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Trabalho
de
Filosofia
Questões
1) Sobre Filosofia: determine o significado, conceito e histórico do surgimento da
filosofia.
Filosofia (literalmente, amor à sabedoria) é o estudo de problemas fundamentais
relacionados à existência, ao conhecimento, à verdade, aos valores morais e éticos, à mente
e à linguagem. A filosofia ocidental surgiu na Grécia antiga no século VI a.C. A partir de
então, uma sucessão de pensadores originais como Tales, Xenófanes, Pitágoras, Heráclito e
Protágoras empenharam-se em responder, racionalmente, questões acerca da realidade
última das coisas, das origens e características do verdadeiro conhecimento, da objetividade
dos valores morais, da existência e natureza de Deus (ou dos Deuses). Muitas das questões
levantadas por esses antigos pensadores são ainda temas importantes da filosofia
contemporânea.Durante a Idade Antiga Medieval, a filosofia compreendia praticamente
todas as áreas de investigação teórica.Em seu escopo figuravam desde disciplinas altamente
abstratas -em que se estudavam o “ser enquanto ser” e os princípios gerais do raciocínio-
até pesquisas sobre fenômenos mais específicos-como a queda dos corpos e a classificação
dos seres vivos.A partir do século XVIII, vários ramos do conhecimento se desvencilharam
da filosofia e se constituíram em ciências independentes com técnicas e métodos próprios
(geralmente priorizando a observação e a experimentação).Apesar disso, a filosofia atual
ainda pode ser vista como uma disciplina que trata de questões gerais e abstratas que sejam
relevantes para a fundamentação das demais ciências particulares ou demais atividades
culturais.A princípio, tais questões não poderiam ser convenientemente tratadas por
métodos científicos.
2) Identificar os chamados filósofos pré-socráticos e suas idéias básicas.
Escola Jônica
Tales de Mileto (624-548 a.C.)
Atribui-se a Tales a afirmação de que “todas as coisas estão cheias de deuses”, o que talvez
possa ser associado à idéia de que o imã tem vida, porque move o ferro. Essa afirmação
representa não um retorno concepções míticas, mas simplesmente a idéia de que o universo
é dotado de animação, de que a matéria é viva (hilozoísmo). Além disso, elaborou uma
teoria para explicar as inundações no Nilo, e atribui-se a Tales a solução de diversos
problemas geométricos (exemplo: Teorema de Tales).Tales viajou por várias regiões,
inclusive o Egito, onde, segundo consta, calculou a altura e o comprimento de sua
sombra.Esse cálculo exprime o que, na geometria, até hoje se conhece como Teorema de
Tales.
Anaximandro de Mileto (611-547 a.C.)
Anaximandro viveu em Mileto no século VI a.C.. Foi discípulo sucessor de Tales.
Anaximandro achava que nosso mundo seria apenas um entre uma infinidade de mundos
que evoluíram e se dissolveriam em algo que ele chamou de ilimitado ou infinito.Não é
fácil explicar o que ele queria dizer com isso, mas parece claro que Anaximandro não
estava pensando em uma substância conhecida, tal como Tales concebeu.Talvez tenha
querido dizer que a substância que gera todas as coisas deveria ser algo diferente das coisas
criadas uma vez que todas as coisas criadas são limitadas, aquilo que vem antes ou depois
delas teria de ser ilimitado.
Anaxímenes de Mileto (588-524 a.C.)
O terceiro filósofo de Mileto foi Anaxímenes. Ele pensava que a origem de todas as coisas
teria de ser o ar ou o vapor. Anaxímenes conhecia, claro, a Teoria das Águas de Tales.Mas
de onde vem a água?Anaxímenes acreditava que a água seria ar condicionado. Acreditava
também que o fogo seria ar rarefeito. De acordo com Anaxímenes, por conseguinte, o ar
(pneuma) constituiria a origem da terra, da água e do fogo.
Parmênides de Eléia (530-460 a.C.)
“Nada nasce do nada e nada do que existe se transforma em nada”. Com isso quis dizer que
“tudo o que existe sempre existiu”.
Sobre as transformações que se pode observar na natureza: ”Achava que não seriam
mudanças reais”. De acordo com ele, nenhum objeto poderia se transformar em algo
diferente do que era.
Heráclito (540-476 a.C.)
Um contemporâneo de Parmênides foi Heráclito, que era de Éfeso, na Ásia Menor.
Heráclito propunha que a matéria básica do Universo seria o fogo. Pensava também que a
mudança constante, ou o fluxo seria a característica mais elementar da Natureza.Podemos
talvez dizer que Heráclito acreditava mais do que Parmênides naquilo que percebia.Tudo
flui, disse Heráclito.Tudo está em fluxo e movimento constante, nada permanece.Por
conseguinte, ”não entramos duas vezes no mesmo rio”.Quando entro no rio pela segunda
vez, nem eu nem o rio somos os mesmos.Como estudioso da physis, Heráclito acreditava
que o fogo era a origem das coisas naturais.
Demócrito e a Teoria Atômica
Para Demócrito, as transformações que se podem observar na natureza não significavam
que algo realmente transformava. Ele acreditava que todas as coisas eram formadas por
uma infinidade de “pedrinhas minúsculas, invisíveis, cada uma delas sendo eterna, imutável
e indivisível”. A estas unidades mínimas deu o nome de Átomos: Átomo significa
indivisível, cada coisa que existe é formada por uma infinidade dessas unidades
indivisíveis. “Isto porque os átomos também fossem passíveis de desintegração e pudesse
ser dividida em unidades ainda menores, a natureza acabaria por diluir-se totalmente”.
Exemplo: se um corpo de umas árvores ou animal morre e se decompõe, seus átomos se
espalham e podem ser reaproveitados para dar origem a outros corpos.
Xenófanes de Colofon (século IV a.C.)
Originário da Jônia, viveu no sul da Itália. Precursor do pensamento dos Eleatas. Para ele a
Physis era a Terra. Escreveu em estilo poético. Defendeu a idéia de um Deus único.Tinha
influência Pitagórica.
Xenófanes, de Colofon atribui-se a ele a fundação da escola Eléia. Levou vida errante,
passando parte dela na Sicília, tendo fugido de sua terra natal por causa da invasão das
medas. Alguns duvidam de sua ligação com Eléia.Em seus fragmentos defendeu um deus
único, supremo, que não tinha a forma de homem.Realçou isso afirmando que os homens
atribuem aos deuses características semelhantes a eles mesmos, que mudam de acordo com
o povo.Se os animais tivessem mãos para realizarem obras, colocariam nos deuses suas
características.Restaram de suas obras alguns fragmentos, sendo que uns satíricos.Foi
contra a grande influencia de Hesíodo e Homero (historiador e escritor gregos).Zombou dos
atletas, preferindo a sua sabedoria aos feitos atléticos, que não enchiam celeiros.O deus
segundo Xenófanes está implantado em todas as coisas, o todo é um, e é supra sensível,
imutável, sem começo, meio ou fim.Teve como discípulo Parmênides.
