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SUA EMPRESA PODERÁ SER TÃO GRANDE
QUANTO A SUA AMBIÇÃO, MAS SERÁ TÃO
GRANDE QUANTO A SUA DISPOSIÇÃO.
Julian Tonioli
ÍNDICE


MÓDULO 1: DEFINIÇÕES BÁSICAS

1. Principais demonstrativos financeiros de uma empresa e para que servem
 | Pág. 09

2. Competência versus caixa | Pág. 10

3. Demonstração de Resultados de Exercício (DRE) | Pág. 14

4. Dicas para a elaboração e leitura de uma DRE | Pág. 20

5. Balanço Patrimonial (BP) | Pág. 22

6. A importância do BP para uma Cia | Pág. 26

7. Demonstrativo de Fluxo de Caixa (DFC) | Pág. 27

8. Como montar um modelo operacional que relacione DRE, BP e DFC | Pág. 28


MÓDULO 2: UNIT ECONOMICS 

1. Unit Economics: o que são e para que servem
 | Pág. 31

2. Margem de contribuição e margem unitária | Pág. 32

3. O conceito de ponto de equilíbrio e como utilizá-lo | Pág. 33 

4. Capital de Giro | Pág. 35

5. Capital de Giro e relação com crescimento | Pág. 36


MÓDULO 3: CONECTANDO AS VISÕES OPERACIONAIS E
FINANCEIRAS E ACOMPANHANDO SEU PLANO

1. Plano de crescimento | Pág. 38

2. Modelos de acompanhamento e de gestão mais comuns | Pág. 40


MÓDULO 4: QUAIS AS COMPETÊNCIAS TÍPICAS DA ÁREA
FINANCEIRA E SUA ORGANIZAÇÃO

1. Competências típicas e organização básica de uma área financeira
 | Pág. 42


MÓDULO 5: PRINCÍPIOS BÁSICOS DE ENGENHARIA
FINANCEIRA

1. Princípios de Engenharia Financeira
 | Pág. 45

2. O princípio de alavancagem e crescimento via dívida | Pág. 46

3. Dívida e Equity | Pág. 46 

4. Benefícios Fiscais | Pág. 47

5. Estruturas Societárias | Pág. 49


ENCERRAMENTO

1. Sintetizando | Pág. 51

2. Respostas dos exercícios | Pág. 54

3. Referências | Pág. 56
Primeiro, parabéns por estar em constante evolução e por se atualizar com as
demandas do mercado. O Fundamentos em Finanças foi feito especialmente
para te ajudar a entender e controlar com mais consciência e autonomia a rotina
e os planejamentos financeiros da sua empresa. 


Para nós, do Gestão 4.0, é uma grande honra contribuir com o seu crescimento.
Como acreditamos que informação e experiência devem ser difundidas,
montamos esse livro especialmente para você. Ele vai te acompanhar ao longo
da sua jornada de aprendizagem sobre Fundamentos em Finanças, reunindo
conteúdos essenciais sobre o tema.


Estamos animados e você?


Um abraço.





Luccas Riedo

CEO - Gestão 4.0

Vamos juntos!
03
O nasceu de um
sonho em comum dos sócios
Tallis Gomes (Easy Taxi e Singu),
Alfredo Soares (Xtech e VTEX),
Bruno Nardon (Rappi Brasil e
Kanui) e Tony Celestino de
impactar o cenário brasileiro de
negócios e gestão através da
educação corporativa. 


Após uma pesquisa profunda,
os quatro perceberam que o
empreendedorismo brasileiro
poderia crescer muito mais,
refletindo no mercado nacional
e também internacional, porém,
faltavam referências práticas de
Gestão 4.0 como tornar esse potencial 

em realidade. Assim, surge o
Gestão 4.0, com seus
programas presenciais e
digitais.


Unindo as experiências de
sucesso anteriores com seus
negócios, eles desenvolveram
um framework de gestão
horizontalizado focado no
crescimento exponencial e
durável. Com ele, qualquer
empresa, não importa a área,
pode se desenvolver até
alcançar um alto faturamento
em um curto espaço de tempo.
04
| Nosso propósito


Nosso propósito é apoiar você,
gestor, em sua jornada de
crescimento profissional, para
que desenvolva sua empresa 

e transforme a realidade
econômica e social do Brasil.


E fazemos isso por meio da
educação, servindo como uma
força de disseminação das 

boas práticas de gestão e
negócios para líderes e 

gestores de negócios.
| Nossos produtos


Oferecemos programas de
conhecimento sobre diversas
áreas do empreendedorismo e
da gestão de negócios, tanto
em formato presencial quanto
digital. Através deles, alinhamos
teoria e prática que possam ser
convertidas em ações para 

sua empresa.


Contamos com os melhores
profissionais, que são referência
de mercado, como nossos
mentores e possibilitamos
canais de networking e muito
aprendizado. Entre os nossos
produtos estão:
MENTOR


Julian Tonioli é Engenheiro Naval por formação e seu aprendizado sobre
finanças aconteceu na prática, a partir de suas vivências no mercado financeiro.
O empresário atua há mais de 20 anos em Vendas e Operações. De 2002 a
2014, atuou no varejo eletrônico. Foi um dos fundadores da Spring Wireless,
onde atuou como COO e Presidente entre 2005 e 2012. 


Passada a trajetória com o varejo eletrônico, o empresário se torna um dos
fundadores da AUDDAS, uma consultoria que trabalha principalmente quatro
áreas de gestão empresarial: governança corporativa, planejamento estratégico,
suporte a operações e suporte aos clientes. No Gestão 4.0, Julian participa
como um dos mentores dos cursos oferecidos.
INTRODUÇÃO


Em nosso curso, abordaremos aspectos fundamentais em finanças,
demonstrando como aplicá-los à gestão de seu negócio. 


A partir de elementos básicos, esperamos que você consiga tomar decisões
específicas, como melhorar sua performance, trabalhar melhor o
posicionamento de preços e entender a dinâmica de caixa do seu
empreendimento. Vamos apresentar ferramentas para melhor entendimento do
negócio, considerando os aspectos operacionais e qual a relação deles com os
aspectos financeiros. 


Vamos oferecer a você suportes que vão te auxiliar durante a sua trajetória de
aprendizado, desde a preparação até a prática. A ideia é que você possa, a partir
desse suporte, sedimentar o conhecimento adquirido e conseguir utilizar esses
materiais como apoio para sua jornada enquanto empreendedor. 


Assim, nosso itinerário contará com cinco paradas.


Vamos começar nossos estudos a partir da explicação de documentos chaves
para o seu negócio. Assim, nossa primeira parada será no universo dos
Demonstrativos Financeiros: para que servem? Como os utilizo? 


Em seguida, falaremos sobre indicadores. Trabalharemos com conceitos e
princípios básicos: cálculo, interpretação dos cálculos e as decisões a serem
tomadas a partir da análise financeira do seu negócio. 


Mais adiante, conversaremos a respeito de planejamento, tendo em mente um
modelo financeiro que contará com recomendações importantes para o
acompanhamento das finanças do seu empreendimento.
Dando continuidade a nossa jornada, falaremos sobre as competências e
funções que ajudarão a dar vazão às necessidades operacionais de um negócio. 


Na estação final, falaremos a respeito da Engenharia Financeira, trabalhando
informações como dívida e alavancagem, as diferenças entre dívida e equity,
benefícios fiscais e estruturas societárias. 


Esse é um resumo do que será nossa jornada em Fundamentos em Finanças.
Acreditamos que este seja um bom caminho para te dar autonomia e segurança
para a boa gestão de seu negócio. 


Assim, a tão sonhada mudança nos seus resultados será alcançada! 


Vamos juntos?
MÓDULO 1:

DEFINIÇÕES BÁSICAS
PRINCIPAIS DEMONSTRATIVOS FINANCEIROS DE
UMA EMPRESA E PARA QUE SERVEM


Os demonstrativos financeiros
atuam como relatórios de
contabilidade e contribuem para
as tomadas de decisões dentro de
um empreendimento. 


Existemtrêsdocumentosprincipais
quevocêdevetersempreemmente,
poisajudarãoadaraestruturabásica
dasinformaçõesfinanceirasdoseu
negócio.Sãoeles:aDemonstraçãode
ResultadosdeExercício,oBalanço
PatrimonialeoDemonstrativode
FluxodeCaixa. 


Abaixo,falaremosumpoucomaisa
respeitodecadaumdeles,explicando
oquesãoeparaqueservem.

09
COMPETÊNCIA VERSUS CAIXA
Vimos acima que o Regime de
Competência estava ligado com a
Demonstração de Resultados de
Exercício (DRE) e que o Regime de
Caixa com o Demonstrativo de
Fluxo de Caixa (DFC). Agora
entenderemos melhor a diferença
entre eles e como funcionam.


O RegimedeCompetênciavai
consideraras receitas e despesas de
um negócio, levando em
consideração a forma integral do
período no qual aquele evento
(compra ouvenda) aconteceu. Isto é,
não teremos como foco o quando
esses recebimentos ou pagamentos
contabilizarão de forma total no caixa
da empresa.Afinal, ele tem avercom
o seu resultado e sua performance. 

Suponha que você tenha comprado
um produto para a sua empresa e
que você vai pagá-lo em 3 parcelas.
Em termos de competência, o custo
do produto afetaráomês em que
você fez a compra, independentedo
númerodeparcelas em que esse
valor está sendo pago. Se o valor
gasto porvocê foi 300 reais, ele
entrará como 300 reais na sua DRE,
e não apenas como 100 reais (valor
da parcela).


Omesmoacontecerádopontode
vistadasreceitas.Quandofazemos
umavendaparaumcliente,
independentedoprazodepagamento
doprodutoouserviço,ovalorda
venda vai afetar, especificamente,
omêsemqueavendafoifeita. 


Assim,demaneirageral,oregimede
competênciafuncionaráparaquevocê
consigaobservaroresultadodesua
companhiaindependentedofator
tempo.Dessaforma,vocêalinhae
sincronizaasreceitasedespesasda
maneira que elas acontecem,
independentedequandoelassejam,
efetivamente,desembolsadas.Este
regimepermitequevocêpercebaseo
seunegócioélucrativoounão,se
precisademudançasoumelhorias.


Já oRegimedeCaixa, em
contrapartida, vai considerar o
momentodopagamento,tantopara
receitas quanto para despesas. 

O que queremos dizercom isso?
10
Dessa maneira, se eu vendo algo no
valor de R$100,00 hoje, mas só
receberei daqui a 30 dias, meu caixa
hoje será de R$0,00 e daqui a 30
dias será de R$100,00. E o mesmo
acontecerá com as compras. Se hoje
eu compro R$100,00, mas só
pagarei daqui a 30 dias, hoje
meu caixa será R$100,00 e, daqui
a 30 dias, ele será de R$0,00. 


Assim, podemos dizer que, no
Regime de Caixa, o resultado só
será afetado quando
efetivamente pagarmos ou
recebermos pela compra

Por que é importante compreendermos essa diferença?
É importante compreendermos essa diferença porque o lucro é uma função que
está relacionada com o Regime de Competência e não tem relação com o
tempo, enquanto caixa é uma função do Regime de Caixa. Assim, lucro e caixa
são funções muito distintas
11
PARA PRATICAR


Antes de passarmos para o detalhamento de cada um desses 3
documentos financeiros que aprendemos até agora, queremos te propor
um pequeno exercício. Nossa intenção é que você consiga perceber a
funcionalidade dos documentos, mas de uma maneira bastante
introdutória, e note a diferença entre regime de competência e regime de
caixa, tudo bem?


Acompanhando esse conteúdo escrito mais as aulas do nosso mentor, te
propomos o exercício abaixo, que tem uma abordagem bastante básica.
Para realizá-los, é importante que você tenha assistido à aula “Exemplo na
prática - DRE; BP E DFC”.

Imagine que no mês de março seu caixa inicial seja R$ 0,00 e a sua empresa
tenha feito uma venda no valor de R$ 3400,00, que demandou um investimento
de R$ 300,00 de marketing e operação, por exemplo. Pensemos que essa foi sua
única venda entre os meses de março e junho. Além disso, os seus clientes
parcelaram a compra em 4 vezes e você, enquanto empresa, também parcelou o
seu custo em 2 vezes, começando a pagá-lo em março.
| A partir disso, como ela refletiria na sua DRE?
12
| E no seu DFC? Lembre-se de que o seu caixa inicial, em março era R$ 0,00 e que
ele vai se desenvolvendo ao longo dos meses com as entradas e saídas financeiras.
| E no seu Balanço Patrimonial?
*As respostas se encontram ao final deste livro
B a l a n ç o P a t r i m o n i a l
13
2) Impostos sobre faturamento

Os impostos sobre faturamentos envolvem o PIS, o COFINS, o ISS e o ICMS. Esses
impostos surgem a partir dos faturamentos. Eles são o segundo componente da DRE.
1) Faturamento Bruto/Receita Bruta 

As companhias têm diversos critérios de reconhecimento de receita. O faturamento
bruto é a representação de tudo que você vende. Ou seja, aqui são apresentadas
todas as notas fiscais emitidas a partir de vendas de produtos ou serviços oferecidos
por uma empresa. Assim, se prestamos um serviço ou vendemos um produto e, a
partir disso, geramos uma nota fiscal, ela fará parte do seu faturamento bruto. 

Estrutura Típica
DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS DE EXERCÍCIO (DRE)


A DRE apresenta algumas seções básicas, ou seja, ela vai apresentar uma estrutura
típica. Sua estrutura típica envolve:
O COFINS (Contribuição
para Financiamento da
Seguridade Social) e o PIS
(Programa de Integração
Social) incidem sobre o
faturamento bruto da
empresa. Também é retido
pelos clientes no ato do
pagamento de faturas. Sua
alíquota é de 3,65%, sendo
3% para o COFINS e 0,65%
pelo PIS.
O ICMS (Imposto sobre
Circulação de Mercadorias e
Serviços) incide sobre
produtos e serviços
oferecidos pela empresa e
sua alíquota varia bastante.
Ele é pago por substituição
tributária, sendo recolhido,
antecipadamente, pelos
seus fornecedores.
O ISS (Imposto sobre
Serviços de Qualquer
Natureza) incide sobre
prestação de serviços
listados. Sua alíquota varia
entre 2% e 5%. A depender
do município, ele será
cobrado com base no regime
de caixa ou com base no
regime de competência. Na
maioria das vezes, o imposto
é cobrado de acordo com o
município onde está situado
o estabelecimento que
presta o serviço. Mas, em
alguns casos, ele é cobrado
com base na alíquota
referente ao município onde
o serviço foi prestado.
14
As companhias podem terdiferentes modelos fiscais e, porisso, também terão
diferentes modelos de impostos sobre faturamento.Alguns negócios industriais,
porexemplo, podem contarcom outros impostos, como o IPI e o ICMSST.
*IMPORTANTE! 

Para as declarações de empresas que estão no Simples Nacional, os impostos são
postos na linha de faturamento, por uma questão de simplificação. O Simples Nacional
é um regime tributário que tem intenção de facilitar a gestão de micro e pequenas
empresas, incluindo os MEIs. Com o Simples, se reduz a burocracia e os custos a partir
de um sistema unificado de recolhimento de tributos. Com o crescimento da empresa,
o regime fiscal muda para um regime de lucro presumido ou regime de lucro real e,
assim, você passa a precisar separar os impostos em dois grupos diferentes. 

