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Trocas gasosas em
seres multicelulares
Biologia e Geologia
10º Ano
2009/2010
TROCAS GASOSAS NAS PLANTAS
Trocas gasosas nas plantas
• Como já foi visto anteriormente, o
  órgão das plantas onde ocorrem as
  trocas gasosas são as folhas.

• Estas     apresentam  estruturas
  especializados que permitem as
  trocas de:
  • Vapor de água;

  • O2
     • Expulso durante a fotossíntese mas
       capturado durante a respiração;
  • CO2
     • Expulso durante a respiração mas
       capturado durante a fotossíntese;
Estomas
• Ao nível das folhas existem estruturas que permitem estas
  trocas…
  • Os estoma.
Estomas
• Os estomas controlam as trocas
  gasosas entre o meio exterior e
  a planta, graças à capacidade
  que têm em abrir e fechar.

  • Quando as células guarda
    estão túrgidas, aumentam o
    volume fazendo aumentar a
    pressão ao nível das paredes
    (pressão de turgescência).

      • Como a parte mais fina das
        paredes se deformam mais
        facilmente do que a parte
        espessa, este fenómeno leva
        à abertura do estoma.
Estomas
• O grau de turgescência das células
  guarda permite controlar o grau de
  abertura do estoma.

• Os principais factores que fazem variar
  o grau de turgescência são por
  exemplo:

   • Concentração de certos iões;

   • Concentração de CO2;

   • Luz;

   • Temperatura;

   • Vento;

   • Quantidade de água no solo.
Controlo dos estomas e o ião K+
• O transporte activo de K+ é
  actualmente o mecanismo aceite para
  explicar a variação da pressão de
  turgescência das células guarda.

  • A passagem, por transporte activo de
    K+ para o interior das células guarda,
    faz com que ocorra passagem de água
    por osmose para o interior das células
    guarda e por conseguinte o aumento da
    pressão osmótica que leva à abertura
    dos estomas.

  • Por outro lado, quando o transporte
    activo cessa, ocorre a saída de K+ das
    células guarda, mas também de água, o
    que por sua vez diminui a pressão de
    turgescência e por conseguinte levando
    ao fecho dos estomas.
Controlo dos estomas e a
concentração do CO2.
• A concentração de CO2 nos
  espaços intercelulares são também
  um mecanismo de controlo do
  grau de abertura dos estomas.

  • Baixas concentrações de CO2 nos
    espaços    intercelulares    estão
    normalmente       associados     a
    períodos de fotossíntese, uma vez
    que este composto é consumido.

  • As células guarda são também
    fotossintéticas,   pois  possuem
    cloroplastos, assim durante os
    períodos de fotossíntese há
    acumulação de solutos que levam à
    entrada de água e por conseguinte
    à abertura dos estomas.
TROCAS GASOSAS NOS ANIMAIS
Respiração celular
• Respiração celular é um processo que consiste
  nas trocas gasosas ao nível celular.

• Trata-se de um processo de difusão.

• Ocorre através de superfícies respiratórias.

• As trocas gasosas entre as superfícies
  respiratórias e as células podem ser feitas
  directamente – difusão directa.

• Ou de forma indirecta – difusão indirecta – uma
  vez que os gases respiratórios são transportados
  até às celulas por um fluído circulante.

• As trocas gasosas ao nível das superfícies
  respiratórias adquirem o nome específico de
  hematose.
Superfícies respiratórias
• Existe uma grande diversidade de
  superfícies respiratórias, no entanto todas
  têm características em comum:

   • Pouco espessas, normalmente apenas uma
     camada de células separa o meio externo
     do interno;

   • Encontram-se sempre húmidas, lembrar
     que os materiais que atravessam as
     membranas plasmáticas têm que se
     encontrar dissolvidas;

   • São densamente vascularizadas para
     facilitar o contacto com o fluído circulante;

   • A sua morfologia permite uma grande
     superfície de contacto entre o meio interno
     e o meio externo.
Superfícies respiratórias
• A diversidade de superfícies respiratórias deve-se a diversos
  factores como o tamanho do organismo, o ambiente e história
  evolutiva.