Segundo Hegel os gregos tinham apenas o mundo sensível diante de si, e não encontravam
satisfação nisso. Assim jogava tudo fora como sendo não verdadeiro, e chegavam ao
pensamento puro. O infinito, Deus, é um só, pois se fosse dois haveria a finitude.Hegel
identifica a dialética em Xenófanes, uma consciência da Essência, pura, e outra de opinião,
uma sobrepondo a outra, indo contra a mitologia grega.
Escolas Italianas
Pitágoras de Samos (571-70 a.C.)
Pitágoras, o fundador da Escola Pitagórica, nasceu em Samos pelos anos 571-70 a.C. Em
532-31 foi para a Itália, na Magna Grécia, e fundou em Crotona, colônia grega, uma
associação metafísico-científico-ético-política, que foi o centro de irradiação da escola e
encontrou partidários entre os gregos da Itália meridional e da Sicília. Pitágoras aspirava - e
também conseguiu - a fazer com que a educação ética da escola se ampliasse e se tornasse
reforma política; isto, porém, levantou oposições contra ele e foi constrangido a deixar
Crotona, mudando-se para Metaponto, aí morrendo provavelmente em 497-96 a.C. Um dos
principais herdeiros foi o filósofo grego Platão.
Escola Eleática
Representada principalmente por:
 Alcmeão de Crotona Filho de Peirithoos, é um dos principais discípulos de
Pitágoras. Foi jovem quando seu mestre já era avançado em anos. Seu interesse
principal dirigia-se á Medicina, de que resultou a sua doutrina sobre o problema dos
sentidos e da percepção. Alcmeão disse que só os deuses tem um conhecimento certo,
aos homens só presumir é permitido.
 Parmênides de Eléia O acme de sua existência foi por volta de 500 a.C. Foi ele o
primeiro a demonstrar a esfericidade da Terra e sua posição no centro do mundo.
Segundo ele, existem dois elementos: o fogo e a terra. O primeiro elemento é criador, o
segundo é matéria. Os homens nasceram da terra. Trazem em si o calor e o frio, que
entram na composição de todas as coisas. O espírito e a alma são para ele uma única e a
mesma coisa. Ha dois tipos de filosofia, uma se refere à verdade e a outra a opinião.
3) Como você explica o fato de a filosofia se ocupar com assuntos banais e
corriqueiros que aparentemente não tem importância nenhuma e eleva-los a uma
categoria de importância e destaque?
Os filósofos estão sempre em busca de respostas para tudo o que acontece no mundo, por
isso, elevam todos os tipos de assuntos, que para alguns são banais e tentam encontrar uma
razão para esses assuntos.
4) A respeito da Alegoria da Caverna de Platão.
a) O que vem a ser uma alegoria?
É uma história com caráter metafórico, ilustrativo de uma situação ou acontecimento.
b) Como Platão interpreta a realidade em que vivemos?
Seria o espaço do senso comum, da ilusão, do engano e do erro. A verdade estaria no
Mundo das Ideias, e não em nossa realidade.
c) O que representam as sombras, a caverna, os prisioneiros? No texto de Platão e
na atualidade.
As sombras são as ideias mal formadas, preconceito, ilusões, etc, nos quais acreditamos
sem colocar à prova, à verificação científica ou racional (filosófica). A caverna é o mundo
material (mundo dos sentidos). Os prisioneiros são as pessoas presas às sombras, isto é,
presas ao senso comum e suas ideias mal formadas, suas ilusões e preconceitos.
d) O que se entende pela LUZ? Interprete levando-se em conta os objetivos básicos
da Filosofia.
Seria a Ideia do Bem, a ideia mestre que, para Platão, orientaria (possibilitaria ver) todas as
ideias boas, belas, justas, isto é, verdadeiras. O objetivo básico da Filosofia é conduzir para
procura da verdade, através da reflexão racional, e o conseqüente abandono do senso
comum e seus problemas epistemológicos.
5) Todas as culturas têm histórias tradicionais que relatam ou explicam, de forma mais
ou menos fantástica, aspectos da vida e da natureza que são importantes para a
coletividade: o dia e a noite, o sol, a existência de entidades sobrenaturais, a origem
do homem, eventos longínquos do passado, monumentos esquecidos e assim por
diante. Mito é...
É narrativa de caráter simbólico, relacionada a uma dada cultura. O mito procura explicar a
realidade, os fenômenos naturais, às origens do Mundo e do Homem por meio de deuses,
semideuses e heróis.
6) Desde que surgiu o cristianismo, tornou-se necessário explicar seus ensinamentos às
autoridades romanas e ao povo em geral. Foi assim que os primeiros Padres da
Igreja se empenharam na elaboração de inúmeros textos sobre a fé e a revelação
cristã. Explicar as principais características da Filosofia Medieval cristã.
Na Idade Média, ocorreu um intenso sincretismo entre o conhecimento clássico e as crenças
religiosas. De fato, uma das principais preocupações dos filósofos medievais foi a de
fornecer argumentações racionais, espelhadas nas contribuições dos gregos, para justificar
as chamadas verdades reveladas da Igreja Cristã e da Igreja Islâmica, tais como a da
existência de Deus, a imortalidade da alma, etc.
7) Identificar as principais características da Renascença.
Uma das manifestações características da Renascença é o renovamento das antigas escolas
filosóficas, clássicas, gregas. Na Idade Média o pensamento clássico foi bem conhecido e
valorizado. No entanto, tal conhecimento e valorização diziam respeito aos maiores
filósofos gregos, em especial a Aristóteles. Na Renascença, ao contrario, volta-se a sancta
antiquitas, em oposição ao espírito cristão. E valorizam-se as antigas escolas filosóficas,
realçando-lhes o conteúdo de humanidade, presente em todas elas, não obstante a variedade
de suas orientações. Naturalmente não são, nem podiam ser, as escolas filosóficas clássicas
em sua espontaneidade original, pois, entre a classicidade e a Renascença, medeiam quinze
séculos, profundamente influenciados pela mensagem cristã.E, após o aparecimento da
cruz, já não é mais possível o retorno à serenidade clássica de Aristóteles ou ao ascetismo
imanentista dos estóicos.Na renascença são representadas, mais ou menos, todas as escolas
filosóficas antigas: platonismo, o aristotelismo, o estoicismo, o epicurismo, o ceticismo e o
acletismo.Especialmente as duas primeiras e, entre estas, precipuamente a primeira.O
aristotelismo da Renascença exclui, naturalmente, a interpretação de Aristóteles dada por
Tomás de Aquino, e sustenta ou a interpretação naturalista de Alexandre de Afrodisia, ou a
panteísta de Averroés.O platonismo é, mais propriamente, neoplatonismo: já porque assim
se tinha fixado na antiguidade e neste sentido influenciara toda a Idade Média (pseudo
Dionísio Areopagita, Scoto Erígena, mestre Eckart); já porque a sua fundamental
concepção panteísta e o seu potenciamento do espírito humano podiam melhor
corresponder ao imanentismo e humanismo da Renascença.
8) Determine as diferenças entre Teocentrismo e Antropocentrismo.
Teocentrismo é a concepção segundo qual Deus é o centro do universo, tudo foi criado por
ele, por ele é dirigido e não há outra razão além do desejo divino sobre a vontade humana.