3) Deduções e cancelamentos

Asdeduçõesecancelamentossãoos
eventuaisdescontoscomerciais
atribuídoseasmercadoriasouserviços
quetiveramsuavendacancelada.Ou
seja,elesrepresentamumaespéciede
“resultadosdevendasnegativas”do
seunegócio. 


Depoisdosimpostos,descontamos
estesvaloresafimdeentendermoso
nossofaturamentolíquidonaquelemês

emanáliseespecificamente.Dessa
forma,descobrimosoresultado 

líquido de suasvendas do mês em
quevocê as realizou. 






O faturamento líquido (FL) do
negócio é o resultado dos
faturamentos brutos menos os
impostos sobre faturamentos e
devoluções, deduções e
cancelamentos do mês em análise
especificamente. Assim,temos?

FL= Faturamentos brutos - Impostos sobre faturamentos - Deduções e cancelamentos
15
Comodescubroofaturamento
líquidodomeunegócio?
maneira direta à prestação de um
serviçoouà entregadeumproduto.


Existemcustosquevãorecairsobreas
4) Custos

● Qual a diferença entre custos e
despesas? 

Os custos são todos os gastos de
16
mercadoriasvendidas (CMV), ou seja,
o valor que você gasta para comprara
mercadoriaantesderevendê-la.
Quando prestamos serviços, no
entanto, nossos custos serão com o
pessoal, ou seja, ossaláriospagos às
pessoas que estão diretamente
ligadas à prestação do serviço que eu
ofereço. Isso acontece, por exemplo,
em empresas de consultorias.


A partir dos custos, você consegue
calcular seu lucro bruto. O seu lucro
bruto é a diferença entre suas vendas
e despesas. Assim, seu resultado
financeiro será:

Lucro bruto = Faturamento líquido - custos
As despesas, diferente dos custos,
serão divididas em dois grandes grupos:
despesasvariáveis e despesas fixas. 


As despesas variáveis são aquelas que
aumentam e diminuem de acordo
com o seu volume de vendas. São
elas: despesas de marketing e
comissões de vendas, como o frete.
Uma vez descontadas do lucro bruto,
encontramos uma grandeza chamada
Margem de Contribuição, que é o
resultado líquido do seu lucro bruto
menos as despesas variáveis do seu 

negócio. Essa Margem de Contribuição
precisa sersuficiente para carregaras
despesas fixas do seu negócio. 


As despesas fixas são aquelas que
não variam de acordo com seu
volume de vendas. 


Ao descontarmos as despesas fixas
da margem de contribuição, nós
chegamos a uma grandeza chamada
EBITDA ou lucro operacional, que é o
resultado operacional do seu
negócio depois de serem pagas
todas as despesas fixas e variáveis.

OBS: A margem bruta do seu negócio será a relação percentual entre o
lucro bruto e o faturamento líquido.
Mas, afinal, o que é um EBITDA?
O que acontece na DRE depois do EBITDA?
EBITDA é uma sigla em inglês que quer dizer Earnings Before Interest, Taxes
Depreciation and Amortization, ou seja, resultados operacionais antes de impostos,
taxas e custo financeiro, depreciação e amortização. Ele indica o resultado
operacional do seu negócio. Os múltiplos de transações ou valuations são baseados
na sua ebitda. Assim, a ebitda, na verdade, funciona como uma boa aproximaçãoda
capacidadedeumnegóciodegerarcaixaoperacionalmente. Portanto, quanto maior o
EBITDA, maior a capacidade daquele negócio de gerar caixa.
NóstemosnumaDREtrêslinhasprincipais: 

1.Resultadofinanceiro:é tudo aquilo
que acontece com o negócio a
partir dos resultados das aplicações
financeiras que a companhia tem.
Nada mais é do que o balanço
entre as despesas financeiras e
as receitas financeiras.
*IMPORTANTE! 


O que é capital de giro?

O capital de giro é a reserva quevai
financiaras atividades do seu negócio e
quevai garantiro pagamento de suas
despesas em dia. Com umvalorcerto
em caixa, sua empresa terá capacidade
para arcarcom as despesas, cobrindo os
custos até a entrada das receitas.

17
investido, podendo, assim, comprar

um novo bem útil a sua companhia ao
final de um período de tempo.
Estima-se que, nesse período, o bem
já tenha se depreciado totalmente,
sendo impossível mantê-lo em
funcionamento. Por isso, é importante
que tenhamos novamente acumulado
capital suficiente para um novo
investimento.


Num exemplo prático, pensemos
num equipamento que custou
R$100.000,00 para sua
aquisição. Sua vida útil é de 10
anos ou 120 meses. Pensamos
então que sua depreciação anual
é equivalente a 10% do valor
pago, ou R$10.000,00/ano.

Assim, a depreciação mensal a
ser contabilizada está em torno
de R$833,33.

2.DepreciaçãoeAmortização:é a
perda de valor de um bem adquirido
para a empresa e sua relação com o
tempo que você precisa para
recuperar o valor de investimento
nesse bem até que se possa
comprar outro bem semelhante. 


Na sua DRE, você deve apropriar
mensalmente com uma depreciação o
valor da parcela mensal desse bem.
Ou seja, você deve dividir o valor total
do bem pelo período em que ele será
utilizado até a compra de um novo
bem semelhante. Isso afetará o
resultado do seu mês no valor relativo
à parcela paga naquele mês. 


O princípio por trás desse mecanismo
é que você tenha uma forma de
entender seus resultados de modo a
acumular novamente esse capital

18
15
lucro da companhia. Umavez
descontados todos os impostos sobre
o lucro, chegamos ao lucro líquido, que
é o resultado final de um negócio
durante um período. Da mesma
maneira que fizemos com o ebitda,
com a margem de contribuição e com
a margem bruta, a gentevai gerar uma
relação entre o lucro líquido e o nosso
faturamento, chegando à margem
líquida do nosso negócio.
Para que você possa entender melhor todas essas instâncias da DRE e também para que
você possa adaptá-la ao seu negócio, vamos fazer o exercício com a planilha enviada a
vocês, que demonstra o modelo de DRE padrão e todas as suas linhas de preenchimento.
3.Lucroantesdoimpostoderenda:
esse lucro será calculado a partir
do ebitda menos os dois
componentes das linhas anteriores. É
o seu lucro antes do pagamento da
parcela de imposto de renda devida
sob os resultados de suas operações.


Com base nos resultados,
calcularemos o lucro da companhia
e apuraremos os impostos sobre o
DRE
19
despesas possam ser acompanhadas
de perto na gestão do seu negócio. 


2) Um ponto importante quando
falamos de despesas financeiras, e
que é um erro comum, é o que diz
respeito a empréstimos. 

Na DRE, você vai apontar apenas os
juros pagos e não o capital principal.
Assim, se você acordou um juros de
1% ao mês, você pagará os
R$1.000,00 da parcela (referente ao
capital principal) mais R$10,00 em
juros. Os R$10,00 de juros é que
precisam ser registrados na sua DRE.
de perto na gestão do seu negócio. 

1) Detalhamento

Quanto maior o grau de detalhamento
no que diz respeito às informações
contidas na DRE sobre receitas e
despesas, maior a facilidade de
controle sobre as movimentações de
sua companhia. 


No entanto, parte de cada um
escolher o nível de detalhamento.
O importante é você se sentir
confortável com o tipo de
acompanhamento escolhido e saber
gerenciar as informações nos
números de linhas sugeridos, de
maneira que todas as receitas e

DICAS PARA A ELABORAÇÃO E A LEITURA DE UMA DRE
20
percentual que as operadoras de
cartão vão descontar da suavenda no
momento de repasse do valor dela.
Esse valor pago na transação é uma
despesa e vai afetar as suas despesas
variáveis. 


Existe, também, a possibilidade de
antecipação dessas despesas. Esse
custo com antecipação de recebíveis,
ou seja, esse valor pago pela
antecipação dos recebíveis, é uma
despesa financeira. 

Sabendo disso, é importante separarmos as despesas, para entendermos o
que é uma despesa operacional e o que é uma despesa financeira. Assim:
3) Dúvidas relativas a tarifas de
cartão de crédito na sua DRE

Suas tarifas de cartão de crédito
têm, basicamente, duas naturezas.
Cada uma delas fará parte de um
grupo de despesas: variáveis ou
financeiras. 


As despesas que as operadoras de
cartão chamam por MDR (Merchant
Discount Rate), são as que você paga
por cada transação. Ou seja, é o
E por que devemos registrar apenas os juros?
O capital principal pago não afetará o resultado, ele afetará apenas o seu caixa.
Ou seja, ele não é operacional. Ele apenas te ajudou a traduziro fluxo de caixa
do seu negócio. 


Porisso, na linha de despesas financeiras da sua DRE, é muito importante que
você separe a parcela principal e os juros. Esses juros costumam serinformados
pelo banco.Assim, costuma serum exercício fácil separaressesvalores e deixar
evidente o que évalorde parcela evalorde juros. 


Sevocê tiverum contador, ele também poderá te ajudarcom esse apontamento
para que esse controle seja feito da melhormaneira possível.

21
3) Dúvidas relativas a tarifas de cartão de crédito na sua DRE

Quando falamos sobre lucro e impostos sobre lucros existe uma diferença relevante
no que diz respeito à questão do regime de caixa e do regime de competência.
Muitos dos impostos descontados são impostos trimestrais e o imposto de renda é
um imposto tipicamente trimestral. Então, como devemos tratar isso?


Na DRE, utilizaremos uma conta que calcula a alíquota específica e qual deve ser o
valor de imposto a ser pago a cada mês. Isso faz parte, como já vimos, do regime de
competência, ou seja, ele calcula a fração dos impostos que você deve pagar
trimestralmente sobre cada mês especificamente. Assim, os valores das guias de
impostos a serem pagas afetarão o seu caixa e não somente a sua DRE.  

BALANÇO PATRIMONIAL
22
Estrutura Típica
O Balanço Patrimonial tem
tipicamente dois lados: o lado dos
ativos (direitos) e o lado dos
passivos (obrigações). 


Todo balanço, ao fim do dia, precisa
ter ativos e passivos de mesma
dimensão. Ou seja, a soma de seus
1) Ativos 

Seus ativos têm duas naturezas:
os ativos circulantes e os ativos
não-circulantes.

 

Os ativos circulantes, como o
próprio nome diz, são ativos que
possuem circulação. Ele é formado
ativos totais e a soma de seus
passivos totais tem, necessariamente,
que ser igual a zero. 


Agora, vamos entender quais são os
componentes que fazem parte de cada
um desses lados do seu balanço
patrimonial. Assim, começaremos pelos
ativos e, depois, veremos quais são os
componentes dos passivos do seu BP. 

por três elementos: o seu caixa e
suas reservas em bancos, os seus
valores a receber e o seu estoque.


O seu caixa e suas reservas em banco
são valores acumulados a partir da
venda de mercadorias ou serviços
ofertados pela sua companhia.
23
Os valores a receber se constituem
a partir do dinheiro que outras
pessoas devem a você. O seu
estoque é um outro ativo e assim é
visto porque ele também circula,
pois as mercadorias entram e saem
dele, gerando circulação. 


Todos esses componentes são um
conjunto de direitos que você
pode usufruir da maneira que
melhor lhe convir, quanto
empreendedor, e que formam,
juntos, seus ativos circulantes. 


Em contrapartida, temos os ativos
não-circulantes. Ele se refere a todos
os investimentos que você tenha
feito no seu negócio e que estão
imobilizados. Como exemplo,
podemos citar a compra de imóveis
ou, ainda, investimentos mensais que
você usa para gerar receitas, criando
um ativo intangível. O ativo intangível
é aquilo que você gastou para o
desenvolvimento da sua mercadoria
ou serviço e que gera a receita que
eventualmente afetará o seu balanço.
É um direito que você tem de
propriedade intelectual do produto
ou serviço que você desenvolveu. 



Asoma dos ativos circulantes e não
circulantes dá o total dos seus ativos.

2) Passivos

Eles também são divididos empassivos
circulantes e passivosnão-circulantes.


Aquilo que temos que pagar a
fornecedores de mercadoria, aquilo
que temos como crédito de clientes
e, ainda, todos os valores de
empréstimos que a gente tenha a
pagar com prazo inferior a 12 meses
são partes do seu passivo
circulante. Assim, resumidamente,
nossos passivos circulantes são
nossas contas a pagar e nossos
empréstimos de curto prazo. 


Já os passivos não-circulantes, que
são empréstimos eventualmente
feitos e que apresentem prazo
superior a 12 meses. 


Usamos esses critérios para
separarmos as obrigações de curto
prazo de uma companhia das
obrigações de longo prazo de uma
companhia. Esses resultados serão
comparados ao resultado operacional
gerado por esse mesmo negócio. 

24
3) Patrimônio líquido 

Ao somarmos o ativo total e descontarmos seus passivos circulantes e não
circulantes, vamos perceber uma diferença no balanço. Essa diferença é formada
pelo que chamamos de patrimônio líquido.


O patrimônio líquido de uma companhia é a diferença, na prática, entre ativos e
passivos. O patrimônio líquido é formado por 4 linhas principais, que são:
Capital social
Lucros ou prejuízos acumulado
Resultados do período
Dividendos pagos no exercício


A soma dessas quatro linhas de discriminação de valores te dá o valor do
patrimônio líquido da sua companhia. Ou seja, tudo aquilo que a companhia
gerou de resultados para um acionista ao longo do tempo. 


A soma do seu passivo total mais seu patrimônio líquido precisa ser igual à soma
dos seus ativos. Isso porque o que sobra dos seus ativos, depois que você paga
todos os seus ativos, corresponde ao seu patrimônio líquido.



25
A IMPORTÂNCIA DO BP PARA UMA EMPRESA
Como o próprio nome diz, o
Balanço Patrimonial vai equilibrar
suas obrigações e seus direitos. 


É através do BP que terceiros vão
avaliar a sua companhia,
principalmente o patrimônio líquido
dela. Essa avaliação será o quevai
definirse esses terceiros farão ou não
negócio comvocê. 


Quando o seu patrimônio líquido se
apresenta de maneira negativa, é
muito difícil que os agentes credores
queiram fazernegócio comvocê.
Afinal, um patrimônio líquido negativo
significa dizerque, caso o negócio
fosse encerrado, arcarcom suas
obrigações seria bastante delicado.
Isso, então, afasta os possíveis
credores da sua companhia, porque
demonstra certas deficiências e
possíveis instabilidades.


Outro ponto importante sobre o BP
é que ele nos permite calcular
alguns indicadores de solvência e
saúde financeira. 


É a conta que fazemos entre as suas
obrigações e os seus direitos.Assim,
temos alguns índices importantes.

E o que é um indicador de solvência?
O Índice de Liquidez Corrente é um
indicador de grande importância. Ele
falará da relação entre o seu ativo
circulante, ou seja, o dinheiro que
você tem, e o passivo circulante, ou
seja, o dinheiro que você precisa
pagar para alguém. Assim, empresas
que apresentem ativos circulantes
maiores que passivos circulantes são
empresas consideradas saudáveis. 


Outro índice importante é o
Índice de Alavancagem. O capital
é uma alavanca que precisamos
para crescer mais depressa. O
Índice de Alavancagem vai ser a
relação entre o total das suas
dívidas dividido pelo seu ebitda.
Quanto maior esse índice, pior
para você e para o seu negócio,
pois ele indicará ao seu credor
quantos anos você vai precisar
trabalhar para pagar a sua dívida. 


