O documento discute o HIV/AIDS, incluindo sua história, transmissão, sintomas, estágios da infecção, tratamento e indicações para testes. É um guia informativo sobre o vírus produzido pela Escola Cooperativa de Vale S. Cosme.
HIV/SIDA
A human immunodeficiencyviral particle is seen
budding from the infected cell surface at the top, with a
complete viral particle at bottom in this high
magnification electron micrograph.
Saúde
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17.
HIV/SIDA
INFECÇÃO PRIMÁRIA -síndrome retrovírico agudo
PERÍODO DE INCUBAÇÃO: 2-4 semanas (até 6 semanas)
SINTOMÁTICA EM 50 a 90% dos casos
SINTOMAS PERSISTEM POR 1 a 4 semanas (em média 2)
Sintomas inespecíficos - dificuldade diagnóstica
febre (96%)
adenopatias (74%)
faringite (70%)
exantema (70%)
mialgias ou artralgias (54%)
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diarreia e cefaleias (32%)
candidose oral (12%)
meningoencefalite (8%)
neuropatia periférica (8%)
18.
HIV/SIDA
INFECÇÃO PRIMÁRIA -síndrome retrovírico agudo
Formas sintomáticas
Síndrome mononucleósico
Síndrome febril agudo
Síndrome febril exantémico
Meningite aguda
Meningoencefalite aguda
Formas assintomáticas
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PERÍODO DE LATÊNCIACLÍNICA
HIV/SIDA
ESTABILIZAÇÃO DA CARGA VÍRICA
E DA
CONTAGEM DOS LINFÓCITOS TDC4
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21.
HIV/SIDA
INFECÇÃO SINTOMÁTICA PRECOCE
PRESENÇADE SINTOMAS B (não definidores de SIDA)
candidose orofaríngea
herpes zoster
listeriose
purpura trombocitopénica idiopática
neuropatia periférica
febre ou diarreia por mais de um mês
…
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HIV/SIDA
1981
médicos em NovaYork e Califórnia
observaram agregação de casos de doenças raras em
homens jovens, previamente saudáveis, homossexuais.
Apresentavam dimiuição de linfócitos TDC4
Descrição do Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (SIDA)
1983 identificação do HIV-1
1985 primeiro teste de diagnóstico para o HIV-1
1987 primeiro fármaco anti-retrovírico - zidovudina
1996 HAART - highly active antirectroviral therapy
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HIV/SIDA
Os sintomas daSIDA podem demorar até dez
anos para aparecer, por isso não adianta ficar à
espera dos sintomas da SIDA. Se fez sexo sem
preservativo, partilhou seringas com outra
pessoa, faça o teste da SIDA. Quanto mais
cedo for diagnosticada a infecção pelo VIH e
iniciar-se o tratamento adequado, melhor será
sua qualidade de vida.
Mas lembre-se que o teste só deve ser feito
após a "janela imunológica" (até 3 meses após
a exposição), período que o corpo leva para
produzir anticorpos que possam ser detectados.
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34.
HIV/SIDA
INDICAÇÕES PARA REALIZAÇÃODE TESTES SEROLÓGICOS
Homossexuais / Heterossexuais
Toxicodependentes
Pessoas com DST
Hemofílicos e transfundidos
Parceiro sexual regular dos grupos anteriores ou com HIV
Mulheres grávidas
Doentes com tuberculose activa
Pós-exposição ocupacional
Profissionais de saúde que realizem manobras de risco
Dadores de sangue, sémen, leite ou órgãos => obrigatório
Pessoas que se considerem em risco ou queiram fazer o teste
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35.
HIV/SIDA
INDICAÇÕES PARA REALIZAÇÃODE TESTES SEROLÓGICOS
Linfadenopatia generalizada
Demência inexplicada
Meningite aguda / encefalite
Neuropatia periférica
Febre prolongada
Diarreia
Perda de peso
Doenças que habitualmente complicam a infecção HIV (herpes
mucocutâneo crónico, candidose oral/vaginal recorrente, dermatite
Seborreica…)
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36.
HIV/SIDA
INDICAÇÕES PARA REALIZAÇÃODE TESTES SEROLÓGICOS
Herpes zoster generalizado ou atingindo mais do que um
Dermátomo
Infecções oportunistas associadas a deficiência de imunidade
celular - tuberculose entre outras
Pneumonia bacteriana recorrente
Sarcoma de Kaposi
Linfoma de células B
Citopenias inexplicadas
Displasia cervical e carcinoma do colo do útero
…
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Anónimo - nãoé pedido nenhum
dado pessoal (nome, morada, etc.)
ou seja, não é pedido nenhum
documento,
sendo
apenas
atribuído um cartão com um código
de barras que serve para identificar
o utente quando este for levantar o
resultado do teste.
