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Hepatite
Introdução
Introdução 
Pretende-se com este trabalho dar a conhecer uma 
das doenças transmissíveis que mais afeta a saúde 
pública atualmente, ou seja as hepatites virais, que 
constituem uma causa importante de morbilidade e 
mortalidade e têm tido um grande impacto nas 
sociedades civilizadas do nosso tempo.
Introdução 
A hepatite pode apresentar diversas causas como as 
infeções por vírus, uso abusivo de álcool e certos 
medicamentos, de drogas, doenças hereditárias e 
autoimunes, sendo de salientar que neste trabalho 
apenas serão descritas as hepatites virais visto que 
são as mais comuns.
Introdução 
Entende-se por hepatite os quadros que apresentam uma 
alteração difusa no parênquima hepático, com inflamação e 
alteração do hepatócito. Este conceito conhecido desde a época 
de Hipócrates, não foi estudado de modo mais científico até que 
após os casos ocorridos a seguir à 2ª Guerra Mundial, se 
separaram dois tipos de hepatites virais: a epidémica, com um 
período de incubação curto e a sérica com longo período de 
incubação.
Introdução 
Mais tarde depois da descoberta do antigénio do 
vírus B por Blumberg, e do vírus A por Feinstone 
ficaram bem definidos os dois tipos principais de 
hepatites. No entanto existiam ainda um grande 
número de hepatites nas quais não se encontravam 
nenhum destes vírus, sendo denominados de um 
modo geral por hepatites não A e não B.
Introdução 
Atualmente consideram-se seis tipos de vírus como responsáveis 
por estas hepatites. O vírus da hepatite A (VHA) é responsável pela 
doença conhecida há dois mil anos por icterícia infeciosa; o vírus 
da hepatite B (VHB) causador da doença hoje reconhecida como 
de transmissão parentérica e registada pela primeira vez há 100 
anos, nos estaleiros de Bremen, na Alemanha, aquando da 
eclosão de um surto da então chamada “icterícia catarral”, em 
estivadores que haviam sido vacinados contra a varíola.
Introdução 
O terceiro tipo de hepatite é de conhecimento mais recente, já que 
foi em 1977 que o investigador italiano Mário Rizzetto identificou 
o agente delta em pacientes infetados pelo VHB. Dentro das 
hepatites virais é possível ainda distinguir hepatite aguda de 
hepatite crónica, sendo que esta última é representada por um 
processo inflamatório que dura mais de seis meses, porém a 
cronificação não ocorre em todos os casos.
O que é a Hepatite?
O que é a Hepatite? 
Hepatite é toda e qualquer inflamação do fígado e que pode resultar desde uma 
simples alteração laboratorial a uma doença fulminante e fatal. 
Existem vários tipos de hepatites e a gravidade da doença é variável em função 
disso e também dos danos já causados ao fígado quando a descobrimos. 
Dependendo do seu tipo a hepatite pode ser curada de forma simples, apenas 
com repouso, ou pode exigir um tratamento mais prolongado e algumas vezes 
complicado e que nem sempre leva à cura completa, muito embora consiga-se 
em muitos dos casos controlar e estagnar a evolução da doença.
O que é a Hepatite? 
As hepatites podem ser provocadas por bactérias, por vírus, entre os 
quais estão os seis tipos diferentes de vírus da hepatite (A, B, C, D, E, G ) 
e também pelo consumo de produtos tóxicos como o álcool, 
medicamentos e algumas plantas. Uma hepatite pode tornar-se crónica 
e pode evoluir para uma lesão mais grave no fígado ( cirrose ) ou para o 
carcinoma hepático (cancro do fígado) e em função disso provocar a 
morte. Mas, desde que detetadas, as hepatites crónicas podem ser 
acompanhadas, controladas e mesmo curadas.
O que é a Hepatite? 
Existem ainda as hepatites autoimunes que são no fundo uma espécie 
de uma perturbação do sistema imunitário, que sem que se saiba ainda 
porquê, desenvolve autoanticorpos que atacam as células do fígado, em 
vez de as protegerem. Os sintomas são pouco específicos, semelhantes 
aos de uma hepatite aguda, podendo, nas mulheres, causar alterações 
no ciclo menstrual. Esta hepatite, ao contrário da hepatite vírica, atinge 
sobretudo as mulheres, entre os 20 e os 30 anos e entre os 40 e os 60, 
pode transformar-se numa doença crónica.
O que é a Hepatite? 
Todos os tipos de hepatite exigem sempre uma visita a um médico-especialista 
e um acompanhamento adequado. Por vezes, ter hepatite 
não chega a ser um grande problema, já que o organismo possui 
defesas imunitárias que, em presença do vírus , reagem produzindo 
anticorpos, uma espécie de soldados que lutam contra os agentes 
infeciosos e os aniquilam. Mas infelizmente, em muitos casos, estes não 
são suficientes para travar a força do invasor e, então, é necessário 
recorrer a tratamentos antivíricos.
O que é a Hepatite? 
Há ainda muito a estudar nesta área, a investigação científica tem 
percorrido um bom caminho na luta contra a doença, tendo conseguido 
já elaborar vacinas contra as hepatites A e B, (que permitiram reduzir 
consideravelmente a sua propagação) e descobrir substâncias que 
podem travar a multiplicação do vírus e constituir uma esperança de 
prolongamento de vida para muitos doentes. Estes tratamentos, 
contudo, são dispendiosos, apresentam diversos efeitos secundários que 
podem variar de paciente para paciente, algumas contraindicações que 
impossibilitam ou atrasam a prescrição e nem sempre estão disponíveis 
nos países em desenvolvimento, que são as zonas mais afetadas.
O que é a Hepatite? 
Os vírus da hepatite podem ser transmitidos através da água e de 
alimentos contaminados com matérias fecais (hepatites A e E ), pelo 
contacto com sangue contaminado (B, C, D e G ) e por via sexual (B e D ). 
Os vírus têm períodos de incubação diferentes e, em muitos casos, os 
doentes não apresentam sintomas . As hepatites A e E não se tornam 
crónicas, enquanto a passagem ao estado crónico é bastante elevada na 
hepatite C , e comum na hepatite B, D e G, embora nesta última, a 
doença não apresente muita gravidade.
O que é a Hepatite? 
Ao contrário de outras doenças, os doentes com hepatite 
crónica, desde que esta tenha sido detetada antes de ter 
causado maiores danos hepáticos , podem ter um quotidiano 
muito próximo do normal, não tendo de ficar inativos, 
isolados dos demais ou cumprir dietas rígidas, mas têm de 
conhecer as suas limitações e aprender a viver com a 
hepatite .
O que é a Hepatite? 
O Fígado é entretanto um órgão com grande capacidade 
regenerativa e esse é um aspeto favorável. Por outro lado, trata-se 
de um órgão que, via de regra, não apresenta sintomas externos 
de deterioração. Por isso muitas vezes os pacientes com hepatites 
só o descobrem já numa fase complicada da doença e dai 
também a importância de serem realizados rastreios que 
possibilitem a deteção do vírus no sangue ( no caso das hepatites 
virais).
O que é a Hepatite? 
As hepatites virais podem ser agudas ou crónicas. A maior parte das 
hepatites agudas curam-se, no entanto, algumas podem evoluir para 
hepatite crónica. Chama-se crónica à hepatite que não cura ao fim de 6 
meses. Como já dissemos, a hepatite crónica pode dar origem a cirrose 
e, mais raramente, a cancro do fígado. As hepatites virais , na maior 
parte dos casos não apresentam qualquer sintoma, podem originar 
queixas semelhantes às da gripe, ou então causar cor amarelada dos 
olhos e da pele (icterícia), urina escura (cor do vinho do Porto), falta de 
apetite, náuseas, vómitos, cansaço....
O que é a Hepatite? 
A maior parte das pessoas com hepatite crónica nunca teve 
qualquer sintoma, mas é possível saber se se tem hepatite, 
através de uma simples análise ao sangue. Não existe tratamento 
específico para a maioria das hepatites virais agudas, mas, como 
também já referimos, existe tratamento para as hepatites virais 
crónicas, que podem resultar na cura ou, na pior das hipóteses, no 
controlo da doença, dependendo do estágio em que foi 
descoberta.
O que é a Hepatite? 
As hepatites virais podem afetar qualquer ser humano, 
independentemente da idade, do sexo, da raça e do estrato 
socioeconómico. As hepatites virais são doenças frequentes, mas 
é possível a sua prevenção e mesmo a sua cura.
Hepatite
Tipos de Hepatite
Tipos de Hepatites (mais conhecidas) 
▪ Hepatite A 
▪ Hepatite B 
▪ Hepatite C 
▪ Hepatite D 
▪ Hepatite E 
▪ Hepatite G
Hepatite
Hepatite A 
O QUE É?
Hepatite A – o que é? 
Infeção provocada pelo vírus da Hepatite A (VHA) que é absorvido 
no aparelho digestivo e multiplica-se no fígado, causando neste 
órgão a inflamação denominada hepatite A, cuja descoberta se 
verificou em 1973, todavia, na Antiguidade, já se registavam 
surtos da doença, na altura chamada «icterícia infeciosa», e eram 
frequentes as epidemias em períodos de guerras e de 
cataclismos.
Hepatite A – o que é? 
A hepatite A transmite-se de pessoa para pessoa quando os 
alimentos ou a água estão contaminados por dejetos, daí que seja 
mais frequente em países menos desenvolvidos devido à 
precariedade do saneamento básico, e incida principalmente em 
crianças e adolescentes (50 % dos casos acontecem antes dos 30 
anos).
Hepatite A – o que é? 
Raramente esta doença é fatal, embora em adultos afetados por 
uma doença hepática crónica - originada por outros vírus ou pelo 
consumo excessivo de álcool - a infeção pelo VHA possa provocar 
a falência hepática, conhecida por hepatite fulminante, mas, de 
outro modo, o risco é muito baixo, da ordem de um para mil ou 
mesmo para dez mil.
Hepatite A – o que é? 
O vírus da hepatite A só provoca hepatite aguda, e quase todos os 
doentes se curam. Uma vez curada a infeção, o fígado regenera 
totalmente. Raramente a hepatite A aguda pode ter uma evolução 
muito grave (hepatite fulminante). A Hepatite A cura-se com 
repouso e uma dieta alimentar específica, normalmente num 
prazo de 30 dias. Os principais sintomas são olhos amarelados, 
urina escura e pele amarelada.
