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Ana Carolina Polo da Cruz Felício
Sônia Sara de Oliveira Gomes

ANÁLISE DO CONTO
“UM APÓLOGO”, DE MACHADO DE ASSIS
RECURSOS EXPRESSIVOS E CONTEÚDO TEMÁTICO

Universidade Paulista – UNIP
Ana Carolina Polo da Cruz Felício
Sônia Sara de Oliveira Gomes

ANÁLISE DO CONTO
“UM APÓLOGO”, DE MACHADO DE ASSIS
RECURSOS EXPRESSIVOS E CONTEÚDO TEMÁTICO
Trabalho de atividade acadêmica com o intuito de elaborar e desenvolver
uma análise do conto “Um Apólogo”, escrito por Machado de Assis,
bem como observar os recursos expressivos e o conteúdo temático
no qual a obra foi composta. Orientadora: Professora Sueli B. Salles
Disciplina: Teoria Literária Curso: Letras Turma: LL2A02
São Paulo – 2013
SUMÁRIO
APRESENTAÇÃO...............................................................................................................................1
CONTO “UM APÓLOGO”, DE MACHADO DE ASSIS..................................................................2
CONTEXTO DE OBRA......................................................................................................................4

FOCO NARRATIVO........................................................................................................................5
PERSONAGENS...............................................................................................................................6
ENREDO............................................................................................................................................7
TEMPO.............................................................................................................................................10
ESPAÇO...........................................................................................................................................11
CONSIDERAÇÕES FINAIS.........................................................................................................12
BIBLIOGRAFIA.............................................................................................................................13
APRESENTAÇÃO
Este trabalho tem como intuito analisar o conto “Um Apólogo” de Machado de Assis que conta a
história da agulha e da linha e que ambas disputam pra ver quem é a melhor, tendo também uma
individualidade, pois nenhuma admite que precisa da outra.
Esse conto bastante popular acaba sendo uma comparação com a vida real, com o objetivo de
mostrar como o ser humano é individualista, competitivo, soberbo e racional.
A partir de estudos de narração ficcional, estabelecemos tópicos para a análise literária do conto,
observando o contexto, o foco narrativo, os personagens envolvidos na trama, o enredo, o espaço e
o tempo.
UM APÓLOGO
MACHADO DE ASSIS
Era uma vez uma agulha, que disse a um novelo de linha:
— Por que está você com esse ar, toda cheia de si, toda enrolada, para fingir que vale alguma cousa
neste mundo?
— Deixe-me, senhora.
— Que a deixe? Que a deixe, por quê? Porque lhe digo que está com um ar insuportável? Repito
que sim, e falarei sempre que me der na cabeça.
— Que cabeça, senhora? A senhora não é alfinete, é agulha. Agulha não tem cabeça. Que lhe
importa o meu ar? Cada qual tem o ar que Deus lhe deu. Importe-se com a sua vida e deixe a dos
outros.
— Mas você é orgulhosa.
— Decerto que sou.
— Mas por quê?
— É boa! Porque coso. Então os vestidos e enfeites de nossa ama, quem é que os cose, senão eu?
— Você? Esta agora é melhor. Você é que os cose? Você ignora que quem os cose sou eu e muito
eu?
— Você fura o pano, nada mais; eu é que coso, prendo um pedaço ao outro, dou feição aos
babados...
— Sim, mas que vale isso? Eu é que furo o pano, vou adiante, puxando por você, que vem atrás
obedecendo ao que eu faço e mando...
— Também os batedores vão adiante do imperador.
— Você é imperador?
— Não digo isso. Mas a verdade é que você faz um papel subalterno, indo adiante; vai só
mostrando o caminho, vai fazendo o trabalho obscuro e ínfimo. Eu é que prendo, ligo, ajunto...
Estavam nisto, quando a costureira chegou à casa da baronesa. Não sei se disse que isto se passava
em casa de uma baronesa, que tinha a modista ao pé de si, para não andar atrás dela. Chegou a
costureira, pegou do pano, pegou da agulha, pegou da linha, enfiou a linha na agulha, e entrou a
coser. Uma e outra iam andando orgulhosas, pelo pano adiante, que era a melhor das sedas, entre os
dedos da costureira, ágeis como os galgos de Diana — para dar a isto uma cor poética. E dizia a
agulha:
— Então, senhora linha, ainda teima no que dizia há pouco? Não repara que esta distinta costureira
só se importa comigo; eu é que vou aqui entre os dedos dela, unidinha a eles, furando abaixo e
acima...