Contrapõe-se ao antropocentrismo, biocentrismo e ao humanismo.
Antropocentrismo é uma concepção que considera que a humanidade deve permanecer no
centro do entendimento dos humanos, isto é, tudo no universo deve ser avaliado de acordo
com sua relação com o homem.
9) Muitos dos filósofos do Iluminismo francês tinham visitado a Inglaterra, que em
certo sentido era mais liberal do que a própria França. A ciência natural inglesa,
sobre tudo Newton e sua física universal, fascinaram esses filósofos franceses. Mas
também os filósofos ingleses foram fonte de inspiração para eles, principalmente
Locke e sua filosofia política. De volta à sua pátria, a França, eles começaram
pouco a pouco a se rebelar contra o velho autoritarismo. Identifique os principais
filósofos do Iluminismo Francês e suas ideias básicas.
Condillac (1715-1780)
O filósofo mais notável do iluminismo francês é Estevão Bannot de Condillac. Ele
desenvolveu o empirismo de Locke num sentido francamente sensista, derivando da mera
sensação - sem reflexão - toda a experiência. Condillac exerceu uma influência particular
sobre a cultura italiana, orientando-a paa o sensismo, devido ao fato de ter ele sido, durante
um decênio (1758-1767), preceptor, na corte de Parma, de Fernando de Bourbon, herdeiro
daquele trono. A obra filosófica mais importante de Condillac é o Traité des sensations, em
que desenvolve a sua concepção sensista.
Condillac imagina o homem como uma estátua, privada de toda sensação (tabula rasa) e
que, em dado momento, começa a ter uma sensação de olfato. A sensação odorosa (de uma
rosa) torna-se memória, quando, afastada a primeira sensação e sobrevindo outra, a
primeira permanece com uma intensidade atenuada. Uma lembrança vivaz torna-
se imaginação. Tem-se, deste modo, uma série de três graus de atenção, de atividade do
espírito, constituindo a sensação o primeiro grau, a memória o segundo, a imaginação o
terceiro. Comparando a sensação atual com a sensação lembrada, nasce a distinção
entre presente e passado; a distinção entre atividade (na memória) e passividade (na
sensação); a consciência, o eu, que é uma coleção de sensações atuais e lembradas; o juízo,
que é comparação entre sensações presentes e passadas; a reflexão, isto é, a direção
voluntária de atenção sobre uma determinada sensação - idéia ou relação, juízo - em uma
série de idéias e juízos; a abstração, isto é, a separação de uma idéia de outra; e
a generalização, isto é, a capacidade de noções gerais. Paralelamente ao desenvolvimento
teórico do espírito procede ao desenvolvimento prático. Da sensação (agradável ou
dolorosa) nasce o sentimento (de prazer ou de dor). A lembrança de sensações agradáveis e
a comparação com as presentes tornam-se desejo; o desejo preponderante torna-se paixão; o
desejo estável torna-se vontade.
Montesquieu (1689-1755)
A política de Montesquieu, exposta no Espírito das Leis (1748), surge como essencialmente
racionalista. Ela se caracteriza pela busca de um justo equilíbrio entre a autoridade do poder
e a liberdade do cidadão. Para que ninguém possa abusar da autoridade, "é preciso que, pela
disposição das coisas, o poder detenha o poder". Daí a separação entre poder legislativo,
poder executivo e poder judiciário.
Montesquieu, porém, possui sobre tudo concepção racionalista das leis que não resultam
dos caprichos arbitrários do soberano, mas são "relações necessárias que derivam da
natureza das coisas". Assim é que cada forma de governo determina, necessariamente, este
ou aquele tipo de lei, esta ou aquela psicologia para com os cidadãos: a democracia da
cidade antiga só é viável em função da "virtude", isto é, pelo espírito cívico da população.
A monarquia tradicional repousa num sistema hierárquico de suseranos e vassalos que só
funciona a partir de uma moral da honra, ao passo que o despotismo só subsiste com a
manutenção, em toda parte, da força do medo. Não vemos como na Inglaterra a liberdade
política conduz à existência de leis particulares que não encontramos em outros regimes?
As leis obedecem a um determinismo racional. Como diz muito bem Brehier, "a variável
aqui é a forma de governo de que as legislações políticas, civis e outras são as funções".
Todavia, as "relações necessárias", de que fala Montesquieu, são muito menos a expressão
de um determinismo sociológico de tipo materialista do que a afirmação de uma ligação
ideal, harmônica, entre certos tipos de governo e certas leis possíveis, sendo que as
melhores pertencem a este ou aquele governo, cabendo ao legislador descobri-las e aplicá-
las. Montesquieu, por exemplo, nunca afirmou que o clima determina, necessariamente,
estas ou aquelas instituições. Só os maus legisladores favorecem os vícios do clima. É
preciso encontrar em cada clima, em cada forma de governo, em cada circunstância em que
se está colocados quais as leis melhores adaptadas, quais aquelas que, na situação
considerada, realizarão o conjunto mais justo, mais harmonioso. O "direito natural", a
justiça ideal preexistem às leis escritas, uma vez que lhes servem de guia. "A verdadeira lei
da humanidade é a razão humana enquanto governa todos os povos da terra; dizer que só
o que as leis positivas ordenam ou proíbem é que constitui o que há de justo e injusto,
significa dizer que, antes que se tivesse traçado os círculos, todos os raios eram desiguais".
Voltaire (1694-1778)
Voltaire, de certo modo, é o tipo acabado do "filósofo" do século XVIII.
As idéias filosóficas de Voltaire, tirada de Locke e de Newton, não são originais. O próprio
espírito voltairiano teve seus precursores. Fontenelle (1657-1757) mostrou, antes de
Voltaire, que a história se explica mais pelo jogo das paixões humanas do que pelo decreto
da Providência. E Fontenelle já colocara (Conversações sobre a pluralidade dos mundos) a
nova astronomia ao alcance dos marqueses. Pierre Bayle (1647-1707), protestante francês
exilado em Roterdam, possuía a arte de, antes de Voltaire, opor os sistemas metafísicos
entre si, a fim de ressaltar de suas contradições à necessidade da tolerância (o Dicionário
histórico e crítico de Bayle, 1697, é uma prodigiosa colocação de teses que testemunha sua
incomparável erudição e que será possuído por todos os intelectuais do século XVIII). Em
seus Pensamentos sobre o cometa, Bayle já apresenta ardis tipicamente voltairianos para
comprometer, em sua crítica aos prodígios e superstições populares, a fé nos milagres do
cristianismo.
