Curso de oratória

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  1. 1. Primeiramente para se falar algum tema ou assunto é primordial saber do que está falando, não adianta ser um ótimo orador se não conhece do que irá se falar. Algumas pessoas tem verdadeiro pavor de falar em público. Em determinados casos isso é tão sério que somente a possibilidade de falar para uma plateia, por menor que seja, provoca sensações desagradáveis. Para outras falar em público é algo natural, mas se isso não acontece com você mantenha a calma. Esse é um problema que pode ser solucionado. Com técnica e confiança é possível contornar o medo. E o principal segredo é estar preparado para quando a oportunidade surgir. Página | 1 Capítulo 1 - A Oratória A oratória é a Arte de Falar ao Público. Para isto devemos ter em mente que para falar bem é necessário dois requisitos: Pr.Osmar Luiz  Técnica  Treino Há dois modos de fala:  Comunicação ou fala verbal  Comunicação ou fala não verbal (com o corpo / gestos) Devemos sempre além de falar corretamente, nos portar adequadamente para falar ao público ou a uma outra pessoa. São comuns alguns erros de postura como: 1) Mãos (refúgio):  Pegar a roupa  Mãos no bolso
  2. 2. Página | 2 Pr.Osmar Luiz  Mãos para trás  Cruzar os braços 2) Segurar objetos:  Batendo caneta  Apertando algo (caneta, livro, etc) 3) Gestos:  “Folha de parreira”  Mãos na cintura  Esfregar as mãos  Bater as mãos  Mãos em concha Ao falar para uma plateia é necessário: 1) Gesticular:  Harmonia (2 braços e 2 mãos)  Cintura (braços flexionados na região do abdomem) 2) Pernas:  Movimente-se (andar)  Chegar perto (próximo) 3) Olhar:  Olhar nos olhos  Olhar com segurança  Olhar com confiança
  3. 3. Página | 3 Pr.Osmar Luiz  Olhar com credibilidade  Nunca olhar somente para uma só pessoa  Olhar para as pessoas 4) Sorriso:  Sincero  Natural Preparação Para se fazer um discurso é necessário preparação. Deve-se saber que alguns simples tópicos fazem a diferença como:  Não voltar no assunto se você esqueceu, ou seja, se esqueceu o meio, no final não volte a comentar o que esqueceu.  Não segure nada na mão (folha), do que você esta falando, evite ler diante das pessoas.  Não meça força com ninguém (discutir).  Ser natural, não ficar preso ao papel.  Evite o verbo no começo “tentar”, isto é insegurança; evite o verbo no final “esperar” (eu espero que tenham gostado).  “muletas”, (cuidado com as frases “na verdade”, e “com certeza”, o correto é certamente).  Fugir do texto (cuidado para não fugir do texto que está sendo falado).  Fale sempre com entusiasmo (veemência e vigor no falar, inspiração, dedicação ardente e júbilo) (in = dentro - teo = Deus).  Desça do púpito, chegue perto das pessoas.
  4. 4. Página | 4 Roteiro O roteiro é uma redação, e é muito importante para o discurso. Pr.Osmar Luiz No roteiro há três pontos:  Introdução  Desenvolvimento ou conteúdo  Encerramento ou conclusão Introdução - As pessoas lembram do começo. Faça estes quatro passos bem devagar (devido a adrenalina).  Cumprimento  Apresentação (evite falar “para quem não me conhece” e evite também falar de seu currículo).  Faça elogios ou agradecimentos  Desperte o interesse de início Desenvolvimento ou conteúdo - As pessoas não conseguem prestar atenção o tempo todo. Você deve dominar o que está falando (saber). Encerramento ou conclusão - Preste atenção nestes cinco ítens a seguir:  Não cometer erros no final (é isso aí, é só, espero que tenha…, e pedir desculpas).  Não esquecer que são às últimas palavras que as pessoas lembram.  Deixar sempre uma mensagem ou reflexão.  Evitar frases feitas, jargões evangélicos ou coisas parecidas. Antes reflita qual a mensagem que vai deixar.  No final diga obrigado.