A linha não respondia; ia andando. Buraco aberto pela agulha era logo enchido por ela, silenciosa e
ativa, como quem sabe o que faz, e não está para ouvir palavras loucas. A agulha, vendo que ela não
lhe dava resposta, calou-se também, e foi andando. E era tudo silêncio na saleta de costura; não se
ouvia mais que o plic-plic-plic-plic da agulha no pano. Caindo o sol, a costureira dobrou a costura,
para o dia seguinte. Continuou ainda nessa e no outro, até que no quarto acabou a obra, e ficou
esperando o baile.
Veio a noite do baile, e a baronesa vestiu-se. A costureira, que a ajudou a vestir-se, levava a agulha
espetada no corpinho, para dar algum ponto necessário. E enquanto compunha o vestido da bela
dama, e puxava de um lado ou outro, arregaçava daqui ou dali, alisando, abotoando, acolchetando, a
linha para mofar da agulha, perguntou-lhe:
— Ora, agora, diga-me, quem é que vai ao baile, no corpo da baronesa, fazendo parte do vestido e
da elegância? Quem é que vai dançar com ministros e diplomatas, enquanto você volta para a
caixinha da costureira, antes de ir para o balaio das mucamas? Vamos, diga lá.
Parece que a agulha não disse nada; mas um alfinete, de cabeça grande e não menor experiência,
murmurou à pobre agulha:
— Anda, aprende, tola. Cansas-te em abrir caminho para ela e ela é que vai gozar da vida, enquanto
aí ficas na caixinha de costura. Faze como eu, que não abro caminho para ninguém. Onde me
espetam, fico.
Contei esta história a um professor de melancolia, que me disse, abanando a cabeça:
— Também eu tenho servido de agulha a muita linha ordinária!
CONTEXTO DE OBRA
O conto “Um Apólogo” foi publicado em 1896, no livro “Vário Histórias”, uma coletânea dos
melhores contos de Machado de Assis.
O conto narra uma pequena história de vaidade entre uma agulha e uma linha, cada uma querendo
mostrar sua superioridade sobre a outra, na função de confeccionar um vestido para a baronesa ir ao
baile.
Na época em que foi publicado, o Brasil estava num novo período, com o fim da escravidão (1888),
a proclamação da República (1889), o início da economia cafeeira (1840) e o trabalho imigrante
europeu (1870).
Dentre outras obras, Joaquim Maria Machado de Assis – ou simplesmente, Machado de Assis,
pertenceu ao período literário que conhecemos como Realismo, cuja característica principal é a
busca da objetividade na literatura, em oposição aos românticos (Romantismo). Machado de Assis
se preocupava em analisar e criticar os valores da sociedade.
FOCO NARRATIVO
O foco narrativo é a perspectiva por meio da qual o narrador opta para relatar os acontecimentos da
história.
No conto “Um Apólogo”, temos o narrador observador em terceira pessoa, que não participa da
história, se limitando apenas a narrar os fatos na medida em que eles acontecem.
Logo no início do conto, já podemos observar vestígios do narrador-observador, no primeiro
parágrafo:
Era uma vez uma agulha, que disse a um novelo de linha.
Entretanto, mais adiante, encontraremos um narrador personagem-intruso no décimo sexto
parágrafo, concluindo que todos os fatos narrados eram fruto da memória do narrador:
Não sei se disse que isto se passava em casa de uma baronesa.
E no vigésimo terceiro parágrafo retoma a presença do narrador-intruso:
Contei esta história a um professor de melancolia (...).
PERSONAGENS
Os personagens são aqueles que praticam as ações narradas. Neste âmbito, podemos distinguir
protagonista de antagonista, os principais e os secundários, pessoas ou não.
No conto, temos dois personagens principais que são a agulha e a linha, pois elas são citadas logo
no primeiro parágrafo e são bem destacadas na história, afinal, o conto é sobre elas. As personagens
principais são antagonistas – uma em relação à outra, pois se opõem a todo instante, discutindo por
vaidade, por orgulho.
E os demais personagens são secundários, o alfinete, o professor de melancolia, a costureira, a
baronesa e a modista, pois não são tão destacados quanto a linha e a agulha.
ENREDO
O enredo é a sequência de acontecimentos de uma narrativa de ficção, ou seja, é o conteúdo que
será construído no decorrer do texto. Além disso, o enredo, também chamado de trama, está
diretamente ligado às personagens, como foi definido claramente por Antônio Cândido*:
O enredo existe através dos personagens; as personagens vivem do enredo. Enredo e personagem
exprimem, ligados, os intuitos do romance, a visão da vida que decorre dele, os significados e
valores que o animam.