Voltaire, inimigo encarniçado do cristianismo, é um deísta convicto: a organização do
mundo, sua finalidade interna, só se explicam pela existência de um Criador
inteligente ("Este mundo me espanta e não posso imaginar / Que este relógio exista e não
tenha relojoeiro"). Criticou Leibnitz e seu "melhor dos mundos possíveis" que, após o
terremoto de Lisboa, permanece otimista; contra Pascal, "misantropo sublime", ele acha
que o homem, reduzido apenas aos seus recursos, pode estabelecer uma certa justiça sobre a
terra e alcançar uma certa felicidade. Apesar de negar o pecado original, Voltaire, no
entanto, mantém o princípio de um Deus justiceiro. É certo que esse Deus policial é
sobretudo requisitado para manter a ordem social e as vantagens econômicas aproveitadas
por Voltaire e os outros grandes burgueses. O célebre verso de Voltaire"Se Deus não
existisse precisaria ser inventado"deve, para ser bem compreendido, ser citado com seu
comentário: "e teu novo arrendatário / Por não crer em Deus, pagar-te-á melhor?" É certo,
no entanto, que Voltaire crê na ordem do mundo, numa finalidade providencial. Para ele, a
estrutura geográfica da terra, as espécies vivas são fixas; em nome desse finalismo estático,
ele rejeita as idéias evolucionistas que começam a se difundir. Recusa-se a crer nos fósseis
de animais marinhos descobertos nas montanhas por aquela época. Admitir que as
montanhas outrora estiveram submersas, seria negar a estabilidade e a finalidade da ordem
atual do mundo. (Ele também teme que esses fósseis marinhos nas montanhas só sirvam
para os cristãos provarem a história do dilúvio!).
10) Podemos chamar o Romantismo de a última grande época cultural da Europa.
Começou meado em fins do século XVIII e durou até meados do século XIX. Há
muitos paralelos entre o Renascimento e o Romantismo.Explicar.
Há muitos paralelos entre o Renascimento e o Romantismo. Um deles é a importância que
se na ao papel da arte no processo de conhecimento humano. Kant e os Românticos
afirmavam que um artista pode nos dizer coisas que um filósofo não é capaz de nos dizer.
Isso porque eles nem sempre podem expressar tudo em palavras, então a arte entra em
contato com a língua de expressões sentimentais. O artista cria a sua própria realidade nos
moldes da criação do mundo por Deus. O anseio por coisas longínquas e intangíveis foi um
traço típico dos românticos. Isso desperta interesse pelos tempos passados e por outras
culturas como a cultura oriental.
11) Quais as principais diferenças da Filosofia no século XX em relação ao século XIX?
No século 18, em que as filosofias do Iluminismo começaram a ter um efeito dramático, há
um marco nos trabalhos de novos filósofos, como Immanuel Kant e Jean-Jacques
Rousseau, que influenciam uma geração nova de pensadores, surgindo, assim a Filosofia
do século 19. Nos finais do século 19 um movimento conhecido como Romantismo buscou
combinar a racionalidade formal do passado, com um maior e mais imediato senso
emocional e orgânico do mundo. Idéias fundamentais que reluzem esta mudança são
a Evolução, como postulado por Goethe, Erasmus Darwin e Charles Darwin. Pressões para
igualitarismo e mudanças rápidas e forçosas, culminaram em um período de revolução e
turbulência que fariam com que a filosofia mudasse de uma forma proveitosa.
A Filosofia do século XX trouxe uma série de desenvolvimentos teóricos contrários em
relação ao que se refere a validade do conhecimento através de conceitos e abstrações
absolutas, isto é, afirmações universais ou leis gerais. As certezas decorrentes do
pensamento clássico foram derrubadas, embora permaneçam como problemas sociais,
econômicos e científicos, juntamente com formas novas de conflito e reivindicações
concernentes à organização geopolítica e epistêmica do sistema-mundo contemporâneo. O
que é a lógica e o que é a ética? São novas perguntas que existem a partir da filosofia do
século XX.
Entretanto, essa filosofia era demasiado diferente para que se possa fixar um padrão, que
não seja uma série de tentativas de reformar, preservar ou alterar os limites antes
concebidos. As formas e caminhos para estes empreendimentos são diversos e distintos.
Contudo, suponhamos que seja essencial uma unidade de sentido, diríamos que estas
filosofias contestam princípios da ciência moderna (aproximadamente do séc. XVI ao séc.
XX).
Novos estudos na filosofia da ciência, Filosofia da
matemática, Epistemologia acrescentaram aparentemente tendências antagônicas na
contabilidade da consciência e seus objetos, como expresso nas profundas diferenças entre
filosofia analítica e continental, as quais tiveram lugar em fundações, no início do século.
Os avanços na relatividade, na quântica, na física nuclear e, nas ciências generativas, como
a ciência cognitiva, cibernética, genética e generativa linguística, e na rica produção
literária, artística, como no Cinema e na Música, foi uma forma enriquecedora de propagar
pensamentos filosóficos.
12) Ética não deve ser confundida com a lei. Por quê?
Lei é um conjunto de normas que uma pessoa deve seguir e ética é o que a pessoa busca
para seguir essas leis.
13) Antropologicamente falando, a melhor definição de CULTURA é.
É aquele todo complexo que inclui o conhecimento, as crenças, a arte, a moral, a lei, os
costumes e todos os outros hábitos e aptidões adquiridos pelo homem como membro da
sociedade.
14) “O homem é a única criatura que se recusa a ser o que ela é.”(Albert Camus) Qual a
melhor reflexão para a frase de Albert Camus?
O homem, busca a todo o momento respostas para tudo o que acontece em sua vida, não a
aceita como ela vem, para ele tudo tem uma razão e uma resposta e vai sempre atrás dessa
resposta.
15) Os animais praticamente não possuem uma história, tal como a entendemos. Sua
vida se processa num mundo estruturalmente fechado. A aventura da liberdade não
lhes é oferecida. Comente a frase.
Diferentemente dos humanos, os animais vivem num mundo fechado e não tem condições
de entender o porquê das coisas que acontecem no meio.
16) “A ideia de que o animal é um completamente outro serve de justificativa para caça,
domesticação e consumo de corpos animais. Sabemos que, em geral, o ser humano
costuma rejeitar sua condição animal. Essa tendência se expressa nas famosas
definições do homem como sendo o único ser que pensa, que fala, que ri, que chora,
que brinca, que faz arte, que faz política”. Comente a frase.
O homem rejeita o título de animal, mas ele é sim um animal, mas um animal diferente
dos outros, ele é um animal racional, que consegue fazer diversas coisas que os outros
animais não fazem.
17) Definir IDEOLOGIA. Exemplifique.
Ideologia é o sentido neutro de conjunto de ideias, de pensamentos, de doutrinas ou de
visões de mundo de um indivíduo ou de um grupo, orientado para suas ações sociais e,
principalmente, políticas.
18) Marx identificou o processo de ALIENAÇÃO em dois momentos, explique-os.
Para Karl Marx, a origem da alienação está na divisão social do trabalho, que faz com que o
produto do trabalho humano deixe de pertencer ao trabalhador e passe a pertencer a outrem,
Marx chama de alienação do trabalho é fato de o trabalhador não se enxergar na mercadoria
que ele mesmo produziu, ou seja, o trabalhador é separado do produto final de seu trabalho.
O que mantém esse processo de alienação é primeiramente o fato de o capitalista possuir
meios de produção, a propriedade privada dos meios de produção, uns possuem e outros
não. E segundo porque, como o trabalhador não possui seus próprios meios de produção,
ele precisa vender a única propriedade que lhe pertence, a força de trabalho, para assim
poder sustentar a família. Dessa forma o trabalhador depende do capitalista para sobreviver,
ele precisa que o capitalista compre a sua força de trabalho. No sistema capitalista, o
trabalhador que produz a mercadoria não usufrui dela, quem faz isso é o capitalista, que se
apropria da produção social.