  5. 5.  Elimine palavras que tragam dúvidas (eu acho - verbo + ia = gostaria, Página | 5 Dicas Importantes Pr.Osmar Luiz queria).  Faça exemplos.  Não fale de você mesmo.  Não use palavras como: Né, Tipo Assim, Muitas Das Vezes, Coisa Assim.  Em um apresentação as palavras valem 7%, o tom de voz 38%, a postura 55%.  Mude o tom de voz durante a palestra.  Não imite os outros, seja você mesmo.  Sorria, movimente-se, gesticule.  Relaxe, não seja um robô.  Quando se esquecer de algo ou perceber que está indo rápido demais dê uma pausa de 5 segundos respire, aja naturalmente.
  6. 6. A Homilética é o estudo dos fundamentos e princípios de como preparar e proferir sermões. Há necessidade de estudo e pesquisa para que os sermões tenham conteúdos bíblicos e contemporâneos. Para isto é necessário organização das idéias que serão apresentadas, juntamente com o uso do idioma e a apresentação do sermão. É a apresentação da verdade através da personalidade; é a comunicação da verdade aos homens mediante o homem. É a proclamação da graça de Deus, sob a autoridade do trono de Deus, visando atender as necessidades humanas. É a verdade de Deus apresentada por uma personalidade escolhida, para ir ao encontro das necessidades humanas. É uma manifestação do Verbo Encarnado desde o Verbo escrito e por meio do verbo falado. É a proclamação pública da verdade divina baseada nas Escrituras, por uma personalidade escolhida, com o propósito de satisfazer as necessidades humanas. A pregação expositiva é a comunicação de um conceito bíblico, derivado de e transmitido através de um estudo histórico, gramatical e literário de uma passagem no seu contexto, que o Espírito Santo primeiramente aplica à personalidade e experiência do pregador e depois, através dele, aos seus ouvintes. Página | 6 Capítulo 2 - Homilética É a ciência cuja arte é a pregação e cujo resultado é o sermão. É a arte do preparo e pregação de sermões. Vejamos as várias definições sobre “A Pregação Bíblica”: Pr.Osmar Luiz
  7. 7. É a fiel exposição do sentido correto de um ou mais textos da Bíblia, ilustrando a exposição e aplicando-a à vida dos ouvintes, envolvendo-os de tal maneira que são satisfeitas as suas necessidades, sendo que esta comunicação é feita por uma pessoa com experiência real com Cristo e guiada pelo Espírito Santo.  Conhecer o livro e o tempo bíblico do texto escolhido. (faça sua própria pesquisa do tempo bílbico e conheça sobre o livro escolhido).  Estudar o texto bíblico escolhido (palavras difíceis, termos de cunho Página | 7 Preparando o Sermão Para se preparar um bom Sermão há necessidade de: teológico, nomeações, locais, objetos, costumes da época).  Analise as repetições do texto escolhido.  Identifique as principais partes do texto escolhido. Pr.Osmar Luiz  Analise as parábolas.  Identifique e analise as “falas” do texto.  Analise os sentimentos dos personagens do texto.  Descreva o assunto principal do texto escolhido.  Relacione as doutrinas bíblicas iluminadas pelo texto.  Relacione os ensinamentos do texto.  Veja os outros correlatos do texto escolhido (mesmo texto em outro local da Bíblia). Regras para um bom sermão 1. Prepare bem o seu sermão, decida fazer o melhor. 2. Tente achar uma boa introdução: adequada, criativa, interessante.
