100 Anos da Implantação da República em Portugal<br />E.B 2/3 José Maria dos Santos<br />Guerra colonial (Guiné, Angola e ...
Guerra colonial <br />A Guerra Colonial também era chamada de Guerra do ultramar (chamada assim pelos Portugueses até ao 2...
Causas da Guerra<br />Pela parte Portuguesa, a guerra era sustentada pelo princípio político da defesa daquilo que era con...
O que é a Guerra Colonial?<br />A Guerra Colonial foi a guerra que Portugal travou em África (Moçambique, Guiné e Angola) ...
Meios de transporte - Marítimos <br />Na guerra em África, em 1974, eram mais de 130 000 homens que se mantinham em pé de ...
Meios de transporte - Aéreos<br />As linhas aéreas começaram a funcionar em 1947, utilizando os aviões Dakota da TAP. Mais...
Meios de transporte<br />Houve vários meios de transporte utilizados:<br />“Dakota (DC-3)”  <br />“Boeing 707 - 320C”<br /...
Cronologia<br />1961<br />4 Fev. - Ataque a uma prisão e a uma esquadra da polícia em Luanda (Angola) por forças do MPLA (...
Cronologia<br />1971<br />16 Fev. - Ataque de grande importância, pelas forças do MPLA ao quartel de Caripande, no Leste d...
Nas artes<br />Cinema e teatro<br />No cinema português, a Guerra Colonial, não teve um acompanhamento directo, quer em ac...
Após o 25 de Abril de 1974, a produção cinematográfica foi aceite “completamente”, por isso houve muitas gravações, mas ag...
Literatura<br /> Livro sobre a guerra colonial <br />Ao contrário da escrita literária portuguesa noutras ocasiões, a Gue...
Fim da guerra<br />O descontentamento por parte dos populares e dos próprios soldados era bastante grande.<br />As três fr...
Consequências<br />A nível humano, as consequências foram trágicas: 1.400.000 homens mobilizados, 9.000 mortos e cerca de ...
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  1. 1. 100 Anos da Implantação da República em Portugal<br />E.B 2/3 José Maria dos Santos<br />Guerra colonial (Guiné, Angola e Moçambique)<br />Ana Sofia nº 2<br />Andreia Sofia nº 5<br />Área de Projecto – 8º A<br />
  2. 2. Guerra colonial <br />A Guerra Colonial também era chamada de Guerra do ultramar (chamada assim pelos Portugueses até ao 25 de Abril), os africanos chamavam-lhe Guerra de Libertação. Em Portugal era também chamada de Guerra de África.<br />O inicio da guerra deu-se em Angola no dia 4 de Fevereiro de 1961 nos distritos de Zaire, Uíje e Quanza-Norte (mais tarde chamado de Zona Sublevada [revoltada/ agitada] do Norte). <br />Terminou em Portugal, a 25 de Abril de 1974 (Revolução dos Cravos). Esta guerra decorreu nas colonial portuguesas em Moçambique, Angola e Guiné.<br />Embarque das tropas portuguesas durante a guerra colonial.<br />
  3. 3. Causas da Guerra<br />Pela parte Portuguesa, a guerra era sustentada pelo princípio político da defesa daquilo que era considerado território nacional (colónias).<br />Pela parte dos Movimentos de Libertação de Guiné, Angola e Moçambique, a guerra justificava-se pelo princípio de independência, internacionalmente apoiado e incentivado à luta. <br />A Guerra Colonial iniciou devido ás colónias portuguesas (Guiné, Moçambique e Angola), querem tornar-se independentes, e não querem ter nada haver com Portugal. <br />Estiveram em confronto as Forças Armadas Portuguesas e as forças organizadas pelos Movimentos de Libertação de cada umas das colónias. <br />
