industrialização por uma força de trabalho munida de alfabetização, letramento matemático e habilidades mecânicas. Os trabalhadores desenvolviam habilidades sobretudo por meio do treinamento no local de trabalho. A industrialização (1ª Revolução Industrial em 1786 e a 2ª Revolução Industrial em 1850) desencadeou uma revolução na educação em massa em vários países da Europa e Estados Unidos. O desenvolvimento de
  • 2. 2 certas habilidades era necessário para a criação de uma sociedade industrial. Os países industrializados em todo o mundo apoiaram a oferta da educação pública [3]. A 1ª Revolução Industrial e o nascimento das fábricas gerou espaço para o surgimento da moderna instituição escolar pública. A fábrica e a escola nascem juntas, as leis que criam as escolas de Estado vêm juntas com as leis que suprimem a aprendizagem corporativa. Começou a declinar a influência católica na educação, cujo declínio cresceu no século XIX, com a supressão da ordem dos jesuítas. No século XVIII, o processo de laicização da educação foi avançando com a subtração da influência religiosa. A partir do século XVIII, foi considerada uma exigência um trabalhador ser no mínimo alfabetizado e capaz de operar as máquinas que eram o símbolo da revolução industrial e foi reconhecido o direito à educação para as mulheres e o povo em geral, uma educação que os libertassem das condições de atraso e marginalidade psicológica e cognitiva e os colocassem como elementos produtivos no âmbito da sociedade [1]. Jean- Jacques Rousseau é considerado o pai da pedagogia moderna por representar seu pensamento o mais avançado porque procurou apontar para o homem como alcançar a felicidade, tanto no que se refere ao indivíduo quanto no que se relaciona à sociedade. No primeiro caso, formulou uma pedagogia na qual traça as linhas com o objetivo de fazer da criança um adulto bom baseado na sua crença na bondade natural do homem. Os objetivos da educação para Rousseau comportam dois aspectos: o desenvolvimento das potencialidades naturais da criança e seu afastamento dos males sociais. No segundo caso, teorizou sobre o problema político e escreveu o Contrato Social que formulou a constituição de um Estado como organizador da sociedade civil assim como se conhece hoje. Rousseau acreditava que seria possível se pensar numa sociedade ideal, tendo assim sua ideologia refletida na concepção da Revolução Francesa ao final do século XVIII. Segundo Rousseau seria possível preservar a liberdade natural do homem e ao mesmo tempo garantir a segurança e o bem-estar da vida em sociedade através de um contrato social por meio do qual prevaleceria a soberania da sociedade, a soberania política da vontade coletiva [1]. A Revolução Francesa de 1789 significou a intervenção do Estado na educação tradicionalmente entregue à Igreja Católica com a adoção de uma política que mira uma escola que desenvolva as capacidades do aluno, que estabeleça uma verdadeira igualdade entre os cidadãos, que realize uma completa liberdade de ensino e que valorize a cultura científica. Foram fixados cinco graus de escolas: primárias, secundárias, institutos, liceus e universidades (sociedade nacional para as ciências e as artes). A turbulência revolucionária impediu a execução deste projeto. Em 1794, os revolucionários moderados (girondinos) derrubam o governo jacobino de Robespierre e assumem o controle da Revolução. Diante da ameaça de guerra civil, os girondinos realizaram o “Golpe do 18 de Brumário” quando Napoleão Bonaparte assumiu o poder. No poder, a política expansionista de Napoleão impõe os interesses franceses na Europa e difunde, também, as orientações laicas, estatais e civis na reorganização dos sistemas de educação. Apesar da força revolucionária que emanava da França, propostas de intervenção estatal no campo da educação já vinham ocorrendo antes de 1789 [1]. Foi em 1717, na Prússia, a educação pública foi instituída como escola obrigatória para crianças entre 5 e 12 anos, pelo rei Frederico Guilherme. Posteriormente, surgiram leis que impediam a contratação para o trabalho de qualquer criança que não concluísse esse estudo obrigatório. Essa educação obrigatória era de profundo interesse do Estado para a formação de soldados e operários, mas revolucionou a sociedade em vários aspectos. Foi
