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Apostila de Biologia - Vestibular e ENEM - Prof. Marcus Magarinho

Material didático para pré-vestibular e ENEM

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Professor: Marcus Magarinho

Registrado na Sede do Escritório de Direitos Autorais – EDA/FBN: 630168
DEDICATÓRIA

Este material é fruto de dez anos de muita pesquisa e dedicação.
Meu intuito, com a sua construção, é unicamente a de ajudar aos meus alunos do pré-vestibular público,
oferecido gratuitamente e de forma satisfatória, pela Prefeitura Municipal de Macaé.
Todos aqueles que tiverem acesso a esta apostila e que não sejam alunos do curso, seja por meio da internet
ou de meus alunos, que também fiquem à vontade de fazer o bom uso dele. Portanto, não estarei cobrando
nada pelo trabalho aqui exposto.
Essa é a forma que encontrei de contribuir com muitos, já que a vida me oportunizou ter tudo que desejei
incluindo o nível superior tão almejado.
Acredito que muitas pessoas que desejam alcançar o sonho de ingressar em uma Universidade não teriam
condições financeiras de adquirir livros ou apostilas e que desta forma estarei ajudando a todas elas, dando-as
a moeda mais valiosa: o conhecimento. Esta ninguém poderá furtar, mas podemos sim multiplicar.
Nesta vida, existem “valores” muito maiores do que o papel dinheiro ou qualquer tipo de bem material e que
são os primeiros, que levaremos ao partirmos desse Mundo.
Faço aqui um único pedido, de que todos que tiveram a oportunidade de usufruir deste material e que de
alguma forma tenha se sentido beneficiado lembre-se sempre de retribuir deste benefício fazendo igualmente
o bem a outrem. Teremos aí um excelente ciclo iniciado.
Neste Mundo que nos encontramos tão complicado onde as pessoas em sua maioria somente vislumbram o
benefício próprio, urge por atitudes altruístas e desapegadas.
Lembre-se de nunca permitir que os ganhos financeiros estejam acima da moral e do amor ao próximo. Não se
corrompa. Não deixe que a vaidade ou orgulho de ter conquistando um nível superior envenene sua alma,
dando-te a ilusão de ser superior aos que não conquistaram este título como muitos fazem. A verdadeira
sabedoria, acredito, está em fazer, acima de tudo o bem. Ajudar ao outro e não pré-julgar a ninguém como
indigno do nosso respeito e compaixão.
Lembre-se sempre disso!
Tenha perseverança e fé no seu potencial, pois o futuro está unicamente em suas mãos.

Abraços fraternos.

Professor Marcus Magarinho

0
ÍNDICE
Capítulo 1 - Origem da vida ------------------------------------------------------------------------------------ página 4
Geração Espontânea ------------------------------------------------------------------------------ página 4
Biogênese -------------------------------------------------------------------------------------------- página 5
Needham e Spallanzani -------------------------------------------------------------------------- página 5
Experiência de Redi ------------------------------------------------------------------------------ página 5
Experiência de Pasteur --------------------------------------------------------------------------- página 6
Hipóteses sobre a Origem da Vida ------------------------------------------------------------- página 7
Capítulo 2 - Classificação dos Seres Vivos ------------------------------------------------------------------- página 9
Vírus ------------------------------------------------------------------------------------------------- página 12
Vacina e Soro -------------------------------------------------------------------------------------- página 14
Doenças Causadas por Vírus ----------------------------------------------------------------- página 14
Moneras ------------------------------------------------------------------------------------------ página 15
Doenças Causadas por Bactérias ------------------------------------------------------------- página 17
Eutrofização -------------------------------------------------------------------------------------- página 18
Capítulo 3 – Protoctistas --------------------------------------------------------------------------------------- página 19
Protozoários -------------------------------------------------------------------------------------- página 19
Algas ----------------------------------------------------------------------------------------------- página 20
Maré Vermelha --------------------------------------------------------------------------------- página 22
Doenças Causadas por Protozoários -------------------------------------------------------- página 22
Fungos --------------------------------------------------------------------------------------------- página 23
Líquens ---------------------------------------------------------------------------------------------- página 24
Capítulo 4 – Vegetais -------------------------------------------------------------------------------------------página 25
Briófitas -------------------------------------------------------------------------------------------- página 25
Pteridófitas --------------------------------------------------------------------------------------- página 26
Gimnosperma ------------------------------------------------------------------------------------- página 27
Angiosperma---------------------------------------------------------------------------------------página 29
Mono e Dicotiledônea ------------------------------------------------------------------------- página 29
Tecidos Vegetais -------------------------------------------------------------------------------- página 30
Frutos e Pseudofrutos -------------------------------------------------------------------------- página 31
Absorção de água -------------------------------------------------------------------------------- página 32
Condução das Seivas ---------------------------------------------------------------------------- página 32
Transpiração -------------------------------------------------------------------------------------- página 33
Hormônios ------------------------------------------------------------------------------------------ página 33
Capítulo 5 – Animais Invertebrados ------------------------------------------------------------------------página 34
Poríferos -------------------------------------------------------------------------------------------- página 34
Cnidários ------------------------------------------------------------------------------------------ página 34
Platelmintos -------------------------------------------------------------------------------------- página 35
Anelídeos ------------------------------------------------------------------------------------------ página 36
Nematelmintos ---------------------------------------------------------------------------------- página 36
Artrópodes ---------------------------------------------------------------------------------------- página 37
Moluscos ------------------------------------------------------------------------------------------ página 38
Equinodermos ----------------------------------------------------------------------------------- página 39
Capítulo 6 – Animais Vertebrados -------------------------------------------------------------------------- página 40
Capítulo 7 – Componentes Químicos das Células -------------------------------------------------------- página 42
Substâncias Inorgânicas ------------------------------------------------------------------------ página 43
Substâncias Orgânicas -------------------------------------------------------------------------- página 43
Capítulo 8 – Membrana Plasmática ------------------------------------------------------------------------- página 47
Transporte Passivo ------------------------------------------------------------------------------ página 47
Difusão Simples ----------------------------------------------------------------------------------- página 47
Osmose --------------------------------------------------------------------------------------------- página 48
Difusão Facilitada ------------------------------------------------------------------------------- página 48
Transporte Ativo ---------------------------------------------------------------------------------- página 48
Fagocitose e Pinocitose -------------------------------------------------------------------------- página 49
1
Capítulo 9 – Citoplasmas e Organelas --------------------------------------------------------------------- página 50
Ribossomo -------------------------------------------------------------------------------------- página 51
Retículo Endoplasmático -------------------------------------------------------------------- página 51
Complexo de Golgi ---------------------------------------------------------------------------- página 52
Lisossomo --------------------------------------------------------------------------------------- página 52
Peroxissomo ------------------------------------------------------------------------------------ página 53
Vacúolo ------------------------------------------------------------------------------------------ página 53
Mitocôndria ------------------------------------------------------------------------------------ página 54
Cloroplasto -------------------------------------------------------------------------------------- página 55
Capítulo 10 – Núcleo Celular ---------------------------------------------------------------------------------página 58
Cromossomos Homólogos e Cariótipo ---------------------------------------------------- página 59
Replicação do DNA --------------------------------------------------------------------------- página 61
Transcrição -------------------------------------------------------------------------------------- página 62
Tradução e Síntese de Proteína ------------------------------------------------------------ página 63
Capítulo 11 – Divisões Celulares ----------------------------------------------------------------------------- página 63
Mitose --------------------------------------------------------------------------------------------- página 64
Meiose ------------------------------------------------------------------------------------------- página 65
Capítulo 12 - Histologia --------------------------------------------------------------------------------------- página 68
Tecido Epitelial -------------------------------------------------------------------------------- página 68
Tecido Conjuntivo ----------------------------------------------------------------------------- página 68
Tecido Muscular -------------------------------------------------------------------------------- página 71
Tecido Nervoso --------------------------------------------------------------------------------- página 71
Capítulo 13 – Reprodução ------------------------------------------------------------------------------------ página 75
Gametogênese --------------------------------------------------------------------------------- página 76
Hormônios -------------------------------------------------------------------------------------- página 78
Ciclo Menstrual -------------------------------------------------------------------------------- página 78
Capítulo 14 – Sistema Respiratório -------------------------------------------------------------------------- página 79
Sistema Circulatório --------------------------------------------------------------------------- página 81
Sistema Digestório ----------------------------------------------------------------------------- página 83
Sistema Excretor ------------------------------------------------------------------------------- página 86
Capítulo 15 – Genética -1ª Lei de Mendel ---------------------------------------------------------------- página 89
Cruzamento Teste ----------------------------------------------------------------------------- página 90
Heredograma ----------------------------------------------------------------------------------- página 90
Ausência de Dominância ------------------------------------------------------------------- página 91
Genes Letais ----------------------------------------------------------------------------------- página 91
Alelos Múltiplos ------------------------------------------------------------------------------- página 91
Capítulo 16 – Genética - 2ª Lei de Mendel --------------------------------------------------------------- página 92
Sistema AB0 e Rh ------------------------------------------------------------------------------- página 94
Transfusão sanguínea ------------------------------------------------------------------------- página 95
Eritroblastose ----------------------------------------------------------------------------------- página 95
Sistema XY --------------------------------------------------------------------------------------- página 96
Daltonismo ---------------------------------------------------------------------------------------- página 97
Hemofilia ----------------------------------------------------------------------------------------- página 97
Capítulo 17 – Evolução ----------------------------------------------------------------------------------------- página 99
Homologia e Analogia -------------------------------------------------------------------------- página 99
Órgãos Vestigiais --------------------------------------------------------------------------------página 100
Lamarck ------------------------------------------------------------------------------------------ página 100
Darwin -------------------------------------------------------------------------------------------- página 100
Teoria Sintética da Evolução ----------------------------------------------------------------- página 102
Isolamento Geográfico ----------------------------------------------------------------------- página 104
Isolamento Reprodutivo ---------------------------------------------------------------------- página 104
Capítulo 18 – Ecologia I ------------------------------------------------------------------------------------- página 105
Fatores Biótico e Abióticos ------------------------------------------------------------------ página 105
Cadeia Alimentar ----------------------------------------------------------------------------- página 106
Fluxo da Matéria ------------------------------------------------------------------------------ página 107
Fluxo de Energia ------------------------------------------------------------------------------- página 108
Pirâmides Ecológicas ------------------------------------------------------------------------- página 108
2
Reciclagem da Matéria --------------------------------------------------------------------- página 111
Ciclos Biogeoquímicos ------------------------------------------------------------------------ página 111
Capítulo 19 – Ecologia II -------------------------------------------------------------------------------------- página 117
Relações Harmônicas ----------------------------------------------------------------------- página 117
Relações Desarmônicas --------------------------------------------------------------------- página 121
Sucessão Ecológica --------------------------------------------------------------------------- página 122
Inversão Térmica ----------------------------------------------------------------------------- página 123
Chuva Ácida ----------------------------------------------------------------------------------- página 124
Efeito Estufa ----------------------------------------------------------------------------------- página 125
Camada de Ozônio --------------------------------------------------------------------------- página 125
Eutrofização ------------------------------------------------------------------------------------ página 126
Magnificação Trófica ----------------------------------------------------------------------- página 127
Capítulo 20 – Biotecnologia --------------------------------------------------------------------------------- página 128
Alimentos Transgênicos -------------------------------------------------------------------- página 128
Clonagem e Engenharia Genética -------------------------------------------------------- página 129
Células-tronco -------------------------------------------------------------------------------- página 130
Câncer ------------------------------------------------------------------------------------------ página 131

3
CAPÍTULO I
ORIGEM DA VIDA

Como explicar o aparecimento de animais dentro de outros animais? Não é tarefa fácil. É
preciso conhecer o ciclo reprodutivo dos vermes, conhecimento do qual, infelizmente, nem todos
têm acesso. Na falta da possibilidade de construir uma explicação baseada em conhecimentos sobre
como vivem e se reproduzem os vermes, o ser humano - criativo que é - apela para outras
explicações. Assim, os vermes passam a simplesmente "surgir" dentro de nós e, como esse
surgimento tem que ter alguma razão, o fator estimulador passa a ser o açúcar que está nos doces
(talvez porque as pessoas com verminoses tenham mais fome e tendam a ingerir mais alimentos,
inclusive os doces).
Não vamos nos esquecer dos bichos de goiaba. Você pode até não saber como eles surgem
na fruta, mas a esta altura, já deve estar pensando que eles não podem aparecer lá
espontaneamente, tem que ter havido algum processo reprodutivo que explique seu surgimento. Os
bichos de goiaba são larvas de insetos. Fêmeas adultas desses insetos depositam seus ovos nos frutos
e vão embora. Dos ovos saem as larvas. Elas entram no fruto e se alimentam da própria goiaba até
completarem seu desenvolvimento e poderem sair voando por aí, como seus pais.
Repare que, apesar de aceitarmos facilmente que a reprodução é o único meio de gerar
vida, nos confundimos em algumas situações e, sem perceber, construímos explicações que acabam
negando esse fato. É bom lembrar que cometemos esses erros hoje, no século XXI, época em que já
são bem conhecidos os ciclos de vida de inúmeros seres.
