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História
         H


O teatro grego




        Sofia de Matos Pedrosa,
       nº 23, 7º Ano Turma B3
       Escola Básica nº 2 de Anadia
       27-03-2011
             2011

      Professora – Teresa Paula
Índice



Introdução..................................................................................................................................................................... 3



Como surgiu o teatro grego .................................................................................................................................... 3
                                                                                                                                                                                        2

O teatro........................................................................................................................................................................... 4



Os géneros de representação teatral .................................................................................................................. 6



Os actores ...................................................................................................................................................................... 7



Os tragediógrafos e os comediógrafos ............................................................................................................... 9



Conclusão .................................................................................................................................................................... 10



Bibliografia e Webgrafia ........................................................................................................................................ 11
Introdução

      Pensei realizar este trabalho porque durante o tempo que passamos no Clube de
Jornalismo uma das nossas funções é a procura de informação. Assim, ao fazermos uma
investigação sobre datas importantes encontrámos a que celebra o Dia Nacional do Teatro, a
28 de Março. Lembrei-me das aulas de História e de nelas termos estudado que a civilização
da Grécia Antiga deu uma grande importância ao pensamento e à arte e, particularmente, ao           3
teatro.
      Decidi, então, fazer um trabalho sobre a invenção do teatro para ficar a conhecer melhor
esta arte.



Como surgiu o teatro grego

      O teatro grego apareceu, ligado à religião e integra-se na cultura grega, com as artes e as
cerimónias gregas e nasceu em Atenas.
      Os antecedentes do teatro têm a ver com a festa em homenagem ao deus da vegetação,
da fertilidade, da vinha, do vinho e das festas, o Deus Dionísio. Estas festas dionisíacas
realizavam-se no início da Primavera, em que os jovens dançavam e entoavam cantos líricos,
os ditirambos com fantasias e máscaras dentro do templo deste Deus, oferecendo-lhe vinho.
      Com o passar do tempo, esta festa foi-se organizando e passou a ser representada para
as pessoas em recintos ao ar livre: os teatros. Por isso, são chamadas festas dionisíacas.
      Muitos dos habitantes de Atenas tinham muito tempo livre os cidadãos e, por isso,
dedicavam-se ao convívio, ao culto e a actividades culturais com vista ao seu pleno
desenvolvimento. Um dos seus espectáculos preferidos era o teatro.




                                     Figura nº 1 – Teatro grego.
O teatro

     A palavra teatro “theatron / θέατρον” significa o "local onde se vê". Deriva do grego
“theaomai/ θεάοµαι” que significa olhar com atenção, perceber, contemplar, meditar, daí que o seu
significado ultrapasse o simples sentido de ver.
     Os teatros surgiram a partir do século VI a.C..
     Naquela altura o Teatro podia ser definido como o espaço semicircular que comportava           4
cerca de quinze mil espectadores.




                                Figura nº 2 – Planta de um teatro grego.
     Durante o século V a.C., os gregos construíram vários teatros ao ar livre. Eles
aproveitavam os declives das encostas das montanhas e das colinas de pedra para colocarem
as bancadas. O som (acústica) e a visibilidade eram excelentes, pois as pessoas que se
sentassem na parte superior ouviam tão bem os actores, como aquelas que estivesse sentado
junto à arena.
     Primeiro as bancadas foram construídas em madeira e, só a partir do século IV a.C.
começaram a ser em pedra.
     Os teatros eram constituídos por várias partes com funções distintas:
       Bancadas – rodeavam a orquestra comportavam os espectadores.
       Cena – palco onde actuavam os actores.
       Orquestra – área circular em terra batida ou com lajes de pedra situada no centro das
       bancadas. No seu centro estava o altar do Deus (em honra ao Deus Dionísio), em torno
       do qual os músicos, o coro e os dançarinos se movimentavam cantando os seus
       cânticos.
A orquestra inicialmente teria uma forma quadrangular, como acontece no Teatro de
       Tóricos. No seu centro ficava o altar “thymele”, que para além de servir de adereço
       servia para se fazerem os sacrifícios, em honra a Dionísio.
       Os “parodoi” localizados um de cada lado da orquestra serviam para o coro entrar.
       O cenário, “skene”, localizava-se por detrás da orquestra e era uma estrutura que
       inicialmente servia como camarim para os actores trocarem de roupa. Mais tarde
       representava a fachada de um palácio ou de um templo.                                    5

       O proscenium, localizado em frente à skene, era o local onde os actores representavam,
       muito embora eles também utilizassem a orquestra.
Alguns dos mais importantes teatros da Antiga Grécia são:
       Teatro de Delfos
       Teatro de Dionísio
       Teatro de Dodona, o Odeon de Herodes Ático
       Teatro de Epidauro
       Teatro de Mileto
       Teatro de Segesta
       Teatro de Siracusa




                              Figura nº 3 – As ruínas do teatro de Delfos.




