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PREFEITURA MUNICIPAL DE TAUBATÉ
SECRETARIA DE EDUCAÇÃO
PROGRAMA ESCOLA SEM MUROS
LÍNGUA PORTUGUESA
ENSINO MÉDIO
Componente curricular: Língua Portuguesa
Ano: 1º ano – Ensino Médio
Objeto de conhecimento: Leitura e Produção de texto de “narrar”: conto de humor
Habilidade: Identificar e aplicar os elementos da narrativa, utilizando-os para instigar e
divertir o leitor da sua produção.
CONTO DE HUMOR
Vamos pensar um pouco...
Você conhece alguma anedota?
Além de anedotas, há outros textos que provocam o riso e o humor?
Por exemplo, crônicas, programas de televisão e contos, que é o que iremos trabalhar. Comente sobre
isso baseado na sua experiência de leitor.
O que é um conto?
O termo “conto” deriva do vocábulo latino commentu(m) e significa invenção, ficção. Escrito em prosa,
geralmente narrado em 3ª pessoa, com linguagem direta, objetiva, de fácil compreensão para o leitor. O
conto é uma forma de visualizar a realidade contemporânea por meio de um olhar literário. No conto de
humor, é fundamental o duplo sentido, para causar emoção e suspense. Que contos você já leu ou
ouviu e achou engraçado?
Agora, vamos ler... "A estranha passageira", de Stanislaw Ponte Preta
A ESTRANHA PASSAGEIRA
– O senhor sabe? É a primeira vez que eu viajo de avião. Estou com zero hora de vôo – e riu
nervosinha, coitada.
Depois pediu que eu me sentasse ao seu lado, pois me achava muito calmo e isto iria fazer-lhe
bem. Lá se ia a oportunidade de ler o romance policial que eu comprara no aeroporto, para me distrair
na viagem. Suspirei e fiz o “bacana” respondendo que estava às suas ordens.
Madama entrou no avião sobraçando um monte de embrulhos, que segurava desajeitadamente.
Gorda como era, custou a se encaixar na poltrona e a arrumar todos aqueles pacotes. Depois não sabia
como amarrar o cinto e eu tive que realizar essa operação em sua farta cintura.
Afinal estava ali pronta para viajar. Os outros passageiros estavam já se divertindo às minhas
custas, a zombar do meu embaraço ante as perguntas que aquela senhora me fazia aos berros, como
se estivesse em sua casa, entre pessoas íntimas. A coisa foi ficando ridícula.
– Para que esse saquinho aqui? – foi a pergunta que fez, num tom de voz que parecia que ela
estava no Rio e eu em São Paulo.
– É para a senhora usar em caso de necessidade – respondi baixinho.
Tenho certeza de que ninguém ouviu minha resposta, mas todos adivinharam qual foi, porque ela
arregalou os olhos e exclamou:
– Uai... as necessidades neste saquinho? No avião não tem banheiro?
Alguns passageiros riram, outros – por fineza – fingiram ignorar o lamentável equívoco da
incômoda passageira de primeira viagem. Mas ela era um azougue (embora com tantas carnes
parecesse um açougue) e não parava de badalar. Olhava para trás, olhava para cima, mexia na poltrona
e quase levou um tombo, quando puxou a alavanca e empurrou o encosto com força, caindo para trás e
esparramando embrulhos para todos os lados.
O comandante já esquentara os motores e a aeronave estava parada, esperando ordens para
ganhar a pista de decolagem. Percebi que minha vizinha de banco apertava os olhos e lia qualquer
coisa. Logo veio a pergunta:
– Quem é essa tal de emergência que tem uma porta só para ela?
Expliquei que emergência não era ninguém, a porta é que era de emergência, isto é, em caso de
necessidade, saía-se por ela.
Madama sossegou e os outros passageiros já estavam conformados com o término do “show”.
Mesmo os que mais se divertiam com ele resolveram abrir os jornais, revistas ou se acomodarem para
tirar uma pestana durante a viagem.
Foi quando madama deu o último vexame. Olhou pela janela (ela pedira para ficar do lado da
janela para ver a paisagem) e gritou:
– Puxa vida!!!
Todos olharam para ela, inclusive eu. Madama apontou para a janela e disse:
– Olha lá embaixo.
Eu olhei. E ela acrescentou: – Como nós estamos voando alto, moço. Olha só... o pessoal lá
embaixo até parece formiga.
Suspirei e lasquei:
– Minha senhora, aquilo são formigas mesmo. O avião ainda não levantou voo.
(Preta, Stanislaw Ponte. Garoto linha dura. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1975)
Então, vamos à compreensão leitora... responda as questões.