Hepatite
Hepatite A 
SINTOMAS
Hepatite A – sintomas 
Náuseas, febre, falta de apetite, fadiga, diarreia e icterícia são os 
sintomas mais comuns que, consoante a reação do organismo, 
podem manifestar-se durante um mês. Os sintomas também 
variam consoante a idade em que há contacto com o VHA: apenas 
cinco a dez por cento das crianças infetadas apresentam 
sintomas, nas pessoas idosas a doença pode tomar formas mais 
graves. Mas 90 por cento dos casos de hepatite A aguda são 
assintomáticos.
Hepatite A – sintomas 
De início, a doença pode ser confundida com uma gripe, uma vez que 
esta também provoca febre alta, dores musculares e articulares, dores 
de cabeça e inflamação dos olhos mas, normalmente, as dúvidas 
desfazem-se quando a pele e os olhos ficam amarelados, sinal de que o 
fígado não consegue remover a bilirrubina e esta entra na corrente 
sanguínea, ou seja, o órgão inflamado não consegue retirar a bilirrubina 
do sangue. Inicialmente, pode confundir-se com qualquer outra hepatite 
provocada por vírus, se bem que o número de casos em que a icterícia 
não se manifesta seja maior.
Hepatite A – sintomas 
Outros sintomas possíveis, após a primeira manifestação da 
doença que se traduz na falta de apetite, vómitos, febre e num 
mal-estar geral, são o aparecimento de pigmentos biliares na 
urina, a falta de secreção biliar, dor na barriga, aumento do 
volume do fígado e, nalguns casos, o baço pode também 
aumentar de volume.
Hepatite A – sintomas 
Este tipo de hepatite definido pela letra A deixa o indivíduo 
extremamente fraco e debilitado; por vezes, a icterícia pode 
demorar mais tempo a desaparecer, prolongando-se durante dois 
ou mais meses. Podem também ocorrer de recaídas: um a três 
meses após o desaparecimento dos sintomas, estes reaparecem 
e, concomitantemente, os resultados das análises agravam-se 
podendo este quadro clínico e laboratorial persistir até seis meses. 
Contudo, a cura acaba por ocorrer em todos os casos.
Hepatite
Hepatite A 
FORMAS DE CONTÁGIO
Hepatite A – formas de contágio 
A infeção pelo vírus da hepatite A faz-se pela ingestão de água ou 
alimentos contaminados. O vírus está presente nas fezes dos 
doentes, o que torna o contágio fácil dentro da família ou nas 
instituições onde o contacto entre as pessoas é próximo 
(infantários, escolas, quartéis...). As viagens aos países menos 
desenvolvidos aumentam o risco de contrair a doença, tornando 
fundamentais as medidas de prevenção.
Hepatite A – formas de contágio 
Nos países ocidentais, com a melhoria das condições de higiene, 
somos expostos cada vez mais tarde a esta doença considerada 
aguda, mas que se cura rapidamente (ao fim de cerca de três 
semanas) sem necessitar de internamento hospitalar ou de um 
tratamento específico e sem deixar vestígios. Após a cura, o vírus 
desaparece do organismo e surgem anticorpos protetores que 
impedem uma nova infeção, por isso, não existem portadores 
crónicos.
Hepatite A – formas de contágio 
Raramente esta doença é fatal, embora em adultos afetados por 
uma doença hepática crónica - originada por outros vírus ou pelo 
consumo excessivo de álcool - a infeção pelo VHA possa provocar 
a falência hepática, conhecida por hepatite fulminante, mas, de 
outro modo, o risco é muito baixo, da ordem de um para mil ou 
mesmo para dez mil.
Hepatite
Hepatite A 
COMO PREVENIR?
Hepatite A – como prevenir? 
Lavar as mãos após ir à casa de banho, antes da preparação dos 
alimentos e antes das refeições; beber água tratada, lavar as 
frutas e os vegetais; vacinação: existe uma vacina contra o vírus 
da hepatite A que é muito eficaz na prevenção da doença e é 
recomendada nalgumas situações.
Hepatite
Hepatite A 
OS NÚMEROS
Hepatite A – os números 
O VHA está presente no mundo inteiro mas os níveis de incidência 
e de prevalência estão ligados ao nível de desenvolvimento 
económico das regiões. Grosso modo, quanto mais degradadas 
são as condições socioeconómicas, maior é a taxa das pessoas 
que estão em contacto com o vírus (até 100% em certas zonas de 
África ) e maior é a taxa de contaminação que acontece ainda na 
infância.
Hepatite A – os números 
Por isso, quando de deslocações para certas regiões do mundo 
recomenda-se cuidados redobrados e mesmo a vacinação, se for o 
caso. 
Se suspeita estar contaminado com algum tipo de hepatite, 
procure sempre um médico especialista (hepatologista, 
gastrenterologista ou infeciologista).
Hepatite
Hepatite A 
GRUPOS DE RISCO
Hepatite A – grupos de risco 
▪ Familiares ou parceiros sexuais de pessoas infetadas 
▪ Pessoas que não estejam vacinadas ou que não tenham os anticorpos necessários 
▪ Médicos e paramédicos que trabalhem em hospitais 
▪ Viajantes para países menos desenvolvidos onde a doença é endémica 
▪ Toxicodependentes que usam agulhas não esterilizadas 
▪ Tratadores de macacos 
▪ Pessoas que trabalham na recolha e processamento de lixo e nos esgotos 
▪ Homossexuais masculinos 
▪ Frequentadores e pessoal que trabalha em instituições comunitárias, nomeadamente 
infantários, escolas, refeitórios, entre outras.
Hepatite
Hepatite B 
O QUE É?
Hepatite B – o que é? 
A hepatite B, provocada pelo Vírus da Hepatite B (VHB) , foi descoberta 
em 1965, é a mais perigosa das hepatites e uma das principais doenças 
do mundo, estimando-se que existam 350 milhões de portadores 
crónicos do vírus . Estes portadores podem desenvolver doenças 
hepáticas graves, como a cirrose e o cancro no fígado, patologias que 
matam um milhão de pessoas por ano em todo o planeta, contudo, é 
fácil prevenirmo-nos contra o vírus, através da vacina da hepatite B que 
tem uma eficácia de 95 por cento.
Hepatite B – o que é? 
O vírus transmite-se através de contacto com o 
sangue e fluidos do corpo de uma pessoa infetada, 
da mesma forma que o vírus da imunodeficiência 
humana (VIH), que provoca a Sida, só que o vírus da 
hepatite B é 50 a 100 vezes mais infecioso do que o 
VIH .
Hepatite B – o que é? 
Existe também a possibilidade de transmissão de mãe para filho, no 
momento do nascimento, uma forma de contágio especialmente grave e 
comum nas zonas hipedémicas dos países em desenvolvimento, onde a 
maior parte dos infetados contrai o vírus durante a infância. Nos países 
industrializados, esta faixa etária é a que se encontra mais «protegida» já 
que a vacina contra a hepatite B faz parte do programa nacional de 
vacinação de 116 países, Portugal incluído. No mundo ocidental, Europa 
e América do Norte, o vírus é transmitido, sobretudo, aos jovens adultos 
por via sexual e através da partilha de seringas entre os utilizadores de 
drogas injetáveis.
Hepatite B – o que é? 
O vírus provoca hepatite aguda num terço dos atingidos, e 
um em cada mil infetados pode ser vítima de hepatite 
fulminante . Em dez por cento dos casos, a doença torna-se 
crónica , verificando-se esta situação mais frequentemente 
nos homens. Em Portugal, calcula-se que existam 150 mil 
portadores crónicos do VHB ., mas infelizmente não há dados 
oficiais sobre o assunto.
Hepatite
Hepatite B 
SINTOMAS
Hepatite B – sintomas 
Os primeiros sintomas a surgir são febre, mal-estar, desconforto, 
dor abdominal, dor nas articulações e erupções na pele. Mais 
tarde, pode aparecer icterícia, a urina tornar-se escura e as fezes 
mais claras do que o habitual. A hepatite crónica pode não 
apresentar quaisquer sintomas específicos, mas por vezes, 
provoca alguma debilidade associada a cansaço.
Hepatite
Hepatite B 
FORMAS DE CONTÁGIO
Hepatite B – formas de contágio 
 As relações sexuais sem preservativo; 
 A gravidez de uma mãe infetada para o seu filho; 
 A partilha de agulhas, seringas ou material utilizado na 
preparação de drogas e que esteja infetado; 
 As tatuagens, "piercings", acupunctura, perfuração das orelhas 
realizadas com material não esterilizado; 
 A partilha de objetos de uso pessoal: escovas de dentes, lâminas 
de barbear ou outros que possam estar contaminados com 
sangue.
Hepatite
Hepatite B 
COMO PREVENIR?
Hepatite B – como prevenir? 
Para a prevenção da hepatite B existe uma vacina que é 
muito eficaz e que está incluída no Plano Nacional de 
Vacinação para as crianças e jovens. 
Caso tenha mais de 25/30 anos peça ao seu médico de 
família o rastreio para as hepatites A e B. Caso não 
tenha anti corpos destas hepatites solicite-lhe a vacina.
Hepatite B – como prevenir? 
▪ Se não está vacinado deve: 
- Usar SEMPRE preservativo; 
- Usar luvas quando se entra em contacto com sangue ou objetos 
com sangue; 
- Não partilhar objetos de uso pessoal cortantes ou perfurantes, 
como lâminas de barbear, tesouras ou alicates de unha, escovas 
de dentes, etc.
Hepatite
Hepatite B 
TRATAMENTO – HEPATITE CRÓNICA
Hepatite B – Tratamento: Hepatite Crónica 
A hepatite B crónica tem tratamento, que em muitos casos, é 
eficaz e impede a evolução para cirrose e cancro do fígado. Antes 
do tratamento entretanto é necessária uma correta avaliação de 
diversos fatores que irão determinar a melhor terapêutica a seguir. 
É importante que os doentes crónicos mantenham-se sempre 
atualizados sobre os novos estudos e terapêuticas e que tenham 
um controlo periódico da doença através de análises específicas.
Hepatite B – Tratamento: Hepatite Crónica 
Se suspeita estar contaminado com algum 
tipo de hepatite, procure sempre um médico 
especialista (Hepatologista, 
Gastrenterologista ou Infeciologista).
Hepatite
Hepatite B 
OS NÚMEROS
Hepatite B – os números 
A hepatite B é uma das principais doenças humanas: estima-se 
em 2 mil milhões o número de pessoas infetadas pelo vírus, do 
qual mais de 350 milhões tornam-se portadores crónicos e podem 
transmitir o vírus durante anos. Os portadores crónicos são 
expostos a um risco elevado de morte por cirrose ou cancro do 
fígado, doenças que fazem cerca de um milhão de mortes 
anualmente.