                             Figura nº 4 – As ruínas do Teatro de Mileto.

     Os gregos desenvolveram de tal modo o teatro que ainda hoje é visível a sua influência
nos artistas, dramaturgos e em todas as pessoas ligadas a esta arte.
     Esta influência do teatro grego é particularmente visível, na encenação actual de peças
teatrais que foram criadas na Grécia Antiga.
Os géneros de representação teatral

Durante o século V a.C., período clássico da História da Grécia, apareceram os géneros de
representação mais conhecidos de teatro: a tragédia e a comédia. Estes dois géneros de
representações teatrais eram apresentados ao público, intercaladamente, durante os festivais.
Tragédia – esta representação tinha como objectivo levar o espectador a reflectir sobre o
sentido e a sua própria vida inspirando-se ou sendo retratada normalmente em:                                      6
        Problemas emocionais e psicológicos, em que representavam histórias da existência
        humana, nomeadamente o sofrimento do Homem como vítima do seu próprio destino
        (paixões, vingança e ambição);
        Lendas e mitos;
        Homenagear os deuses gregos e retratar as relações entre eles e os Homens.
        Representar as histórias dos heróis gregos (factos heróicos ou a sua queda, muitas
        vezes atribuída à sua arrogância, hybris1).
      Neste tipo de representação as personagens estavam sempre condenadas a um fim
trágico: o sofrimento e a morte.
      Esta representação é mais antiga que a comédia. Julga-se que tenha surgido em meados do
século VI a.C.




                            Figura nº 5 – Calumnia de Apelles1 – Botticelli, Sandro.



1 Em grego ὕὕρις, "hýbris") é um dos elementos da tragédia grega que revela insegurança da vida, atitude perante
 um desafio, acontecendo quando os protagonistas se interrogam sobre o seu destino sobre a validade das leis
 dadas aos homens pelos deuses ou pela polis.
Comédia – representação humor
                        humorística que retratava os aspectos da vida quotidiana Faziam a
                                                          tos         quotidiana.
crítica social de uma maneira cómica, ridiculariza
                                      ridicularizando figuras e situações da época, mostrando
os seus defeitos e fraquezas. Por exemplo, c
                                           criticava os políticos de uma forma humorística. A
comédia caricaturava, enfim, o absurdo do comportamento humano.



                                                                                                7




                    Figura nº 6 – Cena de comédia em vaso da Apúlia, século IV a.C.

     Nesta representação o coro assumia uma importância superior àquela que possuía na
tragédia. Na comédia os actores dialogavam com o público criando uma interactividade
        .
superior à existente na tragédia
            xistente tragédia.



Os actores

     Os actores eram todos homens e desempenhavam tanto os papéis masculinos como
femininos.
     Os actores usavam máscaras que tornavam a representação das personagens mais
                                               representação
expressivas e, simultaneamente projectavam o som das suas vozes de forma mais intensa
                    taneamente,                                               intensa.




                                    Figura nº 7 – Máscara teatral.
Figura nº 8 – Máscara teatral do tipo, século V a.C.
      Os actores interpretavam, durante o mesmo espectáculo, diversos papéis.
      O número de actores era diferente na tragédia e na comédia. Assim, na tragédia eram
                                                                                               8
apenas três e na comédia quatro.
      As vestes utilizadas pelos actores nas duas representações também eram diferentes.
Enquanto na tragédia as vestes consistiam numa túnica até aos pés, chamada quiton, e nuns
sapatos muito altos, chamados o coturno, na comédia as vestes utilizadas eram semelhantes
às dos cidadãos e o calçado era composto por umas sandálias.
      As vestes, túnicas, utilizadas pelos actores da tragédia eram de cores vivas e nos pés
calçavam os tais coturnos.
      O uso de máscaras, das vestes garridas e dos «coturnos» que lhe aumentava a estatura,
davam-lhes um aspecto majestoso, tornando-os mais visíveis. Para além disso, as máscaras de
comédia e mesmo de tragédia, juntamente com o vestuário, permitiam aos actores
representar o estado de espírito da personagem, aumentar o tom de voz e possibilitavam a
representação de vários papéis, nomeadamente os papéis femininos.
      Também recorriam muito à mímica para representar os papéis das diversas
personagens. Muitas vezes o teatro recorria à música, que era cantada por um coral.
      Os cenários eram decorados de maneira a permitir um maior realismo à representação
teatral.