1. Um conto de humor visa o riso. O conto lido pode ser considerado de humor por quê?
2. O que significa a expressão “suspirei e fiz o bacana”?
3. Transcreva do conto expressões que comprove “vexames” dados pela senhora no decorrer do texto.
4. Quando o moço afirma “Suspirei e fiz de educado respondendo que estava às suas ordens”. O que os
suspiros demonstram nesta passagem?
5. O autor inicia o conto com a afirmação da senhora: “O senhor sabe? É a primeira vez que eu viajo de
avião. Estou com zero hora de voo.” a. Ela lamenta esse fato? Justifique sua resposta.
6. “Depois pediu que eu me sentasse ao seu lado, pois me achava muito calmo e isto iria fazer-lhe bem”.
Por meio dessa afirmação o que o narrador lamenta?
7. Por meio da leitura do conto que qualificações podemos atribuir à “estranha passageira”?
8. O conto “A estranha passageira” é escrito em primeira pessoa. Transcreva do texto uma expressão
que comprove essa afirmação.
9. Que outro título você daria para esse conto? 7
10. Discorra com suas palavras sobre o enredo do conto.
Mais uma leitura...
CONTINHO
Era uma vez um menino triste, magro e barrigudinho, do sertão de Pernambuco. Na soalheira
danada de meio-dia, ele estava sentado na poeira do caminho, imaginando bobagem, quando passou
um gordo vigário a cavalo:
_ Você aí, menino, para onde vai essa estrada?
_ Ela não vai não: nós é que vamos nela.
_ Engraçadinho duma figa! Como se chama?
_ Eu não me chamo não, os outros é que me chamam de Zé.
(Paulo Mendes Campos. Crônica 1. São Paulo: Ática, 2002.p.76)
A partir da leitura do “Continho” de Paulo Mendes Campos, responda...
1. Caracterize de acordo com o conto acima os personagens do texto.
2. Diante da primeira resposta do menino ao vigário, como você imagina que ele se sentiu?
3. Em seguida o que o vigário fala para o menino e que pergunta lhe faz então?
4. E o que o garoto responde ao vigário?
5. Pela leitura do texto que características você atribui ao menino?
6. Por meio da expressão “Engraçadinho duma figa” dirigida ao garoto, o que o vigário demonstra em
sua fala?
7. Em que consiste o humor do conto lido?
_________________________________________________________________________________
Produção textual:
Pensando sobre a situação inusitada e o desfecho cômico do pequeno texto acima, produza a partir
dele um novo conto dando um final diferente para o mesmo.

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  • 1. PREFEITURA MUNICIPAL DE TAUBATÉ SECRETARIA DE EDUCAÇÃO PROGRAMA ESCOLA SEM MUROS LÍNGUA PORTUGUESA ENSINO MÉDIO Componente curricular: Língua Portuguesa Ano: 1º ano – Ensino Médio Objeto de conhecimento: Leitura e Produção de texto de “narrar”: conto de humor Habilidade: Identificar e aplicar os elementos da narrativa, utilizando-os para instigar e divertir o leitor da sua produção.
  • 2. CONTO DE HUMOR Vamos pensar um pouco... Você conhece alguma anedota? Além de anedotas, há outros textos que provocam o riso e o humor? Por exemplo, crônicas, programas de televisão e contos, que é o que iremos trabalhar. Comente sobre isso baseado na sua experiência de leitor. O que é um conto? O termo “conto” deriva do vocábulo latino commentu(m) e significa invenção, ficção. Escrito em prosa, geralmente narrado em 3ª pessoa, com linguagem direta, objetiva, de fácil compreensão para o leitor. O conto é uma forma de visualizar a realidade contemporânea por meio de um olhar literário. No conto de humor, é fundamental o duplo sentido, para causar emoção e suspense. Que contos você já leu ou ouviu e achou engraçado?
  • 3. Agora, vamos ler... "A estranha passageira", de Stanislaw Ponte Preta A ESTRANHA PASSAGEIRA – O senhor sabe? É a primeira vez que eu viajo de avião. Estou com zero hora de vôo – e riu nervosinha, coitada. Depois pediu que eu me sentasse ao seu lado, pois me achava muito calmo e isto iria fazer-lhe bem. Lá se ia a oportunidade de ler o romance policial que eu comprara no aeroporto, para me distrair na viagem. Suspirei e fiz o “bacana” respondendo que estava às suas ordens. Madama entrou no avião sobraçando um monte de embrulhos, que segurava desajeitadamente. Gorda como era, custou a se encaixar na poltrona e a arrumar todos aqueles pacotes. Depois não sabia como amarrar o cinto e eu tive que realizar essa operação em sua farta cintura. Afinal estava ali pronta para viajar. Os outros passageiros estavam já se divertindo às minhas custas, a zombar do meu embaraço ante as perguntas que aquela senhora me fazia aos berros, como se estivesse em sua casa, entre pessoas íntimas. A coisa foi ficando ridícula. – Para que esse saquinho aqui? – foi a pergunta que fez, num tom de voz que parecia que ela estava no Rio e eu em São Paulo. – É para a senhora usar em caso de necessidade – respondi baixinho. Tenho certeza de que ninguém ouviu minha resposta, mas todos adivinharam qual foi, porque ela arregalou os olhos e exclamou: – Uai... as necessidades neste saquinho? No avião não tem banheiro? Alguns passageiros riram, outros – por fineza – fingiram ignorar o lamentável equívoco da incômoda passageira de primeira viagem. Mas ela era um azougue (embora com tantas carnes parecesse um açougue) e não parava de badalar. Olhava para trás, olhava para cima, mexia na poltrona e quase levou um tombo, quando puxou a alavanca e empurrou o encosto com força, caindo para trás e esparramando embrulhos para todos os lados.