  8. 8. 3. Formule para você mesmo o objetivo do sermão: tenha certeza da direção que precisa apontar aos ouvintes. 4. Afaste tudo que poderia desviar os pensamentos dos seus ouvintes para uma trilha secundária. É fundamental que este se aperfeiçoe homileticamente, que estude, que se aprofunde na homilética a fim de conhecer técnicas, métodos e formas sermônicas que enriquecerão seu trabalho. Concordo com aquilo que ouvi, que o bom sermão é aquele que "conforta os abatidos e incomoda os acomodados". Pois o sermão deve constituir-se num instrumento de Deus para falar ao seu povo. Vejamos alguns aspectos que são importantes na preparação dos sermões: a) Dependência do Espírito - O pregador deve encher-se dEle continuamente (Efésios 5:18), pois o Espírito foi quem o escolheu e é quem o capacitará para a sua tarefa. b) Oração - É fundamental a todo cristão, principalmente ao pregador que, através da oração, poderá trilhar o caminho do ministério da pregação com eficiência. Página | 8 5. Organize sua mensagem: tome todas as precauções para não ficar repetitivo, inseguro, perdido em meio às idéias. 6. Use uma linguagem viva e simples. 7. Use ilustrações e exemplos práticos em quantidade suficiente. 8. Diga “eu”. Não adquira o hábito de referir-se a você como “nós”. 9. Seja você mesmo. Não queira imitar outros pregadores. 10. Mostre humildade e apreço pelos ouvintes. 11. Fale ao coração dos seus ouvintes. 12. Sempre dê aos ouvintes algo que eles possam colocar em prática. Preparo homilético do pregador. Pr.Osmar Luiz
  9. 9. c) Estudo da Bíblia - Meditação e estudo são imprescindíveis. O pregador precisa alimentar-se da Palavra, ouvir os conselhos de Deus para sua vida antes de transmiti-los aos seus ouvintes. d) Visão - O pastor precisa ter visão de onde pretende chegar com seu rebanho. Como Igreja, temos uma Missão tremendamente abrangente e a visão do pastor orientará o rebanho na parcela que lhe caberá dentro dessa Missão. A partir da visão, de onde se quer chegar, e da consciência de onde se está no momento, o pregador estabelecerá um programa de pregação que vise alimentar e conclamar seu rebanho na direção certa. Este programa deve ser previamente elaborado e dosado de criatividade e variedade, haja visto que a monotonia prejudicará a comunicação. e) Técnicas de comunicação e homilética. O pregador precisa especializar-se a fim de eficientemente comunicar-se com seu povo. Para isso, pode buscar reciclar-se através de leituras ou aperfeiçoar-se com cursos. Este aperfeiçoamento é importante para que consiga transmitir idéias contidas nos sermões com clareza de modo a serem absorvidas pelos ouvintes. Este cuidado levará o pregador a ter sempre um objetivo específico em cada sermão e a saber como alcança-lo mediante a pregação. f) Conhecimento da natureza humana. O pregador que busca a eficiência em seu trabalho precisa conhecer seu povo e reconhecer suas carências. Se o sermão não for relevante, também não será interessante ao povo. A Bíblia não pode ser usada a pretexto, pois a pregação eficiente é bíblica e contemporânea. L. M. Perry e Charles Sell afirmam que de nada vale falar de detalhes da vida do século I e nada dizer sobre a vida do século XXI. g) Boa administração do tempo. Em geral os pregadores se envolvem com diversas atividades, mas o bom pregador é alguém que reconhece a preciosidade da obra que tem a desempenhar e investe a parcela necessária de tempo neste trabalho. Vale ressaltar que a preguiça é uma terrível inimiga da eficiência do pregador. h) O celeiro de idéias. É uma prática igualmente importante. Uma simples agenda pode registrar idéias para sermões e ilustrações que o pregador leu, ouviu ou mesmo viveu e que futuramente poderão lhe servir para enriquecer seu trabalho. i) Criatividade e variedade. O pastor nunca deve ser tido como repetitivo e previsível em seu trabalho como pregador. Deve surpreender sua congregação ao usar de inteligência e criatividade, podendo alcançar isto variando as formas homiléticas de apresentar seus sermões. Sermões Página | 9 Pr.Osmar Luiz
