Projeto leonor original

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Projeto leonor original

  1. 1. GOVERNO DO ESTADO DO TOCANTINS SECRETARIA DA EDUCAÇÃO E CULTURA DIRETORIA REGIONAL DE ENSINO DE ARRAIAS ESCOLA ESTADUAL BRIGADEIRO FELIPE PROJETOTEMA: Disciplina, Sexualidade e Droga no Ensino Fundamental.TÍTULO: Corpo e Mente em prol da vida: Uma adaptação Curricular.AUTOR: Leonor dos Santos RodriguesCLIENTELA: Professores, alunos, pais, funcionários e apoio pedagógico.ÓRGÃO PROPONENTE: Escola Estadual ....EQUIPE RESPONSÁVEL: • Equipe Gestora • Professores • Representantes de alunosPARCERIAS E VOLUNTARIOS • Diretoria Regional de Ensino • Secretaria Municipal • Conselho Tutelar • Polícia Militar • Voluntários Cadastrados • Comissão de pais “Não há vivência da cidadania plena se as atitudes não forem compreensivas e consideradas com respeito”.
  2. 2. OBJETIVOS OBJETIVO GERAL• Promover o desenvolvimento pessoal e social da criança e do adolescente resgatando valores (respeito mútuo, amor próprio, solidariedade, humildade...) através da reflexão e do aprofundamento de questões da sexualidade, indisciplina e drogas, propondo aos educadores rever e ampliar conceitos e condutas ao lidar com esses temas na escola. OBJETIVOS ESPECÍFICOS• Incorporar o tema Sexualidade, Droga e Disciplina no cotidiano do Currículo Escolar.• Criar mecanismo para incorporação de metodologias participativas que possibilitem a construção do ensino-aprendizagem mais compreensivo para relações interpessoais mais harmoniosas.• Organizar o dia “D” da Sexualidade, Anti-Drogas e Disciplina com evento de socialização dos trabalhos realizados na escola.• Desenvolver capacidade de aprendizagem, tendo em vista a aquisição do conhecimento, habilidades e a formação de hábitos, atitudes e valores.• Desenvolver a autoconfiança e o senso crítico de maneira responsável e construtiva de modo a selecionar procedimentos, verificando a sua adequação;• Criar hábitos de ler o mundo na sua essência para aprender a se comunicar, a expressar e defender pontos de vista, construindo visões de mundo e produzindo conhecimentos.• Despertar o interesse dos alunos, educadores e familiares na busca de ações coletivas preventivas contra o uso de estimulante e exploração inadequada da sexualidade.• Estudar o ECA e a Portaria 05, em parceria com o Conselho Tutelar, como instrumento de superação da violência no âmbito educacional• Melhorar os níveis de auto-estima com aquisição de hábitos escolares e sociais para a minimização dos fatores de risco e vulnerabilidade frente aos fenômenos e problemas da sociedade contemporânea como a violência, uso indevido de drogas, gravidez precoce e outros temas que constituem adversidades no universo da adolescência atual.
  3. 3. • Promover atitudes para melhorar a convivência dentro da escola, procurando adaptá-las ao novo perfil apresentado pelos jovens de hoje. METAS1. Adotar Adaptação Curricular no que se refere aos temas citados e como eixo metodológico, a ênfase na interdisciplinaridade, contextualização e valores.2. Minimizar a violência, indisciplina e desrespeito à sexualidade no recinto escolar.3. Melhorar a convivência do aluno com o aluno, com professores, funcionários e Direção, diminuindo a agressividade.