  • 3. 3 o rei Frederico Guilherme quem inaugurou o sistema de educação compulsória prussiano, o primeiro sistema nacional na Europa. Em 1717, ele ordenou a frequência obrigatória para todas as crianças nas escolas estatais e, em atos posteriores, seguiu com a disposição para a construção de mais escolas. O sucessor de Frederico II, Frederico Guilherme III, Barão Von Stein, deu continuidade a esse ideal educacional abolindo escolas privadas semirreligiosas, decretando a necessidade de um exame estatal e certificação a todos os professores, entre outras medidas políticas a respeito da educação. Em 1812, o exame de graduação escolar foi retomado, como um requerimento necessário para o ingresso da criança na escola estatal, e foi estabelecido um sistema elaborado de burocratas para supervisionar as escolas no campo e nas cidades [2]. Na Inglaterra, surgiu no final do século XVIII, o ensino mútuo, iniciativa educacional promovida por particulares no qual adolescentes instruídos diretamente pelo mestre atuavam como auxiliares ou monitores ensinando outros adolescentes. Na Inglaterra, pioneira da revolução industrial, havia uma tendência de a educação ser ministrada pela iniciativa privada pelo método de ensino mútuo diferentemente da Alemanha e da França onde prevalecia a iniciativa estatal [1]. 2. A educação no Século XIX (1801 a 1900) No século XIX, surgiram as pedagogias de Pestalozzi, bem como, as pedagogias positivista e socialista. A pedagogia de Pestalozzi retoma a pedagogia de Rousseau que considerava que o homem é bom e precisa ser assistido em seu desenvolvimento, considera que deve ser desenvolvida a educação moral, intelectual e profissional estreitamente ligadas entre si e considerava, também, que é necessário a instrução levar em conta as diversas experiências que cada aluno deve realizar no próprio meio. A pedagogia positivista de Émile Durkheim considerava que a educação é um aprendizado social e um meio para conformar os indivíduos às normas e valores coletivos por parte das sociedades. A pedagogia socialista proposta por Karl Marx e Friedrich Engels considerava que a educação significa formação intelectual, educação física e instrução tecnológica e que é através de educação que se transforma a sociedade. Marx e Engels defendiam a tese de que a escola deveria ser inteiramente laica e livre da influência da Igreja e do Estado [1]. Foi em 1833, que uma lei revolucionou a educação primária na França e no mundo: a lei que instituía a obrigação de uma escola primaria de crianças para comunas com mais de 500 habitantes, além de uma escola de formação de professores do ensino básico em cada departamento francês. Jules Ferry, então ministro da Educação, aprovou em 1881 uma lei que estabelecia a escola gratuita, e em 1882 uma segunda lei, que tornou obrigatória, e laica, a educação para crianças de 3 a 6 anos. Essas leis serviram como ponto de partida para novas leis sobre a educação que surgiriam no mundo todo. A Revolução Francesa tentou plasmar o educando a partir da consciência de classe que era o centro do conteúdo programático. A burguesia tinha clareza do que queria da educação: trabalhadores com formação de cidadãos partícipes de uma nova sociedade liberal e democrática. A partir do século XVI, a Alemanha deu arrancada nesta direção. Na França, este impulso aconteceu com a Revolução Francesa. A Inglaterra passou a sofrer pressão por educação escolar com a Revolução Industrial. A expansão escolar irá se consolidar no século XIX quando o interesse pela educação como elemento de valorização de uma nação se torna evidente. É importante observar que, em 1850, a taxa de analfabetismo adulto na Europa Ocidental era da ordem de 40 a 45% da população. Com a inclusão da Rússia, a taxa de analfabetismo chegava a 60%. Na Itália, Espanha, Portugal e Grécia, a taxa de