• Vai-se no entanto estudar as seguintes superfícies
  respiratórias:

  • Superfície Corporal;

  • Brânquias;

  • Traqueias;

  • Pulmões.
Superfície Corporal
• Em seres vivos muito simples como as
  Hidras ou as Planárias as trocas
  gasosas     fazem-se      directamente
  através da superfície corporal.

• Esta situação é possível pois os seus
  corpos são constituídos por poucas
  camadas de células.

• No caso da Hidra, com apenas duas
  camadas de células, a camada externa
  realiza trocas directamente com o
  meio aquático.

• Por seu lado a camada interior realiza
  trocas com a água que circula na
  cavidade gastrovascular.
Superfície Corporal
• A planária apresenta uma forma achatada (plana) o
  que facilita o contacto de todas as células com o meio
  externo.

• Em animais mais complexos, com mais camadas de
  células, tal como as minhocas, o aparecimento de um
  sistema circulatório aumentou a eficácia das trocas
  gasosas através do tegumento.

• Tegumento é a camada de células que cobre o corpo.

• Em animais que realizam as trocas gasosas através do
  tegumento diz-se que realizam hematose cutânea.

• Embora estes animais existam em ambientes secos
  (terrestre) a hematose é possível pois ao nível da pele
  existem numerosas glândulas produtoras de muco que
  mantêm a pele húmida.

• Além disso o sistema circulatório encontra-se muito
  próximo da pele, o que permite a hematose cutânea.

• Alguns peixes e anfíbios conseguem também realizar
  hematose cutânea além da hematose branquial e
  pulmonar.
Brânquias
• As brânquias/guelras são os órgãos
  respiratórios da maioria dos animais
  aquáticos.

• São    normalmente     evaginações    da
  superfície do corpo.

• Apresentam normalmente um aspecto
  plumoso/filamentoso, representando uma
  zona onde o epitélio se divide muito,
  constituindo uma grande superfície de
  contacto para a hematose.

• Podem encontrar-se no exterior do corpo
  ou, na maior parte dos casos, dentro de
  uma cavidade.

• Nos peixes ósseos as brânquias encontram-
  se na câmara branquial a qual é protegida
  por uma estrutura óssea denominada de
  operáculo.
Brânquias
• Nos peixes ósseos as brânquias estão permanentemente
  banhadas por água através de um fluxo que entra pela boca e
  sai pelas fendas operculares.

• A abertura da boca e opérculos estabelece a circulação da
  água, mesmo quando o peixe está imóvel.
• As brânquias são constituidas por
  filamentos    duplos,    inseridos
  obliquamente em estruturas ósseas
  denominadas de arcos branquiais.

• Em cada filamento existe:
  • um vaso sanguíneo por onde o
    sangue entra na brânquia, isto é, um
    vaso com sangue venoso denominado
    de vaso aferente.

  • Um vaso sanguíneo por onde o
    sangue saí da brânquia, isto é, um
    vaso de sangue arterial denominado
    de vaso eferente.

  • Entre estes dois vasos existe uma
    rede de capilares ao nível dos quais
    ocorrem as trocas gasosas.

  • Estes capilares encontram-se numa
    dilatação da brânquia denominada de
    lamela.
Mecanismo de Contracorrente
• A água entra pela boca do peixe e é
  levada até a câmara branquial.

• Ai passa pela lamelas em sentido
  contrário ao sangue.

• Assim à medida que o sangue flui
  através dos capilares, vai ficando cada
  vez mais oxigenado e dado que circula
  em sentido contrário ao da água, vai
  contactando com água que é
  sucessivamente mais rica em oxigénio.

• Este processo permite aumentar
  significativamente a eficiência da
  hematose branquial.

