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Sugestões para
  trabalhar a
cultura africana
 na Educação
    Infantil
• Rodas de conversa: Reunir as crianças em
  uma roda abre espaço para conhecê-las
  melhor. Para entender as relações de
  preconceito e identidade, vale a pena
  apresentar revistas, jornais e livros para
  que as crianças se reconheçam (ou não)
  no material exposto. A roda é o lugar de
  propor projetos, discutir problemas e
  encontrar soluções. Também é o melhor
  espaço para debater os conflitos gerados
  por preconceitos quando eles ocorrerem.
  Nessa hora, não tema a conversa franca e
  o diálogo aberto.
• Vídeos e Contos: A contação de
  histórias merece lugar de destaque
  na sala de aula. Ela é o veículo com
  o qual as crianças podem entrar em
  contato com um universo de lendas e
  mitos e enriquecer o repertório.
  Textos e imagens que valorizam o
  respeito às diferenças são sempre
  muito bem vindos.
• Bonecos negros: As crianças criam
  laços com esses brinquedos e se
  reconhecem. É interessante associar
  esses bonecos ao cotidiano da escola
  e das próprias crianças, que podem
  se revezar para levá-los para casa. A
  presença de bonecos negros é sinal
  de que a escola reconhece a
  diversidade da sociedade brasileira.
• Toque: mexer nos cabelos e trocar
  pequenos carinhos é uma forma de
  cuidar das crianças e romper
  possíveis barreiras de preconceitos.
  O trabalho com o cabelo abre
  caminho para estudar tamanho,
  textura, cor e permite aprender que
  não existe cabelo ruim, só estilos
  diferentes.
• Comida: pesquisar a história de
  alimentos de origem africana é um
  jeito de valorizar a cultura dos afro-
  descendentes. Melhor ainda se
  houver degustação, com o apoio da
  comunidade. As aulas de culinária
  são momentos ricos para enfocar as
  heranças culturais dos vários grupos
  que compõem a sociedade brasileira.
• Música e Artes Plásticas: A música
  desenvolve o senso crítico e prepara
  para outras atividades. Conhecer
  músicas em diferentes línguas e de
  diferentes origens, é um bom
  caminho para estimular o respeito
  pelos diversos grupos humanos. E
  isso se aplica a todas as formas de
  Arte.
• Fonte: Como trabalhar as relações
  raciais na pré-escola de Débora
  Menezes.
• Durante o período em que frequentam a
  creche ou a pré-escola, as crianças estão
  construindo suas identidades. Por isso,
  desde os primeiros anos de escolaridade,
  os alunos já precisam entender que são
  diferentes uns dos outros e que essa
  diversidade decorre de uma ideia de
  complementaridade. “É função do
  educador ajudar as crianças a lidar com
  elas mesmas e fortalecer a formação de
  suas próprias identidades”, explica Clélia
  Cortez, Coordenadora do Programa
  Formar em Rede do Instituto Avisa Lá e
  selecionadora do Prêmio Victor Civita. “Ele
  deve atuar como um verdadeiro agente de
  promoção da diversidade”, diz.
• Para que isso aconteça, a creche precisa
  ser transformada em um ambiente de
  aprendizagem da diversidade étnico-racial,
  que estimule os pequenos a buscar suas
  próprias histórias e a conhecer as origens
  dos colegas. “Estimular a participação das
  crianças em atividades que envolvam
  brincadeiras, jogos e canções que
  remetam às tradições culturais de suas
  comunidades e de outros grupos são boas
  estratégias”, diz Clélia.
• Segundo a educadora, a organização dos
  espaços também deve valorizar a
  diversidade. Ações simples como pendurar
  imagens de personagens negros nas
  paredes, adquirir alguns livros com
  personagens de origens africanas, ter
  bonecos negros na brinquedoteca e passar
  filmes infantis com personagens negros
  para as crianças podem ajudar na
  formação de cidadãos mais conscientes e
  agentes no combate ao preconceito.
• Fonte: A história da África em sala de
  Daniele Pechi.
• Reúna a turma em círculo para ouvir
  você ler histórias que tratem da
  diversidade e valorizem o respeito à
  diferença. Peça que todos
  comentem. A roda de conversa pode
  ser aproveitada para debater
  eventuais conflitos gerados por
  preconceitos.
• Convide os pais para fazer, junto com os
  filhos, uma oficina de bonecos negros.
  Ofereça o material necessário. Depois de
  prontos, deixe-os à disposição na sala
  para as brincadeiras ou organize um
  revezamento para que as crianças possam
  levá-los para casa. As crianças criam laços
  com esses objetos e se reconhecem neles.