Hepatite B – os números 
Na maior parte dos países em desenvolvimento (na África 
subsariana, numa grande parte da Ásia e do Pacífico), os 
portadores crónicos representam 8% a 10% da população. Nestas 
regiões, o cancro do fígado causado pela hepatite B está entre as 
três primeiras causas de morte por cancro nos homens. A 
Amazónia e o Sul da Europa oriental e central estão igualmente 
muito afetadas. No Médio Oriente e no subcontinente indiano, os 
portadores crónicos representam cerca de 5% da população.
Hepatite B – os números 
A infeção é menos frequente na Europa 
ocidental e na a América do Norte, onde os 
portadores crónicos representam menos de 
1% da população.
Hepatite B – os números 
Em França, país que pode servir de referência porque 
dispõe de dados estatísticos credíveis e atualizados, 
estima-se que 20.000 novas contaminações e 1.000 
novas infeções crónicas ocorrem cada ano. Estima-se 
que cerca de 1.000 mortes anuais estão ligadas a 
uma infeção crónica pelo vírus da hepatite B, em 
França.
Hepatite B – os números 
Em Portugal, infelizmente, não existem 
dados oficiais.
Hepatite
Hepatite C 
O QUE É?
Hepatite C – o que é? 
É uma inflamação do fígado provocada por um vírus, que pode levar a 
casos de falência hepática, cirrose e cancro. Durante vários anos foi 
conhecida sob a designação de hepatite não-A e não-B, até ser 
identificado, em 1989, o agente infecioso que a provoca e se transmite, 
sobretudo, por via sanguínea. É conhecida como a epidemia «silenciosa» 
pela forma como tem aumentado o número de portadores crónicos em 
todo o mundo e pelo facto de os infetados poderem não apresentar 
qualquer sintoma, durante 10, 20, 30 ou 40 anos.
Hepatite C – o que é? 
No mundo ocidental, os toxicodependentes de drogas injetáveis e 
inaláveis e as pessoas que foram sujeitas a transfusões de sangue 
e a cirurgias, antes de 1992, são os principais atingidos. Com a 
descoberta da Sida, na década de 80 do século passado, foram 
tomadas novas medidas de proteção e hoje a possibilidade de 
contágio com o VHC, numa transfusão de sangue ou durante uma 
intervenção cirúrgica nos hospitais, é praticamente nula.
Hepatite C – o que é? 
Em Portugal, onde a hepatite C é uma das principais causas da 
cirrose e do carcinoma hepatocelular (cancro do fígado), estima-se 
que existam 150 mil portadores, embora grande parte não esteja 
diagnosticada. Entre estes portadores destacam-se os ex-combatentes 
do Ultramar, quem foi operado ou foi alvo de 
transfusão antes de 1992, quem fez abortos, quem fez piercings e 
tatuagens.
Hepatite C – o que é? 
Cerca de 20 por cento dos infetados com o VHC recuperam 
espontaneamente, mas mais de 80 por cento passam a sofrer de 
hepatite crónica, sem que muitas vezes os portadores se 
apercebam e, em 20 por cento dos casos, pode dar origem a uma 
cirrose ou a cancro no fígado. O consumo do álcool para quem é 
portador do vírus da Hepatite C é extremamente prejudicial pois 
acelera e muito a progressão dos danos hepáticos.
Hepatite C – o que é? 
A hepatite C é perigosa pois, em 80% dos casos, 
torna-se crónica, podendo evoluir para uma provável 
cirrose ou cancro no fígado. O período de evolução da 
doença é estimado em 20 a 40 anos, sendo que 
cada organismo reage diferentemente. Este prazo 
depende também dos cuidados e do modo de vida 
do paciente.
Hepatite
Hepatite C 
SINTOMAS
Hepatite C – sintomas 
Apenas 25 a 30 por cento dos infetados apresentam, na fase aguda, 
sintomas de doença que pode manifestar-se por queixas inespecíficas 
como letargia, mal-estar geral, febre, problemas de concentração; 
queixas gastrintestinais como perda de apetite, naúseas, intolerância ao 
álcool, dores na zona do fígado ou o sintoma mais específico que é a 
icterícia. Muitas vezes, os sintomas não são claros, podendo-se 
assemelhar aos de uma gripe. O portador crónico do vírus pode mesmo 
não ter qualquer sintoma, sentir-se saudável e, no entanto, estar a 
desenvolver uma cirrose ou um cancro hepático.
Hepatite
Hepatite C 
FORMAS DE CONTÁGIO
Hepatite C – formas de contágio 
O vírus da hepatite C pode ser transmitido comprovadamente pelo sangue de uma 
pessoa infetada ao entrar em contacto com o sangue de uma outra não infetada. 
Pela partilha de agulhas, seringas e material utilizado na preparação de drogas e 
que esteja infetado; 
Pelas tatuagens, "piercings", acupunctura, perfuração das orelhas realizadas com 
material não esterilizado; 
Pela partilha de objetos de uso pessoal: escovas de dentes ou lâminas de barbear, 
tesouras e alicates de unha contaminados;
Hepatite C – formas de contágio 
Através das transfusões de sangue ou transplante de órgãos realizados 
antes de 1992, pois não se dispunha de testes para o diagnóstico. A 
transmissão da mãe para o filho através da gravidez é possível, embora 
pouco frequente, ao contrário do que se passa na hepatite B. O mesmo 
se verifica em relação à transmissão sexual. 
A hepatite C não se transmite pela convivência social, apertos de mão, 
abraços, beijos, utilização de pratos ou talheres de pessoas infetadas. A 
probabilidade de transmissão por via sexual é mínima e só ocorre se 
houver contacto de sangue durante o ato sexual.
Hepatite
Hepatite C 
COMO PREVENIR?
Hepatite C – como prevenir? 
Não partilhar objetos de uso pessoal cortantes ou perfurantes; 
(escovas de dentes, corta unha, alicates das unhas, giletes) 
Usar luvas quando se entra em contacto com sangue ou objetos 
com sangue; 
O uso de preservativos reduz o risco de transmissão sexual; 
Vacina: não existe vacina contra o vírus da hepatite C.
Hepatite
Hepatite C 
TRATAMENTO HEPATITE C CRÓNICA
Hepatite C – tratamento Hepatite C crónica 
A Hepatite C crónica pode ter cura. 
Essa cura está entretanto condicionada por diversos 
fatores, como o genótipo do vírus e também o estado 
do dano hepático quando a doença é detetada.
Hepatite C – tratamento Hepatite C crónica 
O tratamento considerado standard pela comunidade científica 
internacional atualmente consiste na combinação do interferão 
peguilado (uma injeção semanal) combinado com a ingestão diária de 
comprimidos de Ribavirina ( a quantidade varia de acordo com o peso 
do paciente ). Esse tratamento tem uma taxa de sucesso na ordem de 
60% em média, variando para cima ou para baixo consoante o genótipo 
do vírus. Os genótipos 2 e 3 respondem melhor ao tratamento , 
enquanto os genótipos 1 e 4 alcançam um índice menor de cura.
Hepatite C – tratamento Hepatite C crónica 
Esse tratamento deve ser muito bem acompanhado por um 
médico especialista pois pode apresentar efeitos secundários 
graves em alguns casos. Mesmo antes de prescrever o tratamento 
os médicos deverão certificar-se de que não há nenhuma 
contraindicação relativa ao paciente. Entretanto uma boa parte 
das pessoas suporta bem a fase de tratamento que atualmente 
pode durar de 6 a 12 meses.
Hepatite
Hepatite C 
OS NÚMEROS
Hepatite C – os números 
Calcula-se que existam 170 milhões de portadores 
crónicos (cerca de três por cento da população 
mundial), dos quais nove milhões são europeus, o 
que transforma o VHC num vírus mais comum que o 
VIH, responsável pela Sida.
Hepatite C – os números 
Segundo a Organização Mundial de Saúde, é possível que surjam 
todos os anos três a quatro milhões de novos casos no planeta. A 
incidência do vírus difere de zona para zona, enquanto a Europa e 
a América do Norte apresentam índices de contaminação na 
ordem dos dois por cento, em África, no sudeste asiático, no 
pacífico ocidental e no leste do mediterrâneo os valores são 
superiores.
Hepatite C – os números 
A Hepatite C é hoje a principal causa de transplantes 
hepáticos no mundo e para cada novo caso de SIDA 
que aparece, aparecem cinco novos casos de 
Hepatite C.
Hepatite C – os números 
Em Portugal, onde a hepatite C é uma das principais 
causas da cirrose e do carcinoma hepatocelular, 
estima-se que existam 150 mil portadores, embora 
somente cerca de 10.000 estejam diagnosticados.
Hepatite C – os números 
De acordo com um estudo do Observatório Europeu 
da Droga e da Toxicodependência, Portugal é um dos 
países europeus a apresentar as mais elevadas taxas 
de contaminação deste vírus, que atinge 60 a 80 por 
cento dos toxicodependentes.
Hepatite
Hepatite C 
GRUPOS DE RISCO
Hepatite C – grupos de risco 
Os grupos de mais elevado risco são os 
toxicodependentes e ex-toxicodependentes que 
utilizam drogas injetáveis e inaláveis e pessoas que 
receberam transfusões de sangue ou que foram 
sujeitos a intervenções cirúrgicas antes de 1992.
Hepatite
Hepatite D 
O QUE É?
Hepatite D – o que é? 
É uma doença viral caracterizada por reação 
inflamatória no fígado, esse vírus é considerado um 
vírus satélite ou seja ele não é autônomo e depende 
da presença do vírus da hepatite B para infetar uma 
pessoa.
Hepatite
Hepatite D 
SINTOMAS
Hepatite D - sintomas 
A hepatite D aguda revela-se após um período de incubação de 
três a sete semanas. A fase pré-icterícia, que pode durar entre três 
a sete dias, começa com sintomas de fadiga, letargia, falta de 
apetite e náuseas, depois a pele ganha um tom amarelado que é 
o sinal de icterícia e, então, os outros sintomas desaparecem, com 
exceção da fadiga e das náuseas, a urina torna-se escura e as 
fezes claras, enquanto os níveis de bilirrubina no sangue sobem.
Hepatite D - sintomas 
Como a superinfeção causa, geralmente, uma hepatite aguda 
grave, com um período de incubação lento, os sinais são idênticos 
aos das duas doenças (hepatite D e hepatite B). Nos casos em que 
evolui para hepatite crónica, os sintomas são menos intensos do 
que na hepatite aguda. A evolução para cirrose acontece em 60 a 
70 por cento dos casos e demora entre cinco a dez anos, mas 
pode ocorrer 24 meses após a infeção.