• O mesmo processo é aplicado às
  trocas gasosas de CO2.
Mecanismo de Contracorrente
• O mecanismos de contracorrente permite que as trocas gasosas tenham
  uma eficácia de 80%.

• Este mecanismo é de extrema importância para os seres aquáticos uma
  vez que neste meio a quantidade de oxigénio dissolvido é
  significativamente inferior ao que existe na atmosfera.
Traqueias
• A quantidade de oxigénio presente na
  atmosfera é muito superior à
  dissolvida na água.

• No entanto a hematose no ambiente
  terrestre     acarreta    algumas
  dificuldades.

• Acontece que o O2 e o CO2 são
  solúveis em água, nos meios aquáticos
  esse problema está resolvido, nos
  meios terrestres as superfícies
  respiratórias têm que estar húmidas de
  modo aos gases estarem dissolvidos.

• Alguns seres vivos resolvem o
  problema mantendo o tegumento
  húmid, outros por outro lado utilizam
  superfícies respiratórias invaginadas no
  interior do corpo, reduzindo assim as
  perdas de água.
Traqueias
• Os insectos e outros artrópodes apresentam
  um sistema respiratório constituido por uma
  rede de traqueias, que se encontram no
  interior do corpo.

• As traqueias ramificam-se em tubos cada vez
  mais pequenos que terminam nas traquíolas
  que contactam directamente com as células.
   • Todas as células do corpo apresentam uma
     traquíola.

• As traqueias comunicam com o exterior
  através de aberturas ao nível da superfície
  corporal denominadas de espiráculos.
   • Pequenos orifícios visíveis ao longo de todo o
     corpo.

• A estrutura das traqueias mantêm-se sem
  colapsar (sempre aberta) devido a existência
  de uma proteína estrutural rígida que rodeia
  estes tubos, a quitina, em hélice.
Traqueias
• Em insectos primitivos os espiráculos encontram-se
  permanentemente abertos, pelo que não há controlo
  do ar que circula nas traqueias.

• Em insectos mais evoluídos existem já estruturas,
  semelhantes a válvulas – os ostíolos – que controlam o
  fluxo de ar.

• A ventilação activa encontra-se apenas em insectos
  maiores, onde por movimentos musculares há
  contracção das traqueias o que leva a inspiração de ar e
  no caso contrário e expiração.
    •   Em insectos menores não ocorre ventilação activa mas
        sim passiva, isto é, simplesmente há entrada e saída de
        ar.

• Este processo de trocas gasosas é um caso de difusão
  directa uma vez que as trocas gasosas se dão
  directamente entre o epitélio das traquíolas e as
  células, ou seja, não há intervenção de um fluído
  circulante.
    •   Trata-se também de um processo só possível em
        animais de reduzidas massas corporais, dado que a
        velocidade de difusão e distribuição dos gases é muito
        baixa.
Pulmões
• Os pulmões são as superfícies respiratórias mais evoluídas que existem.

• São invaginações (interior do corpo) onde as perdas de água são mínimas.

• Todos os vertebrados terrestres apresentam pulmões, embora sejam diferentes
  de grupo para grupo.
Pulmões
• Existe uma tendência evolutiva
  para o aumento da superfície do
  epitélio respiratório.

  • Os anfíbios são os que apresentam
    os pulmões mais pequenos, assim
    e de forma a compensar tal facto
    apresentam também hematose
    cutânea.

  • Os répteis, mais adaptados ao
    ambiente terrestre apresentam
    uns pulmões ligeiramente maiores.

      • Ainda assim pequenos o que lhes
        dificulta a oxigenação dos tecidos,
        o que associado ao facto da
        circulação       sanguínea      ser
        incompleta, faz com que estes
        seres           vivos        sejam
        poiquilotérmicos.
Pulmões
• Aves e mamíferos são os seres vivos que apresentam
  aparelhos respiratórios mais complexos.
Pulmões - Aves
• As aves são seres vivos que
  apresentam       elevadas       taxas
  metabólicas, pelo que necessitam de
  uma boa oxigenação dos tecidos.