Imagine os homens dos séculos passados, que dispunham de pouquíssimos conhecimentos
sobre os seres vivos. Até o século XIX não eram só as pessoas leigas que achavam que seres vivos
podiam surgir espontaneamente em determinados lugares. Para os próprios cientistas ainda não
estava claro que um ser vivo só pode se originar de outro ser vivo. Era opinião vigente na
comunidade científica que, em determinadas circunstâncias, era possível que seres vivos fossem
gerados espontaneamente, sem a necessidade da existência de seres da mesma espécie para se
reproduzirem e gerarem os novos indivíduos.
Até os cientistas chegarem à idéia aceita atualmente de que, em qualquer situação, seres
vivos só se originam de outros seres vivos, foi muito difícil. Muitas investigações, experimentações e
discussões foram realizadas até ficar provado que só a vida gera vida.
GERAÇÃO ESPONTÂNEA OU ABIOGÊNESE
A idéia de que os seres vivos poderiam surgir não só a partir da reprodução, ou seja, da
matéria viva, mas também a partir da matéria bruta (sem vida) é conhecida como geração
espontânea ou abiogênese (a = negação; bio = vida; gênese = origem). A abiogênese constitui uma
maneira de explicar o surgimento da vida que, embora cientificamente ultrapassada, ainda está
presente no cotidiano das pessoas.
Os defensores dessa hipótese se fundamentavam na idéia de que haveria um "princípio
ativo" ou força vital “em determinada matéria bruta”. Esse "princípio" ou "força" seria capaz de fazer
com que a matéria bruta se transformasse em matéria viva: assim, explicava-se a geração espontânea
dos seres vivos. O "princípio ativo" (algo bastante abstrato) estaria presente, por exemplo, em
determinados alimentos ingeridos pelo homem, o que explicaria o surgimento “dos vermes em seu
sistema digestivo”. Estaria presente também nos restos de comida jogados no lixo, o que explicaria o
aparecimento de larvas de insetos no lixo. A crença na possibilidade de gerar vida a partir da matéria,
sem vida era tão forte que alguns defensores, da abiogênese chegavam a apresentar procedimentos
para se conseguir a geração espontânea de seres vivos. Um médico belga, Von Helmont (1577 -1644)
tinha uma receita para obtenção de ratos:
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Apostila de Biologia - Vestibular e ENEM - Prof. Marcus Magarinho

  • 1. Professor: Marcus Magarinho Registrado na Sede do Escritório de Direitos Autorais – EDA/FBN: 630168
  • 2. DEDICATÓRIA Este material é fruto de dez anos de muita pesquisa e dedicação. Meu intuito, com a sua construção, é unicamente a de ajudar aos meus alunos do pré-vestibular público, oferecido gratuitamente e de forma satisfatória, pela Prefeitura Municipal de Macaé. Todos aqueles que tiverem acesso a esta apostila e que não sejam alunos do curso, seja por meio da internet ou de meus alunos, que também fiquem à vontade de fazer o bom uso dele. Portanto, não estarei cobrando nada pelo trabalho aqui exposto. Essa é a forma que encontrei de contribuir com muitos, já que a vida me oportunizou ter tudo que desejei incluindo o nível superior tão almejado. Acredito que muitas pessoas que desejam alcançar o sonho de ingressar em uma Universidade não teriam condições financeiras de adquirir livros ou apostilas e que desta forma estarei ajudando a todas elas, dando-as a moeda mais valiosa: o conhecimento. Esta ninguém poderá furtar, mas podemos sim multiplicar. Nesta vida, existem “valores” muito maiores do que o papel dinheiro ou qualquer tipo de bem material e que são os primeiros, que levaremos ao partirmos desse Mundo. Faço aqui um único pedido, de que todos que tiveram a oportunidade de usufruir deste material e que de alguma forma tenha se sentido beneficiado lembre-se sempre de retribuir deste benefício fazendo igualmente o bem a outrem. Teremos aí um excelente ciclo iniciado. Neste Mundo que nos encontramos tão complicado onde as pessoas em sua maioria somente vislumbram o benefício próprio, urge por atitudes altruístas e desapegadas. Lembre-se de nunca permitir que os ganhos financeiros estejam acima da moral e do amor ao próximo. Não se corrompa. Não deixe que a vaidade ou orgulho de ter conquistando um nível superior envenene sua alma, dando-te a ilusão de ser superior aos que não conquistaram este título como muitos fazem. A verdadeira sabedoria, acredito, está em fazer, acima de tudo o bem. Ajudar ao outro e não pré-julgar a ninguém como indigno do nosso respeito e compaixão. Lembre-se sempre disso! Tenha perseverança e fé no seu potencial, pois o futuro está unicamente em suas mãos. Abraços fraternos. Professor Marcus Magarinho 0
  • 3. ÍNDICE Capítulo 1 - Origem da vida ------------------------------------------------------------------------------------ página 4 Geração Espontânea ------------------------------------------------------------------------------ página 4 Biogênese -------------------------------------------------------------------------------------------- página 5 Needham e Spallanzani -------------------------------------------------------------------------- página 5 Experiência de Redi ------------------------------------------------------------------------------ página 5 Experiência de Pasteur --------------------------------------------------------------------------- página 6 Hipóteses sobre a Origem da Vida ------------------------------------------------------------- página 7 Capítulo 2 - Classificação dos Seres Vivos ------------------------------------------------------------------- página 9 Vírus ------------------------------------------------------------------------------------------------- página 12 Vacina e Soro -------------------------------------------------------------------------------------- página 14 Doenças Causadas por Vírus ----------------------------------------------------------------- página 14 Moneras ------------------------------------------------------------------------------------------ página 15 Doenças Causadas por Bactérias ------------------------------------------------------------- página 17 Eutrofização -------------------------------------------------------------------------------------- página 18 Capítulo 3 – Protoctistas --------------------------------------------------------------------------------------- página 19 Protozoários -------------------------------------------------------------------------------------- página 19 Algas ----------------------------------------------------------------------------------------------- página 20 Maré Vermelha --------------------------------------------------------------------------------- página 22 Doenças Causadas por Protozoários -------------------------------------------------------- página 22 Fungos --------------------------------------------------------------------------------------------- página 23 Líquens ---------------------------------------------------------------------------------------------- página 24 Capítulo 4 – Vegetais -------------------------------------------------------------------------------------------página 25 Briófitas -------------------------------------------------------------------------------------------- página 25 Pteridófitas --------------------------------------------------------------------------------------- página 26 Gimnosperma ------------------------------------------------------------------------------------- página 27 Angiosperma---------------------------------------------------------------------------------------página 29 Mono e Dicotiledônea ------------------------------------------------------------------------- página 29 Tecidos Vegetais -------------------------------------------------------------------------------- página 30 Frutos e Pseudofrutos -------------------------------------------------------------------------- página 31 Absorção de água -------------------------------------------------------------------------------- página 32 Condução das Seivas ---------------------------------------------------------------------------- página 32 Transpiração -------------------------------------------------------------------------------------- página 33 Hormônios ------------------------------------------------------------------------------------------ página 33 Capítulo 5 – Animais Invertebrados ------------------------------------------------------------------------página 34 Poríferos -------------------------------------------------------------------------------------------- página 34 Cnidários ------------------------------------------------------------------------------------------ página 34 Platelmintos -------------------------------------------------------------------------------------- página 35 Anelídeos ------------------------------------------------------------------------------------------ página 36 Nematelmintos ---------------------------------------------------------------------------------- página 36 Artrópodes ---------------------------------------------------------------------------------------- página 37 Moluscos ------------------------------------------------------------------------------------------ página 38 Equinodermos ----------------------------------------------------------------------------------- página 39 Capítulo 6 – Animais Vertebrados -------------------------------------------------------------------------- página 40 Capítulo 7 – Componentes Químicos das Células -------------------------------------------------------- página 42 Substâncias Inorgânicas ------------------------------------------------------------------------ página 43 Substâncias Orgânicas -------------------------------------------------------------------------- página 43 Capítulo 8 – Membrana Plasmática ------------------------------------------------------------------------- página 47 Transporte Passivo ------------------------------------------------------------------------------ página 47 Difusão Simples ----------------------------------------------------------------------------------- página 47 Osmose --------------------------------------------------------------------------------------------- página 48 Difusão Facilitada ------------------------------------------------------------------------------- página 48 Transporte Ativo ---------------------------------------------------------------------------------- página 48 Fagocitose e Pinocitose -------------------------------------------------------------------------- página 49 1
  • 4. Capítulo 9 – Citoplasmas e Organelas --------------------------------------------------------------------- página 50 Ribossomo -------------------------------------------------------------------------------------- página 51 Retículo Endoplasmático -------------------------------------------------------------------- página 51 Complexo de Golgi ---------------------------------------------------------------------------- página 52 Lisossomo --------------------------------------------------------------------------------------- página 52 Peroxissomo ------------------------------------------------------------------------------------ página 53 Vacúolo ------------------------------------------------------------------------------------------ página 53 Mitocôndria ------------------------------------------------------------------------------------ página 54 Cloroplasto -------------------------------------------------------------------------------------- página 55 Capítulo 10 – Núcleo Celular ---------------------------------------------------------------------------------página 58 Cromossomos Homólogos e Cariótipo ---------------------------------------------------- página 59 Replicação do DNA --------------------------------------------------------------------------- página 61 Transcrição -------------------------------------------------------------------------------------- página 62 Tradução e Síntese de Proteína ------------------------------------------------------------ página 63 Capítulo 11 – Divisões Celulares ----------------------------------------------------------------------------- página 63 Mitose --------------------------------------------------------------------------------------------- página 64 Meiose ------------------------------------------------------------------------------------------- página 65 Capítulo 12 - Histologia --------------------------------------------------------------------------------------- página 68 Tecido Epitelial -------------------------------------------------------------------------------- página 68 Tecido Conjuntivo ----------------------------------------------------------------------------- página 68 Tecido Muscular -------------------------------------------------------------------------------- página 71 Tecido Nervoso --------------------------------------------------------------------------------- página 71 Capítulo 13 – Reprodução ------------------------------------------------------------------------------------ página 75 Gametogênese --------------------------------------------------------------------------------- página 76 Hormônios -------------------------------------------------------------------------------------- página 78 Ciclo Menstrual -------------------------------------------------------------------------------- página 78 Capítulo 14 – Sistema Respiratório -------------------------------------------------------------------------- página 79 Sistema Circulatório --------------------------------------------------------------------------- página 81 Sistema Digestório ----------------------------------------------------------------------------- página 83 Sistema Excretor ------------------------------------------------------------------------------- página 86 Capítulo 15 – Genética -1ª Lei de Mendel ---------------------------------------------------------------- página 89 Cruzamento Teste ----------------------------------------------------------------------------- página 90 Heredograma ----------------------------------------------------------------------------------- página 90 Ausência de Dominância ------------------------------------------------------------------- página 91 Genes Letais ----------------------------------------------------------------------------------- página 91 Alelos Múltiplos ------------------------------------------------------------------------------- página 91 Capítulo 16 – Genética - 2ª Lei de Mendel --------------------------------------------------------------- página 92 Sistema AB0 e Rh ------------------------------------------------------------------------------- página 94 Transfusão sanguínea ------------------------------------------------------------------------- página 95 Eritroblastose ----------------------------------------------------------------------------------- página 95 Sistema XY --------------------------------------------------------------------------------------- página 96 Daltonismo ---------------------------------------------------------------------------------------- página 97 Hemofilia ----------------------------------------------------------------------------------------- página 97 Capítulo 17 – Evolução ----------------------------------------------------------------------------------------- página 99 Homologia e Analogia -------------------------------------------------------------------------- página 99 Órgãos Vestigiais --------------------------------------------------------------------------------página 100 Lamarck ------------------------------------------------------------------------------------------ página 100 Darwin -------------------------------------------------------------------------------------------- página 100 Teoria Sintética da Evolução ----------------------------------------------------------------- página 102 Isolamento Geográfico ----------------------------------------------------------------------- página 104 Isolamento Reprodutivo ---------------------------------------------------------------------- página 104 Capítulo 18 – Ecologia I ------------------------------------------------------------------------------------- página 105 Fatores Biótico e Abióticos ------------------------------------------------------------------ página 105 Cadeia Alimentar ----------------------------------------------------------------------------- página 106 Fluxo da Matéria ------------------------------------------------------------------------------ página 107 Fluxo de Energia ------------------------------------------------------------------------------- página 108 Pirâmides Ecológicas ------------------------------------------------------------------------- página 108 2
  • 5. Reciclagem da Matéria --------------------------------------------------------------------- página 111 Ciclos Biogeoquímicos ------------------------------------------------------------------------ página 111 Capítulo 19 – Ecologia II -------------------------------------------------------------------------------------- página 117 Relações Harmônicas ----------------------------------------------------------------------- página 117 Relações Desarmônicas --------------------------------------------------------------------- página 121 Sucessão Ecológica --------------------------------------------------------------------------- página 122 Inversão Térmica ----------------------------------------------------------------------------- página 123 Chuva Ácida ----------------------------------------------------------------------------------- página 124 Efeito Estufa ----------------------------------------------------------------------------------- página 125 Camada de Ozônio --------------------------------------------------------------------------- página 125 Eutrofização ------------------------------------------------------------------------------------ página 126 Magnificação Trófica ----------------------------------------------------------------------- página 127 Capítulo 20 – Biotecnologia --------------------------------------------------------------------------------- página 128 Alimentos Transgênicos -------------------------------------------------------------------- página 128 Clonagem e Engenharia Genética -------------------------------------------------------- página 129 Células-tronco -------------------------------------------------------------------------------- página 130 Câncer ------------------------------------------------------------------------------------------ página 131 3
  • 6. CAPÍTULO I ORIGEM DA VIDA Como explicar o aparecimento de animais dentro de outros animais? Não é tarefa fácil. É preciso conhecer o ciclo reprodutivo dos vermes, conhecimento do qual, infelizmente, nem todos têm acesso. Na falta da possibilidade de construir uma explicação baseada em conhecimentos sobre como vivem e se reproduzem os vermes, o ser humano - criativo que é - apela para outras explicações. Assim, os vermes passam a simplesmente "surgir" dentro de nós e, como esse surgimento tem que ter alguma razão, o fator estimulador passa a ser o açúcar que está nos doces (talvez porque as pessoas com verminoses tenham mais fome e tendam a ingerir mais alimentos, inclusive os doces). Não vamos nos esquecer dos bichos de goiaba. Você pode até não saber como eles surgem na fruta, mas a esta altura, já deve estar pensando que eles não podem aparecer lá espontaneamente, tem que ter havido algum processo reprodutivo que explique seu surgimento. Os bichos de goiaba são larvas de insetos. Fêmeas adultas desses insetos depositam seus ovos nos frutos e vão embora. Dos ovos saem as larvas. Elas entram no fruto e se alimentam da própria goiaba até completarem seu desenvolvimento e poderem sair voando por aí, como seus pais. Repare que, apesar de aceitarmos facilmente que a reprodução é o único meio de gerar vida, nos confundimos em algumas situações e, sem perceber, construímos explicações que acabam negando esse fato. É bom lembrar que cometemos esses erros hoje, no século XXI, época em que já são bem conhecidos os ciclos de vida de inúmeros seres. Imagine os homens dos séculos passados, que dispunham de pouquíssimos conhecimentos sobre os seres vivos. Até o século XIX não eram só as pessoas leigas que achavam que seres vivos podiam surgir espontaneamente em determinados lugares. Para os próprios cientistas ainda não estava claro que um ser vivo só pode se originar de outro ser vivo. Era opinião vigente na comunidade científica que, em determinadas circunstâncias, era possível que seres vivos fossem gerados espontaneamente, sem a necessidade da existência de seres da mesma espécie para se reproduzirem e gerarem os novos indivíduos. Até os cientistas chegarem à idéia aceita atualmente de que, em qualquer situação, seres vivos só se originam de outros seres vivos, foi muito difícil. Muitas investigações, experimentações e discussões foram realizadas até ficar provado que só a vida gera vida. GERAÇÃO ESPONTÂNEA OU ABIOGÊNESE A idéia de que os seres vivos poderiam surgir não só a partir da reprodução, ou seja, da matéria viva, mas também a partir da matéria bruta (sem vida) é conhecida como geração espontânea ou abiogênese (a = negação; bio = vida; gênese = origem). A abiogênese constitui uma maneira de explicar o surgimento da vida que, embora cientificamente ultrapassada, ainda está presente no cotidiano das pessoas. Os defensores dessa hipótese se fundamentavam na idéia de que haveria um "princípio ativo" ou força vital “em determinada matéria bruta”. Esse "princípio" ou "força" seria capaz de fazer com que a matéria bruta se transformasse em matéria viva: assim, explicava-se a geração espontânea dos seres vivos. O "princípio ativo" (algo bastante abstrato) estaria presente, por exemplo, em determinados alimentos ingeridos pelo homem, o que explicaria o surgimento “dos vermes em seu sistema digestivo”. Estaria presente também nos restos de comida jogados no lixo, o que explicaria o aparecimento de larvas de insetos no lixo. A crença na possibilidade de gerar vida a partir da matéria, sem vida era tão forte que alguns defensores, da abiogênese chegavam a apresentar procedimentos para se conseguir a geração espontânea de seres vivos. Um médico belga, Von Helmont (1577 -1644) tinha uma receita para obtenção de ratos: 4
  • 7. "Enche-se de trigo e fermento um vaso, que é fechado com uma camisa suja, de preferência de mulher. Um fermento vindo da camisa, transformado pelo odor dos grãos, transforma em ratos o próprio trigo”. (Sonia Lopes. Bio. V.1. Ed. Saraiva). BIOGÊNESE O estabelecimento da hipótese da biogênese levou séculos e se deve ao trabalho de vários cientistas insatisfeitos com as explicações sobre a geração espontânea da vida e dispostos a se oporem a uma idéia aceita pela maioria. Muitos cientistas realizaram experiências que foram, passo a passo, minando a certeza depositada na abiogênese. Francesco Redi realizou a seguinte experiência: Pedaços de carne crua foram colocados em vários frascos. Alguns foram deixados abertos e outros foram fechados com gaze. Ele verificou que a carne atraía moscas, que entravam nos frascos abertos. Depois de algum tempo ele observou a presença de larvas nos frascos abertos. Observando as larvas verificou que se transformavam em moscas. Redi resolveu, então, estudar os tais "vermes". Observou que após algum tempo, os animais ficavam imóveis e recobertos por uma casca. Depois de alguns dias, dessa casca saia uma mosca. O experimento elaborado por Redi é simples e é fácil que você chegue às mesmas conclusões a que ele chegou há mais de trezentos anos atrás. Pense um pouco, analise você mesmo os fatos. Redi conseguiu mostrar que a carne em putrefação não era capaz de originar vida. A vida tinha como fonte outros seres vivos: as moscas que já existiam. Este estudo promoveu um forte abalo na hipótese da geração espontânea. Entretanto, a idéia não foi completamente derrubada. Figura 1 – Experiência de Redi NEEDHAM X SPALLANZANI Até por volta do século XVII, não se tinha a menor idéia da existência de vida microscópica. Tal conhecimento só se tornou possível à medida que o homem foi capaz de criar um modo de ver as coisas tão pequenas que seus olhos não são capazes de enxergar. O homem inventou instrumentos capazes de aumentar as imagens, os chamados microscópios. Embora os primeiros microscópios datem do século XVI, eles só foram aperfeiçoados no século XVIII e utilizados com finalidades de demonstrar abiogênese dos microrganismos. O cientista inglês John Needham (1713-1781) realizou vários experimentos nos quais fervia vários frascos contendo substâncias nutritivas (já se sabia que a fervura mata os microrganismos). Em seguida, fechava os frascos com rolhas. 5
  • 8. Após alguns dias, observou o material ao microscópio: havia microorganismos nas soluções nutritivas. Esses fatos levaram Needham a um raciocínio lógico: A fervura matou os microrganismos presentes nos frascos. A tampa impediu a entrada de novos microrganismos. Conclusão: os microrganismos observados ao microscópio eram os resultados do processo de geração espontânea. Esse experimento contribuiu bastante para que a geração, espontânea continuasse sendo uma idéia aceita. Alguns anos mais tarde, ainda no século XVIII, um pesquisador italiano, Lazzaro Spallanzani (1729-1799), repetiu a experiência de Needham, mas fez algumas modificações. Colocou a solução nutritiva em balões de vidro. Fechou os balões hermeticamente e os submeteu à fervura por uma hora. Depois de alguns: dias, a análise do conteúdo dos balões revelou a ausência de microrganismos. Deixando os frascos abertos, os microrganismos tornavam a aparecer. Spallanzani concluiu que não havia a geração espontânea dos microrganismos e que estes só haviam aparecido nos frascos fechados de Needham porque a fervura não havia sido feita pelo tempo necessário para matar todos os microrganismos. Agora parece que a abiogênese está derrubada. Só parece, houve contra argumentação por parte dos adeptos dessa idéia. Needham apelou para a questão do "princípio ativo". Respondeu que a fervura por tempo prolongado em recipientes fechados tornava o ar desfavorável para o aparecimento da vida, destruindo o tal "princípio". Segundo esses cientistas, os microrganismos surgiam espontaneamente em todos os lugares, independentemente da presença de outro ser vivo. Essas controvérsias duraram até meados do século XIX, quando Pasteur conseguiu comprovar definitivamente que os microrganismos surgem a partir de outros microrganismos. Figura 2 - Experimento de Pasteur EXPERIMENTOS DE PASTEUR A ausência de microrganismos nos frascos do tipo “pescoço de cisne”, mantidos intactos, e a presença deles nos frascos cujo “pescoço” havia sido quebrado mostram que o ar contém microrganismos e que eles, ao entrarem em contato com o líquido nutritivo e estéril do balão, desenvolvem-se. No balão intacto, esses microrganismos não conseguem chegar até o líquido nutritivo e estéril, pois ficam retidos no “filtro” formado pelas gotículas de água surgidas no pescoço do balão durante o resfriamento. Já nos frascos em que o pescoço é quebrado, esse “filtro” deixa de existir e os micróbios presentes no ar podem entrar em contato com o liquido nutritivo, onde encontram condições adequadas para o seu desenvolvimento e proliferarem. A hipótese da biogênese passou, a partir de então, a ser aceita universalmente pelos cientistas. 6