  4. 4. JUSTIFICATIVA Os últimos 30 anos foram marcados com o final da censura que possibilitou umacentuado de imagens, reportagens, músicas, situações sobre sexualidade humana e usoindevido de drogas com grande impacto na infância e juventude. A criança de hoje sabe quepara se tornar adulto, a sociedade espera deles, algumas posturas como transar, beber, dirigir, terdinheiro e etc. Todo esse universo na mídia acaba por erotizar o comportamento infantil, maisdo que suas mentes. As crianças imitam a obscenidade, simulam a malícia adulta, verbalizam egesticulam palavrões sem muitas vezes entenderem o que estão fazendo. As bebidas alcoólicas têm sido usadas desde o início da civilização humana, constandoda história dos mais variados povos na crença de que o álcool era o remédio para todos osmales. Hoje, sabe-se que o uso terapêutico do álcool é muito reduzido, enquanto que seu usosocial é imenso, inclusive no contexto de nossos alunos. Alcoolismo é uma síndrome da dependência (conjunto de sintomas) conseqüente ao usoexcessivo e prolongado do etanol, caracterizada por evolução típica e seqüelas específicas,sendo considerada pela ONU como a doença de maior extensão no território. Além disso, nos últimos séculos, as sociedades ocidentais vêm difundindo seus valorespelo mundo, num processo que se chama globalização. Isso tem modificado bastante os antigoscontroles comunitários sobre a vida dos indivíduos e, conseqüentemente, a maneira como elesconcebem suas relações com o espaço, o tempo e a produção, levando-os a buscar opreenchimento de vazios existenciais, por meio de ações indevidas, como o uso de drogas, o nãorespeito à sexualidade e conseqüentemente a indisciplina. É responsabilidade de qualquer sistema escolar promover a educação integral doseducandos. Crianças e adolescentes precisam ser submetidos a momentos de reflexão sériasobre aonde seus comportamentos poderão levá-los e que tipo de cidadão eles esperam ser. Tendo como referencial a rede teórica apresentada justifica-se a elaboração eimplementação do presente projeto nessa escola, denominado pela necessidade de ações quepossibilite ao jovem construir novos significados na educação, como processo indispensávelpara a sua formação como pessoa. A missão da Escola é atuar efetivamente para o desenvolvimento global das crianças,para formação do aluno crítico, capaz de perceber a realidade que o cerca, modificando-amediante construção de experiências coerentes com os valores coletivos. Para exercer este papel, a escola enquanto espaço de construção da cidadania, precisaser dinâmica, eficiente e mais atenta às necessidades do aluno, devendo garantir uma educaçãoque possibilite fatores de proteção e minimização de risco. Deve fazer sistematicamente otrabalho de educação, desde as séries iniciais, atentar para as brincadeiras e danças eróticas quesó tendem a banalizar o ser como objeto sexual e expor as crianças tornando-as vulneráveis asituações de abuso e violência.
  5. 5. Espera se que crianças e jovens tenham informações que possibilitem compreender asmanifestações de sua sexualidade, a pensar na responsabilidade da prática sexual, no usoindevido de droga, seus desejos e prazer de uma forma tranqüila e responsável, pois acompreensão de si e da natureza humana é fundamental para tomada de decisões acertadas. É preciso compreender também que numa sociedade plural a diversidade de valores ecrenças é um direito de cada cidadão. Os estereótipos sexuais são construções sociais eexpressões de atitudes discriminatórias e intolerantes. Devem ser revista e evitadas todas asformas de preconceitos entre as pessoas entendendo que todos têm valor e dignidade e que osvalores sexuais e estilos de vida mudam de pessoa para pessoa. O trabalho com educação sexual, prevenção de drogas e cidadania devem começar antesmesmo da puberdade: conversar sobre menstruação, gravidez, ato sexual, expressão de afeto,limites, democracia, vícios e respeito ao outro. Assim se faz necessário questionamentos e debates que ajudem a encontrar soluçõesque atenuem ou erradiquem as causas desses problemas. Neste sentido, incorpora-se o conceito de Protagonismo Juvenil, expresso na suaamplitude como “um tipo de ação de intervenção no contexto social para responder aproblemas reais onde o jovem é sempre o ator principal como fonte de iniciativa e decompromissos, que é responsabilidade.” Constitui uma forma de educação para a cidadania,onde o jovem ocupa uma posição de centralidade. A maior preocupação é desenvolver um processo educativo centrado no aluno e na suarealidade pessoal e contextual que se efetive como tarefa contínua, onde professores, auxiliares,pais e alunos participem, não só de execuções, mas principalmente de decisões, planejamentos,acompanhamentos, controle e avaliações das ações propostas. DIAGNÓSTICO A Escola atende a uma clientela do 1º ao 9º ano do Ensino Fundamental, bastantediversificada em termos dos aspectos sociais, econômicos e culturais. Os alunos são oriundos defamílias residentes nas quadras vizinhas à escola, mas atende um número razoável de alunosresidentes na zona rural e na zona periférica da cidade, dificultando de certa forma aparticipação dos mesmos e da família em determinados projetos. O nível e as condições sócio-econômicas das famílias são considerados médio baixo,tendo em vista a informalidade das atividades econômicas. Os alunos são oriundos de famílias que professam as mais variadas religiões, compredominância da católica. Há na escola focos de violência, postura de indisciplina e tendência ao alcoolismo etabagismo, uma vez que a maioria dos alunos convive em ambiente extremamente fértil a essesvícios.
