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10 escolas literarias_modernismo_1_2_3_geracoes

  • 2. 1ª Geração do Modernismo no Brasil Dois cartazes que fizeram parte da divulgação da Semana de Arte Moderna.
  • 3. Semana de Arte Moderna Capa do catálogo da exposição da Semana de Arte Moderna. Criação: Di Cavalcanti "Dentro de pouco tempo - talvez bem pouco - o que se chamou, em fevereiro de 1922 em São Paulo, a Semana de Arte Moderna, marcará uma data memorável no desenvolvimento literário e artístico do Brasil" Paulo Prado
  • 4. A SAM representou uma verdadeira renovação de linguagem pois a arte passou então da vanguarda, para o modernismo. O evento marcou época ao apresentar novas ideias e conceitos artísticos, como a poesia através da declamação, que antes era só escrita; a música por meio de concertos, que antes só havia cantores sem acompanhamento de orquestras sinfônicas; e a arte plástica exibida em telas, esculturas e maquetes de arquitetura, com desenhos arrojados e modernos. Semana de Arte Moderna
  • 5. A Semana de Arte Moderna, também chamada de Semana de 22, ocorreu em São Paulo no ano de 1922, de 11 a 18 de fevereiro, no Teatro Municipal. Semana de Arte Moderna
  • 6. Semana de Arte Moderna
  • 7. Semana de Arte Moderna
  • 8. 1ª Geração do Modernismo no Brasil ABAPORUABAPORU vem de 'aba' e 'poru' e significa o mesmo que Antropofagia, que vem do grego antropos (homem) e fagia (comer), ou seja, "homem que come", em tupi-guarani. Foi pintado em óleo sobre tela em 1928 por Tarsila do Amaral para dar de presente de aniversário ao escritor Oswald de Andrade, seu marido na época. É a tela brasileira mais valorizada em um leilão, tendo alcançado o valor de US$ 1,5 milhão, pago pelo colecionador argentino Eduardo Costantini em 1995. Encontra-se exposta no MALBA – Museu de Arte Latinoamericano de Buenos Aires.
  • 9. 1ª Geração do Modernismo no Brasil 03 FUVEST – 2006 - Considere as seguintes comparações entre a cena do primeiro encontro de Macabéa e Olímpico, figurada no excerto, e a célebre cena do primeiro encontro de Leonardo e Maria da Hortaliça (Memórias de um sargento de milícias), a bordo do navio: I – Na primeira cena, utiliza-se o diálogo verbal como meio privilegiado de representação, ao passo que, na
  • 10. 1ª Geração do Modernismo no Brasil OSWALD DE ANDRADE poeta, romancista e dramaturgo, nasceu em São Paulo em 11 de janeiro de 1890. Filho de família rica, estuda na Faculdade de Direito do Largo São Francisco e, em 1912, viaja para à Europa. Depois de separar-se de Pagu, casou-se, em 1936, com a poetisa Julieta Bárbara. Em 1944, mais um casamento, agora com Maria Antonieta D'Aikmin, com quem permanece junto até a morte, em 1954. Nenhum outro escritor do Modernismo ficou mais conhecido pelo espírito irreverente e combativo do que Oswald de Andrade. Erro de Português Quando o português chegou Debaixo de uma bruta chuva Vestiu o índio Que pena! Fosse uma manhã de sol O índio tinha despido O português.
  • 11. 1ª Geração do Modernismo no Brasil "Malditos para sempre os Mestres do Passado! Que a simples recordação de um de vós escravize os espíritos no amor incondicional pela forma! Que o Brasil seja infeliz porque os criou! Que o universo se desmantele porque vos comportou! E que não fique nada! Nada! Nada!" MÁRIO RAUL DE MORAIS ANDRADE nasceu no dia 9 de outubro de 1893, na Rua Aurora, 320, em São Paulo. No segundo dia de espetáculos, durante o intervalo, em pé na escadaria, Mário de Andrade lê algumas páginas da obra "A Escrava que não é Isaura". O público, como já era esperado, reagiu com vaias. A Segunda Guerra Mundial parece ter afetado profundamente o poeta, que falece na tarde de 25 de fevereiro de 1945.