                              Figura nº 9 – Teatro Grécia Antiga, século V a.C.
Os tragediógrafos e os comediógrafos

      Muitas das tragédias gregas escritas perderam-se. Salientam-se apenas três os
tragediógrafos considerados importantes (as datas de vida deles são aproximadas):
            Ésquilo (525 a.C. a 456 a.C.);
            Sófocles (497 a.C. a 406 a.C.);
            Eurípedes (485 a.C. a 406 a.C.).                                                    9
      Principais obras destes autores:
            Ésquilo – Prometeu Acorrentado.
                   o Obra sobre os Deuses e os Mitos.
            Sófocles – Édipo Rei.
                   o Esta obra tratava das grandes figuras Reais.
            Eurípedes – As Troianas.
                   o Esta obra tratava dos renegados, dos vencidos.




                                    Figura nº 10 – Busto de Eurípides.
      Aristófanes (456 a.C. – 380 a.C.) destacou-se como um dos maiores autores da Comédia
Antiga, muito embora haja outros dramaturgos conhecidos, como é o exemplo de Menandro
(341 a.C. - 290 a.C.)
      O comediógrafo Aristófanes encontrava na vida de Atenas, na educação dos sofistas e na
guerra a inspiração para os seus trabalhos, que se caracterizavam essencialmente pela crítica
aos governantes.




                                         Figura nº 11 – Aristófanes.
      Como exemplos de trabalhos deste dramaturgo temos:
              “Os Cavaleiros” e “Os Acarnenses” inspirados na vida ateniense
              “As Nuvens” inspirada na educação dos sofistas.
              A “Lisístrata” inspirada na guerra.
Conclusão

     Ao realizar este trabalho eu compreendi que o teatro não é apenas a representação que
nós, público, vimos. Há todo um trabalho anterior, como por exemplo a redacção do texto, que
é um trabalho que deve demorar muito. Também há a confecção das vestes, adornos e a
construção do cenário, que antes é pensado e desenhado para dar a sensação que a cena
representada é real. Depois há a escolha dos actores e todo o trabalho que estes têm em        10
decorar as suas falas (nome que é dado aos textos que eles têm de saber), em saber quais as
suas posições, as suas deixas, que é o momento em que devem representar.
     Aprendi que representar não é só dizer as tais falas, mas há uma parte mímica e de
movimentação do corpo, de gestos do corpo e da face que são muito importantes e
fundamentais no teatro.
     Aprendi, também, que para além dos actores que vimos em cena, há muitas outras
pessoas a trabalhar para que o teatro seja aquele que nós depois vimos. São costureiros,
pessoas que maquilham os actores, que os ajudam a vestir e a despir, são os aderecistas e
muitos, muitos mais!
     Há também o ponto que é um senhor que está normalmente enfiado debaixo do palco na
parte central à frente e que ajuda os actores quando estes se esquecem da sua fala.
     Aprendi que desde o teatro grego muito mudou na representação, por exemplo hoje já
temos mulheres a representar e os teatros são feitos em recintos fechados.
     Fiquei ainda a saber que o teatro nasceu na Grécia Antiga (século VI a.C.).
     No geral gostei muito de fazer este trabalho. Espero que a Sra. Professora também tenha
gostado.
Bibliografia e Webgrafia

