Saúde mental do
adolescente
Nathalia Álvares
Mestranda em Hebiatria FOP/UPE
Objetivos da aula de hoje:
 Tipos de transtorno mental
 Histórico
 Prevalência
 Rede de atenção
 Programa Saúde do Adolescente
“O direito à saúde mental é um direito fundamental do cidadão,
previsto na Constituição Federal para assegurar bem-estar
mental, integridade psíquica e pleno desenvolvimento intelectual
e emocional”.
Tipos de Transtornos Mentais
 Esquizofrenia- perseguição e confusão com realidade (2006- internações)
 Depressão- dificuldade da pessoa sentir prazer no que ela antes gostava de
fazer
 Transtorno bipolar – ciclos de variação do humor
 Neurose- medo, preocupado
 Histeria- dissociação e conversão
 Pânico- paralisação
 Fobia- angústia relacionada à causa específica
 TOC – Transtorno Obsessivo Compulsivo – tendência a se ter pensamentos
persistentes
Sinais de Alerta
• Acorrentados
Idade Média
• Manicômio
Século XVIII
• chicotadas,
máquinas giratórias
e sangrias
Século XIX
• psiquiatra italiano
Franco Basaglia
• (MTSM) - Luta
Antimanicomial
• Reforma Psiquiátrica
Segunda metade
do século XX
• CAPS
• 1° intervenção hospitalar
• I Conferência Nacional de
Saúde Mental
• NAPS
1987
• Constituição
• SUS
1988 • II Conferência Nacional de
Saúde Mental
• CAPS, NAPS e Hospitais-dia
• Normas para avaliação do
serviço e classificação dos
hospitais.
• Declaração de Caracas
Década de
90
• lei 10.216
• a III Conferência Nacional de
Saúde Mental
2001
Criação PSF
• fiscalização e redução de leitos
psiquiátricos no Brasil - 2002
• Programa “De Volta para Casa” - 2003
desinstitucionalização
de pessoas
longamente internadas
• Programa Nacional de Avaliação do
Sistema Hospitalar/Psiquiatria
(PNASH/Psiquiatria) (2002)
• Programa Anual de Reestruturação da
Assistência Hospitalar Psiquiátrica no
SUS (PRH) (2004)
• Programa de Volta para Casa (2003)
• Expansão de serviços como as
Residências Terapêuticas e o CAPS
Principais estratégias
• Programa de Inclusão Social pelo
Trabalho das pessoas com transtornos
mentais e transtornos decorrentes do
uso de álcool e outras drogas – 2005
• PSF – integralidade – década de 90
• Centros de Convivência e Cultura –
2002
• outros
diálogo
“pressupõe transformações culturais e
subjetivas na sociedade e depende sempre
da pactuação das três esferas de governo
(federal, estadual e municipal)”
No Brasil...
Fonte: Ministério da Saúde
12% da população necessita de
algum atendimento em saúde
mental, seja ele contínuo ou
eventual
Cerca de 3% da população geral sofre
com transtornos mentais severos e
persistentes
Mais de 6% da população
apresenta transtornos
psiquiátricos graves decorrentes
do uso de álcool e outras drogas
Gênero e Sexualidade
 Homens com paixões e desejos contrariados por imposição ou opção, e ainda a
recusa ou a proibição do casamento  fortes candidatos à loucura, à hipocondria, à
mania, à histeria e ao suicídio. A partir do século XVIII, o onanismo passou a ser
apontado, nos tratados médicos, como uma das principais causas
desencadeadoras de distúrbios físicos e mentais em indivíduos de ambos os sexos.
 Puberdade feminina - período propício para o surgimento de várias doenças, dentre
elas a histeria e a loucura. Tratamento: 1. asilo para as perturbações femininas
classificadas como mais prejudiciais; 2. casamento para males menores, como a
histeria, doença que atingia de forma mais significativa as brasileiras (ENGEL,
2008)..
PENSAR NA REALIDADE HOJE
 Normalmente, são as mulheres do núcleo familiar, mães, irmãs e avós, que cuidam
ou se responsabilizam por usuários de serviços psiquiátricos extra-hospitalares.
 Porém, também adoecem – dificuldade: filhos pequenos- cuidado (PERGORARO &
CALDANA, 2008).