  • 12. 1ª Geração do Modernismo no Brasil MANUEL CARNEIRO DE SOUZA BANDEIRA FILHO nasceu em Recife, em 19 de abril de 1886. Em 1903 transfere-se para São Paulo, onde inicia o curso de Engenharia na Escola Politécnica. No ano seguinte, interrompe os estudos por causa da tuberculose e retorna ao Rio de Janeiro. Desenganado pelos médicos, passa longo tempo em estações climáticas do Brasil e da Europa.
  • 13. 1ª Geração do Modernismo no Brasil Entre 1916 e 1920, enquanto lutava contra a tuberculose, perde a mãe, a irmã e o pai, passando a viver solitariamente, apesar dos amigos e das reuniões na Academia Brasileira de Letras, para a qual foi eleito em 1940. Devido a todas essas desilusões, Manuel Bandeira tinha todos os motivos do mundo para ser um sujeito mal-humorado. Não era. Ele sempre teve um sorriso simpático e, apesar da miopia e de ser "dentuço", adorava "ser fotografado, traduzido, musicado...". Apesar de ser um homem apaixonado por mulheres, nunca se casou, ele dizia que "perdeu a vez". Em 13 de outubro de 1968, o poeta, que já contava mais de 80 anos, faleceu na cidade do Rio de Janeiro, vítima de parada cardíaca, e não de tuberculose, doença o acompanhou durante quase toda a sua vida.
  • 14. 1ª Geração do Modernismo no Brasil Pneumotórax Febre, hemoptise, dispnéia e suores noturnos. A vida inteira que podia ter sido e que não foi. Tosse, tosse, tosse. Mandou chamar o médico: - Diga trinta e três. - Trinta e três . . . trinta e três . . . trinta e três . . . - Respire. ................................................................................................... - O senhor tem uma escavação no pulmão esquerdo e o pulmão direito infiltrado. - Então, doutor, não é possível tentar o pneumotórax? - Não. A única coisa a fazer é tocar um tango argentino. Poema Tirado de uma Notícia de Jornal João Gostoso era carregador de feira livre e morava no morro da Babilônia num barracão sem número Uma noite ele chegou no bar Vinte de Novembro Bebeu Cantou Dançou Depois se atirou na lagoa Rodrigo de Freitas e morreu afogado.
  • 15. B1 Contexto Histórico: - Crise da Bolsa de Nova Iorque - 1929 - Ditadura Vargas – Estado Novo – 1937-1945 - 2ª Guerra Mundial – 1939 – 1945 - Ascensão do Nazismo até 1945. MODERNISMO NO BRASIL 2ª Geração – 1930 a 1945
  • 16. MODERNISMO NO BRASIL 2ª Geração – 1930 a 1945 B1 Contexto Histórico: A bomba atômica lançada sobre Hiroxima no dia 05/08/1945 formou uma enorme nuvem radioativa, que foi vista a muitos quilômetros de distância.