Um conceito que também será
muito importante para seu negócio
é o de giro financeiro, que nada
mais é que o ciclo do dinheiro
dentro do seu negócio. O BP é um
instrumento muito valioso para a
compreensão do seu giro, pois ele
demonstra o fluxo do dinheiro no
seu negócio. 

26
O é
o nosso terceiro documento de maior
relevância para o funcionamento
pleno da nossa companhia. Com ele,
podemos tanto analisar o que temos
de caixa, dinheiro dentro da empresa,
em um determinado período, quanto
entender suas origens. Existem dois
métodos para calcularmos esse
demonstrativo: o método direto e o
método indireto.
Demonstrativo de Fluxo de Caixa
DEMONSTRATIVO DE FLUXO DE CAIXA (DFC)
DFC - Método Indireto
DFC - Método Direto
27
Método Indireto
Método Direto
Registro de tudo aquilo que entra e sai do
seu caixa. 


Ele funciona bem para negócios pequenos.
Porém, conforme o negócio se amplia, esse
controle acaba se tornando pouco eficiente
para o negócio. Isso porque as movimentações
se tornam maiores e mais frequentes,
tornando mais difícil o gerenciamento do caixa
de uma companhia por este método. 

Análise do balanço e a comparação dos
balanços de dois períodos consecutivos de
modo a entender como as variações de
balanço explicam o seu caixa. 


Por este método, você não apenas observa
o que aconteceu com o seu caixa, mas
também o porquê de ter acontecido. 

*IMPORTANTE! 

O método indireto, no entanto, apresenta um aspecto contra-intuitivo. Assim, o aumento de
ativos de um mês para o outro significa, na verdade, queima de caixa. Isso significa dizer que
houve uma movimentação de dinheiro para transformá-lo em um ativo, ou seja, houve
consumo de capital. Da mesma maneira, o aumento dos passivos significa geração de caixa.  

Aumento de
ativos/diminuição 

de passivos
Aumento de
passivos/diminuição 

de ativos
COMO MONTAR UM MODELO OPERACIONAL QUE
RELACIONE DRE, BP E DFC
O modelo operacional é aquele
que vai representar o seu negócio
do ponto de vista das operações
realizadas dentro do seu negócio.

Esse modelo deve conversar com

esses três documentos de maneira
conjunta.
queima de caixa
geração de caixa
28
Dessa forma, podemos seguir um
modelo simples com quatro passos:
Análise da DR
Análise da relação entre a DRE e o B
Cálculo das variações de caixa a partir
das variações do meu B
Projeção das variações de caixa a partir
dos componentes anteriores de maneira
combinada



29
| DESTAQUES IMPORTANTES


Até aqui, vimos muitos aspectos
importantes sobre documentos
essenciais para o seu negócio e
quais os elementos que compõem
esses documentos. Além disso,
vimos como funcionam e porque
esses documentos são
importantes para o bom
funcionamento da sua empresa.
Dessa forma, podemos seguir um
modelo simples com quatro passos
Lucro não é igual a Caixa: a DRE
indica lucro e seu caixa vem do seu
DFC.
T
rabalhar com Regime de
Competência significa dizer que
todo o seu ciclo de negócio acontece
ao mesmo tempo e durante um
mesmo período.
Margem Bruta é diferente de
Markup. Markup é a relação entre o
preço de venda bruto e o custo de
uma mercadoria
Balanço Patrimonial: a forma como
você se comunica com o mercado
financeiro. Patrimônio Líquido
negativo é ruim para o seu negócio.
É possível conectar seu modelo
operacional com seu BP
, sua DRE e
seu DFC.
MÓDULO 2:

UNIT ECONOMICS
INTRODUÇÃO


Até aqui já entendemos o
funcionamento dos três principais
demonstrativos financeiros: a DRE, o
BPe o DFC. 


Neste módulo,vamos entenderquais
os parâmetros econômicos (unit
economics) que nos ajudam a avaliar
um negócio e como eles funcionam.


De modo geral, os unit economics
são parâmetros econômicos
unitários, ou seja, são medidas que
utilizamos para avaliar um negócio,
sem levar em consideração
parâmetros de tempo e escala.
Elesvãomostraroquantodevalor
econômicoégeradoemcadatransação
realizadaporumnegócio,
demonstrandoopotencialresultadode
umempreendimento. 


Osuniteconomicsmaiscomunssão:o
CAC(CustodeAquisição),oLTV
(LifetimeValue)eamargemunitária.O
últimoconceito,demargemunitária,
seráoquedefatoexploraremos.Elediz
respeitoaoquantodedinheirovocê
geraporvendadeumaunidadede
produtoouserviçoespecífico,após
retirartodososimpostos,despesase
custosenvolvidoscomele.

31
MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO E MARGEM UNITÁRIA
Amargemdecontribuiçãotemcomo
objetivomediroresultadodas
operaçõesdoseunegócio.Éasobra
dasreceitasobtidasdepoisde
vendermosumprodutoouserviço.
Assim,elamostracomoquecadauma
dassuastransaçõesgeraresultadoe
comoessesresultadosvãoagregarou
retirarvalordoseunegócio. 


Seamargemdecontribuiçãoé
positiva,significadizerqueas
transaçõesoperadaspeloseu
negócioconseguemcarregarocusto
fixodele.Assim,quantomaiora
margemdecontribuição,melhoréo
seunegócioemaioréasua
capacidadedeescala. 


Capacidade de escala é a
capacidade que um negócio possui
de suprir altas demandas sem que
precise aumentar os investimentos
para a realização dessas operações.
Ela é uma relação entre a margem
de contribuição e os custos e
resultados variáveis em função do
seu custo fixo.Assim, uma
companhia com uma grande
capacidade de escala é aquela que
tem alta margem de contribuição,
ou seja, altos resultados gerados
com vendas.


Já margem unitária é o resultado
gerado em reais para cada
transação unitária do seu negócio.
Em outras palavras, ela é a margem
decontribuiçãodecadaprodutoou
serviço realizados em sua
companhia. Ou seja, ela considera
cada produto vendido pela sua
companhia individualmente. 


Trata-sedeumaspectomuito
importantedoseunegócio,
principalmenteparaarealizaçãode
duasanálisesbásicas:acomparaçãode
produtosentresi,istoé,qualémais
lucrativoounão,eparaoexploraro
conceitodepontodeequilíbrio.
32
O CONCEITO DE PONTO DE EQUILÍBRIO
Nos utilizamos de uma fórmula básica para calcularopontodeequilíbrio:
O conceito de ponto de equilíbrio é
utilizado para entender qual o
volume de transações necessário
para que você equilibre o custo fixo
das suas operações. Assim, ele
indica uma relação entre seu
volume de venda ou faturamento e
seu custo fixo.
margensunitárias volumedevendas
Ou seja, nessa fórmula, vamos multiplicar o valor de nossas margens unitárias
pelo nosso volume de vendas, até que esse valor seja maior que o valor dos
nossos custos fixos. Assim, teremos:
mu vt
x
custos
dias
custosfixos
X >
33
Apartir da análise de um único
produto, conseguimos medir quantos
dias são necessários para equilibrar os
custos fixos com a variante que
considera o volume de vendas e o
valor arrecadado com esse volume.
Quando comparamos o resultado de
cada produto, avaliamos de quantos
dias, por exemplo, cada produto
precisa para suprir com os custos fixos
do negócio. 


Quando todos os produtos são
considerados na realização desse
cálculo, se estabelece um comparativo
de potencial de venda e renda gerada
por cada produto.Assim, conseguimos
ampliar a avaliação das operações
realizadas na nossa companhia e

avaliar, por assim dizer, qual
produto se sai melhor dentro
desse comparativo. 


A partir dessas avaliações,
conseguimos definir estratégias
de produtos, trabalhando melhor
o conceito de margem de
contribuição e também o conceito
de ponto de equilíbrio. 


Assim, saberemos como utilizaresses
princípios para atingiralguns objetivos
como: maximizarlucros, definirpreço e
definirconceitos promocionais, lidando
com custos fixos evariáveis e outros
aspectos de maneira a trabalharo fluxo
e o resultado do seu negócio de
maneira geral. 

34
CAPITAL DE GIRO
O conceito de capital de giro é um
dos conceitos mais importantes no
universo de gestão de
empreendimentos. Ele fala a
respeito do quanto de dinheirovocê
precisa para operarde maneira
constante, financiando as atividades
do negócio e arcando com as
despesas dele em dia.Assim, ele é
aquele que garante a boa saúde
financeira da sua empresa.


No entanto, essevalorfica
indisponível paravocê durante as
operações do seu negócio, porque,
durante as operações, ele fica
circulando entre ativos e passivos.


O termo giro, como o próprio nome
sugere, tem avercom movimento.
Portanto, é um dinheiro que fala
sobre todas as movimentações
monetárias realizadas dentro do seu
negócio. Durante seu ciclo,
acompanhamos desde as receitas
geradas (ativos) até as despesas
pagas (passivos). 


Emmomentosondeobservamosuma
maiorquantidadededespesasem
relaçãoàsreceitasgeradas,notamos
aindamaisaimportânciadaexistência
docapitaldegiro,poissóassim,
contandocomessagrandeza,éque
poderemosarcarcomtodasascontas
donossonegócio. 


Emresumo,portanto,ocapitaldegiro
éumaquantidadededinheiroque
precisasermantidanoseunegócio,
poiséelequemmantémoseu
negócioemconstanteoperação. 

 

Ocálculodessecapitalvaivariarem
termosdecomplexidadedeacordo
comoempreendimentoquevocêtem.
Mas,emtermosgerais,oconceitopor
trásdocapitaldegiroésimples. 

Aformadecalculá-lo,resumidamente,é:asomadoseuestoque(E)edoseu
contasareceber(CR)menososeucontasapagar(CP).
Capitaldegiro E CR CP
= + -
35
CAPITAL DE GIRO E A RELAÇÃO COM CRESCIMENTO
Ocapitaldegiroéabasefinanceira
dequalquerempresa.Eleé
indispensávelparaqueumaempresa
possaoperar,fazendocomqueela
tenhaumabasefinanceira.


Da mesma forma, podemos dizer
que o capital de giro estará
diretamente ligado ao
crescimento de uma empresa.
Quanto maior o crescimento do
seu negócio e maior a velocidade
desse crescimento, maior é a
necessidade de capital de giro.
Eventualmente, algumas empresas
não conseguirão fazer com que as
grandezas cresçam na mesma
proporção, ou seja, que o capital de
giro aumente de maneira
proporcional à expansão do
negócio. 


Nesses casos, é proposta a
entrada de capital de terceiros no
seu negócio, aumentando seu
capital de giro, o que promove a
continuidade da capacidade de
operação do empreendimento. 

Tendoemvistaessecálculo,ficaaindamaisevidenteaimportânciada
realizaçãodeumbomBalançoPatrimonial(BP).
36
MÓDULO 3:

CONECTANDO AS VISÕES 

OPERACIONAIS E FINANCEIRAS E 

ACOMPANHANDO SEU PLANO
INTRODUÇÃO


No módulo 3, falaremos sobre
maneiras de conectar as visões
financeira e operacional do seu
negócio de modo a acompanhar o
plano de crescimento elaborado
para o empreendimento. 


É importante pensarmos sobre o
AmonitoraçãodessesKPIsvaigarantir
queseuresultadooperacional
aconteçae,consequentemente,vai
garantirqueseuresultadofinanceira
ocorrademaneirasatisfatóriaaoseu
negócio.Criarseusindicadoresde
maneiracombinadaaoseu
planejamentooperacionaleseu
planejamentofinanceiroésimples.
modelo operacional estabelecido a
partir do modelo financeiro seguido
pela sua empresa, de modo a
garantir uma boa gestão do seu
negócio. Nesse momento,
utilizamos os mesmos parâmetros
usados para modelar seu resultado
operacional e transformando eles
em indicadores (ou KPIs). 

Assim,apartirdonossoplanoou
modelooperacional,aspremissase
parâmetrosutilizadosnamodelagem
dasuaempresasetransformamnos
nossosindicadores.Essesindicadores,
umavezexecutados,garantemque
nossosresultadosoperacionale
financeiroaconteçam.Poressarazão,
elesprecisamestarcombinados

KPI: indicador- chave de crescimento. São ferramentas de gestão
utilizadas para mediro nível de desempenho e sucesso do seu negócio.
38
Para que você consiga finalizar um modelo de planejamento para seu negócio é
importante que tenha em mente três visões diferentes para o seu empreendimento:
Alinhando o Planejamento de Crescimento num passo a passo:
Budget
Forecast
Meta
É um plano financeiro pensado de maneira estratégica,
considerando tanto previsões de receitas e despesas futuras
quanto um determinado período de tempo.
Funciona como um orçamento ajustado do seu negócio. Ou seja, a partir
dele, garantimos que as metas estipuladas para um exercício sejam
cumpridas dentro do orçamento inicial. No entanto, mensalmente, os
valores são ajustados, de modo que os objetivos da empresa para o ano
sejam cumpridos de maneira eficiente. Ele mostra o que foi
realizado até agora e o que foi planejado para os próximos meses.
A meta é aquilo que vai ser definido com o seu time e envolve
alteração nos indicadores e resultados ao longo do ano e que vão
demandar ações para que parâmetros e premissas se alterem.
Diferentemente do budget, a meta permite que se trabalhe com um
conceito de remuneração variável, de modo a financiar planos de
remunerações variáveis para a equipe.
Modelo operacional Modelo financeiro Visão de budget
Definir metas 

a partir das variações dos indicadores e
dos resultados trazidos pelas metas
Definir o modelo de acompanhamento 

de forecast (avaliação do que já foi
realizado e os planejamentos pros
meses futuros)
39
O acompanhamento do plano de
crescimento deveserfeito apartirda
observação dosindicadoresdemaneira
periódicaerespeitando 3tiposdeciclo
operacionalno seu negócio:
Ciclo operacionalou Heartbeat: Mostra
indicadores que têm cadência de
operação e de acordo com um ritmo de
menor ciclo operacional, ou seja,
indicadores de venda, transações ou
pedidos realizados num curto espaço de
tempo (diária ou semanalmente)
Ciclotático: revisão mensal do que foi
planejado versus o que foi realizado,
além de ajustes finos no planejamento
para se direcionar eventuais variações
nesse período.
Ciclo estratégico: são revisões trimestrais
de planejamentos feitos versus aquilo
que foi de fato realizado. Com essas
revisões é possível se localizar em
termos de resultados alcançados e
revisar também o planejamento dos
períodos seguintes, de modo que as
metas que estão sendo buscadas sejam
de fato alcançadas.
Comparar o planejado com o que foi
realizado no mês
Comparar o planejado com o que foi
realizado year to date, ou seja, durante
ano até o período de avaliação
Comparar o planejado com o forecast
pensado para resto do período
Comparar o que foi realizado no período
em avaliação com o que foi realizado no
mês anterior e com o que foi realizado no
mesmo período do ano anterior
40
Modelos de
acompanhamento e de
gestão mais comuns


Para acompanhar o seu negócio e para
que a gestão do seu negócio aconteça
de maneira plena, é importante que
você siga comparando os resultados
apresentados durante os períodos de
tempo estipulados. Assim, sugere-se:
Assim, você entende sua evolução
de curto prazo e sua evolução de
médio prazo. 