O enredo pode ser dividido em quatro etapas.
A primeira etapa é a Apresentação, no qual o narrador apresenta uma situação inicial, as
personagens, suas características e em determinados textos, o tempo e o espaço em que a história
ocorre. Em outras palavras, é o momento em que o narrador situa o leitor, para que este tenha
informações suficientes a fim de compreender a história que começará a ler. O conto “Um
Apólogo”, inicia-se com o diálogo das personagens principais, a agulha e a linha, que estão
discutindo e argumentando sobre a relevância dos papéis de ambas:
Era uma vez uma agulha, que disse a um novelo de linha:
— Por que está você com esse ar, toda cheia de si, toda enrolada, para fingir que vale alguma
cousa neste mundo?
— Deixe-me, senhora.
— Que a deixe? Que a deixe, por quê? Porque lhe digo que está com um ar insuportável? Repito
que sim, e falarei sempre que me der na cabeça.
— Que cabeça, senhora? A senhora não é alfinete, é agulha. Agulha não tem cabeça. Que lhe
importa o meu ar? Cada qual tem o ar que Deus lhe deu. Importe-se com a sua vida e deixe a dos
outros.
— Mas você é orgulhosa.
— Decerto que sou.
O espaço e o tempo em que a narrativa ocorre serão apresentados ao leitor mais adiante:
Estavam nisto, quando a costureira chegou à casa da baronesa. Não sei se disse que isto se
passava em casa de uma baronesa, que tinha a modista ao pé de si, para não andar atrás dela.
Chegou a costureira, pegou do pano, pegou da agulha, pegou da linha, enfiou a linha na agulha, e
entrou a coser.
A segunda etapa é a Complicação, também conhecida como Desenvolvimento, no qual os conflitos
começam a surgir, rompendo com a Apresentação, para dar início às ações que conduzirão a
narrativa à terceira etapa, o Clímax. O momento em que a Complicação ocorre, é justamente
quando está prestes a chegar a noite do baile no qual a baronesa comparecerá, no qual agulha e
linha trabalham silenciosamente, após uma longa discussão sobre a importância de cada uma na
preparação do vestido:
A linha não respondia; ia andando. Buraco aberto pela agulha era logo enchido por ela, silenciosa
e ativa, como quem sabe o que faz, e não está para ouvir palavras loucas. A agulha, vendo que ela
não lhe dava resposta, calou-se também, e foi andando. E era tudo silêncio na saleta de costura;
não se ouvia mais que o plic-plic-plic-plic da agulha no pano. Caindo o sol, a costureira dobrou a
costura, para o dia seguinte. Continuou ainda nessa e no outro, até que no quarto acabou a obra, e
ficou esperando o baile.
A terceira etapa é conhecida como Clímax, que é o ponto mais alto da história, o momento em que o
conflito chega ao seu limite. Costuma ser situado no final da narrativa, e no conto “Um Apólogo”,
não poderia ser diferente. Finalmente, a noite do baile chegou e a linha “cutuca” mais uma vez a
agulha, exibindo-se toda orgulhosa, pois irá ao baile no vestido da baronesa, enquanto que a agulha
será guardada numa caixinha de costura:
Veio a noite do baile, e a baronesa vestiu-se. A costureira, que a ajudou a vestir-se, levava a agulha
espetada no corpinho, para dar algum ponto necessário. E enquanto compunha o vestido da bela
dama, e puxava de um lado ou outro, arregaçava daqui ou dali, alisando, abotoando,
acolchetando, a linha para mofar da agulha, perguntou-lhe:
— Ora, agora, diga-me, quem é que vai ao baile, no corpo da baronesa, fazendo parte do vestido e
da elegância? Quem é que vai dançar com ministros e diplomatas, enquanto você volta para a
caixinha da costureira, antes de ir para o balaio das mucamas? Vamos, diga lá.
E por fim, temos o Desfecho, que corresponde à situação final da trama, a solução dos conflitos. Na
narrativa, esta quarta etapa pode ser surpreendente, feliz, trágico, cômico, ente outros. O
encerramento do conto “Um Apólogo” é o momento em que o alfinete, vendo toda a cena, vira-se
para agulha e lhe diz para aprender, pois enquanto ela abre o caminho, quem goza da vida é a linha,
encerrando por fim, com o próprio narrador (agora personagem), que extrai uma frase dita pelo seu
professor de melancolia:
Parece que a agulha não disse nada; mas um alfinete, de cabeça grande e não menor experiência,
murmurou à pobre agulha:
— Anda, aprende, tola. Cansas-te em abrir caminho para ela e ela é que vai gozar da vida,
enquanto aí ficas na caixinha de costura. Faze como eu, que não abro caminho para ninguém.