Bibliografia
http://pt.wikipedia.org/wiki/Pr%C3%A9-socr%C3%A1ticos
http://www.mundodosfilosofos.com.br/iluminismo.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Filosofia_do_s%C3%A9culo_XX
http://pt.wikipedia.org/wiki/Filosofia_do_s%C3%A9culo_XIX

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Filosofia Pré-Socrática: Pensadores e Teorias Iniciais

  • 2. 1) Sobre Filosofia: determine o significado, conceito e histórico do surgimento da filosofia. Filosofia (literalmente, amor à sabedoria) é o estudo de problemas fundamentais relacionados à existência, ao conhecimento, à verdade, aos valores morais e éticos, à mente e à linguagem. A filosofia ocidental surgiu na Grécia antiga no século VI a.C. A partir de então, uma sucessão de pensadores originais como Tales, Xenófanes, Pitágoras, Heráclito e Protágoras empenharam-se em responder, racionalmente, questões acerca da realidade última das coisas, das origens e características do verdadeiro conhecimento, da objetividade dos valores morais, da existência e natureza de Deus (ou dos Deuses). Muitas das questões levantadas por esses antigos pensadores são ainda temas importantes da filosofia contemporânea.Durante a Idade Antiga Medieval, a filosofia compreendia praticamente todas as áreas de investigação teórica.Em seu escopo figuravam desde disciplinas altamente abstratas -em que se estudavam o “ser enquanto ser” e os princípios gerais do raciocínio- até pesquisas sobre fenômenos mais específicos-como a queda dos corpos e a classificação dos seres vivos.A partir do século XVIII, vários ramos do conhecimento se desvencilharam da filosofia e se constituíram em ciências independentes com técnicas e métodos próprios (geralmente priorizando a observação e a experimentação).Apesar disso, a filosofia atual ainda pode ser vista como uma disciplina que trata de questões gerais e abstratas que sejam relevantes para a fundamentação das demais ciências particulares ou demais atividades culturais.A princípio, tais questões não poderiam ser convenientemente tratadas por métodos científicos. 2) Identificar os chamados filósofos pré-socráticos e suas idéias básicas. Escola Jônica Tales de Mileto (624-548 a.C.) Atribui-se a Tales a afirmação de que “todas as coisas estão cheias de deuses”, o que talvez possa ser associado à idéia de que o imã tem vida, porque move o ferro. Essa afirmação representa não um retorno concepções míticas, mas simplesmente a idéia de que o universo é dotado de animação, de que a matéria é viva (hilozoísmo). Além disso, elaborou uma teoria para explicar as inundações no Nilo, e atribui-se a Tales a solução de diversos problemas geométricos (exemplo: Teorema de Tales).Tales viajou por várias regiões, inclusive o Egito, onde, segundo consta, calculou a altura e o comprimento de sua sombra.Esse cálculo exprime o que, na geometria, até hoje se conhece como Teorema de Tales. Anaximandro de Mileto (611-547 a.C.) Anaximandro viveu em Mileto no século VI a.C.. Foi discípulo sucessor de Tales. Anaximandro achava que nosso mundo seria apenas um entre uma infinidade de mundos
  • 3. que evoluíram e se dissolveriam em algo que ele chamou de ilimitado ou infinito.Não é fácil explicar o que ele queria dizer com isso, mas parece claro que Anaximandro não estava pensando em uma substância conhecida, tal como Tales concebeu.Talvez tenha querido dizer que a substância que gera todas as coisas deveria ser algo diferente das coisas criadas uma vez que todas as coisas criadas são limitadas, aquilo que vem antes ou depois delas teria de ser ilimitado. Anaxímenes de Mileto (588-524 a.C.) O terceiro filósofo de Mileto foi Anaxímenes. Ele pensava que a origem de todas as coisas teria de ser o ar ou o vapor. Anaxímenes conhecia, claro, a Teoria das Águas de Tales.Mas de onde vem a água?Anaxímenes acreditava que a água seria ar condicionado. Acreditava também que o fogo seria ar rarefeito. De acordo com Anaxímenes, por conseguinte, o ar (pneuma) constituiria a origem da terra, da água e do fogo. Parmênides de Eléia (530-460 a.C.) “Nada nasce do nada e nada do que existe se transforma em nada”. Com isso quis dizer que “tudo o que existe sempre existiu”. Sobre as transformações que se pode observar na natureza: ”Achava que não seriam mudanças reais”. De acordo com ele, nenhum objeto poderia se transformar em algo diferente do que era. Heráclito (540-476 a.C.) Um contemporâneo de Parmênides foi Heráclito, que era de Éfeso, na Ásia Menor. Heráclito propunha que a matéria básica do Universo seria o fogo. Pensava também que a mudança constante, ou o fluxo seria a característica mais elementar da Natureza.Podemos talvez dizer que Heráclito acreditava mais do que Parmênides naquilo que percebia.Tudo flui, disse Heráclito.Tudo está em fluxo e movimento constante, nada permanece.Por conseguinte, ”não entramos duas vezes no mesmo rio”.Quando entro no rio pela segunda vez, nem eu nem o rio somos os mesmos.Como estudioso da physis, Heráclito acreditava que o fogo era a origem das coisas naturais. Demócrito e a Teoria Atômica Para Demócrito, as transformações que se podem observar na natureza não significavam que algo realmente transformava. Ele acreditava que todas as coisas eram formadas por uma infinidade de “pedrinhas minúsculas, invisíveis, cada uma delas sendo eterna, imutável e indivisível”. A estas unidades mínimas deu o nome de Átomos: Átomo significa indivisível, cada coisa que existe é formada por uma infinidade dessas unidades indivisíveis. “Isto porque os átomos também fossem passíveis de desintegração e pudesse ser dividida em unidades ainda menores, a natureza acabaria por diluir-se totalmente”. Exemplo: se um corpo de umas árvores ou animal morre e se decompõe, seus átomos se espalham e podem ser reaproveitados para dar origem a outros corpos. Xenófanes de Colofon (século IV a.C.)
