Trabalho de Filosofia (2° Ano)

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Trabalho de Filosofia com questões do professor do 2° ano

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Trabalho de Filosofia (2° Ano)

  1. 1. TrabalhodeFilosofiaQuestões
  2. 2. 1) Sobre Filosofia: determine o significado, conceito e histórico do surgimento dafilosofia.Filosofia (literalmente, amor à sabedoria) é o estudo de problemas fundamentaisrelacionados à existência, ao conhecimento, à verdade, aos valores morais e éticos, à mentee à linguagem. A filosofia ocidental surgiu na Grécia antiga no século VI a.C. A partir deentão, uma sucessão de pensadores originais como Tales, Xenófanes, Pitágoras, Heráclito eProtágoras empenharam-se em responder, racionalmente, questões acerca da realidadeúltima das coisas, das origens e características do verdadeiro conhecimento, da objetividadedos valores morais, da existência e natureza de Deus (ou dos Deuses). Muitas das questõeslevantadas por esses antigos pensadores são ainda temas importantes da filosofiacontemporânea.Durante a Idade Antiga Medieval, a filosofia compreendia praticamentetodas as áreas de investigação teórica.Em seu escopo figuravam desde disciplinas altamenteabstratas -em que se estudavam o “ser enquanto ser” e os princípios gerais do raciocínio-até pesquisas sobre fenômenos mais específicos-como a queda dos corpos e a classificaçãodos seres vivos.A partir do século XVIII, vários ramos do conhecimento se desvencilharamda filosofia e se constituíram em ciências independentes com técnicas e métodos próprios(geralmente priorizando a observação e a experimentação).Apesar disso, a filosofia atualainda pode ser vista como uma disciplina que trata de questões gerais e abstratas que sejamrelevantes para a fundamentação das demais ciências particulares ou demais atividadesculturais.A princípio, tais questões não poderiam ser convenientemente tratadas pormétodos científicos.2) Identificar os chamados filósofos pré-socráticos e suas idéias básicas.Escola JônicaTales de Mileto (624-548 a.C.)Atribui-se a Tales a afirmação de que “todas as coisas estão cheias de deuses”, o que talvezpossa ser associado à idéia de que o imã tem vida, porque move o ferro. Essa afirmaçãorepresenta não um retorno concepções míticas, mas simplesmente a idéia de que o universoé dotado de animação, de que a matéria é viva (hilozoísmo). Além disso, elaborou umateoria para explicar as inundações no Nilo, e atribui-se a Tales a solução de diversosproblemas geométricos (exemplo: Teorema de Tales).Tales viajou por várias regiões,inclusive o Egito, onde, segundo consta, calculou a altura e o comprimento de suasombra.Esse cálculo exprime o que, na geometria, até hoje se conhece como Teorema deTales.Anaximandro de Mileto (611-547 a.C.)Anaximandro viveu em Mileto no século VI a.C.. Foi discípulo sucessor de Tales.Anaximandro achava que nosso mundo seria apenas um entre uma infinidade de mundos
  3. 3. que evoluíram e se dissolveriam em algo que ele chamou de ilimitado ou infinito.Não éfácil explicar o que ele queria dizer com isso, mas parece claro que Anaximandro nãoestava pensando em uma substância conhecida, tal como Tales concebeu.Talvez tenhaquerido dizer que a substância que gera todas as coisas deveria ser algo diferente das coisascriadas uma vez que todas as coisas criadas são limitadas, aquilo que vem antes ou depoisdelas teria de ser ilimitado.Anaxímenes de Mileto (588-524 a.C.)O terceiro filósofo de Mileto foi Anaxímenes. Ele pensava que a origem de todas as coisasteria de ser o ar ou o vapor. Anaxímenes conhecia, claro, a Teoria das Águas de Tales.Masde onde vem a água?Anaxímenes acreditava que a água seria ar condicionado. Acreditavatambém que o fogo seria ar rarefeito. De acordo com Anaxímenes, por conseguinte, o ar(pneuma) constituiria a origem da terra, da água e do fogo.Parmênides de Eléia (530-460 a.C.)