  • 9. Essa nova teoria gerou novo questionamento: se todos os seres vivos surgem de outros préexistentes, como foi que surgiu o primeiro? Para responder a essa pergunta temos que retomar a história da evolução de nosso planeta. Nosso planeta não surgiu apresentando as mesmas condições ambientais que temos hoje e sim condições muito distintas. Segundo os registros encontrados nas rochas, foram necessários cerca de um bilhão de anos para que as condições ambientais se tornassem propícias ao aparecimento da vida. Como, então, teriam surgido os primeiros seres vivos nas condições ambientais de nosso planeta há cerca de 3,5 bilhões de anos? Pelo menos três possibilidades têm sido levantadas para responder a essa pergunta. HIPÓTESES SOBRE A ORIGEM DA VIDA  Origem extraterrestre Os seres-vivos não se originaram na Terra, mas em outros planetas, e foram trazidos para cá por meio de esporos ou formas de resistência, aderidos a meteoritos que caíram em nosso planeta e que ainda continuam a cair. Essa hipótese não é muito esclarecedora. Se a vida não se formou na Terra, mas em outro planeta, como foi que surgiu a vida nesse outro planeta? Continuamos sem resposta. Nos meteoritos que caem atualmente na superfície terrestre têm sido encontradas algumas moléculas orgânicas, indicando que a formação dessas moléculas no Universo é mais comum do que se imaginava. Isso pode nos dar um indício de que há vida em outros planetas.  Origem por criação divina Essa é a mais antiga de todas as idéias sobre a origem da vida e tem um forte cunho religioso. Até hoje é aceita por fiéis de várias religiões. Na década de 1970 floresceu principalmente nos Estados Unidos da América o chamado “Criacionismo Científico” com muitos adeptos. Essa corrente afirma que a Terra surgiu há apenas alguns poucos milhares de anos, que os seres vivos foram criados individualmente por uma divindade e que desde então possuem a mesma forma com que foram criados. Eles não mudam ao longo do tempo: é o que se chama de imutabilidade das espécies. Os cientistas apontam evidências contra duas das idéias dessa corrente: os dados disponíveis até hoje sugerem fortemente que a Terra se formou há muito mais tempo, cerca de 4,5 bilhões de anos atrás; e os seres vivos mudam ao longo do tempo, ou seja, os seres vivos evoluem.  Origem por evolução química A vida deve ter surgido da matéria inanimada, com associações entre as moléculas, formando substâncias cada vez mais complexas que acabaram se organizando de modo que origina os primeiros seres vivos. Essa hipótese foi inicialmente levantada na década de 1920 pelos cientistas Oparin e Haldane e vem sendo apoiada por outros pesquisadores. As condições da Terra antes do surgimento dos primeiros seres vivos eram muito diferentes das atuais. As erupções vulcânicas eram muito abundantes, liberando grande quantidade de gases e de partículas para a atmosfera. Esses gases e partículas ficaram retidos por ação da força da gravidade e passaram a compor a atmosfera primitiva. Embora ainda não exista um consenso, os cientistas concordam que a atmosfera primitiva era composta principalmente por metano (CH4), amônia (NH3) hidrogênio (H2) e vapor d’água. Não havia o gás oxigênio (O2)nem ozônio (O3). Nessa época, a Terra estava passando por um processo de resfriamento, que permitiu o acúmulo de água nas depressões da sua crosta, formando os mares primitivos. 7
  • 10. As descargas elétricas e as radiações eram intensas e teriam fornecido energia para que algumas moléculas presentes na atmosfera se unissem, dando origem a moléculas maiores e mais complexas: as primeiras moléculas orgânicas. O acumulo dessas moléculas orgânicas nos mares primitivos formaram o que denominamos de “sopa orgânica”. Essas moléculas orgânicas se agregaram, formando os COACERVADOS, que ainda não eram seres vivos. Posteriormente com o surgimento de um ácido nucléico esses aglomerados de moléculas orgânicas ganhariam a capacidade de se reproduzirem, tendo então, surgido o primeiro ser vivo semelhante a uma bactéria atual. A possibilidade de ter ocorrido evolução gradual foi testada pela primeira vez pelo químico americano Stanley L. Miller, em 1953. Ele construiu um aparelho que simulava as condições da Terra primitiva e utilizando os componentes que provavelmente constituíram a atmosfera naquela época. Miller conseguiu comprovar que é possível, em laboratório, obter moléculas orgânicas a partir das inorgânicas. Figura 3 – Hipótese da evolução gradual dos sistemas químicos 8
  • 11. CAPÍTULO II SERES VIVOS – CLASSIFICAÇÃO DOS SERES VIVOS, VÍRUS E REINO MONERA CLASSIFICAÇÃO DOS SERES VIVOS Há milhares de anos, os cientistas decidiram que era necessário classificar os seres vivos. Quer dizer, organizar os seres vivos em grupos para facilitar seu estudo. Porém, naquele tempo, os cientistas não tinham aparelhos como o microscópio; que permitem estudar com detalhes como os seres vivos funcionam por dentro. Assim, no começo da Biologia, os seres vivos eram classificados apenas pela aparência e pelo seu modo de vida. Por exemplo, as baleias e golfinhos eram classificados como peixes, pois parecem peixes (pelo menos por fora) e vivem na água como os peixes. Hoje, porém, já sabemos que, por dentro, as baleias e golfinhos não funcionam como os peixes, e sim como os mamíferos (como o homem, cachorro, boi, etc.) Antigamente também se pensava que os seres vivos ou eram plantas ou eram animais. Com o uso do microscópio foram descobertos os seres unicelulares (formados por apenas uma célula) como as bactérias e os protozoários, que não se comportam exatamente nem como plantas nem como animais. Com essas e outras descobertas, as formas de classificar os seres vivos também foram mudando. Até que, finalmente, chegamos ao modelo atual de classificação. Hoje, para classificar qualquer ser vivo, é importante:       nascimento). Sua morfologia (aparência ou forma externa); Sua forma de vida; Sua anatomia (forma interna); Sua fisiologia (funcionamento das suas células e órgãos); Sua reprodução (multiplicação); Sua embriologia (formação de um novo ser vivo, desde o cruzamento dos pais até o O MODELO ATUAL DE CLASSIFICAÇÃO As regras que são usadas no modelo atual de classificação dos seres vivos foram sugeridas há mais ou menos 250 anos por um cientista de nome Lineu, e foram um pouco modificadas por outros cientistas. O atual modelo classificatório é dividido em sete grupos, chamados: Reino, Filo, Classe, Ordem Família, Gênero e Espécie. Nesses grupos, os seres vivos são classificados de acordo com as semelhanças que discutimos no final da introdução acima. Do Reino até a Espécie, a semelhança entre os seres vivos será cada vez maior. CONCEITO DE ESPÉCIE A espécie é o grupo básico a classificação. Dentro de uma espécie teremos o maior grau de semelhança entre os seres vivos. Para ser de uma mesma espécie, dois seres vivos devem poder se cruzar e gerar descendentes (filhos) totalmente normais e férteis, ou seja, descendentes que quando ficarem adultos também poderão cruzar com outros da mesma espécie e também terão descendentes. Se cruzarmos dois seres que não são da mesma espécie, eles não terão descendentes, ou seus descendentes serão estéreis (inférteis). 9
  • 12. Veja um exemplo: O cão pastor-alemão e o cão dobermann são diferentes na aparência externa, porém, se eles cruzarem, terão filhotes totalmente normais e férteis. Por isso, o pastoralemão e o dobermann são considerados da mesma espécie. Por outro lado, o cavalo e a égua são muito parecidos (por fora) com o jumento e a jumenta. Mas, se cruzarmos a égua com o jumento, ou o cavalo com a jumenta, nascera o burro (se for macho), ou a mula (se for fêmea). Tanto o burro, como a mula são estéreis, ou seja, nunca conseguem ter filhotes. Por isso, o cavalo e a égua não podem ser considerados da mesma espécie que o jumento é a jumenta. Já o burro e a mula serão de uma terceira espécie, diferente das duas anteriores. Em alguns casos, dois seres vivos podem ser da mesma espécie, mas serem diferentes na cor, no tamanho, etc., ou viverem em locais diferentes, Se as diferenças forem apenas essas, usam-se os termos subespécie ou raça. É o caso, por exemplo, de uma ave chamada ema (parente do avestruz). Existe apenas uma espécie de em a, mas essa espécie se divide em três subespécies (a ema branca, a ema cinza e a ema grande). Os cachorros também são todos da mesma espécie, porém, são de raças diferentes. Figura 4 – Classificações dos seres em grupos Resumindo: um Reino é um grupo de Filos; um Filo é um grupo de Classes; uma Classe é um grupo de Ordens; uma Ordem é um grupo de Famílias; uma Família é um grupo de Gêneros; um Gênero é um grupo de espécies e, por fim, uma espécie é um grupo de seres vivos tão semelhantes que podem cruzar entre si e ter filhotes totalmente normais e férteis. Portanto, há três pontos sobre este modelo de classificação que você deve entender e guardar: 1 - À medida que caminhamos de um Reino até uma espécie, a semelhança entre os indivíduos de cada grupo é cada vez maior. 2 - À medida que caminhamos de um Reino até uma espécie, o numero de seres vivos em cada grupo é cada vez menor. Isso ocorre justamente por que o nível de semelhança exigido é cada vez menor 10
  • 13. 3 - Se dois seres vivos estão em um mesmo grupo, eles podem não ser parecidos o suficiente para estar no mesmo grupo anterior, onde o nível de semelhança exigido é menor. Por exemplo: dois seres vivos que são parecidos o suficiente para estar no mesmo filo, podem ou não, ser parecidos o suficiente para estar na mesma classe, onde o nível de semelhança é maior. Mas dois seres vivos que forem parecidos o suficiente para estar no mesmo filo, com certeza estarão também no mesmo reino, onde o nível se semelhança é menor. OS CINCO REINOS Como dissemos no início, faz vários anos que os biólogos já sabem que os seres vivos não são apenas plantas ou animais. Pensando nisso, e usando o modelo de classificação que acabamos de estudar, um cientista norte-americano chamado R.H. Whillaker fez, em 1969, uma proposta. Ele propôs que os seres vivos poderiam ser divididos em cinco diferentes Reinos. Essa idéia foi aceita e é usada até hoje. Vejam agora quais são esses cinco Reinos:  REINO MONERA Nesse Reino encontramos os seres vivos classificados como bactérias e algas azuis. São todos unicelulares (formados por uma só célula) e procariontes (não possuem membrana nuclear). Algumas são autótrofas e outras heterótrofas.  REINO PROTOCTISTA Nesse Reino encontramos os seres vivos classificados como protozoários que são eucarióticos (possuem membrana nuclear), unicelulares e heterotróficos e algas que são unicelulares ou pluricelulares (formados por várias células), eucariontes e autotróficos fotossintetizantes.  REINO FUNGI Nesse Reino encontramos os seres vivos classificados como fungos, cogumelos, bolores ou mofos e fermentos. Podem ser unicelulares ou pluricelulares e eucariontes.  REINO PLANTAE OU METAPHITA Também chamado de Reino Vegetal. Aqui encontramos todos os seres vivos que são classificados como vegetais ou plantas. São pluricelulares, autotróficos fotossintetizantes e eucariontes.  REINO ANIMALIA OU METAZOA Também chamado de Reino Animal. Aqui encontramos todos os seres vivos classificados como animais. São todos pluricelulares, heterotróficos e eucariontes. 11
  • 14. Figura 5– Filogenia das espécies NOME CIENTÍFICO (CLASSIFICAÇÃO BINOMIAL) Como se dá o nome da espécie de qualquer ser vivo? O nome da espécie de qualquer ser vivo é binomial, ou seja, formado por dois termos ou epítetos (palavras). O primeiro termo indica o gênero e o segundo indica a espécie. Estes nomes sempre são escritos em latim e apenas a primeira palavra (gênero) começa com letra maiúscula. O nome também deve ser destacado. Este destaque costuma ser feito passando-se um traço em baixo das palavras que formam o nome, ou então escrevendo estas palavras com uma letra diferente (geralmente usa-se o itálico, fazendo as letras ficar um pouco inclinadas). Como já vimos no exemplo à cima. O nome da espécie do cão doméstico é escrito Canis familiaris ou Canis familiaris. O nome das espécies também é conhecido como nome científico. Isso por que esse nome sempre é usado nos trabalhos escritos por cientistas. Em alguns casos o nome científico é formado por três termos. O terceiro termo geralmente indicará a subespécie ou raça. Por exemplo, Rhea americana alba (ema americana branca). Os nomes científicos serão sempre iguais em qualquer parte do mundo Isto é importante para facilitar a troca de idéias entre os cientistas e estudantes. Por exemplo, em inglês, o nome popular do cão é dog, em francês é chien e em espanhol é perro. Mas, nos Estados Unidos, na França ou na Espanha, o nome científico do cão será sempre Canis familiaris. Assim, um cientista no Brasil pode ler um trabalho feito em qualquer parte do mundo que ele saberá de qual ser vivo está se falando. No caso do homem atual, a espécie (e, portanto, o nome científico) é Homo sapiens sapiens. 12
  • 15. VÍRUS Os vírus não são classificados em nenhum Reino, mas formam um grupo muito interessante de seres vivos. Os vírus são os únicos seres acelulares. Ou seja, seu corpo não chega a formar nem mesmo uma célula. O corpo do vírus é formado por uma capa de proteína (e algumas vezes gordura). Dentro desta capa encontra-se um dos dois tipos de ácidos nucléicos (DNA ou RNA, nunca os dois juntos). Como não possuem estruturas celulares, os vírus não conseguem produzir energia nem se reproduzir (multiplicar) sozinhos. Para que possam viver, os vírus têm que estar obrigatoriamente dentro de alguma célula de outro ser vivo, ou seja, os vírus são sempre parasitas intracelulares. Assim, usando as estruturas da célula que foi invadida, os vírus conseguem fazer copias idênticas deles mesmos. Esse processo, porém, acaba destruindo a célula hospedeira, causando diferentes doenças. Quando não estão dentro de alguma célula, os vírus nem parecem seres vivos. Na verdade, fora das células eles podem ser muito parecidos com cristais e sais minerais, como o sal de cozinha, por exemplo. Os vírus são muito estudados porque causam varias doenças, como: raiva, paralisiainfantil, sarampo, varíola, rubéola, caxumba, AIDS, gripe e resfriado. Com o passar do tempo os vírus sofrem mutações. O fato de eles mudarem muito rapidamente torna mais difícil criar remédios e vacinas para combater e prevenir as doenças causadas por eles. Os vírus só são considerados seres vivos por que têm a capacidade de produzir descendentes com as mesmas características (hereditariedade) e porque podem evoluir (por meio das mutações). Existem basicamente dois tipos de ciclos reprodutivos: o ciclo lítico e o ciclo lisogênico. Esses dois ciclos iniciam-se com os vírus aderindo à superfície da célula hospedeira. A seguir, o material genético do vírus é introduzido no interior da célula. A partir desse momento, começa a diferenciação entre o ciclo lítico e o lisogênico. No ciclo lisogênico o DNA viral incorpora-se ao DNA bacteriano e não interfere no metabolismo da bactéria, que se reproduz normalmente, transmitindo o DNA viral aos seus descendentes. No ciclo lítico o DNA viral passa a comandar o metabolismo bacteriano e a formar vários DNAs virais e cápsulas protéicas, que se organizam formando novos vírus. Ocorre a lise da célula, liberando vários vírus que podem infectar novas bactérias. TIPOS DE VÍRUS  DNA  RNA  síntese protéica  RNA  RNA  síntese protéica  RNA  DNA  RNA  síntese protéica (retrovírus – ex. HIV. Esses vírus possuem enzimas como a transcriptase reversa que é capaz de transcrever DNA a partir do RNA, a integrase responsável pela integração do DNA viral no cromossomo da célula hospedeira e as proteases que cortam longas cadeias polipeptídicas, originando as diversas proteínas presentes no vírus). Figura 6 – Vírus 13