  • 4. Originário da Jônia, viveu no sul da Itália. Precursor do pensamento dos Eleatas. Para ele a Physis era a Terra. Escreveu em estilo poético. Defendeu a idéia de um Deus único.Tinha influência Pitagórica. Xenófanes, de Colofon atribui-se a ele a fundação da escola Eléia. Levou vida errante, passando parte dela na Sicília, tendo fugido de sua terra natal por causa da invasão das medas. Alguns duvidam de sua ligação com Eléia.Em seus fragmentos defendeu um deus único, supremo, que não tinha a forma de homem.Realçou isso afirmando que os homens atribuem aos deuses características semelhantes a eles mesmos, que mudam de acordo com o povo.Se os animais tivessem mãos para realizarem obras, colocariam nos deuses suas características.Restaram de suas obras alguns fragmentos, sendo que uns satíricos.Foi contra a grande influencia de Hesíodo e Homero (historiador e escritor gregos).Zombou dos atletas, preferindo a sua sabedoria aos feitos atléticos, que não enchiam celeiros.O deus segundo Xenófanes está implantado em todas as coisas, o todo é um, e é supra sensível, imutável, sem começo, meio ou fim.Teve como discípulo Parmênides. Segundo Hegel os gregos tinham apenas o mundo sensível diante de si, e não encontravam satisfação nisso. Assim jogava tudo fora como sendo não verdadeiro, e chegavam ao pensamento puro. O infinito, Deus, é um só, pois se fosse dois haveria a finitude.Hegel identifica a dialética em Xenófanes, uma consciência da Essência, pura, e outra de opinião, uma sobrepondo a outra, indo contra a mitologia grega. Escolas Italianas Pitágoras de Samos (571-70 a.C.) Pitágoras, o fundador da Escola Pitagórica, nasceu em Samos pelos anos 571-70 a.C. Em 532-31 foi para a Itália, na Magna Grécia, e fundou em Crotona, colônia grega, uma associação metafísico-científico-ético-política, que foi o centro de irradiação da escola e encontrou partidários entre os gregos da Itália meridional e da Sicília. Pitágoras aspirava - e também conseguiu - a fazer com que a educação ética da escola se ampliasse e se tornasse reforma política; isto, porém, levantou oposições contra ele e foi constrangido a deixar Crotona, mudando-se para Metaponto, aí morrendo provavelmente em 497-96 a.C. Um dos principais herdeiros foi o filósofo grego Platão. Escola Eleática Representada principalmente por:  Alcmeão de Crotona Filho de Peirithoos, é um dos principais discípulos de Pitágoras. Foi jovem quando seu mestre já era avançado em anos. Seu interesse principal dirigia-se á Medicina, de que resultou a sua doutrina sobre o problema dos sentidos e da percepção. Alcmeão disse que só os deuses tem um conhecimento certo, aos homens só presumir é permitido.  Parmênides de Eléia O acme de sua existência foi por volta de 500 a.C. Foi ele o primeiro a demonstrar a esfericidade da Terra e sua posição no centro do mundo. Segundo ele, existem dois elementos: o fogo e a terra. O primeiro elemento é criador, o
  • 5. segundo é matéria. Os homens nasceram da terra. Trazem em si o calor e o frio, que entram na composição de todas as coisas. O espírito e a alma são para ele uma única e a mesma coisa. Ha dois tipos de filosofia, uma se refere à verdade e a outra a opinião. 3) Como você explica o fato de a filosofia se ocupar com assuntos banais e corriqueiros que aparentemente não tem importância nenhuma e eleva-los a uma categoria de importância e destaque? Os filósofos estão sempre em busca de respostas para tudo o que acontece no mundo, por isso, elevam todos os tipos de assuntos, que para alguns são banais e tentam encontrar uma razão para esses assuntos. 4) A respeito da Alegoria da Caverna de Platão. a) O que vem a ser uma alegoria? É uma história com caráter metafórico, ilustrativo de uma situação ou acontecimento. b) Como Platão interpreta a realidade em que vivemos? Seria o espaço do senso comum, da ilusão, do engano e do erro. A verdade estaria no Mundo das Ideias, e não em nossa realidade. c) O que representam as sombras, a caverna, os prisioneiros? No texto de Platão e na atualidade. As sombras são as ideias mal formadas, preconceito, ilusões, etc, nos quais acreditamos sem colocar à prova, à verificação científica ou racional (filosófica). A caverna é o mundo material (mundo dos sentidos). Os prisioneiros são as pessoas presas às sombras, isto é, presas ao senso comum e suas ideias mal formadas, suas ilusões e preconceitos. d) O que se entende pela LUZ? Interprete levando-se em conta os objetivos básicos da Filosofia. Seria a Ideia do Bem, a ideia mestre que, para Platão, orientaria (possibilitaria ver) todas as ideias boas, belas, justas, isto é, verdadeiras. O objetivo básico da Filosofia é conduzir para procura da verdade, através da reflexão racional, e o conseqüente abandono do senso comum e seus problemas epistemológicos. 5) Todas as culturas têm histórias tradicionais que relatam ou explicam, de forma mais ou menos fantástica, aspectos da vida e da natureza que são importantes para a coletividade: o dia e a noite, o sol, a existência de entidades sobrenaturais, a origem do homem, eventos longínquos do passado, monumentos esquecidos e assim por diante. Mito é...
  • 6. É narrativa de caráter simbólico, relacionada a uma dada cultura. O mito procura explicar a realidade, os fenômenos naturais, às origens do Mundo e do Homem por meio de deuses, semideuses e heróis. 6) Desde que surgiu o cristianismo, tornou-se necessário explicar seus ensinamentos às autoridades romanas e ao povo em geral. Foi assim que os primeiros Padres da Igreja se empenharam na elaboração de inúmeros textos sobre a fé e a revelação cristã. Explicar as principais características da Filosofia Medieval cristã. Na Idade Média, ocorreu um intenso sincretismo entre o conhecimento clássico e as crenças religiosas. De fato, uma das principais preocupações dos filósofos medievais foi a de fornecer argumentações racionais, espelhadas nas contribuições dos gregos, para justificar as chamadas verdades reveladas da Igreja Cristã e da Igreja Islâmica, tais como a da existência de Deus, a imortalidade da alma, etc. 7) Identificar as principais características da Renascença. Uma das manifestações características da Renascença é o renovamento das antigas escolas filosóficas, clássicas, gregas. Na Idade Média o pensamento clássico foi bem conhecido e valorizado. No entanto, tal conhecimento e valorização diziam respeito aos maiores filósofos gregos, em especial a Aristóteles. Na Renascença, ao contrario, volta-se a sancta antiquitas, em oposição ao espírito cristão. E valorizam-se as antigas escolas filosóficas, realçando-lhes o conteúdo de humanidade, presente em todas elas, não obstante a variedade de suas orientações. Naturalmente não são, nem podiam ser, as escolas filosóficas clássicas em sua espontaneidade original, pois, entre a classicidade e a Renascença, medeiam quinze séculos, profundamente influenciados pela mensagem cristã.E, após o aparecimento da cruz, já não é mais possível o retorno à serenidade clássica de Aristóteles ou ao ascetismo imanentista dos estóicos.Na renascença são representadas, mais ou menos, todas as escolas filosóficas antigas: platonismo, o aristotelismo, o estoicismo, o epicurismo, o ceticismo e o acletismo.Especialmente as duas primeiras e, entre estas, precipuamente a primeira.O aristotelismo da Renascença exclui, naturalmente, a interpretação de Aristóteles dada por Tomás de Aquino, e sustenta ou a interpretação naturalista de Alexandre de Afrodisia, ou a panteísta de Averroés.O platonismo é, mais propriamente, neoplatonismo: já porque assim se tinha fixado na antiguidade e neste sentido influenciara toda a Idade Média (pseudo Dionísio Areopagita, Scoto Erígena, mestre Eckart); já porque a sua fundamental concepção panteísta e o seu potenciamento do espírito humano podiam melhor corresponder ao imanentismo e humanismo da Renascença. 8) Determine as diferenças entre Teocentrismo e Antropocentrismo. Teocentrismo é a concepção segundo qual Deus é o centro do universo, tudo foi criado por ele, por ele é dirigido e não há outra razão além do desejo divino sobre a vontade humana. Contrapõe-se ao antropocentrismo, biocentrismo e ao humanismo.