“Nada nasce do nada e nada do que existe se transforma em nada”. Com isso quis dizer que“tudo o que existe sempre existiu”.Sobre as transformações que se pode observar na natureza: ”Achava que não seriammudanças reais”. De acordo com ele, nenhum objeto poderia se transformar em algodiferente do que era.Heráclito (540-476 a.C.)Um contemporâneo de Parmênides foi Heráclito, que era de Éfeso, na Ásia Menor.Heráclito propunha que a matéria básica do Universo seria o fogo. Pensava também que amudança constante, ou o fluxo seria a característica mais elementar da Natureza.Podemostalvez dizer que Heráclito acreditava mais do que Parmênides naquilo que percebia.Tudoflui, disse Heráclito.Tudo está em fluxo e movimento constante, nada permanece.Porconseguinte, ”não entramos duas vezes no mesmo rio”.Quando entro no rio pela segundavez, nem eu nem o rio somos os mesmos.Como estudioso da physis, Heráclito acreditavaque o fogo era a origem das coisas naturais.Demócrito e a Teoria AtômicaPara Demócrito, as transformações que se podem observar na natureza não significavamque algo realmente transformava. Ele acreditava que todas as coisas eram formadas poruma infinidade de “pedrinhas minúsculas, invisíveis, cada uma delas sendo eterna, imutávele indivisível”. A estas unidades mínimas deu o nome de Átomos: Átomo significaindivisível, cada coisa que existe é formada por uma infinidade dessas unidadesindivisíveis. “Isto porque os átomos também fossem passíveis de desintegração e pudesseser dividida em unidades ainda menores, a natureza acabaria por diluir-se totalmente”.Exemplo: se um corpo de umas árvores ou animal morre e se decompõe, seus átomos seespalham e podem ser reaproveitados para dar origem a outros corpos.Xenófanes de Colofon (século IV a.C.)
  4. 4. Originário da Jônia, viveu no sul da Itália. Precursor do pensamento dos Eleatas. Para ele aPhysis era a Terra. Escreveu em estilo poético. Defendeu a idéia de um Deus único.Tinhainfluência Pitagórica.Xenófanes, de Colofon atribui-se a ele a fundação da escola Eléia. Levou vida errante,passando parte dela na Sicília, tendo fugido de sua terra natal por causa da invasão dasmedas. Alguns duvidam de sua ligação com Eléia.Em seus fragmentos defendeu um deusúnico, supremo, que não tinha a forma de homem.Realçou isso afirmando que os homensatribuem aos deuses características semelhantes a eles mesmos, que mudam de acordo como povo.Se os animais tivessem mãos para realizarem obras, colocariam nos deuses suascaracterísticas.Restaram de suas obras alguns fragmentos, sendo que uns satíricos.Foicontra a grande influencia de Hesíodo e Homero (historiador e escritor gregos).Zombou dosatletas, preferindo a sua sabedoria aos feitos atléticos, que não enchiam celeiros.O deussegundo Xenófanes está implantado em todas as coisas, o todo é um, e é supra sensível,imutável, sem começo, meio ou fim.Teve como discípulo Parmênides.Segundo Hegel os gregos tinham apenas o mundo sensível diante de si, e não encontravamsatisfação nisso. Assim jogava tudo fora como sendo não verdadeiro, e chegavam aopensamento puro. O infinito, Deus, é um só, pois se fosse dois haveria a finitude.Hegelidentifica a dialética em Xenófanes, uma consciência da Essência, pura, e outra de opinião,uma sobrepondo