  • 4. 4 analfabetismo alcançava de 60% a 70% [1]. Estes números demonstram que a educação era privilégio de poucos na Europa. A Educação a Distância (EAD), hoje bastante utilizada, mediada por tecnologias em que alunos e professores estão separados espacial e/ou temporalmente, ou seja, não estão fisicamente presentes em um ambiente presencial de ensino-aprendizagem, é conhecida desde o século XIX. Em 1833, um anúncio publicado na Suécia já se referia ao ensino por correspondência, e na Inglaterra, em 1840. O aperfeiçoamento dos serviços de correio, a agilização dos meios de transporte e, sobretudo, o desenvolvimento tecnológico aplicado ao campo da comunicação e da informação influíram decisivamente nos destinos da educação a distância. A partir daí, começou a utilização de um novo meio de comunicação, o rádio, inventado por Marconi em 1896, que penetrou também no ensino formal. O rádio alcançou muito sucesso em experiências nacionais e internacionais, tendo sido bastante explorado na América Latina nos programas de educação a distância, inclusive no Brasil [4]. 3. A educação no Século XX (1901 a 2000) No século XX, o debate educacional envolveu duas grandes correntes teóricas: a Escola Nova e a concepção marxista, a primeira identificada com o capitalismo e a segunda com o socialismo. Nenhuma dessas duas correntes foi integralmente aplicada. A Escola Nova foi a corrente pedagógica de maior influência na educação do século XX. Seu teórico foi John Dewey que teve no Brasil Anísio Teixeira como seu seguidor. John Dewey defendia a tese de que a escola não podia ficar alheia à transformação produtiva e ao crescimento econômico, destacou a função democrática da educação e valorizou a ciência como método de uma educação democrática. A pedagogia de Dewey se inspira no pragmatismo, num permanente contato entre o momento teórico e o prático, está entrelaçada com as pesquisas das ciências experimentais e, em particular, a psicologia e a sociologia e está empenhada em construir uma filosofia da educação visando a formação do cidadão dotado de mentalidade moderna, científica e aberta à colaboração. A pedagogia de Dewey faz parte de um movimento chamado de “escola ativa” ou “escola nova” do final do século XIX aos anos 1930 do século XX. A pedagogia de Dewey valoriza a criança, coloca-a no centro da atividade didática opondo-se às características autoritárias da escola tradicional [1]. A pedagogia marxista estabelecia uma conjugação entre educação e sociedade porque toda prática educativa incorpora valores e interesses ideológicos ligados à estrutura econômica e política da sociedade, adotava estratégias educativas considerando a centralidade do trabalho na formação do homem voltada para o futuro e o papel prioritário que ele deve assumir enfatizando o valor da educação integralmente humana de todas as pessoas libertadas das condições de submissão e alienação. Na época pré-estalinista, a escola soviética foi profundamente influenciada pela pedagogia de Anton Makarenko, maior pedagogo russo, que enfatizava o trabalho, o coletivo, a colaboração, a perspectiva da “alegria do amanhã” e da felicidade para todos e não apenas a felicidade do indivíduo como preconizava Rousseau e os revolucionários do Iluminismo. Enquanto a Escola Nova de John Dewey se tornava referência nos países capitalistas, o marxismo influenciava a educação na União Soviética e nos países socialistas do leste europeu. Nem a Escola Nova se impôs nos países capitalistas, nem a pedagogia marxista se concretizou na União Soviética nem nos países do leste europeu [1].
