Paz
OS ABUSOS
DO PODER
RELIGIOSO
Capítulo 18 – A CAMINHO DA LUZ
Emmanuel
Instalada nas imensas riquezas
e dispondo de todo o poder e
autoridade, a Igreja poucas
vezes compreendeu a tarefa de
amor, que competia à sua
missão educativa.
As exortações do Alto não se faziam
sentir tão somente no seio das ordens
religiosas, onde penitentes humildes
proporcionavam aos seus orgulhosos
superiores eclesiásticos as mais
santas lições de piedade cristã.
Também na sociedade civil as
sementes de luz deixavam entrever os
mais esperançosos rebentos de
compreensão e de sabedoria, acerca
do Evangelho e dos exemplos do
Cristo.
NESTE CASO ESTÁ PEDRO DE VAUX
(VALDO)
Homem de negócios, em Lyon, desligou-se
de todos os laços que o prendiam às
riquezas humanas, despojando-se de
todos os bens em favor dos pobres e
necessitados, comovido com a leitura de
exemplificação de Jesus no seu Evangelho
de amor e redenção...
Esse homem extraordinário,
a quem fora cometida a
missão de instrumento da
vontade do Senhor, mandou
traduzir os livros sagrados
para leitura pública e, junto
de outros companheiros
que passaram à história
com o nome de valdenses,
iniciou amplo movimento de
pregações evangélicas, à
A Igreja não poderia tolerar outra
Doutrina que não a sua, feita de
orgulho e mal disfarçada ambição. A
verdade, porém, é que, suas pregações
e apelos nunca mais desapareceram do
mundo desde o século XI, porque, com
vários nomes, as suas organizações
subsistiram na Europa até a Reforma,
não obstante o ferro da Inquisição.
Os apelos do Alto continuaram a
solicitar a atenção da Igreja Romana
em todas as direções.
As chamadas “heresias” brotavam
por toda parte onde houvesse
consciências livres e corações
sinceros, mas as autoridades do
Catolicismo nunca se mostraram
dispostas a receber semelhantes
exortações.
Todavia, se a INQUISIÇÃO
preocupou longamente as
autoridades da Igreja, esse
negro projeto preocupava
igualmente o Espaço, onde se
aprestaram providências e
medidas de renovação
educativa.
Por isso, um dos
maiores apóstolos de
JESUS desceu à carne
com o nome de
FRANCISCO DE ASSIS.
Foi o exemplo
na pobreza e na
mais absoluta
humildade!
Seu grande e luminoso
espírito resplandeceu
próximo de Roma, nas
regiões de Úmbria – Itália.
GIOVANNI DI PIETRO DI
BERNARDONE, MAIS CONHECIDO
COMO SÃO FRANCISCO DE ASSIS, FOI
UM FRADE CATÓLICO DA ITÁLIA.
NASCIMENTO: 5 DE JULHO DE 1182, ASSIS, ITÁLIA
FALECIMENTO: 3 DE OUTUBRO DE 1226, ASSIS,
ITÁLIA
44 ANOS
SEPULTAMENTO: 25 DE MAIO DE 1230, BASÍLICA
DE SÃO FRANCISCO DE ASSIS, ASSIS, ITÁLIA
A Igreja, todavia, não
entendeu que a lição
lhe dizia respeito e,
ainda uma vez, não
aceitou as dádivas de
JESUS.
OS FRANCISCANOS
SEU EXEMPLO DE
SIMPLICIDADE E DE AMOR,
DE SINGELEZA E DE FÉ,
CONTAGIOU NUMEROSAS
CRIATURAS, QUE SE
ENTREGARAM AO SANTO
MISTER DE REGENERAR
ALMAS PARA JESUS.
A ordem dos franciscanos chegou a congregar
mais de duzentos mil missionários e
seguidores do grande inspirado.
Eles repeliam qualquer auxílio pecuniário, para
aceitar tão somente os alimentos mais pobres
e mais grosseiros, e o característico que mais
os destacava das outras comunidades
religiosas era o seu alheamento dos
mosteiros. Em vez de repousarem à sombra de
claustros, na tranquilidade e na meditação,
esse espíritos abnegados reconheciam que a
melhor oração, para Deus, é a do trabalho
construtivo, no aperfeiçoamento do mundo e
dos corações.
Há quem tente justificar esses
longos séculos de sombra pelos
hábitos e concepções daquele
tempo. Mas, a verdade é que o
progresso das criaturas poderia
dispensar esse mecanismo de
crimes monstruosos. Por isso, nos
débitos romanos pesam essas
responsabilidades tão tremendas
quão dolorosas.
A Inquisição foi obra direta do
papado, e cada personalidade, como
cada instituição, tem o seu processo
de contas na Justiça divina. Eis por
que não podemos justificar a
existência desse tribunal espantoso,
cuja ação criminosa e perversa
entravou a evolução da humanidade
por mais de seis longos séculos.
A caminho da luz  os abusos do poder religioso - cap18
A caminho da luz  os abusos do poder religioso - cap18
A caminho da luz  os abusos do poder religioso - cap18
A caminho da luz  os abusos do poder religioso - cap18
A caminho da luz  os abusos do poder religioso - cap18
A caminho da luz  os abusos do poder religioso - cap18