  6. 6. A equipe escolar é comprometida com o resultado de desempenho dos alunos, nãomedindo esforços para o bom atendimento ou inovações pedagógicos que venham melhorar oensino aprendizagem. O trabalho pedagógico tem como indicador de qualidade os gráficos dedesempenho mensal e bimestral dos alunos, pautando neles a revisão de estratégias traçadas eplanejamento semanal das aulas. Todo o processo educativo da Escola é embasado no cultivo de valores ético morais quesão alicerce para a vida inteira. Procuramos vivenciar valores como: a responsabilidade, o amor,a amizade, a cooperação, o respeito, a honestidade, a paz e tendo como base a famíliaparticipativa que acompanha seu filho. “Educar é caminhar para a totalidade; é incorporar as diferenças e saber conviver com as contradições”. METODOLOGIAS 1. Desempenho dos professores de forma interdisciplinar utilizando:
  7. 7. • Pesquisas; • Seminários; • Redações; • Palestras nas salas; • Confecção de cartazes; • Mural informativo; • Filmes; • Poesias • Debates como auxílio na fixação dos assuntos e conteúdos abordados estimulando opiniões; • Entrevistas; • Dramatizações. 2. Protagonismo Juvenil - Neste projeto considera-se a participação dos alunos no planejamento, na execução, na avaliação e na apropriação dos resultados da ação. 3. Organização de evento para: • Socialização de atividades desenvolvidas em sala de aula; • Depoimentos de pessoas experiências com os temas abordados. • Palestras especiais com os temas a respeito de ações preventivas; • Envolvimento de pessoas com experiência religiosa para mostrar a visão espírito cristã, que seja estudioso da causa e que estimule o debate de propostas; 4. Envolvimento da comunidade em forma de parceria e voluntariado. 5. Ciclo de estudo entre professores e apoio pedagógico sobre os temas. 6. Produções de Vídeo pelos alunos. O Vídeo é um espaço democrático, em que crianças e jovens de diferentes origens têm aoportunidade de se encontrar e mostrar o que pensam e produzem. O processo de criação dovídeo é importante para a construção do pensamento. O objetivo é trabalhar a auto-estima, éestimular os jovens a se expressar, a mostrar seu ponto de vista de uma forma evolutiva com autilização da ferramenta audiovisual. Pesquisa de depoimentos colhidos em várias fontes, preservando a identidade dousuário, se for preciso.