  10. 10. narrativos, segmentados, monólogos, biográficos, dentre outros, poderão compor o calendário de pregação. j) Avaliação. Destaco a necessidade do pregador avaliar-se e, para tanto, acredito que uma pessoa de confiança do pastor pode auxiliá-lo (quase sempre a esposa é uma pessoa indicada). Sugiro também que todo pregador vez por outra grave seus sermões e depois os ouça a fim de avaliar-se. Os rumos que a Igreja deverá seguir daqui para a frente dependerão dos seus púlpitos. Se os pregadores forem aptos a discernir a vontade de Deus e dedicados a transmiti-la aos seus ouvintes, viveremos tempos de colheita abundante. O USO DO MATERIAL ILUSTRATIVO NO SERMÃO A palavra "ilustrar" vem do latim, ilustrare, e significa "lançar luz ou brilho, ou tornar algo mais evidente e claro". Os educadores reconhecem que uma das principais leis de ensino, para alcançar a mente e o coração é a ASSOCIAÇÃO DE IDÉIAS. O material ilustrativo tem sido comparado a janelas, que deixam a luz entrar e iluminar uma casa. A ilustração visa ajudar os ouvintes a "VER A VERDADE". Natã: usou a ilustração de um homem pobre com uma cordeirinha para levar o Rei Davi a condenar-se a si mesmo (II Sm 12:1-14); Aías: rasgou a sua roupa nova em doze pedaços e deu dez para Jeroboão, representando o fato de que Deus havia determinado que dez das doze tribos de Israel seriam tiradas de Reoboão (I Rs 11:26-40); Jesus Cristo: quase sempre usava material ilustrativo para apresentar profundos conceitos de natureza espiritual. As parábolas (52% do Evangelho de Lc é composto de parábolas). O uso de uma moeda para ensinar o dever do bom cidadão (Mt 22:19). A pregação significativa através de uma bacia e de uma toalha (Jo 13:1-17). Jesus também falou das aves dos céus, dos lírios Página | 10  Definição de "material ilustrativo"  O uso de material ilustrativo na Bíblia Pr.Osmar Luiz
  11. 11. do campo, do pão, da água. Jesus, também usou uma criança para mostrar que é preciso se tornar como uma criança para entrar no Reino de Deus. (vide o comentário de Mateus ao uso das parábolas por Jesus: Mt 13:34-35, 53-54) a) despertar o interesse e prender a atenção dos ouvintes. b) aclarar, iluminar e explicar as verdades apresentadas. c) confirmar, fortalecer os argumentos apresentados e persuadir os ouvintes a aceitarem estas verdades. d) ajudar os ouvintes a gravarem bem as idéias do sermão. e) tocar nos sentimentos dos ouvintes. f) dar mais vida ao sermão. g) ornamentar e embelezar o sermão. h) tornar o sermão mais agradável. i) ajudar com a repetição da verdade. A própria Bíblia é um verdadeiro tesouro de ilustrações. Elas dão até mais autoridade ao sermão. São autênticas e atuais! O mundo da literatura: Biografias e autobiografias; obras de ficção; poesia; dramas, mitologia, fábulas, lendas e folclore relacionadas à vida de países e regiões, etc. A história. Aquilo que aconteceu no passado e também aquilo que está acontecendo em nossos dias, como aparece nos jornais, revistas como Veja, etc. Experiências pessoais. Página | 11  Os propósitos para o emprego de material ilustrativo  Tipos de ilustrações e fontes de bom material ilustrativo Pr.Osmar Luiz A ciência e a medicina. Obras de arte, como pinturas de quadros e obras de escultura servem como ilustração. Citações que ouvimos ou lemos.