a outra, indo contra a mitologia grega.Escolas ItalianasPitágoras de Samos (571-70 a.C.)Pitágoras, o fundador da Escola Pitagórica, nasceu em Samos pelos anos 571-70 a.C. Em532-31 foi para a Itália, na Magna Grécia, e fundou em Crotona, colônia grega, umaassociação metafísico-científico-ético-política, que foi o centro de irradiação da escola eencontrou partidários entre os gregos da Itália meridional e da Sicília. Pitágoras aspirava - etambém conseguiu - a fazer com que a educação ética da escola se ampliasse e se tornassereforma política; isto, porém, levantou oposições contra ele e foi constrangido a deixarCrotona, mudando-se para Metaponto, aí morrendo provavelmente em 497-96 a.C. Um dosprincipais herdeiros foi o filósofo grego Platão.Escola EleáticaRepresentada principalmente por: Alcmeão de Crotona Filho de Peirithoos, é um dos principais discípulos dePitágoras. Foi jovem quando seu mestre já era avançado em anos. Seu interesseprincipal dirigia-se á Medicina, de que resultou a sua doutrina sobre o problema dossentidos e da percepção. Alcmeão disse que só os deuses tem um conhecimento certo,aos homens só presumir é permitido. Parmênides de Eléia O acme de sua existência foi por volta de 500 a.C. Foi ele oprimeiro a demonstrar a esfericidade da Terra e sua posição no centro do mundo.Segundo ele, existem dois elementos: o fogo e a terra. O primeiro elemento é criador, o
  5. 5. segundo é matéria. Os homens nasceram da terra. Trazem em si o calor e o frio, queentram na composição de todas as coisas. O espírito e a alma são para ele uma única e amesma coisa. Ha dois tipos de filosofia, uma se refere à verdade e a outra a opinião.3) Como você explica o fato de a filosofia se ocupar com assuntos banais ecorriqueiros que aparentemente não tem importância nenhuma e eleva-los a umacategoria de importância e destaque?Os filósofos estão sempre em busca de respostas para tudo o que acontece no mundo, porisso, elevam todos os tipos de assuntos, que para alguns são banais e tentam encontrar umarazão para esses assuntos.4) A respeito da Alegoria da Caverna de Platão.a) O que vem a ser uma alegoria?É uma história com caráter metafórico, ilustrativo de uma situação ou acontecimento.b) Como Platão interpreta a realidade em que vivemos?Seria o espaço do senso comum, da ilusão, do engano e do erro. A verdade estaria noMundo das Ideias, e não em nossa realidade.c) O que representam as sombras, a caverna, os prisioneiros? No texto de Platão ena atualidade.As sombras são as ideias mal formadas, preconceito, ilusões, etc, nos quais acreditamossem colocar à prova, à verificação científica ou racional (filosófica). A caverna é o mundomaterial (mundo dos sentidos). Os prisioneiros são as pessoas presas às sombras, isto é,presas ao senso comum e suas ideias mal formadas, suas ilusões e preconceitos.d) O que se entende pela LUZ? Interprete levando-se em conta os objetivos básicosda Filosofia.Seria a Ideia do Bem, a ideia mestre que, para Platão, orientaria (possibilitaria ver) todas asideias boas, belas, justas, isto é, verdadeiras. O objetivo básico da Filosofia é conduzir paraprocura da verdade, através da reflexão racional, e o conseqüente abandono do sensocomum e seus problemas epistemológicos.5) Todas as culturas têm histórias tradicionais que relatam ou explicam, de forma maisou menos fantástica, aspectos da vida e da natureza que são importantes para acoletividade: o dia e a noite, o sol, a existência de entidades sobrenaturais, a origemdo homem, eventos longínquos do passado, monumentos esquecidos e assim pordiante. Mito é...