Onde me espetam, fico.
Contei esta história a um professor de melancolia, que me disse, abanando a cabeça:
— Também eu tenho servido de agulha a muita linha ordinária!
*[CANDIDO, Antonio. A personagem de ficção. São Paulo: Perspectiva, 1987. p. 534).
TEMPO
No contexto da narrativa, o Tempo é período no qual decorre o percurso cronológico ou psicológico
que vai desde o início até o final da história. No conto, o tempo costuma ser mais curto – se for
comparado ao romance ou à novela.
Como dito, na narrativa podemos encontrar tanto o tempo cronológico como o psicológico, sendo
este o tempo que transcorre no interior das personagens, sem responder a uma ordem cronológica,
mas sim, que reflete a subjetividade de sua imaginação, e aquele, marcado pelo relógio, objetivo,
definido.
No conto “Um Apólogo”, há o encontro de ambos os tempos. O cronológico destaca-se na
passagem em que o narrador relata que o vestido da personagem ficou pronto em quatro dias:
Caindo o sol, a costureira dobrou a costura, para o dia seguinte. Continuou ainda nessa e no
outro, até que no quarto acabou a obra, e ficou esperando o baile.
Já o tempo psicológico aparece no final do texto, quando o leitor se dá conta de que toda a narrativa
se passou na memória do agora narrador personagem, que estava contando a história a um professor
de melancolia:
Contei esta história a um professor de melancolia, que me disse, abanando a cabeça:
— Também eu tenho servido de agulha a muita linha ordinária!
ESPAÇO
Na perspectiva da narrativa, o Espaço é o lugar físico onde as personagens circulam, onde as ações
são realizadas, ou em outras palavras, é a ambientação da história.
No conto “Um Apólogo”, não há vestígios de uma ambientação detalhada, mas o narrador nos dá o
lugar físico em que as cenas de discussões entre a agulha e a linha ocorrem, a casa da baronesa:
Não sei se disse que isto se passava em casa de uma baronesa, que tinha a modista ao pé de si,
para não andar atrás dela.
Podemos concluir que se trata de uma casa aristocrata, por pertencer a uma baronesa – que
provavelmente tinha muitos empregados e que não saía de casa, a modista e a costureira que iam até
ela para preparar as vestimentas do baile.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Após a leitura e análise do conto “Um Apólogo”, de Machado de Assis, podemos concluir que a
agulha e a linha incorporam atos humanos, como o orgulho, a vaidade, a prepotência, entre outros, a
fim de mostrar que uma é mais importante que a outra.
Podemos observar também que metaforicamente, a linha leva toda a glória e reconhecimento do
trabalho pesado da agulha, como o alfinete descreve:
Parece que a agulha não disse nada; mas um alfinete, de cabeça grande e não menor experiência,
murmurou à pobre agulha:
— Anda, aprende, tola. Cansas-te em abrir caminho para ela e ela é que vai gozar da vida,
enquanto aí ficas na caixinha de costura. Faze como eu, que não abro caminho para ninguém.
Onde me espetam, fico.
E por fim, temos a aparição do professor de melancolia, que representa no conto as pessoas que
também são usadas, que não são reconhecidas:
Contei esta história a um professor de melancolia, que me disse, abanando a cabeça:
— Também eu tenho servido de agulha a muita linha ordinária!
Mais uma vez, Machado de Assis nos surpreende com sua obra e com a sua sagacidade em escrever
um conto que transmite os valores de uma sociedade orgulhosa, representada por simples
personagens, a linha e a agulha.
BIBLIOGRAFIA
Livros:
ASSIS, Machado de. Contos. São Paulo: Ciranda Cultural, 2010.
CEREJA, William Roberto; MAGALHÃES, Thereza Cochar. Português Linguagens 3. 6 ed. São
Paulo: Atual, 2008.
Sites:
Vestibulando Web
http://www.vestibulandoweb.com.br/portugues/portugues-esse-este-aquele.asp consultado no dia
29/10 às 14:30;
Recanto das Letras
http://www.recantodasletras.com.br/teorialiteraria/1616518 consultado no dia 29/10 às 14:42;
Portal Educação
http://www.portaleducacao.com.br/educacao/artigos/34413/o-espaco-da-narrativa consultado no dia
29/10 às 14:51.
Brasil Escola
http://www.brasilescola.com/historiab/a-chegada-dos-imigrantes.htm consultado no dia 29/10 às
17:34.