  • 16. VACINA X SORO Há vacinas contra vírus, bactérias e outros parasitas. Elas podem ser fabricadas com partes dos micróbios ou com micróbios mortos. Podem ser usados também micróbios atenuados, que não causam a doença, mas estimulam o organismo a produzir anticorpos. (imunização ativa) O soro é extraído do sangue do cavalo, que recebeu previamente o antígeno que ativou a produção de anticorpos. Sendo assim a pessoa que recebe o soro, na verdade está recebendo o anticorpo já pronto. (imunização passiva) RESPOSTA IMUNOLÓGICA  Primária – quando o indivíduo recebe o antígeno pela primeira vez. (resposta lenta)  Secundária – quando o indivíduo recebe o mesmo antígeno pela segunda vez (resposta rápida) PRÍONS São moléculas de proteínas infectantes resistentes à inativação, por procedimentos que normalmente degradam proteínas e ácidos nucléicos. Os príons alteram a forma de outras proteínas, que passam a se comportar como príons (partículas protéicas infecciosas). Essas proteínas provocam a morte de neurônios, que levam a perda de memória recente, orientação espacial, incontinência urinária, demência e morte. Doenças causadas por príons são chamadas de encefalites espongiformes por que o sistema nervoso central adquire um aspecto esponjoso. No gado essa doença é conhecida como “doença da vaca louca”. DOENÇAS CAUSADAS POR VÍRUS Catapora ou varicela Modo de transmissão: saliva ou contato com objetos contaminados pelas lesões Características da infecção: pequenas e numerosas feridas no corpo Medidas profiláticas: vacinação, tratar doentes e evitar contatos. Caxumba Modo de transmissão: saliva; uso comum de copos, garfo e etc. Características da infecção: inflamação das glândulas salivares, testículos, ovários, pâncreas e cérebro. Medidas profiláticas: vacinação, tratar doentes e evitar contatos com objetos contaminados com salivas de doentes. Gripe Modo de transmissão: gotículas de saliva espalhadas pelo ar de pessoas contaminadas Características da infecção: coriza, tosse, fraqueza e dores musculares. Medidas profiláticas: vacinação, tratar doentes e evitar contato direto com eles. Febre amarela Modo de transmissão: picada das fêmeas do mosquito Aedes aegypti Características da infecção: de aparente até fulminante, afetando o fígado a pessoa fica com a aparência amarelada. Medidas profiláticas: vacinação, erradicação do vetor, tratamento do doente. 14
  • 17. Dengue Modo de transmissão: picada das fêmeas do mosquito Aedes aegypti Características da infecção: febre alta, dores de cabeça, dores nas juntas, fraqueza, falta de apetite, manchas avermelhadas na pele e pequenos sangramentos. Medidas profiláticas: não deixar caixas- d’água ou reservatórios sem tampa. Tratar doentes Poliomielite Modo de transmissão: provavelmente gotículas de saliva de pessoas contaminadas ou ingestão de água ou alimentos contaminados pelas fezes de pessoas doentes Características da infecção: afeta o sistema nervoso e a musculatura. Pode levar à morte. O caso mais conhecido é a paralisia infantil. Medidas profiláticas: vacinação com a Salk e a Sabin. Varíola Modo de transmissão: gotículas de saliva e uso de objetos contaminados pelo vírus Características da infecção: feridas grandes e numerosas na pele, que deixam cicatrizes. Hoje é considerada erradicada Medidas profiláticas: vacinação, tratamento do doente. Resfriado Modo de transmissão: gotículas de saliva espalhadas pelo ar de pessoas contaminadas Características da infecção: o vírus infecta o trato respiratório, e seus efeitos são menos intensos que o vírus da gripe. Medidas profiláticas: tratamento do doente e evitar contato com ele. MONERA Este é o Reino onde encontramos os seres vivos celulares mais simples que existem. São todos seres unicelulares (formados por apenas uma célula). Na maioria são heterótrofos, mas alguns são autótrofos. Um ser heterótrofo é aquele que não consegue produzir seu próprio alimento. Já um ser autótrofo produz seu alimento através de reações químicas como a fotossíntese ou quimiossíntese, que é uma reação de oxirredução de compostos inorgânicos (quimioautótrofa) ou orgânicos (quimioheterótrofa) para obtenção de energia. As heterotróficas podem realizar fermentação (que é anaeróbia) do tipo: Alcoólica que origina gás carbônico e álcool etílico ou láctica que origina ácido láctico. Podem realizar também a respiração celular (sendo aeróbia) onde o aceptor final é o gás oxigênio e o produto final o gás carbônico e a água Os moneras são procariontes, ou seja, têm células procarióticas. Algumas espécies atuam como decompositoras, degradando organismos mortos e com isso contribuindo para a reciclagem da matéria orgânica do planeta. Podem viver livres ou parasitando outros seres vivos. Podem viver sozinhos ou em colônias (grupos). Sua reprodução é, na maioria das vezes, assexuada (sem sexo masculino e feminino). Sua multiplicação ocorre, normalmente, por cissiparidade ou bipartição (uma célula se divide em duas). Algumas bactérias apresentam mecanismos que aumentam a variabilidade genética, como ocorre na conjugação, onde duas bactérias se unem e estabelecem entre si uma ponte de transferência. Uma delas chamada de “macho” duplica parte de seu DNA e doa essa parte para outra bactéria, que é chamada de “fêmea”. Outras bactérias podem ainda apresentar a transdução, que é a transferência de genes de uma bactéria para outra por intermédio de um vírus. Estes quando se formam dentro de uma bactéria, podem incorporar ao seu próprio DNA pedaços do DNA bacteriano. Ao infectar outra bactéria transmitem esses genes. Caso essa bactéria sobreviva à infecção viral, passará a ter novas características. Além da transdução existe a transformação, onde a bactéria absorve moléculas de DNA disponíveis no meio e incorpora-as ao seu DNA. 15
  • 18. A maior parte dos procariontes possui parede celular, cuja composição química é diferente da encontrada nas plantas (celulose) e nos fungos (quitina) ela é formada principalmente de peptidoglicano, que são moléculas de açúcares, ligados a aminoácidos. Algumas bactérias possuem flagelos relacionados ao deslocamento. O citoplasma das células procarióticas não possui citoesqueleto nem organelas membranosas, mas possuem ribossomos. No citoplasma de muitas espécies existem moléculas menores de DNA circular, chamadas plasmídeos. Estes contêm genes que, apesar de não serem essenciais à sobrevivência da bactéria, trazem vantagens. É o caso de genes que comandam a síntese de proteínas capazes de degradar moléculas de certos antibióticos, conferindo resistência à bactéria. Figura 7 – Morfologia das bactérias MORFOLOGIA     COCOS – formato arredondado BACILOS – formato de bastão ESPIRILOS – formato de um espiral VIBRIÕES – formato de vírgula FILO ESQUISÓFITA (BACTÉRIAS) As bactérias podem ser encontradas no ar, na água, na terra, nos objetos e dentro e fora do corpo do homem e outros animais. As bactérias são muito estudadas porque muitas são parasitas e causam doenças como meningite, pneumonia, tuberculose, cólera, tétano, sífilis e gonorréia. Mas também há bactérias úteis, que são usadas na produção de alimentos como o vinagre e o iogurte. Também existem bactérias que vivem dentro do nosso intestino, sem causar doenças, e que produzem vitamina K e vitaminas do complexo B. Porém, as bactérias mais importantes são as que garantem a reciclagem do nitrogênio, elemento químico indispensável a todos os seres vivos. As bactérias são divididas de acordo com sua forma, que podem ser do tipo: cocos, diplococos, estreptococos, estafilococos, bacilos, vibriões e espirilos. Entre as bactérias encontramos um grupo especial. São conhecidos como riquétsias, micoplasmas ou PPLO. Embora sejam menores e mais simples que as bactérias, os PPLO são unicelulares procariontes. Por isso, são classificados no Reino Monera. Seu estudo é importante, pois, também são causadores de doenças, como certos tipos de pneumonia, por exemplo. As bactérias podem ser autotróficas ou heterotróficas. As heterotróficas podem realizar a fermentação ou a respiração celular. 16
  • 19. FILO CIANÓFITA (CIANOFÍCEAS OU ALGAS AZUIS) As cianofíceas ou algas azuis são representantes clorofilados do Reino Monera. Ou seja, possuem clorofila; e com essa clorofila realizam fotossíntese. Com relação a esses seres apesar do nome algas azuis é importante desatacar dos pontos:  As cianofíceas são diferentes das algas verdadeiras.  As cianofíceas não são apenas azuis. Também podem ser vermelhas, marrons ou pretas. As algas azuis não são tão estudadas como as bactérias, pois não têm importância médica ou econômica. DOENÇAS CAUSADAS POR BACTÉRIAS Botulismo Agente etiológico: Clostridium botulium Modo de transmissão: ingestão da toxina liberada pela bactéria, principalmente em alimentos enlatados e conservas artesanais. Características da infecção: a toxina bloqueia a transferência dos sinais nervosos para os músculos. Medidas profiláticas: cuidados higiênicos ao processar alimentos; não consumir alimentos em latas estufadas. Tétano Agente etiológico: Clostridium tetani Modo de transmissão: os esporos desse bacilo são encontrados principalmente no solo. Podem penetrar no corpo humano quando ocorre uma lesão causada por objetos contaminados. Características da infecção: os bacilos liberam uma neurotoxina que desencadeia principalmente fortes contrações musculares; pode ocorrer parada respiratória e/ou cardíaca. Medidas profiláticas: vacinação com reforço a cada 10 anos; evitar ferimentos, especialmente com objetos sujos de terra ou esterco; cuidados no parto. Cólera Agente etiológico: Vibrio cholerae Modo de transmissão: ingestão de água ou alimentos contaminados pela bactéria. Características da infecção: diarréia acentuada, vômitos e cãibras. Podendo levar à morte. Medidas profiláticas: tratamento dos doentes, saneamento básico, higiene básica, água clorada ou fervida. Tuberculose Agente etiológico: Mycobacterium tuberculosis Modo de transmissão: inalação de gotículas espalhadas pelo ar pela fala, espirro, e tosse de pessoa contaminada pela doença. Características da infecção: atinge os pulmões, provocando infecções, e pode passar para o sangue e a linfa, atingindo, através deles, outras estruturas do corpo, como fígado, baço, medula óssea, rins e sistema nervoso. Medidas profiláticas: vacinação e tratamento de doentes. 17
  • 20. EUTROFIZAÇÃO Essa matéria orgânica que se acumula na água é decomposta, resultando em sais minerais, nutrientes que aceleram a reprodução de algas e bactérias aeróbias. As algas tornam a água turva, impedindo que a luz solar penetre. Quando morrem, são decompostas, aumentando mais ainda o número de bactérias decompositoras aeróbias. A grande quantidade de seres consumidores faz com que diminua drasticamente a quantidade de oxigênio disponível. Isso acarreta a morte dos peixes e outros seres que vivem ali. E propiciando o desenvolvimento de bactérias anaeróbias. Esse fenômeno denominasse eutrofização. Ela pode ser natural ou provocada por resíduos urbanos, industriais ou agrícolas. Figura 8 - Eutrofização 18
  • 21. CAPÍTULO III SERES VIVOS – REINO PROTOCTISTA E FUNGI PROTOCTISTA Características gerais:  São eucariontes. Ou seja, suas células são eucarióticas.  Também são unicelulares ou pluricelulares.  Podem ser heterótrofos ou autótrofos.  Também podem ser de vida livre ou parasitas causadoras de doenças  Vivem sozinhos ou formando colônias.  E também têm reprodução assexuada, principalmente por cissiparidade (divisão binária ou bipartição). Alguns poucos se reproduzem por conjugação (união) de células, um tipo de reprodução sexuada ou até por formação de gametas. PROTOZOÁRIOS Os protozoários são os protoctistas mais estudados. Isso porque, embora alguns sejam de vida livre, muitos são parasitas. Os protozoários parasitas podem causar doenças como disenteria, doença de Chagas, úlcera de Bauru e malária. Costuma-se dividir os protozoários de acordo com sua forma de locomoção (movimentação) conforme a tabela a seguir:  FILO RHIZOPODA ou SARCODÍNEOS Locomovem-se por pseudópodos. Os pseudópodos se formam por esticamento e encolhimento da célula que forma o corpo do protozoário. EX.: amebas  FILO ZOOMASTIGOPHORA OU FLAGELADOS Locomovem-se por flagelos. O flagelo é uma espécie de cauda. Ex.: Trypanossoma cruzi (Doença de Chagas) e o Leishmania brasiliensis (leishmaniose).  FILO CILIOPHORA OU CILIADOS Locomovem-se por cílios. Os cílios cobrem toda a célula que forma o corpo do protozoário. Ex.: Paramecium caudatum  FILO APICOMPLEXA OU ESPOROZOÁRIOS Não tem estruturas de locomoção próprias. Movem-se levados pelo ar, ou por algum líquido (água, sangue etc.) uma estrutura chamada de esporos Ex.: Plasmodium (malária) e o Toxoplasma gondii (toxoplasmose).  FILO ACTINOPODA OU RADIOLÁRIOS OU HELIOZOÁRIOS Apresentam pseudópodes filamentosos, os axópodes, sustentados por um eixo central e que se projetam como raios em torno das células. Ex.: Actinophys sp 19