  12. 12. Página | 12 Artigos que lemos ou outros sermões que ouvimos. Pr.Osmar Luiz Acontecimentos esportivos. O trabalho secular do povo da igreja e da comunidade. A leitura em geral de jornais, revistas e livros. Ilustrações criadas por nós mesmos. Advertências quanto ao uso de ilustrações a) não é necessário ilustrar as coisas óbvias. b) ilustrações que tem pouco a ver com o ponto que está sendo focalizado no sermão ou cuja relação com ela é vaga, ou que esclarece pouco, não devem ser utilizadas. c) evite ilustrações cujas bases não têm nenhuma relação com a vida dos ouvintes. d) evite ilustrações que parecem exageradas ou improváveis, mesmo que tenham acontecido. e) não faça o seu sermão somente de ilustrações. f) evite ilustrações que exijam muitas explicações para entendê-las. g) não use ilustrações somente para mostrar o seu grande conhecimento ou impressionar os ouvintes. h) não é bom destacar uma só ilustração ao ponto de deixar o resto do sermão prejudicado. i) não se deve usar uma ilustração somente para fazer o povo rir. j) não utilize ilustrações que não entenda bem. Tenha certeza dos detalhes das suas ilustrações. (Um teólogo fez referência a um sermão que ouviu, onde o pregador contou de um soldado, do século 16, que saiu para uma batalha com a metralhadora na mão!) l) nunca conte a experiência de outrem como se fosse sua. m) tenha muito cuidado em elogiar pessoas não crentes em suas ilustrações. n) evite o se desculpar pelo uso de qualquer ilustração pessoal. o) varie o tipo de ilustração que você utiliza. p) tenha cuidado com ilustrações "enlatadas".
  13. 13.  Afirmação Teológica - é a maior verdade do texto escolhido para o sermão. Deve-se sempre pensar, “qual é a maior verdade deste texto bíblico?” Exemplo em Mt 8: 14-17, a afirmação teológica é que quando Jesus entra em uma casa, todos são abençoados. A afirmação teológica sempre tem uma énfase, no texto acima é dado uma énfase evangelística.  Propósito específico - Em Mt 8: 14-17, no final do sermão o ouvinte  A Fundamentação Bíblica - é o ensino principal de cada divisão do sermão. No exemplo do texto de Mt 8: 14-17, a principal fundamentação bíblica é a cura divina, podendo ser fundamentada por Isaías 53: 58.  O Ponto Cruz - é o aspecto da cruz de Cristo para cada verdade bíblica. Exemplo: Jesus cura os doentes, pois Ele verdadeiramente tomou sobre si as nossas enfermidades Isaías 55: 4.  Título - ainda que os ouvintes não precisam saber o título do sermão, é aconselhável todo sermão ter um título. Nosso título de exemplo é: “Leve Jesus para casa”.  Frase de Efeito - é uma frase que deve ser dita várias vezes durante a pregação, pois serve para o ouvinte gravar em sua mente. Nossa frase de efeito de exemplo será: “leve Jesus para casa”, neste caso o título serviu e muito bem como frase de efeito.  O Apelo Final - é o objetivo do sermão, neste caso como evangelístico, o apelo final é o de receber a Cristo, ou seja, de levá-lo para casa. Mas pode ser qualquer outro apelo como: santidade, arrependimento, busca por Deus e pelo Seu poder, cura, etc. Página | 13 Formulação e análise dos sermões Ao fazermos um Sermão este deve conter: Texto para exemplo (Mateus 8: 14-17). deverá convidar Jesus a entrar em sua casa. Pr.Osmar Luiz