HIV/SIDA
Confidencial
–
todos
os
profissionais têm o dever de
guardar total confidencialidade
sobre os dados obtidos.
Saúde
Gratuito – O atendimento
totalmente
gratuito.
Não
necessária marcação prévia,
atendimento ocorre por ordem
chegada.
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é
é
o
de
#3 São os 2 símbolos mais associados pelos jovens ao HIV/SIDA…
Porquê?
Preservativo: diminui o risco de transmissão do HIV
Laço vermelho: símbolo da luta contra a SIDA
#4 Faz sentido associar esta imagem à SIDA?
Homossexuais (era um dos “grupos” de risco)
#5 Faz sentido associar esta imagem à SIDA?
Prostitutas/prostitutos (era um dos “grupos” de risco)
#6 Faz sentido associar esta imagem à SIDA?
Toxicodependentes (era um dos “grupos” de risco)
#7 Se no início, quando se começou a falar em SIDA, se falava claramente em “grupos” de risco, hoje em dia, sabemos que, se fossemos a apontar um grupo de risco, esse grupo sería o que está representado aqui…
(todos nós - toda a população mundial, independentemente de idade, sexo, raça, profissão, etc)
#8 Faz sentido, numa apresentação sobre HIV/SIDA apresentar imagens como estas?
Na realidade, estas são as imagens de abertura do site da coordenação nacional de luta contra a SIDA…
Várias idades, várias cores, aspecto saudável… porque é mesmo assim, porque podemos estar infectados com o vírus da SIDA (o HIV) e não estarmos ainda doentes… e no entanto, já podemos transmitir o vírus a outras pessoas…
#9 Longe vão os tempos em que se associavam imagens como esta…
Isto é a famosa campanha da benetton, muito elogiada e criticada na altura: por um lado, alertou as pessoas para este problema, por outro, utilizou a imagem da morte de uma pessoa (David)
Chamar atenção para o aspecto do doente, característico de quem toma medicação antiretroviral (as “covas” no rosto)
#10 Se em relação à foto do David, ainda há quem possa dizer “era homossexual” “era toxicodependente”, etc… numa tentativa de arranjar “culpas” para a doença, neste caso - todas estas crianças estão infectadas pelo HIV - já ninguém consegue atribuir “culpas”… a única coisa que estas crianças fizeram, o único “grupo” de risco aqui, foi, muito provavelmente, terem nascido…
#11 Então?
Podemos falar de “grupos de risco”?
NÃO!!! Há, sim, comportamentos de risco, que qualquer pessoa pode ter, ou melhor, deve evitar…
#12 Na realidade, e para alguma “sorte” nossa, o vírus da SIDA não é resistente fora de determinados meios… ele “sobrevive” apenas em 4 fluídos: sangue, leite materno, esperma e fluidos da vagina.
Ou seja, só se transmite se entrarmos em contacto com estes fluidos (de pessoas infectadas).
#13 Afinal, o que significa HIV (em inglês) ou VIH (em português)…
#14 Quando uma pessoa está infectada com este vírus, diz-se que é: SEROPOSITIVA
Não está ainda doente, não tem SIDA, é portadora do vírus, pode transmitir o vírus a outras pessoas, e pode ficar assim - seropositiva - vários anos…
#15 Existe, que se saiba, o HIV-1 e o HIV-2, e cada um deles, tem muitos sub-tipos… aqui, estão apenas os sub-tipos do HIV-1… esta grande diversidade é um dos factores que torna tão difícil a descoberta de uma vacina para o HIV… aliás, apesar de se estar a tentar produzir uma vacina, não está previsto que a ciência encontre uma resposta na próxima década…
Nota: é, por exemplo, possivel que uma pessoa já infectada com um sub-tipo, sofra uma 2ª infecção com outro sub-tipo, e assim piore o seu estado de saúde, ou complique o tratamento…
#16 A “bola” grande, representa um glóbulo branco (um linfócito T CD4), dentro dele, uma “bola” mais pequena a representar o núcleo do linfócito e o material genético… se acompanharmos as setinhas, vê-se o HIV a entrar no glóbulo branco e a utilizar o nosso material genético para se reproduzir… destruindo assim os nossos linfícitos T CD4…
#17 Foto, absolutamente espectacular, do momento em que o HIV sai do linfócito…
#18 Chamar a atenção para o facto de os primeiros sintomas serem muito inespecíficos… podemos ter sintomatologia desta, associada a qualquer outra coisa que não está em nada relacionada com a infecção pelo HIV..