Hepatite D - sintomas 
A hepatite D fulminante é rara, mas é dez vezes mais 
comum do que noutros tipos de hepatite viral e 
caracteriza-se por encefalopatia hepática: mudanças 
de personalidade, distúrbios do sono, confusão e 
dificuldade de concentração, comportamentos 
anormais, sonolência e, por último, estado de coma.
Hepatite D 
FORMAS DE CONTÁGIO
Hepatite D – formas de contágio 
As relações sexuais e os contactos com sangue infetado são os 
dois meios mais habituais de transmissão da hepatite D, portanto, 
o contágio resulta de relações sexuais sem preservativo, da 
utilização de objetos cortantes que possam ter vestígios 
sanguíneos, como lâminas de barbear, escovas de dentes, agulhas 
e seringas ou outro material (que não tenha sido submetido a 
esterilização) utilizado na preparação de drogas ou na realização 
de tatuagens, «piercings», acupunctura e perfuração das orelhas.
Hepatite D – formas de contágio 
Esta hepatite não se transmite pela saliva ou suor, 
portanto, ninguém ficará doente por dar um aperto de 
mão, abraços, beijos ou por utilizar pratos ou talheres de 
pessoas infetadas. Mas o VHD pode, por vezes, propagar-se 
de modo a causar graves epidemias como as 
ocorridas em Nápoles, em 1977, e entre os índios Yupca 
da Venezuela em 1981.
Hepatite D – formas de contágio 
Como é natural, visto que uma pessoa nunca pode ser 
infetada apenas com o VHD, a via de transmissão é 
semelhante à da hepatite B, embora penda mais para a 
via sanguínea. O período de transmissão dura enquanto 
a pessoa infetada tiver no organismo o antigénio Delta 
ou o ARN do VHD.
Hepatite
Hepatite D 
COMO PREVENIR?
Hepatite D – como prevenir? 
Face às vias de transmissão, para prevenir, é necessário evitar o 
contacto com sangue humano, em especial, quando se 
desconhece o estado de saúde do portador, mas, se for mesmo 
necessário, devem usar-se luvas. Não podem ser partilhados 
artigos de uso pessoal que sejam cortantes ou perfurantes. O uso 
de preservativo diminui o perigo de contágio, portanto, não se 
deve dispensar o preservativo.
Hepatite E 
O QUE É?
Hepatite E – o que é? 
A hepatite E resulta da infeção pelo vírus da hepatite E (VHE), é 
transmitida de pessoa a pessoa, através da água e de alimentos 
contaminados com matéria fecal, e já foi responsável por grandes 
epidemias no centro e sudeste da Ásia, no norte e oeste de África 
e na América Central. No mundo industrializado, o vírus quase não 
existe, como é o caso de Portugal, onde a doença escasseia e 
apenas se manifesta em indivíduos que tenham estado em 
regiões tropicais endémicas.
Hepatite E – o que é? 
Como doença humana específica só foi identificada em 1980, quando 
se realizavam testes para deteção de anticorpos da hepatite A, na Índia, 
durante o estudo de uma hepatite epidémica transmitida através das 
águas, mas cujo agente infecioso não era o VHA. Na altura, foi 
considerada uma doença hepática virulenta sem qualquer outra 
classificação e só em 1988, com a descoberta do vírus, passou a 
designar-se hepatite E. A gravidade da infeção pelo VHE é maior que a 
provocada pelo vírus da hepatite A, mas a recuperação ocorre ao fim de 
pouco tempo.
Hepatite E – o que é? 
A doença pode ser fulminante, a taxa de mortalidade oscila entre 
os 0,5 a quatro por cento, e os casos ocorridos durante a gravidez 
são bastante mais graves, podendo atingir taxas de mortalidade 
na ordem dos 20 por cento se o vírus for contraído durante o 
terceiro trimestre. Existem também registos de partos prematuros, 
com taxas de mortalidade infantil que atingem os 33 por cento. 
Nas crianças, a coinfecção com os vírus A e E pode resultar numa 
doença grave, incluindo a falência hepática aguda.
Hepatite E – o que é? 
Alguns especialistas referem a possibilidade de 
existir transmissão entre animais e homens, já que 
vários macacos, porcos, vacas, ovelhas, cabras e 
roedores são suscetíveis à infeção com o vírus da 
hepatite E.
Hepatite E – o que é? 
Uma leitura das estatísticas indica que a doença tem 
uma maior taxa de incidência entre os adultos dos 
15 aos 40 anos mas, segundo a Organização 
Mundial de Saúde, a baixa taxa registada entre as 
crianças pode dever-se ao facto de a hepatite E, 
normalmente não provocar quaisquer sintomas nos 
mais novos.
Hepatite
Hepatite E 
SINTOMAS
Sintomas E - sintomas 
Os sintomas típicos, entre os jovens e os adultos, dos 
15 aos 40 anos, são a icterícia (que pode manter-se 
durante várias semanas), falta de apetite, náuseas, 
vómitos, febre, dores abdominais, aumento do 
volume do fígado e mal-estar geral. As crianças, 
geralmente, não apresentam quaisquer sintomas.
Hepatite E 
FORMAS DE CONTÁGIO
Hepatite E – formas de contágio 
Tal como a hepatite A, o vírus da hepatite E propaga-se 
através da água e alimentos contaminados por 
matérias fecais, sendo mais rara a transmissão de 
pessoa a pessoa. Não há registos de transmissão por 
via sexual ou através do sangue.
Hepatite E 
COMO PREVENIR?
Hepatite E – como prevenir? 
Ainda não existe uma vacina para a doença e, por isso, as 
medidas de prevenção incluem cuidados de higiene redobrados 
quando se viaja para zonas onde a doença é comum. Não se deve 
consumir água nem gelo que possam provir de locais 
contaminados, sendo melhor optar por beber água engarrafada e 
selada. As frutas e os vegetais só devem ser consumidos depois 
de cozinhados e desaconselha-se a ingestão de marisco cru.
Hepatite E – como prevenir? 
O contágio pessoa a pessoa é menos frequente na 
hepatite E do que na hepatite A e não está provada a 
possibilidade de contágio sexual, mas devem ter-se 
em atenção os contactos oro-anais.
Hepatite E – como prevenir? 
O cloro é o elemento químico que tem sido utilizado 
com sucesso na desinfeção das águas públicas nas 
zonas onde se registaram epidemias. Os 
desinfetantes à base de iodo também já provaram 
ser capazes de destruir o vírus.
Hepatite
Hepatite E 
GRUPOS DE RISCO
Hepatite E – grupos de risco 
Quem visita zonas endémicas, pessoas com doença 
hepática crónica e, possivelmente, pessoas que 
lidam com primatas, porcos, vacas, ovelhas e cabras.
Hepatite G 
O QUE É?
Hepatite G – o que é? 
A hepatite G foi a hepatite descoberta mais 
recentemente (em 1995) e é provocada pelo vírus VHG 
que se estima ser responsável por 0,3 por cento de 
todas as hepatites víricas. Desconhecem-se, ainda, 
todas as formas de contágio possíveis, mas sabe-se 
que a doença é transmitida, sobretudo, pelo contacto 
sanguíneo.
Hepatite G – o que é? 
Em análises feitas nos Estados Unidos da América aos dadores de 
sangue demonstrou-se que cerca de dois por cento já teve 
contacto com o vírus. Supõe-se que o VHG se encontre em 20 a 30 
por cento dos utilizadores de drogas injetáveis e em dez por cento 
das pessoas que foram sujeitas a uma transfusão de sangue. Em 
cerca de 20 por cento dos doentes com infeção pelos VHB ou VHC 
é possível detetar anticorpos para o VHG, mas esta coinfecção não 
parece influenciar a evolução daquelas hepatites.
Hepatite G – o que é? 
Não foi ainda possível determinar com exatidão –dado que a 
descoberta da doença e do vírus que a provoca foram recentes–, as 
consequências da infeção com o vírus da hepatite G. A infeção 
aguda é geralmente «suave» e transitória e existem relatos 
duvidosos de casos de hepatite fulminante (os especialistas ainda 
não chegaram a uma conclusão definitiva sobre as causas destas 
hepatites fulminantes).
Hepatite G – o que é? 
90 a 100% dos infetados tornam-se portadores 
crónicos mas podem nunca vir a sofrer de uma 
doença hepática. Até agora não foi possível 
comprovar que a infeção pelo VHG conduza a casos 
de cirrose ou de cancro no fígado.
Hepatite
Hepatite G 
SINTOMAS
Hepatite G – sintomas 
As pessoas infetadas pelo vírus da hepatite G 
não apresentam quaisquer sintomas, 
segundo os estudos realizados até à data.
Hepatite G 
FORMAS DE CONTÁGIO
Hepatite G – formas de contágio 
Existe, ainda, algum desconhecimento sobre as 
formas de transmissão desta doença mas sabe-se 
que se transmite através do contacto com sangue 
infetado. Alguns estudos permitem colocar a 
hipótese do vírus ser sexualmente transmissível e 
outros demonstraram a transmissão da mãe para o 
filho, durante a gravidez.
Hepatite
Hepatite G 
COMO PREVENIR?
Hepatite G – como prevenir? 
Embora ainda não existam medidas específicas de 
prevenção, como o vírus se transmite por via sanguínea, deve 
ter-se especial cuidado no contacto com sangue e produtos 
derivados do sangue. É igualmente aconselhável o uso de 
proteção durante as relações sexuais e evitar a partilha de 
objetos cortantes, com especial atenção para os utilizadores 
de drogas injetáveis ou inaladas.
Hepatite G 
GRUPOS DE RISCO
Hepatite G – grupos de risco 
Profissionais que contactam com sangue e 
produtos derivados do sangue, 
toxicodependentes, pessoas que receberam 
transfusões de sangue e doentes que fazem 
hemodiálise.
Hepatite
Conclusão
Conclusão 
Após a realização deste trabalho, é possível concluir que todos os 
tipos de hepatites que se conhecem constituem na atualidade um 
dos principais problemas de saúde pública. Consideradas doenças 
emergentes, e segundo Cotter (2003), são doenças do fígado de 
causas variadas (vírus, bactérias, medicamentos, tóxicos, etc.). 
O agente agressor causa uma inflamação e morte das células do 
fígado, sendo de salientar que estas podem ser secundárias a 
outras doenças
Conclusão 
As hepatites virais podem ser classificadas em 
agudas (A, B, C, D e E) e crónicas (B, C e D). A 
hepatite virai aguda é uma infeção sistémica que 
afeta predominantemente o fígado. A hepatite 
crónica é a inflamação do fígado que persiste no 
mínimo 6 meses.