  • 4. O comandante já esquentara os motores e a aeronave estava parada, esperando ordens para ganhar a pista de decolagem. Percebi que minha vizinha de banco apertava os olhos e lia qualquer coisa. Logo veio a pergunta: – Quem é essa tal de emergência que tem uma porta só para ela? Expliquei que emergência não era ninguém, a porta é que era de emergência, isto é, em caso de necessidade, saía-se por ela. Madama sossegou e os outros passageiros já estavam conformados com o término do “show”. Mesmo os que mais se divertiam com ele resolveram abrir os jornais, revistas ou se acomodarem para tirar uma pestana durante a viagem. Foi quando madama deu o último vexame. Olhou pela janela (ela pedira para ficar do lado da janela para ver a paisagem) e gritou: – Puxa vida!!! Todos olharam para ela, inclusive eu. Madama apontou para a janela e disse: – Olha lá embaixo. Eu olhei. E ela acrescentou: – Como nós estamos voando alto, moço. Olha só... o pessoal lá embaixo até parece formiga. Suspirei e lasquei: – Minha senhora, aquilo são formigas mesmo. O avião ainda não levantou voo. (Preta, Stanislaw Ponte. Garoto linha dura. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1975)
  • 5. Então, vamos à compreensão leitora... responda as questões. 1. Um conto de humor visa o riso. O conto lido pode ser considerado de humor por quê? 2. O que significa a expressão “suspirei e fiz o bacana”? 3. Transcreva do conto expressões que comprove “vexames” dados pela senhora no decorrer do texto. 4. Quando o moço afirma “Suspirei e fiz de educado respondendo que estava às suas ordens”. O que os suspiros demonstram nesta passagem? 5. O autor inicia o conto com a afirmação da senhora: “O senhor sabe? É a primeira vez que eu viajo de avião. Estou com zero hora de voo.” a. Ela lamenta esse fato? Justifique sua resposta. 6. “Depois pediu que eu me sentasse ao seu lado, pois me achava muito calmo e isto iria fazer-lhe bem”. Por meio dessa afirmação o que o narrador lamenta? 7. Por meio da leitura do conto que qualificações podemos atribuir à “estranha passageira”? 8. O conto “A estranha passageira” é escrito em primeira pessoa. Transcreva do texto uma expressão que comprove essa afirmação. 9. Que outro título você daria para esse conto? 7 10. Discorra com suas palavras sobre o enredo do conto.
  • 6. Mais uma leitura... CONTINHO Era uma vez um menino triste, magro e barrigudinho, do sertão de Pernambuco. Na soalheira danada de meio-dia, ele estava sentado na poeira do caminho, imaginando bobagem, quando passou um gordo vigário a cavalo: _ Você aí, menino, para onde vai essa estrada? _ Ela não vai não: nós é que vamos nela. _ Engraçadinho duma figa! Como se chama? _ Eu não me chamo não, os outros é que me chamam de Zé. (Paulo Mendes Campos. Crônica 1. São Paulo: Ática, 2002.p.76)
  • 7. A partir da leitura do “Continho” de Paulo Mendes Campos, responda... 1. Caracterize de acordo com o conto acima os personagens do texto. 2. Diante da primeira resposta do menino ao vigário, como você imagina que ele se sentiu? 3. Em seguida o que o vigário fala para o menino e que pergunta lhe faz então? 4. E o que o garoto responde ao vigário? 5. Pela leitura do texto que características você atribui ao menino? 6. Por meio da expressão “Engraçadinho duma figa” dirigida ao garoto, o que o vigário demonstra em sua fala? 7. Em que consiste o humor do conto lido? _________________________________________________________________________________ Produção textual: Pensando sobre a situação inusitada e o desfecho cômico do pequeno texto acima, produza a partir dele um novo conto dando um final diferente para o mesmo.