Esses comparativos vão ajudar a
definir indicadores, gerenciar melhor
sua equipe, montar um modelo de
acompanhamento do ponto de vista
operacional e financeiro, de maneira
que permita você garantir a
execução do que foi definido, além
de entender como a execução desse
plano afeta a sua performance
financeira e operacional.
MÓDULO 4:

COMPETÊNCIAS TÍPICAS 

E ORGANIZAÇÃO BÁSICA 

DE UMA ÁREA FINANCEIRA
INTRODUÇÃO


QUAIS AS COMPETÊNCIAS TÍPICAS DE UMA ÁREA
FINANCEIRA?
Neste módulo, discutiremos, de maneira breve, sobre as funções que
devem estar presentes no setor de Finanças para que haja um bom
controle do desempenho financeiro da empresa.
São 4 as competências típicas da área financeira na perspectiva da sua gestão,
sendo necessário que todas estejam presente no dia a dia de um negócio, seja
tendo um único responsável por elas - em um negócio pequeno, por exemplo -
seja tendo um time especializado para cada uma - em negócios maiores. 


Para um bom gerenciamento dessas áreas, uma empresa vai precisar de
pessoas que tenham potencial e conhecimento específico para exercer as
funções. Trabalhar com finanças mais do que confiar é saber conferir e,
para isso, é necessária uma mão de obra e intelectual de qualidade.
Existem quatro aspectos que são de extrema importância: 

1) Planejamento financeiro: 

Áreadaorganizaçãofinanceira,assimcomoadefiniçãode
estratégias.Éimportantequeoresponsáveltenhahabilidadede
planejaredeestruturar,transformandoosmodelosoperacionais
emmodelosfinanceiroseconectandoasdinâmicasdemodo
que a empresa consiga operar satisfatoriamente. 


2) Controladoria: 

Depoisdoplanejamentofinanceiro,éprecisoquehajauma
garantiadeque,naprática,tudoquefoielaboradoseja
cumpridodemaneirasatisfatória,porisso,existeacontroladoria.
Atravésdela,épossívelcompreenderasvariaçõesdaquiloque
foiplanejado,paraqueasaçõescorretivasqueprecisemser
elaboradastambémsejameficazes. 


42
3) Backoffice financeiro: 

Área responsável pelo processamento do grande volume de
informações financeiras que vão ser geradas a partir das
operações realizadas. Os profissionais dessa área são aqueles
que controlam todas as receitas e contas a pagar do seu negócio.
Esse setor também será responsável pelo processamento da
folha de pagamento do seu negócio. 


4) Contabilidade:  

Os responsáveis pela contabilidade são aqueles que vão fazer
conexão entre os dados financeiros e gerenciais do negócio e a
contabilidade, que afeta o Balanço, ferramenta fundamental para
a gestão do negócio. Uma contabilidade bem feita é
indispensável para a boa gestão do seu negócio.


*IMPORTANTE! 

Alguns negócios terão outras competências importantes na área financeira. A área de
varejo, por exemplo, terá a área fiscal, responsável pelo cálculo de impostos, que
costumam variar. Outras companhias que movimentam grandes volumes de capital,
como as do setor agropecuário ou petroleiro, vão precisar de uma tesouraria. A
tesouraria é útil quando o ciclo do capital é muito longo e as movimentações
financeiras também. Essa área é responsável por cuidar do caixa da companhia. 

43
MÓDULO 5:

PRINCÍPIOS BÁSICOS DE 

ENGENHARIA FINANCEIRA
INTRODUÇÃO


Nesse módulo, falaremos sobre alguns princípios básicos da engenharia
financeira de maneira introdutória.


A engenharia financeira é um termo usado para designar uma série de
artifícios de planejamento e estratégias para a utilização de capital próprio
ou de terceiros, potencializando os resultados do seu negócio. 

Independentementedaescolhadequalseráaentradafinanceiravindadeterceiros,
queéinevitável,éessencialquevocêcontroleodinheiroquefoigeradopelaempresa
eoqueteveorigemdeinvestimentos.Afinal,emalgumainstância,vocêteráque
“pagar”essasdívidas,financiamentosoudividendos,entenderemosmaissobreum
cálculoquenosajudanessatarefanapróximaseção.
Mas o que seria cada um deles?
Apartirdisso,aengenhariafinanceiravaiutilizarosseguintesrecursosparapoder
aumentarocrescimentodonegócio:
●Dívidaouequity ●Benefíciosfiscais ●Estruturassocietárias
45
46
O PRINCÍPIO DE ALAVANCAGEM E
CRESCIMENTO VIA DÍVIDA
DIFERENÇA ENTRE DÍVIDA E EQUITY
Um conhecimento geral no dia a dia
de uma empresa é: quanto mais o
nosso negócio está crescendo mais
precisamos de capital de giro. Como
vimos acima, uma das formas de
conseguir esse capital é buscando a
ajuda de outras fontes, recorrendo a
recursos bancários. 


Nesse sentido, abrir uma dívida pode
ser uma estratégia para crescer. No
entanto, é importante manter atenção
a ela para saber quando a sua empresa
conseguiria quitá-la e, portanto, o que
precisaria ser feito para que ela fosse
liquidada. Para isso, levaremos em
conta o princípio de alavancagem.


Este princípiovai ser a relação entre a
sua dívida e seu EBITDA. Ou seja, a
relação entre o total de dinheiro que
você tem a pagar para terceiros
Dívida e equitysão duas maneiras de
conseguir capital para fazer um
negócio crescer. É normal que o
empresário se encontre em dúvida em
fazer um ou outro, por isso, entender
ambos é importante.
dividido pelo seu resultado
operacional anual. Sua indicação será a
de quanto tempo será gasto para que
toda a sua dívida seja paga. 


É importante lembrar de que, todavez
que seu índice de alavancagem for
superior ao prazo da sua dívida,você
terá um problema. Em outras palavras:
caso a sua capacidade de gerar
resultados no seu negócio seja maior
que o prazo médio de pagamento
dessa dívida, sua companhia está
apresentando problemas de
pagamento de dívidas com recursos
operacionais. 


Via de regra, um índice de
alavancagem superior a três é um sinal
de alerta para um negócio. Isso porque
os empréstimos geralmente possuem
prazo de 36 meses. 

Adívida é uma atividade através da
qual se consegue dinheiro a ser pago
somado a juros num determinado
período de tempo.Já o equityé a
captação de dinheiro com avenda de
participações, ou seja, ações do seu
47
BENEFÍCIOS FISCAIS
negócio.Assim,você precisará decidir
entre crescer pagando um empréstimo
ou repassando ações aos acionistas de
sua empresa. Ou seja, decidir entre ter
um financiador ou um investidor.


Quando se trata de dívida, o prazo é
mais importante do que a própria taxa
de juros.Ataxa de juros, apesar de
melhores quando são menores, é
menos importante que um prazo mais
longo para quitação dessa dívida.
Prazos mais longos possibilitam
alavancagens maiores, o que é algo
positivo para a sua empresa. 


Quando optamos por equity,
minimizamos nossa participação, o
que pode implicar nos nossos ganhos
pessoais.Afinal, nossovolume de
ações diminui quando abrimos ou
dissolvemos o capital para dar
continuidade ao crescimento do seu
negócio.Assim, o repasse para os
investidoresvai oscilar conforme o
crescimento da sua companhia. 
Uma outra maneira de impactar o
crescimento de uma empresa, é a
utilização de dívida no formato de
tributos. Nesse caso, o uso de
benefícios fiscais pode acontecer de
O crescimento com equity, no
entanto, é maior do que o crescimento
com dívida. Com a dívidavocê paga
independentemente de haver lucro ou
prejuízos. Caso contrário, a dívida
aumenta em função dos juros.Além
disso, o acionista divide o lucro, mas
socializa o prejuízo. 


Assim, qual escolher? Partindo do
pressuposto que estamos tendo
acesso ao mesmo capital, tanto em
dívida quanto em equity, é preciso
comparar qual a necessidade de
crescimento adicional para decidir
qual método escolher. A captação
de equity, vale dizer, custará mais
do que a captação de dívida. A
parcela da sua dívida tem um
tendência mais fixa, mesmo
considerando eventuais alterações
de taxas. Enquanto isso, o
investimento via equity tem uma
tendência de oscilação maior,
possibilitando mais saída de capital
em passivos. 

modo a postergar o pagamento de 

impostos.Assim, sua empresa usa o
capital que seria inicialmente utilizado
para o pagamento desses impostos
para o crescimento do seu negócio.
48
O fisco permite parcelamento do
pagamento de impostos a taxas mais
baratas, baseadas na taxa SELIC. 


No entanto, essa estratégia apresenta
vários períodos. Principalmente no caso
de havernecessidade de apresentar
certidões que demonstrem a quitação
dos impostos em dia. E isso pode afetar
sua relação com fornecedores, com o
setorbancário e com financiadores de
maneira geral. 


Essa estratégia também é limitada, pois
o capital destinado ao pagamento de
impostos não é tão alto, umavez que as
taxas de impostos pagas são
relativamente pequenas frente a outros
compromissos fiscais da sua empresa.
Nesse cenário da utilização de
parcelamento de tributos é
interessante manter-se sempre
muito afinado com seu contador e
com seu advogado tributário, pois
são eles que poderão criar
estratégias seguras para colocar em
prática esse mecanismo. 


Outra manobra muito utilizada em
relação ao uso de benefícios fiscais
é o aspecto geográfico, onde
companhias se utilizam de
benefícios e tributos locais que
refletem numa maior margem
capital. Essa otimização faz
diferença na sua capacidade de
geração de caixa e capacidade de
aumento de margem.
49
ESTRUTURAS SOCIETÁRIAS
São utilizadas tipicamente para
diminuição das taxas tributárias
de um negócio. 


Uma estrutura muito comum é a
de criação de empresas de
prestação de serviço que atuem
com a empresa mãe de onde são
originárias. Dessa forma,
acontece uma diminuição da
carga tributária desembolsada,
fazendo com que as companhias
se beneficiem. Assim, existe uma
maximização dos resultados do
seu negócio, aumentando a
quantidade de capital disponível
para uso.


O contraponto é que talvez exista
um aumento de gastos
operacionais, uma vez que o
número de companhias
administradas aumentaram. É
preciso ter dimensão do impacto no
custo operacional, de modo que
faça valer a pena a estratégia de
redução de impostos adotada. Caso
o impacto operacional for muito
grande, é possível que seus
negócios enfrentem dificuldades,
tornando seu crescimento mais
lento e menos proveitoso.
ENCERRAMENTO
Sintetizando
Nosso livro chega ao fim, mas ainda com bastante conteúdo e indicações.


Primeiro, vamos revisar o que você aprendeu deixando perguntas para
você refletir:

Quais são os principais demonstrativos para uma empresa? Como cada
um deles funciona
Qual a diferença entre regime de competência e regime de caixa? E
entre lucro e caixa
Porque o BPé importante na análise de possíveis investidores
Como os demonstrativos podem trabalharde maneira integrada em um
modelo operacional
O que compõe o patrimônio líquido e porque ele é importante
O que é margem de contribuição
Quais são as funções essenciais para um setorde Finanças
Qual a diferença entre budget, metas e forecast? Comovocê pode
levá-los para sua realidade
Quais estratégias podem serutilizadas para comporo capital de giro e
fazerum negócio crescer?
51
52
E agora, deixamos como sugestão algumas outras 

leituras e podcasts que podem te ajudar com esse tema:
Livros:
Administração Financeira, de
Stephen Ross, Randolph
Westerfield,JeffreyJaff
Omodelodinâmicodegestão
financeira,deMichelFleuriete
RodrigoZeidan
Administração do Capital de
Giro, deAlexandreAssaf
Netto e CésarAugusto
Tiburcio Silva
Estrutura e análise de
balanço: um enfoque
econômico-financeiro, de
AlexandreAssafNetto
Parabéns por buscar mais conhecimento
sobre Finanças!



Esperamos que este livro tenha te ajudado a pensar mais sobre seu
negócio e sobre seu crescimento tanto pessoal quanto profissional.


Queremos ver de perto o seu progresso e sempre poder contribuir
ainda mais para ele. Por isso, mantemos nossos cursos atualizados
com as novidades do mercado e lançamos novas oportunidades de
conhecimento. Tudo isso para você! 


Então, acompanhe nossos materiais e fale com a gente sempre que
precisar.


Você faz parte da nossa nave agora, vamos voar juntos!





Gestão 4.0
Quer conferir se você acertou o nosso exercício?
Exercício 1 (página 12)
Deixamos aqui a resposta esperada e a explicação da resposta. Caso tenha tido dificuldade ou errado, não se
desespere, pois os erros fazem parte do processo e são uma oportunidade de crescimento.
Explicação: Nessa questão, a receita da empresa foi realizada apenas em março a partir da venda no valor de R$
3400, sem que houvesse, portanto, qualquer outra venda entre abril-junho. Ainda que a entrada do capital
correspondente a essa venda entre de modo parcelado, a receita que ela gerou no mês de março foi de R$ 3400.
Por essa razão, devemos colocar seu valor integral na DRE, afinal estamos seguindo o regime de competência, que
mostra o resultado de uma empresa com seu produto/serviço. Para que essa venda de R$ 3400 fosse feita, outros
R$ 300 foram gastos em marketing e operação, que serão pagos de maneira parcelada. Seguindo a mesma lógica,
devemos colocar seu valor integral na despesa.
Folha de respostas dos exercícios
3400 - - -
- - -
- - -
-300
3100
850
-150
0 700
700
700
700
1400
1400
2250
3100
2250
-150 - -
850 850
850 850
850
54
Explicação: Para DFC é importante a entrada e a saída de capital em cada mês e o quanto ela interfere no caixa da
empresa ao longo do tempo. Como ovalor davenda de R$ 3400 foi parcelado em 4vezes, temos em março, abril,
maio e junho a entrada de R$ 850,00 nesse caixa. No entanto, também teremos os gastos com marketing e
operações que foram responsáveis pela saída de R$ 150,00 nos meses de março e abril. Nosso caixa era R$ 0,00 e
foi abastecido pela entrada da primeira parcela, porém também tiramos R$ 150,00 dessevalor para cobrir os
custos.Já nos meses seguintes, nosso caixa já não será mais R$ 0,00, mas sim o caixa com o qual fechamos o mês
anterior. Sendo assim, nosso caixa no final do período (no caso mês) será a soma do caixa final do mês anterior
somado à geração de caixa do mês em questão. Repare que o caixa final em junho correspondeu, nesse caso, ao
lucro que nossavenda havia trazido (que analisamos com a DRE), porque não houve nenhuma nova receita nem
despesa.Afinal,vendemos somente em março.
Explicação:Optamos por fazer o Balanço Patrimonial apenas no mês de março. Nosso ativo corresponde ao
quanto temos de caixa no mês de março, no caso R$ 850,00 da primeira parcela recebida somado ao que ainda
vamos receber R$ 2550,00.Já nosso passivo diz respeito ao nosso gasto de R$ 150,00.
3400
850
2550
150
150
Balanço Patrimonial
55
Referências


Blog Conta Azul, Disponível em: https:/
/blog.contaazul.com


BTG Pacto Digital, Disponível em: https:/
/www.btgpactualdigital.com


Capital Research, Disponível em: https:/
/www.capitalresearch.com.br 


Dicionário Financeiro, Disponível em: https:/
/www.dicionariofinanceiro.com 


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Disponível em:
https:/
/www.totvs.com/blog/negocios/backoffice/#:~:text=Todo%20e%20qualquer%20departa
mento%20que,TI%2C%20contabilidade%2C%20e%20outras.