Internações por sexo
feminino masculino
Idade
 No Brasil, grande parte da população de crianças e adolescentes vive em
condições adversas e expostos a muitas situações de estresse, o que aumenta o
risco de desenvolverem problemas de saúde mental.
 Fatores ambientais como comunidades desorganizadas e escolas inadequadas
também podem trazer reflexos negativos para a saúde mental na infância e na
adolescência.
(Ramires et al., 2009)
Epidemiologia dos transtornos
psicológicos
 Maior prevalência de transtornos mentais em mulheres:
 Transtornos de ansiedade;
 Transtornos de humor.
 Maior prevalência de transtornos mentais em homens:
 Transtornos associados ao uso de substâncias psicoativas;
 Transtorno de personalidade antissocial e esquizotípica;
 Transtorno de controle de impulso.
(Andrade et al., 2006)
Política nacional de saúde mental
 Quais são as estratégias?
 Centro de Atenção Psicossocial (CAPS);
 Programa Nacional De volta pra casa;
 Serviços residenciais terapêuticos;
 Programa de redução de leitos hospitalares de longa permanência;
Política nacional de saúde mental
 Quais são as estratégias?
 Leitos em enfermarias especializadas;
 Escolas de redutores de danos;
 Programa complementar: “Crack - é possível vencer”.
Programa de Inclusão
Social pelo Trabalho
das pessoas com
transtornos mentais e
transtornos
decorrentes do uso
de álcool e outras
drogas (2005)
Centros de
Convivência e
Cultura (2002)
Projetos de geração
de renda
Residências
assistidas
Programa de Volta
para Casa
O número de CAPS aumentou, apesar de ser distribuído de maneira desigual pelo
território brasileiro, relevando a diferença estrutural e apresentando uma
dificuldade para a cobertura da ação.
O indicador CAPS/100.000 habitantes : cobertura dos CAPS em cada Estado Brasil
• A qualidade do atendimento deve ser
garantida em todas as regiões do país e
pode ser assegurada através de um forte
programa de capacitação, supervisão e
formação de multiplicadores.
O distanciamento entre as instituições de
formação e pesquisa e a saúde pública, no
Brasil, agrava as carências de formação e
qualificação de profissionais.
Falar de Saúde Mental é falar de que?
 Participação
 Atenção Básica (organização  Política)
 Diferenças de gênero, raça, etnia, região, sexualidade....
 Saúde
 Educação
 Justiça
 Trabalho
 Cultura
 Alimentação
 Habitação
Os problemas de saúde mental são as doenças crônicas dos
jovens
 A depressão na adolescência pode ser identificada e tratada
O tema suicídio deve ser abordado com adolescentes, mas
sempre de forma responsável
Programa Saúde do
Adolescente
(PROSAD)
Adolescentes
16,42% da
população
brasileira total
15,01% da
população do
Estado de São
Paulo
Estimativa
IBGE,
2016
Transformações
anatômicas,
fisiológicas e
psicossociais
Vulnerabilidade
social
Contexto
Histórico
1927
Decreto nº 17.943-0
Código de Menores
1988
Constituição Federal
“Constituição
Cidadã”
1989
Assembleia da ONU
1990
Estatuto da Criança
e do Adolescente
Dar assistência e proteção aos
menores, principalmente
àqueles que estivessem em
situação de vulnerabilidade
social.
Regulamentava o trabalho dos
menores e proibia menores de
12 anos de trabalhar.
As crianças e adolescentes
passaram a ser um pouco
mais reconhecidas e o Estado
passa a ter maior
responsabilidade perante a
sociedade.
Artigo 227 “é dever da família, da
sociedade e do Estado assegurar
à criança e ao adolescente, com
absoluta prioridade, o direito à
vida, à saúde, à alimentação, à
educação, ao lazer, à
profissionalização, à cultura, à
dignidade, ao respeito, à
liberdade e à convivência familiar
e comunitária, além de colocá-los
a salvo de toda forma de
negligência, discriminação,
exploração, violência, crueldade
e opressão”.
Reconhece a importância da
abordagem integral para a saúde do
adolescente;
A saúde integral do jovem deve ser
visto como básica para o
desenvolvimento social dos países e
do mundo;
Os países necessitam tomar medidas
efetivas e permanentes para promover
e preservar a saúde integral das
crianças, dos adolescentes e não
esperar que os danos psicossociais
alcançassem proporções de difícil
remediação.