  14. 14. Capítulo 3 - Hermenêutica Bíblica O termo "hermenêutica" deriva do grego hermeneuein, "interpretar". A Hermenêutica Bíblica cuida da reta compreensão e interpretação das Escrituras. Consiste num conjunto de regras que permitem determinar o sentido literal da Palavra de Deus. a. O próprio Pedro admitiu que há textos difíceis de entender: "os quais os indoutos e inconstantes torcem para sua própria perdição" (2 Pedro 3:15 e 16). b. A arma principal do soldado cristão é a Escritura, e se desconhece o seu valor ou ignora o seu legítimo uso, que soldado será? (2 Timóteo 2:15). maravilhoso livro exigem do expositor que o seu estudo seja meticuloso, cuidadoso e sempre científico, conforme os princípios hermenêuticos. Página | 14 A IMPORTÂNCIA DESTE ESTUDO c. As circunstâncias variadas que concorreram na produção do A REGRA FUNDAMENTAL A Escritura é explicada pela Escritura. A Bíblia interpreta a própria Bíblia.. Pr.Osmar Luiz PRIMEIRA REGRA Enquanto for possível, é necessário tomar as palavras no seu sentido usual e ordinário. SEGUNDA REGRA É absolutamente necessário tomar as palavras no sentido que indica o conjunto da frase.. Esta regra tem importância especial quando se trata de determinar se as palavras devem ser tomadas em sentido literal ou figurado. Para não incorrer
  15. 15. em erros, convém, também, deixar-se guiar pelo pensamento do escritor, e tomar as palavras no sentido que o conjunto do versículo indica. Página | 15 Pr.Osmar Luiz TERCEIRA REGRA É necessário tomar as palavras no sentido que indica o contexto, isto é, os versos que precedem e seguem o texto que se estuda. QUARTA REGRA É preciso tomar em consideração o desígnio ou objetivo do livro ou passagem em que ocorrem as palavras ou expressões obscuras. QUINTA REGRA É indispensável consultar as passagens paralelas explicando as coisas espirituais pelas espirituais (I Cor 2:13). (I Cor 2:13). SEXTA REGRA Um texto não pode significar aquilo que nunca poderia Ter significado para seu autor ou seus leitores. SÉTIMA REGRA Sempre quando compartilhamos de circunstâncias comparáveis (isto é, situações de vida específicas semelhantes) com o âmbito do período quando foi escrita, a Palavra de Deus para nós é a mesma que Sua Palavra para eles.
  16. 16. É a disciplina que aplica métodos e técnicas que ajudam na compreensão do texto. Do ponto de vista etimológico, hermenêutica e exegese são sinônimos, mas hoje os especialistas costumam fazer a seguinte diferença:  Hermenêutica é a ciência das normas que permitem descobrir e Sendo assim a exegese é o estudo cuidadoso e sistemático da Escritura para descobrir o significado original que foi pretendido. É a tentativa de escutar a Palavra conforme os destinatários originais devem tê-la ouvido; descobrir qual era a intenção original das palavras da Bíblia. a. contexto histórico: a época e a cultura do autor e dos seus leitores: fatores geográficos, topográficos e políticos, a ocasião da produção do livro. A questão mais importante do contexto histórico tem a ver com a ocasião e o propósito de cada livro. b. contexto literário: as palavras somente fazem sentido dentro das frases, e estas em relação às frases anteriores e posteriores. Devemos procurar descobrir a linha de pensamento do autor. O que o autor está dizendo e por que o diz exatamente aqui? Todo pregador do evangelho deve, por obrigação, dominar as técnicas básicas da exegese, sob pena de trair o real sentido do texto sagrado a ser explanado e de ser um disseminado de heresias, portanto se você ainda não domina a arte de interpretar e compreender os textos, deve então começar agora, pelo básico. Página | 16 Capítulo 4 - Exegese explicar o verdadeiro sentido do texto  Exegese é a arte de aplicar essas normas. Princípios Básicos Pr.Osmar Luiz