  • 7. Antropocentrismo é uma concepção que considera que a humanidade deve permanecer no centro do entendimento dos humanos, isto é, tudo no universo deve ser avaliado de acordo com sua relação com o homem. 9) Muitos dos filósofos do Iluminismo francês tinham visitado a Inglaterra, que em certo sentido era mais liberal do que a própria França. A ciência natural inglesa, sobre tudo Newton e sua física universal, fascinaram esses filósofos franceses. Mas também os filósofos ingleses foram fonte de inspiração para eles, principalmente Locke e sua filosofia política. De volta à sua pátria, a França, eles começaram pouco a pouco a se rebelar contra o velho autoritarismo. Identifique os principais filósofos do Iluminismo Francês e suas ideias básicas. Condillac (1715-1780) O filósofo mais notável do iluminismo francês é Estevão Bannot de Condillac. Ele desenvolveu o empirismo de Locke num sentido francamente sensista, derivando da mera sensação - sem reflexão - toda a experiência. Condillac exerceu uma influência particular sobre a cultura italiana, orientando-a paa o sensismo, devido ao fato de ter ele sido, durante um decênio (1758-1767), preceptor, na corte de Parma, de Fernando de Bourbon, herdeiro daquele trono. A obra filosófica mais importante de Condillac é o Traité des sensations, em que desenvolve a sua concepção sensista. Condillac imagina o homem como uma estátua, privada de toda sensação (tabula rasa) e que, em dado momento, começa a ter uma sensação de olfato. A sensação odorosa (de uma rosa) torna-se memória, quando, afastada a primeira sensação e sobrevindo outra, a primeira permanece com uma intensidade atenuada. Uma lembrança vivaz torna- se imaginação. Tem-se, deste modo, uma série de três graus de atenção, de atividade do espírito, constituindo a sensação o primeiro grau, a memória o segundo, a imaginação o terceiro. Comparando a sensação atual com a sensação lembrada, nasce a distinção entre presente e passado; a distinção entre atividade (na memória) e passividade (na sensação); a consciência, o eu, que é uma coleção de sensações atuais e lembradas; o juízo, que é comparação entre sensações presentes e passadas; a reflexão, isto é, a direção voluntária de atenção sobre uma determinada sensação - idéia ou relação, juízo - em uma série de idéias e juízos; a abstração, isto é, a separação de uma idéia de outra; e a generalização, isto é, a capacidade de noções gerais. Paralelamente ao desenvolvimento teórico do espírito procede ao desenvolvimento prático. Da sensação (agradável ou dolorosa) nasce o sentimento (de prazer ou de dor). A lembrança de sensações agradáveis e a comparação com as presentes tornam-se desejo; o desejo preponderante torna-se paixão; o desejo estável torna-se vontade. Montesquieu (1689-1755) A política de Montesquieu, exposta no Espírito das Leis (1748), surge como essencialmente racionalista. Ela se caracteriza pela busca de um justo equilíbrio entre a autoridade do poder e a liberdade do cidadão. Para que ninguém possa abusar da autoridade, "é preciso que, pela
  • 8. disposição das coisas, o poder detenha o poder". Daí a separação entre poder legislativo, poder executivo e poder judiciário. Montesquieu, porém, possui sobre tudo concepção racionalista das leis que não resultam dos caprichos arbitrários do soberano, mas são "relações necessárias que derivam da natureza das coisas". Assim é que cada forma de governo determina, necessariamente, este ou aquele tipo de lei, esta ou aquela psicologia para com os cidadãos: a democracia da cidade antiga só é viável em função da "virtude", isto é, pelo espírito cívico da população. A monarquia tradicional repousa num sistema hierárquico de suseranos e vassalos que só funciona a partir de uma moral da honra, ao passo que o despotismo só subsiste com a manutenção, em toda parte, da força do medo. Não vemos como na Inglaterra a liberdade política conduz à existência de leis particulares que não encontramos em outros regimes? As leis obedecem a um determinismo racional. Como diz muito bem Brehier, "a variável aqui é a forma de governo de que as legislações políticas, civis e outras são as funções". Todavia, as "relações necessárias", de que fala Montesquieu, são muito menos a expressão de um determinismo sociológico de tipo materialista do que a afirmação de uma ligação ideal, harmônica, entre certos tipos de governo e certas leis possíveis, sendo que as melhores pertencem a este ou aquele governo, cabendo ao legislador descobri-las e aplicá- las. Montesquieu, por exemplo, nunca afirmou que o clima determina, necessariamente, estas ou aquelas instituições. Só os maus legisladores favorecem os vícios do clima. É preciso encontrar em cada clima, em cada forma de governo, em cada circunstância em que se está colocados quais as leis melhores adaptadas, quais aquelas que, na situação considerada, realizarão o conjunto mais justo, mais harmonioso. O "direito natural", a justiça ideal preexistem às leis escritas, uma vez que lhes servem de guia. "A verdadeira lei da humanidade é a razão humana enquanto governa todos os povos da terra; dizer que só o que as leis positivas ordenam ou proíbem é que constitui o que há de justo e injusto, significa dizer que, antes que se tivesse traçado os círculos, todos os raios eram desiguais". Voltaire (1694-1778) Voltaire, de certo modo, é o tipo acabado do "filósofo" do século XVIII. As idéias filosóficas de Voltaire, tirada de Locke e de Newton, não são originais. O próprio espírito voltairiano teve seus precursores. Fontenelle (1657-1757) mostrou, antes de Voltaire, que a história se explica mais pelo jogo das paixões humanas do que pelo decreto da Providência. E Fontenelle já colocara (Conversações sobre a pluralidade dos mundos) a nova astronomia ao alcance dos marqueses. Pierre Bayle (1647-1707), protestante francês exilado em Roterdam, possuía a arte de, antes de Voltaire, opor os sistemas metafísicos entre si, a fim de ressaltar de suas contradições à necessidade da tolerância (o Dicionário histórico e crítico de Bayle, 1697, é uma prodigiosa colocação de teses que testemunha sua incomparável erudição e que será possuído por todos os intelectuais do século XVIII). Em seus Pensamentos sobre o cometa, Bayle já apresenta ardis tipicamente voltairianos para comprometer, em sua crítica aos prodígios e superstições populares, a fé nos milagres do cristianismo. Voltaire, inimigo encarniçado do cristianismo, é um deísta convicto: a organização do mundo, sua finalidade interna, só se explicam pela existência de um Criador inteligente ("Este mundo me espanta e não posso imaginar / Que este relógio exista e não tenha relojoeiro"). Criticou Leibnitz e seu "melhor dos mundos possíveis" que, após o terremoto de Lisboa, permanece otimista; contra Pascal, "misantropo sublime", ele acha