A caminho da luz os abusos do poder religioso - cap18

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    OS ABUSOS DO PODER RELIGIOSO Capítulo18 – A CAMINHO DA LUZ Emmanuel
  • 3.
    Instalada nas imensasriquezas e dispondo de todo o poder e autoridade, a Igreja poucas vezes compreendeu a tarefa de amor, que competia à sua missão educativa.
  • 7.
    As exortações doAlto não se faziam sentir tão somente no seio das ordens religiosas, onde penitentes humildes proporcionavam aos seus orgulhosos superiores eclesiásticos as mais santas lições de piedade cristã. Também na sociedade civil as sementes de luz deixavam entrever os mais esperançosos rebentos de compreensão e de sabedoria, acerca do Evangelho e dos exemplos do Cristo.
  • 8.
    NESTE CASO ESTÁPEDRO DE VAUX (VALDO)
  • 9.
    Homem de negócios,em Lyon, desligou-se de todos os laços que o prendiam às riquezas humanas, despojando-se de todos os bens em favor dos pobres e necessitados, comovido com a leitura de exemplificação de Jesus no seu Evangelho de amor e redenção...
  • 10.
    Esse homem extraordinário, aquem fora cometida a missão de instrumento da vontade do Senhor, mandou traduzir os livros sagrados para leitura pública e, junto de outros companheiros que passaram à história com o nome de valdenses, iniciou amplo movimento de pregações evangélicas, à
  • 12.
    A Igreja nãopoderia tolerar outra Doutrina que não a sua, feita de orgulho e mal disfarçada ambição. A verdade, porém, é que, suas pregações e apelos nunca mais desapareceram do mundo desde o século XI, porque, com vários nomes, as suas organizações subsistiram na Europa até a Reforma, não obstante o ferro da Inquisição.
  • 13.
    Os apelos doAlto continuaram a solicitar a atenção da Igreja Romana em todas as direções. As chamadas “heresias” brotavam por toda parte onde houvesse consciências livres e corações sinceros, mas as autoridades do Catolicismo nunca se mostraram dispostas a receber semelhantes exortações.
  • 15.
    Todavia, se aINQUISIÇÃO preocupou longamente as autoridades da Igreja, esse negro projeto preocupava igualmente o Espaço, onde se aprestaram providências e medidas de renovação educativa.
  • 16.
    Por isso, umdos maiores apóstolos de JESUS desceu à carne com o nome de FRANCISCO DE ASSIS.
  • 17.
    Foi o exemplo napobreza e na mais absoluta humildade!
  • 18.
    Seu grande eluminoso espírito resplandeceu próximo de Roma, nas regiões de Úmbria – Itália.
  • 19.
    GIOVANNI DI PIETRODI BERNARDONE, MAIS CONHECIDO COMO SÃO FRANCISCO DE ASSIS, FOI UM FRADE CATÓLICO DA ITÁLIA. NASCIMENTO: 5 DE JULHO DE 1182, ASSIS, ITÁLIA FALECIMENTO: 3 DE OUTUBRO DE 1226, ASSIS, ITÁLIA 44 ANOS SEPULTAMENTO: 25 DE MAIO DE 1230, BASÍLICA DE SÃO FRANCISCO DE ASSIS, ASSIS, ITÁLIA
  • 20.
    A Igreja, todavia,não entendeu que a lição lhe dizia respeito e, ainda uma vez, não aceitou as dádivas de JESUS.
  • 21.
    OS FRANCISCANOS SEU EXEMPLODE SIMPLICIDADE E DE AMOR, DE SINGELEZA E DE FÉ, CONTAGIOU NUMEROSAS CRIATURAS, QUE SE ENTREGARAM AO SANTO MISTER DE REGENERAR ALMAS PARA JESUS.
  • 22.
    A ordem dosfranciscanos chegou a congregar mais de duzentos mil missionários e seguidores do grande inspirado. Eles repeliam qualquer auxílio pecuniário, para aceitar tão somente os alimentos mais pobres e mais grosseiros, e o característico que mais os destacava das outras comunidades religiosas era o seu alheamento dos mosteiros. Em vez de repousarem à sombra de claustros, na tranquilidade e na meditação, esse espíritos abnegados reconheciam que a melhor oração, para Deus, é a do trabalho construtivo, no aperfeiçoamento do mundo e dos corações.
  • 23.
    Há quem tentejustificar esses longos séculos de sombra pelos hábitos e concepções daquele tempo. Mas, a verdade é que o progresso das criaturas poderia dispensar esse mecanismo de crimes monstruosos. Por isso, nos débitos romanos pesam essas responsabilidades tão tremendas quão dolorosas.
  • 24.
    A Inquisição foiobra direta do papado, e cada personalidade, como cada instituição, tem o seu processo de contas na Justiça divina. Eis por que não podemos justificar a existência desse tribunal espantoso, cuja ação criminosa e perversa entravou a evolução da humanidade por mais de seis longos séculos.

Notas do Editor

  • #16 Falar sobre a influencia constante do mundo espiritual na nossa existência!
  • #20 Ontem fez 791 anos do seu falecimento