Conclusão 
Têm uma prevalência mundial e europeia elevada. S 
endo que já foram identificados vários fatores que se 
associam a uma evolução mais rápida destas 
doenças, ainda assim o abuso de álcool e as 
coinfecções víricas (VIH) parecem ter um impacto 
maior na sua história natural.
Conclusão 
Já muito se evolui ao nível do diagnóstico e tratamento 
destas que é similar em todas as doenças, todavia a 
prevenção e o controlo variam consideravelmente. Cada 
uma das Hepatites é causada por um vírus diferente, 
dependendo do agente etiológico da doença distingue-se 
quanto ao modo de transmissão e as características 
imunológicas, patológicas e clínicas.
Conclusão 
Interessa ainda dizer que o “principal papel” do Técnico 
Auxiliar de Saúde passa pela prevenção através do ensino 
que presta ao doente, família e comunidades. Desta forma o 
Técnico Auxiliar de Saúde deve incutir nestas pessoas certas 
atitudes, cuidados e comportamentos por forma a minimizar 
a sintomatologia inerente à hepatite e o risco de 
transmissão.
Fábio 
Simões 
TÉCNICO AUXILIAR DE SAÚDE 
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Hepatite

  • 3. Introdução Pretende-se com este trabalho dar a conhecer uma das doenças transmissíveis que mais afeta a saúde pública atualmente, ou seja as hepatites virais, que constituem uma causa importante de morbilidade e mortalidade e têm tido um grande impacto nas sociedades civilizadas do nosso tempo.
  • 4. Introdução A hepatite pode apresentar diversas causas como as infeções por vírus, uso abusivo de álcool e certos medicamentos, de drogas, doenças hereditárias e autoimunes, sendo de salientar que neste trabalho apenas serão descritas as hepatites virais visto que são as mais comuns.
  • 5. Introdução Entende-se por hepatite os quadros que apresentam uma alteração difusa no parênquima hepático, com inflamação e alteração do hepatócito. Este conceito conhecido desde a época de Hipócrates, não foi estudado de modo mais científico até que após os casos ocorridos a seguir à 2ª Guerra Mundial, se separaram dois tipos de hepatites virais: a epidémica, com um período de incubação curto e a sérica com longo período de incubação.
  • 6. Introdução Mais tarde depois da descoberta do antigénio do vírus B por Blumberg, e do vírus A por Feinstone ficaram bem definidos os dois tipos principais de hepatites. No entanto existiam ainda um grande número de hepatites nas quais não se encontravam nenhum destes vírus, sendo denominados de um modo geral por hepatites não A e não B.
  • 7. Introdução Atualmente consideram-se seis tipos de vírus como responsáveis por estas hepatites. O vírus da hepatite A (VHA) é responsável pela doença conhecida há dois mil anos por icterícia infeciosa; o vírus da hepatite B (VHB) causador da doença hoje reconhecida como de transmissão parentérica e registada pela primeira vez há 100 anos, nos estaleiros de Bremen, na Alemanha, aquando da eclosão de um surto da então chamada “icterícia catarral”, em estivadores que haviam sido vacinados contra a varíola.
  • 8. Introdução O terceiro tipo de hepatite é de conhecimento mais recente, já que foi em 1977 que o investigador italiano Mário Rizzetto identificou o agente delta em pacientes infetados pelo VHB. Dentro das hepatites virais é possível ainda distinguir hepatite aguda de hepatite crónica, sendo que esta última é representada por um processo inflamatório que dura mais de seis meses, porém a cronificação não ocorre em todos os casos.
  • 9. O que é a Hepatite?
  • 10. O que é a Hepatite? Hepatite é toda e qualquer inflamação do fígado e que pode resultar desde uma simples alteração laboratorial a uma doença fulminante e fatal. Existem vários tipos de hepatites e a gravidade da doença é variável em função disso e também dos danos já causados ao fígado quando a descobrimos. Dependendo do seu tipo a hepatite pode ser curada de forma simples, apenas com repouso, ou pode exigir um tratamento mais prolongado e algumas vezes complicado e que nem sempre leva à cura completa, muito embora consiga-se em muitos dos casos controlar e estagnar a evolução da doença.
  • 11. O que é a Hepatite? As hepatites podem ser provocadas por bactérias, por vírus, entre os quais estão os seis tipos diferentes de vírus da hepatite (A, B, C, D, E, G ) e também pelo consumo de produtos tóxicos como o álcool, medicamentos e algumas plantas. Uma hepatite pode tornar-se crónica e pode evoluir para uma lesão mais grave no fígado ( cirrose ) ou para o carcinoma hepático (cancro do fígado) e em função disso provocar a morte. Mas, desde que detetadas, as hepatites crónicas podem ser acompanhadas, controladas e mesmo curadas.
  • 12. O que é a Hepatite? Existem ainda as hepatites autoimunes que são no fundo uma espécie de uma perturbação do sistema imunitário, que sem que se saiba ainda porquê, desenvolve autoanticorpos que atacam as células do fígado, em vez de as protegerem. Os sintomas são pouco específicos, semelhantes aos de uma hepatite aguda, podendo, nas mulheres, causar alterações no ciclo menstrual. Esta hepatite, ao contrário da hepatite vírica, atinge sobretudo as mulheres, entre os 20 e os 30 anos e entre os 40 e os 60, pode transformar-se numa doença crónica.
  • 13. O que é a Hepatite? Todos os tipos de hepatite exigem sempre uma visita a um médico-especialista e um acompanhamento adequado. Por vezes, ter hepatite não chega a ser um grande problema, já que o organismo possui defesas imunitárias que, em presença do vírus , reagem produzindo anticorpos, uma espécie de soldados que lutam contra os agentes infeciosos e os aniquilam. Mas infelizmente, em muitos casos, estes não são suficientes para travar a força do invasor e, então, é necessário recorrer a tratamentos antivíricos.
  • 14. O que é a Hepatite? Há ainda muito a estudar nesta área, a investigação científica tem percorrido um bom caminho na luta contra a doença, tendo conseguido já elaborar vacinas contra as hepatites A e B, (que permitiram reduzir consideravelmente a sua propagação) e descobrir substâncias que podem travar a multiplicação do vírus e constituir uma esperança de prolongamento de vida para muitos doentes. Estes tratamentos, contudo, são dispendiosos, apresentam diversos efeitos secundários que podem variar de paciente para paciente, algumas contraindicações que impossibilitam ou atrasam a prescrição e nem sempre estão disponíveis nos países em desenvolvimento, que são as zonas mais afetadas.
  • 15. O que é a Hepatite? Os vírus da hepatite podem ser transmitidos através da água e de alimentos contaminados com matérias fecais (hepatites A e E ), pelo contacto com sangue contaminado (B, C, D e G ) e por via sexual (B e D ). Os vírus têm períodos de incubação diferentes e, em muitos casos, os doentes não apresentam sintomas . As hepatites A e E não se tornam crónicas, enquanto a passagem ao estado crónico é bastante elevada na hepatite C , e comum na hepatite B, D e G, embora nesta última, a doença não apresente muita gravidade.
  • 16. O que é a Hepatite? Ao contrário de outras doenças, os doentes com hepatite crónica, desde que esta tenha sido detetada antes de ter causado maiores danos hepáticos , podem ter um quotidiano muito próximo do normal, não tendo de ficar inativos, isolados dos demais ou cumprir dietas rígidas, mas têm de conhecer as suas limitações e aprender a viver com a hepatite .
  • 17. O que é a Hepatite? O Fígado é entretanto um órgão com grande capacidade regenerativa e esse é um aspeto favorável. Por outro lado, trata-se de um órgão que, via de regra, não apresenta sintomas externos de deterioração. Por isso muitas vezes os pacientes com hepatites só o descobrem já numa fase complicada da doença e dai também a importância de serem realizados rastreios que possibilitem a deteção do vírus no sangue ( no caso das hepatites virais).
  • 18. O que é a Hepatite? As hepatites virais podem ser agudas ou crónicas. A maior parte das hepatites agudas curam-se, no entanto, algumas podem evoluir para hepatite crónica. Chama-se crónica à hepatite que não cura ao fim de 6 meses. Como já dissemos, a hepatite crónica pode dar origem a cirrose e, mais raramente, a cancro do fígado. As hepatites virais , na maior parte dos casos não apresentam qualquer sintoma, podem originar queixas semelhantes às da gripe, ou então causar cor amarelada dos olhos e da pele (icterícia), urina escura (cor do vinho do Porto), falta de apetite, náuseas, vómitos, cansaço....
  • 19. O que é a Hepatite? A maior parte das pessoas com hepatite crónica nunca teve qualquer sintoma, mas é possível saber se se tem hepatite, através de uma simples análise ao sangue. Não existe tratamento específico para a maioria das hepatites virais agudas, mas, como também já referimos, existe tratamento para as hepatites virais crónicas, que podem resultar na cura ou, na pior das hipóteses, no controlo da doença, dependendo do estágio em que foi descoberta.
  • 20. O que é a Hepatite? As hepatites virais podem afetar qualquer ser humano, independentemente da idade, do sexo, da raça e do estrato socioeconómico. As hepatites virais são doenças frequentes, mas é possível a sua prevenção e mesmo a sua cura.
  • 23. Tipos de Hepatites (mais conhecidas) ▪ Hepatite A ▪ Hepatite B ▪ Hepatite C ▪ Hepatite D ▪ Hepatite E ▪ Hepatite G
  • 25. Hepatite A O QUE É?
  • 26. Hepatite A – o que é? Infeção provocada pelo vírus da Hepatite A (VHA) que é absorvido no aparelho digestivo e multiplica-se no fígado, causando neste órgão a inflamação denominada hepatite A, cuja descoberta se verificou em 1973, todavia, na Antiguidade, já se registavam surtos da doença, na altura chamada «icterícia infeciosa», e eram frequentes as epidemias em períodos de guerras e de cataclismos.
  • 27. Hepatite A – o que é? A hepatite A transmite-se de pessoa para pessoa quando os alimentos ou a água estão contaminados por dejetos, daí que seja mais frequente em países menos desenvolvidos devido à precariedade do saneamento básico, e incida principalmente em crianças e adolescentes (50 % dos casos acontecem antes dos 30 anos).
  • 28. Hepatite A – o que é? Raramente esta doença é fatal, embora em adultos afetados por uma doença hepática crónica - originada por outros vírus ou pelo consumo excessivo de álcool - a infeção pelo VHA possa provocar a falência hepática, conhecida por hepatite fulminante, mas, de outro modo, o risco é muito baixo, da ordem de um para mil ou mesmo para dez mil.