Lei que consolida as
garantias da
constituição e
preconiza as
resoluções da
Assembleia da ONU
O que é o PROSAD?
 Criado pelo Ministério da Saúde através da
Portaria nº 980/GM, de 21 de dezembro de
1989.
 Público alvo: Jovens entre 10 e 19 anos
 Política de Promoção da Saúde:
identificação de grupos de risco, detecção
precoce dos agravos com tratamento
adequado e reabilitação, assegurando os
princípios básicos da universalidade,
equidade e integralidade de ações.
Objetivo e diretrizes
 Promover a saúde de forma integral, multissetorial e interdisciplinar
 Ação deve ser pautada no respeito pela adolescência visando:
• crescimento e desenvolvimento;
• sexualidade;
• saúde mental, saúde reprodutiva, saúde sexual e saúde na escola;
• violência e maus tratos;
• família;
• prevenção de acidentes;
• trabalho, lazer.
Estratégias
Implementado em todos os Estados brasileiros, pelo Governo
Federal, deve:
• Promover estratégias intersetoriais que aumentem o
alcance do programa e mantenha um canal de
informação e atualização entre as esferas central,
estadual e municipal
• Treinar e capacitar profissionais e voluntários para
atender e acolher os adolescentes;
Os centros de atenção:
• Contam com profissionais das áreas de educação,
médica, saúde bucal, serviço social, enfermagem,
nutrição e saúde mental;
• Realizam trabalhos educativos e preventivos com os
grupos de adolescentes, assim como com suas famílias
e também outros elementos da comunidade;
• Mantêm contato com todos esses indivíduos.
Fluxograma de Atendimento
Adolescente agenda a sua
matrícula
Primeiro contato, com
qualquer profissional de
saúde do centro de
assistência
Situação de emergência
deve ser reconhecida
Encaminhado para
profissional de saúde
especifico
Grupos informativos,
educativos e
psicoprofiláticos
A equipe mantem contatos e
interage com a comunidade
visando a promoção de
saúde
Casa do Adolescente de
Heliópolis
Casa do Adolescente de
Pinheiros
Casa do Adolescente de
Mirassol
Algumas das atividades realizadas nas
Casas
Referências
 CENTRO DE REFERÊNCIA INTERNACIONAL, Casa do Adolescente de Pinheiros vira. Vila Mundo, São Paulo, 7 jan. 2013. Disponível em: <
http://vilamundo.org.br/2013/01/unidade-pinheiros-da-casa-do-adolescente-vira-centro-de-referencia-internacional/>. Acesso em: 2 maio. 2016.
 Hora SAE, Correa AKFCC, Cordeiro ABNF, Pontes ACA. Centro de Referência em Atenção à Saúde do Adolescente no município de Jaboatão dos
Guararapes (PE). Adolescência e Saúde. 2008; 5(2): 31-35. Disponível em: http://www.adolescenciaesaude.com/detalhe_artigo.asp?id=58. Acesso em
16 de abril de 2016.
 IBGE, Censo demográfico 1991. Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Brasil, 1991.
 JAGER, M E et al . O adolescente no contexto da saúde pública brasileira: reflexões sobre o PROSAD. Psicol. estud., Maringá, v.19, n.2, Junho 2014.
Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-73722014000200005&lng=en&nrm=iso. Acesso em 14 de abril de 2016.
 LEÃO, L. M. Saúde do adolescente: atenção integral no plano da utopia. 2005. 180 f. Dissertação (Mestrado em Saúde Pública) - Centro de Pesquisa
Aggeu Magalhães, Fundação Oswaldo Cruz, Recife, 2005. Disponível em: http://www.cpqam.fiocruz.br/bibpdf/2005leao-lms.pdf. Acesso em 14 de abril
de 2016.
 MINISTÉRIO DA SAÚDE, Coordenação da Saúde da Criança e do Adolescente. Programa Saúde do Adolescente. Bases Programáticas 2a Edição.
Brasília; Ministério da Saúde, 1996.
 MINISTÉRIO DA SAÚDE. Normas de Atenção à Saúde Integral do Adolescente. Secretaria de Assistência à Saúde. Ministério da Saúde, Brasil. 1993.