Fernando Okumura, Taxa de Cartão (MDR): O que é, quanto custa e para quem se paga?, Agile
MS, Abril de 2019, Disponível em: https:/
/www.agilems.com/taxa-de-cartao-mdr/


Ibid, Disponível em: https:/
/ibid.com.br


Juros Baixos, Disponível em: https:/
/jurosbaixos.com.br


Leonardo Resende Lobo, Dívidas versus Equity: vantagens e desvantagens, LinkedIn, maio de
2020. Disponível em:
https:/
/www.linkedin.com/pulse/d%C3%ADvida-versus-equity-vantagens-e-desvantagens-leon
ardo-resende-lobo/


Redação Onze, Tipos de custos: conheça os principais e seus impactos, Onze, Disponível em:
https:/
/www.onze.com.br/blog/tipos-de-custos/


Rede Jornal Contábil, Disponível em: https:/
/www.jornalcontabil.com.br


RockContent, Disponível em: https:/
/rockcontent.com


SEBRAE, Disponível em: https:/
/www.sebrae.com.br


Suno Research, Disponível em: https:/
/www.suno.com.br


Treasy, Disponível em: https:/
/www.treasy.com.br
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1653331893702-Livro-G4Fundamentosemfinanças.Livro+-+G4+Fundamentos+em+Finanças.pdf