  17. 17.  1° - denomina-se princípio da unidade escriturística. Sob a inspiração divina a Bíblia ensina apenas uma teologia. Não pode haver diferença doutrinária entre um livro e outro da Bíblia.  2° - Deixe a Bíblia interpretar a própria Bíblia. Este princípio vem da Reforma Protestante. O sentido mais claro e mais fácil de uma passagem explica outra com sentido mais difícil e mais obscuro. Este princípio é uma ilação do anterior.  3° - Jamais esquecer a Regra Áurea da Interpretação, chamada por Orígenes de Analogia da Fé. O texto deve ser interpretado através do conjunto das Escrituras e nunca através de textos isolados.  4° - Sempre ter em vista o contexto. Ler o que está antes e o que vem  5° - Primeiro procura-se o sentido literal, a menos que as evidências  6° - Ler o texto em todas as traduções possíveis - antigas e modernas. Muitas vezes uma destas traduções nos traz luz sobre o que o autor queria dizer.  8° - O trabalho de interpretação é científico, por isso deve ser feito com  9° - Fazer algumas perguntas relacionadas com a passagem para chegar a  10° - Feita a exegese, se o resultado obtido contrariar os princípios fundamentais da Bíblia, ele deve ser colocado de lado e o trabalho exegético recomeçado novamente. Página | 17 Dez princípios que devem ser seguidos na interpretação bíblica: depois para concluir aquilo que o autor tinha em mente. demonstrem que este é figurado.  7° - Apenas um sentido deve ser procurado em cada texto. isenção de ânimo e desprendido de qualquer preconceito. (o que poderíamos chamar de "achismos"). conclusões circunstanciais. Por exemplo: a) - Quem escreveu? b) - Qual o tempo e o lugar em que escreveu? c) - Por que escreveu? d) - A quem se dirigia o escritor? e) - O que o autor queria dizer? Pr.Osmar Luiz
  18. 18.  Usar a Bíblia que contiver o texto mais fidedigno na língua original. (Os que não podem ler a Bíblia no original devem usar uma tradução fiel, tanto quanto possível). Escolhido o texto é necessário saber exatamente o que ele diz. Para isso são necessárias suas espécies de ferramentas: Procedimento errado - Ler o que muitos comentários dizem com sendo o significado da passagem e então aceitar a interpretação que mais agradece. Este procedimento é errado pelas seguintes razões: a) encoraja o intérprete a procurar interpretação que favorece a sua pre-concepção Página | 18 As Ferramentas necessárias ao exegeta a) - Dicionários: - Dicionário da Lingua Portuguesa. - Dicionário Bíblico. - Dicionário Teológico. b) - Gramáticas: - Enciclopédia Bíblica. - Enciclopédia Teológica. - Teologia Sistemática. - Concordância Bíblica. - Átlas Bíblico. - Livros Arqueológicos. O PROCEDIMENTO EXEGÉTICO Pr.Osmar Luiz e b) forma o hábito de simplesmente tentar lembrar-se das interpretações oferecidas. Isto para o iniciante, freqüentemente resulta em confusão e ressentimento mental a respeito de toda a tarefa da exegese. Isto não é exegese, é outra forma de decoreba e é muito desinteressante. O péssimo resultado e mais sério do "procedimento errado" na exegese é que próprio interprete não pensa por si mesmo. Procedimento Correto - O interprete deve perguntar primeiro o que o autor diz e depois o que significa a declaração.
  19. 19. Consultar os dicionários para encontrar o significado das palavras desconhecidas ou que não são familiares. É preciso tomar muito cuidado para não escolher o significado que convêm ao interprete apenas. Comentários: eles não são um fim em si mesmo. O interprete deve manter em mente o clima teológico em que foram produzidos, porque isso afeta de maneira direta a interpretação das Escrituras. Um comentarista pode ser capaz, em certa media, de evitar " bias" (tendências) e permitir que o documento fale por si mesmo, mas sua ênfase nos vários pensamentos na passagem será afetada pela corrente de pensamento de seus dias. Os comentários principalmente os devocionais, tem a marca da desatualização. Uso de dicionário e gramáticas: e importante manter em mente a data da publicação. Todas as traduções de uma palavra devem ser avaliadas e não apenas tirar só o significado que interessa a nossa interpretação. Explore o recurso dos próprios sinônimos. Página | 19 O USO DE INSTRUMENTOS Pr.Osmar Luiz

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