O Blog da Redação
http://oblogderedacao.blogspot.com.br/2012/08/uma-breve-analise-redacional-de-um.html
consultado no dia 29/10 às 17:42.

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Análise do conto Um Apólogo

  • 1. Ana Carolina Polo da Cruz Felício Sônia Sara de Oliveira Gomes ANÁLISE DO CONTO “UM APÓLOGO”, DE MACHADO DE ASSIS RECURSOS EXPRESSIVOS E CONTEÚDO TEMÁTICO Universidade Paulista – UNIP
  • 2. Ana Carolina Polo da Cruz Felício Sônia Sara de Oliveira Gomes ANÁLISE DO CONTO “UM APÓLOGO”, DE MACHADO DE ASSIS RECURSOS EXPRESSIVOS E CONTEÚDO TEMÁTICO Trabalho de atividade acadêmica com o intuito de elaborar e desenvolver uma análise do conto “Um Apólogo”, escrito por Machado de Assis, bem como observar os recursos expressivos e o conteúdo temático no qual a obra foi composta. Orientadora: Professora Sueli B. Salles Disciplina: Teoria Literária Curso: Letras Turma: LL2A02
  • 3. São Paulo – 2013 SUMÁRIO APRESENTAÇÃO...............................................................................................................................1 CONTO “UM APÓLOGO”, DE MACHADO DE ASSIS..................................................................2 CONTEXTO DE OBRA......................................................................................................................4 FOCO NARRATIVO........................................................................................................................5 PERSONAGENS...............................................................................................................................6 ENREDO............................................................................................................................................7 TEMPO.............................................................................................................................................10 ESPAÇO...........................................................................................................................................11 CONSIDERAÇÕES FINAIS.........................................................................................................12 BIBLIOGRAFIA.............................................................................................................................13
  • 4. APRESENTAÇÃO Este trabalho tem como intuito analisar o conto “Um Apólogo” de Machado de Assis que conta a história da agulha e da linha e que ambas disputam pra ver quem é a melhor, tendo também uma individualidade, pois nenhuma admite que precisa da outra. Esse conto bastante popular acaba sendo uma comparação com a vida real, com o objetivo de mostrar como o ser humano é individualista, competitivo, soberbo e racional. A partir de estudos de narração ficcional, estabelecemos tópicos para a análise literária do conto, observando o contexto, o foco narrativo, os personagens envolvidos na trama, o enredo, o espaço e o tempo.
  • 5. UM APÓLOGO MACHADO DE ASSIS Era uma vez uma agulha, que disse a um novelo de linha: — Por que está você com esse ar, toda cheia de si, toda enrolada, para fingir que vale alguma cousa neste mundo? — Deixe-me, senhora. — Que a deixe? Que a deixe, por quê? Porque lhe digo que está com um ar insuportável? Repito que sim, e falarei sempre que me der na cabeça. — Que cabeça, senhora? A senhora não é alfinete, é agulha. Agulha não tem cabeça. Que lhe importa o meu ar? Cada qual tem o ar que Deus lhe deu. Importe-se com a sua vida e deixe a dos outros. — Mas você é orgulhosa. — Decerto que sou. — Mas por quê? — É boa! Porque coso. Então os vestidos e enfeites de nossa ama, quem é que os cose, senão eu? — Você? Esta agora é melhor. Você é que os cose? Você ignora que quem os cose sou eu e muito eu? — Você fura o pano, nada mais; eu é que coso, prendo um pedaço ao outro, dou feição aos babados... — Sim, mas que vale isso? Eu é que furo o pano, vou adiante, puxando por você, que vem atrás obedecendo ao que eu faço e mando... — Também os batedores vão adiante do imperador. — Você é imperador?