  6. 6. É narrativa de caráter simbólico, relacionada a uma dada cultura. O mito procura explicar arealidade, os fenômenos naturais, às origens do Mundo e do Homem por meio de deuses,semideuses e heróis.6) Desde que surgiu o cristianismo, tornou-se necessário explicar seus ensinamentos àsautoridades romanas e ao povo em geral. Foi assim que os primeiros Padres daIgreja se empenharam na elaboração de inúmeros textos sobre a fé e a revelaçãocristã. Explicar as principais características da Filosofia Medieval cristã.Na Idade Média, ocorreu um intenso sincretismo entre o conhecimento clássico e as crençasreligiosas. De fato, uma das principais preocupações dos filósofos medievais foi a defornecer argumentações racionais, espelhadas nas contribuições dos gregos, para justificaras chamadas verdades reveladas da Igreja Cristã e da Igreja Islâmica, tais como a daexistência de Deus, a imortalidade da alma, etc.7) Identificar as principais características da Renascença.Uma das manifestações características da Renascença é o renovamento das antigas escolasfilosóficas, clássicas, gregas. Na Idade Média o pensamento clássico foi bem conhecido evalorizado. No entanto, tal conhecimento e valorização diziam respeito aos maioresfilósofos gregos, em especial a Aristóteles. Na Renascença, ao contrario, volta-se a sanctaantiquitas, em oposição ao espírito cristão. E valorizam-se as antigas escolas filosóficas,realçando-lhes o conteúdo de humanidade, presente em todas elas, não obstante a variedadede suas orientações. Naturalmente não são, nem podiam ser, as escolas filosóficas clássicasem sua espontaneidade original, pois, entre a classicidade e a Renascença, medeiam quinzeséculos, profundamente influenciados pela mensagem cristã.E, após o aparecimento dacruz, já não é mais possível o retorno à serenidade clássica de Aristóteles ou ao ascetismoimanentista dos estóicos.Na renascença são representadas, mais ou menos, todas as escolasfilosóficas antigas: platonismo, o aristotelismo, o estoicismo, o epicurismo, o ceticismo e oacletismo.Especialmente as duas primeiras e, entre estas, precipuamente a primeira.Oaristotelismo da Renascença exclui, naturalmente, a interpretação de Aristóteles dada porTomás de Aquino, e sustenta ou a interpretação naturalista de Alexandre de Afrodisia, ou apanteísta de Averroés.O platonismo é, mais propriamente, neoplatonismo: já porque assimse tinha fixado na antiguidade e neste sentido influenciara toda a Idade Média (pseudoDionísio Areopagita, Scoto Erígena, mestre Eckart); já porque a sua fundamentalconcepção panteísta e o seu potenciamento do espírito humano podiam melhorcorresponder ao imanentismo e humanismo da Renascença.8) Determine as diferenças entre Teocentrismo e Antropocentrismo.Teocentrismo é a concepção segundo qual Deus é o centro do universo, tudo foi criado porele, por ele é dirigido e não há outra razão além do desejo divino sobre a vontade humana.Contrapõe-se ao antropocentrismo, biocentrismo e ao humanismo.
  7. 7. Antropocentrismo é uma concepção que considera que a humanidade deve permanecer nocentro do entendimento dos humanos, isto é, tudo no universo deve ser avaliado de acordocom sua relação com o homem.9) Muitos dos filósofos do Iluminismo francês tinham visitado a Inglaterra, que emcerto sentido era mais liberal do que a própria França. A ciência natural inglesa,sobre tudo Newton e sua física universal, fascinaram esses filósofos franceses. Mastambém os filósofos ingleses foram fonte de inspiração para eles, principalmenteLocke e sua filosofia política. De volta à sua pátria, a França, eles começarampouco a pouco a se rebelar contra o velho autoritarismo. Identifique os principaisfilósofos do Iluminismo Francês e suas ideias básicas.Condillac (1715-1780)O filósofo mais notável do iluminismo francês é Estevão Bannot de Condillac. Eledesenvolveu o empirismo de Locke num sentido francamente sensista, derivando da merasensação - sem reflexão - toda a experiência. Condillac exerceu uma influência particularsobre a cultura italiana, orientando-a paa o sensismo, devido ao fato de ter ele sido, duranteum decênio (1758-1767), preceptor, na corte de Parma, de Fernando de Bourbon, herdeirodaquele trono. A obra filosófica mais importante de Condillac é o Traité des sensations, emque desenvolve a sua concepção sensista.Condillac imagina o homem como uma estátua, privada de toda sensação (tabula rasa) eque, em dado momento, começa a ter uma sensação de olfato. A sensação odorosa (de umarosa) torna-se memória, quando, afastada a primeira sensação e sobrevindo outra, aprimeira permanece com uma intensidade atenuada. Uma lembrança vivaz torna-se imaginação. Tem-se, deste modo, uma série de três graus de atenção, de atividade doespírito, constituindo a sensação o primeiro grau, a memória o segundo, a imaginação oterceiro. Comparando a sensação atual com a sensação lembrada, nasce a distinçãoentre presente e passado; a distinção entre atividade (na memória) e passividade (nasensação); a consciência, o eu, que é uma coleção de sensações atuais e lembradas; o juízo,que é comparação entre sensações presentes e passadas; a reflexão, isto é, a direçãovoluntária de atenção sobre uma determinada sensação - idéia ou relação, juízo - em umasérie de idéias e juízos; a abstração, isto é, a separação de uma idéia de outra; ea generalização, isto é, a capacidade de noções gerais. Paralelamente ao desenvolvimentoteórico do espírito procede ao desenvolvimento prático. Da sensação (agradável oudolorosa) nasce o sentimento (de prazer ou de dor). A lembrança de sensações agradáveis ea comparação com as presentes tornam-se desejo; o desejo preponderante torna-se paixão; odesejo estável torna-se vontade.Montesquieu (1689-1755)A política de Montesquieu, exposta no Espírito das Leis (1748), surge como essencialmenteracionalista. Ela se caracteriza pela busca de um justo equilíbrio entre a autoridade do podere a liberdade do cidadão. Para que ninguém possa abusar da autoridade, "é preciso que, pela
  8. 8. disposição das coisas, o poder detenha o poder". Daí a separação entre poder legislativo,poder executivo e poder judiciário.Montesquieu, porém, possui sobre tudo concepção racionalista das leis que não resultamdos caprichos arbitrários do soberano, mas são "relações necessárias que derivam danatureza das coisas". Assim é que cada forma de governo determina, necessariamente, esteou aquele tipo de lei, esta ou aquela psicologia para com os cidadãos: a democracia dacidade antiga só é viável em função da "virtude", isto é, pelo espírito cívico da população.A monarquia tradicional repousa num sistema hierárquico de suseranos e vassalos que sófunciona a partir de uma moral da honra, ao passo que o despotismo só subsiste com amanutenção, em toda parte, da força do medo. Não vemos como na Inglaterra a liberdadepolítica conduz à existência de leis particulares que não encontramos em outros regimes?As leis obedecem a um determinismo racional. Como diz muito bem Brehier, "a variávelaqui é a forma de governo de que as legislações políticas, civis e outras são as funções".Todavia, as "relações necessárias", de que fala Montesquieu, são muito menos a expressãode um determinismo sociológico de tipo materialista do que a afirmação de uma ligaçãoideal, harmônica, entre certos tipos de governo e certas leis possíveis, sendo que asmelhores pertencem a este ou aquele governo, cabendo ao legislador descobri-las e aplicá-las. Montesquieu, por exemplo, nunca afirmou que o clima determina, necessariamente,estas ou aquelas instituições. Só os maus legisladores favorecem os vícios do clima. Épreciso encontrar em cada clima, em cada forma de governo, em cada circunstância em quese está colocados quais as leis melhores adaptadas, quais aquelas que, na situaçãoconsiderada, realizarão o conjunto mais justo, mais harmonioso. O "direito natural", ajustiça ideal preexistem às leis escritas, uma vez que lhes servem de guia. "A verdadeira leida humanidade é a razão humana enquanto governa todos os povos da terra; dizer que sóo que as leis positivas ordenam ou proíbem é que constitui o que há de justo e injusto,significa dizer que, antes que se tivesse traçado os círculos, todos os raios eram desiguais".Voltaire (1694-1778)Voltaire, de certo modo, é o tipo acabado do "filósofo" do século XVIII.As idéias filosóficas de Voltaire, tirada de Locke e de Newton, não são originais. O próprioespírito voltairiano teve seus precursores. Fontenelle (1657-1757) mostrou, antes deVoltaire, que a história se explica mais pelo jogo das paixões humanas do que pelo decretoda Providência. E Fontenelle já colocara (Conversações sobre a pluralidade dos mundos) anova astronomia ao alcance dos marqueses. Pierre Bayle (1647-1707), protestante francêsexilado em Roterdam, possuía