  8. 8. DESENVOLVIMENTO • 1º MOMENTO: Cada professor ficará responsável por uma classe. Cada classe trabalhará com valores diferentes, tendo a Família, a Escola, voluntários, a igreja e comissão de pais distribuídos como responsável por turmas. Os professores levantam o tema e grupo de valores que devem ser escolhidos pela turma para serem trabalhados como: Disciplina (amizade, respeito, honestidade, cooperação, fraternidade, solidariedade, liberdade, liderança, igualdade, amor, perseverança, justiça, crença, obediência, paz, bondade, felicidade); Sexualidade (responsabilidade, dignidade, equilíbrio, consciência, confiança, família, igreja, sociedade, escola; Droga (responsabilidade, otimismo, esperança, crença, amor à vida, felicidade, consciência, dignidade, paz, família, vida, fé, equilíbrio).Desse modo, cada classe terá um tema com seu grupo de palavras (que pode ser acrescentado) para ser desenvolvido pelo professor orientador da classe com seus colaboradores. Entretanto, antes de aplicar a atividade, todos os professores da Escola devem pesquisar e planejar para se sentirem mais seguros na sua aplicação. Essa etapa é fundamental porque alguns professores “ainda” apresentam grande dificuldade em desenvolver atividades "fora do conteúdo de sua disciplina". • 2º MOMENTO: Escolha de um texto para reflexão dos alunos. Para os alunos de 1º ao 5º ano seriam usadas fábulas como, "Por favor", "Alguém está vendo você", "O Menino que Mentia" e outras (Livro das Virtudes Infantis). • 3º MOMENTO: sensibilização da turma sobre o tema a ser trabalhado:1. Colocar os alunos um grande círculo na sala de aula2. Usar uma técnica de relaxamento (com música apropriada).3. Fazer a leitura e reflexão do texto:4. Aplicar na lousa a técnica "chuva de idéias" com o tema da classe, que será colocada no centro do papel pardo. E as "idéias" de como será trabalhado o tema durante o bimestre deverão ser escritas ao redor da palavra.5. Refletir com os alunos sobre o tema: Só o resgate de valores poderá melhorar a convivência na Escola e na Família (voltada para o tema da turma).7. Cada classe montará uma frase coletiva, na lousa, antes de passar para o papel.8. Os trabalhos serão expostos nos corredores das salas de aula ou em painel, pré- organizado, com o tema "Assim é o mundo que desejo construir".
  9. 9. • 4º MOMENTO: Repasse do plano de trabalho da classe para o coordenador e equipe escolar que irão apoiar o trabalho de cada turma. Entretanto, todos devem obedecer ao cronograma pré-estabelecido pela turma. • 5º MOMENTO: Final do ano/2007 - Avaliação do Projeto: 1. Como foi à participação dos alunos durante as atividades e ao término delas? 2. Houve melhoria dos pontos levantados (situação-problema) no início deste projeto? 3. Os coordenadores conseguiram motivar e apoiar o professor para a realização do trabalho na utilização de novas metodologias? 4. Observou-se a participação, o interesse, a criatividade e a satisfação dos alunos? 5. O professor ouviu e orientou a classe para que chegassem aos objetivos propostos? AVALIAÇÃO A sistemática e registro do desempenho escolar dos alunos ultrapassam os limitesquantitativos e, portanto, deve observar quatro dimensões: diagnóstico, processual/contínuo,cumulativo, participativo e interdisciplinar, com prevalência dos aspectos qualitativos sobre osfatores quantitativos do desempenho do aluno. Que a Avaliação: a) Seja um instrumento capaz de levar a repensar e a retomar o ensino e a aprendizagem, apontando suas diretrizes; b) Não seja apenas a verificação de conhecimento, mas seja vista como condutora do processo educativo, algo a ser permanentemente construído; c) Envolva conteúdos conceituais, procedimentais e atitudinais relativos ao processo deensino-aprendizagem; d) Que a natureza processual da aprendizagem esteja refletida na avaliação; e) Que a participação e o empenho do aluno nas atividades sejam valorizados. A avaliação da operacionalização do Projeto será efetivada mediante a observaçãodireta da participação dos envolvidos, bem como o alcance das metas quantitativas equalitativas estabelecidas, com revisão de periodicidade semestral. LINHAS DE AÇÃO NÍVEL INTERDISCIPLINAR