Oliveira, Ana e outros, História 7, Texto Editora

Fichas fornecidas pela Sra. Professora

http://pt.wikipedia.org/wiki/Teatro_na_Gr%C3%A9cia_Antiga

http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Delphi_amphitheater_from_above_dsc06297.jpg   11

http://www.google.pt/images?hl=pt-

pt&source=hp&biw=1206&bih=616&q=O+teatro+grego&gbv=2&aq=f&aqi=&aql=&oq=

http://pt.wikipedia.org/wiki/H%C3%BAbris

http://www.iscsp.utl.pt/~cepp/lexico_grecoromano/hybris.htm

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2011 08-30 - teatro

  • 1. História H O teatro grego Sofia de Matos Pedrosa, nº 23, 7º Ano Turma B3 Escola Básica nº 2 de Anadia 27-03-2011 2011 Professora – Teresa Paula
  • 2. Índice Introdução..................................................................................................................................................................... 3 Como surgiu o teatro grego .................................................................................................................................... 3 2 O teatro........................................................................................................................................................................... 4 Os géneros de representação teatral .................................................................................................................. 6 Os actores ...................................................................................................................................................................... 7 Os tragediógrafos e os comediógrafos ............................................................................................................... 9 Conclusão .................................................................................................................................................................... 10 Bibliografia e Webgrafia ........................................................................................................................................ 11
  • 3. Introdução Pensei realizar este trabalho porque durante o tempo que passamos no Clube de Jornalismo uma das nossas funções é a procura de informação. Assim, ao fazermos uma investigação sobre datas importantes encontrámos a que celebra o Dia Nacional do Teatro, a 28 de Março. Lembrei-me das aulas de História e de nelas termos estudado que a civilização da Grécia Antiga deu uma grande importância ao pensamento e à arte e, particularmente, ao 3 teatro. Decidi, então, fazer um trabalho sobre a invenção do teatro para ficar a conhecer melhor esta arte. Como surgiu o teatro grego O teatro grego apareceu, ligado à religião e integra-se na cultura grega, com as artes e as cerimónias gregas e nasceu em Atenas. Os antecedentes do teatro têm a ver com a festa em homenagem ao deus da vegetação, da fertilidade, da vinha, do vinho e das festas, o Deus Dionísio. Estas festas dionisíacas realizavam-se no início da Primavera, em que os jovens dançavam e entoavam cantos líricos, os ditirambos com fantasias e máscaras dentro do templo deste Deus, oferecendo-lhe vinho. Com o passar do tempo, esta festa foi-se organizando e passou a ser representada para as pessoas em recintos ao ar livre: os teatros. Por isso, são chamadas festas dionisíacas. Muitos dos habitantes de Atenas tinham muito tempo livre os cidadãos e, por isso, dedicavam-se ao convívio, ao culto e a actividades culturais com vista ao seu pleno desenvolvimento. Um dos seus espectáculos preferidos era o teatro. Figura nº 1 – Teatro grego.
  • 4. O teatro A palavra teatro “theatron / θέατρον” significa o "local onde se vê". Deriva do grego “theaomai/ θεάοµαι” que significa olhar com atenção, perceber, contemplar, meditar, daí que o seu significado ultrapasse o simples sentido de ver. Os teatros surgiram a partir do século VI a.C.. Naquela altura o Teatro podia ser definido como o espaço semicircular que comportava 4 cerca de quinze mil espectadores. Figura nº 2 – Planta de um teatro grego. Durante o século V a.C., os gregos construíram vários teatros ao ar livre. Eles aproveitavam os declives das encostas das montanhas e das colinas de pedra para colocarem as bancadas. O som (acústica) e a visibilidade eram excelentes, pois as pessoas que se sentassem na parte superior ouviam tão bem os actores, como aquelas que estivesse sentado junto à arena. Primeiro as bancadas foram construídas em madeira e, só a partir do século IV a.C. começaram a ser em pedra. Os teatros eram constituídos por várias partes com funções distintas: Bancadas – rodeavam a orquestra comportavam os espectadores. Cena – palco onde actuavam os actores. Orquestra – área circular em terra batida ou com lajes de pedra situada no centro das bancadas. No seu centro estava o altar do Deus (em honra ao Deus Dionísio), em torno do qual os músicos, o coro e os dançarinos se movimentavam cantando os seus cânticos.