  4. 4. O que é a Guerra Colonial?<br />A Guerra Colonial foi a guerra que Portugal travou em África (Moçambique, Guiné e Angola) entre 1961 e 1974. <br />Após a II Guerra Mundial todos os países europeus foram concedendo a independência aos seus territórios na Ásia e em África (por vezes usando a força), menos Portugal.<br />Em 1955, a ONU (Organização das Nações Unidas), onde foi recomendado ao governo tornar as suas colónias independentes, mas Portugal não aceitou. <br />Para contornar a situação, Portugal declarou <br />as colónias como “províncias ultramarinas” e <br />concedeu a cidadania aos seus habitantes. <br />Mas, esta medida foi recusada pela ONU.<br />Então, as colónias continuavam a pertencer <br />a Portugal.<br />
  5. 5. Meios de transporte - Marítimos <br />Na guerra em África, em 1974, eram mais de 130 000 homens que se mantinham em pé de guerra a milhares de quilómetros da capital (27.000 km na Guiné, 57.000 km em Angola e 50.000 km em Moçambique). <br />O seu simples transporte era um grande problema para um país das dimensões de Portugal e com os seus recursos, mas sem esse problema resolvido não podia haver guerra em África. <br />O maior problema, era a falta de uma marinha. Então foram construídos 70 navios, entre eles 9 paquetes (grandes navios).<br />No final dos anos 50, a marinha contava <br />com 22 paquetes, entre eles estavam os <br />quatro “gigantes”: Santa Maria, Vera Cruz, <br />Príncipe Perfeito e Infante D. Henrique. <br /><ul><li>Com capacidade para transportar mais </li></ul>de 1000 passageiros ou mais de 2000 <br />soldados, cada.<br />Paquete<br />
  6. 6. Meios de transporte - Aéreos<br />As linhas aéreas começaram a funcionar em 1947, utilizando os aviões Dakota da TAP. Mais tarde utilizavam-se os aviões DC-4 Skymaster, sendo estes trocados pelos Constellation. <br />Em 1955 utilizavam-se os Super Constellation, que transportavam 83 passageiros para Angola em menos de 24 horas. <br />Só em 1965 é que estes aparelhos foram substituídos na TAP pelos Boeing 707.<br />DC-4 Skymaster<br />Constellation<br />
  7. 7. Meios de transporte<br />Houve vários meios de transporte utilizados:<br />“Dakota (DC-3)” <br />“Boeing 707 - 320C”<br />Barco chamado “Vera Cruz”.<br />A bordo num dos primeiros <br />navios de transporte. <br />“Super Constellation”<br />Navio “Niassa”.<br />
  8. 8. Cronologia<br />1961<br />4 Fev. - Ataque a uma prisão e a uma esquadra da polícia em Luanda (Angola) por forças do MPLA (Movimento Popular para a Libertação de Angola), marcando este ataque como início oficial da guerra de libertação e independência de Angola.<br />30 Jun. - Primeiro comunicado oficial das Forças Armadas, referindo a morte de 50 militares entre 4 de Fevereiro e 30 de Junho em Angola.<br />1963<br />23 Jan. -Início dos confrontos na Guiné, com o ataque ao quartel de Tite,<br />no sul da Guiné, pelo PAIGC (Partido Africano para Independência da<br />Guiné e Cabo Verde).<br />
  9. 9. Cronologia<br />1971<br />16 Fev. - Ataque de grande importância, pelas forças do MPLA ao quartel de Caripande, no Leste de Angola, com morteiros (imagem de cima), lança-granadas-foguete (espécie de arma explosiva, imagem de baixo) e armas automáticas.<br />1973<br />24 Set. - Declarada a independência a Guiné-Bissau, mas oficialmente só foi reconhecida por Portugal em 10 Set. de 1974 (quase um ano depois).<br />25 Abril - Revolução dos cravos.<br />1975<br />25 Jun. - Independência de Moçambique.<br />11 Nov. - Independência de Angola.<br />