  10. 10. Responsável Ativo – o professor DISCIPLINAS INGLÊS (Composição na forma de comédia, drama sobre o tema.) CIÊNCIAS (CONTEÚDO SOBRE DROGAS, GRAVIDEZ, DST...)RELIGIÃO (CONTEÚDO SOBREÉTICA, POSTURA, RESPEITO...) PORTUGUÊS (“LEITURA , REDAÇÃO, SOBRE OS TEMAS”MATEMÁTICA (“PERIGOS DA ARTES (“CARTAZES/ELAB. DASDEPENDÊNCIA QUÍMICA, GRÁFICOS, FRASES, TEATRO”)TABELAS”) GEOGRAFIA(“FLUXO MATERIAL DE DROGAS ... GLOBALIZAÇÃO, HISTÓRIA (“Origem das drogas... sexualidade”) Evolução e sexualidade”) EDUCAÇÃO FÍSICA (“ginástica laborial”) PLANEJAMENTO
  11. 11. Ações Responsável Situação da ação1 - Planejamento Participativo mensal para definição dotrabalho pedagógico e troca de experiências entre todos osprofessores para assegurar a integração dos conteúdos nasdiferentes áreas do conhecimento.2- Entrosamento mensal entre os professores que trabalham naprimeira e segunda fase.3- Manutenção de objetivos comuns, por segmento e por série,a curto, médio e longo prazo.4- Formulação semanal dos objetivos de cada disciplina, comfoco nas múltiplas dimensões dos temas supracitados.5- Presença do tema “Ética” nos conteúdos atitudinais dasdiferentes áreas, constituindo-se um dos eixos da açãopedagógica.6- Resgate de hábitos esquecidos como: por favor, bom dia,obrigado, com licença, desculpe etc., como "palavras mágicasda semana". É preciso lembrar que, se você quiser modificarhábitos e atitudes de seu aluno, é preciso ter comoprotótipos: professores, funcionários, direção ecoordenadores.7- Práticas pedagógicas intensificada nas múltiplasdimensões dos conteúdos (conceitual, procedimental eatitudinal);8- Mediação diária ao aluno para assumir o próprio processo deaprendizagem e ver o erro como elemento norteador dolevantamento de dúvidas e de novos avanços.9- Promover atividade semanal (para adquirir hábitos) depesquisa acerca de valores de sustentabilidade da vida, emjornais, revistas, livros e outros.10- Trabalho sistemático com pesquisa, leitura, escrita eoralidade, propiciando, também, o contato dos alunos comdiferentes gêneros discursivos, já a partir da primeira fase.11-Reflexão bimestral, juntamente com os alunos, sobre odesempenho individual e coletivo, com base na análise dosgráficos de resultados, procurando encorajar sempre um bomdesempenho12- Inserir esses conteúdos na lista de avaliação atitudinalda turma;13- Utilização de teatro, das tecnologias da informação digital(parceria) e de outros meios de comunicação disponível naescola, nas atividades deste projeto;14- Pratica de exercícios de relaxamento, de concentração emeditação, pelo ao menos uma vez por semana, paraharmonizar-se com a natureza, com a vida e com o cosmos;15- Publicação de trabalhos mensal dos alunos e professores nojornal ou painel da Escola, tendo turmas como responsáveis;16- Avaliação mensal da coerência entre a prática e osobjetivos, durante o planejamento participativo. NÍVEL ORGANIZACIONAL Responsável Ativo – Equipe Gestora Ações Responsáveis Cronograma
  12. 12. 1- Apresentação do projeto à equipe Gestora;2 - Apresentação do projeto à equipe pedagógica;3 – Seleção de material didático para apoio;4– Reunião com representantes de alunos para definir ações;5 – Promover discussão com os professores sobre asreivindicações dos alunos elencadas na ficha do conselho declasse;6- Incorporar na pauta de reuniões, momentos para reflexãoe discussão sobre os temas em pauta e a atuação da escola;7- Montagem de um painel extraclasse para divulgação dostrabalhos escolares, esportistas e do Grêmio Estudantil comcolagem de fotos para atrair atenção dos leitores;8- Cronograma de turmas para organizar mostras sobreassuntos veiculados nas aulas, eventos culturais, produçãode alunos e professores e acontecimentos ocasionaisrelevantes