  • 5. 5 O ideólogo marxista, Antonio Gramsci, formulou um modelo pedagógico mais rico. Em sua teorização valorizou a atividade humana que interpreta e transforma a realidade. Gramsci acreditava que é possível agregar classe ou grupos sociais interessados na construção da mudança social para construir uma hegemonia cultural e política contrária ao capitalismo. Gramsci considerava que a hegemonia cultural se constrói pela ação de muitas instituições educativas que deve abranger cada cidadão. Gramsci elaborou a proposta pedagógica da “escola única” procurando equacionar o trabalho intelectual e o trabalho produtivo, desenvolver a capacidade de pensar e o saber dirigir-se na vida. Quanto ao princípio educativo e aos conteúdos, defendia o humanismo socialista e a “escola única de cultura geral” (trabalho intelectual e trabalho manual) seguida de escola especializadas (profissionais) [1]. No século XX, houve várias inovações pedagógicas originais nos países em desenvolvimento que tiveram ressonância na Europa e nos Estados Unidos como a campanha de educação de adultos aplicando modelos de conscientização como fez Paulo Freire no Brasil. Segundo Paulo Freire, no âmbito das poucas escolas existentes, prevalecia uma concepção de ensino-aprendizagem baseada em conteúdos pedagógicos que estavam totalmentedesassociados darealidade socioeconômicaconcretavividapelasociedadebrasileira de então. Paulo Freire desenvolveu sua “pedagogia do oprimido”. Para ele, a transição de uma “sociedade fechada” (agrária) para uma “sociedade aberta” (urbano-industrial) demandava, necessariamente, a erradicação do analfabetismo, pois a condição de existência do analfabeto implicava a manifestação de uma consciência ingênua em relação ao mundo circundante e, por conseguinte, reprodutora do velho “status quo” social agrário. Para Paulo Freire era, portanto, necessário libertar o homem que vivia preso na “sociedade fechada” por meio do acesso ao conhecimento historicamente acumulado pela humanidade. 4. A educação no Século XXI (2001 até o presente momento) Na era contemporânea, a educação deixou de ser apenas presencial para se tornar, também, não presencial ou parcialmente presencial com a educação a distância (EAD) que é, modernamente, uma modalidade de educação mediada por tecnologias em que alunos e professores estão separados espacial e/ou temporalmente, ou seja, não estão fisicamente presentes em um ambiente presencial de ensino-aprendizagem. Hoje a educação pode ser processada de forma presencial, semi-presencial e educação a distância. A educação presencial corresponde aos cursos regulares onde professores e alunos se encontram sempre numa instituição de ensino. A educação semi-presencial, acontece em parte na sala de aula e outra parte a distância, utilizando tecnologia da informação. Atualmente, a EAD possibilita a inserção do aluno como sujeito de seu processo de aprendizagem, com a vantagem de que ele também descobre formas de tornar-se sujeito ativo da pesquisa e compartilhar conteúdos. No ensino a distância não há diferença entre sua metodologia e a utilizada no ensino presencial. O que muda, basicamente, não é a metodologia de ensino, mas a forma de comunicação. Nesse processo de aprendizagem, assim como no ensino regular o orientador ou o tutor da aprendizagem atua como "mediador", isto é, aquele que estabelece uma rede de comunicação e aprendizagem multidirecional [4]. Hoje, as possibilidades da EAD são amplas. Pode-se fazer um curso a distância praticamente nos mesmos moldes dos presenciais, com os estudantes assistindo, pela internet às aulas de professores, com exibição de conteúdos audiovisuais. As avaliações podem ser feitas em tempo real, também pela rede, com tempo certo para a sua realização. A metodologia de ensino, a forma de avaliar a aprendizagem dos alunos e a atuação do
  • 6. 6 corpo docente na educação a distância passaram por uma revolução. No exterior, há uma tendência de fim da fronteira entre educação a distância e presencial. Cursos que antes eram exclusivamente presenciais já incluem uma parte realizada remotamente. No Brasil, desde a fundação do Instituto Monitor, em 1939, várias experiências de educação a distância foram iniciadas e levadas avante com relativo sucesso. As experiências brasileiras, governamentais e privadas, foram muitas e representaram, nas últimas décadas, a mobilização de grandes contingentes de recursos. Atualmente, o ensino não presencial mobiliza os meios pedagógicos de quase todo o mundo, tanto em nações industrializadas quanto em países em desenvolvimento. Novos e mais complexos cursos são desenvolvidos, tanto no âmbito dos sistemas de ensino formal quanto nas áreas de treinamento profissional [4]. O progresso tecnológico facilitou a