  • 29. Hepatite A – o que é? O vírus da hepatite A só provoca hepatite aguda, e quase todos os doentes se curam. Uma vez curada a infeção, o fígado regenera totalmente. Raramente a hepatite A aguda pode ter uma evolução muito grave (hepatite fulminante). A Hepatite A cura-se com repouso e uma dieta alimentar específica, normalmente num prazo de 30 dias. Os principais sintomas são olhos amarelados, urina escura e pele amarelada.
  • 32. Hepatite A – sintomas Náuseas, febre, falta de apetite, fadiga, diarreia e icterícia são os sintomas mais comuns que, consoante a reação do organismo, podem manifestar-se durante um mês. Os sintomas também variam consoante a idade em que há contacto com o VHA: apenas cinco a dez por cento das crianças infetadas apresentam sintomas, nas pessoas idosas a doença pode tomar formas mais graves. Mas 90 por cento dos casos de hepatite A aguda são assintomáticos.
  • 33. Hepatite A – sintomas De início, a doença pode ser confundida com uma gripe, uma vez que esta também provoca febre alta, dores musculares e articulares, dores de cabeça e inflamação dos olhos mas, normalmente, as dúvidas desfazem-se quando a pele e os olhos ficam amarelados, sinal de que o fígado não consegue remover a bilirrubina e esta entra na corrente sanguínea, ou seja, o órgão inflamado não consegue retirar a bilirrubina do sangue. Inicialmente, pode confundir-se com qualquer outra hepatite provocada por vírus, se bem que o número de casos em que a icterícia não se manifesta seja maior.
  • 34. Hepatite A – sintomas Outros sintomas possíveis, após a primeira manifestação da doença que se traduz na falta de apetite, vómitos, febre e num mal-estar geral, são o aparecimento de pigmentos biliares na urina, a falta de secreção biliar, dor na barriga, aumento do volume do fígado e, nalguns casos, o baço pode também aumentar de volume.
  • 35. Hepatite A – sintomas Este tipo de hepatite definido pela letra A deixa o indivíduo extremamente fraco e debilitado; por vezes, a icterícia pode demorar mais tempo a desaparecer, prolongando-se durante dois ou mais meses. Podem também ocorrer de recaídas: um a três meses após o desaparecimento dos sintomas, estes reaparecem e, concomitantemente, os resultados das análises agravam-se podendo este quadro clínico e laboratorial persistir até seis meses. Contudo, a cura acaba por ocorrer em todos os casos.
  • 37. Hepatite A FORMAS DE CONTÁGIO
  • 38. Hepatite A – formas de contágio A infeção pelo vírus da hepatite A faz-se pela ingestão de água ou alimentos contaminados. O vírus está presente nas fezes dos doentes, o que torna o contágio fácil dentro da família ou nas instituições onde o contacto entre as pessoas é próximo (infantários, escolas, quartéis...). As viagens aos países menos desenvolvidos aumentam o risco de contrair a doença, tornando fundamentais as medidas de prevenção.
  • 39. Hepatite A – formas de contágio Nos países ocidentais, com a melhoria das condições de higiene, somos expostos cada vez mais tarde a esta doença considerada aguda, mas que se cura rapidamente (ao fim de cerca de três semanas) sem necessitar de internamento hospitalar ou de um tratamento específico e sem deixar vestígios. Após a cura, o vírus desaparece do organismo e surgem anticorpos protetores que impedem uma nova infeção, por isso, não existem portadores crónicos.
  • 40. Hepatite A – formas de contágio Raramente esta doença é fatal, embora em adultos afetados por uma doença hepática crónica - originada por outros vírus ou pelo consumo excessivo de álcool - a infeção pelo VHA possa provocar a falência hepática, conhecida por hepatite fulminante, mas, de outro modo, o risco é muito baixo, da ordem de um para mil ou mesmo para dez mil.
  • 42. Hepatite A COMO PREVENIR?
  • 43. Hepatite A – como prevenir? Lavar as mãos após ir à casa de banho, antes da preparação dos alimentos e antes das refeições; beber água tratada, lavar as frutas e os vegetais; vacinação: existe uma vacina contra o vírus da hepatite A que é muito eficaz na prevenção da doença e é recomendada nalgumas situações.
  • 45. Hepatite A OS NÚMEROS
  • 46. Hepatite A – os números O VHA está presente no mundo inteiro mas os níveis de incidência e de prevalência estão ligados ao nível de desenvolvimento económico das regiões. Grosso modo, quanto mais degradadas são as condições socioeconómicas, maior é a taxa das pessoas que estão em contacto com o vírus (até 100% em certas zonas de África ) e maior é a taxa de contaminação que acontece ainda na infância.
  • 47. Hepatite A – os números Por isso, quando de deslocações para certas regiões do mundo recomenda-se cuidados redobrados e mesmo a vacinação, se for o caso. Se suspeita estar contaminado com algum tipo de hepatite, procure sempre um médico especialista (hepatologista, gastrenterologista ou infeciologista).
  • 49. Hepatite A GRUPOS DE RISCO
  • 50. Hepatite A – grupos de risco ▪ Familiares ou parceiros sexuais de pessoas infetadas ▪ Pessoas que não estejam vacinadas ou que não tenham os anticorpos necessários ▪ Médicos e paramédicos que trabalhem em hospitais ▪ Viajantes para países menos desenvolvidos onde a doença é endémica ▪ Toxicodependentes que usam agulhas não esterilizadas ▪ Tratadores de macacos ▪ Pessoas que trabalham na recolha e processamento de lixo e nos esgotos ▪ Homossexuais masculinos ▪ Frequentadores e pessoal que trabalha em instituições comunitárias, nomeadamente infantários, escolas, refeitórios, entre outras.
  • 52. Hepatite B O QUE É?
  • 53. Hepatite B – o que é? A hepatite B, provocada pelo Vírus da Hepatite B (VHB) , foi descoberta em 1965, é a mais perigosa das hepatites e uma das principais doenças do mundo, estimando-se que existam 350 milhões de portadores crónicos do vírus . Estes portadores podem desenvolver doenças hepáticas graves, como a cirrose e o cancro no fígado, patologias que matam um milhão de pessoas por ano em todo o planeta, contudo, é fácil prevenirmo-nos contra o vírus, através da vacina da hepatite B que tem uma eficácia de 95 por cento.
  • 54. Hepatite B – o que é? O vírus transmite-se através de contacto com o sangue e fluidos do corpo de uma pessoa infetada, da mesma forma que o vírus da imunodeficiência humana (VIH), que provoca a Sida, só que o vírus da hepatite B é 50 a 100 vezes mais infecioso do que o VIH .
  • 55. Hepatite B – o que é? Existe também a possibilidade de transmissão de mãe para filho, no momento do nascimento, uma forma de contágio especialmente grave e comum nas zonas hipedémicas dos países em desenvolvimento, onde a maior parte dos infetados contrai o vírus durante a infância. Nos países industrializados, esta faixa etária é a que se encontra mais «protegida» já que a vacina contra a hepatite B faz parte do programa nacional de vacinação de 116 países, Portugal incluído. No mundo ocidental, Europa e América do Norte, o vírus é transmitido, sobretudo, aos jovens adultos por via sexual e através da partilha de seringas entre os utilizadores de drogas injetáveis.
  • 56. Hepatite B – o que é? O vírus provoca hepatite aguda num terço dos atingidos, e um em cada mil infetados pode ser vítima de hepatite fulminante . Em dez por cento dos casos, a doença torna-se crónica , verificando-se esta situação mais frequentemente nos homens. Em Portugal, calcula-se que existam 150 mil portadores crónicos do VHB ., mas infelizmente não há dados oficiais sobre o assunto.
  • 59. Hepatite B – sintomas Os primeiros sintomas a surgir são febre, mal-estar, desconforto, dor abdominal, dor nas articulações e erupções na pele. Mais tarde, pode aparecer icterícia, a urina tornar-se escura e as fezes mais claras do que o habitual. A hepatite crónica pode não apresentar quaisquer sintomas específicos, mas por vezes, provoca alguma debilidade associada a cansaço.
  • 61. Hepatite B FORMAS DE CONTÁGIO
  • 62. Hepatite B – formas de contágio  As relações sexuais sem preservativo;  A gravidez de uma mãe infetada para o seu filho;  A partilha de agulhas, seringas ou material utilizado na preparação de drogas e que esteja infetado;  As tatuagens, "piercings", acupunctura, perfuração das orelhas realizadas com material não esterilizado;  A partilha de objetos de uso pessoal: escovas de dentes, lâminas de barbear ou outros que possam estar contaminados com sangue.
  • 64. Hepatite B COMO PREVENIR?
  • 65. Hepatite B – como prevenir? Para a prevenção da hepatite B existe uma vacina que é muito eficaz e que está incluída no Plano Nacional de Vacinação para as crianças e jovens. Caso tenha mais de 25/30 anos peça ao seu médico de família o rastreio para as hepatites A e B. Caso não tenha anti corpos destas hepatites solicite-lhe a vacina.
  • 66. Hepatite B – como prevenir? ▪ Se não está vacinado deve: - Usar SEMPRE preservativo; - Usar luvas quando se entra em contacto com sangue ou objetos com sangue; - Não partilhar objetos de uso pessoal cortantes ou perfurantes, como lâminas de barbear, tesouras ou alicates de unha, escovas de dentes, etc.
  • 68. Hepatite B TRATAMENTO – HEPATITE CRÓNICA
  • 69. Hepatite B – Tratamento: Hepatite Crónica A hepatite B crónica tem tratamento, que em muitos casos, é eficaz e impede a evolução para cirrose e cancro do fígado. Antes do tratamento entretanto é necessária uma correta avaliação de diversos fatores que irão determinar a melhor terapêutica a seguir. É importante que os doentes crónicos mantenham-se sempre atualizados sobre os novos estudos e terapêuticas e que tenham um controlo periódico da doença através de análises específicas.
  • 70. Hepatite B – Tratamento: Hepatite Crónica Se suspeita estar contaminado com algum tipo de hepatite, procure sempre um médico especialista (Hepatologista, Gastrenterologista ou Infeciologista).
  • 72. Hepatite B OS NÚMEROS
  • 73. Hepatite B – os números A hepatite B é uma das principais doenças humanas: estima-se em 2 mil milhões o número de pessoas infetadas pelo vírus, do qual mais de 350 milhões tornam-se portadores crónicos e podem transmitir o vírus durante anos. Os portadores crónicos são expostos a um risco elevado de morte por cirrose ou cancro do fígado, doenças que fazem cerca de um milhão de mortes anualmente.