  • 5. A orquestra inicialmente teria uma forma quadrangular, como acontece no Teatro de Tóricos. No seu centro ficava o altar “thymele”, que para além de servir de adereço servia para se fazerem os sacrifícios, em honra a Dionísio. Os “parodoi” localizados um de cada lado da orquestra serviam para o coro entrar. O cenário, “skene”, localizava-se por detrás da orquestra e era uma estrutura que inicialmente servia como camarim para os actores trocarem de roupa. Mais tarde representava a fachada de um palácio ou de um templo. 5 O proscenium, localizado em frente à skene, era o local onde os actores representavam, muito embora eles também utilizassem a orquestra. Alguns dos mais importantes teatros da Antiga Grécia são: Teatro de Delfos Teatro de Dionísio Teatro de Dodona, o Odeon de Herodes Ático Teatro de Epidauro Teatro de Mileto Teatro de Segesta Teatro de Siracusa Figura nº 3 – As ruínas do teatro de Delfos. Figura nº 4 – As ruínas do Teatro de Mileto. Os gregos desenvolveram de tal modo o teatro que ainda hoje é visível a sua influência nos artistas, dramaturgos e em todas as pessoas ligadas a esta arte. Esta influência do teatro grego é particularmente visível, na encenação actual de peças teatrais que foram criadas na Grécia Antiga.
  • 6. Os géneros de representação teatral Durante o século V a.C., período clássico da História da Grécia, apareceram os géneros de representação mais conhecidos de teatro: a tragédia e a comédia. Estes dois géneros de representações teatrais eram apresentados ao público, intercaladamente, durante os festivais. Tragédia – esta representação tinha como objectivo levar o espectador a reflectir sobre o sentido e a sua própria vida inspirando-se ou sendo retratada normalmente em: 6 Problemas emocionais e psicológicos, em que representavam histórias da existência humana, nomeadamente o sofrimento do Homem como vítima do seu próprio destino (paixões, vingança e ambição); Lendas e mitos; Homenagear os deuses gregos e retratar as relações entre eles e os Homens. Representar as histórias dos heróis gregos (factos heróicos ou a sua queda, muitas vezes atribuída à sua arrogância, hybris1). Neste tipo de representação as personagens estavam sempre condenadas a um fim trágico: o sofrimento e a morte. Esta representação é mais antiga que a comédia. Julga-se que tenha surgido em meados do século VI a.C. Figura nº 5 – Calumnia de Apelles1 – Botticelli, Sandro. 1 Em grego ὕὕρις, "hýbris") é um dos elementos da tragédia grega que revela insegurança da vida, atitude perante um desafio, acontecendo quando os protagonistas se interrogam sobre o seu destino sobre a validade das leis dadas aos homens pelos deuses ou pela polis.
  • 7. Comédia – representação humor humorística que retratava os aspectos da vida quotidiana Faziam a tos quotidiana. crítica social de uma maneira cómica, ridiculariza ridicularizando figuras e situações da época, mostrando os seus defeitos e fraquezas. Por exemplo, c criticava os políticos de uma forma humorística. A comédia caricaturava, enfim, o absurdo do comportamento humano. 7 Figura nº 6 – Cena de comédia em vaso da Apúlia, século IV a.C. Nesta representação o coro assumia uma importância superior àquela que possuía na tragédia. Na comédia os actores dialogavam com o público criando uma interactividade . superior à existente na tragédia xistente tragédia. Os actores Os actores eram todos homens e desempenhavam tanto os papéis masculinos como femininos. Os actores usavam máscaras que tornavam a representação das personagens mais representação expressivas e, simultaneamente projectavam o som das suas vozes de forma mais intensa taneamente, intensa. Figura nº 7 – Máscara teatral.