a arte de, antes de Voltaire, opor os sistemas metafísicosentre si, a fim de ressaltar de suas contradições à necessidade da tolerância (o Dicionáriohistórico e crítico de Bayle, 1697, é uma prodigiosa colocação de teses que testemunha suaincomparável erudição e que será possuído por todos os intelectuais do século XVIII). Emseus Pensamentos sobre o cometa, Bayle já apresenta ardis tipicamente voltairianos paracomprometer, em sua crítica aos prodígios e superstições populares, a fé nos milagres docristianismo.Voltaire, inimigo encarniçado do cristianismo, é um deísta convicto: a organização domundo, sua finalidade interna, só se explicam pela existência de um Criadorinteligente ("Este mundo me espanta e não posso imaginar / Que este relógio exista e nãotenha relojoeiro"). Criticou Leibnitz e seu "melhor dos mundos possíveis" que, após oterremoto de Lisboa, permanece otimista; contra Pascal, "misantropo sublime", ele acha
  9. 9. que o homem, reduzido apenas aos seus recursos, pode estabelecer uma certa justiça sobre aterra e alcançar uma certa felicidade. Apesar de negar o pecado original, Voltaire, noentanto, mantém o princípio de um Deus justiceiro. É certo que esse Deus policial ésobretudo requisitado para manter a ordem social e as vantagens econômicas aproveitadaspor Voltaire e os outros grandes burgueses. O célebre verso de Voltaire"Se Deus nãoexistisse precisaria ser inventado"deve, para ser bem compreendido, ser citado com seucomentário: "e teu novo arrendatário / Por não crer em Deus, pagar-te-á melhor?" É certo,no entanto, que Voltaire crê na ordem do mundo, numa finalidade providencial. Para ele, aestrutura geográfica da terra, as espécies vivas são fixas; em nome desse finalismo estático,ele rejeita as idéias evolucionistas que começam a se difundir. Recusa-se a crer nos fósseisde animais marinhos descobertos nas montanhas por aquela época. Admitir que asmontanhas outrora estiveram submersas, seria negar a estabilidade e a finalidade da ordematual do mundo. (Ele também teme que esses fósseis marinhos nas montanhas só sirvampara os cristãos provarem a história do dilúvio!).10) Podemos chamar o Romantismo de a última grande época cultural da Europa.Começou meado em fins do século XVIII e durou até meados do século XIX. Hámuitos paralelos entre o Renascimento e o Romantismo.Explicar.Há muitos paralelos entre o Renascimento e o Romantismo. Um deles é a importância quese na ao papel da arte no processo de conhecimento humano. Kant e os Românticosafirmavam que um artista pode nos dizer coisas que um filósofo não é capaz de nos dizer.Isso porque eles nem sempre podem expressar tudo em palavras, então a arte entra emcontato com a língua de expressões sentimentais. O artista cria a sua própria realidade nosmoldes da criação do mundo por Deus. O anseio por coisas longínquas e intangíveis foi umtraço típico dos românticos. Isso desperta interesse pelos tempos passados e por outrasculturas como a cultura oriental.11) Quais as principais diferenças da Filosofia no século XX em relação ao século XIX?No século 18, em que as filosofias do Iluminismo começaram a ter um efeito dramático, háum marco nos trabalhos de novos filósofos, como Immanuel Kant e Jean-JacquesRousseau, que influenciam uma geração nova de pensadores, surgindo, assim a Filosofiado século 19. Nos finais do século 19 um movimento conhecido como Romantismo buscoucombinar a racionalidade formal do passado, com um maior e mais imediato sensoemocional e orgânico do mundo. Idéias fundamentais que reluzem esta mudança sãoa Evolução, como postulado por Goethe, Erasmus Darwin e Charles Darwin. Pressões paraigualitarismo e mudanças rápidas e forçosas, culminaram em um período de revolução eturbulência que fariam com que a filosofia mudasse de uma forma proveitosa.A Filosofia do século XX trouxe uma série de desenvolvimentos teóricos contrários emrelação ao que se refere a validade do conhecimento através de conceitos e abstraçõesabsolutas, isto é, afirmações universais ou leis gerais. As certezas decorrentes dopensamento clássico foram derrubadas, embora permaneçam como problemas sociais,econômicos e científicos, juntamente com formas novas de conflito e reivindicaçõesconcernentes à organização geopolítica e epistêmica do sistema-mundo contemporâneo. Oque é a lógica e o que é a ética? São novas perguntas que existem a partir da filosofia doséculo XX.
