Marketing digital: Google assume derrota nas redes sociais

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Opinião de Paulo Morais sobre a prestação do Google nas redes sociais depois da intervenção de Eric Schmidt (executivo da Google) à CNN. Será que o Google plus vai ser um novo fracasso da Google? Partilhem a vossa opinião no blogue www.mktmorais.com

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Marketing digital: Google assume derrota nas redes sociais

  1. 1. Marketing Digital: Google assume derrota nas redes sociaisAinda não tinha dado a minha opinião sobre esta batalha entre gigantes da WEB mas,com a entrevista que Eric Schmidt (executivo da Google) deu à CNN 1torna-se evidenteque, entre outros factores, o Time to Market é um dos factores críticos de sucessodesta "guerra".Já tinha escrito sobre a importância deste factor no mundo digital na perspectiva dasMarcas conseguirem tirar proveito de “fenómenos virais” na rede. O caso queapresentei foi o do namoro entre Paulo Futre e o Licor Beirão2 e importa realçar que,independentemente dos objectivos e respectivas áreas de negócio, a capacidade deresposta na Internet é um factor muito importante para qualquer empresa, mesmopara as de topo mundial que têm todas as condições para acompanhar as tendências eter a concorrência “debaixo de olho”. Nos dias de hoje são poucas (ou nenhumas) asempresas que podem estar seguras ao ponto de assumir que o mercado está“controlado”. Como refere Kotler, a "era da turbulência" v3eio para ficar.O mais engraçado nisto tudo é que a Google é “expert” em lançar versões beta emtodos os seus serviços para não perder tempo a atingir a excelência e para recorrerao “crowdsourcing” para obter a visão dos utilizadores. No que toca às redes sociaistem vindo a fracassar.De uma forma muito genérica e desconhecendo a estratégia inerente ao Google Plus,podemos identificar três falhas graves: 1. Falta de timing e precária antecipação ao Mercado 2. Falta de diferenciação e foco 3. Miopia de Marketing – foi ignorando a concorrência até ser tarde para agirNa minha opinião o “mundo digital”4 tem espaço para diversas redes mas não toleramais do mesmo. Estamos numa época em que a diferenciação e o foco sãofundamentais e, se queremos inovar temos que conseguir criar algo de novo quesatisfaça os desejos dos utilizadores. Temos que definir perfis de utilização e saber1 http://edition.cnn.com/2011/TECH/web/07/20/google.chairman.interview/index.html?&hpt=hp_c22 http://mktportugal.com/blog/?p=31363 http://mktmorais.com/?p=1474 http://mktmorais.com/?p=944
  2. 2. muito bem quem queremos atingir e de que forma podemos solucionar um problemaexistente (privacidade, usabilidade, interacção, falta de apoio ao cliente, etc..).Famosas redes como o Facebook, Twitter, LinkedIn, Youtube, Flickr, Foursquare (entremuitas outras menos conhecidas) têm todas, pelo menos, um factor significativo deinovação. Embora seja discutível o seu sucesso em Portugal, há certamente espaçopara todas elas. Todavia, cada uma tem o seu atributo, o seu foco e a suadiferenciação. Um exemplo recente com "rótulo" português é a redesocial Mybubble.pt 5em que o acesso é exclusivo para médicos. Esta rede portuguesa éum verdadeiro "case study" de Time to Marketpor ter investido os seus recursos àprocura do "timing" certo para entrar no mercado. Neste caso ao contrário do quetemos falado, não se exigiu uma rápida capacidade de resposta e foi crucial esperarpelo momento certo.Embora o Google Plus tenha inserido algumas funcionalidades diferenciadoras e tenhadespertado o interesse junto dos “innovators”e “early adopters”, na minhaopinião, fracassou junto dos restantes utilizadores. No meu ponto de vista a inovaçãonão foi suficiente para passar a chamada “barreira do abismo” e chegar á maior “fatia”do mercado. Não nos podemos esquecer que embora a tecnologia seja fundamental,as redes sociais são constituídas por pessoas.O Facebook está num estado de maturidade com uma presença tão marcante que aspessoas que fui abordando sobre o Google Plus não queriam nem querem saber deoutra rede social. É a beleza do poder da Marca. Faz-me lembrar quando ouvi numaconferência sobre Marketing Infantil (com Ana Filipa Côrte Real) a apresentação deum estudo sobre a Coca-Cola e uma outra Marca concorrente em que os miúdos eramquestionados sobre qual a bebida que gostavam mais e a maioria escolhia a Coca-Colamesmo sem ter provado a outra.É a melhor sensação que podemos criar junto dos nossos clientes para combater aconcorrência – “não sei nem quero saber”.Eu próprio confesso que aderi ao Google Plus sempre na expectativa de ver o que iaacontecer. Para mim a minha rede de contactos do Facebook já tem muito valor e sóum motivo muito forte me faria “afastar” dali. Sou utilizador regular do Google Plusmas com objectivos pessoais completamente distintos do Facebook.O Google Plus para mim tem uma vantagem significativa, podemos seguir inúmeraspersonalidades que nos ajudam a acompanhar o mercado e identificar tendências. Nãoprecisamos de autorização para seguir ninguém ou seja, a utilização desta rede écompletamente diferente do Facebook. Para ser sincero também gosto mais doconceito de "circular" do que o envio de pedidos de amizade.Como sabem e eu partilho isto frequentemente, não sou “cego” em relação aoFacebook, muito pelo contrário porém, como seguidor da Google exijo (literalmente)que a Google não siga os passos de ninguém, que crie novas categorias no mercado,5 www.mybubble.pt
  3. 3. que seja único e que seja igual a si mesmo (como é em muitos outros serviços). Emconversas que fui tendo pela rede, muita gente dizia que o Google não estavaminimamente preocupado com o Facebook mas, para além destas declarações de EricSchmidt, como é compreensível, existe um grande esforço para facilitar o switch dosutilizadores do Facebook para o Google Plus (o Facebook tem ganho a guerra aoconseguir bloquear quase todas as aplicações que têm surgido para o efeito).Não se pode ignorar o facto do Google Plus já contar com mais de 20 milhões deutilizadores num curto espaço de tempo e ter como vantagem competitiva aintegração de serviços. Pode ser que algo ainda venha a ser feito.Penso que ainda não se pode afirmar o fracasso do Google Plus (nem pouco mais oumenos). Qual a vossa opinião?Independentemente do resultado final, temos mais uma lição importante para reter: Ofracasso está presente em todas as empresas de sucesso. "O fracasso é a oportunidade de se começar de novo, com inteligência." ( Henry Ford )-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Paulo MoraisManaging Partner na T-Evolution (soluções e consultoria em Marketing Digital) Docente na Pós Graduação de Marketing e Empreendedorismo – IPAM Docente na pós graduação de Marketing Digital – IPAM Consultor de Marketing da JRS Pharmarketing Project Manager Marketing Portugal Mestrando de Gestão de Marketing no IPAM Pós Graduado em Direcção de Marketing e Vendas pelo ISCTE Licenciado em Gestão de Marketing pelo IPAM – Matosinhos Blogue pessoal – www.mktmorais.com

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