  • 74. Hepatite B – os números Na maior parte dos países em desenvolvimento (na África subsariana, numa grande parte da Ásia e do Pacífico), os portadores crónicos representam 8% a 10% da população. Nestas regiões, o cancro do fígado causado pela hepatite B está entre as três primeiras causas de morte por cancro nos homens. A Amazónia e o Sul da Europa oriental e central estão igualmente muito afetadas. No Médio Oriente e no subcontinente indiano, os portadores crónicos representam cerca de 5% da população.
  • 75. Hepatite B – os números A infeção é menos frequente na Europa ocidental e na a América do Norte, onde os portadores crónicos representam menos de 1% da população.
  • 76. Hepatite B – os números Em França, país que pode servir de referência porque dispõe de dados estatísticos credíveis e atualizados, estima-se que 20.000 novas contaminações e 1.000 novas infeções crónicas ocorrem cada ano. Estima-se que cerca de 1.000 mortes anuais estão ligadas a uma infeção crónica pelo vírus da hepatite B, em França.
  • 77. Hepatite B – os números Em Portugal, infelizmente, não existem dados oficiais.
  • 79. Hepatite C O QUE É?
  • 80. Hepatite C – o que é? É uma inflamação do fígado provocada por um vírus, que pode levar a casos de falência hepática, cirrose e cancro. Durante vários anos foi conhecida sob a designação de hepatite não-A e não-B, até ser identificado, em 1989, o agente infecioso que a provoca e se transmite, sobretudo, por via sanguínea. É conhecida como a epidemia «silenciosa» pela forma como tem aumentado o número de portadores crónicos em todo o mundo e pelo facto de os infetados poderem não apresentar qualquer sintoma, durante 10, 20, 30 ou 40 anos.
  • 81. Hepatite C – o que é? No mundo ocidental, os toxicodependentes de drogas injetáveis e inaláveis e as pessoas que foram sujeitas a transfusões de sangue e a cirurgias, antes de 1992, são os principais atingidos. Com a descoberta da Sida, na década de 80 do século passado, foram tomadas novas medidas de proteção e hoje a possibilidade de contágio com o VHC, numa transfusão de sangue ou durante uma intervenção cirúrgica nos hospitais, é praticamente nula.
  • 82. Hepatite C – o que é? Em Portugal, onde a hepatite C é uma das principais causas da cirrose e do carcinoma hepatocelular (cancro do fígado), estima-se que existam 150 mil portadores, embora grande parte não esteja diagnosticada. Entre estes portadores destacam-se os ex-combatentes do Ultramar, quem foi operado ou foi alvo de transfusão antes de 1992, quem fez abortos, quem fez piercings e tatuagens.
  • 83. Hepatite C – o que é? Cerca de 20 por cento dos infetados com o VHC recuperam espontaneamente, mas mais de 80 por cento passam a sofrer de hepatite crónica, sem que muitas vezes os portadores se apercebam e, em 20 por cento dos casos, pode dar origem a uma cirrose ou a cancro no fígado. O consumo do álcool para quem é portador do vírus da Hepatite C é extremamente prejudicial pois acelera e muito a progressão dos danos hepáticos.
  • 84. Hepatite C – o que é? A hepatite C é perigosa pois, em 80% dos casos, torna-se crónica, podendo evoluir para uma provável cirrose ou cancro no fígado. O período de evolução da doença é estimado em 20 a 40 anos, sendo que cada organismo reage diferentemente. Este prazo depende também dos cuidados e do modo de vida do paciente.
  • 87. Hepatite C – sintomas Apenas 25 a 30 por cento dos infetados apresentam, na fase aguda, sintomas de doença que pode manifestar-se por queixas inespecíficas como letargia, mal-estar geral, febre, problemas de concentração; queixas gastrintestinais como perda de apetite, naúseas, intolerância ao álcool, dores na zona do fígado ou o sintoma mais específico que é a icterícia. Muitas vezes, os sintomas não são claros, podendo-se assemelhar aos de uma gripe. O portador crónico do vírus pode mesmo não ter qualquer sintoma, sentir-se saudável e, no entanto, estar a desenvolver uma cirrose ou um cancro hepático.
  • 89. Hepatite C FORMAS DE CONTÁGIO
  • 90. Hepatite C – formas de contágio O vírus da hepatite C pode ser transmitido comprovadamente pelo sangue de uma pessoa infetada ao entrar em contacto com o sangue de uma outra não infetada. Pela partilha de agulhas, seringas e material utilizado na preparação de drogas e que esteja infetado; Pelas tatuagens, "piercings", acupunctura, perfuração das orelhas realizadas com material não esterilizado; Pela partilha de objetos de uso pessoal: escovas de dentes ou lâminas de barbear, tesouras e alicates de unha contaminados;
  • 91. Hepatite C – formas de contágio Através das transfusões de sangue ou transplante de órgãos realizados antes de 1992, pois não se dispunha de testes para o diagnóstico. A transmissão da mãe para o filho através da gravidez é possível, embora pouco frequente, ao contrário do que se passa na hepatite B. O mesmo se verifica em relação à transmissão sexual. A hepatite C não se transmite pela convivência social, apertos de mão, abraços, beijos, utilização de pratos ou talheres de pessoas infetadas. A probabilidade de transmissão por via sexual é mínima e só ocorre se houver contacto de sangue durante o ato sexual.
  • 93. Hepatite C COMO PREVENIR?
  • 94. Hepatite C – como prevenir? Não partilhar objetos de uso pessoal cortantes ou perfurantes; (escovas de dentes, corta unha, alicates das unhas, giletes) Usar luvas quando se entra em contacto com sangue ou objetos com sangue; O uso de preservativos reduz o risco de transmissão sexual; Vacina: não existe vacina contra o vírus da hepatite C.
  • 96. Hepatite C TRATAMENTO HEPATITE C CRÓNICA
  • 97. Hepatite C – tratamento Hepatite C crónica A Hepatite C crónica pode ter cura. Essa cura está entretanto condicionada por diversos fatores, como o genótipo do vírus e também o estado do dano hepático quando a doença é detetada.
  • 98. Hepatite C – tratamento Hepatite C crónica O tratamento considerado standard pela comunidade científica internacional atualmente consiste na combinação do interferão peguilado (uma injeção semanal) combinado com a ingestão diária de comprimidos de Ribavirina ( a quantidade varia de acordo com o peso do paciente ). Esse tratamento tem uma taxa de sucesso na ordem de 60% em média, variando para cima ou para baixo consoante o genótipo do vírus. Os genótipos 2 e 3 respondem melhor ao tratamento , enquanto os genótipos 1 e 4 alcançam um índice menor de cura.
  • 99. Hepatite C – tratamento Hepatite C crónica Esse tratamento deve ser muito bem acompanhado por um médico especialista pois pode apresentar efeitos secundários graves em alguns casos. Mesmo antes de prescrever o tratamento os médicos deverão certificar-se de que não há nenhuma contraindicação relativa ao paciente. Entretanto uma boa parte das pessoas suporta bem a fase de tratamento que atualmente pode durar de 6 a 12 meses.
  • 101. Hepatite C OS NÚMEROS
  • 102. Hepatite C – os números Calcula-se que existam 170 milhões de portadores crónicos (cerca de três por cento da população mundial), dos quais nove milhões são europeus, o que transforma o VHC num vírus mais comum que o VIH, responsável pela Sida.
  • 103. Hepatite C – os números Segundo a Organização Mundial de Saúde, é possível que surjam todos os anos três a quatro milhões de novos casos no planeta. A incidência do vírus difere de zona para zona, enquanto a Europa e a América do Norte apresentam índices de contaminação na ordem dos dois por cento, em África, no sudeste asiático, no pacífico ocidental e no leste do mediterrâneo os valores são superiores.
  • 104. Hepatite C – os números A Hepatite C é hoje a principal causa de transplantes hepáticos no mundo e para cada novo caso de SIDA que aparece, aparecem cinco novos casos de Hepatite C.
  • 105. Hepatite C – os números Em Portugal, onde a hepatite C é uma das principais causas da cirrose e do carcinoma hepatocelular, estima-se que existam 150 mil portadores, embora somente cerca de 10.000 estejam diagnosticados.
  • 106. Hepatite C – os números De acordo com um estudo do Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência, Portugal é um dos países europeus a apresentar as mais elevadas taxas de contaminação deste vírus, que atinge 60 a 80 por cento dos toxicodependentes.
  • 108. Hepatite C GRUPOS DE RISCO
  • 109. Hepatite C – grupos de risco Os grupos de mais elevado risco são os toxicodependentes e ex-toxicodependentes que utilizam drogas injetáveis e inaláveis e pessoas que receberam transfusões de sangue ou que foram sujeitos a intervenções cirúrgicas antes de 1992.
  • 111. Hepatite D O QUE É?
  • 112. Hepatite D – o que é? É uma doença viral caracterizada por reação inflamatória no fígado, esse vírus é considerado um vírus satélite ou seja ele não é autônomo e depende da presença do vírus da hepatite B para infetar uma pessoa.
  • 115. Hepatite D - sintomas A hepatite D aguda revela-se após um período de incubação de três a sete semanas. A fase pré-icterícia, que pode durar entre três a sete dias, começa com sintomas de fadiga, letargia, falta de apetite e náuseas, depois a pele ganha um tom amarelado que é o sinal de icterícia e, então, os outros sintomas desaparecem, com exceção da fadiga e das náuseas, a urina torna-se escura e as fezes claras, enquanto os níveis de bilirrubina no sangue sobem.
  • 116. Hepatite D - sintomas Como a superinfeção causa, geralmente, uma hepatite aguda grave, com um período de incubação lento, os sinais são idênticos aos das duas doenças (hepatite D e hepatite B). Nos casos em que evolui para hepatite crónica, os sintomas são menos intensos do que na hepatite aguda. A evolução para cirrose acontece em 60 a 70 por cento dos casos e demora entre cinco a dez anos, mas pode ocorrer 24 meses após a infeção.
  • 117. Hepatite D - sintomas A hepatite D fulminante é rara, mas é dez vezes mais comum do que noutros tipos de hepatite viral e caracteriza-se por encefalopatia hepática: mudanças de personalidade, distúrbios do sono, confusão e dificuldade de concentração, comportamentos anormais, sonolência e, por último, estado de coma.