  10. 10. Entretanto, essa filosofia era demasiado diferente para que se possa fixar um padrão, quenão seja uma série de tentativas de reformar, preservar ou alterar os limites antesconcebidos. As formas e caminhos para estes empreendimentos são diversos e distintos.Contudo, suponhamos que seja essencial uma unidade de sentido, diríamos que estasfilosofias contestam princípios da ciência moderna (aproximadamente do séc. XVI ao séc.XX).Novos estudos na filosofia da ciência, Filosofia damatemática, Epistemologia acrescentaram aparentemente tendências antagônicas nacontabilidade da consciência e seus objetos, como expresso nas profundas diferenças entrefilosofia analítica e continental, as quais tiveram lugar em fundações, no início do século.Os avanços na relatividade, na quântica, na física nuclear e, nas ciências generativas, comoa ciência cognitiva, cibernética, genética e generativa linguística, e na rica produçãoliterária, artística, como no Cinema e na Música, foi uma forma enriquecedora de propagarpensamentos filosóficos.12) Ética não deve ser confundida com a lei. Por quê?Lei é um conjunto de normas que uma pessoa deve seguir e ética é o que a pessoa buscapara seguir essas leis.13) Antropologicamente falando, a melhor definição de CULTURA é.É aquele todo complexo que inclui o conhecimento, as crenças, a arte, a moral, a lei, oscostumes e todos os outros hábitos e aptidões adquiridos pelo homem como membro dasociedade.14) “O homem é a única criatura que se recusa a ser o que ela é.”(Albert Camus) Qual amelhor reflexão para a frase de Albert Camus?O homem, busca a todo o momento respostas para tudo o que acontece em sua vida, não aaceita como ela vem, para ele tudo tem uma razão e uma resposta e vai sempre atrás dessaresposta.15) Os animais praticamente não possuem uma história, tal como a entendemos. Suavida se processa num mundo estruturalmente fechado. A aventura da liberdade nãolhes é oferecida. Comente a frase.Diferentemente dos humanos, os animais vivem num mundo fechado e não tem condiçõesde entender o porquê das coisas que acontecem no meio.16) “A ideia de que o animal é um completamente outro serve de justificativa para caça,domesticação e consumo de corpos animais. Sabemos que, em geral, o ser humanocostuma rejeitar sua condição animal. Essa tendência se expressa nas famosasdefinições do homem como sendo o único ser que pensa, que fala, que ri, que chora,que brinca, que faz arte, que faz política”. Comente a frase.
  11. 11. O homem rejeita o título de animal, mas ele é sim um animal, mas um animal diferentedos outros, ele é um animal racional, que consegue fazer diversas coisas que os outrosanimais não fazem.17) Definir IDEOLOGIA. Exemplifique.Ideologia é o sentido neutro de conjunto de ideias, de pensamentos, de doutrinas ou devisões de mundo de um indivíduo ou de um grupo, orientado para suas ações sociais e,principalmente, políticas.18) Marx identificou o processo de ALIENAÇÃO em dois momentos, explique-os.Para Karl Marx, a origem da alienação está na divisão social do trabalho, que faz com que oproduto do trabalho humano deixe de pertencer ao trabalhador e passe a pertencer a outrem,Marx chama de alienação do trabalho é fato de o trabalhador não se enxergar na mercadoriaque ele mesmo produziu, ou seja, o trabalhador é separado do produto final de seu trabalho.O que mantém esse processo de alienação é primeiramente o fato de o capitalista possuirmeios de produção, a propriedade privada dos meios de produção, uns possuem e outrosnão. E segundo porque, como o trabalhador não possui seus próprios meios de produção,ele precisa vender a única propriedade que lhe pertence, a força de trabalho, para assimpoder sustentar a família. Dessa forma o trabalhador depende do capitalista para sobreviver,ele precisa que o capitalista compre a sua força de trabalho. No sistema capitalista, otrabalhador que produz a mercadoria não usufrui dela, quem faz isso é o capitalista, que seapropria da produção social.Bibliografia
  12. 12. http://pt.wikipedia.org/wiki/Pr%C3%A9-socr%C3%A1ticoshttp://www.mundodosfilosofos.com.br/iluminismo.htmhttp://pt.wikipedia.org/wiki/Filosofia_do_s%C3%A9culo_XXhttp://pt.wikipedia.org/wiki/Filosofia_do_s%C3%A9culo_XIX

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