  • 22.  FILO FORAMINIFERA Reúne protozoários dotados de uma carapaça externa, constituída de carbonato de cálcio ou quitina, de onde se projetam finos e delicados pseudópodos, que servem para a captura de alimentos EX.: Bolivina soluta Figura 9 – Morfologia dos protozoários ALGAS Nas algas não aparecem raízes, caules, folhas, vasos condutores, flores, sementes e frutos. O corpo da maioria das algas é formado apenas por um talo. Às vezes aparecem estruturas parecidas com raízes (chamadas rizóides), estruturas parecidas com caules (chamadas caulóides) e estruturas parecidas com folhas (chamadas filóides) As algas são quase todas aquáticas, podendo ser encontradas tanto na água doce quanto na água salgada. Algumas poucas podem viver em pedras, troncos ou mesmo na terra, em locais úmidos. Por serem fotossintetizantes, as algas são importantes na produção de oxigênio para os ecossistemas. Além disso, constituem a base da alimentação de animais aquáticos e algumas espécies são também utilizadas na alimentação humana. Certas espécies de algas produzem grande quantidade de substâncias utilizadas comercialmente. É o caso dos alginatos, substâncias viscosas produzidas por certas espécies de algas pardas, que são usados na fabricação de papel e como estabilizadores em cremes dentais e sorvetes. A reprodução das algas pode ser:  Por esporos: que são células de reprodução assexuadas. Os esporos saem das algas e, encontrando boas condições, irão formar novas algas;  Por conjugação: união de células sexuadas (masculinas e femininas);  Por hormogonia: o corpo da alga simplesmente se parte, e os pedaços formam novas algas.  Por divisão binária: as algas unicelulares podem se dividir ao meio.  Por alternância de gerações: muitas algas alternam entra a reprodução sexuada e assexuada. (com indivíduos haplóides e diplóides) Ex.: Ulva 20
  • 23. Outros exemplos são o ágar e a carragenina, encontrados em certas espécies de algas vermelhas e usados para finalidades diversas: na indústria farmacêutica, na fabricação de cosméticos e de gelatinas, no preparo de meios de cultura para bactérias, e como emulsionante, estabilizante e espessante em alimentos. ALGAS UNICELULARES A - Euglenophyta (euglenas) B - Dinophyta (dinoflagelados) C - Bacillariophyta (diatomáceas) Todas as algas têm o pigmento verde clorofila, responsável pela fotossíntese. Porém, algumas algas têm outros pigmentos de outras cores. ALGAS PLURICELULARES  ALGAS VERDES OU CHLOROPHYTA Possuem grande quantidade de clorofila, dai sua cor verde, Podem ser também unicelulares. São também chamadas clorofíceas. São as algas que existem em maior quantidade no nosso planeta. Garantem alimento para muitos peixes e outros animais aquáticos. Mas, a principal característica das algas verdes é que elas são as que mais contribuem para a renovação do oxigênio do nosso planeta, por meio da fotossíntese.  ALGAS VERMELHAS OU RHODOPHYTA São algas que, além da clorofila, possuem grande quantidade do pigmento vermelho chamado ficoeritrina. Daí a sua cor vermelha. Também são chamadas de rodofíceas. As algas vermelhas são mais desenvolvidas que as algas verdes, embora existam em menor quantidade. As indústrias utilizam algas vermelhas para a fabricação de laxantes (remédios para prisão de ventre), gelatinas e sorvetes.  ALGAS PARDAS OU MARRONS OU RHODOPHYTA São algas que, além da clorofila, possuem grande quantidade do pigmento castanho chamado fucoxantina. Daí sua cor parda (marrom). Também são chamadas de algas marrons ou feofíceas. As algas pardas são as algas mais desenvolvidas que existem, podendo atingir vários metros de tamanho. São muito usadas na alimentação humana, principalmente em países como Japão, China e Coréia. Também podem ser usadas como alimento para o gado e como adubo para outras plantas. Importante: Como muitas algas são formadas apenas por um talo, estas também são conhecidas como talófitas. Por serem as plantas mais simples que existem, as algas às vezes são chamadas de vegetais inferiores. 21
  • 24. MARÉ VERMELHA É um fenômeno relacionado principalmente com a intensa proliferação do dinoflagelado Gonyaulax, que sob determinadas condições, forma populações extraordinariamente grandes. Essas populações dão origem a extensas manchas avermelhadas na superfície do mar, donde o nome de maré vermelha. O grande problema está na elevada toxidade da neurotoxina eliminada pelo protista, que leva à morte de animais marinhos. Os principais fatores ecológicos relacionados ao surgimento das marés vermelhas incluem o aumento da temperatura e da quantidade de nutrientes da água do mar, redução da salinidade (que ocorre em períodos de muitas chuvas) e mar calmo. Figura 10 – Maré vermelha DOENÇAS CAUSADAS POR PROTOZOÁRIOS Toxoplasmose Agente etiológico: Toxoplasma gondii (esporozoário) Características: doença geralmente assintomática, mas em alguns casos pode causar cegueira, é grave em gestante, pois o parasita pode passar para o feto, afetando seu sistema nervoso. Modo de transmissão: ingestão de cistos do parasita presente nas fezes dos gatos, que são os hospedeiros naturais e ingestão de carne crua mal cozida contaminada pelo parasita. Medidas profiláticas: além de medidas de higiene pessoal e evitar contato com animais contaminados e ingestão de carne bem-cozida. Doença de Chagas Agente etiológico: Trypanosoma cruzi (flagelado) Características: hipertrofia de órgãos afetados pelo parasita, principalmente a do coração. Modo de transmissão: os principais transmissores são insetos da espécie Triatoma infestans, vulgarmente conhecido como barbeiro. Ao picar uma pessoa esses insetos defecam, e em suas fezes estão as formas infectantes do parasita. Ao coçar o local, a pessoa facilita a penetração do parasita através da pele. Medidas profiláticas: Tratar os doentes. Impedir a proliferação do barbeiro, usar telas em portas e janelas, cuidados nas transfusões de sangue. Não construir casa de pau-a-pique. 22
  • 25. Giardíase Agente etiológico: Giárdia lamblia (flagelado) Características: afeta principalmente o intestino delgado, provocando diarreia e dores abdominais. Modo de transmissão: ingestão de alimentos ou de água contaminada por fezes que contenham cistos do parasita Medidas profiláticas: implementar saneamento básico, além de medidas de higiene pessoal. Tratar os doentes. Malária Agente etiológico: Plasmódium vivax (febre terçã) ou Plasmódium malarie (febre quartã) ou Plasmódium falciparum (irregular) Características: acessos febris cíclicos e atinge o fígado Modos de transmissão: mosquito Anopheles, conhecido também como mosquito-prego, ou transfusões de sangue. Medidas profiláticas: eliminar insetos, usar inseticida e telas nas janelas. Disenteria amebiana (amebíase) Agente etiológico: Entamoeba histolytica (ameboide) Características: diarreias intensas, com muco e sangue. Modo de transmissão: ingestão de alimentos ou de água contaminada por fezes que contenham cistos do parasita Medidas profiláticas: implementar saneamento básico, além de medidas de higiene pessoal, como beber água filtrada e/ou fervida e lavar bem frutas e verduras antes de ingeri-las. Tratar os doentes. Úlcera de Bauru ou Leishmaniose de pele Agente etiológico: Leishmania brasiliensis Características: ulcerações graves na pele Modos de transmissão: mosquito-palha ou birigui. Medidas profiláticas: eliminar insetos (vetor) e usar inseticidas e telas nas janelas. FUNGI Neste Reino encontramos os seres vivos conhecidos como fungos. Esse grupo tem várias características muito interessantes. São seres unicelulares (formados por uma célula), mas também encontramos seres pluricelulares (formados por várias células), sendo sua célula chamada de hifa e o seu conjunto de micélio. Os fungos têm características iguais às das plantas como a falta de movimentação própria. Mas também têm características iguais às dos animais (como o fato de não terem clorofila e por isso não conseguirem realizar fotossíntese). Ou seja, como os animais, todos os fungos são heterótrofos por absorção, processo conhecido também como saprofagia, onde o micélio libera enzimas digestivas, que agem extracelularmente, degradando moléculas orgânicas. (não conseguem produzir seu próprio alimento). Os fungos também têm características muito próprias. Tudo isso fez com que os fungos fossem classificados dentro de um reino só deles. As células dos fungos são sempre eucarióticas (da mesma forma que acontece também com as plantas e animais). Durante o processo de reprodução sexuada, muitas espécies formam hifas especiais que crescem em agrupamentos compactos chamados de corpo de frutificação dos quais os cogumelos e o orelhas-depau são exemplos. A reprodução dos fungos é assexuada, e pode ser de três tipos diferentes:  Por brotamento: Quando seu corpo forma um broto, que se solta e dá origem a um novo fungo.  Por fragmentação: Quando seu corpo se divide em vários pedacinhos e cada pedacinho forma um novo fungo.  Por esporos: É a forma mais comum. São células especiais que são produzidas pelos fungos e carregadas pelo vento ou pela água. Se as condições no local onde os esporos caírem forem boas, então eles darão origem a novos fungos. 23
  • 26. Os ciclos de vida dos fungos são divididos em duas fases: uma sexuada e outra assexuada. A fase assexuada é caracterizada pela formação de esporos por mitose, e os esporos formados são denominados assexuados. A fase sexuada é caracterizada pela formação de esporos por meiose, e os esporos formados são denominados sexuados. Estes são sempre imóveis disseminados pelo vento. Existem varias fungos de interesse para o homem. Entre os quais podemos citar: Figura 11 – Estrutura dos fungos  Os mofos ou bolores, que aparecem em lugares úmidos ou em alimentos que estão em decomposição (apodrecendo);  As leveduras, usadas na produção de bebidas alcoólicas (vinho e cerveja) e como fermento na produção de pães e bolos;  Os cogumelos, sendo alguns comestíveis (como o champignon) e outros venenosos (como o orelha-de-pau);  Há espécies capazes de produzir substâncias que atuam como antibióticos e que, portanto, combatem bactérias. Algumas dessas espécies têm sido usadas na produção comercial de antibióticos, como é o caso do Penicillium notatum que sintetiza penicilina.  Os fungos causadores de doenças chamadas micoses (como o sapinho e a frieira, por exemplo). Figura 12 - Líquens LÍQUENS São associações mutualísticas entre fungos e algas verdes ou cianobactérias. A alga sendo autótrofa realiza a fotossíntese e, assim, produz alimento para ela e para o fungo. Este, que é heterótrofo, oferece proteção à alga, além de reter sais e umidade, necessários a ambos. Eles podem ser encontrados em árvores, troncos, pedras ou muros. Eles são muito sensíveis à poluição ambiental. Assim a presença de liquens sugere baixo índice de poluição, enquanto seu desaparecimento sugere agravamento da poluição ambiental. 24
  • 27. CAPÍTULO IV SERES VIVOS – REINO VEGETAL Nem todas as plantas têm todos os órgãos possíveis. Ou seja, nem todas elas têm raiz, caule, folhas, vasos condutores de seiva bruta e seiva elaborada, flores, sementes e frutos. O Reino Vegetal é dividido, justamente, de acordo com os órgãos que as plantas podem ter. Vejamos, agora, os principais grupos do Reino Vegetal e exemplos de plantas de cada um desses grupos. BRIÓFITAS As briófitas são plantas menos evoluídas que as outras plantas que veremos a seguir. Nas briófitas não aparecem raiz, caule, folhas, vasos condutores, flores, sementes e frutos. Mas em todas elas seu corpo é formado por um talo, dividido em: rizóides, caulóides e filóides. São sempre plantas de pequeno tamanho. Secretam em sua epiderme substâncias impermeabilizantes e protetoras. Nos gametófitos existem poros e nos esporófitos estômatos que por onde ocorrem as trocas gasosas com o ar. As briófitas, em sua grande maioria não são aquáticas, mas ainda dependem totalmente da água, principalmente para a reprodução Por isso vivem sempre em lugares úmidos e de sombra. A reprodução das briófitas ocorre por um sistema chamado de alternância de gerações. Nesse tipo de reprodução, uma geração se reproduz por esporas (assexuadamente), a geração seguinte se reproduz com gametas masculinos e femininos (sexuadamente), depois vem outra geração com reprodução assexuada, e assim alternadamente. Na alternância de gerações, as plantas que se reproduzem por esporas são chamadas esporófitos. E as plantas que se reproduzem por gametas são chamadas gametófitos. Nas briófitas, na fase de gametófito a planta é mais desenvolvida e dura mais que na fase de esporófito. As briófitas são divididas em três grupos:  MUSGOS São as briófitas mais conhecidas. Os musgos são aquelas plantinhas bem verdes que formam um tipo de tapete aveludado e escorregadio em pedras, nos locais onde há bastante umidade.  HEPÁTICAS Não são tão conhecidas como os musgos. Receberam o nome de hepáticas porque têm a forma aproximada de um fígado (hepato = fígado).  ANTÓCEROS São também pouco conhecidas. Os antóceros são bem parecidos com as hepáticas, embora não tenham a semelhança com o formato dos fígados. 25
  • 28. Figura 13 - Musgo As briófitas não são muito conhecidas porque além de serem poucas espécies, não têm importância para a alimentação e nem para as indústrias. As briófitas às vezes são chamadas de vegetais intermediários, por serem mais evoluídas que as algas e menos evoluídas que as plantas superiores. Figura 14 – Ciclo de vida dos musgos PTERIDÓFITAS Também chamadas de filicíneas as pteridófitas são um grupo muito importante dentro do Reino Vegetal. Isso porque as elas são as primeiras plantas que apresentam raiz, caule e folhas verdadeiros. E, mais importante ainda, são as primeiras plantas que apresentam vasos condutores de seiva bruta (água e sais minerais) chamados de xilema e vasos condutores de seiva elaborada (solução de açúcar e outros compostos) chamados de floema. Porém, as pteridófitas ainda não apresentam flores, sementes nem frutos. A reprodução delas também ocorre por alternância de gerações, como nas briófitas. A diferença principal é que nelas, na fase de esporófito (assexuada), a planta é mais desenvolvida e dura mais que na fase de gametófito (sexuada). A samambaia, a avenca, a renda-portuguesa e o xaxim são os exemplos mais conhecidos de pteridófitas. Todas muito usadas como plantas de enfeite nas casas. 26