• Além de apresentarem uma grande
  superfície  respiratória,apresentam
  também uma boa ventilação pulmonar.

• Além dos pulmões as aves apresentam
  os chamados sacos aéreos por todo o
  corpo, o que lhes permite ter reservas
  de ar que aumentam a eficiência da
  ventilação.

   • Os sacos aéreos permitem também
     diminuir a densidade o que lhes
     facilita o voo, além de que permite
     também dissipar mais rapidamente o
     calor resultante do metabolismo.
Pulmões - Aves
• Nas aves o ar circula em apenas um sentido…
  Sacos aéreos posteriores – Pulmões – Sacos aéreos
                        anteriores

• A hematose só ocorre nos pulmões ao nível dos
  parabrônquios, finos canais abertos nas duas
  extremidades.

   •   A hematose não ocorre ao nível dos sacos aéreos,
       mas estes permitem que o ar circule em apenas um
       sentido.

   •   Para que o ar percorra todo o sistema, têm que
       ocorrer dois ciclos ventilatórios.
        •   Na primeira inspiração o ar circula pela traqueia até aos
            sacos aéreos posteriores.

        •   Durante a primeira expiração o ar passa desses sacos
            para os pulmões, onde ocorre hematose.

        •   Na segunda inspiração passa novo ar para os sacos
            posteriores e o ar dos pulmoes passa para os sacos
            anteriores.

        •   Durante segunda expiração o ar dos sacos anterioes é
            expluso para o exterior.

   •   Tal como nos peixes, os animais que apresentam
       pulmões fazem circular o ar em contracorrente, o que
       aumenta significativamente a eficiência da hematose.
Pulmões - Mamíferos
• No caso dos mamíferos a superfície
  respiratória é constituída por
  milhões que alvéolos pulmonares.

• Estes dispõem-se em cacho em
  torno dos bronquíolos.

• Neste grupo de animais o ar circula
  em dois sentidos opostos, sendo
  necessários apenas um ciclo
  respiratório para que o ar percorra
  todo o sistema.

  • Durante a inspiração o ar é levado
    até aos aleveolos pulmunares, via
    traqueia, brônquios e bronquíolos.

  • Durante a expiração o ar é expulso
    dos alvéolos pulmunares.
Pulmões - Mamíferos
• Nos alvéolos pulmunares,
  chegando o ar novo (rico em
  oxigénio), ocorre a hematose
  pulmunar.

• O processo é bastante eficaz
  uma vez que existe um
  profusa rede de capilares a
  rodear os alvéolos.

• No caso do Homem mesmo
  após uma expiração profunda,
  permanece sempre algum ar
  nos pulmões – ar residual.