difusão do conhecimento obscurecendo a centralidade da escola tornando uma exigência redefinir seu papel na era contemporânea. A escola deixou de ser o único locus que transmite o saber. Na era contemporânea, cabe, entretanto, à escola a formação humana plena [5]. O grande desafio de educação do futuro é representado pelas rápidas mudanças que estão ocorrendo no mundo do trabalho graças ao avanço tecnológico, sobretudo ao impacto da inteligência artificial que nasceu da Ciência da Computação e é uma área extremamente multidisciplinar, que envolve Psicologia, Neurociência, Teoria da Decisão e Economia, que pode gerar o fim de algumas profissões e gerar o desemprego em massa de trabalhadores qualificados e não qualificados. Tudo isto sugere que vivenciamos uma transição que coloca enorme tensão sobre a economia e a sociedade. A educação oferecida nos moldes atuais aos trabalhadores e estudantes que se preparam para entrar no mercado de trabalho provavelmente será ineficaz. Em outras palavras os sistemas de educação estão preparando trabalhadores para um mundo do trabalho que está deixando de existir [5]. Essas mudanças estão a exigir a adoção de novas medidas voltadas para a qualificação da mão-de-obra que deverá saber utilizar a tecnologia como complemento, uma ferramenta, e não como um substituto de suas habilidades. Algumas funções são atribuídas a máquinas e sistemas inteligentes. Novas funções para os seres humanos surgem diante desse novo cenário. Compete aos planejadores dos sistemas de educação identificar o papel dos seres humanos no mundo do trabalho em um futuro com a presença de máquinas inteligentes para realizar uma ampla revolução no ensino em todos os níveis contemplando a qualificação dos professores e a estruturação das unidades de ensino para prepararem seus alunos para um mundo do trabalho em que as pessoas terão que lidar com máquinas inteligentes. Os currículos das unidades de ensino em todos os níveis devem ser profundamente reestruturados para atingirem esses objetivos [5]. Para se adequar às mudanças na economia e na sociedade impulsionadas pelo avanço tecnológico, uma revolução nos sistemas de educação já está acontecendo na era contemporânea no que diz respeito à adoção de novas metodologias de ensino como as descritas a seguir [6]: 1. Salas de aula- Ao invés de serem destinadas à teoria, as salas terão como objetivo a prática. O aluno aprende a teoria em casa e pratica nas salas de aula com auxílio de um professor/mentor. 2. Aprendizado personalizado- Estudantes irão aprender com ferramentas que se adaptam a suas próprias capacidades, podendo aprender em tempo e locais diferentes.
  • 7. 7 Isso significa que alunos acima da média serão desafiados com exercícios mais difíceis e os com mais dificuldade terão a oportunidade de praticar mais até que atinjam o nível desejado. Esse processo fará com que os professores sejam mais capazes de ver claramente qual tipo de ajuda cada estudante precisa. 3. Livre escolha- Estudantes terão a liberdade de modificar seu processo de aprendizagem, escolhendo as matérias que desejam aprender com base em suas próprias preferências e poderão utilizar diferentes dispositivos, programas e técnicas que julgarem necessários para o próprio aprendizado. 4. Aplicabilidade prática- O conhecimento não ficará apenas na teoria, ele será posto em prática através de projetos para que os alunos adquiram o domínio da técnica e também pratiquem organização, trabalho em equipe e liderança. 5. QE > QI (quociente emocional > quociente de inteligência)- Uma vez que a tecnologia traz mais eficiência e vem cada vez mais substituindo o trabalho humano em diversas áreas, a formação deverá contemplar a presença de habilidades essencialmente humanas e valorizar ainda mais as interações sociais. As escolas deverão prover mais oportunidades para os alunos adquirirem habilidades do mundo real, que farão a diferença em seus trabalhos. Isso significa mais espaço para programas de trabalho, mais projetos colaborativos, mais prática. 6. O sistema de avaliações irá mudar- Muitos argumentam que a forma como o sistema de perguntas e respostas das provas não é eficaz, pois muitos alunos apenas decoram os conteúdos e os esquecem no dia seguinte após a avaliação. Ainda, esse sistema não avalia adequadamente o que realmente o aluno é capaz de fazer com aquele conteúdo na prática. Por isso, a tendência é que as avaliações passem a ocorrer na realização de projetos reais, com os alunos colocando a mão na massa. O Professor José Moran, um dos fundadores do Projeto Escola do Futuro da USP (Universidade de São Paulo), pesquisador e designer de projetos inovadores na educação com ênfase em valores, metodologias ativas, modelos flexíveis e tecnologias digitais, considera que a educação do futuro deveria apresentar as características seguintes [7]: 1. Não deve ser adotado um único modelo, proposta, caminho para a educação. Trabalhar com desafios, com projetos reais, com jogos parece o caminho mais importante hoje que pode ser realizado de várias formas e em contextos diferentes. Pode-se ensinar por problemas e projetos num modelo disciplinar e em modelos sem disciplinas isoladas; com modelos mais abertos – de construção mais participativa e processual – e com modelos mais roteirizados, preparados anteriormente, planejados nos seus mínimos detalhes. 