  • 29. Nas folhas grandes da samambaia (fase de esporófito), podemos ver algumas bolinhas, geralmente de cor marrom. Essas bolinhas são chamadas soros, e dentro delas existem os esporângios. Quando estão maduros, os esporângios se abrem, e deles saem os esporos. Os esporos, por sua vez, são as células de reprodução assexuada que produzirão novas plantas (gametófitos). Figura 15 – Ciclo de vida das samambaias GIMNOSPERMAS As gimnospermas são plantas que, além da raiz, caule, folhas e vasos condutores, apresentam pela primeira vez duas estruturas muito importante: a flor e a semente. Porém, as gimnospermas ainda não são capazes de produzir frutos. As flores das gimnospermas são feias, sem cor nem perfume e com aparência de madeira. Também chamadas de estróbilos, as flores das gimnospermas não protegem as sementes que ficam presas a elas, ou seja, suas sementes ficam à vista. Daí justamente vem o nome gimnosperma (gimno == nua, sperma == semente). Um exemplo bem conhecido de flor de gimnosperma são as pinhas, dos pinheiros, que usamos como enfeites de Natal. Um exemplo de semente de gimnosperma são os pinhões, que comemos nas festas juninas. A reprodução das gimnospermas é sexuada, e ocorre da seguinte forma:  As gimnospermas podem ter estróbilos (flores) masculinos e femininos;  Os estróbilos masculinos produzem grãos de pólen, que são os gametas (células sexuais) masculinos;  Os estróbilos femininos produzem óvulos, que são os gametas (células sexuais) femininos;  Os grãos de pólen passam através do tubo polínico fecundam os óvulos, dando origem ao embrião. Este embrião ficará protegido e alimentado dentro da semente;  Quando as sementes caem ao chão, ocorre o brotamento (desenvolvimento do embrião) e a formação de uma nova planta. 27
  • 30. As gimnospermas se dividem em dois grupos:  CICADÍNEAS São as gimnospermas mais simples e menos conhecidas que existem. Seus principais representantes são as cicas. As cicas são arbustos (árvores bem pequenas).  CONÍFERAS As coníferas são bem mais desenvolvidas e conhecidas que as cicadíneas. Recebem este nome porque suas flores (pinhas) têm forma de cone. Dentro do grupo das coníferas encontramos: Todos os pinheiros: pinheiro comum, pinheiro de natal, cedro, araucária (pinheiro-doparaná), cipreste, etc.; As sequóias: típicas da América do Norte são as maiores árvores do mundo e podem viver aproximadamente 3.000 anos Figura 16 – As pinhas são estróbilos (flores) das gimnospermas 28
  • 31. As gimnospermas têm enorme importância para o homem, pois fornecem:     Madeira: para os mais variados fins; Celulose: para a fabricação de papel; Substâncias químicas: para a fabricação de perfumes, desinfetantes e bebidas; Alimento: na forma dos pinhões. Atenção: Como você pode ver, os pinhões são sementes e não frutas. Lembre que os pinhões são produzidos pelas gimnospermas e as gimnospermas não produzem frutos. ANGIOSPERMAS As angiospermas são as plantas mais evoluídas que existem. Possuem raiz, caule, folhas, vasos condutores, flor e semente. Porém, o mais importante é que as angiospermas são as primeiras e únicas plantas que produzem frutos. Os frutos são reservas de alimentos que se formam nos ovários das flores após a fecundação. A reprodução das angiospermas também é sexuada. As flores produzem grãos de pólen e óvulos. Os grãos de pólen e os óvulos se unem, dando origem aos embriões, que ficam dentro das sementes, que por sua vez ficam dentro dos frutos. Os embriões se desenvolvem e formam as novas plantas. As angiospermas se dividem em dois grandes grupos: as monocotiledôneas e dicotiledônea. As plantas desses dois grupos têm diferenças nos tipos e raízes, folhas e flores. Etc. Porém, a principal diferença entre elas está nas sementes. MONOCOTILEDÔNEAS As monocotiledôneas são plantas angiospermas que têm apenas um cotilédone em cada semente (mono =1). Como vimos anteriormente, o cotilédone é a estrutura que transfere os alimentos da semente para o embrião. DICOTILEDÔNEAS As dicotiledôneas são plantas angiospermas que têm dois cotilédones em cada semente. Atualmente, as angiospermas são as plantas Que dominam nosso planeta. Existem mais espécies de angiospermas do que de todas as outras plantas juntas. Logicamente, esse sucesso das angiospermas se deve ao fato de elas serem as plantas mais evoluídas que existem. Principalmente pela presença de sementes e frutos. Como já vimos, as sementes e os frutos ajudam essas plantas a se espalharem, pois podem ser levados para longe pelo vento, pela água ou por animais. Por serem as plantas que existem em maior quantidade, as angiospermas são também as plantas mais utilizadas na alimentação do homem e dos animais que servem de alimento para o homem. As angiospermas são também as plantas mais usadas no fornecimento de madeiras e de várias substâncias utilizadas nas indústrias. 29
  • 32. COTILÉDONE FOLHAS FLORES FRUTOS ESTRUTURA INTERNA DO CAULE SISTEMA RADICULAR EXEMPLOS MONOCOTILEDÔNEAS Um cotilédone Nervuras paralelas e folhas invaginantes Compostas de três elementos ou múltiplos Frutos com três lojas ou múltiplos Feixes vasculares espalhados pelos caules DICOTILEDÔNEAS Dois cotilédones Nervuras reticuladas e folhas pecioladas Compostas de quatro ou cinco elementos ou seus múltiplos Frutos com duas ou cinco lojas ou múltiplo Feixes vasculares dispostos em torno de um cilindro central (xilema no centro e floema em volta) Fasciculado Pivotante Alho, cebola, abacaxi, bambu, Eucalipto, rosa, morango, pêra, arroz, trigo, centeio, aveia, cana- maçã, feijão, ervilha, goiaba, de-açúcar, milho, gengibre, algodão, cacau, mandioca, palmeiras, coco-da-baía etc. tomate, café etc. OS TECIDOS PRIMÁRIOS DAS PLANTAS A partir dos meristemas apicais formam-se os meristemas primários, que são a protoderme, o meristema fundamental e o procâmbio. TECIDOS PRIMÁRIOS PROTODERME ORIGINA FUNÇÃO Epiderme Tecido que reveste o corpo da planta, impede a perda excessiva de água e permite trocas de gases necessários à respiração e a fotossíntese. É geralmente uni estratificada, formada por células justapostas, achatadas, aclorofiladas e com grande vacúolo. Na superfície externa pode haver deposição de cutina ou cera, que são substâncias impermeabilizantes. Diferenciam-se na epiderme estruturas como estômatos (é formado por duas células clorofiladas e uma abertura chamada de ostíolo que controla a transpiração e trocas gasosas na planta), tricomas (controlam a perda de água ou secretores de sustâncias oleosas, digestivas ou urticantes) e os pelos (na epiderme da raiz responsável pela absorção de água e sais minerais) e acúleos (são estruturas pontiagudas com função de proteção da planta contra predadores, são frequentemente confundidos com espinhos, que são folhas ou ramos modificados. Os “espinhos” das roseiras na realidade são acúleos, que são facilmente destacáveis o que não ocorre com os espinhos). 30
  • 33. MERISTEMA FUNDAMENTAL PROCÂMBIO Parênquimas, colênquimas e Parênquimas (formados por esclerênquima células vivas e classificados como: parênquima clorofilado, aquífero, aerífero amilífero), pelo colênquima (é um tecido de sustentação formado por células vivas, geralmente alongadas e com paredes espessadas, ricas em celulose) e pelo esclerênquima (é um tecido de sustentação formado por células mortas, com parede celular espessada em função de depósito da lignina). Sistema vascular primário: Xilema ou lenho (é um tecido Xilema (lenho) e floema (líber) responsável pelo transporte de seiva bruta – água e sais minerais) e o floema ou líber (condutor de seiva elaborada – substância orgânica derivadas da fotossíntese) no caule de dicotiledôneas, os feixes vasculares dispõem-se formando um círculo ao redor da medula; nas monocotiledôneas, esses feixes encontram-se difusamente distribuídos pelo parênquima. Os feixes vasculares do caule são formados por floema, mais externo, e xilema, mais interno. FRUTOS E PSEUDOFRUTOS Os frutos são estruturas auxiliares no ciclo reprodutivo das angiospermas: protegem as sementes e auxiliam em sua disseminação. Eles correspondem ao ovário amadurecido, o que geralmente ocorre após a fecundação. Nos casos em que o ovário origina o fruto sem que tenha ocorrido a fecundação, não há formação de sementes e o fruto chama-se partenocárpico, caso da banana e da laranja-da-baía. Os pseudofrutos são estruturas suculentas que contém reservas nutritivas, mas que não se desenvolvem a partir do ovário. Podem ser: simples (provenientes do desenvolvimento do pedúnculo ou do receptáculo de uma só flor – maçã e caju), compostos (provenientes do desenvolvimento do receptáculo de uma única flor, com muitos ovários - morango) e múltiplos (provenientes do desenvolvimento de ovários de muitas flores de uma inflorescência, que crescem juntos numa única estrutura – amora, abacaxi e figo). 31
  • 34. ABSORÇÃO A absorção de água e sais minerais do meio ocorre principalmente na região dos pêlos absorventes da raiz. Existem duas vias por meio das qual a água e os sais atingem o cilindro central. As substancias atravessam o citoplasma das células do córtex da raiz; os sais são transportados por transporte ativo de uma célula para outra, criando um gradiente de concentração que resulta no fluxo da água também de célula para célula por osmose. Além passar por entre as paredes celulares e não atravessam o citoplasma das células; neste caso, os sais são transportados por difusão. Ao chegar ao cilindro central, os sais minerais são transferidos por processo ativo para dentro do xilema, e a água é transferida por osmose. Forma-se assim a seiva bruta, que será distribuída pelo xilema das raízes até as folhas. CONDUÇÃO DA SEIVA BRUTA O xilema apresenta os elementos de vaso e os traqueídes, células mortas que se dispõem de modo a formar longos e estreitos canais desde a raiz até as folhas. Sendo estreitos, a água ascende por capilaridade, devido à propriedade de adesão e coesão que as moléculas de água possuem. A ascensão cessa quando o peso da coluna líquida torna-se maior que a adesão das moléculas de água à parede do tubo (chega até 1 metro do solo). A pressão positiva ou impulso da raiz está relacionado com o transporte ativo de sais para o interior do xilema da raiz, o que provoca o aumento da concentração osmótica em relação à solução aquosa do solo. Com isso, há grande entrada de água por osmose no xilema da raiz, impulsionando a seiva bruta para cima. Quando o solo está muito úmido, pode ainda ocorrer um fenômeno chamado de gutação que consiste em perda de gotículas de água pelos hidatódios localizados nas pontas das folhas. A pressão da raiz não explica a condução da seiva bruta até a copa das árvores altas. O que melhor explica essa condução é a teoria da coesão-tensão, formulado por Dixon, chamada de teoria de Dixon. Segundo ela a perda de água por transpiração nas folhas atuaria como uma forma de sucção da água. A perda de água por transpiração nas folhas faz com que as suas células fiquem com força de sucção aumentada. Com isso, tendem a absorver, por osmose, água do xilema onde a concentração é menor. CONDUÇÃO DA SEIVA ELABORADA A condução da seiva elaborada é chamada de translocação. A teoria de fluxo em massa ou pressão ou equilíbrio osmótico, diz que a seiva elaborada move-se através do floema, ao longo de um gradiente decrescente de concentração, desde o local que é produzida até o local em que é consumida. Retirando-se um anel completo da casca de um tranco (anel de malpighi), pode-se notar, após algumas semanas, que a casca logo acima do corte fica com acúmulo de seiva elaborada. As folhas continuam a receba a seiva bruta, mas as raízes e demais partes abaixo do corte deixarão de receber a seiva elaborada, que irá morrer. 32
  • 35. TRANSPIRAÇÃO Na folha, a transpiração pode ocorrer através da cutícula que reveste a epiderme, recebendo o nome de transpiração cuticular, ou através dos estômatos, sendo denominada transpiração estomática. A cuticular é pouco intensa e independe do controle do organismo. Já a estomática é o principal de perda de água pela planta e depende do controle do organismo. A abertura e o fechamento dos estômatos são controlados por diversos fatores, sendo o principal deles a água. Se as planta estiverem com um suprimento adequado de água, as células estomáticas permaneceram túrgidas, mantendo o ostíolo aberto; com o suprimento insuficiente, as células perdem água e consequentemente o turgor, e fecham o ostíolo. HORMÔNIOS VEGETAIS Existem vários tipos de auxinas produzidas pela própria planta. Elas promovem o crescimento da raiz em concentrações baixas. Por outro lado grandes concentrações promovem o crescimento do caule. As auxinas controlam os tropismos, que são movimentos orientados por um estímulo e que ocorrem em função do crescimento. São exemplos de estímulos à luz (fototropismo) e a força da gravidade da Terra (geotropismo). Controla também a queda das folhas, fenômeno chamado de abscisão. O etileno é um gás produzido por varias partes das plantas, e que atua no amadurecimento de frutos. HORMÔNIO GIBERELINAS CITOCININAS ETILENO ÁCIDO ABSCÍSICO (ABA) LOCAL DE PRODUÇÃO E EFEITO Produz folhas jovens, sementes imaturas e frutos. Estimulam o alongamento e a divisão celular. Promove alongamento caulinar, germinação de sementes, crescimento de folhas, produção de flores e frutos. Produzida nas raízes e conduzida para toda a planta. Estimulam à divisão e a diferenciação celular, a diferenciação e o crescimento de raízes; induzem o desenvolvimento de gemas laterais e retardam o envelhecimento da planta. Gás produzido em várias partes da planta. Atua na indução do amadurecimento de frutos e promove a abscisão foliar. Produzido nas folhas, no caule e no ápice radicular. Inibe o crescimento das plantas, Induzindo a dormência de gemas e de sementes. Induz o fechamento dos estômatos. 33