  • 17. MODERNISMO NO BRASIL 2ª Geração – 1930 a 1945 B1 Características: - REGIONALISMO Cada autor dessa época trouxe para sua obra o problema social vivido em uma determinada região do país, gerando assim uma literatura regionalista crítica, que tinha o objetivo de denunciar uma realidade brasileira, provocando a conscientização e, assim, contribuir para a sua solução. Retirantes Cândido Portinari
  • 18. MODERNISMO NO BRASIL A Poesia da 2ª Geração – 1930 a 1945 Autores:
  • 19. MODERNISMO NO BRASIL A Prosa da 2ª Geração – 1930 a 1945 Autores:
  • 20. Modernismo no Brasil – Terceira Geração 1945 – “1960” - Questionamento psicológico profundo; - Arte politizada; - “Arte das palavras”; - Psicológica - introspectiva. 3ª Geração do Modernismo
  • 21. Clarice Lispector – 1920 - 1977 "Eu escrevo sem esperança de que o que eu escrevo altere qualquer coisa. Não altera em nada... Porque no fundo a gente não está querendo alterar as coisas. A gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro..."                                                  3ª Geração do Modernismo
  • 22. 3ª Geração do Modernismo 1908 - 1967 Quando escrevo, repito o que já vivi antes. E para estas duas vidas, um léxico só não é suficiente. Em outras palavras, gostaria de ser um crocodilo vivendo no rio São Francisco. Gostaria de ser um crocodilo porque amo os grandes rios, pois são profundos como a alma de um homem. Na superfície são muito vivazes e claros, mas nas profundezas são tranqüilos e escuros como o sofrimento dos homens. João Guimarães Rosa
  • 23. João Cabral de Melo Neto – Prêmio Camões de Literatura 1920 - 1999 3ª Geração do Modernismo Nascimento: 09/01/1920 Natural: Recife – PE “Fazer poesia para o povo começaria por usar formas populares”
  • 24. Modernismo em Portugal III – Terceira Geração 1974 – Revolução dos Cravos - Fusão das falas da personagem e do narrador; - Meandros do pensamento humano. 3ª Geração do Modernismo
  • 25. Modernismo em Portugal III – Terceira Geração 1974 – Revolução dos Cravos AUTORES José Saramago - Prêmio Nobel de Literatura - Discurso Psicanalítico; - Fusão das falas da personagem e do narrador; - Meandros do pensamento humano. 3ª Geração do Modernismo
  • 26. MODERNISMO Ariano Suassuna “Em algumas ocasiões lanço mão do riso para me defender, porque, como sertanejo, não gosto de ser visto dominado pela emoção”
  • 27. MODERNISMO Ariano Suassuna Ariano Vilar Suassuna nasceu em João Pessoa, então "Cidade da Paraíba“ em 16 de junho de 1927, é um dramaturgo, romancista e poeta brasileiro. Filho do ex-governandor João Suaçuna (1924-1928). Ariano é um dos mais importantes dramaturgos brasileiros, autor dos célebres Auto da Compadecida e "A Pedra do Reino", é um defensor militante da cultura brasileira.
  • 28. MODERNISMO Ariano Suassuna Seu nascimento acabou por ocasionar a parada de uma procissão que ocorrera em frente do palácio do governo do estado.
  • 29. MODERNISMO Ariano Suassuna Aos três anos de idade (1930), Ariano passou por um dos momentos mais complicados de sua vida com o assassinato de seu pai, no Rio de Janeiro, por motivos políticos, durante a Revolução de 1930, o que obrigou sua mãe, Cássia Vilar Suassuna, a levar toda a família a morar na cidade de Taperoá.
  • 30. MODERNISMO Ariano Suassuna De 1933 a 1937, Ariano residiu em Taperoá, onde "fez seus primeiros estudos e assistiu pela primeira vez a uma peça de mamulengos e a um desafio de viola, cujo caráter de “improvisação” seria uma das marcas registradas também da sua produção teatral."[
  • 31. MODERNISMO Ariano Suassuna Em 1956, afasta-se da advocacia e se torna professor de Estética da Universidade Federal de Pernambuco, onde se aposentaria em 1994. Em 1976, defende sua tese de livre-docência, intitulada "A Onça castanha e a Ilha Brasil: uma reflexão sobre a cultura brasileira"
  • 32. MODERNISMO Ariano Suassuna Auto da compadecida é uma peça de teatro, em forma de auto, em três atos escrita e em 1955 por Ariano Suassuna. Sua primeira encenação foi em 1956, em Recife, Pernambuco. É uma comédia de tipo sacramental que põe em relevo problemas e situações peculiares da cultura do Nordeste do Brasil. Insere elementos da tradição da literatura de cordel, apresenta traços do barroco católico brasileiro, mistura cultura popular e tradição religiosa. Esta peça projetou Suassuna em todo o país e foi considerada, em 1962, por Sábato Magaldi "o texto mais popular do moderno teatro brasileiro".