2. Alguns componentes são fundamentais para o sucesso da aprendizagem: a criação de desafios, atividades, jogos que realmente trazem as competências necessárias para cada etapa, que solicitam informações pertinentes, que oferecem recompensas estimulantes, que combinam percursos pessoais com participação significativa em grupos, que se inserem em plataformas adaptativas, que reconhecem cada aluno e ao mesmo tempo aprendem com a interação, tudo isso utilizando as tecnologias adequadas. O articulador das etapas individuais e grupais é o docente, com sua capacidade de acompanhar, mediar, de analisar os processos, resultados, lacunas e necessidades, a partir dos percursos realizados pelos alunos individual e grupalmente. Esse novo papel do professor é mais complexo do que o anterior de transmitir informações. Precisa de uma preparação em competências mais amplas, além do conhecimento do conteúdo, como saber adaptar-se
  • 8. 8 ao grupo e a cada aluno; planejar, acompanhar e avaliar atividades significativas e diferentes. 3. Ensinar e aprender podem ser feitos de forma muito mais flexível, ativa e baseada no ritmo de cada aluno. O modelo mais interessante e promissor de utilização de tecnologias é o de concentrar no ambiente virtual o que é informação básica e na sala de aula as atividades mais criativas e supervisionadas. A combinação de aprendizagem por desafios, problemas reais, jogos é muito importante para que os alunos aprendam fazendo, aprendam juntos e aprendam também no seu próprio ritmo. É decisivo, também, para valorizar mais o papel do professor como gestor de processos ricos de aprendizagens significativas e não o de um simples repassador de informações. Se mudarmos a mentalidade dos docentes para serem mediadores, poderão utilizar os recursos próximos, tecnologias simples, como os que estão no celular, uma câmera para ilustrar, um programa gratuito para juntar as imagens e contar com elas histórias interessantes e os alunos serem autores, protagonistas do seu processo de aprender. 4. Os desafios de mudanças na educação são estruturais. É preciso aumentar o número de escolas de qualidade, de escolas com bons gestores, docentes e infraestrutura, que consigam motivar os alunos e que realmente promovam uma aprendizagem significativa, complexa e abrangente. Precisa haver plano de carreira, formação e valorização de gestores educacionais e professores. É preciso políticas consistentes de formação, para atrair os melhores professores, remunerá-los bem e qualificá-los melhor, de políticas inovadoras de gestão que levem os modelos de sucesso de gestão para a educação básica e superior. 5. Os educadores precisam aprender a realizar-se como pessoas e como profissionais, em contextos precários e difíceis, aprender a evoluir sempre em todos os campos, a ser mais afetivos e ao mesmo tempo saber gerenciar grupos. Devem se transformar em educadores inspiradores e motivadores. A gestão e a infraestrutura existente em uma unidade educacional são importantes no ensino em qualquer nível. No entanto, o sucesso da aprendizagem pelos estudantes depende do professor que, na educação do futuro, deixaria de ser mero repassador de informações para os alunos e assumiria o papel de articulador do ensino nas atividades individuais e grupais com sua capacidade de acompanhar, mediar, de analisar os processos, resultados, lacunas e necessidades, a partir dos percursos realizados pelos alunos individual e grupalmente. Está comprovado mundialmente que o professor é a peça chave para o ensino de qualidade e, assim, melhorar o desempenho do aluno. REFERÊNCIAS 1. BITTAR, Marisa. A História da educação. Da Antiguidade à era contemporânea. São Carlos: EduFScar, 2009. 2. SERENNA, Nathalia. História da educação no mundo e no Brasil. Disponível no website <https://www.jusbrasil.com.br/artigos/historia-da-educacao-no-mundo-e-no- brasil/605451719>. 3. GALOR, Oded. A Jornada da Humanidade. Rio de Janeiro: Intrinseca, 2023. 4. ALCOFORADO, Fernando. A educação à distância no Brasil e no mundo. Disponível no website <https://pt.slideshare.net/falcoforado/a-educao-distncia-no- brasil-e-no-mundo?from_search=0>.