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  • 1. Trocas gasosas em seres multicelulares Biologia e Geologia 10º Ano 2009/2010
  • 3. Trocas gasosas nas plantas • Como já foi visto anteriormente, o órgão das plantas onde ocorrem as trocas gasosas são as folhas. • Estas apresentam estruturas especializados que permitem as trocas de: • Vapor de água; • O2 • Expulso durante a fotossíntese mas capturado durante a respiração; • CO2 • Expulso durante a respiração mas capturado durante a fotossíntese;
  • 4. Estomas • Ao nível das folhas existem estruturas que permitem estas trocas… • Os estoma.
  • 5. Estomas • Os estomas controlam as trocas gasosas entre o meio exterior e a planta, graças à capacidade que têm em abrir e fechar. • Quando as células guarda estão túrgidas, aumentam o volume fazendo aumentar a pressão ao nível das paredes (pressão de turgescência). • Como a parte mais fina das paredes se deformam mais facilmente do que a parte espessa, este fenómeno leva à abertura do estoma.
  • 6. Estomas • O grau de turgescência das células guarda permite controlar o grau de abertura do estoma. • Os principais factores que fazem variar o grau de turgescência são por exemplo: • Concentração de certos iões; • Concentração de CO2; • Luz; • Temperatura; • Vento; • Quantidade de água no solo.
  • 7. Controlo dos estomas e o ião K+ • O transporte activo de K+ é actualmente o mecanismo aceite para explicar a variação da pressão de turgescência das células guarda. • A passagem, por transporte activo de K+ para o interior das células guarda, faz com que ocorra passagem de água por osmose para o interior das células guarda e por conseguinte o aumento da pressão osmótica que leva à abertura dos estomas. • Por outro lado, quando o transporte activo cessa, ocorre a saída de K+ das células guarda, mas também de água, o que por sua vez diminui a pressão de turgescência e por conseguinte levando ao fecho dos estomas.
  • 8. Controlo dos estomas e a concentração do CO2. • A concentração de CO2 nos espaços intercelulares são também um mecanismo de controlo do grau de abertura dos estomas. • Baixas concentrações de CO2 nos espaços intercelulares estão normalmente associados a períodos de fotossíntese, uma vez que este composto é consumido. • As células guarda são também fotossintéticas, pois possuem cloroplastos, assim durante os períodos de fotossíntese há acumulação de solutos que levam à entrada de água e por conseguinte à abertura dos estomas.
  • 10. Respiração celular • Respiração celular é um processo que consiste nas trocas gasosas ao nível celular. • Trata-se de um processo de difusão. • Ocorre através de superfícies respiratórias. • As trocas gasosas entre as superfícies respiratórias e as células podem ser feitas directamente – difusão directa. • Ou de forma indirecta – difusão indirecta – uma vez que os gases respiratórios são transportados até às celulas por um fluído circulante. • As trocas gasosas ao nível das superfícies respiratórias adquirem o nome específico de hematose.
  • 11. Superfícies respiratórias • Existe uma grande diversidade de superfícies respiratórias, no entanto todas têm características em comum: • Pouco espessas, normalmente apenas uma camada de células separa o meio externo do interno; • Encontram-se sempre húmidas, lembrar que os materiais que atravessam as membranas plasmáticas têm que se encontrar dissolvidas; • São densamente vascularizadas para facilitar o contacto com o fluído circulante; • A sua morfologia permite uma grande superfície de contacto entre o meio interno e o meio externo.
  • 12. Superfícies respiratórias • A diversidade de superfícies respiratórias deve-se a diversos factores como o tamanho do organismo, o ambiente e história evolutiva. • Vai-se no entanto estudar as seguintes superfícies respiratórias: • Superfície Corporal; • Brânquias; • Traqueias; • Pulmões.
  • 13. Superfície Corporal • Em seres vivos muito simples como as Hidras ou as Planárias as trocas gasosas fazem-se directamente através da superfície corporal. • Esta situação é possível pois os seus corpos são constituídos por poucas camadas de células. • No caso da Hidra, com apenas duas camadas de células, a camada externa realiza trocas directamente com o meio aquático. • Por seu lado a camada interior realiza trocas com a água que circula na cavidade gastrovascular.