  • 2. ” ” SUA EMPRESA PODERÁ SER TÃO GRANDE QUANTO A SUA AMBIÇÃO, MAS SERÁ TÃO GRANDE QUANTO A SUA DISPOSIÇÃO. Julian Tonioli
  • 3. ÍNDICE MÓDULO 1: DEFINIÇÕES BÁSICAS 1. Principais demonstrativos financeiros de uma empresa e para que servem | Pág. 09 2. Competência versus caixa | Pág. 10 3. Demonstração de Resultados de Exercício (DRE) | Pág. 14 4. Dicas para a elaboração e leitura de uma DRE | Pág. 20 5. Balanço Patrimonial (BP) | Pág. 22 6. A importância do BP para uma Cia | Pág. 26 7. Demonstrativo de Fluxo de Caixa (DFC) | Pág. 27 8. Como montar um modelo operacional que relacione DRE, BP e DFC | Pág. 28 MÓDULO 2: UNIT ECONOMICS 1. Unit Economics: o que são e para que servem | Pág. 31 2. Margem de contribuição e margem unitária | Pág. 32 3. O conceito de ponto de equilíbrio e como utilizá-lo | Pág. 33 4. Capital de Giro | Pág. 35 5. Capital de Giro e relação com crescimento | Pág. 36 MÓDULO 3: CONECTANDO AS VISÕES OPERACIONAIS E FINANCEIRAS E ACOMPANHANDO SEU PLANO 1. Plano de crescimento | Pág. 38 2. Modelos de acompanhamento e de gestão mais comuns | Pág. 40 MÓDULO 4: QUAIS AS COMPETÊNCIAS TÍPICAS DA ÁREA FINANCEIRA E SUA ORGANIZAÇÃO 1. Competências típicas e organização básica de uma área financeira | Pág. 42 MÓDULO 5: PRINCÍPIOS BÁSICOS DE ENGENHARIA FINANCEIRA 1. Princípios de Engenharia Financeira | Pág. 45 2. O princípio de alavancagem e crescimento via dívida | Pág. 46 3. Dívida e Equity | Pág. 46 4. Benefícios Fiscais | Pág. 47 5. Estruturas Societárias | Pág. 49 ENCERRAMENTO 1. Sintetizando | Pág. 51 2. Respostas dos exercícios | Pág. 54 3. Referências | Pág. 56
  • 4. Primeiro, parabéns por estar em constante evolução e por se atualizar com as demandas do mercado. O Fundamentos em Finanças foi feito especialmente para te ajudar a entender e controlar com mais consciência e autonomia a rotina e os planejamentos financeiros da sua empresa. Para nós, do Gestão 4.0, é uma grande honra contribuir com o seu crescimento. Como acreditamos que informação e experiência devem ser difundidas, montamos esse livro especialmente para você. Ele vai te acompanhar ao longo da sua jornada de aprendizagem sobre Fundamentos em Finanças, reunindo conteúdos essenciais sobre o tema. Estamos animados e você? Um abraço. Luccas Riedo CEO - Gestão 4.0 Vamos juntos!
  • 5. 03 O nasceu de um sonho em comum dos sócios Tallis Gomes (Easy Taxi e Singu), Alfredo Soares (Xtech e VTEX), Bruno Nardon (Rappi Brasil e Kanui) e Tony Celestino de impactar o cenário brasileiro de negócios e gestão através da educação corporativa. Após uma pesquisa profunda, os quatro perceberam que o empreendedorismo brasileiro poderia crescer muito mais, refletindo no mercado nacional e também internacional, porém, faltavam referências práticas de Gestão 4.0 como tornar esse potencial em realidade. Assim, surge o Gestão 4.0, com seus programas presenciais e digitais. Unindo as experiências de sucesso anteriores com seus negócios, eles desenvolveram um framework de gestão horizontalizado focado no crescimento exponencial e durável. Com ele, qualquer empresa, não importa a área, pode se desenvolver até alcançar um alto faturamento em um curto espaço de tempo.
  • 6. 04 | Nosso propósito Nosso propósito é apoiar você, gestor, em sua jornada de crescimento profissional, para que desenvolva sua empresa e transforme a realidade econômica e social do Brasil. E fazemos isso por meio da educação, servindo como uma força de disseminação das boas práticas de gestão e negócios para líderes e gestores de negócios. | Nossos produtos Oferecemos programas de conhecimento sobre diversas áreas do empreendedorismo e da gestão de negócios, tanto em formato presencial quanto digital. Através deles, alinhamos teoria e prática que possam ser convertidas em ações para sua empresa. Contamos com os melhores profissionais, que são referência de mercado, como nossos mentores e possibilitamos canais de networking e muito aprendizado. Entre os nossos produtos estão:
  • 7. MENTOR Julian Tonioli é Engenheiro Naval por formação e seu aprendizado sobre finanças aconteceu na prática, a partir de suas vivências no mercado financeiro. O empresário atua há mais de 20 anos em Vendas e Operações. De 2002 a 2014, atuou no varejo eletrônico. Foi um dos fundadores da Spring Wireless, onde atuou como COO e Presidente entre 2005 e 2012. Passada a trajetória com o varejo eletrônico, o empresário se torna um dos fundadores da AUDDAS, uma consultoria que trabalha principalmente quatro áreas de gestão empresarial: governança corporativa, planejamento estratégico, suporte a operações e suporte aos clientes. No Gestão 4.0, Julian participa como um dos mentores dos cursos oferecidos.
  • 8. INTRODUÇÃO Em nosso curso, abordaremos aspectos fundamentais em finanças, demonstrando como aplicá-los à gestão de seu negócio. A partir de elementos básicos, esperamos que você consiga tomar decisões específicas, como melhorar sua performance, trabalhar melhor o posicionamento de preços e entender a dinâmica de caixa do seu empreendimento. Vamos apresentar ferramentas para melhor entendimento do negócio, considerando os aspectos operacionais e qual a relação deles com os aspectos financeiros. Vamos oferecer a você suportes que vão te auxiliar durante a sua trajetória de aprendizado, desde a preparação até a prática. A ideia é que você possa, a partir desse suporte, sedimentar o conhecimento adquirido e conseguir utilizar esses materiais como apoio para sua jornada enquanto empreendedor. Assim, nosso itinerário contará com cinco paradas. Vamos começar nossos estudos a partir da explicação de documentos chaves para o seu negócio. Assim, nossa primeira parada será no universo dos Demonstrativos Financeiros: para que servem? Como os utilizo? Em seguida, falaremos sobre indicadores. Trabalharemos com conceitos e princípios básicos: cálculo, interpretação dos cálculos e as decisões a serem tomadas a partir da análise financeira do seu negócio. Mais adiante, conversaremos a respeito de planejamento, tendo em mente um modelo financeiro que contará com recomendações importantes para o acompanhamento das finanças do seu empreendimento.
  • 9. Dando continuidade a nossa jornada, falaremos sobre as competências e funções que ajudarão a dar vazão às necessidades operacionais de um negócio. Na estação final, falaremos a respeito da Engenharia Financeira, trabalhando informações como dívida e alavancagem, as diferenças entre dívida e equity, benefícios fiscais e estruturas societárias. Esse é um resumo do que será nossa jornada em Fundamentos em Finanças. Acreditamos que este seja um bom caminho para te dar autonomia e segurança para a boa gestão de seu negócio. Assim, a tão sonhada mudança nos seus resultados será alcançada! Vamos juntos?
  • 11. PRINCIPAIS DEMONSTRATIVOS FINANCEIROS DE UMA EMPRESA E PARA QUE SERVEM Os demonstrativos financeiros atuam como relatórios de contabilidade e contribuem para as tomadas de decisões dentro de um empreendimento. Existemtrêsdocumentosprincipais quevocêdevetersempreemmente, poisajudarãoadaraestruturabásica dasinformaçõesfinanceirasdoseu negócio.Sãoeles:aDemonstraçãode ResultadosdeExercício,oBalanço PatrimonialeoDemonstrativode FluxodeCaixa. Abaixo,falaremosumpoucomaisa respeitodecadaumdeles,explicando oquesãoeparaqueservem. 09
  • 12. COMPETÊNCIA VERSUS CAIXA Vimos acima que o Regime de Competência estava ligado com a Demonstração de Resultados de Exercício (DRE) e que o Regime de Caixa com o Demonstrativo de Fluxo de Caixa (DFC). Agora entenderemos melhor a diferença entre eles e como funcionam. O RegimedeCompetênciavai consideraras receitas e despesas de um negócio, levando em consideração a forma integral do período no qual aquele evento (compra ouvenda) aconteceu. Isto é, não teremos como foco o quando esses recebimentos ou pagamentos contabilizarão de forma total no caixa da empresa.Afinal, ele tem avercom o seu resultado e sua performance. Suponha que você tenha comprado um produto para a sua empresa e que você vai pagá-lo em 3 parcelas. Em termos de competência, o custo do produto afetaráomês em que você fez a compra, independentedo númerodeparcelas em que esse valor está sendo pago. Se o valor gasto porvocê foi 300 reais, ele entrará como 300 reais na sua DRE, e não apenas como 100 reais (valor da parcela). Omesmoacontecerádopontode vistadasreceitas.Quandofazemos umavendaparaumcliente, independentedoprazodepagamento doprodutoouserviço,ovalorda venda vai afetar, especificamente, omêsemqueavendafoifeita. Assim,demaneirageral,oregimede competênciafuncionaráparaquevocê consigaobservaroresultadodesua companhiaindependentedofator tempo.Dessaforma,vocêalinhae sincronizaasreceitasedespesasda maneira que elas acontecem, independentedequandoelassejam, efetivamente,desembolsadas.Este regimepermitequevocêpercebaseo seunegócioélucrativoounão,se precisademudançasoumelhorias. Já oRegimedeCaixa, em contrapartida, vai considerar o momentodopagamento,tantopara receitas quanto para despesas. O que queremos dizercom isso? 10
  • 13. Dessa maneira, se eu vendo algo no valor de R$100,00 hoje, mas só receberei daqui a 30 dias, meu caixa hoje será de R$0,00 e daqui a 30 dias será de R$100,00. E o mesmo acontecerá com as compras. Se hoje eu compro R$100,00, mas só pagarei daqui a 30 dias, hoje meu caixa será R$100,00 e, daqui a 30 dias, ele será de R$0,00. Assim, podemos dizer que, no Regime de Caixa, o resultado só será afetado quando efetivamente pagarmos ou recebermos pela compra Por que é importante compreendermos essa diferença? É importante compreendermos essa diferença porque o lucro é uma função que está relacionada com o Regime de Competência e não tem relação com o tempo, enquanto caixa é uma função do Regime de Caixa. Assim, lucro e caixa são funções muito distintas 11
  • 14. PARA PRATICAR Antes de passarmos para o detalhamento de cada um desses 3 documentos financeiros que aprendemos até agora, queremos te propor um pequeno exercício. Nossa intenção é que você consiga perceber a funcionalidade dos documentos, mas de uma maneira bastante introdutória, e note a diferença entre regime de competência e regime de caixa, tudo bem? Acompanhando esse conteúdo escrito mais as aulas do nosso mentor, te propomos o exercício abaixo, que tem uma abordagem bastante básica. Para realizá-los, é importante que você tenha assistido à aula “Exemplo na prática - DRE; BP E DFC”. Imagine que no mês de março seu caixa inicial seja R$ 0,00 e a sua empresa tenha feito uma venda no valor de R$ 3400,00, que demandou um investimento de R$ 300,00 de marketing e operação, por exemplo. Pensemos que essa foi sua única venda entre os meses de março e junho. Além disso, os seus clientes parcelaram a compra em 4 vezes e você, enquanto empresa, também parcelou o seu custo em 2 vezes, começando a pagá-lo em março. | A partir disso, como ela refletiria na sua DRE? 12
  • 15. | E no seu DFC? Lembre-se de que o seu caixa inicial, em março era R$ 0,00 e que ele vai se desenvolvendo ao longo dos meses com as entradas e saídas financeiras. | E no seu Balanço Patrimonial? *As respostas se encontram ao final deste livro B a l a n ç o P a t r i m o n i a l 13
  • 16. 2) Impostos sobre faturamento Os impostos sobre faturamentos envolvem o PIS, o COFINS, o ISS e o ICMS. Esses impostos surgem a partir dos faturamentos. Eles são o segundo componente da DRE. 1) Faturamento Bruto/Receita Bruta As companhias têm diversos critérios de reconhecimento de receita. O faturamento bruto é a representação de tudo que você vende. Ou seja, aqui são apresentadas todas as notas fiscais emitidas a partir de vendas de produtos ou serviços oferecidos por uma empresa. Assim, se prestamos um serviço ou vendemos um produto e, a partir disso, geramos uma nota fiscal, ela fará parte do seu faturamento bruto. Estrutura Típica DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS DE EXERCÍCIO (DRE) A DRE apresenta algumas seções básicas, ou seja, ela vai apresentar uma estrutura típica. Sua estrutura típica envolve: O COFINS (Contribuição para Financiamento da Seguridade Social) e o PIS (Programa de Integração Social) incidem sobre o faturamento bruto da empresa. Também é retido pelos clientes no ato do pagamento de faturas. Sua alíquota é de 3,65%, sendo 3% para o COFINS e 0,65% pelo PIS. O ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) incide sobre produtos e serviços oferecidos pela empresa e sua alíquota varia bastante. Ele é pago por substituição tributária, sendo recolhido, antecipadamente, pelos seus fornecedores. O ISS (Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza) incide sobre prestação de serviços listados. Sua alíquota varia entre 2% e 5%. A depender do município, ele será cobrado com base no regime de caixa ou com base no regime de competência. Na maioria das vezes, o imposto é cobrado de acordo com o município onde está situado o estabelecimento que presta o serviço. Mas, em alguns casos, ele é cobrado com base na alíquota referente ao município onde o serviço foi prestado. 14
  • 17. As companhias podem terdiferentes modelos fiscais e, porisso, também terão diferentes modelos de impostos sobre faturamento.Alguns negócios industriais, porexemplo, podem contarcom outros impostos, como o IPI e o ICMSST. *IMPORTANTE! Para as declarações de empresas que estão no Simples Nacional, os impostos são postos na linha de faturamento, por uma questão de simplificação. O Simples Nacional é um regime tributário que tem intenção de facilitar a gestão de micro e pequenas empresas, incluindo os MEIs. Com o Simples, se reduz a burocracia e os custos a partir de um sistema unificado de recolhimento de tributos. Com o crescimento da empresa, o regime fiscal muda para um regime de lucro presumido ou regime de lucro real e, assim, você passa a precisar separar os impostos em dois grupos diferentes. 3) Deduções e cancelamentos Asdeduçõesecancelamentossãoos eventuaisdescontoscomerciais atribuídoseasmercadoriasouserviços quetiveramsuavendacancelada.Ou seja,elesrepresentamumaespéciede “resultadosdevendasnegativas”do seunegócio. Depoisdosimpostos,descontamos estesvaloresafimdeentendermoso nossofaturamentolíquidonaquelemês emanáliseespecificamente.Dessa forma,descobrimosoresultado líquido de suasvendas do mês em quevocê as realizou. O faturamento líquido (FL) do negócio é o resultado dos faturamentos brutos menos os impostos sobre faturamentos e devoluções, deduções e cancelamentos do mês em análise especificamente. Assim,temos? FL= Faturamentos brutos - Impostos sobre faturamentos - Deduções e cancelamentos 15 Comodescubroofaturamento líquidodomeunegócio? maneira direta à prestação de um serviçoouà entregadeumproduto. Existemcustosquevãorecairsobreas 4) Custos ● Qual a diferença entre custos e despesas? Os custos são todos os gastos de
  • 18. 16 mercadoriasvendidas (CMV), ou seja, o valor que você gasta para comprara mercadoriaantesderevendê-la. Quando prestamos serviços, no entanto, nossos custos serão com o pessoal, ou seja, ossaláriospagos às pessoas que estão diretamente ligadas à prestação do serviço que eu ofereço. Isso acontece, por exemplo, em empresas de consultorias. A partir dos custos, você consegue calcular seu lucro bruto. O seu lucro bruto é a diferença entre suas vendas e despesas. Assim, seu resultado financeiro será: Lucro bruto = Faturamento líquido - custos As despesas, diferente dos custos, serão divididas em dois grandes grupos: despesasvariáveis e despesas fixas. As despesas variáveis são aquelas que aumentam e diminuem de acordo com o seu volume de vendas. São elas: despesas de marketing e comissões de vendas, como o frete. Uma vez descontadas do lucro bruto, encontramos uma grandeza chamada Margem de Contribuição, que é o resultado líquido do seu lucro bruto menos as despesas variáveis do seu negócio. Essa Margem de Contribuição precisa sersuficiente para carregaras despesas fixas do seu negócio. As despesas fixas são aquelas que não variam de acordo com seu volume de vendas. Ao descontarmos as despesas fixas da margem de contribuição, nós chegamos a uma grandeza chamada EBITDA ou lucro operacional, que é o resultado operacional do seu negócio depois de serem pagas todas as despesas fixas e variáveis. OBS: A margem bruta do seu negócio será a relação percentual entre o lucro bruto e o faturamento líquido. Mas, afinal, o que é um EBITDA?
  • 19. O que acontece na DRE depois do EBITDA? EBITDA é uma sigla em inglês que quer dizer Earnings Before Interest, Taxes Depreciation and Amortization, ou seja, resultados operacionais antes de impostos, taxas e custo financeiro, depreciação e amortização. Ele indica o resultado operacional do seu negócio. Os múltiplos de transações ou valuations são baseados na sua ebitda. Assim, a ebitda, na verdade, funciona como uma boa aproximaçãoda capacidadedeumnegóciodegerarcaixaoperacionalmente. Portanto, quanto maior o EBITDA, maior a capacidade daquele negócio de gerar caixa. NóstemosnumaDREtrêslinhasprincipais: 1.Resultadofinanceiro:é tudo aquilo que acontece com o negócio a partir dos resultados das aplicações financeiras que a companhia tem. Nada mais é do que o balanço entre as despesas financeiras e as receitas financeiras. *IMPORTANTE! O que é capital de giro? O capital de giro é a reserva quevai financiaras atividades do seu negócio e quevai garantiro pagamento de suas despesas em dia. Com umvalorcerto em caixa, sua empresa terá capacidade para arcarcom as despesas, cobrindo os custos até a entrada das receitas. 17
  • 20. investido, podendo, assim, comprar um novo bem útil a sua companhia ao final de um período de tempo. Estima-se que, nesse período, o bem já tenha se depreciado totalmente, sendo impossível mantê-lo em funcionamento. Por isso, é importante que tenhamos novamente acumulado capital suficiente para um novo investimento. Num exemplo prático, pensemos num equipamento que custou R$100.000,00 para sua aquisição. Sua vida útil é de 10 anos ou 120 meses. Pensamos então que sua depreciação anual é equivalente a 10% do valor pago, ou R$10.000,00/ano. Assim, a depreciação mensal a ser contabilizada está em torno de R$833,33. 2.DepreciaçãoeAmortização:é a perda de valor de um bem adquirido para a empresa e sua relação com o tempo que você precisa para recuperar o valor de investimento nesse bem até que se possa comprar outro bem semelhante. Na sua DRE, você deve apropriar mensalmente com uma depreciação o valor da parcela mensal desse bem. Ou seja, você deve dividir o valor total do bem pelo período em que ele será utilizado até a compra de um novo bem semelhante. Isso afetará o resultado do seu mês no valor relativo à parcela paga naquele mês. O princípio por trás desse mecanismo é que você tenha uma forma de entender seus resultados de modo a acumular novamente esse capital 18
  • 21. 15 lucro da companhia. Umavez descontados todos os impostos sobre o lucro, chegamos ao lucro líquido, que é o resultado final de um negócio durante um período. Da mesma maneira que fizemos com o ebitda, com a margem de contribuição e com a margem bruta, a gentevai gerar uma relação entre o lucro líquido e o nosso faturamento, chegando à margem líquida do nosso negócio. Para que você possa entender melhor todas essas instâncias da DRE e também para que você possa adaptá-la ao seu negócio, vamos fazer o exercício com a planilha enviada a vocês, que demonstra o modelo de DRE padrão e todas as suas linhas de preenchimento. 3.Lucroantesdoimpostoderenda: esse lucro será calculado a partir do ebitda menos os dois componentes das linhas anteriores. É o seu lucro antes do pagamento da parcela de imposto de renda devida sob os resultados de suas operações. Com base nos resultados, calcularemos o lucro da companhia e apuraremos os impostos sobre o DRE 19