  • 8. Figura nº 8 – Máscara teatral do tipo, século V a.C. Os actores interpretavam, durante o mesmo espectáculo, diversos papéis. O número de actores era diferente na tragédia e na comédia. Assim, na tragédia eram 8 apenas três e na comédia quatro. As vestes utilizadas pelos actores nas duas representações também eram diferentes. Enquanto na tragédia as vestes consistiam numa túnica até aos pés, chamada quiton, e nuns sapatos muito altos, chamados o coturno, na comédia as vestes utilizadas eram semelhantes às dos cidadãos e o calçado era composto por umas sandálias. As vestes, túnicas, utilizadas pelos actores da tragédia eram de cores vivas e nos pés calçavam os tais coturnos. O uso de máscaras, das vestes garridas e dos «coturnos» que lhe aumentava a estatura, davam-lhes um aspecto majestoso, tornando-os mais visíveis. Para além disso, as máscaras de comédia e mesmo de tragédia, juntamente com o vestuário, permitiam aos actores representar o estado de espírito da personagem, aumentar o tom de voz e possibilitavam a representação de vários papéis, nomeadamente os papéis femininos. Também recorriam muito à mímica para representar os papéis das diversas personagens. Muitas vezes o teatro recorria à música, que era cantada por um coral. Os cenários eram decorados de maneira a permitir um maior realismo à representação teatral. Figura nº 9 – Teatro Grécia Antiga, século V a.C.
  • 9. Os tragediógrafos e os comediógrafos Muitas das tragédias gregas escritas perderam-se. Salientam-se apenas três os tragediógrafos considerados importantes (as datas de vida deles são aproximadas): Ésquilo (525 a.C. a 456 a.C.); Sófocles (497 a.C. a 406 a.C.); Eurípedes (485 a.C. a 406 a.C.). 9 Principais obras destes autores: Ésquilo – Prometeu Acorrentado. o Obra sobre os Deuses e os Mitos. Sófocles – Édipo Rei. o Esta obra tratava das grandes figuras Reais. Eurípedes – As Troianas. o Esta obra tratava dos renegados, dos vencidos. Figura nº 10 – Busto de Eurípides. Aristófanes (456 a.C. – 380 a.C.) destacou-se como um dos maiores autores da Comédia Antiga, muito embora haja outros dramaturgos conhecidos, como é o exemplo de Menandro (341 a.C. - 290 a.C.) O comediógrafo Aristófanes encontrava na vida de Atenas, na educação dos sofistas e na guerra a inspiração para os seus trabalhos, que se caracterizavam essencialmente pela crítica aos governantes. Figura nº 11 – Aristófanes. Como exemplos de trabalhos deste dramaturgo temos: “Os Cavaleiros” e “Os Acarnenses” inspirados na vida ateniense “As Nuvens” inspirada na educação dos sofistas. A “Lisístrata” inspirada na guerra.
  • 10. Conclusão Ao realizar este trabalho eu compreendi que o teatro não é apenas a representação que nós, público, vimos. Há todo um trabalho anterior, como por exemplo a redacção do texto, que é um trabalho que deve demorar muito. Também há a confecção das vestes, adornos e a construção do cenário, que antes é pensado e desenhado para dar a sensação que a cena representada é real. Depois há a escolha dos actores e todo o trabalho que estes têm em 10 decorar as suas falas (nome que é dado aos textos que eles têm de saber), em saber quais as suas posições, as suas deixas, que é o momento em que devem representar. Aprendi que representar não é só dizer as tais falas, mas há uma parte mímica e de movimentação do corpo, de gestos do corpo e da face que são muito importantes e fundamentais no teatro. Aprendi, também, que para além dos actores que vimos em cena, há muitas outras pessoas a trabalhar para que o teatro seja aquele que nós depois vimos. São costureiros, pessoas que maquilham os actores, que os ajudam a vestir e a despir, são os aderecistas e muitos, muitos mais! Há também o ponto que é um senhor que está normalmente enfiado debaixo do palco na parte central à frente e que ajuda os actores quando estes se esquecem da sua fala. Aprendi que desde o teatro grego muito mudou na representação, por exemplo hoje já temos mulheres a representar e os teatros são feitos em recintos fechados. Fiquei ainda a saber que o teatro nasceu na Grécia Antiga (século VI a.C.). No geral gostei muito de fazer este trabalho. Espero que a Sra. Professora também tenha gostado.
  • 11. Bibliografia e Webgrafia Oliveira, Ana e outros, História 7, Texto Editora Fichas fornecidas pela Sra. Professora http://pt.wikipedia.org/wiki/Teatro_na_Gr%C3%A9cia_Antiga http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Delphi_amphitheater_from_above_dsc06297.jpg 11 http://www.google.pt/images?hl=pt- pt&source=hp&biw=1206&bih=616&q=O+teatro+grego&gbv=2&aq=f&aqi=&aql=&oq= http://pt.wikipedia.org/wiki/H%C3%BAbris http://www.iscsp.utl.pt/~cepp/lexico_grecoromano/hybris.htm