  • 9. que o homem, reduzido apenas aos seus recursos, pode estabelecer uma certa justiça sobre a terra e alcançar uma certa felicidade. Apesar de negar o pecado original, Voltaire, no entanto, mantém o princípio de um Deus justiceiro. É certo que esse Deus policial é sobretudo requisitado para manter a ordem social e as vantagens econômicas aproveitadas por Voltaire e os outros grandes burgueses. O célebre verso de Voltaire"Se Deus não existisse precisaria ser inventado"deve, para ser bem compreendido, ser citado com seu comentário: "e teu novo arrendatário / Por não crer em Deus, pagar-te-á melhor?" É certo, no entanto, que Voltaire crê na ordem do mundo, numa finalidade providencial. Para ele, a estrutura geográfica da terra, as espécies vivas são fixas; em nome desse finalismo estático, ele rejeita as idéias evolucionistas que começam a se difundir. Recusa-se a crer nos fósseis de animais marinhos descobertos nas montanhas por aquela época. Admitir que as montanhas outrora estiveram submersas, seria negar a estabilidade e a finalidade da ordem atual do mundo. (Ele também teme que esses fósseis marinhos nas montanhas só sirvam para os cristãos provarem a história do dilúvio!). 10) Podemos chamar o Romantismo de a última grande época cultural da Europa. Começou meado em fins do século XVIII e durou até meados do século XIX. Há muitos paralelos entre o Renascimento e o Romantismo.Explicar. Há muitos paralelos entre o Renascimento e o Romantismo. Um deles é a importância que se na ao papel da arte no processo de conhecimento humano. Kant e os Românticos afirmavam que um artista pode nos dizer coisas que um filósofo não é capaz de nos dizer. Isso porque eles nem sempre podem expressar tudo em palavras, então a arte entra em contato com a língua de expressões sentimentais. O artista cria a sua própria realidade nos moldes da criação do mundo por Deus. O anseio por coisas longínquas e intangíveis foi um traço típico dos românticos. Isso desperta interesse pelos tempos passados e por outras culturas como a cultura oriental. 11) Quais as principais diferenças da Filosofia no século XX em relação ao século XIX? No século 18, em que as filosofias do Iluminismo começaram a ter um efeito dramático, há um marco nos trabalhos de novos filósofos, como Immanuel Kant e Jean-Jacques Rousseau, que influenciam uma geração nova de pensadores, surgindo, assim a Filosofia do século 19. Nos finais do século 19 um movimento conhecido como Romantismo buscou combinar a racionalidade formal do passado, com um maior e mais imediato senso emocional e orgânico do mundo. Idéias fundamentais que reluzem esta mudança são a Evolução, como postulado por Goethe, Erasmus Darwin e Charles Darwin. Pressões para igualitarismo e mudanças rápidas e forçosas, culminaram em um período de revolução e turbulência que fariam com que a filosofia mudasse de uma forma proveitosa. A Filosofia do século XX trouxe uma série de desenvolvimentos teóricos contrários em relação ao que se refere a validade do conhecimento através de conceitos e abstrações absolutas, isto é, afirmações universais ou leis gerais. As certezas decorrentes do pensamento clássico foram derrubadas, embora permaneçam como problemas sociais, econômicos e científicos, juntamente com formas novas de conflito e reivindicações concernentes à organização geopolítica e epistêmica do sistema-mundo contemporâneo. O que é a lógica e o que é a ética? São novas perguntas que existem a partir da filosofia do século XX.
  • 10. Entretanto, essa filosofia era demasiado diferente para que se possa fixar um padrão, que não seja uma série de tentativas de reformar, preservar ou alterar os limites antes concebidos. As formas e caminhos para estes empreendimentos são diversos e distintos. Contudo, suponhamos que seja essencial uma unidade de sentido, diríamos que estas filosofias contestam princípios da ciência moderna (aproximadamente do séc. XVI ao séc. XX). Novos estudos na filosofia da ciência, Filosofia da matemática, Epistemologia acrescentaram aparentemente tendências antagônicas na contabilidade da consciência e seus objetos, como expresso nas profundas diferenças entre filosofia analítica e continental, as quais tiveram lugar em fundações, no início do século. Os avanços na relatividade, na quântica, na física nuclear e, nas ciências generativas, como a ciência cognitiva, cibernética, genética e generativa linguística, e na rica produção literária, artística, como no Cinema e na Música, foi uma forma enriquecedora de propagar pensamentos filosóficos. 12) Ética não deve ser confundida com a lei. Por quê? Lei é um conjunto de normas que uma pessoa deve seguir e ética é o que a pessoa busca para seguir essas leis. 13) Antropologicamente falando, a melhor definição de CULTURA é. É aquele todo complexo que inclui o conhecimento, as crenças, a arte, a moral, a lei, os costumes e todos os outros hábitos e aptidões adquiridos pelo homem como membro da sociedade. 14) “O homem é a única criatura que se recusa a ser o que ela é.”(Albert Camus) Qual a melhor reflexão para a frase de Albert Camus? O homem, busca a todo o momento respostas para tudo o que acontece em sua vida, não a aceita como ela vem, para ele tudo tem uma razão e uma resposta e vai sempre atrás dessa resposta. 15) Os animais praticamente não possuem uma história, tal como a entendemos. Sua vida se processa num mundo estruturalmente fechado. A aventura da liberdade não lhes é oferecida. Comente a frase. Diferentemente dos humanos, os animais vivem num mundo fechado e não tem condições de entender o porquê das coisas que acontecem no meio. 16) “A ideia de que o animal é um completamente outro serve de justificativa para caça, domesticação e consumo de corpos animais. Sabemos que, em geral, o ser humano costuma rejeitar sua condição animal. Essa tendência se expressa nas famosas definições do homem como sendo o único ser que pensa, que fala, que ri, que chora, que brinca, que faz arte, que faz política”. Comente a frase.
  • 11. O homem rejeita o título de animal, mas ele é sim um animal, mas um animal diferente dos outros, ele é um animal racional, que consegue fazer diversas coisas que os outros animais não fazem. 17) Definir IDEOLOGIA. Exemplifique. Ideologia é o sentido neutro de conjunto de ideias, de pensamentos, de doutrinas ou de visões de mundo de um indivíduo ou de um grupo, orientado para suas ações sociais e, principalmente, políticas. 18) Marx identificou o processo de ALIENAÇÃO em dois momentos, explique-os. Para Karl Marx, a origem da alienação está na divisão social do trabalho, que faz com que o produto do trabalho humano deixe de pertencer ao trabalhador e passe a pertencer a outrem, Marx chama de alienação do trabalho é fato de o trabalhador não se enxergar na mercadoria que ele mesmo produziu, ou seja, o trabalhador é separado do produto final de seu trabalho. O que mantém esse processo de alienação é primeiramente o fato de o capitalista possuir meios de produção, a propriedade privada dos meios de produção, uns possuem e outros não. E segundo porque, como o trabalhador não possui seus próprios meios de produção, ele precisa vender a única propriedade que lhe pertence, a força de trabalho, para assim poder sustentar a família. Dessa forma o trabalhador depende do capitalista para sobreviver, ele precisa que o capitalista compre a sua força de trabalho. No sistema capitalista, o trabalhador que produz a mercadoria não usufrui dela, quem faz isso é o capitalista, que se apropria da produção social. Bibliografia