para publicação no jornal ou painel.9- Programação de atividades específicas com as turmas(Momento Cívico) para o trabalho com valores eatitudes;10- Estudo do Regimento Escolar, Portaria 05 e do ECAcom todos os funcionários da escola;11- Elaboração de estratégias mais adequadas para registrode avaliação dos conteúdos atitudinais dos alunos quechegam à equipe gestora para tomada de posições;12- Manter sempre contato entre os dois níveis,aprofundando a reflexão sobre a linha pedagógica da Escolana inclusão dos temas no currículo escolar;13- Possibilitar que as equipes de professores de cadanível avaliem, continuamente, os pontos positivos enegativos de cada bimestre;14-Promover 2 encontros dirigidos a pais, educadores ealunos, no decorrer do ano, com pessoas qualificadas nostemas supracitados para a formação da criança e doadolescente;15- Promover um dia “D” semestralmente para discussãodesses temas e socialização de atividades desenvolvidas;16- Recepção dos alunos que chegam atrasados para umareflexão da causa.17- Programar, por área, ao longo do ano, atividadesenvolvendo os recursos da Informática através de parceriascom outras entidades;18- Incentivo constante à integração entre pais, alunos eeducadores com momentos recreativos (times de pais eprofessores) e atividades escolares.19- Em todas as ocasiões, como reuniões, entrevistasindividuais e palestras, haverá a preocupação em deixarclara a nossa ação educativa na formação integral doeducando.20- Incluir nos assuntos abordados no pátio interno daescola durante os momentos Cívicos organização portemas, incluindo os do projeto em pauta.21-Determinar um dia X na semana para trabalharsobre o assunto (acolhida, texto, redação, música ...)22- Cuidar para que aconteça o resgate de hábitos
  13. 13. esquecidos como: por favor, bom dia, obrigado, comlicença, desculpe etc., lembrando que se quiser modificarhábitos e atitudes de seu aluno, é preciso ter comoprotótipos: professores, funcionários, direção ecoordenadores23- Promover momentos semanais deintegração/socialização nas turmas dos trabalhos realizados.24-Promover reunião mensal com os responsáveis pelasturmas;25-Cuidar para que aja reunião periódica com grupo dealunos ”rodada de bate-papo” (os que causam tumultona escola), não esquecendo que eles serão um dos gruposdo protagonismo juvenil no combate à indisciplina, terãoplano próprio, mediado por um membro da equipegestora.26- Preparar os representantes de classe e dos alunos para seapresentar em público quando forem solicitados;27- Promover ginástica laborial, semanalmente, com osfuncionários como instrumentos para o trabalho em sala.28- Homenagem bimestral à turma que mereceu eapresentou bons resultados nos instrumentos deacompanhamento.29- Providenciar identificação (crachás) para osrepresentantes de sala e Grêmio Estudantil.30- Promover uma conversa sobre indisciplina na primeirareunião com os pais.31-Elaborar normas a ser cumprida na íntegraenvolvendo a Comissão de pais, Grêmio e representantesde sala, equipe gestora e professores.32- Firmar parceria com especialista na área depsicopedagogia e ou psicologia para um trabalhocontínua na escola com as turmas.33- Possibilitar um momento de reflexão para propostapedagógica baseada na resolução de situações-problemascom o objetivo de dinamizar mais as aulas e minimizar aindisciplina. NÍVEL INTEGRADORA/DISCIPLINAR RESPONSÁVEL ATIVO - Representantes de alunos Ações Responsáveis Cronograma 1- Efetivar o protagonismo juvenil, possibilitando a participação ativa dos representantes estudantis nas propostas e execução de ações da escola. 2-Eleição do representante de sala; 3- Que os representantes de turma sejam conscientizados de