  • 22. despesas possam ser acompanhadas de perto na gestão do seu negócio. 2) Um ponto importante quando falamos de despesas financeiras, e que é um erro comum, é o que diz respeito a empréstimos. Na DRE, você vai apontar apenas os juros pagos e não o capital principal. Assim, se você acordou um juros de 1% ao mês, você pagará os R$1.000,00 da parcela (referente ao capital principal) mais R$10,00 em juros. Os R$10,00 de juros é que precisam ser registrados na sua DRE. de perto na gestão do seu negócio. 1) Detalhamento Quanto maior o grau de detalhamento no que diz respeito às informações contidas na DRE sobre receitas e despesas, maior a facilidade de controle sobre as movimentações de sua companhia. No entanto, parte de cada um escolher o nível de detalhamento. O importante é você se sentir confortável com o tipo de acompanhamento escolhido e saber gerenciar as informações nos números de linhas sugeridos, de maneira que todas as receitas e DICAS PARA A ELABORAÇÃO E A LEITURA DE UMA DRE 20
  • 23. percentual que as operadoras de cartão vão descontar da suavenda no momento de repasse do valor dela. Esse valor pago na transação é uma despesa e vai afetar as suas despesas variáveis. Existe, também, a possibilidade de antecipação dessas despesas. Esse custo com antecipação de recebíveis, ou seja, esse valor pago pela antecipação dos recebíveis, é uma despesa financeira. Sabendo disso, é importante separarmos as despesas, para entendermos o que é uma despesa operacional e o que é uma despesa financeira. Assim: 3) Dúvidas relativas a tarifas de cartão de crédito na sua DRE Suas tarifas de cartão de crédito têm, basicamente, duas naturezas. Cada uma delas fará parte de um grupo de despesas: variáveis ou financeiras. As despesas que as operadoras de cartão chamam por MDR (Merchant Discount Rate), são as que você paga por cada transação. Ou seja, é o E por que devemos registrar apenas os juros? O capital principal pago não afetará o resultado, ele afetará apenas o seu caixa. Ou seja, ele não é operacional. Ele apenas te ajudou a traduziro fluxo de caixa do seu negócio. Porisso, na linha de despesas financeiras da sua DRE, é muito importante que você separe a parcela principal e os juros. Esses juros costumam serinformados pelo banco.Assim, costuma serum exercício fácil separaressesvalores e deixar evidente o que évalorde parcela evalorde juros. Sevocê tiverum contador, ele também poderá te ajudarcom esse apontamento para que esse controle seja feito da melhormaneira possível. 21
  • 24. 3) Dúvidas relativas a tarifas de cartão de crédito na sua DRE Quando falamos sobre lucro e impostos sobre lucros existe uma diferença relevante no que diz respeito à questão do regime de caixa e do regime de competência. Muitos dos impostos descontados são impostos trimestrais e o imposto de renda é um imposto tipicamente trimestral. Então, como devemos tratar isso? Na DRE, utilizaremos uma conta que calcula a alíquota específica e qual deve ser o valor de imposto a ser pago a cada mês. Isso faz parte, como já vimos, do regime de competência, ou seja, ele calcula a fração dos impostos que você deve pagar trimestralmente sobre cada mês especificamente. Assim, os valores das guias de impostos a serem pagas afetarão o seu caixa e não somente a sua DRE. BALANÇO PATRIMONIAL 22
  • 25. Estrutura Típica O Balanço Patrimonial tem tipicamente dois lados: o lado dos ativos (direitos) e o lado dos passivos (obrigações). Todo balanço, ao fim do dia, precisa ter ativos e passivos de mesma dimensão. Ou seja, a soma de seus 1) Ativos Seus ativos têm duas naturezas: os ativos circulantes e os ativos não-circulantes. Os ativos circulantes, como o próprio nome diz, são ativos que possuem circulação. Ele é formado ativos totais e a soma de seus passivos totais tem, necessariamente, que ser igual a zero. Agora, vamos entender quais são os componentes que fazem parte de cada um desses lados do seu balanço patrimonial. Assim, começaremos pelos ativos e, depois, veremos quais são os componentes dos passivos do seu BP. por três elementos: o seu caixa e suas reservas em bancos, os seus valores a receber e o seu estoque. O seu caixa e suas reservas em banco são valores acumulados a partir da venda de mercadorias ou serviços ofertados pela sua companhia. 23
  • 26. Os valores a receber se constituem a partir do dinheiro que outras pessoas devem a você. O seu estoque é um outro ativo e assim é visto porque ele também circula, pois as mercadorias entram e saem dele, gerando circulação. Todos esses componentes são um conjunto de direitos que você pode usufruir da maneira que melhor lhe convir, quanto empreendedor, e que formam, juntos, seus ativos circulantes. Em contrapartida, temos os ativos não-circulantes. Ele se refere a todos os investimentos que você tenha feito no seu negócio e que estão imobilizados. Como exemplo, podemos citar a compra de imóveis ou, ainda, investimentos mensais que você usa para gerar receitas, criando um ativo intangível. O ativo intangível é aquilo que você gastou para o desenvolvimento da sua mercadoria ou serviço e que gera a receita que eventualmente afetará o seu balanço. É um direito que você tem de propriedade intelectual do produto ou serviço que você desenvolveu. Asoma dos ativos circulantes e não circulantes dá o total dos seus ativos. 2) Passivos Eles também são divididos empassivos circulantes e passivosnão-circulantes. Aquilo que temos que pagar a fornecedores de mercadoria, aquilo que temos como crédito de clientes e, ainda, todos os valores de empréstimos que a gente tenha a pagar com prazo inferior a 12 meses são partes do seu passivo circulante. Assim, resumidamente, nossos passivos circulantes são nossas contas a pagar e nossos empréstimos de curto prazo. Já os passivos não-circulantes, que são empréstimos eventualmente feitos e que apresentem prazo superior a 12 meses. Usamos esses critérios para separarmos as obrigações de curto prazo de uma companhia das obrigações de longo prazo de uma companhia. Esses resultados serão comparados ao resultado operacional gerado por esse mesmo negócio. 24
  • 27. 3) Patrimônio líquido Ao somarmos o ativo total e descontarmos seus passivos circulantes e não circulantes, vamos perceber uma diferença no balanço. Essa diferença é formada pelo que chamamos de patrimônio líquido. O patrimônio líquido de uma companhia é a diferença, na prática, entre ativos e passivos. O patrimônio líquido é formado por 4 linhas principais, que são: Capital social Lucros ou prejuízos acumulado Resultados do período Dividendos pagos no exercício A soma dessas quatro linhas de discriminação de valores te dá o valor do patrimônio líquido da sua companhia. Ou seja, tudo aquilo que a companhia gerou de resultados para um acionista ao longo do tempo. A soma do seu passivo total mais seu patrimônio líquido precisa ser igual à soma dos seus ativos. Isso porque o que sobra dos seus ativos, depois que você paga todos os seus ativos, corresponde ao seu patrimônio líquido. 25
  • 28. A IMPORTÂNCIA DO BP PARA UMA EMPRESA Como o próprio nome diz, o Balanço Patrimonial vai equilibrar suas obrigações e seus direitos. É através do BP que terceiros vão avaliar a sua companhia, principalmente o patrimônio líquido dela. Essa avaliação será o quevai definirse esses terceiros farão ou não negócio comvocê. Quando o seu patrimônio líquido se apresenta de maneira negativa, é muito difícil que os agentes credores queiram fazernegócio comvocê. Afinal, um patrimônio líquido negativo significa dizerque, caso o negócio fosse encerrado, arcarcom suas obrigações seria bastante delicado. Isso, então, afasta os possíveis credores da sua companhia, porque demonstra certas deficiências e possíveis instabilidades. Outro ponto importante sobre o BP é que ele nos permite calcular alguns indicadores de solvência e saúde financeira. É a conta que fazemos entre as suas obrigações e os seus direitos.Assim, temos alguns índices importantes. E o que é um indicador de solvência? O Índice de Liquidez Corrente é um indicador de grande importância. Ele falará da relação entre o seu ativo circulante, ou seja, o dinheiro que você tem, e o passivo circulante, ou seja, o dinheiro que você precisa pagar para alguém. Assim, empresas que apresentem ativos circulantes maiores que passivos circulantes são empresas consideradas saudáveis. Outro índice importante é o Índice de Alavancagem. O capital é uma alavanca que precisamos para crescer mais depressa. O Índice de Alavancagem vai ser a relação entre o total das suas dívidas dividido pelo seu ebitda. Quanto maior esse índice, pior para você e para o seu negócio, pois ele indicará ao seu credor quantos anos você vai precisar trabalhar para pagar a sua dívida. Um conceito que também será muito importante para seu negócio é o de giro financeiro, que nada mais é que o ciclo do dinheiro dentro do seu negócio. O BP é um instrumento muito valioso para a compreensão do seu giro, pois ele demonstra o fluxo do dinheiro no seu negócio. 26
  • 29. O é o nosso terceiro documento de maior relevância para o funcionamento pleno da nossa companhia. Com ele, podemos tanto analisar o que temos de caixa, dinheiro dentro da empresa, em um determinado período, quanto entender suas origens. Existem dois métodos para calcularmos esse demonstrativo: o método direto e o método indireto. Demonstrativo de Fluxo de Caixa DEMONSTRATIVO DE FLUXO DE CAIXA (DFC) DFC - Método Indireto DFC - Método Direto 27
  • 30. Método Indireto Método Direto Registro de tudo aquilo que entra e sai do seu caixa. Ele funciona bem para negócios pequenos. Porém, conforme o negócio se amplia, esse controle acaba se tornando pouco eficiente para o negócio. Isso porque as movimentações se tornam maiores e mais frequentes, tornando mais difícil o gerenciamento do caixa de uma companhia por este método. Análise do balanço e a comparação dos balanços de dois períodos consecutivos de modo a entender como as variações de balanço explicam o seu caixa. Por este método, você não apenas observa o que aconteceu com o seu caixa, mas também o porquê de ter acontecido. *IMPORTANTE! O método indireto, no entanto, apresenta um aspecto contra-intuitivo. Assim, o aumento de ativos de um mês para o outro significa, na verdade, queima de caixa. Isso significa dizer que houve uma movimentação de dinheiro para transformá-lo em um ativo, ou seja, houve consumo de capital. Da mesma maneira, o aumento dos passivos significa geração de caixa. Aumento de ativos/diminuição de passivos Aumento de passivos/diminuição de ativos COMO MONTAR UM MODELO OPERACIONAL QUE RELACIONE DRE, BP E DFC O modelo operacional é aquele que vai representar o seu negócio do ponto de vista das operações realizadas dentro do seu negócio. Esse modelo deve conversar com esses três documentos de maneira conjunta. queima de caixa geração de caixa 28
  • 31. Dessa forma, podemos seguir um modelo simples com quatro passos: Análise da DR Análise da relação entre a DRE e o B Cálculo das variações de caixa a partir das variações do meu B Projeção das variações de caixa a partir dos componentes anteriores de maneira combinada 29 | DESTAQUES IMPORTANTES Até aqui, vimos muitos aspectos importantes sobre documentos essenciais para o seu negócio e quais os elementos que compõem esses documentos. Além disso, vimos como funcionam e porque esses documentos são importantes para o bom funcionamento da sua empresa. Dessa forma, podemos seguir um modelo simples com quatro passos Lucro não é igual a Caixa: a DRE indica lucro e seu caixa vem do seu DFC. T rabalhar com Regime de Competência significa dizer que todo o seu ciclo de negócio acontece ao mesmo tempo e durante um mesmo período. Margem Bruta é diferente de Markup. Markup é a relação entre o preço de venda bruto e o custo de uma mercadoria Balanço Patrimonial: a forma como você se comunica com o mercado financeiro. Patrimônio Líquido negativo é ruim para o seu negócio. É possível conectar seu modelo operacional com seu BP , sua DRE e seu DFC.
  • 33. INTRODUÇÃO Até aqui já entendemos o funcionamento dos três principais demonstrativos financeiros: a DRE, o BPe o DFC. Neste módulo,vamos entenderquais os parâmetros econômicos (unit economics) que nos ajudam a avaliar um negócio e como eles funcionam. De modo geral, os unit economics são parâmetros econômicos unitários, ou seja, são medidas que utilizamos para avaliar um negócio, sem levar em consideração parâmetros de tempo e escala. Elesvãomostraroquantodevalor econômicoégeradoemcadatransação realizadaporumnegócio, demonstrandoopotencialresultadode umempreendimento. Osuniteconomicsmaiscomunssão:o CAC(CustodeAquisição),oLTV (LifetimeValue)eamargemunitária.O últimoconceito,demargemunitária, seráoquedefatoexploraremos.Elediz respeitoaoquantodedinheirovocê geraporvendadeumaunidadede produtoouserviçoespecífico,após retirartodososimpostos,despesase custosenvolvidoscomele. 31
  • 34. MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO E MARGEM UNITÁRIA Amargemdecontribuiçãotemcomo objetivomediroresultadodas operaçõesdoseunegócio.Éasobra dasreceitasobtidasdepoisde vendermosumprodutoouserviço. Assim,elamostracomoquecadauma dassuastransaçõesgeraresultadoe comoessesresultadosvãoagregarou retirarvalordoseunegócio. Seamargemdecontribuiçãoé positiva,significadizerqueas transaçõesoperadaspeloseu negócioconseguemcarregarocusto fixodele.Assim,quantomaiora margemdecontribuição,melhoréo seunegócioemaioréasua capacidadedeescala. Capacidade de escala é a capacidade que um negócio possui de suprir altas demandas sem que precise aumentar os investimentos para a realização dessas operações. Ela é uma relação entre a margem de contribuição e os custos e resultados variáveis em função do seu custo fixo.Assim, uma companhia com uma grande capacidade de escala é aquela que tem alta margem de contribuição, ou seja, altos resultados gerados com vendas. Já margem unitária é o resultado gerado em reais para cada transação unitária do seu negócio. Em outras palavras, ela é a margem decontribuiçãodecadaprodutoou serviço realizados em sua companhia. Ou seja, ela considera cada produto vendido pela sua companhia individualmente. Trata-sedeumaspectomuito importantedoseunegócio, principalmenteparaarealizaçãode duasanálisesbásicas:acomparaçãode produtosentresi,istoé,qualémais lucrativoounão,eparaoexploraro conceitodepontodeequilíbrio. 32
  • 35. O CONCEITO DE PONTO DE EQUILÍBRIO Nos utilizamos de uma fórmula básica para calcularopontodeequilíbrio: O conceito de ponto de equilíbrio é utilizado para entender qual o volume de transações necessário para que você equilibre o custo fixo das suas operações. Assim, ele indica uma relação entre seu volume de venda ou faturamento e seu custo fixo. margensunitárias volumedevendas Ou seja, nessa fórmula, vamos multiplicar o valor de nossas margens unitárias pelo nosso volume de vendas, até que esse valor seja maior que o valor dos nossos custos fixos. Assim, teremos: mu vt x custos dias custosfixos X > 33
  • 36. Apartir da análise de um único produto, conseguimos medir quantos dias são necessários para equilibrar os custos fixos com a variante que considera o volume de vendas e o valor arrecadado com esse volume. Quando comparamos o resultado de cada produto, avaliamos de quantos dias, por exemplo, cada produto precisa para suprir com os custos fixos do negócio. Quando todos os produtos são considerados na realização desse cálculo, se estabelece um comparativo de potencial de venda e renda gerada por cada produto.Assim, conseguimos ampliar a avaliação das operações realizadas na nossa companhia e avaliar, por assim dizer, qual produto se sai melhor dentro desse comparativo. A partir dessas avaliações, conseguimos definir estratégias de produtos, trabalhando melhor o conceito de margem de contribuição e também o conceito de ponto de equilíbrio. Assim, saberemos como utilizaresses princípios para atingiralguns objetivos como: maximizarlucros, definirpreço e definirconceitos promocionais, lidando com custos fixos evariáveis e outros aspectos de maneira a trabalharo fluxo e o resultado do seu negócio de maneira geral. 34
  • 37. CAPITAL DE GIRO O conceito de capital de giro é um dos conceitos mais importantes no universo de gestão de empreendimentos. Ele fala a respeito do quanto de dinheirovocê precisa para operarde maneira constante, financiando as atividades do negócio e arcando com as despesas dele em dia.Assim, ele é aquele que garante a boa saúde financeira da sua empresa. No entanto, essevalorfica indisponível paravocê durante as operações do seu negócio, porque, durante as operações, ele fica circulando entre ativos e passivos. O termo giro, como o próprio nome sugere, tem avercom movimento. Portanto, é um dinheiro que fala sobre todas as movimentações monetárias realizadas dentro do seu negócio. Durante seu ciclo, acompanhamos desde as receitas geradas (ativos) até as despesas pagas (passivos). Emmomentosondeobservamosuma maiorquantidadededespesasem relaçãoàsreceitasgeradas,notamos aindamaisaimportânciadaexistência docapitaldegiro,poissóassim, contandocomessagrandeza,éque poderemosarcarcomtodasascontas donossonegócio. Emresumo,portanto,ocapitaldegiro éumaquantidadededinheiroque precisasermantidanoseunegócio, poiséelequemmantémoseu negócioemconstanteoperação. Ocálculodessecapitalvaivariarem termosdecomplexidadedeacordo comoempreendimentoquevocêtem. Mas,emtermosgerais,oconceitopor trásdocapitaldegiroésimples. Aformadecalculá-lo,resumidamente,é:asomadoseuestoque(E)edoseu contasareceber(CR)menososeucontasapagar(CP). Capitaldegiro E CR CP = + - 35
  • 38. CAPITAL DE GIRO E A RELAÇÃO COM CRESCIMENTO Ocapitaldegiroéabasefinanceira dequalquerempresa.Eleé indispensávelparaqueumaempresa possaoperar,fazendocomqueela tenhaumabasefinanceira. Da mesma forma, podemos dizer que o capital de giro estará diretamente ligado ao crescimento de uma empresa. Quanto maior o crescimento do seu negócio e maior a velocidade desse crescimento, maior é a necessidade de capital de giro. Eventualmente, algumas empresas não conseguirão fazer com que as grandezas cresçam na mesma proporção, ou seja, que o capital de giro aumente de maneira proporcional à expansão do negócio. Nesses casos, é proposta a entrada de capital de terceiros no seu negócio, aumentando seu capital de giro, o que promove a continuidade da capacidade de operação do empreendimento. Tendoemvistaessecálculo,ficaaindamaisevidenteaimportânciada realizaçãodeumbomBalançoPatrimonial(BP). 36
  • 39. MÓDULO 3: CONECTANDO AS VISÕES OPERACIONAIS E FINANCEIRAS E ACOMPANHANDO SEU PLANO