 SEADE - Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados. Brasil.
 SECRETARIA MUNICIPAL DA SAÚDE. Manual de atenção à saúde do adolescente. Secretaria da Saúde. Coordenação de Desenvolvimento de
Programas e Políticas de Saúde- CODEPPS. São Paulo: SMS, 2006.

04 PROSAD_Saúde mental do adolescente (1).pptx

  • 1.
    Saúde mental do adolescente NathaliaÁlvares Mestranda em Hebiatria FOP/UPE
  • 2.
    Objetivos da aulade hoje:  Tipos de transtorno mental  Histórico  Prevalência  Rede de atenção  Programa Saúde do Adolescente
  • 4.
    “O direito àsaúde mental é um direito fundamental do cidadão, previsto na Constituição Federal para assegurar bem-estar mental, integridade psíquica e pleno desenvolvimento intelectual e emocional”.
  • 6.
    Tipos de TranstornosMentais  Esquizofrenia- perseguição e confusão com realidade (2006- internações)  Depressão- dificuldade da pessoa sentir prazer no que ela antes gostava de fazer  Transtorno bipolar – ciclos de variação do humor  Neurose- medo, preocupado  Histeria- dissociação e conversão  Pânico- paralisação  Fobia- angústia relacionada à causa específica  TOC – Transtorno Obsessivo Compulsivo – tendência a se ter pensamentos persistentes Sinais de Alerta
  • 7.
    • Acorrentados Idade Média •Manicômio Século XVIII • chicotadas, máquinas giratórias e sangrias Século XIX • psiquiatra italiano Franco Basaglia • (MTSM) - Luta Antimanicomial • Reforma Psiquiátrica Segunda metade do século XX
  • 8.
    • CAPS • 1°intervenção hospitalar • I Conferência Nacional de Saúde Mental • NAPS 1987 • Constituição • SUS 1988 • II Conferência Nacional de Saúde Mental • CAPS, NAPS e Hospitais-dia • Normas para avaliação do serviço e classificação dos hospitais. • Declaração de Caracas Década de 90 • lei 10.216 • a III Conferência Nacional de Saúde Mental 2001 Criação PSF
  • 9.
    • fiscalização eredução de leitos psiquiátricos no Brasil - 2002 • Programa “De Volta para Casa” - 2003 desinstitucionalização de pessoas longamente internadas • Programa Nacional de Avaliação do Sistema Hospitalar/Psiquiatria (PNASH/Psiquiatria) (2002) • Programa Anual de Reestruturação da Assistência Hospitalar Psiquiátrica no SUS (PRH) (2004) • Programa de Volta para Casa (2003) • Expansão de serviços como as Residências Terapêuticas e o CAPS Principais estratégias • Programa de Inclusão Social pelo Trabalho das pessoas com transtornos mentais e transtornos decorrentes do uso de álcool e outras drogas – 2005 • PSF – integralidade – década de 90 • Centros de Convivência e Cultura – 2002 • outros diálogo “pressupõe transformações culturais e subjetivas na sociedade e depende sempre da pactuação das três esferas de governo (federal, estadual e municipal)”
  • 10.
    No Brasil... Fonte: Ministérioda Saúde 12% da população necessita de algum atendimento em saúde mental, seja ele contínuo ou eventual Cerca de 3% da população geral sofre com transtornos mentais severos e persistentes Mais de 6% da população apresenta transtornos psiquiátricos graves decorrentes do uso de álcool e outras drogas
  • 11.
    Gênero e Sexualidade Homens com paixões e desejos contrariados por imposição ou opção, e ainda a recusa ou a proibição do casamento  fortes candidatos à loucura, à hipocondria, à mania, à histeria e ao suicídio. A partir do século XVIII, o onanismo passou a ser apontado, nos tratados médicos, como uma das principais causas desencadeadoras de distúrbios físicos e mentais em indivíduos de ambos os sexos.  Puberdade feminina - período propício para o surgimento de várias doenças, dentre elas a histeria e a loucura. Tratamento: 1. asilo para as perturbações femininas classificadas como mais prejudiciais; 2. casamento para males menores, como a histeria, doença que atingia de forma mais significativa as brasileiras (ENGEL, 2008).. PENSAR NA REALIDADE HOJE  Normalmente, são as mulheres do núcleo familiar, mães, irmãs e avós, que cuidam ou se responsabilizam por usuários de serviços psiquiátricos extra-hospitalares.  Porém, também adoecem – dificuldade: filhos pequenos- cuidado (PERGORARO & CALDANA, 2008). Internações por sexo feminino masculino
  • 12.