  • 6. — Não digo isso. Mas a verdade é que você faz um papel subalterno, indo adiante; vai só mostrando o caminho, vai fazendo o trabalho obscuro e ínfimo. Eu é que prendo, ligo, ajunto... Estavam nisto, quando a costureira chegou à casa da baronesa. Não sei se disse que isto se passava em casa de uma baronesa, que tinha a modista ao pé de si, para não andar atrás dela. Chegou a costureira, pegou do pano, pegou da agulha, pegou da linha, enfiou a linha na agulha, e entrou a coser. Uma e outra iam andando orgulhosas, pelo pano adiante, que era a melhor das sedas, entre os dedos da costureira, ágeis como os galgos de Diana — para dar a isto uma cor poética. E dizia a agulha: — Então, senhora linha, ainda teima no que dizia há pouco? Não repara que esta distinta costureira só se importa comigo; eu é que vou aqui entre os dedos dela, unidinha a eles, furando abaixo e acima... A linha não respondia; ia andando. Buraco aberto pela agulha era logo enchido por ela, silenciosa e ativa, como quem sabe o que faz, e não está para ouvir palavras loucas. A agulha, vendo que ela não lhe dava resposta, calou-se também, e foi andando. E era tudo silêncio na saleta de costura; não se ouvia mais que o plic-plic-plic-plic da agulha no pano. Caindo o sol, a costureira dobrou a costura, para o dia seguinte. Continuou ainda nessa e no outro, até que no quarto acabou a obra, e ficou esperando o baile. Veio a noite do baile, e a baronesa vestiu-se. A costureira, que a ajudou a vestir-se, levava a agulha espetada no corpinho, para dar algum ponto necessário. E enquanto compunha o vestido da bela dama, e puxava de um lado ou outro, arregaçava daqui ou dali, alisando, abotoando, acolchetando, a linha para mofar da agulha, perguntou-lhe: — Ora, agora, diga-me, quem é que vai ao baile, no corpo da baronesa, fazendo parte do vestido e da elegância? Quem é que vai dançar com ministros e diplomatas, enquanto você volta para a caixinha da costureira, antes de ir para o balaio das mucamas? Vamos, diga lá. Parece que a agulha não disse nada; mas um alfinete, de cabeça grande e não menor experiência, murmurou à pobre agulha: — Anda, aprende, tola. Cansas-te em abrir caminho para ela e ela é que vai gozar da vida, enquanto aí ficas na caixinha de costura. Faze como eu, que não abro caminho para ninguém. Onde me espetam, fico. Contei esta história a um professor de melancolia, que me disse, abanando a cabeça:
  • 7. — Também eu tenho servido de agulha a muita linha ordinária! CONTEXTO DE OBRA O conto “Um Apólogo” foi publicado em 1896, no livro “Vário Histórias”, uma coletânea dos melhores contos de Machado de Assis. O conto narra uma pequena história de vaidade entre uma agulha e uma linha, cada uma querendo mostrar sua superioridade sobre a outra, na função de confeccionar um vestido para a baronesa ir ao baile. Na época em que foi publicado, o Brasil estava num novo período, com o fim da escravidão (1888), a proclamação da República (1889), o início da economia cafeeira (1840) e o trabalho imigrante europeu (1870). Dentre outras obras, Joaquim Maria Machado de Assis – ou simplesmente, Machado de Assis, pertenceu ao período literário que conhecemos como Realismo, cuja característica principal é a busca da objetividade na literatura, em oposição aos românticos (Romantismo). Machado de Assis se preocupava em analisar e criticar os valores da sociedade.
  • 8. FOCO NARRATIVO O foco narrativo é a perspectiva por meio da qual o narrador opta para relatar os acontecimentos da história. No conto “Um Apólogo”, temos o narrador observador em terceira pessoa, que não participa da história, se limitando apenas a narrar os fatos na medida em que eles acontecem. Logo no início do conto, já podemos observar vestígios do narrador-observador, no primeiro parágrafo: Era uma vez uma agulha, que disse a um novelo de linha. Entretanto, mais adiante, encontraremos um narrador personagem-intruso no décimo sexto parágrafo, concluindo que todos os fatos narrados eram fruto da memória do narrador: Não sei se disse que isto se passava em casa de uma baronesa. E no vigésimo terceiro parágrafo retoma a presença do narrador-intruso: Contei esta história a um professor de melancolia (...).
  • 9. PERSONAGENS Os personagens são aqueles que praticam as ações narradas. Neste âmbito, podemos distinguir protagonista de antagonista, os principais e os secundários, pessoas ou não. No conto, temos dois personagens principais que são a agulha e a linha, pois elas são citadas logo no primeiro parágrafo e são bem destacadas na história, afinal, o conto é sobre elas. As personagens principais são antagonistas – uma em relação à outra, pois se opõem a todo instante, discutindo por vaidade, por orgulho. E os demais personagens são secundários, o alfinete, o professor de melancolia, a costureira, a baronesa e a modista, pois não são tão destacados quanto a linha e a agulha.