  • 14. Superfície Corporal • A planária apresenta uma forma achatada (plana) o que facilita o contacto de todas as células com o meio externo. • Em animais mais complexos, com mais camadas de células, tal como as minhocas, o aparecimento de um sistema circulatório aumentou a eficácia das trocas gasosas através do tegumento. • Tegumento é a camada de células que cobre o corpo. • Em animais que realizam as trocas gasosas através do tegumento diz-se que realizam hematose cutânea. • Embora estes animais existam em ambientes secos (terrestre) a hematose é possível pois ao nível da pele existem numerosas glândulas produtoras de muco que mantêm a pele húmida. • Além disso o sistema circulatório encontra-se muito próximo da pele, o que permite a hematose cutânea. • Alguns peixes e anfíbios conseguem também realizar hematose cutânea além da hematose branquial e pulmonar.
  • 15. Brânquias • As brânquias/guelras são os órgãos respiratórios da maioria dos animais aquáticos. • São normalmente evaginações da superfície do corpo. • Apresentam normalmente um aspecto plumoso/filamentoso, representando uma zona onde o epitélio se divide muito, constituindo uma grande superfície de contacto para a hematose. • Podem encontrar-se no exterior do corpo ou, na maior parte dos casos, dentro de uma cavidade. • Nos peixes ósseos as brânquias encontram- se na câmara branquial a qual é protegida por uma estrutura óssea denominada de operáculo.
  • 16. Brânquias • Nos peixes ósseos as brânquias estão permanentemente banhadas por água através de um fluxo que entra pela boca e sai pelas fendas operculares. • A abertura da boca e opérculos estabelece a circulação da água, mesmo quando o peixe está imóvel.
  • 17. • As brânquias são constituidas por filamentos duplos, inseridos obliquamente em estruturas ósseas denominadas de arcos branquiais. • Em cada filamento existe: • um vaso sanguíneo por onde o sangue entra na brânquia, isto é, um vaso com sangue venoso denominado de vaso aferente. • Um vaso sanguíneo por onde o sangue saí da brânquia, isto é, um vaso de sangue arterial denominado de vaso eferente. • Entre estes dois vasos existe uma rede de capilares ao nível dos quais ocorrem as trocas gasosas. • Estes capilares encontram-se numa dilatação da brânquia denominada de lamela.
  • 18. Mecanismo de Contracorrente • A água entra pela boca do peixe e é levada até a câmara branquial. • Ai passa pela lamelas em sentido contrário ao sangue. • Assim à medida que o sangue flui através dos capilares, vai ficando cada vez mais oxigenado e dado que circula em sentido contrário ao da água, vai contactando com água que é sucessivamente mais rica em oxigénio. • Este processo permite aumentar significativamente a eficiência da hematose branquial. • O mesmo processo é aplicado às trocas gasosas de CO2.
  • 19. Mecanismo de Contracorrente • O mecanismos de contracorrente permite que as trocas gasosas tenham uma eficácia de 80%. • Este mecanismo é de extrema importância para os seres aquáticos uma vez que neste meio a quantidade de oxigénio dissolvido é significativamente inferior ao que existe na atmosfera.
  • 20. Traqueias • A quantidade de oxigénio presente na atmosfera é muito superior à dissolvida na água. • No entanto a hematose no ambiente terrestre acarreta algumas dificuldades. • Acontece que o O2 e o CO2 são solúveis em água, nos meios aquáticos esse problema está resolvido, nos meios terrestres as superfícies respiratórias têm que estar húmidas de modo aos gases estarem dissolvidos. • Alguns seres vivos resolvem o problema mantendo o tegumento húmid, outros por outro lado utilizam superfícies respiratórias invaginadas no interior do corpo, reduzindo assim as perdas de água.
  • 21. Traqueias • Os insectos e outros artrópodes apresentam um sistema respiratório constituido por uma rede de traqueias, que se encontram no interior do corpo. • As traqueias ramificam-se em tubos cada vez mais pequenos que terminam nas traquíolas que contactam directamente com as células. • Todas as células do corpo apresentam uma traquíola. • As traqueias comunicam com o exterior através de aberturas ao nível da superfície corporal denominadas de espiráculos. • Pequenos orifícios visíveis ao longo de todo o corpo. • A estrutura das traqueias mantêm-se sem colapsar (sempre aberta) devido a existência de uma proteína estrutural rígida que rodeia estes tubos, a quitina, em hélice.