    Idade  No Brasil,grande parte da população de crianças e adolescentes vive em condições adversas e expostos a muitas situações de estresse, o que aumenta o risco de desenvolverem problemas de saúde mental.  Fatores ambientais como comunidades desorganizadas e escolas inadequadas também podem trazer reflexos negativos para a saúde mental na infância e na adolescência. (Ramires et al., 2009)
  • 13.
    Epidemiologia dos transtornos psicológicos Maior prevalência de transtornos mentais em mulheres:  Transtornos de ansiedade;  Transtornos de humor.  Maior prevalência de transtornos mentais em homens:  Transtornos associados ao uso de substâncias psicoativas;  Transtorno de personalidade antissocial e esquizotípica;  Transtorno de controle de impulso. (Andrade et al., 2006)
  • 14.
    Política nacional desaúde mental  Quais são as estratégias?  Centro de Atenção Psicossocial (CAPS);  Programa Nacional De volta pra casa;  Serviços residenciais terapêuticos;  Programa de redução de leitos hospitalares de longa permanência;
  • 15.
    Política nacional desaúde mental  Quais são as estratégias?  Leitos em enfermarias especializadas;  Escolas de redutores de danos;  Programa complementar: “Crack - é possível vencer”.
  • 16.
    Programa de Inclusão Socialpelo Trabalho das pessoas com transtornos mentais e transtornos decorrentes do uso de álcool e outras drogas (2005) Centros de Convivência e Cultura (2002) Projetos de geração de renda Residências assistidas Programa de Volta para Casa
  • 17.
    O número deCAPS aumentou, apesar de ser distribuído de maneira desigual pelo território brasileiro, relevando a diferença estrutural e apresentando uma dificuldade para a cobertura da ação. O indicador CAPS/100.000 habitantes : cobertura dos CAPS em cada Estado Brasil
  • 18.
    • A qualidadedo atendimento deve ser garantida em todas as regiões do país e pode ser assegurada através de um forte programa de capacitação, supervisão e formação de multiplicadores. O distanciamento entre as instituições de formação e pesquisa e a saúde pública, no Brasil, agrava as carências de formação e qualificação de profissionais.
  • 19.
    Falar de SaúdeMental é falar de que?  Participação  Atenção Básica (organização  Política)  Diferenças de gênero, raça, etnia, região, sexualidade....  Saúde  Educação  Justiça  Trabalho  Cultura  Alimentação  Habitação
  • 20.
    Os problemas desaúde mental são as doenças crônicas dos jovens  A depressão na adolescência pode ser identificada e tratada O tema suicídio deve ser abordado com adolescentes, mas sempre de forma responsável
  • 21.
  • 22.
    Adolescentes 16,42% da população brasileira total 15,01%da população do Estado de São Paulo Estimativa IBGE, 2016 Transformações anatômicas, fisiológicas e psicossociais Vulnerabilidade social Contexto
  • 23.
    Histórico 1927 Decreto nº 17.943-0 Códigode Menores 1988 Constituição Federal “Constituição Cidadã” 1989 Assembleia da ONU 1990 Estatuto da Criança e do Adolescente Dar assistência e proteção aos menores, principalmente àqueles que estivessem em situação de vulnerabilidade social. Regulamentava o trabalho dos menores e proibia menores de 12 anos de trabalhar. As crianças e adolescentes passaram a ser um pouco mais reconhecidas e o Estado passa a ter maior responsabilidade perante a sociedade. Artigo 227 “é dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão”. Reconhece a importância da abordagem integral para a saúde do adolescente; A saúde integral do jovem deve ser visto como básica para o desenvolvimento social dos países e do mundo; Os países necessitam tomar medidas efetivas e permanentes para promover e preservar a saúde integral das crianças, dos adolescentes e não esperar que os danos psicossociais alcançassem proporções de difícil remediação. Lei que consolida as garantias da constituição e preconiza as resoluções da Assembleia da ONU
  • 24.