  • 118. Hepatite D FORMAS DE CONTÁGIO
  • 119. Hepatite D – formas de contágio As relações sexuais e os contactos com sangue infetado são os dois meios mais habituais de transmissão da hepatite D, portanto, o contágio resulta de relações sexuais sem preservativo, da utilização de objetos cortantes que possam ter vestígios sanguíneos, como lâminas de barbear, escovas de dentes, agulhas e seringas ou outro material (que não tenha sido submetido a esterilização) utilizado na preparação de drogas ou na realização de tatuagens, «piercings», acupunctura e perfuração das orelhas.
  • 120. Hepatite D – formas de contágio Esta hepatite não se transmite pela saliva ou suor, portanto, ninguém ficará doente por dar um aperto de mão, abraços, beijos ou por utilizar pratos ou talheres de pessoas infetadas. Mas o VHD pode, por vezes, propagar-se de modo a causar graves epidemias como as ocorridas em Nápoles, em 1977, e entre os índios Yupca da Venezuela em 1981.
  • 121. Hepatite D – formas de contágio Como é natural, visto que uma pessoa nunca pode ser infetada apenas com o VHD, a via de transmissão é semelhante à da hepatite B, embora penda mais para a via sanguínea. O período de transmissão dura enquanto a pessoa infetada tiver no organismo o antigénio Delta ou o ARN do VHD.
  • 123. Hepatite D COMO PREVENIR?
  • 124. Hepatite D – como prevenir? Face às vias de transmissão, para prevenir, é necessário evitar o contacto com sangue humano, em especial, quando se desconhece o estado de saúde do portador, mas, se for mesmo necessário, devem usar-se luvas. Não podem ser partilhados artigos de uso pessoal que sejam cortantes ou perfurantes. O uso de preservativo diminui o perigo de contágio, portanto, não se deve dispensar o preservativo.
  • 125. Hepatite E O QUE É?
  • 126. Hepatite E – o que é? A hepatite E resulta da infeção pelo vírus da hepatite E (VHE), é transmitida de pessoa a pessoa, através da água e de alimentos contaminados com matéria fecal, e já foi responsável por grandes epidemias no centro e sudeste da Ásia, no norte e oeste de África e na América Central. No mundo industrializado, o vírus quase não existe, como é o caso de Portugal, onde a doença escasseia e apenas se manifesta em indivíduos que tenham estado em regiões tropicais endémicas.
  • 127. Hepatite E – o que é? Como doença humana específica só foi identificada em 1980, quando se realizavam testes para deteção de anticorpos da hepatite A, na Índia, durante o estudo de uma hepatite epidémica transmitida através das águas, mas cujo agente infecioso não era o VHA. Na altura, foi considerada uma doença hepática virulenta sem qualquer outra classificação e só em 1988, com a descoberta do vírus, passou a designar-se hepatite E. A gravidade da infeção pelo VHE é maior que a provocada pelo vírus da hepatite A, mas a recuperação ocorre ao fim de pouco tempo.
  • 128. Hepatite E – o que é? A doença pode ser fulminante, a taxa de mortalidade oscila entre os 0,5 a quatro por cento, e os casos ocorridos durante a gravidez são bastante mais graves, podendo atingir taxas de mortalidade na ordem dos 20 por cento se o vírus for contraído durante o terceiro trimestre. Existem também registos de partos prematuros, com taxas de mortalidade infantil que atingem os 33 por cento. Nas crianças, a coinfecção com os vírus A e E pode resultar numa doença grave, incluindo a falência hepática aguda.
  • 129. Hepatite E – o que é? Alguns especialistas referem a possibilidade de existir transmissão entre animais e homens, já que vários macacos, porcos, vacas, ovelhas, cabras e roedores são suscetíveis à infeção com o vírus da hepatite E.
  • 130. Hepatite E – o que é? Uma leitura das estatísticas indica que a doença tem uma maior taxa de incidência entre os adultos dos 15 aos 40 anos mas, segundo a Organização Mundial de Saúde, a baixa taxa registada entre as crianças pode dever-se ao facto de a hepatite E, normalmente não provocar quaisquer sintomas nos mais novos.
  • 133. Sintomas E - sintomas Os sintomas típicos, entre os jovens e os adultos, dos 15 aos 40 anos, são a icterícia (que pode manter-se durante várias semanas), falta de apetite, náuseas, vómitos, febre, dores abdominais, aumento do volume do fígado e mal-estar geral. As crianças, geralmente, não apresentam quaisquer sintomas.
  • 134. Hepatite E FORMAS DE CONTÁGIO
  • 135. Hepatite E – formas de contágio Tal como a hepatite A, o vírus da hepatite E propaga-se através da água e alimentos contaminados por matérias fecais, sendo mais rara a transmissão de pessoa a pessoa. Não há registos de transmissão por via sexual ou através do sangue.
  • 136. Hepatite E COMO PREVENIR?
  • 137. Hepatite E – como prevenir? Ainda não existe uma vacina para a doença e, por isso, as medidas de prevenção incluem cuidados de higiene redobrados quando se viaja para zonas onde a doença é comum. Não se deve consumir água nem gelo que possam provir de locais contaminados, sendo melhor optar por beber água engarrafada e selada. As frutas e os vegetais só devem ser consumidos depois de cozinhados e desaconselha-se a ingestão de marisco cru.
  • 138. Hepatite E – como prevenir? O contágio pessoa a pessoa é menos frequente na hepatite E do que na hepatite A e não está provada a possibilidade de contágio sexual, mas devem ter-se em atenção os contactos oro-anais.
  • 139. Hepatite E – como prevenir? O cloro é o elemento químico que tem sido utilizado com sucesso na desinfeção das águas públicas nas zonas onde se registaram epidemias. Os desinfetantes à base de iodo também já provaram ser capazes de destruir o vírus.
  • 141. Hepatite E GRUPOS DE RISCO
  • 142. Hepatite E – grupos de risco Quem visita zonas endémicas, pessoas com doença hepática crónica e, possivelmente, pessoas que lidam com primatas, porcos, vacas, ovelhas e cabras.
  • 143. Hepatite G O QUE É?
  • 144. Hepatite G – o que é? A hepatite G foi a hepatite descoberta mais recentemente (em 1995) e é provocada pelo vírus VHG que se estima ser responsável por 0,3 por cento de todas as hepatites víricas. Desconhecem-se, ainda, todas as formas de contágio possíveis, mas sabe-se que a doença é transmitida, sobretudo, pelo contacto sanguíneo.
  • 145. Hepatite G – o que é? Em análises feitas nos Estados Unidos da América aos dadores de sangue demonstrou-se que cerca de dois por cento já teve contacto com o vírus. Supõe-se que o VHG se encontre em 20 a 30 por cento dos utilizadores de drogas injetáveis e em dez por cento das pessoas que foram sujeitas a uma transfusão de sangue. Em cerca de 20 por cento dos doentes com infeção pelos VHB ou VHC é possível detetar anticorpos para o VHG, mas esta coinfecção não parece influenciar a evolução daquelas hepatites.
  • 146. Hepatite G – o que é? Não foi ainda possível determinar com exatidão –dado que a descoberta da doença e do vírus que a provoca foram recentes–, as consequências da infeção com o vírus da hepatite G. A infeção aguda é geralmente «suave» e transitória e existem relatos duvidosos de casos de hepatite fulminante (os especialistas ainda não chegaram a uma conclusão definitiva sobre as causas destas hepatites fulminantes).
  • 147. Hepatite G – o que é? 90 a 100% dos infetados tornam-se portadores crónicos mas podem nunca vir a sofrer de uma doença hepática. Até agora não foi possível comprovar que a infeção pelo VHG conduza a casos de cirrose ou de cancro no fígado.
  • 150. Hepatite G – sintomas As pessoas infetadas pelo vírus da hepatite G não apresentam quaisquer sintomas, segundo os estudos realizados até à data.
  • 151. Hepatite G FORMAS DE CONTÁGIO
  • 152. Hepatite G – formas de contágio Existe, ainda, algum desconhecimento sobre as formas de transmissão desta doença mas sabe-se que se transmite através do contacto com sangue infetado. Alguns estudos permitem colocar a hipótese do vírus ser sexualmente transmissível e outros demonstraram a transmissão da mãe para o filho, durante a gravidez.
  • 154. Hepatite G COMO PREVENIR?
  • 155. Hepatite G – como prevenir? Embora ainda não existam medidas específicas de prevenção, como o vírus se transmite por via sanguínea, deve ter-se especial cuidado no contacto com sangue e produtos derivados do sangue. É igualmente aconselhável o uso de proteção durante as relações sexuais e evitar a partilha de objetos cortantes, com especial atenção para os utilizadores de drogas injetáveis ou inaladas.
  • 156. Hepatite G GRUPOS DE RISCO
  • 157. Hepatite G – grupos de risco Profissionais que contactam com sangue e produtos derivados do sangue, toxicodependentes, pessoas que receberam transfusões de sangue e doentes que fazem hemodiálise.
  • 160. Conclusão Após a realização deste trabalho, é possível concluir que todos os tipos de hepatites que se conhecem constituem na atualidade um dos principais problemas de saúde pública. Consideradas doenças emergentes, e segundo Cotter (2003), são doenças do fígado de causas variadas (vírus, bactérias, medicamentos, tóxicos, etc.). O agente agressor causa uma inflamação e morte das células do fígado, sendo de salientar que estas podem ser secundárias a outras doenças
  • 161. Conclusão As hepatites virais podem ser classificadas em agudas (A, B, C, D e E) e crónicas (B, C e D). A hepatite virai aguda é uma infeção sistémica que afeta predominantemente o fígado. A hepatite crónica é a inflamação do fígado que persiste no mínimo 6 meses.
  • 162. Conclusão Têm uma prevalência mundial e europeia elevada. S endo que já foram identificados vários fatores que se associam a uma evolução mais rápida destas doenças, ainda assim o abuso de álcool e as coinfecções víricas (VIH) parecem ter um impacto maior na sua história natural.
  • 163. Conclusão Já muito se evolui ao nível do diagnóstico e tratamento destas que é similar em todas as doenças, todavia a prevenção e o controlo variam consideravelmente. Cada uma das Hepatites é causada por um vírus diferente, dependendo do agente etiológico da doença distingue-se quanto ao modo de transmissão e as características imunológicas, patológicas e clínicas.
  • 164. Conclusão Interessa ainda dizer que o “principal papel” do Técnico Auxiliar de Saúde passa pela prevenção através do ensino que presta ao doente, família e comunidades. Desta forma o Técnico Auxiliar de Saúde deve incutir nestas pessoas certas atitudes, cuidados e comportamentos por forma a minimizar a sintomatologia inerente à hepatite e o risco de transmissão.
  • 165. Fábio Simões TÉCNICO AUXILIAR DE SAÚDE APRENDIZAGEM