  14. 14. sua função intermediadora entre a Classe, a Direção e oCorpo Docente;4-Reeleição do Grêmio Estudantil conscientizando o de suasfunções, atribuições e deveres, como participante ativo dasatividades da Escola e principalmente das salas de aula;5- Elaborar estratégias para estudo do Regimento Escolarpelos alunos, principalmente no que se refere aos deveresdos mesmos;6- Promover a reelaboração das Normas Internas daEscola com a participação efetiva dos alunos;7- Possibilitar momentos bimestrais com os alunos paraapresentar sugestões que contribuam para a motivação nasaulas.8- Promover atividades extraclasses como mais um recursopedagógico: jogos intra e interescolares, grupos de danças,xadrez, capoeira;9- O Recreio Orientado terá a participação efetiva dosprofessores, monitoria de alunos nas diversas divisões deespaços, auxiliada pela equipe de apoio e direção.10- Selecionar músicas do recreio dirigido de acordo com aproposta de trabalho da escola.11- Realizar um dia esportivo na escola com oenvolvimento de pais e alunos, organizado pelosrepresentantes estudantis.12-Promover a elaboração de normas pelos própriosalunos para melhor atuação das atividades extraclasse13-Promover rodada de papo bimestral com os alunosespecíficos sobre os temas em pauta (entrevista, o quesabe, o que gostaria de saber, troca de experiência) emprodução de vídeo.14- Enumerar os maiores incômodos acontecidos naescola com relação a gestos e posturas no que se refere àindisciplina e sexualidade para subsidiar a execução doprojeto.15- Mensagens semanais entregues por representantes dealunos às turmas, para leitura e reflexão, como uma formade integração dos trabalhos realizados sobre os temas;16-Resgatar hábitos esquecidos como: por favor, bom dia,obrigado, com licença, desculpe etc., como "palavrasmágicas da semana";17- Produção de jornal, a cada bimestre, naresponsabilidade de uma turma ou por modalidade tendo umprofessor como mediador, em forma de rodízio;18- Promover uma Feira Cultural anual - um momentoespecial do projeto, que permitirá a exposição debates, detodas as atividades artísticas, esportivas, culturais e (Dia “D” da Leitura)científicas produzida pelos alunos e professores da escolaaté aquele instante;19-Possibilitar que aconteça momento de confraternizaçãoentre a turma, professor e voluntário efetivo (dia doprofessor?) pelo ao menos uma vez por ano, elaboradospelos alunos, sempre com o objetivo de resgatar os valores e
  15. 15. melhorar a convivência escolar. RECURSOS Quanto aos recursos humanos as atividades serão efetivadas com a participação dos professores, direção, alunos, parceiros, voluntários e demais funcionários integrantes ao grupo, ressaltando os processos de interdisciplinaridade. Os recursos financeiros ficarão a cargo da escola, uma vez que o material utilizado serão os de consumo. No momento não está previsto nenhum gasto extra, no entanto, podendo aparecer no decurso da execução. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS PCN’s – (Ensino Fundamental) - Uso de drogas e Orientação sexual; VASCONCELOS, Celso de: “Construção da Disciplina Consciente e Interativa em Sala de Aula e na Escola”, pág. 130. Libertad, 2001; ROLIM, Maritza e SANA, Marli Aparecida: Limites e Indisciplina na Educação Infantil, pág.75. Editora Átomo; Revista Nova Escola: Agosto 2003, dezembro de 2003 e fevereiro de 2005; Revista Gestão em Rede: Outubro de 2000, agosto de 2003; Revista Mestre: Janeiro e Fevereiro de 2003 e 2005, agosto de 2003;
  16. 16. TEXTO PARA REFLEXÃO "Não, não tenho caminho novo, o que tenho de novo é o jeito de caminhar”. A indisciplina se aprende, porém a disciplina também se aprende, garante o professor JoeGarcia, do Mestrado em Educação da Universidade Tuiuti, do Paraná. Em sua palestra “Afinal,quem manda aqui? Garcia ilustrou o problema com o caso de uma professora que desistiu de seualuno. Ela disse que fez “tudo”, mas não sabia dizer o que era esse “tudo”. Além disso, fez “tudo”apenas por duas semanas. “A indisciplina desse aluno foi aprendida, então ele não vai mudar emduas semanas”, explicou Garcia, trazendo uma noção para a discussão: “Observo umadesarticulação entre planejamento da disciplina e planejamento de aprendizagem na gestão