  • 22. Traqueias • Em insectos primitivos os espiráculos encontram-se permanentemente abertos, pelo que não há controlo do ar que circula nas traqueias. • Em insectos mais evoluídos existem já estruturas, semelhantes a válvulas – os ostíolos – que controlam o fluxo de ar. • A ventilação activa encontra-se apenas em insectos maiores, onde por movimentos musculares há contracção das traqueias o que leva a inspiração de ar e no caso contrário e expiração. • Em insectos menores não ocorre ventilação activa mas sim passiva, isto é, simplesmente há entrada e saída de ar. • Este processo de trocas gasosas é um caso de difusão directa uma vez que as trocas gasosas se dão directamente entre o epitélio das traquíolas e as células, ou seja, não há intervenção de um fluído circulante. • Trata-se também de um processo só possível em animais de reduzidas massas corporais, dado que a velocidade de difusão e distribuição dos gases é muito baixa.
  • 23. Pulmões • Os pulmões são as superfícies respiratórias mais evoluídas que existem. • São invaginações (interior do corpo) onde as perdas de água são mínimas. • Todos os vertebrados terrestres apresentam pulmões, embora sejam diferentes de grupo para grupo.
  • 24. Pulmões • Existe uma tendência evolutiva para o aumento da superfície do epitélio respiratório. • Os anfíbios são os que apresentam os pulmões mais pequenos, assim e de forma a compensar tal facto apresentam também hematose cutânea. • Os répteis, mais adaptados ao ambiente terrestre apresentam uns pulmões ligeiramente maiores. • Ainda assim pequenos o que lhes dificulta a oxigenação dos tecidos, o que associado ao facto da circulação sanguínea ser incompleta, faz com que estes seres vivos sejam poiquilotérmicos.
  • 25. Pulmões • Aves e mamíferos são os seres vivos que apresentam aparelhos respiratórios mais complexos.
  • 26. Pulmões - Aves • As aves são seres vivos que apresentam elevadas taxas metabólicas, pelo que necessitam de uma boa oxigenação dos tecidos. • Além de apresentarem uma grande superfície respiratória,apresentam também uma boa ventilação pulmonar. • Além dos pulmões as aves apresentam os chamados sacos aéreos por todo o corpo, o que lhes permite ter reservas de ar que aumentam a eficiência da ventilação. • Os sacos aéreos permitem também diminuir a densidade o que lhes facilita o voo, além de que permite também dissipar mais rapidamente o calor resultante do metabolismo.
  • 27. Pulmões - Aves • Nas aves o ar circula em apenas um sentido… Sacos aéreos posteriores – Pulmões – Sacos aéreos anteriores • A hematose só ocorre nos pulmões ao nível dos parabrônquios, finos canais abertos nas duas extremidades. • A hematose não ocorre ao nível dos sacos aéreos, mas estes permitem que o ar circule em apenas um sentido. • Para que o ar percorra todo o sistema, têm que ocorrer dois ciclos ventilatórios. • Na primeira inspiração o ar circula pela traqueia até aos sacos aéreos posteriores. • Durante a primeira expiração o ar passa desses sacos para os pulmões, onde ocorre hematose. • Na segunda inspiração passa novo ar para os sacos posteriores e o ar dos pulmoes passa para os sacos anteriores. • Durante segunda expiração o ar dos sacos anterioes é expluso para o exterior. • Tal como nos peixes, os animais que apresentam pulmões fazem circular o ar em contracorrente, o que aumenta significativamente a eficiência da hematose.
  • 28. Pulmões - Mamíferos • No caso dos mamíferos a superfície respiratória é constituída por milhões que alvéolos pulmonares. • Estes dispõem-se em cacho em torno dos bronquíolos. • Neste grupo de animais o ar circula em dois sentidos opostos, sendo necessários apenas um ciclo respiratório para que o ar percorra todo o sistema. • Durante a inspiração o ar é levado até aos aleveolos pulmunares, via traqueia, brônquios e bronquíolos. • Durante a expiração o ar é expulso dos alvéolos pulmunares.
  • 29. Pulmões - Mamíferos • Nos alvéolos pulmunares, chegando o ar novo (rico em oxigénio), ocorre a hematose pulmunar. • O processo é bastante eficaz uma vez que existe um profusa rede de capilares a rodear os alvéolos. • No caso do Homem mesmo após uma expiração profunda, permanece sempre algum ar nos pulmões – ar residual.