    O que éo PROSAD?  Criado pelo Ministério da Saúde através da Portaria nº 980/GM, de 21 de dezembro de 1989.  Público alvo: Jovens entre 10 e 19 anos  Política de Promoção da Saúde: identificação de grupos de risco, detecção precoce dos agravos com tratamento adequado e reabilitação, assegurando os princípios básicos da universalidade, equidade e integralidade de ações.
  • 25.
    Objetivo e diretrizes Promover a saúde de forma integral, multissetorial e interdisciplinar  Ação deve ser pautada no respeito pela adolescência visando: • crescimento e desenvolvimento; • sexualidade; • saúde mental, saúde reprodutiva, saúde sexual e saúde na escola; • violência e maus tratos; • família; • prevenção de acidentes; • trabalho, lazer.
  • 26.
    Estratégias Implementado em todosos Estados brasileiros, pelo Governo Federal, deve: • Promover estratégias intersetoriais que aumentem o alcance do programa e mantenha um canal de informação e atualização entre as esferas central, estadual e municipal • Treinar e capacitar profissionais e voluntários para atender e acolher os adolescentes; Os centros de atenção: • Contam com profissionais das áreas de educação, médica, saúde bucal, serviço social, enfermagem, nutrição e saúde mental; • Realizam trabalhos educativos e preventivos com os grupos de adolescentes, assim como com suas famílias e também outros elementos da comunidade; • Mantêm contato com todos esses indivíduos.
  • 27.
    Fluxograma de Atendimento Adolescenteagenda a sua matrícula Primeiro contato, com qualquer profissional de saúde do centro de assistência Situação de emergência deve ser reconhecida Encaminhado para profissional de saúde especifico Grupos informativos, educativos e psicoprofiláticos A equipe mantem contatos e interage com a comunidade visando a promoção de saúde
  • 28.
    Casa do Adolescentede Heliópolis Casa do Adolescente de Pinheiros
  • 29.
    Casa do Adolescentede Mirassol Algumas das atividades realizadas nas Casas
  • 30.
    Referências  CENTRO DEREFERÊNCIA INTERNACIONAL, Casa do Adolescente de Pinheiros vira. Vila Mundo, São Paulo, 7 jan. 2013. Disponível em: < http://vilamundo.org.br/2013/01/unidade-pinheiros-da-casa-do-adolescente-vira-centro-de-referencia-internacional/>. Acesso em: 2 maio. 2016.  Hora SAE, Correa AKFCC, Cordeiro ABNF, Pontes ACA. Centro de Referência em Atenção à Saúde do Adolescente no município de Jaboatão dos Guararapes (PE). Adolescência e Saúde. 2008; 5(2): 31-35. Disponível em: http://www.adolescenciaesaude.com/detalhe_artigo.asp?id=58. Acesso em 16 de abril de 2016.  IBGE, Censo demográfico 1991. Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Brasil, 1991.  JAGER, M E et al . O adolescente no contexto da saúde pública brasileira: reflexões sobre o PROSAD. Psicol. estud., Maringá, v.19, n.2, Junho 2014. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-73722014000200005&lng=en&nrm=iso. Acesso em 14 de abril de 2016.  LEÃO, L. M. Saúde do adolescente: atenção integral no plano da utopia. 2005. 180 f. Dissertação (Mestrado em Saúde Pública) - Centro de Pesquisa Aggeu Magalhães, Fundação Oswaldo Cruz, Recife, 2005. Disponível em: http://www.cpqam.fiocruz.br/bibpdf/2005leao-lms.pdf. Acesso em 14 de abril de 2016.  MINISTÉRIO DA SAÚDE, Coordenação da Saúde da Criança e do Adolescente. Programa Saúde do Adolescente. Bases Programáticas 2a Edição. Brasília; Ministério da Saúde, 1996.  MINISTÉRIO DA SAÚDE. Normas de Atenção à Saúde Integral do Adolescente. Secretaria de Assistência à Saúde. Ministério da Saúde, Brasil. 1993.  SEADE - Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados. Brasil.  SECRETARIA MUNICIPAL DA SAÚDE. Manual de atenção à saúde do adolescente. Secretaria da Saúde. Coordenação de Desenvolvimento de Programas e Políticas de Saúde- CODEPPS. São Paulo: SMS, 2006.