  • 9. 9 5. ALCOFORADO, Fernando. A revolução da educação necessária ao Brasil na era contemporânea. Curitiba: Editora CRV, 2023. 6. BLOG DA CONQUER. 6 tendências para o futuro da educação. Disponível no website <http://escolaconquer.com.br/6-tendencias-para-o-futuro-da-educacao/>. 7. GOCONQR. Educação do Futuro. Disponível no website <https://www.goconqr.com/pt-BR/examtime/blog/educacao-futuro/>. * Fernando Alcoforado, 84, condecorado com a Medalha do Mérito da Engenharia do Sistema CONFEA/CREA, membro da SBPC- Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, do IPB- Instituto Politécnico da Bahia e da Academia Baiana de Educação, engenheiro pela Escola Politécnica da UFBA e doutor em Planejamento Territorial e Desenvolvimento Regional pela Universidade de Barcelona, professor universitário (Engenharia, Economia e Administração) e consultor nas áreas de planejamento estratégico, planejamento empresarial, planejamento regional e planejamento de sistemas energéticos, foi Assessor do Vice-Presidente de Engenharia e Tecnologia da LIGHT S.A. Electric power distribution company do Rio de Janeiro, Coordenador de Planejamento Estratégico do CEPED- Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da Bahia, Subsecretário de Energia do Estado da Bahia, Secretário do Planejamento de Salvador, é autor dos livros Globalização (Editora Nobel, São Paulo, 1997), De Collor a FHC- O Brasil e a Nova (Des)ordem Mundial (Editora Nobel, São Paulo, 1998), Um Projeto para o Brasil (Editora Nobel, São Paulo, 2000), Os condicionantes do desenvolvimento do Estado da Bahia (Tese de doutorado. Universidade de Barcelona,http://www.tesisenred.net/handle/10803/1944, 2003), Globalização e Desenvolvimento (Editora Nobel, São Paulo, 2006), Bahia- Desenvolvimento do Século XVI ao Século XX e Objetivos Estratégicos na Era Contemporânea (EGBA, Salvador, 2008), The Necessary Conditions of the Economic and Social Development- The Case of the State of Bahia (VDM Verlag Dr. Müller Aktiengesellschaft & Co. KG, Saarbrücken, Germany, 2010), Aquecimento Global e Catástrofe Planetária (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2010), Amazônia Sustentável- Para o progresso do Brasil e combate ao aquecimento global (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2011), Os Fatores Condicionantes do Desenvolvimento Econômico e Social (Editora CRV, Curitiba, 2012), Energia no Mundo e no Brasil- Energia e Mudança Climática Catastrófica no Século XXI (Editora CRV, Curitiba, 2015), As Grandes Revoluções Científicas, Econômicas e Sociais que Mudaram o Mundo (Editora CRV, Curitiba, 2016), A Invenção de um novo Brasil (Editora CRV, Curitiba, 2017), Esquerda x Direita e a sua convergência (Associação Baiana de Imprensa, Salvador, 2018, em co- autoria), Como inventar o futuro para mudar o mundo (Editora CRV, Curitiba, 2019), A humanidade ameaçada e as estratégias para sua sobrevivência (Editora Dialética, São Paulo, 2021), A escalada da ciência e da tecnologia ao longo da história e sua contribuição ao progresso e à sobrevivência da humanidade (Editora CRV, Curitiba, 2022), de capítulo do livro Flood Handbook (CRC Press, Boca Raton, Florida, United States, 2022), How to protect human beings from threats to their existence and avoid the extinction of humanity (Generis Publishing, Europe, Republic of Moldova, Chișinău, 2023) e A revolução da educação necessária ao Brasil na era contemporânea (Editora CRV, Curitiba, 2023).