  • 10. ENREDO O enredo é a sequência de acontecimentos de uma narrativa de ficção, ou seja, é o conteúdo que será construído no decorrer do texto. Além disso, o enredo, também chamado de trama, está diretamente ligado às personagens, como foi definido claramente por Antônio Cândido*: O enredo existe através dos personagens; as personagens vivem do enredo. Enredo e personagem exprimem, ligados, os intuitos do romance, a visão da vida que decorre dele, os significados e valores que o animam. O enredo pode ser dividido em quatro etapas. A primeira etapa é a Apresentação, no qual o narrador apresenta uma situação inicial, as personagens, suas características e em determinados textos, o tempo e o espaço em que a história ocorre. Em outras palavras, é o momento em que o narrador situa o leitor, para que este tenha informações suficientes a fim de compreender a história que começará a ler. O conto “Um Apólogo”, inicia-se com o diálogo das personagens principais, a agulha e a linha, que estão discutindo e argumentando sobre a relevância dos papéis de ambas: Era uma vez uma agulha, que disse a um novelo de linha: — Por que está você com esse ar, toda cheia de si, toda enrolada, para fingir que vale alguma cousa neste mundo? — Deixe-me, senhora. — Que a deixe? Que a deixe, por quê? Porque lhe digo que está com um ar insuportável? Repito que sim, e falarei sempre que me der na cabeça. — Que cabeça, senhora? A senhora não é alfinete, é agulha. Agulha não tem cabeça. Que lhe importa o meu ar? Cada qual tem o ar que Deus lhe deu. Importe-se com a sua vida e deixe a dos outros. — Mas você é orgulhosa.
  • 11. — Decerto que sou. O espaço e o tempo em que a narrativa ocorre serão apresentados ao leitor mais adiante: Estavam nisto, quando a costureira chegou à casa da baronesa. Não sei se disse que isto se passava em casa de uma baronesa, que tinha a modista ao pé de si, para não andar atrás dela. Chegou a costureira, pegou do pano, pegou da agulha, pegou da linha, enfiou a linha na agulha, e entrou a coser. A segunda etapa é a Complicação, também conhecida como Desenvolvimento, no qual os conflitos começam a surgir, rompendo com a Apresentação, para dar início às ações que conduzirão a narrativa à terceira etapa, o Clímax. O momento em que a Complicação ocorre, é justamente quando está prestes a chegar a noite do baile no qual a baronesa comparecerá, no qual agulha e linha trabalham silenciosamente, após uma longa discussão sobre a importância de cada uma na preparação do vestido: A linha não respondia; ia andando. Buraco aberto pela agulha era logo enchido por ela, silenciosa e ativa, como quem sabe o que faz, e não está para ouvir palavras loucas. A agulha, vendo que ela não lhe dava resposta, calou-se também, e foi andando. E era tudo silêncio na saleta de costura; não se ouvia mais que o plic-plic-plic-plic da agulha no pano. Caindo o sol, a costureira dobrou a costura, para o dia seguinte. Continuou ainda nessa e no outro, até que no quarto acabou a obra, e ficou esperando o baile. A terceira etapa é conhecida como Clímax, que é o ponto mais alto da história, o momento em que o conflito chega ao seu limite. Costuma ser situado no final da narrativa, e no conto “Um Apólogo”, não poderia ser diferente. Finalmente, a noite do baile chegou e a linha “cutuca” mais uma vez a agulha, exibindo-se toda orgulhosa, pois irá ao baile no vestido da baronesa, enquanto que a agulha será guardada numa caixinha de costura: Veio a noite do baile, e a baronesa vestiu-se. A costureira, que a ajudou a vestir-se, levava a agulha espetada no corpinho, para dar algum ponto necessário. E enquanto compunha o vestido da bela dama, e puxava de um lado ou outro, arregaçava daqui ou dali, alisando, abotoando, acolchetando, a linha para mofar da agulha, perguntou-lhe: — Ora, agora, diga-me, quem é que vai ao baile, no corpo da baronesa, fazendo parte do vestido e da elegância? Quem é que vai dançar com ministros e diplomatas, enquanto você volta para a caixinha da costureira, antes de ir para o balaio das mucamas? Vamos, diga lá.
  • 12. E por fim, temos o Desfecho, que corresponde à situação final da trama, a solução dos conflitos. Na narrativa, esta quarta etapa pode ser surpreendente, feliz, trágico, cômico, ente outros. O encerramento do conto “Um Apólogo” é o momento em que o alfinete, vendo toda a cena, vira-se para agulha e lhe diz para aprender, pois enquanto ela abre o caminho, quem goza da vida é a linha, encerrando por fim, com o próprio narrador (agora personagem), que extrai uma frase dita pelo seu professor de melancolia: Parece que a agulha não disse nada; mas um alfinete, de cabeça grande e não menor experiência, murmurou à pobre agulha: — Anda, aprende, tola. Cansas-te em abrir caminho para ela e ela é que vai gozar da vida, enquanto aí ficas na caixinha de costura. Faze como eu, que não abro caminho para ninguém. Onde me espetam, fico. Contei esta história a um professor de melancolia, que me disse, abanando a cabeça: — Também eu tenho servido de agulha a muita linha ordinária! *[CANDIDO, Antonio. A personagem de ficção. São Paulo: Perspectiva, 1987. p. 534).