  • 40. INTRODUÇÃO No módulo 3, falaremos sobre maneiras de conectar as visões financeira e operacional do seu negócio de modo a acompanhar o plano de crescimento elaborado para o empreendimento. É importante pensarmos sobre o AmonitoraçãodessesKPIsvaigarantir queseuresultadooperacional aconteçae,consequentemente,vai garantirqueseuresultadofinanceira ocorrademaneirasatisfatóriaaoseu negócio.Criarseusindicadoresde maneiracombinadaaoseu planejamentooperacionaleseu planejamentofinanceiroésimples. modelo operacional estabelecido a partir do modelo financeiro seguido pela sua empresa, de modo a garantir uma boa gestão do seu negócio. Nesse momento, utilizamos os mesmos parâmetros usados para modelar seu resultado operacional e transformando eles em indicadores (ou KPIs). Assim,apartirdonossoplanoou modelooperacional,aspremissase parâmetrosutilizadosnamodelagem dasuaempresasetransformamnos nossosindicadores.Essesindicadores, umavezexecutados,garantemque nossosresultadosoperacionale financeiroaconteçam.Poressarazão, elesprecisamestarcombinados KPI: indicador- chave de crescimento. São ferramentas de gestão utilizadas para mediro nível de desempenho e sucesso do seu negócio. 38
  • 41. Para que você consiga finalizar um modelo de planejamento para seu negócio é importante que tenha em mente três visões diferentes para o seu empreendimento: Alinhando o Planejamento de Crescimento num passo a passo: Budget Forecast Meta É um plano financeiro pensado de maneira estratégica, considerando tanto previsões de receitas e despesas futuras quanto um determinado período de tempo. Funciona como um orçamento ajustado do seu negócio. Ou seja, a partir dele, garantimos que as metas estipuladas para um exercício sejam cumpridas dentro do orçamento inicial. No entanto, mensalmente, os valores são ajustados, de modo que os objetivos da empresa para o ano sejam cumpridos de maneira eficiente. Ele mostra o que foi realizado até agora e o que foi planejado para os próximos meses. A meta é aquilo que vai ser definido com o seu time e envolve alteração nos indicadores e resultados ao longo do ano e que vão demandar ações para que parâmetros e premissas se alterem. Diferentemente do budget, a meta permite que se trabalhe com um conceito de remuneração variável, de modo a financiar planos de remunerações variáveis para a equipe. Modelo operacional Modelo financeiro Visão de budget Definir metas a partir das variações dos indicadores e dos resultados trazidos pelas metas Definir o modelo de acompanhamento de forecast (avaliação do que já foi realizado e os planejamentos pros meses futuros) 39
  • 42. O acompanhamento do plano de crescimento deveserfeito apartirda observação dosindicadoresdemaneira periódicaerespeitando 3tiposdeciclo operacionalno seu negócio: Ciclo operacionalou Heartbeat: Mostra indicadores que têm cadência de operação e de acordo com um ritmo de menor ciclo operacional, ou seja, indicadores de venda, transações ou pedidos realizados num curto espaço de tempo (diária ou semanalmente) Ciclotático: revisão mensal do que foi planejado versus o que foi realizado, além de ajustes finos no planejamento para se direcionar eventuais variações nesse período. Ciclo estratégico: são revisões trimestrais de planejamentos feitos versus aquilo que foi de fato realizado. Com essas revisões é possível se localizar em termos de resultados alcançados e revisar também o planejamento dos períodos seguintes, de modo que as metas que estão sendo buscadas sejam de fato alcançadas. Comparar o planejado com o que foi realizado no mês Comparar o planejado com o que foi realizado year to date, ou seja, durante ano até o período de avaliação Comparar o planejado com o forecast pensado para resto do período Comparar o que foi realizado no período em avaliação com o que foi realizado no mês anterior e com o que foi realizado no mesmo período do ano anterior 40 Modelos de acompanhamento e de gestão mais comuns Para acompanhar o seu negócio e para que a gestão do seu negócio aconteça de maneira plena, é importante que você siga comparando os resultados apresentados durante os períodos de tempo estipulados. Assim, sugere-se: Assim, você entende sua evolução de curto prazo e sua evolução de médio prazo. Esses comparativos vão ajudar a definir indicadores, gerenciar melhor sua equipe, montar um modelo de acompanhamento do ponto de vista operacional e financeiro, de maneira que permita você garantir a execução do que foi definido, além de entender como a execução desse plano afeta a sua performance financeira e operacional.
  • 43. MÓDULO 4: COMPETÊNCIAS TÍPICAS E ORGANIZAÇÃO BÁSICA DE UMA ÁREA FINANCEIRA
  • 44. INTRODUÇÃO QUAIS AS COMPETÊNCIAS TÍPICAS DE UMA ÁREA FINANCEIRA? Neste módulo, discutiremos, de maneira breve, sobre as funções que devem estar presentes no setor de Finanças para que haja um bom controle do desempenho financeiro da empresa. São 4 as competências típicas da área financeira na perspectiva da sua gestão, sendo necessário que todas estejam presente no dia a dia de um negócio, seja tendo um único responsável por elas - em um negócio pequeno, por exemplo - seja tendo um time especializado para cada uma - em negócios maiores. Para um bom gerenciamento dessas áreas, uma empresa vai precisar de pessoas que tenham potencial e conhecimento específico para exercer as funções. Trabalhar com finanças mais do que confiar é saber conferir e, para isso, é necessária uma mão de obra e intelectual de qualidade. Existem quatro aspectos que são de extrema importância: 1) Planejamento financeiro: Áreadaorganizaçãofinanceira,assimcomoadefiniçãode estratégias.Éimportantequeoresponsáveltenhahabilidadede planejaredeestruturar,transformandoosmodelosoperacionais emmodelosfinanceiroseconectandoasdinâmicasdemodo que a empresa consiga operar satisfatoriamente. 2) Controladoria: Depoisdoplanejamentofinanceiro,éprecisoquehajauma garantiadeque,naprática,tudoquefoielaboradoseja cumpridodemaneirasatisfatória,porisso,existeacontroladoria. Atravésdela,épossívelcompreenderasvariaçõesdaquiloque foiplanejado,paraqueasaçõescorretivasqueprecisemser elaboradastambémsejameficazes. 42
  • 45. 3) Backoffice financeiro: Área responsável pelo processamento do grande volume de informações financeiras que vão ser geradas a partir das operações realizadas. Os profissionais dessa área são aqueles que controlam todas as receitas e contas a pagar do seu negócio. Esse setor também será responsável pelo processamento da folha de pagamento do seu negócio. 4) Contabilidade: Os responsáveis pela contabilidade são aqueles que vão fazer conexão entre os dados financeiros e gerenciais do negócio e a contabilidade, que afeta o Balanço, ferramenta fundamental para a gestão do negócio. Uma contabilidade bem feita é indispensável para a boa gestão do seu negócio. *IMPORTANTE! Alguns negócios terão outras competências importantes na área financeira. A área de varejo, por exemplo, terá a área fiscal, responsável pelo cálculo de impostos, que costumam variar. Outras companhias que movimentam grandes volumes de capital, como as do setor agropecuário ou petroleiro, vão precisar de uma tesouraria. A tesouraria é útil quando o ciclo do capital é muito longo e as movimentações financeiras também. Essa área é responsável por cuidar do caixa da companhia. 43
  • 46. MÓDULO 5: PRINCÍPIOS BÁSICOS DE ENGENHARIA FINANCEIRA
  • 47. INTRODUÇÃO Nesse módulo, falaremos sobre alguns princípios básicos da engenharia financeira de maneira introdutória. A engenharia financeira é um termo usado para designar uma série de artifícios de planejamento e estratégias para a utilização de capital próprio ou de terceiros, potencializando os resultados do seu negócio. Independentementedaescolhadequalseráaentradafinanceiravindadeterceiros, queéinevitável,éessencialquevocêcontroleodinheiroquefoigeradopelaempresa eoqueteveorigemdeinvestimentos.Afinal,emalgumainstância,vocêteráque “pagar”essasdívidas,financiamentosoudividendos,entenderemosmaissobreum cálculoquenosajudanessatarefanapróximaseção. Mas o que seria cada um deles? Apartirdisso,aengenhariafinanceiravaiutilizarosseguintesrecursosparapoder aumentarocrescimentodonegócio: ●Dívidaouequity ●Benefíciosfiscais ●Estruturassocietárias 45
  • 48. 46 O PRINCÍPIO DE ALAVANCAGEM E CRESCIMENTO VIA DÍVIDA DIFERENÇA ENTRE DÍVIDA E EQUITY Um conhecimento geral no dia a dia de uma empresa é: quanto mais o nosso negócio está crescendo mais precisamos de capital de giro. Como vimos acima, uma das formas de conseguir esse capital é buscando a ajuda de outras fontes, recorrendo a recursos bancários. Nesse sentido, abrir uma dívida pode ser uma estratégia para crescer. No entanto, é importante manter atenção a ela para saber quando a sua empresa conseguiria quitá-la e, portanto, o que precisaria ser feito para que ela fosse liquidada. Para isso, levaremos em conta o princípio de alavancagem. Este princípiovai ser a relação entre a sua dívida e seu EBITDA. Ou seja, a relação entre o total de dinheiro que você tem a pagar para terceiros Dívida e equitysão duas maneiras de conseguir capital para fazer um negócio crescer. É normal que o empresário se encontre em dúvida em fazer um ou outro, por isso, entender ambos é importante. dividido pelo seu resultado operacional anual. Sua indicação será a de quanto tempo será gasto para que toda a sua dívida seja paga. É importante lembrar de que, todavez que seu índice de alavancagem for superior ao prazo da sua dívida,você terá um problema. Em outras palavras: caso a sua capacidade de gerar resultados no seu negócio seja maior que o prazo médio de pagamento dessa dívida, sua companhia está apresentando problemas de pagamento de dívidas com recursos operacionais. Via de regra, um índice de alavancagem superior a três é um sinal de alerta para um negócio. Isso porque os empréstimos geralmente possuem prazo de 36 meses. Adívida é uma atividade através da qual se consegue dinheiro a ser pago somado a juros num determinado período de tempo.Já o equityé a captação de dinheiro com avenda de participações, ou seja, ações do seu
  • 49. 47 BENEFÍCIOS FISCAIS negócio.Assim,você precisará decidir entre crescer pagando um empréstimo ou repassando ações aos acionistas de sua empresa. Ou seja, decidir entre ter um financiador ou um investidor. Quando se trata de dívida, o prazo é mais importante do que a própria taxa de juros.Ataxa de juros, apesar de melhores quando são menores, é menos importante que um prazo mais longo para quitação dessa dívida. Prazos mais longos possibilitam alavancagens maiores, o que é algo positivo para a sua empresa. Quando optamos por equity, minimizamos nossa participação, o que pode implicar nos nossos ganhos pessoais.Afinal, nossovolume de ações diminui quando abrimos ou dissolvemos o capital para dar continuidade ao crescimento do seu negócio.Assim, o repasse para os investidoresvai oscilar conforme o crescimento da sua companhia. Uma outra maneira de impactar o crescimento de uma empresa, é a utilização de dívida no formato de tributos. Nesse caso, o uso de benefícios fiscais pode acontecer de O crescimento com equity, no entanto, é maior do que o crescimento com dívida. Com a dívidavocê paga independentemente de haver lucro ou prejuízos. Caso contrário, a dívida aumenta em função dos juros.Além disso, o acionista divide o lucro, mas socializa o prejuízo. Assim, qual escolher? Partindo do pressuposto que estamos tendo acesso ao mesmo capital, tanto em dívida quanto em equity, é preciso comparar qual a necessidade de crescimento adicional para decidir qual método escolher. A captação de equity, vale dizer, custará mais do que a captação de dívida. A parcela da sua dívida tem um tendência mais fixa, mesmo considerando eventuais alterações de taxas. Enquanto isso, o investimento via equity tem uma tendência de oscilação maior, possibilitando mais saída de capital em passivos. modo a postergar o pagamento de impostos.Assim, sua empresa usa o capital que seria inicialmente utilizado para o pagamento desses impostos para o crescimento do seu negócio.
  • 50. 48 O fisco permite parcelamento do pagamento de impostos a taxas mais baratas, baseadas na taxa SELIC. No entanto, essa estratégia apresenta vários períodos. Principalmente no caso de havernecessidade de apresentar certidões que demonstrem a quitação dos impostos em dia. E isso pode afetar sua relação com fornecedores, com o setorbancário e com financiadores de maneira geral. Essa estratégia também é limitada, pois o capital destinado ao pagamento de impostos não é tão alto, umavez que as taxas de impostos pagas são relativamente pequenas frente a outros compromissos fiscais da sua empresa. Nesse cenário da utilização de parcelamento de tributos é interessante manter-se sempre muito afinado com seu contador e com seu advogado tributário, pois são eles que poderão criar estratégias seguras para colocar em prática esse mecanismo. Outra manobra muito utilizada em relação ao uso de benefícios fiscais é o aspecto geográfico, onde companhias se utilizam de benefícios e tributos locais que refletem numa maior margem capital. Essa otimização faz diferença na sua capacidade de geração de caixa e capacidade de aumento de margem.
  • 51. 49 ESTRUTURAS SOCIETÁRIAS São utilizadas tipicamente para diminuição das taxas tributárias de um negócio. Uma estrutura muito comum é a de criação de empresas de prestação de serviço que atuem com a empresa mãe de onde são originárias. Dessa forma, acontece uma diminuição da carga tributária desembolsada, fazendo com que as companhias se beneficiem. Assim, existe uma maximização dos resultados do seu negócio, aumentando a quantidade de capital disponível para uso. O contraponto é que talvez exista um aumento de gastos operacionais, uma vez que o número de companhias administradas aumentaram. É preciso ter dimensão do impacto no custo operacional, de modo que faça valer a pena a estratégia de redução de impostos adotada. Caso o impacto operacional for muito grande, é possível que seus negócios enfrentem dificuldades, tornando seu crescimento mais lento e menos proveitoso.
  • 53. Sintetizando Nosso livro chega ao fim, mas ainda com bastante conteúdo e indicações. Primeiro, vamos revisar o que você aprendeu deixando perguntas para você refletir: Quais são os principais demonstrativos para uma empresa? Como cada um deles funciona Qual a diferença entre regime de competência e regime de caixa? E entre lucro e caixa Porque o BPé importante na análise de possíveis investidores Como os demonstrativos podem trabalharde maneira integrada em um modelo operacional O que compõe o patrimônio líquido e porque ele é importante O que é margem de contribuição Quais são as funções essenciais para um setorde Finanças Qual a diferença entre budget, metas e forecast? Comovocê pode levá-los para sua realidade Quais estratégias podem serutilizadas para comporo capital de giro e fazerum negócio crescer? 51
  • 54. 52 E agora, deixamos como sugestão algumas outras leituras e podcasts que podem te ajudar com esse tema: Livros: Administração Financeira, de Stephen Ross, Randolph Westerfield,JeffreyJaff Omodelodinâmicodegestão financeira,deMichelFleuriete RodrigoZeidan Administração do Capital de Giro, deAlexandreAssaf Netto e CésarAugusto Tiburcio Silva Estrutura e análise de balanço: um enfoque econômico-financeiro, de AlexandreAssafNetto
  • 55. Parabéns por buscar mais conhecimento sobre Finanças! Esperamos que este livro tenha te ajudado a pensar mais sobre seu negócio e sobre seu crescimento tanto pessoal quanto profissional. Queremos ver de perto o seu progresso e sempre poder contribuir ainda mais para ele. Por isso, mantemos nossos cursos atualizados com as novidades do mercado e lançamos novas oportunidades de conhecimento. Tudo isso para você! Então, acompanhe nossos materiais e fale com a gente sempre que precisar. Você faz parte da nossa nave agora, vamos voar juntos! Gestão 4.0
  • 56. Quer conferir se você acertou o nosso exercício? Exercício 1 (página 12) Deixamos aqui a resposta esperada e a explicação da resposta. Caso tenha tido dificuldade ou errado, não se desespere, pois os erros fazem parte do processo e são uma oportunidade de crescimento. Explicação: Nessa questão, a receita da empresa foi realizada apenas em março a partir da venda no valor de R$ 3400, sem que houvesse, portanto, qualquer outra venda entre abril-junho. Ainda que a entrada do capital correspondente a essa venda entre de modo parcelado, a receita que ela gerou no mês de março foi de R$ 3400. Por essa razão, devemos colocar seu valor integral na DRE, afinal estamos seguindo o regime de competência, que mostra o resultado de uma empresa com seu produto/serviço. Para que essa venda de R$ 3400 fosse feita, outros R$ 300 foram gastos em marketing e operação, que serão pagos de maneira parcelada. Seguindo a mesma lógica, devemos colocar seu valor integral na despesa. Folha de respostas dos exercícios 3400 - - - - - - - - - -300 3100 850 -150 0 700 700 700 700 1400 1400 2250 3100 2250 -150 - - 850 850 850 850 850 54
  • 57. Explicação: Para DFC é importante a entrada e a saída de capital em cada mês e o quanto ela interfere no caixa da empresa ao longo do tempo. Como ovalor davenda de R$ 3400 foi parcelado em 4vezes, temos em março, abril, maio e junho a entrada de R$ 850,00 nesse caixa. No entanto, também teremos os gastos com marketing e operações que foram responsáveis pela saída de R$ 150,00 nos meses de março e abril. Nosso caixa era R$ 0,00 e foi abastecido pela entrada da primeira parcela, porém também tiramos R$ 150,00 dessevalor para cobrir os custos.Já nos meses seguintes, nosso caixa já não será mais R$ 0,00, mas sim o caixa com o qual fechamos o mês anterior. Sendo assim, nosso caixa no final do período (no caso mês) será a soma do caixa final do mês anterior somado à geração de caixa do mês em questão. Repare que o caixa final em junho correspondeu, nesse caso, ao lucro que nossavenda havia trazido (que analisamos com a DRE), porque não houve nenhuma nova receita nem despesa.Afinal,vendemos somente em março. Explicação:Optamos por fazer o Balanço Patrimonial apenas no mês de março. Nosso ativo corresponde ao quanto temos de caixa no mês de março, no caso R$ 850,00 da primeira parcela recebida somado ao que ainda vamos receber R$ 2550,00.Já nosso passivo diz respeito ao nosso gasto de R$ 150,00. 3400 850 2550 150 150 Balanço Patrimonial 55
  • 58. Referências Blog Conta Azul, Disponível em: https:/ /blog.contaazul.com BTG Pacto Digital, Disponível em: https:/ /www.btgpactualdigital.com Capital Research, Disponível em: https:/ /www.capitalresearch.com.br Dicionário Financeiro, Disponível em: https:/ /www.dicionariofinanceiro.com Equipe Totvs, O que é o backoffice e qual sua importância nos negócios, janeiro de 2021, Disponível em: https:/ /www.totvs.com/blog/negocios/backoffice/#:~:text=Todo%20e%20qualquer%20departa mento%20que,TI%2C%20contabilidade%2C%20e%20outras. Fernando Okumura, Taxa de Cartão (MDR): O que é, quanto custa e para quem se paga?, Agile MS, Abril de 2019, Disponível em: https:/ /www.agilems.com/taxa-de-cartao-mdr/ Ibid, Disponível em: https:/ /ibid.com.br Juros Baixos, Disponível em: https:/ /jurosbaixos.com.br Leonardo Resende Lobo, Dívidas versus Equity: vantagens e desvantagens, LinkedIn, maio de 2020. Disponível em: https:/ /www.linkedin.com/pulse/d%C3%ADvida-versus-equity-vantagens-e-desvantagens-leon ardo-resende-lobo/ Redação Onze, Tipos de custos: conheça os principais e seus impactos, Onze, Disponível em: https:/ /www.onze.com.br/blog/tipos-de-custos/ Rede Jornal Contábil, Disponível em: https:/ /www.jornalcontabil.com.br RockContent, Disponível em: https:/ /rockcontent.com SEBRAE, Disponível em: https:/ /www.sebrae.com.br Suno Research, Disponível em: https:/ /www.suno.com.br Treasy, Disponível em: https:/ /www.treasy.com.br 56