O IMPÉRIO ROMANO E
SEUS DESVIOS
O Império Romano, que poderia ter
levado a efeito a fundação de um único
Estado na superfície do mundo, em
virtude da maravilhosa unidade a que
chegou e mercê do esforço e da proteção
do Alto, desapareceu num mar de ruínas,
depois das suas guerras, desvios e circos
cheios de feras e gladiadores.
*
O imenso organismo apodreceu nas
chagas que lhe abriram a incúria e a
impiedade dos próprios filhos e,
quando não foi mais possível o
paliativo da misericórdia dos Espíritos
abnegados e compassivos, dada a
galvanização dos sentimentos gerais
na mesa larga dos excessos e prazeres
terrestres, a dor foi chamada a
restabelecer o fundamento da
verdade das almas.
Da orgulhosa cidade dos imperadores
não restaram senão pedras sobre pedras.
Sob o látego de expiação e do
sofrimento, os Espíritos culpados
trocaram a sua indumentária para a
evolução e para o resgate no cenário
infinito da vida, e, enquanto muitos
deles ainda choram nos padecimentos
redentores, gemem sobre as ruínas do
Coliseu de Vespasiano os ventos tristes e
lamentosos da noite.
Reportando-nos as conquistas
romanas, devemos lembrar o esforço
das entidades espirituais, junto das
autoridades organizadoras e
conservadoras da República, no
sentido de orientar-se a atividade
geral para um grande movimento de
fraternidade e de união de todos os
povos do planeta.
*
A realidade, contudo, é
que, se os mensageiros do
Cristo conseguiram a
realização de muitos planos
generosos, não podiam
interferir na liberdade
isolada da grande maioria
dos seus membros.
Dada a ausência de
vigilância, todo o
Império parecia
invadido por forças
perversas, das mais
baixas esferas dos
planos invisíveis.
A família romana, cujo
esplendor espiritual conseguiu
atravessar todas as eras,
parecia atormentada pelos
inimigos ocultos, que, aos
poucos, lhe minaram as bases
mais sólidas, mergulhando-a
na corrupção e no extermínio
de si mesma.
“Nossa intenção é mostrar que o
determinismo do mundo espiritual era o
do amor, da solidariedade e do bem,
mas os próprios homens, na esfera
relativa de suas liberdades, modificaram
esse determinismo superior, no curso
incessante da civilização.”
*
Os generais romanos desviaram-se dos
objetivos mais sagrados dos seus
deveres e obrigações, levando aos
outros povos, pela força das armas a
submissão.
Por consequência dos seus
atos de horror e sofrimento,
quase todos entraram no
plano espiritual seguidos de
perto pelas suas numerosas
vítimas, entre vozes
desesperadas das mais
acerbas acusações.
Muitos podem ser
vistos sem as suas
armaduras
elegantes,
arrastando-se como
vermes ao longo do
rio Tibre, ou
estendendo as
mãos asquerosas,
como mendigos
detestados do
Esquilino.
*
Augusto
Governou de 27 a.C. até sua morte em 14 d.C.
Tibério
Governou 14 d.C. até a sua morte em 37 d.C.
Calígula
Governou de 37 d.C. até o seu assassinato em 41 d.C.
O Império Romano (27 a.C. - 476 d.C.)
*
O Império Romano em sua maior extensão, no século II.
Após a morte de
Augusto, em 14 d.C., o
período imperial costuma
ser dividido em dois
períodos: alto império e
baixo império.
Alto Império (27 a.C.-235)
Sucederam a Augusto, até o fim do século II, quatro dinastias de
imperadores:
Dinastia Júlio-Claudiana (14-68): com os imperadores Tibério,
Calígula, Cláudio e Nero.
Dinastia Flávia (68-96): com os imperadores Vespasiano, Tito e
Domiciano.
Dinastia Antonina (96-193): com Nerva, Trajano, Adriano, Antônio
Pio, Marco Aurélio e Cômodo.
Dinastia Severa (193-235): com Sétimo Severo, Caracala,
Heliogábalo e Severo Alexandre.
Baixo Império (235-476)
Em 235, iniciou-se um longo processo que se estenderia pelos dois
séculos seguintes e culminaria com a desagregação de grande parte do
Império Romano. As principais características desse processo foram:
• As crises política;
• O colapso do sistema escravista;
• Os problemas econômico;
• As dificuldades para proteger e manter as inúmeras fronteiras do
Império;
• A difusão do cristianismo, que pregava valores contrários à
manutenção do trabalho escravo.
Todos esses aspectos provocaram o enfraquecimento do comércio e da
produção em todo o Império. Aos poucos, a população abandonaria as
cidades para se abrigar no campo, onde encontraria maior proteção
contra a invasão de povos inimigos, chamados “bárbaros” pelos
romanos.
Crise final e desaparecimento do
Império Romano do Ocidente
A partir do século III, o Império
Romano atravessou várias crises,
que acabaram por provocar sua
decadência e, finalmente, sua
desintegração.
Tito Vespasiano
Foi imperador romano entre os anos de 79 e 81 d.C.
*
Destruição do templo em Jerusalém
Foi o Vesúvio que
desequilibrou a
existência romana
para sempre quando
atormentou e
arrasou com sua
tempestade de fogo
e cinza as cidades de
Estábias, Herculano
e Pompéia,
destruindo milhares
de vidas.
A caminho da luz   cap 13
A caminho da luz   cap 13
A caminho da luz   cap 13

A caminho da luz cap 13

  • 1.