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Sugestões para trabalhar a cultura africana na educação

  • 1. Sugestões para trabalhar a cultura africana na Educação Infantil
  • 2. • Rodas de conversa: Reunir as crianças em uma roda abre espaço para conhecê-las melhor. Para entender as relações de preconceito e identidade, vale a pena apresentar revistas, jornais e livros para que as crianças se reconheçam (ou não) no material exposto. A roda é o lugar de propor projetos, discutir problemas e encontrar soluções. Também é o melhor espaço para debater os conflitos gerados por preconceitos quando eles ocorrerem. Nessa hora, não tema a conversa franca e o diálogo aberto.
  • 3. • Vídeos e Contos: A contação de histórias merece lugar de destaque na sala de aula. Ela é o veículo com o qual as crianças podem entrar em contato com um universo de lendas e mitos e enriquecer o repertório. Textos e imagens que valorizam o respeito às diferenças são sempre muito bem vindos.
  • 4. • Bonecos negros: As crianças criam laços com esses brinquedos e se reconhecem. É interessante associar esses bonecos ao cotidiano da escola e das próprias crianças, que podem se revezar para levá-los para casa. A presença de bonecos negros é sinal de que a escola reconhece a diversidade da sociedade brasileira.
  • 5. • Toque: mexer nos cabelos e trocar pequenos carinhos é uma forma de cuidar das crianças e romper possíveis barreiras de preconceitos. O trabalho com o cabelo abre caminho para estudar tamanho, textura, cor e permite aprender que não existe cabelo ruim, só estilos diferentes.
  • 6. • Comida: pesquisar a história de alimentos de origem africana é um jeito de valorizar a cultura dos afro- descendentes. Melhor ainda se houver degustação, com o apoio da comunidade. As aulas de culinária são momentos ricos para enfocar as heranças culturais dos vários grupos que compõem a sociedade brasileira.
  • 7. • Música e Artes Plásticas: A música desenvolve o senso crítico e prepara para outras atividades. Conhecer músicas em diferentes línguas e de diferentes origens, é um bom caminho para estimular o respeito pelos diversos grupos humanos. E isso se aplica a todas as formas de Arte. • Fonte: Como trabalhar as relações raciais na pré-escola de Débora Menezes.
  • 8. • Durante o período em que frequentam a creche ou a pré-escola, as crianças estão construindo suas identidades. Por isso, desde os primeiros anos de escolaridade, os alunos já precisam entender que são diferentes uns dos outros e que essa diversidade decorre de uma ideia de complementaridade. “É função do educador ajudar as crianças a lidar com elas mesmas e fortalecer a formação de suas próprias identidades”, explica Clélia Cortez, Coordenadora do Programa Formar em Rede do Instituto Avisa Lá e selecionadora do Prêmio Victor Civita. “Ele deve atuar como um verdadeiro agente de promoção da diversidade”, diz.
  • 9. • Para que isso aconteça, a creche precisa ser transformada em um ambiente de aprendizagem da diversidade étnico-racial, que estimule os pequenos a buscar suas próprias histórias e a conhecer as origens dos colegas. “Estimular a participação das crianças em atividades que envolvam brincadeiras, jogos e canções que remetam às tradições culturais de suas comunidades e de outros grupos são boas estratégias”, diz Clélia.
  • 10. • Segundo a educadora, a organização dos espaços também deve valorizar a diversidade. Ações simples como pendurar imagens de personagens negros nas paredes, adquirir alguns livros com personagens de origens africanas, ter bonecos negros na brinquedoteca e passar filmes infantis com personagens negros para as crianças podem ajudar na formação de cidadãos mais conscientes e agentes no combate ao preconceito. • Fonte: A história da África em sala de Daniele Pechi.
  • 11. • Reúna a turma em círculo para ouvir você ler histórias que tratem da diversidade e valorizem o respeito à diferença. Peça que todos comentem. A roda de conversa pode ser aproveitada para debater eventuais conflitos gerados por preconceitos.
  • 12. • Convide os pais para fazer, junto com os filhos, uma oficina de bonecos negros. Ofereça o material necessário. Depois de prontos, deixe-os à disposição na sala para as brincadeiras ou organize um revezamento para que as crianças possam levá-los para casa. As crianças criam laços com esses objetos e se reconhecem neles. • Fonte: Não ao preconceito de Lucimar Rosa Dias e Waldete Tristão Farias Oliveira.