  • 13. TEMPO No contexto da narrativa, o Tempo é período no qual decorre o percurso cronológico ou psicológico que vai desde o início até o final da história. No conto, o tempo costuma ser mais curto – se for comparado ao romance ou à novela. Como dito, na narrativa podemos encontrar tanto o tempo cronológico como o psicológico, sendo este o tempo que transcorre no interior das personagens, sem responder a uma ordem cronológica, mas sim, que reflete a subjetividade de sua imaginação, e aquele, marcado pelo relógio, objetivo, definido. No conto “Um Apólogo”, há o encontro de ambos os tempos. O cronológico destaca-se na passagem em que o narrador relata que o vestido da personagem ficou pronto em quatro dias: Caindo o sol, a costureira dobrou a costura, para o dia seguinte. Continuou ainda nessa e no outro, até que no quarto acabou a obra, e ficou esperando o baile. Já o tempo psicológico aparece no final do texto, quando o leitor se dá conta de que toda a narrativa se passou na memória do agora narrador personagem, que estava contando a história a um professor de melancolia: Contei esta história a um professor de melancolia, que me disse, abanando a cabeça: — Também eu tenho servido de agulha a muita linha ordinária!
  • 14. ESPAÇO Na perspectiva da narrativa, o Espaço é o lugar físico onde as personagens circulam, onde as ações são realizadas, ou em outras palavras, é a ambientação da história. No conto “Um Apólogo”, não há vestígios de uma ambientação detalhada, mas o narrador nos dá o lugar físico em que as cenas de discussões entre a agulha e a linha ocorrem, a casa da baronesa: Não sei se disse que isto se passava em casa de uma baronesa, que tinha a modista ao pé de si, para não andar atrás dela. Podemos concluir que se trata de uma casa aristocrata, por pertencer a uma baronesa – que provavelmente tinha muitos empregados e que não saía de casa, a modista e a costureira que iam até ela para preparar as vestimentas do baile.
  • 15. CONSIDERAÇÕES FINAIS Após a leitura e análise do conto “Um Apólogo”, de Machado de Assis, podemos concluir que a agulha e a linha incorporam atos humanos, como o orgulho, a vaidade, a prepotência, entre outros, a fim de mostrar que uma é mais importante que a outra. Podemos observar também que metaforicamente, a linha leva toda a glória e reconhecimento do trabalho pesado da agulha, como o alfinete descreve: Parece que a agulha não disse nada; mas um alfinete, de cabeça grande e não menor experiência, murmurou à pobre agulha: — Anda, aprende, tola. Cansas-te em abrir caminho para ela e ela é que vai gozar da vida, enquanto aí ficas na caixinha de costura. Faze como eu, que não abro caminho para ninguém. Onde me espetam, fico. E por fim, temos a aparição do professor de melancolia, que representa no conto as pessoas que também são usadas, que não são reconhecidas: Contei esta história a um professor de melancolia, que me disse, abanando a cabeça: — Também eu tenho servido de agulha a muita linha ordinária! Mais uma vez, Machado de Assis nos surpreende com sua obra e com a sua sagacidade em escrever um conto que transmite os valores de uma sociedade orgulhosa, representada por simples personagens, a linha e a agulha.
  • 16. BIBLIOGRAFIA Livros: ASSIS, Machado de. Contos. São Paulo: Ciranda Cultural, 2010. CEREJA, William Roberto; MAGALHÃES, Thereza Cochar. Português Linguagens 3. 6 ed. São Paulo: Atual, 2008. Sites: Vestibulando Web http://www.vestibulandoweb.com.br/portugues/portugues-esse-este-aquele.asp consultado no dia 29/10 às 14:30; Recanto das Letras http://www.recantodasletras.com.br/teorialiteraria/1616518 consultado no dia 29/10 às 14:42; Portal Educação http://www.portaleducacao.com.br/educacao/artigos/34413/o-espaco-da-narrativa consultado no dia 29/10 às 14:51. Brasil Escola http://www.brasilescola.com/historiab/a-chegada-dos-imigrantes.htm consultado no dia 29/10 às 17:34. O Blog da Redação