    O IMPÉRIO ROMANOE SEUS DESVIOS
  • 2.
    O Império Romano,que poderia ter levado a efeito a fundação de um único Estado na superfície do mundo, em virtude da maravilhosa unidade a que chegou e mercê do esforço e da proteção do Alto, desapareceu num mar de ruínas, depois das suas guerras, desvios e circos cheios de feras e gladiadores. *
  • 4.
    O imenso organismoapodreceu nas chagas que lhe abriram a incúria e a impiedade dos próprios filhos e, quando não foi mais possível o paliativo da misericórdia dos Espíritos abnegados e compassivos, dada a galvanização dos sentimentos gerais na mesa larga dos excessos e prazeres terrestres, a dor foi chamada a restabelecer o fundamento da verdade das almas.
  • 5.
    Da orgulhosa cidadedos imperadores não restaram senão pedras sobre pedras. Sob o látego de expiação e do sofrimento, os Espíritos culpados trocaram a sua indumentária para a evolução e para o resgate no cenário infinito da vida, e, enquanto muitos deles ainda choram nos padecimentos redentores, gemem sobre as ruínas do Coliseu de Vespasiano os ventos tristes e lamentosos da noite.
  • 6.
    Reportando-nos as conquistas romanas,devemos lembrar o esforço das entidades espirituais, junto das autoridades organizadoras e conservadoras da República, no sentido de orientar-se a atividade geral para um grande movimento de fraternidade e de união de todos os povos do planeta.
  • 7.
  • 8.
    A realidade, contudo,é que, se os mensageiros do Cristo conseguiram a realização de muitos planos generosos, não podiam interferir na liberdade isolada da grande maioria dos seus membros.
  • 9.
    Dada a ausênciade vigilância, todo o Império parecia invadido por forças perversas, das mais baixas esferas dos planos invisíveis.
  • 10.
    A família romana,cujo esplendor espiritual conseguiu atravessar todas as eras, parecia atormentada pelos inimigos ocultos, que, aos poucos, lhe minaram as bases mais sólidas, mergulhando-a na corrupção e no extermínio de si mesma.
  • 12.
    “Nossa intenção émostrar que o determinismo do mundo espiritual era o do amor, da solidariedade e do bem, mas os próprios homens, na esfera relativa de suas liberdades, modificaram esse determinismo superior, no curso incessante da civilização.” *
  • 13.
    Os generais romanosdesviaram-se dos objetivos mais sagrados dos seus deveres e obrigações, levando aos outros povos, pela força das armas a submissão.
  • 14.
    Por consequência dosseus atos de horror e sofrimento, quase todos entraram no plano espiritual seguidos de perto pelas suas numerosas vítimas, entre vozes desesperadas das mais acerbas acusações.
  • 16.
    Muitos podem ser vistossem as suas armaduras elegantes, arrastando-se como vermes ao longo do rio Tibre, ou estendendo as mãos asquerosas, como mendigos detestados do Esquilino.
  • 17.
  • 18.
    Augusto Governou de 27a.C. até sua morte em 14 d.C.
  • 19.
    Tibério Governou 14 d.C.até a sua morte em 37 d.C.
  • 20.
    Calígula Governou de 37d.C. até o seu assassinato em 41 d.C.
  • 21.
    O Império Romano(27 a.C. - 476 d.C.) * O Império Romano em sua maior extensão, no século II.
  • 22.
    Após a mortede Augusto, em 14 d.C., o período imperial costuma ser dividido em dois períodos: alto império e baixo império.
  • 23.
    Alto Império (27a.C.-235) Sucederam a Augusto, até o fim do século II, quatro dinastias de imperadores: Dinastia Júlio-Claudiana (14-68): com os imperadores Tibério, Calígula, Cláudio e Nero. Dinastia Flávia (68-96): com os imperadores Vespasiano, Tito e Domiciano. Dinastia Antonina (96-193): com Nerva, Trajano, Adriano, Antônio Pio, Marco Aurélio e Cômodo. Dinastia Severa (193-235): com Sétimo Severo, Caracala, Heliogábalo e Severo Alexandre.
  • 24.
    Baixo Império (235-476) Em235, iniciou-se um longo processo que se estenderia pelos dois séculos seguintes e culminaria com a desagregação de grande parte do Império Romano. As principais características desse processo foram: • As crises política; • O colapso do sistema escravista; • Os problemas econômico; • As dificuldades para proteger e manter as inúmeras fronteiras do Império; • A difusão do cristianismo, que pregava valores contrários à manutenção do trabalho escravo. Todos esses aspectos provocaram o enfraquecimento do comércio e da produção em todo o Império. Aos poucos, a população abandonaria as cidades para se abrigar no campo, onde encontraria maior proteção contra a invasão de povos inimigos, chamados “bárbaros” pelos romanos.
  • 25.
    Crise final edesaparecimento do Império Romano do Ocidente A partir do século III, o Império Romano atravessou várias crises, que acabaram por provocar sua decadência e, finalmente, sua desintegração.
  • 26.
    Tito Vespasiano Foi imperadorromano entre os anos de 79 e 81 d.C.
  • 27.
  • 28.
    Foi o Vesúvioque desequilibrou a existência romana para sempre quando atormentou e arrasou com sua tempestade de fogo e cinza as cidades de Estábias, Herculano e Pompéia, destruindo milhares de vidas.