#20 Podemos detectar a infecção por análise ao sangue cerca de 4-10 semanas após, mas a maioria só passados cerca de 6 meses…
#21 Depois de estarmos infectados, há um período de latência em que se verifica estabilização da carga vírica e dos linfócitos
#23 Podemos aproveitar aqui para alertar para o facto de a candidose ser uma infecção sexualmente transmissível, mas não só… é muito frequente em pessoas que estão debilitadas (particularmente nas crianças e idosos) - chama-se vulgarmente de “sapinhos”… é tb muito vulgar em pessoas que fazem tratamento com um antibiótico (como este destrói as bactérias, fica mais “espaço” para este fungo se desenvolver). É comum na boca e na zona genital… quando surge no esófago, no entanto, não deixa margem para dúvidas em relação ao HIV.
#24 Quando a contagem de linfócitos TCD4 é muito baixa, e a carga viral muito elevada, a pessoa está imunodeprimida, e altamente susceptível a doenças “oportunistas”. Passa a estar doente…
#25 Deixa de se chamar “seropositivo” e passa a ser um “doente de SIDA”
#27 Outra doença oportunista de algum modo característica…
#28 Quando a contagem de linfócitos TCD4 é muito baixinha, a pessoa só dura, sem tratamento antiretroviral, cerca de 1 ano a ano e meio
#29 Notar a linha azul (linfócitos) a diminuir até à morte
Notar a linha vermelha (carga viral) a aumentar em flecha nas semanas após a infecção, e a ter um novo pico antes da morte.
Notar o período de latência referido anteriormente…
#30 Não há cura… mas há medicação antiretroviral, que pode fazer com que a pessoa viva (apesar de continuar a poder transmitir o vírus, e a ter problemas com as doenças oportunistas)
As duas mãos de cima representam +- o que um doente de SIDA tinha que tomar por dia!!!!
Tratamento muito complicado de seguir, e altamente incompatível com uma vida “normal”
Hoje, a HAART, a medicação utilizada já há cerca de 10 anos, é bastante mais simples de seguir, embora continue a ser “dura” em termos de efeitos secundários..
#35 Único obrigatório: dadores de sangue, de sémen ou de órgãos…
No entanto, a mulheres grávidas, informa-se e faz-se sempre… não é normal haver recusa, porque bem informadas, as mulheres percebem que, se estiverem infectadas, e se souber, pode-se tentar salvar a criança…
Inicia-se terapia, e faz-se cesariana, e aquele bebé não pode mamar…
As grávidas fazem 3x o teste, 1º trimestre, 2º trimestre e antes do parto.
Em alguns países africanos em vias de desenvolvimento, não há cesarianas (nem sequer há anestesias) e não há dinheiro para leite de farmácia… por isso, na maioria das vezes, entre a criança morrer em pouco tempo com diarreia devido a infecções transmitidas pelos alimentos/água, ou arriscar a infecção por HIV, opta-se pela 2ª, e as crianças mamam…
#38 Hoje, os testes fazem-se de forma simples, com um sistema parecido com o que os diabéticos usam, e o resultado pode-se saber em cerca de 15 a 20 min.
#39 Onde nos podemos dirigir para fazer o teste… CAD
#40 Relembrando… o vírus só “sobrevive” nestes 4 meios…
Por isso, só se transmite em contacto com esses meios.
#41 Alertar para o preservativo: não é na realidade um método “sem risco”, mas é um método “mais seguro”…
Os mosquitos costumam ser uma dúvida… mas não há mistura do sangue que o mosquito já sugou, com o da pessoa que ele vai picar depois…
#43 A título de curiosidade: pessoas infectadas em 2006
#44 Pessoas a receber tratamento antiretroviral…
Notar o “desnivel”
#45 Últimas mensagens:
Não esquecer que este vírus não escolhe idades, sexos, crenças ou raças
Não esquecer também que tocar e acarinhar um seropositivo ou um doente de SIDA não comporta riscos…
#46 É sabido que todos os anos líderes mundiais se ocupam a discutir campanhas de prevenção, metas, objectivos, mecanismos de protecção…
Quando no entanto essas reuniões de pouco servem se…
#47 Se não formos nós a tomar uma atitude…
E essa atitude não passa por usar o laço vermelho a mostrar que nos preocupamos
#48 Não interessa pensarmos que as campanhas estão bem feitas, que a mensagem pode ser determinante…
#49 Nada disto faz sentido, se não adoptarmos comportamentos assertivos…
#50 A mensagem final:
Esta campanha espanhola diz tudo…
Km de compromisso… de cada um de nós… em respeitarmo-nos e respeitarmos os outros…