doprojeto político pedagógico”. Em outras palavras, Garcia disse que no início do ano letivo, geralmente, não há trabalhodisciplinar integrado com o processo de ensino-aprendizagem. Em função disso, a indisciplina éentendida como anomalia ou incidente. Como conseqüência, interrompe-se o ensino para resolvero problema de forma isolada de todo o processo de aprendizagem, consumindo tempo precioso dealunos, professores, coordenação e de todos os envolvidos na instituição escolar. Para pensar oproblema, Garcia propõe um trabalho preventivo e com possibilidade de intervenção, senecessário. Se compararmos com a década de 1950, Garcia entende que o problema da indisciplinaestá mais complexo, com causas novas e antigas. Em função disso e das exigências da organizaçãoescolar, precisamos de gestão e, principalmente, de liderança de pessoas e idéias, para planejar eorganizar as ações. “A autoridade vem da competência dos professores para ensinar”, salientaGarcia, que fez seu doutorado em Educação na PUC-SP. Ele entende que os jovens precisam deliderança para perceberem uma perspectiva de futuro. “Não vamos dar o futuro para eles, maslevá-los a conhecer futuros possíveis”. Segundo Garcia, se os pais não participam e os alunos seaproveitam da ausência dos pais, é porque falta liderança. Joe Garcia também ressaltou a importância de se pensar mudanças de paradigmas. Eledisse que há escolas construtivistas no planejamento do ensino-aprendizagem, mas sãocomportamentalistas quando aparece a indisciplina, gerando desconforto nos alunos, nosprofessores e nos pais. “É preciso adotar um paradigma consonante com a realidade da escola”. Ainda com relação à gestão, que deve contemplar um plano de prevenção e intervenção,Garcia salientou que não devemos priorizar a intervenção em detrimento da prevenção. Ele disseque muitos professores esperam a indisciplina aparecer para depois fazerem algo que devia serprevisto na escola como um todo. Ou seja, esperam um “problema concreto”. “É bom saber que os
  17. 17. bombeiros não pensam assim”, ironizou Garcia, lembrando o trabalho preventivo com extintores,saídas de emergência e placas de sinalização, antes mesmo do incêndio acontecer. Referindo-se auma pesquisa, o professor disse ainda que “a indisciplina é a principal causa de estresse entre osprofessores”. Há vários sintomas que indica segundo Garcia, uma falta de gestão: por exemplo, quandoo problema ocorre na sala de aula e toda a escola é mobilizada para resolvê-lo; ou quando não háum trabalho de formação de professores; ou ainda quando a relação com a comunidade não éconsiderada no planejamento. Ele recomendou, nesse sentido, várias ações: monitoração daindisciplina, acompanhamento dos alunos, sensibilidade para identificar a falta de motivação,capacidade para avaliar resultados etc. Se o melhor incêndio para apagar é o que não começou, no caso da indisciplina deve-seevitá-la, diminuindo a possibilidade se seu aparecimento e aumentando as chances da disciplina.“Devemos aumentar a propensão para a disciplina com a motivação, o bom relacionamento eações conjugadas na escola como um todo”. Garcia acredita que uma visão compartilhada naescola evita aquilo que é comum em casa: a mãe diz para o filho não sair, mas o pai libera e vice-versa. O professor recomendou ainda, em sua palestra, a criação de vínculos afetivos,intelectuais ou de confiança. Isso pode ser praticado até com a lista de chamada, demonstrandointeresse pelos alunos. “Escolha três alunos por dia e gaste um tempo com eles durante achamada”, orientou. Acordos e contratos pedagógicos também são importantes, mas não podemser confundidos com os “combinados” que, na verdade, são os chamados “solicitados”. Para tanto,sugeriu começar com um princípio, por exemplo, da amizade ou solidariedade, que devemlegitimar a autoridade do professor. Origem do texto: HTTP://www.educabrasil.com.br/eb/exe/texto.asp?id=434

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