  • 36. CAPÍTULO V ANIMAIS INVERTEBRADOS PORÍFEROS As esponjas ou poríferos não possuem tecidos bem definidos nem órgãos estabelecidos. Sua organização é muito simples. Realizaram digestão intracelular. A respiração e a excreção ocorrem por difusão direta entre as células e a água circulante através dos canais do corpo. A parede do corpo é formada pela epiderme, pelo mesênquima e pelo revestimento interno de células flageladas com colarinho transparente, chamadas coanócitos. No mesênquima, encontram-se os amebócitos. Existem poros inalantes (óstios), por onde a água entra no corpo do porífero, e um poro exalante (ósculo), por onde a água sai do porífero. A cavidade central, forrada de coanócitos, é o átrio ou espongiocele. No mesênquima, podem ser encontradas as espículas calcárias ou silicosas, que fazem a sustentação do corpo do animal. Há, contudo, esponjas sem espículas. Sua reprodução pode ser do tipo sexuada, por meio de fecundação cruzada e interna ou assexuada por bipartição. Do ovo resulta uma larva, que é eliminada pelo ósculo, nada e vai fixar-se ás rochas, originando outra esponja. Figura 17 – Esquema de um porífero CNIDÁRIOS Fazem parte desse grupo às anêmonas, corais, água-vivas e caravelas. Também chamados de celenterados, são mais evoluídos que as esponjas. Possuem tecidos e alguma evidencia de órgãos. Embora façam a digestão intracelular, promove muito mais intensamente a digestão extracelular. Possuem gônadas, onde são formados os gametas. Têm um rudimento de sistema nervoso difuso. Revelam movimentos ativos notáveis graças às células epiteliomusculares. Podem mostrar-se na forma de pólipos ou de medusas. O corpo possui duas camadas: a epiderme e a gastroderme. Entre elas, há uma camada gelatinosa – a mesogléia. A cavidade central e interior do corpo é a cavidade gastrovascular. Alguns se reproduzem por metagênese: as medusas reproduzem-se sexuadamente dando pólipos, e estes se reproduzem assexuadamente dando novas medusas. Outros celenterados reproduzem-se apenas sexuadamente. E há, também, os que se reproduzem assexuadamente por brotamento ou por fragmentação do corpo. A parede de seu corpo possui cnidócitos, células especiais para a defesa, que contém nematocistos (cápsulas com filamento extensíveis inoculador de toxina). 34
  • 37. Figura 18 – Ciclo de vida dos cnidários PLATELMINTOS Compreendem os vermes achatados dorsoventralmente e abrangem as planárias, esquistossomos e solitárias. São mais evoluídos que as esponjas e celenterados porque são triblásticos, apesar de serem acelomados e revelam simetria bilateral. Possuem sistema nervoso simples, com gânglios cerebróides comandando filetes nervosos que correm ao longo das partes laterais do corpo. Sistema excretor constituído de células–flama, que eliminam o excesso de água e os catabólitos para o exterior através do sistema de canais. Sua respiração é por difusão. Quanto à reprodução a maioria é hermafrodita, podendo ou não fazer a autofecundação. Os esquistossomos, entretanto, são dióicos (têm sexos separados). As solitárias podem atingir a vários metros de comprimento, possuem ventosas na cabeça para a fixação. Não há qualquer rudimento de sistema digestivo. Nutrição por difusão através da superfície corporal. As tênias podem ser de dois tipos a solium (carne de porco) e a saginata (carne de vaca). As tênias evoluem até a fase de larva no hospedeiro intermediário e concluem a evolução do hospedeiro definitivo. A larva é denominada cisticerco. Quando o homem se contamina com os ovos e fazem assim o papel de hospedeiro intermediário evolui uma doença mais agressiva que é a cisticercose. A esquistossomose, também conhecida como doença do caramujo, desenvolve-se até a fase de larva (cercaria) no caramujo, que penetra na pele humana e vai terminar a sua evolução nas veias do intestino e do fígado. Figura 19 - Planária 35
  • 38. ANELÍDEOS Possuem o corpo segmentado em anéis e a segmentação externa corresponde à segmentação interna. Alguns possuem apêndices locomotores não articulados chamados cerdas, que se implantam em nódulos carnosos denominados parapódes. Há os que não possuem cerdas. E há até os que são fixos, vivendo no interior de tubos calcários, no fundo do mar. Respiração cutânea nos de hábitat terrestre; branquial, nos de hábitat aquático. Dividem-se em poliquetas (nereide), oligoquetas (minhoca) e aquetas ou hirudíneos (sanguessuga). Em poliquetas ocorre reprodução assexuada. Mas a forma mais comum de reprodução é a sexuada, por meio de cruzamento e fecundação interna. As minhocas são hermafroditas de fecundação cruzada. Figura 20 – Fecundação cruzada das minhocas NEMATELMINTOS Formam a principal classe do filo dos Aschelminthes. Com corpo cilíndrico, recoberto por uma cutícula resistente, com sistema bilateral e dotado de pseudoceloma. Numerosas espécies de vida livre, porém muitas outras, parasitas de animais e plantas. Não possuem sangue nem sistema circulatório, muito menos sistema respiratório. A respiração é anaeróbia e todos são dióicos. São eles: Áscares lombricóide, Ancylostoma duodenale, Wuchereria bancrofti e Ancylostoma brasiliensis. Figura 21 – Bicho Geográfico 36
  • 39. Ascaris lumbricoides (lombriga) Modo de transmissão: ingestão de alimentos ou água contaminada por ovos da lombriga. Medidas profiláticas: saneamento básico, lavar bem os alimentos, as mãos, e tratamento dos doentes. Sintomas: cólicas intestinais e náuseas, manchas brancas pelo corpo, bronquite e pneumonia em decorrência da migração das larvas pelos brônquios e pulmões. Wuchereria bancrofti (filaria) Modo de transmissão: picada de mosquitos do gênero Culex, que transmitem as larvas desse parasita para o ser humano. Medidas profiláticas: controle da população do vetor, uso de repelentes de insetos, uso de telas em janelas e tratamento de doentes. Sintomas: inchaço causado pela obstrução dos vasos linfáticos, que são os responsáveis pela remoção do excesso de líquidos nos tecidos. Em casos mais graves, causa a elefantíase: grande aumento principalmente das pernas, do escroto ou das mamas. Ancylostoma duodenale Modo de transmissão: penetração ativa de larvas do parasita, presentes no solo, no corpo humano através da pele. Medidas profiláticas: saneamento básico; evitar contato da pele com solos contaminados, tratamento de doentes. Sintomas: anemia, por perda de sangue, ficando a pessoa pálida (amarela), daí chamada de amarelão. Pode ainda provocar bronquite, porque o verme percorre o corpo da pessoa atingindo o pulmão. Ancylostoma brasiliensis (bicho geográfico) Modo de transmissão: penetração ativa de larvas na pele humana. Medidas profiláticas: evitar contato da pele, com solo ou areia contaminados. Evitar levar cães e gatos para praias ou tanques de areia. Sintomas: forte irritação na pele, com coceira intensa, especialmente à noite, o que pode causar insônia. ARTRÓPODES Possuem membros locomotores articulados em numero par. Corpo protegido por exoesqueleto rígido de quitina e com tubo digestivo completo, inclusive com glândulas salivares, fígado e pâncreas, estes últimos fundidos em um único órgão chamado de hepatopâncreas. Esse exoesqueleto sofre muda ou ecdise toda vez que o artrópode precisa crescer. Existe um sistema respiratório, sendo a maioria com respiração traqueal, embora os de hábitat aquático tenham respiração branquial. A circulação é aberta, isto é, o sangue circula primeiramente por vasos e, a seguir, é projetado para lacunas no meio dos tecidos, de onde volta depois para os vasos. O sangue tem características mistas de sangue e linfa, daí preferivelmente ser chamado de hemolinfa. A excreção se faz por meio dos tubos de Malpighi (na maioria deles) estruturas mais evoluídas que as nefrídicas de uma minhoca. Possuem um sistema nervoso ganglionar, ventral, bem desenvolvido. Aparecem também, órgãos dos sentidos muito especializados situados na cabeça (órgãos auditivos, olhos e antenas) alguns sofrem metamorfose durante o seu desenvolvimento. Os artrópodes dividem-se em crustáceos, insetos, aracnídeos, diplópodes e quilópodes.  Crustáceos: quase todos aquáticos (dulcícolas ou marinhos); número de patas variável; dois pares de antenas; cefalotórax e abdome; alguns com revestimento calcário. Divididos em duas subclasses: entomostráceos e malacostráceos 37
  • 40.  Insetos: hexápodes, ápteros (sem asas como as formigas, piolho, pulga e traça); dípteros (com um par de asas como os mosquitos e moscas) e tetrápteros (dois pares de asas); díceros (cabeça com um par de antenas); com cabeça, tórax e abdome. Alguns são transmissores de doenças infecto-contagiosas. Diversas ordens.  Aracnídeos: octópodes; áceros (sem antenas); com cefalotórax e abdome. Alguns são peçonhentos (aranhas e escorpiões); outros ectoparasitos de animais e do homem (carrapatos). Algumas espécies são inofensivas.  Diplópodes: corpo dividido em cabeça e tronco. Tronco com numerosos anéis, cada um com dois pares de patas; díceros (cabeça com um par de antenas); Inofensivos (não peçonhentos).  Quilópodes: cabeça e tronco. Um par de patas em cada anel. São díceros (cabeça com um par de antenas); Peçonhentos Figura 22 – Ecdise da cigarra MOLLUSCA O filo compreende animais de corpo mole, portadores, na maioria das vezes, de uma concha calcária. Muitos são consumidos na alimentação, alguns produzem pérolas e outros, ainda, atuam como hospedeiros intermediários de parasitas. Com exceção das ostras, mexilhões e mariscos, todos possuem uma espécie de aparelho mastigador chamado rádula. O corpo é dividido em cabeça, pé e manto (que é o revestimento da massa visceral, com função de produção da concha). Os moluscos se dividem em cinco classes:  Anfineuros – marinhos recobertos por oito placas transversais. Quítons.  Escafópodos – concha afunilada e recurvada como um dente. Marinhos. Dentalium  Gastrópodes – divisão do corpo nítida em cabeça, pé e massa visceral. Pé em forma de palmilha. Massa visceral coberta pela concha da maioria das espécies. A concha é produto de secreção do manto. Concha univalva. Alguns são marinhos, outros são dulcícolas e outros, ainda são terrestres. Vulgarmente: caramujos, caracóis e lesmas.  Pelecípodes – compreendem as ostras, mariscos e mexilhões. Concha bivalve. Pé em forma de lâmina de machado. As brânquias filtram partículas alimentares e algas microscópicas, que conduzem à boca, razão pela qual são considerados animais filtradores.  Cefalópodes – o corpo possui massa visceral (num saco pendente da cabeça, como se observa nos polvos), cabeça e pés em forma de tentáculos. Estes ficam ligados diretamente à cabeça. Não há concha externa, mas as lulas possuem uma concha interna calcária. Aliás, elas também possuem um sifão que lhes permite o deslocamento por jato-propulsão. 38
  • 41. Figura 23 - Molusco ECHINODERMATA Abrange invertebrados estritamente marinhos, com endoesqueleto calcificado e espinhos que ressaltam na superfície do corpo, cobertos pela epiderme. Possuem simetria radial na face adulta e simetria bilateral na fase embrionária. Classificam-se como os únicos invertebrados deuterostômios (o blastóporo fica reduzido com a função de ânus). O tubo digestivo é simples. Nas estrelas e nos ouriços, a boca fica voltada para baixo (face oral) e o ânus fica voltado para cima (face aboral). Nos ouriços existe junto à boca um órgão chamado de lanterna-de-aristóteles, organizado por cinco dentes calcários fortes e afiados. Já nas estrelas não existe. O principal sistema desenvolvido pelos equinodermos é o sistema aqüífero ou ambulacrário. Os equinodermos se dividem em cinco classes:  Crinóides – quase todos fixos às pedras, com aspecto de flor. Conhecidos como líriosdo-mar. Poucas espécies nadantes.  Ofiuróides – corpo pequeno em forma de moeda, com cinco braços muito móveis e finos. Vulgarmente chamados de serpentes-do-mar.  Asteróides – aqui se enquadram às estrelas-do-mar. São animais exclusivamente bentônicos (só vivem no fundo). Número de braços variável de acordo com a espécie.  Holoturóides – corpo cilíndrico com alguns tentáculos ao redor da boca. Movimentamse lentamente no fundo do mar. São também bentônicos, como as estrelas-do-mar. Seu nome popular; pepinos-do-mar. Figura 24 – Estrutura da estrela-do-mar 39
  • 42. CAPÍTULO VI FILO DOS CORDADOS No filo dos cordados encontramos os animais considerados mais evoluídos do nosso planeta. A característica principal deste filo é a presença da notocorda na fase embrionária. Na fase embrionária, ou fase de embrião, é a primeira fase de vida dos animais, dentro ovo ou do corpo da mãe. A notocorda que aparece somente nos animais do filo dos cordados é um cordão especial de células que fica no interior do corpo do embrião e pode se transformar na coluna vertebral, também chamada de espinha. A coluna, como se sabe, é o eixo do esqueleto interno destes animais. O Filo dos cordados é dividido em quatro subfilos; desses grupos merece destaque o subfilo dos vertebrados. SUBFILO DOS VERTEBRADOS Dentro do subfilo dos vertebrados encontramos os animais nos qual a notocorda se transforma na coluna vertebral durante o desenvolvimento do embrião. Os animais vertebrados são, portanto, os possuidores de esqueleto. O subfilo dos vertebrados é um grupo muito grande, com animais bastante variados. Neste subfilo encontramos os peixes, os anfíbios, os répteis, as aves e os mamíferos. Encontramos animais vertebrados nos mais diferentes ambientes terrestres, de água salgada e de água doce. Abaixo estão as principais divisões do subfilo dos vertebrados. Figura 25 - Équidna Figura 26 – Ovo de arraia Figura 27 - Ornitorrinco Figura 28 - Pinguim 40