  10. 10. Nas artes<br />Cinema e teatro<br />No cinema português, a Guerra Colonial, não teve um acompanhamento directo, quer em actualidades, quer em reportagens, por dois motivos óbvios: a influência da censura e a pouca importância da televisão.<br />Também, em contrapartida, o documentarismo foi proibido nos países africanos envolvidos, especialmente Angola e Moçambique. Por outro lado, a Guerra Colonial, desde meados da década de 1960, nesta área esteve repleta da cinematografia lusitana (cinema português), explorando sobretudo os conflitos individuais. <br />Por exemplo, um documentário longo, produzido pelo <br />Serviço de Informação Pública das Forças Armadas <br />foi: Angola na Guerra e no Progresso (1971, Quirino <br />Simões), baseado em Aquelas Longas Horas, de <br />Manuel Barão da Cunha, com um resumo dos <br />acontecimentos desde 1961.<br /> Documentário da RTP.<br />
  11. 11. Após o 25 de Abril de 1974, a produção cinematográfica foi aceite “completamente”, por isso houve muitas gravações, mas agora mais voltadas para a exposição do “depois da guerra”. Por exemplo:<br /><ul><li> Produzido pela RTP, Adeus, até ao Meu Regresso (1974, António Pedro Vasconcelos), que mostrava alguns casos entre os milhares de soldados que combatiam na Guiné, e em tempos de Natal, mandavam mensagens natalícias para as suas famílias.</li></ul>No teatro, ouve uma peça em forma de crítica, chamada Actos dos Feitos da Guiné (1980), de Fernando Matos Silva, argumentado por Margarida Gouveia Fernandes, contava a relação histórica do colonialismo (tornar um país numa colónia) português e os seus heróis, com excertos filmados na Guiné, em 1969-70.<br />E ainda entre outras: a peça, A Culpa (1980, António Vitorino de Almeida), que narra a obsessão de um ex-combatente da guerra da Guiné.<br /> Peça de teatro, sobre a <br /> Guerra Colonial.<br />
  12. 12. Literatura<br /> Livro sobre a guerra colonial <br />Ao contrário da escrita literária portuguesa noutras ocasiões, a Guerra Colonial contribuiu significativamente para a produção portuguesa. Cerca de 60 romances foram escritos com a guerra colonial como tema, e outros 200 exemplares, com a guerra colonial como subtema.<br /> A literatura sobre os acontecimentos da guerra colonial, formam a única corrente mais profunda sobre a guerra.<br />Com efeito, as produções tenderam a dramatizar, como é o caso de “Jornada de África” de Manuel Alegre, que tem oposição à produção literária dos africanos lusófonos relativamente à sua guerra de libertação.<br />Mas houve um exemplo marcante da literatura imparcial portuguesa, foi a de António Lobo Antunes, “Os Cus de Judas” e “Fado Alexandrino”.<br />A literatura técnica sobre a arte militar, teve também importantes publicações sobre a experiência de combate por parte de fuzileiros, comandantes, fugitivos e elementos dos corpos auxiliares.<br />
  13. 13. Fim da guerra<br />O descontentamento por parte dos populares e dos próprios soldados era bastante grande.<br />As três frentes de guerra (Angola, Moçambique e Guiné) provocaram fortes abalos nas finanças do Estado, desgastando também as forças armadas, e ao mesmo tempo, colocava Portugal cada vez mais isolado no panorama político mundial. <br />Depois do 25 de Abril de 1974 o regime de Marcello Caetano caiu e a politica mudou bastante: uma nova medida do governo era acabar com a Guerra Colonial.<br />
  14. 14. Consequências<br />A nível humano, as consequências foram trágicas: 1.400.000 homens mobilizados, 9.000 mortos e cerca de 30.000 feridos, além de 140.000 ex-combatentes sofrendo distúrbios pós-guerra. A acrescentar a estes números ainda há (não contabilizadas) as vítimas civis de ambas as partes.<br />Inevitavelmente, o demorado processo de descolonização esteve na origem de um dos mais importantes fenómenos sociais da nossa história: o regresso e integração em Portugal, dos cerca de 500.000 retornados vindos, na sua maioria, de Angola e Moçambique.<br />

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